A Última Estrela Follow story

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O Doutor conseguiu salvar Clara, mas a consequência foi o começo do fim do universo. A profecia se realizou e o híbrido nasceu. Os dois podem enfim estarem juntos.


Fanfiction Series/Doramas/Soap Operas For over 21 (adults) only. © Doctor Who não me pertence, fanfiction escrita sem fins lucrativos.

#final-alternativo #hell-bent #gallifrey #o-híbrido #whouffaldi #twelveclara #romance #doctor-who
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A Última Estrela

Não havia mais estrelas no céu, a última tinha acabado de morrer. O Doutor a viu apagar-se deixando tudo escuro e não sentiu remorso. Nem um pouco. Estava convicto de que fizera a coisa certa. Talvez não o certo segundo as normas que seu antigo “eu” estabelecera mas a coisa certa que ele precisava fazer.

Estava frio. Gallifrey era apenas ruínas agora. Os últimos sobreviventes haviam fugido. Restava apenas os dois.

- A última estrela morreu. - ele disse, olhando pela janela.

- Foi bonito? - Clara perguntou.

- Foi lindo, e triste. - respondeu, lembrando-se das palavras de Ashildr. - A realidade está se apagando.

- Venha aqui.

O Doutor voltou-se para ela. Clara sorriu e segurou as mãos dele.

- Meu pulso voltou.

Ele surpreendeu-se e depressa checou a veracidade daquela afirmação. Sim, o coração dela tinha voltado a bater finalmente, depois de tanto tempo. O Doutor sorriu.

- O que isso quer dizer? - ele perguntou, muito embora não se importasse.

- Talvez o universo queria nos dar uma segunda chance.

- Acho que o universo não gosta muito de nós, Clara.

- Se não gostasse, ele não teria nos colocado juntos.

Ele estava feliz pela primeira vez em muito tempo. Agora tinha tudo que queria. Os olhos dela voltaram a brilhar, sua respiração estava normal, seus cabelos mais coloridos… Clara estava linda. Sentiu tanto medo de nunca tê-la de volta, pensou que seria para sempre uma imagem extraída da Clara verdadeira, mas ali estava ela.

- Minha Garota Impossível. - ele falou, amoroso. - Você conseguiu novamente. Você voltou.

- Eu sempre volto.

O Doutor a abraçou, erguendo-a do chão. Conseguia viver sem Gallifrey, a Terra, o universo… mas não conseguia viver sem ela. Acabou derramando algumas lágrimas de emoção.

- Ei, não chore. - ela disse. - É uma ocasião feliz.

Clara limpou as lágrimas do rosto dele. Ela estava feliz também. Finalmente poderia ficar com ele para sempre. Era tudo que queria. Beijou os lábios dele pela primeira vez, não queria fazê-lo quando achava que tinha morrido.

Não havia mais regras. Nada o impedia de beijá-la de volta. Que diferença fazia agora o fato dela ser humana? Quando tudo estava acabando, nada mais importava.

- Eu amo você, Clara. Eu raramente me importei tanto com alguém, e jamais faria o que fiz por outra pessoa além de você.

- Sei disso, Doutor. Eu também te amo. Você é a única pessoa que sempre me compreendeu.

- Talvez seja melhor não me chamar mais de “Doutor”. Esse homem já morreu.

- Do que devo chamá-lo?

Ele refletiu sobre aquilo por alguns segundos antes de responder.

- Basil.

Clara achou graça.

- O homem que destruiu o universo merece um nome mais intimidador.

- Do que você me chamaria então?

- Podemos falar sobre isso depois.

Ela sabia que talvez não houvesse um “depois”. Não havia mais tempo para conversas, e eles também nunca foram bons nisso. Nunca falavam sobre sentimentos. Estavam sempre cheios de medo de estragarem o que já tinham.

Clara colocou suas mãos no peito dele, sentiu seus dois corações baterem por causa dela. Era mesmo por causa dela, já que foi ela quem o salvou milênios atrás. O Doutor segurou seus braços como se tivesse medo que ela fosse cair e os dois se encararam, lendo o que estava escrito nos rostos um do outro.

“Eu faria de novo”, o Doutor pensou, “Eu faria tudo de novo”. Ele se referia não apenas a destruição do universo mas também todas as coisas que envolveram a Clara. Desde ter aceitado ajudar a Clara Oswin Oswald até aquele momento. Ergueu-a do chão e a segurou nos braços.

Clara riu das ações dele. O Doutor era tão previsível para ela. Nenhum dos dois sentiu medo dessa vez, apenas um calor aconchegante. Ele beijava seu rosto e repetia “eu te amo” várias vezes enquanto a levava para a cama.

Ela deitou-se deixando um espaço para ele ao seu lado, o Doutor tirou sua túnica antes de se deitar. Ele sorria muito agora, não conseguia acreditar que tudo tinha dado certo para os dois no final. Clara sempre o achava bonito quando estava feliz. Fez carinho no rosto do amado com a mão e beijaram-se novamente.

O Doutor colocou os dedos no pescoço dela para sentir seu pulso. Gostava do corpo dela assim, quente e cheio de vida.

- Clara, minha Clara… - murmurava, beijando seu rosto e pescoço.

Ela suspirou e arrepiou-se com a sensação dos lábios dele contra sua pele. O Doutor desceu sua mão pelo tronco dela, desamarrando os laços do seu vestido. Clara deitou-se em cima dele, tentando encaixar seus corpos juntos mesmo que a diferença de altura fosse enorme.

- Isso parece um sonho. - ela disse. Também queria aquilo há muito tempo mas pensou que nunca fosse acontecer.

O Senhor do Tempo abriu o vestido dela revelando seus seios nus e segurou-os com as mãos, massageando seus mamilos. Clara gemeu e mexeu a pélvis desejando-o. O Doutor sentiu seu membro enrijecer e invadiu a entrada molhada dela.

Clara gemia alto, subindo e descendo devagar em cima do pênis dele. Ela era pequena demais para ele e por isso sentiu uma dor acompanhando seu prazer.

- Você está bem? - o Doutor perguntou, observando as expressões que ela fazia.

A humana apenas assentiu porque não conseguia falar. Ele próprio não estava nada bem, pensou que iria enlouquecer com ela em volta do seu sexo daquela forma. Nem nos seus delírios mais insanos acreditou que ia tê-la assim algum dia. Seu corpo inteiro tremeu quando ele gozou e pensou que fosse desmaiar.

- Você está bem? - Clara quis saber, repetindo a pergunta dele.

- Nunca estive melhor. - respondeu, ofegante.

Ela sorriu e deitou-se em cima dele. Ainda o tinha dentro de si.

- Pensei que eu tinha pegado pesado demais com você.

O Doutor riu.

- Você já faz isso desde que nos conhecemos, por que agora seria diferente?

Sentiu a mão dele alisando seus cabelos. Tentou não pensar no fim. Talvez tivessem mais alguns dias ou anos. Ainda assim não seria o suficiente.

- Diga que vamos ficar juntos para sempre. - ela pediu.

- Vamos ficar juntos para sempre. Eu prometo. - ele foi sincero em sua promessa.


*******


Era sempre noite. Eles já tinham se acostumado com a escuridão pois sempre viam luz um no outro. Agora havia outra pessoa entre eles.

- Você não é mais o último dos Senhores do Tempo. - Clara brincou.

- Você também não é mais a última humana, querida.

Clara segurava seu bebê recém-nascido nos braços. Não foi um parto complicado, era quase como se tivesse sido tudo planejado anteriormente. Metade Senhor do Tempo, metade humana. Um híbrido. Uma menina.

O Doutor sentou-se na cama ao lado das duas e parou para ouvir sua filha.

- Dois corações. - ele disse. - Ah, mas tem algo da arrogância humana também.

- Ela é só um bebê!

- Eu falo a língua deles.

Sua filha já entendia tudo. Ela sabia que era o Híbrido da profecia. Ela seria o fim do universo. No entanto, para ele era o começo de tudo. Talvez fosse as duas coisas.

- Qual será o nome dela? - Clara perguntou. - Não podemos chamá-la de “Híbrido”.

- Não tinha pensado em nomes… não importa mais, Clara, somos só nós três.

- Estava pensando no nome da minha mãe. - continuou, como se ele não tivesse dito nada. - Faz tempo que não penso nela.

- É muito humano, não?

- Bem, eu não quero os nomes esquisitos de vocês. Theta Sigma ou sei lá o quê.

- Podemos falar sobre isso depois.

Clara não ficou satisfeita com isso mas não insistiu no assunto. O Doutor deu-lhe um beijo na testa.

- Amo você.

Isso a fez sorrir.

- Eu também. Para sempre.

- Para sempre. - confirmou.

A filha deles mexeu-se, querendo participar da conversa. O Doutor e Clara tinham tudo que queriam. Uma família. No fim, tudo acabou bem.

Oct. 4, 2018, 5:28 p.m. 0 Report Embed 2
The End

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