Até Que As Galinhas Nos Separem Follow story

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[ Casamento arranjado | Kaisoo | +18 ] Depois de uma noite de bebedeira, Kyungsoo descobriu que estava prometido para um completo estranho em uma casamento arranjado. E agora sua vida tranquila no campo foi afetada por um mauricinho e sua família completamente louca. ____________________________ >> Fanfic de minha autoria postada no Social Spirit e Wattpad << >> A capa está formatado estranha porque foi feita apenas pro Social <<


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Dois bêbados e um contrato

Do Kyungsoo é um jovem adulto que aos seus 25 anos sempre levou uma vida pacata ao lado dos pais, seu hyung e sua cunhada na pequena fazenda Pinto Feliz. Se orgulhava de tudo que sua família conquistou em duros anos de trabalho e agora finalmente a família Do colhia os frutos de um trabalho árduo. Produziam ovos que eram vendidos na cidade próxima Andong, uma cidade conhecida como o centro da cultura tradicional coreana, cheia de templos aonde em outubro acontecia o Festival de Danças e Máscaras Coreanas, a principal diversão do mais novo. Seguia a mesma rotina de domingo a domingo, uma rotina sem imprevistos, um pouco estafante as vezes, em seu íntimo sentia que faltava algo, mas rapidamente era preenchido com uma visita aos amigos Junmyeon e Yixing, donos da fazenda Mandioca Grande.

Como todos os dias acordou as 04:00 da manhã, se arrumou, fez seu café junto à família e foi cuidar de seus afazeres, o dia estava nublado então o mesmo ficou feliz por não enfrentar o sol forte. Próximo ao meio dia voltou a sua casa e para almoçar, ao chegar notou um clima estranho entre os pais mas preferiu ficar calado, não gostava de se meter nos assuntos do mais velhos. O almoço foi feito em um silêncio sepulcral, seu pai nem olhava em seu rosto, sua mãe parecia um tanto nervosa e seu hyung e cunhada alheios a qualquer coisa naquele momento.

- Kyungsoo, assim que terminar o almoço precisamos falar com você – disse o pai, criando um misto de medo e ansiedade em si. E tudo que Kyungsoo conseguia pensar era no quanto estava ferrado já que seu pai sempre o chamava de Kyung.

Terminado o almoço, seu irmão e cunhada saíram da casa quase que correndo, prevendo que estouraria a 3ª guerra mundial em minutos. Jaejoo e Nayoung estavam olhando para o filho à mais de 5 minutos sem saber como começar o assunto difícil.

- Estou esperando, ninguém vai falar nada? Se foi pelo lote de ovos estragados, eu juro mesmo que não sei como aconteceu, eu fiscalizei um por um... - falava o mais novo.

- Não filho, o que temos a dizer é muito mais complicado do que um simples lote estragado – dizia Jaejoo nervoso – Então Kyungsoo, há coisas na vida que acontecem de forma estranha, bem... não estranha mas as vezes fazemos coisas idiotas na juventude e depois nos arrependemos, é que você sabe como eu nunca resisti um soju, vem outro e mais outro e quando eu vejo, já bebi mais do que o necessário e fico bêbado... você sabe como bêbado é, né? Lembra quando você foi pra’quela moda de viola com Junmyeon e voltou pra casa completamente louco, pra lá de bagadá, então o que eu quero dizer...

- Você vai se casar daqui a um mês - disse Nayoung visivelmente irritada com toda aquela enrolação do marido.

Ficaram aflitos esperando uma reação do filho que estava pensativo naquele momento.

- Bem, a piada foi boa mas ainda tenho que resolver a papelada dos transportadores – foi levantando e quase saindo das vistas dos pais.

Quase...

- Senta agora Do Kyungsoo, o assunto é sério - disse a mãe autoritária - Deixe me explicar já que o seu pai só é bom em fazer burrices – olhando de forma repreendedora para o marido que abaixou a cabeça – Seu pai fez uma burrada muito grande há uns anos atrás, no barzinho no centro da cidade fez amizade de bebida com um homem de Seul, e você sabe como é o seu pai bêbado, não é?

O mais jovem assentiu, antes da progenitora prosseguir.

- Como eu estava dizendo, seu pai fez amizade com esse homem da capital, e no auge das bebedeiras eles fizeram um acordo em contrato, basicamente nesse acordo você ou o seu irmão casam com um dos filhos desse homem e ele dá 1516.30 wons* para a nossa família – disse Nayoung deixando o filho chocado com a informação.

- Deixa eu ver se eu entendi, O SENHOR ME VENDEU??????

- Não foi bem assim filho – disse Jaejoo ainda de cabeça baixa.

- Então como foi?

- Bem, na verdade foi assim mesmo – disse o mais velho – mesmo tendo feito essa loucura, fiz pensando no bem da nossa família, graças ao dinheiro que recebi há 3 anos atrás conseguimos finalmente estabelecer nossa fazendinha...

Desacreditado em tudo o que ouviu Kyungsoo subiu as escadas batendo o pé forte, estava com muita raiva dos seus pais e do seu destino, como seu pai pode fazer isso? E como sua mãe concordou? Era um destino muito cruel.

Uma hora depois do fato Kyungsoo ainda se encontrava desacreditado de sua sorte, quanto mais pensava percebia a loucura que tinha se transformado a sua vida, até que ouviu batidas leves em sua porta, contrariado levantou-se e foi atender a porta sabendo muito bem quem estava atrás.

- Filho, esclareceu as ideias? Apenas ouça a sua mãe agora – suspirou e resolveu continuar - eu sei que está com raiva do seu pai, mas eu peço que não fique, é quase impossível mas você sabe como o seu pai é, ele bebe e faz as piores loucuras do mundo, igual da vez que ele trocou nossa vaquinha Jisoo por um pacote de feijão só porque o nome da marca era Feijões Mágicos, ou quando saiu pra pescar e voltou no dia seguinte sem os peixes e um dente da frente – os dois riram – o que eu quero dizer. É que o seu pai sempre fez o melhor para nós, e ele errou? Errou feio, mas foi pensando na gente, eu juro que vou ver com o seu irmão pra encontrarmos um jeito de reverter, só peço que aguente um pouco e não nos odeie.

- Mãe eu jamais poderia odiar alguém dessa casa, vocês são tudo o que eu tenho. Se esse for o meu destino, aceito, mas não quer dizer que eu vá facilitar as coisas pro meu futuro marido...

- Faça da forma que decidir, quem sou eu pra interferir no casamento do meu filho? – Abraçando de forma carinhosa seu pequeno, ele se afastou do abraço e olhou fixo para a matriarca.

- Mas não é a senhora que sempre fica se metendo no casamento do Gongchan falando que a Junghwa não cuida bem dele? – cruzando os braços.

- Bem, como tudo está resolvido vou indo, até mais - e deixou o quarto mais rápido que podia.

Na mesma noite Kyungsoo soube que teria que ir para a capital morar com o marido, sim, marido. Na adolescência resolveu desabafar com a família e contar que gostava tanto de homens quanto de mulheres, um tanto chocados levaram alguns meses para absorver e aceitar a realidade do filho. Agora até incentivavam, apesar de não gostarem muito do garoto que o Kyungsoo ficava, Chanyeol. Ah, Chanyeol... Ele era uma dor de cabeça para os seus pais, e sabendo que os “sogros” não gostavam nem um pouco dele fazia questão de incomodar sempre que tinha oportunidade, desde aparecer em horas inconvenientes, falar coisas inconvenientes em momentos inconvenientes até subir de madrugada no quarto do mais novo e fazer barulhos indiscretos, os gemidos de Chanyeol eram capazes de acordar a fazenda inteira e seus vizinhos, mas era de propósito assim como tudo o que fazia, só pelo prazer de incomodar mesmo. De madrugada chamou o grandão para ir a sua casa, precisava aliviar seus pensamentos e também se vingar levemente do seu pai, com certeza foi uma noite inesquecível para toda a família Do, já que quando Chanyeol soube foi barraco para a noite toda. Ninguém em casa dormiu enquanto o menor não conseguiu acalmar o seu grandão. Três dias depois do ocorrido perdoou seu pai, não conseguia ficar muito tempo bravo com o seu velho. Faltando duas semanas para deixar seu lar soube que houve mudanças e que seu marido iria morar consigo, seu coração se alegrou, não pelo incômodo casamento e sim por não precisar ir embora do seu paraíso. As conversas entre os pais dos noivos estavam a todo vapor, porque a cerimônia seria realizada na pequena cidade que ficava há 20 minutos de caminhonete da fazenda. Mas nisso o infeliz noivo não quis interferir, ele nem ao menos queria escolher o terno da cerimônia, deixando essa missão pra Junghwa que praticamente implorou para fazer a roupa. Sua cunhada aprendeu a costurar com as mulheres da sua família, até tinham uma pequena confecção de uniformes, mas o que Junghwa herdou de habilidade sempre faltou em bom gosto. Mesmo assim confiou que a moça não poderia fazer algo tão horrendo.

Era aquele dia, o dia D, o dia que seu destino seria selado. Seu noivo e a família dele chegariam em pouco tempo, trabalharam até as 10 horas, enquanto as mulheres ficaram em casa para arrumar os quartos dos hospedes e fazer o almoço.

Sentado na cadeira de balanço na varanda viu uma picape luxuosa surgir no horizonte, sentiu que seu estômago revirava, aquilo não era um sonho, ele realmente iria se casar.

Oct. 25, 2018, 3:01 a.m. 0 Report Embed 0
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