Amadeu & Juliano Follow story

pedromontt Pedro Monteiro

Em meio a gerra do tráfico em uma das favelas mais conhecidas do Rio de Janeiro, dois jovens enfrentarão a família, narco-traficantes e o próprio estado, indo até as ultimas consequências pelo direito de ficarem juntos e viver esse amor, quem nem mesmo a morte sera capaz de destruir.


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#violência #ação #amor #lgbtq+ #romance-gay
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Sangue Inocente

E o sangue inocente mais uma vez escorria por entre os vãos das pedras de paralelepípedo que se estendiam pelas ruas, vielas e becos estreitos do morro Dona Marta, Lidiane de Sousa Freitas, esse era seu nome, mais uma mulher, negra, pobre e favelada a entrar para as estatísticas de violência da cidade maravilhosa do Rio de Janeiro, mais uma vida ceifada pela da guerra do Tráfico que já assolava a cidade ainda no ano de 1987, mais um dia na guerra violenta travada entre o traficantes Emílson dos Santos Fumero, vulgo Cabeludo e Zacarias Gonçalves da Rosa Neto, ex-pm conhecido como Zaca, uma disputa sangrenta pelos pontos de venda de drogas da comunidade, onde as maiores vítimas eram os moradores que debandavam desesperados, com sacos de roupa, malas, carregando o que podiam, saindo muitas vezes sem nem saber para onde, sem nem ter para onde, fugindo de uma guerra particular que já durava 14 dias, dias de desespero, de intensos tiroteios e de mortes, e entre tantas a de Lidiane, reduzida agora a um número, morta aos 30 anos de idade, tentando desesperadamente escapar da violência, que já a alcançara ainda na infância, vítima de abuso de um dos vários amantes de sua mãe que era viciada em drogas, acabou por ser mãe aos 13 anos, acolhida pela avó após o nascimento do filho, foi morar na baixada fluminense, e logo cedo começou a trabalhar para ajudar Dona Alzira, que lavava roupa pra fora com as despesas da casa, quando jovem Dona Alzira trabalhou muito com faxina, agora com a idade avançada não aguentava mais, e passou a indicar a menina para suas antigas clientes, normalmente os serviços eram na Zona Sul, Lidiane ficava encantada com tanto luxo, sonhava que um dia seu filho seria doutor, usando ternos e cheio de ocupações como os maridos das madames das casas onde trabalhava, sonhadora se esforçava muito, se dedicava, o que lhe rendeu bons frutos, e uma boa carteira de clientes, e quando a sorte lhe sorriu, uma de suas clientes lhe propôs trabalho de carteira assinada, agora teria um bom salário garantido todo mês e outros benefícios, por um breve momento lembrou que teria menos tempo com seu filho Juliano, nessa época ela estava com dezessete prestes a completar dezoito anos e o menino com 4, seria esse seu primeiro emprego de carteira assinada, a patroa Dona Anna era Socióloga, estrangeira mas morava no Brasil a muitos anos, Doutor Rogerio o patrão era Desembargador, Dona Anna não trabalhava, mas vivia envolvida com ações beneficentes, entre outras coisas, Os patrões tinham também um menino de 5 anos, chamado Amadeu, que tinha duas babás, pois era bem levado, ela ficava encantada observando o menino, lindo, loirinho, olhinhos azuis faiscantes, olhando ele brincar sentia ainda mais falta de seu filho, dormia no emprego, Juliano agora crescia longe de suas vistas, Lidiane sempre folgava aos finais de semana, mas nem sempre ia pra casa, vez ou outra pegava um bico, com umas das vizinhas da patroa, uma faxina de extra de última hora, todo esse esforço pensando no filho, pois queria para ele as oportunidades que não pode ter, ele teria o estudo que ela não teve, comprava livros para que Dona Alzira lesse para o menino, boas roupas, e ainda economizava um dinheirinho numa conta poupança pra quando ele crescesse poder ir pra faculdade, os anos passaram e um forte vínculo foi formado entre Lidiane a patroa, e claro que inevitavelmente entre os meninos, pois a patroa enxergava uma certa fragilidade em Lidiane devido a pouca idade, e a admirava muito pelo seu esforço, e sempre insistia que ela levasse o filho pra lá aos fins de semana, para ficar na piscina, brincar com Amadeu, Lidiane sempre comparecia aos aniversários do menino também, como convidada, e dessa formou-se um laço de sincera amizade entre elas, por muitas vezes Lidiane cuidava de Amadeu na ausência de algumas das babás, ele era um menino difícil, então havia uma certa rotatividade das meninas que tomavam conta, mas com ela ele era um doce, todo amor que ela não podia dar com mais frequência ao filho projetava nele, e o mesmo lhe retribuía, a vida seguia tranquila, os anos se passaram rápido, Juliano já se sentia um homem agora com 16 anos, a calmaria dos anos que se seguirão cessou ao som de uma tromba d'água, uma forte chuva que inundou todo o bairro de Duque de Caxias, e a rua de Dona Alzira foi a mais afetada, sua casa acabou por ser interditada pela defesa civil, Lidiane ficou apavorada ao saber do ocorrido, Dona Anna prontamente a acompanhou até a baixada fluminense, foi junto com ela buscar o menino e sua avó, que perdeu tudo na enchente, Dona Alzira foi para casa do Filho no Morro Dona Marta, Lidiane e o filho se acomodaram no quartinho de empregada de forma provisória, na propriedade tinha na verdade dois quartos na ala dos empregados, mais um quarto menor que vinha sendo utilizado pra deposito, passou a ser utilizado por Juliano, o quarto de Lidiane tambem era bem pequeno e acomodava uma pequena cama, um criado mudo e uma cômoda com uma antiga TV de 14 polegadas sobre ela, o outro quartinho era ocupado apenas com alguns colchonetes, mas até que Lidiane resolvesse a sua situação sobre onde ficar, estava ótimo, Juliano adorou, pois iria ficar mais próximo do colega Amadeu, se viam pouco até então, mas sempre se deram muito bem, Lidiane seguia preocupada pois a última coisa que queria era voltar pro morro com seu filho, pois o seu Tio tinha envolvimento com o tráfico de drogas local, e ela temia que uma proximidade com o tio pudesse levar seu filho por esse caminho, Tio e sobrinho nem mesmo se conheciam, com o passar do tempo os meninos ficaram cada vez mais próximos, e ao contrário de muitas "madames" Anna não se incomodava com a amizade de Amadeu com o filho da empregada, diferente de seu marido, Doutor Rogerio não via com bons olhos essa relação, e apesar de já acomodados no quarto de empregada e adaptados, ele frequentemente pressionava a esposa, para que a empregada procurasse outro lugar pra ficar, dizia não se sentir à vontade, mas Anna já havia se apegado a Juliano e Lidiane, e não aceitava a ideia de que fossem embora, mesmo porque não entendia o incomodo do marido, visto que viviam em uma casa tão grande, raras vezes se esbarravam, ela tinha uma cabeça bem diferente da do marido, que era mais apegado as diferenças sociais, e não queria o filho de amizade com um favelado, era o que dizia com frequência, então movido pelo preconceito, já com a intenção de causar desconforto em Lidiane, resolveu contratar mais um empregado, um motorista particular, que viria a dormir no emprego, tendo de ocupar o quartinho onde Juliano vinha dormindo a meses, para que dessa forma se tornasse inviável a permanência do garoto na casa, contratação esta que o Doutor fez sem consultar a esposa, que habitualmente lidava com essas situações, uma manobra afim de evitar os frequentes confrontos com a esposa, que estava irredutível, a situação já vinha se arrastando a quase um ano, Lidiane sem muita opção fingia não perceber a insatisfação e a cara amarrada do patrão, todos tomavam o café da manhã quando ele chegou, uma surpresa para todos exceto para o Doutor Rogerio, era um homem muito bonito, com um terno muito bem alinhado, rosto queimado de sol, que contrastava com seus olhos castanhos meio esverdeados, um sorriso lindo que encantou a todos os presentes, Doutor Rogerio o apresentou, Alexsandro o novo motorista da casa, Dona Anna muito educada cumprimentou o rapaz que aparentava seus vinte e poucos anos, levantou-se levando junto o marido pela mão para uma conversa particular bem acalorada em outro cômodo da casa, Alexsandro pediu licença e foi aguardar no jardim, Lidiane não conseguia desviar o olhar daquele lindo rapaz, que apesar de aparentar pouca idade, era bem másculo, era possível ver a silhueta de seu corpo forte através da roupa, seu peitoral bem definido, seu braço forte, chegou a sentir um calor correndo pelo seu corpo todo, ficou ali parada com a jarra de suco na mão, como num transe, enquanto o rapaz descia as escadas em direção ao jardim, chegando na área externa encontrou os meninos jogando totó, de pronto retirou o paletó e colocou sobre uma das cadeiras desabotoou um pouco a camisa deixando a mostra alguns poucos pelos que tinha no peito, perguntou se podia participar, os meninos surpresos o encheram de perguntas, e ele se mostrou realmente muito simpático, o entrosamento com os rapazes foi imediato, pareciam ter todos a mesma idade, Juliano apesar de ter apenas 16 anos já tinha porte de homem, pois praticava muitos esportes, jogava muita bola, nadava, surfava, jogava também vôlei na praia junto com Amadeu que era apenas um ano mais velho, tinha agora 17 aparentando também mais idade, Anna chegou repentinamente ao Jardim e os avistou rindo enquanto jogavam, e repensou sua decisão, pois estava pronta para dispensar os serviços do rapaz, mas vendo seu comportamento, decidiu naquele momento lhe dar uma chance, voltou para dentro da casa, tomou Lidiane ainda meio aturdida pelo braço e a levou para sala.

- O que acha Lidiane, eu ia mandar embora, mas me parece um bom rapaz.

Questiona Dona Anna, Lidiane ainda sem entender direito a situação, responde.

- Sim, é bonito né?

- Lidiane, ele vai ter que dividir o quarto com Juliano, você está entendendo? Olha eu prometo que vou resolver isso de forma definitiva, pois quero vocês aqui sempre comigo, amo Juliano, Amadeu iria ficar arrasado se ele fosse embora, Rogerio não entende, fica criando novos problemas.

Lidiane olhando atenta para a patroa que continua.

- Eu já decidi já vinha pensando nisso a algum tempo, vou mandar construir um anexo, uma casa de verdade pra vocês, com sala, quarto e cozinha, Rogerio quer guerra, vai ter guerra, no sitio do meu pai tinha uma casa de empregados, agora aqui vai ter também, você aceita?

Lidiane meio tonta com tanta informação, começou a chorar...

- Lidiane não chora menina, olha vou entender isso como um sim, mas vê se não me inventa de se envolver com o motorista, senão você vai me complicar mais ainda.

Dona Anna abraça Lidiane ainda aos prantos, e sai sorrindo, a essa altura o Doutor Rogério já havia ido trabalhar e Alexsandro aguardava instruções da nova patroa na cozinha, o dia foi movimentado e Lidiane esqueceu de contar todas as novidades ao filho, mas estava muito animada, os meninos tinham ocupação o dia todo, a escola, cursos, chegavam em casa normalmente juntos no fim do dia, eram inseparáveis, naquela noite algo inusitado aconteceu, como estava ainda muito recente, Lidiane e o filho não se atentaram que agora havia na casa um novo morador, seguiram sua rotina normal, no fim da noite na hora de se recolher, Juliano como de costume foi escovar os dentes, o banheiro era bem próximo dos quartinhos e de uso comum aos empregados, apesar da proximidade com Amadeu, que o tinha como amigo, respeitava os espaços da casa, principalmente por conta do Doutor Rogerio, e adorava se enfiar no quartinho da mãe, era um pouco mais confortável, tinha uma pequena cama que ele mal cabia, e a TV, sempre assistiam um pouco de TV antes de dormir, no outro quarto eram só colchonetes mesmo amontoados e muito mal arrumados no chão por cima de um tapete, a mãe sempre dormia antes dele, então ele desligava a TV e ia pro seu quartinho, sendo que nessa noite tinha mais alguém dormindo lá, e ninguém lembrou de avisar, quando abriu a porta do quarto deu de cara com Alexsandro jogado sobre os colchonetes vestindo apenas com um pequeno short branco, que contrastava com sua pele bronzeada, a luz que entrava pela fresta da porta iluminava o corpo do rapaz, ressaltando suas coxas muito bem torneadas, seu peitoral com pelos cerrados, e muito bem aparados e se estendiam por seu abdômen levando o olhar ainda que involuntariamente ao volume que se escondia dentro do short, Juliano ficou ali paralisado, sem ação, seu coração acelerou, não entendia muito bem o motivo, mas sentiu seu corpo estremecer, as mãos suavam só de pensar na possibilidade de se deitar ali ao lado de Alexsandro, foi quando ouviu:

- Entra e fecha a porta moleque, eu não mordo, se você não pedir...

Soltando uma risadinha sacana enquanto batia com as mãos no colchonete.

- Deita aqui do meu ladinho, vem...

O coração de Juliano parecia que ia saltar pela boca, seu membro pulsava dentro das calças como se tivesse vida própria, ele curvava o corpo um pouco pra frente tentando disfarçar a excitação, muito sem graça sentou-se ao lado de Alexsandro no colchonete, sem conseguir olhar em seu rosto, não conseguia nem falar nada a boca estava seca, e tentava disfarçar a tremedeira, foi se deitando devagar sem pronunciar uma palavra sequer, deitou-se de lado, com as costas voltadas para o rapaz, Juliano estava de calça comprida ainda, normalmente dormia só de cueca.

- Vai dormir de calça mané? Eu cheio de calor aqui, você está com frio? Quer que eu te esquente?

Perguntou em tom de brincadeira, ao mesmo tempo que encostava seu corpo no menino, e sentiu que ele tremia e permanecia calado, então insistiu perguntando:

- Você está bem? Sério, você está bem?

Quando finalmente Juliano respondeu:

- Sim está tudo bem, eu normalmente durmo só de cueca, mas agora você está aqui né.

- Pois pode ficando de cuequinha agora então rapá, Respondeu Alexsandro enquanto fazia cocegas no menino, que levantou rapidamente se esquivando.

- Olha só para mim, tô só de short, sou muito calorento.

Juliano então já de pé, retirou primeiro a camisa e em seguida retirou a calça jeans, ficando apenas de cueca, tudo sobre o olhar atendo de Alexsandro, que ficou admirado com o corpo do jovem rapaz.

- A porta está fechada? Questionou.

- Sim, está fechada, mas não trancada.

Respondeu Juliano.

- Passa o trinco e vem logo deitar aqui, amanhã a gente acorda cedo.

Juliano apressadamente, passou o trinco na porta, e deitou-se ao lado de Alexsandro, ainda sem graça deitou-se de costas novamente, Alexsandro não perdeu tempo e colou seu corpo no garoto, em seguida sussurrando em seu ouvido.

- Eu falei que ia te esquentar, vou te esquentar.

Nesse momento Juliano engoliu seco, sentiu pulsando atrás dele o membro rijo do motorista e por mais que tivesse sentido coisas que nunca havia sentido antes, só de olhar pra ele deitado ali, não sabia se estava preparado para ter relações, ainda mais com um homem, vários pensamentos povoaram a sua mente, mas tudo se dissipou no momento em que Alexsandro beijou suavemente sua nuca, e seguiu dando leves beijos em seu pescoço enquanto sua mão grossa e pesada, percorria todo o seu corpo, indo pousar em suas nádegas, enfiando em seguida as mãos por de baixo da cueca, e seus dedos buscando entrar dentro dele, Juliano estava completamente entregue a aquele homem desconhecido, sentiu quando foi penetrado pelos dedos do homem levemente umedecidos com saliva, ele descia com a boca beijando suas costas, lambendo e dando leves mordidas por seu corpo, o virou bruscamente de bruços, sem interromper os beijos, as caricias, foi descendo com sua boca quente, Juliano sentia o calor de seu hálito chegando as suas nadegas, e antes que percebesse sentiu aquela língua grossa, húmida e quente o invadindo por trás, o menino gemeu alto nessa hora, tapando a boca em seguida, com medo que alguém escutasse, o homem ficou ali por alguns minutos, Juliano se contorcia de prazer, nunca havia sentido algo assim, respirava ofegante, quando Alexsandro foi subindo novamente, roçando os pelos de seu corpo másculo no corpo liso do rapaz, quando Juliano percebeu o encaixe perfeito entre seus corpos, o homem pressionava o seu membro enrijecido em meio as suas nádegas, ele instintivamente empinava, estava com um certo medo mas ao mesmo tempo queria muito ser penetrado, a ideia de sentir aquele homem dentro dele o alucinava, ele sentia que ia conseguir, quando repentinamente sentiu jorrar em suas costas aquele liquido quente e o membro rijo a pulsar, e também gozou sem nem mesmo se tocar, Alexsandro deu leves beijos em seu pescoço, e sussurrou em seu ouvido.

- Moleque gostoso!

Permaneceram ali, abraçados até adormecer, na manhã seguinte, quando o menino despertou, estava sozinho ali deitado, ficou por um momento pensando se realmente tinha acontecido, quando sua mãe abriu a porta do quartinho.

- Vamos menino, levanta logo e se arruma que o motorista vai levar vocês pra escola, olha que chique.

Juliano saltou da cama, e se arrumou tão rápido como nunca antes, desceu seguindo para o portão da casa, avistando Alexsandro encostado no carro junto de Amadeu, ambos sorriam, ele ficou um pouco nervoso, ficava lembrando da noite anterior e seu corpo reagia, só de olhar para o motorista, percebeu enquanto caminhava que Amadeu lançou um olhar pro seu pau que marcava na calça, tirou a mochila das costas e jogou pra frente, para disfarçar a excitação.

- Vão bora, dormiu mais que a cama hoje.

Disse Amadeu, abrindo a porta do carro.

- Sorte sua que agora a gente tem motorista.

Disse aos risos, ambos entraram no carro, e seguiram para escola, durante todo o trajeto Juliano e o motorista trocavam olhares através do retrovisor, Amadeu percebeu o clima estranho entre os dois, mas não disse nada, Alexsandro deixava transparecer um leve sorriso nos lábios, os meninos estudavam na mesma escola desde de o meio do ano, graças a uma bolsa que Dona Anna conseguiu para o menino, que retribuía se dedicando bastante aos estudos, ela ainda ajudava Lidiane com materiais e coisas extras da escola, sem que o marido soubesse é claro, pois ele achava um absurdo essa amizade, mas no período em que os meninos passaram a conviver se tornaram muito próximos e conversavam sobre tudo, chegando a escola saíram correndo do carro, pois estavam super atrasados, eram de turmas diferentes, portanto só vieram a se encontrar na hora do intervalo, Amadeu estava incomodado, e não entendia muito bem porque, mas passou toda a parte da manhã pensando em Juliano, e também em Alexsandro, aquela troca e olhares ficava se repedindo em sua mente, o sorriso debochado do motorista, seu coração batia acelerado, ele não entendia, mas estava extremamente agitado e irritado, até que tocou o sinal do intervalo, ele levantou-se abruptamente da cadeira e seguiu com passos apressados até o pátio, seus olhos aflitos buscavam Juliano, o avistou na cantina conversando com alguns amigos, ao longe viu o sorriso de Juliano e toda aquela aflição se dissipou, enquanto caminhava em direção a ele observava cada gesto, e foi tomado por uma sensação estranha, era como se o visse pela primeira vez, Juliano parecia diferente de alguma forma, ou talvez a forma como ele enxergava Juliano havia mudado, mas o fato é que ele nunca o havia visto tão lindo como naquela manhã, chegou a cantina sentou-se ao lado de Juliano e continuou ali olhando pra ele sem falar nada, até que foi interrompido, pelo próprio.

_Que foi cara, tá tudo bem contigo? Vai ficar ae olhando pro nada com essa cara de bobo, disse Juliano, interrompendo o transe de Amadeu.

_Nada cara, tô pensando em uns lances aqui, queria que você me ajudasse mais tarde em casa, em algumas lições, e depois ver um filme, depois que todos dormirem.

_Por mim tudo bem, vamos alugar um de terror, eu gosto de filme de terror.

_Fechado então, vou voltar pra aula, falamos depois.

Amadeu não sabia ainda como lidar com todos esses novos sentimentos, só sentia uma vontade imensa de estar junto com Juliano a todo momento, e essa vontade só crescia, não sabia ainda o que faria a noite quando estivessem juntos e sozinhos no quarto, mas estava ansioso, era só no que pensava, as horas pareciam arrastar-se agora, na sala de aula olhava o relógio a todo momento, e o dia seria longo ainda, Amadeu após a escola ainda iria para natação no clube, já Juliano iria para o futebol que era uma atividade gratuita, ambos tinham o dia inteiro preenchido chegavam em casa só no fim da tarde, Alexsandro foi buscar Amadeu no clube, que pediu que no trajeto de casa parasse em uma locadora, onde escolheu um filme de terror, com o filme em mãos, se deixou levar pela imaginação, com o amigo se assustando e pulando em cima dele, em seu colo em busca de proteção, esboçava um leve sorriso enquanto pensava, apesar de já ter 17 anos, Amadeu não havia tido grandes experiencias, nem com garotas, e nem com garotos, já havia ficado com algumas meninas em festas de amigos da escola, mas nunca tinha namorado, muito menos transado, a maior intimidade que teve na verdade foi com um primo mais velho, que certa vez dormiu em sua casa, e por conta dos quartos de hospedes estarem ocupados ficou em seu quarto, ele tinha na época 15 anos, o primo 18, o primo era bem bruto e tinha sempre brincadeiras de ficar se pegando, gostava de fazer cocegas nele a todo momento, brincava de lutinha, sempre dava um jeito de imobilizar Amadeu de forma que seus corpos se encaixassem, por varias vezes Amadeu sentiu o membro duro do primo roçando em suas nádegas, mas sempre fingia não perceber, muitas vezes ele esfregava a bunda no pau do primo quando ele o segurava, se proposito, certa vez percebendo o volume na bermuda do primo enquanto jogavam vídeo game, fingiu tentar tomar o controle, e segurou firme no membro dele, que deu um pulo, e começou a rir, mas nunca tinha passado disso até aquela noite, Felipe, o primo, sempre ficava vendo tv até muito tarde e Amadeu sempre pegava no sono, neste dia não foi diferente, sendo que ele acabou adormecendo no colchonete que foi arrumado para o primo dormir, no meio da noite Amadeu despertou sentindo seu short sendo arriado vagarosamente, ele estava deitado de bruços, abriu bem pouco os olhos e percebeu o reflexo do primo no espelho do armário, mas fingiu continuar dormindo, enquanto sentia Felipe arriando cada vez mais seu short e ao mesmo tempo que acariciava e apertava suas nádegas, seu coração batia acelerado, seu pênis pulsava, e seu único medo naquele momento era que o primo parasse, e ele não parou, ele sentiu o momento que que o primo introduziu a língua no meio de sua bunda, e começou a forçar como se quisesse entrar dentro dele, ele foi relaxando e sentiu o hálito quente, e o toque suave de seus lábios, e a língua o penetrando lentamente, ele se controlava para não gemer, ou se mover, não queria que aquilo parasse, nunca havia sentido algo como aquilo, foi quando percebeu que ele agora introduzia um dos dedos, mas continuava a lamber, e fazia os movimentos com os dedos, o tesão aumentou, ele não conseguiu conter um gemido baixinho, o primo se assustou e parou abruptamente, e rapidamente deitou-se ao lado dele fingindo dormir, mas Amadeu queria mais, e continuou fingindo dormir, mas aproveitou que o primo havia deitado de lado, e encaixou seu corpo no do primo, encostando sua bunda bem encaixada no pau de Felipe, que estava bem duro, fingiu ressonar, tentando convencer que ainda estava adormecido, não demorou muito ate que o primo tomasse coragem de continuar, aproveitando agora que Amadeu estava de lado, colocou o membro bem duro pra fora da bermuda e encaixou no meio das nádegas de Amadeu, forçando um pouco ate'que sentiu que estava bem encaixado, bem na entradinha, ficou ali roçando e não demorou muito pra jorrar bem no meio da bunda do priminho, que permaneceu imóvel sentindo aquele liquido quente no meio de suas nádegas, e aquele pau enorme e pulsante que por muito pouco não entrou dentro dele, Amadeu não tinha certeza se teria coragem de utilizar a mesma tática do primo, pois temia a reação de Juliano, foi quando teve uma ideia um jogo que ajudaria a revelar suas reais intenções e seu desejo pelo amigo.

Oct. 23, 2018, 9:30 p.m. 0 Report Embed 0
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Meet the author

Pedro Monteiro "Sou eu a dualidade em pessoa, estou sempre onde a luz e escuridão se encontram, sou eu quem faz fundir o clarão, e as sombras... Sou meio assim.... Feito a lua.... um lado é todo iluminado e exposto, mas tenho outro lado que é escuro e cheio de sombras" Designer de Interiores, Paisagista, Desenhista, por fim, artista, escritor nas horas vagas, fã de Edgar Allan Poe e Stephen King, gosto de escrever suspense e terror, mas passeio na fantasia e no romance.

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