Mr. Kujo Follow story

littlefox Margot Sorensen

Noriaki Kakyoin não esperava que sua noite terminasse em trabalho, mas definitivamente houve uma reviravolta um tanto peculiar ao ver os documentos de seu chefe. E que belo documentos, aliás. [Jotakak] [Co-autoria com Hasashi -meu nenê-]


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

#crackfic #JotaroXKakyoin #Jotakak #Noriaki-Kakyoin #Jotaro-Kujo #jojo
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Capítulo Único

Hasashi:

Algumas coisas precisam ser ditas sobre essa história, a primeira é: Ela não tem a intenção de manter a personalidade 'original' dos personagens, ela surgiu de uma brincadeira da Iza e uma amiga nossa. A Dona Tatu costuma brincar que o Jotaro é o ''CEO das fanfics'', sabe o fulano das fanfics alá 50 tons de cinza? Então! Apesar de nós sabermos que o Jotaro jamais seria escroto nesse nível Christian Gray, abraçamos a brincadeira e foi isso. É sim uma quase ''crackfic'' pela piada. Não nos matem, nós precisávamos.

Então, vou aproveitar e dedicar a fanfic pra Stella e pra Tatu, as duas filhas da puta que jogaram esse plot de comédia na minha cara.

Iza, te amo. Obrigada por compartilhar essa fanfic comigo. <3

Littlefox: Oi pessoal! Mais um projeto nosso (YAY <3)! Espero que vocês curtam essa fic do mesmo jeito que a gente curtiu escrever! Confesso que foi meu favorito até agora, agradeço a Hasashi por ter me chamado pra uma fic tão incrível :3

Boa leitura <3

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A vida de fato era uma caixinha de surpresas e, nem sempre, era para o lado bom. E infelizmente, Kakyoin Noriaki percebeu isso da pior maneira possível.

Maldito seja o Senhor Kujo, maldito seja o momento que se deixou ser convencido por seus pais que trabalhar como assistente pessoal para ajudar nas despesas da faculdade de arte seria uma boa ideia.

Tudo começou a quase um mês, quando Kakyoin entrou na sala de seu querido chefe, Jotaro Kujo, com o propósito de organizar alguns documentos - que ele próprio havia pedido - e tentar responder e-mails atrasados. Como seu computador havia queimado a dois dias atrás, o querido e atencioso (só que não) patrão ofereceu o próprio notebook para tais tarefas. Até aí, tudo estava tranquilo, exceto por um único detalhe: Ele havia deixado um desses aplicativos de conversa aberto.

A princípio, passou a ignorar as mensagens de grupos, do avô (e dono da empresa), mãe, avó que apareciam constantemente na tela de notificações; aquilo era comum e não lhe dizia respeito, porém…Quando o diabo resolve atentar: Não havia como escapar.

Respondia atentamente o último e-mail pendente, até uma pequena janela subir no canto da tela. O homem da foto estava sem camisa, tentando parecer sexy e fazendo uma pose em um espelho.

“Já estou te esperando aqui gato, você não vai vir?”

“Não me diz respeito, não me diz respeito...não me...foda-se!” - Pensou, já se arrependendo pelo que faria.

Deixou de lado o e-mail que estava enviando e abriu a conversa...e, (in)felizmente viu coisas que não gostaria...como por exemplo, uma foto de um pênis logo na primeira parte daquela página. Ficou atordoado com a grande (literalmente) informação que estava sendo jogada em sua cara; passou alguns segundos raciocinando o que havia visto, até perceber que a imagem havia sido enviada pelo dono daquele computador.

Céus...aquilo era...um nude do seu chefe?!

Olhou para o teclado, depois para os lados na esperança de ninguém entrar na sala naquele momento, não sabia o que lhe deixava mais chocado: O nude ou o fato de jamais desconfiar que Jotaro era desse tipo de homem.

Mr. Kujo era o típico personagem clichê das histórias que via as pessoas comentando: Rico, frio, calculista e que não esboça sentimentos a ninguém, a única coisa que faltava era ser adepto ao BDSM. Ou seja, o sonho de consumo de qualquer cidadão que já leu ou viu cinquenta tons de cinza.

O que ninguém esperava, – e nem ele –, é que aquela conversa continuasse. E ela continuou, para o terror de Kakyoin:

“Uau. Mal posso esperar pra sentir você en…”

Não quis continuar a ler, fechou o notebook no mais puro desespero. Puta merda. Puta merda. Puta merda. De todas as coisas que esperava quando foi fazer aquele trabalho aquela era a última. Ainda estava abismado com o tamanho do documento - e não estava se referindo ao e-mail que precisava responder - do chefe.

Não que a vida privada ou a sexualidade de Jotaro fosse de sua conta, nada disso, mas foi impossível não ter pesadelos com aquele falo pelo resto da semana. Seja quem fosse o cara com que seu chefe conversava, ele tinha coragem. Muita coragem.

Quer dizer, Jotaro era lindo; um dos homens mais bonitos que Kakyoin já havia cruzado por aí; o ar misterioso, a maneira tão sexy que fumava seu cigarro sentado em sua cadeira era quase hipnotizante. Óbviamente que já havia notado todas essas características, porém, nunca imaginou que ele fazia esse tipo de coisa.

E agora, o ruivo se encontrava esparramado no sofá de sua casa, olhando para o teto com o telefone em sua orelha.

- Kakyoin? - A voz com um sotaque francês falou, o tirando dos seus devaneios. - Caralho, Kakyoin!

- Ah, oi Polnareff. - Disse, saindo dos pensamentos. - O que você dizia?

- Porra, para de pensar no pau do nosso chefe! - Apesar de parecer bravo, a risada veio logo em seguida. - Já faz um mês, Noriaki!

- Você não viu aquela rola, Polnareff. Se eu não conhecesse os pais dele eu teria certeza de que ele é um híbrido entre um cavalo e um humano. - Só de lembrar da imagem sentia calafrios (não disse quais). Sonhou com Jotaro durante todos aqueles dias, sempre acordava molhado - tanto de suor quanto de outras coisas -, era aterrorizante pensar que aquela vara acoplada ao corpo de Jotaro pudesse chegar perto de seus orifícios, por mais que quisesse.

Era o famoso: “Deus me livre, mas quem me dera.”

Ainda que estivesse dividido entre as duas emoções, sua parte racional lhe dizia que aquilo nunca iria acontecer. Primeiro, porque ele é um de seus funcionários e isso é contra a política da empresa, sem contar que não seria nada bem visto aos olhos dos colegas de trabalho. Segundo, porque Kakyoin havia se convencido de que não fazia o tipo de Jotaro, a julgar pela foto do desconhecido com quem ele conversava. Não que ele fosse franzino nem nada do tipo, Kakyoin tinha um porte atlético e era cobiçado pela maior parte de suas companheiras de trabalho. Dono de belas madeixas ruivas e feições dignas de dar inveja a atores famosos, ele podia afirmar que arrasava alguns corações. Enquanto tinha certeza de que Jotaro arrasava cus.

Por Deus, será que as pessoas com quem ele trepava conseguiam andar no dia seguinte?

Foi quando se deu conta, mais uma vez, que estava pensando na vida sexual de seu chefe ao invés de terminar os relatórios que havia levado para casa. Naquele último mês foi o que mais pensou, por mais que se envergonhasse.

– Quem diria que nós trabalhamos para o Christian Grey em pessoa. Será que ele fode com força ao invés de fazer amor? – Kakyoin revirou os olhos e não respondeu, apenas bufou em protesto. – Ler é um hábito saudável que você também deveria ter!

– Ler é saudável, livros como esse nem tanto. – Respondeu, meramente irritado.

– São bons para instigar a imaginação. – Ficava se questionando em como Polnareff conseguia gostar desse tipo de literatura.

– Você é impossível. – Ainda sim, acabou rindo.

– Impossível vai ser você andar depois que ele te pegar de jeito. Será que se ele te foder com força você desenvolve prolapso? Porque seria bem estranho. - Só de ouvir a palavra prolapso, ficou preocupado e engoliu seco. Sabia muito bem o que aquilo significava, um link errado o ensinou direitinho.

– Eu não vou foder com ele, ele claramente não tem interesse em mim. – Não havia como saber, mas para ele, isso era óbvio.

– Mas se tivesse você ia. - Sim. Pensou e logo se repreendeu por isso.

– Eu não disse isso. - tentou enrolar, mas Polnareff o conhecia muito bem para dizer quando Kakyoin estava mentindo.

– Também não negou. – O ruivo fechou os olhos, se mantendo em silêncio. – Tem algumas fotos dele com supermodelos em uns eventos, elas são bem gostosas.

– Polnareff o que você está fazendo? – Sentou-se no sofá, indignado.

– Agora eu fiquei curioso, oras. Parando para analisar ele bem, o chefe tem cara de quem tem pau grande mesmo. – Respondeu, gargalhando.

– Polnareff, pelo amor de Deus...– Kakyoin fechava os olhos, tentando esquecer daquela situação.

– É sério, Kakyoin. – Insistiu. – Ele…

– Tchau, Polnareff. – Não deixou que o amigo terminasse, apenas desligou a chamada.

Suspirou bagunçando os fios ruivos, se levantando e voltando a atenção para os malditos relatórios que precisaria entregar na manhã seguinte, lembrando-se de que ainda tinha de organizar a agenda de seu chefe e avisá-lo de seus compromissos antes do final da noite. Gemeu em descontentamento pela quantidade de coisas que precisava fazer.

Largou os papéis em cima da mesa, se jogando novamente no sofá, ignorando qualquer compromisso. Por fim, resolveu procrastinar por mais alguns minutos checando suas redes sociais, Jotaro não morreria por um mísero atraso, apesar de saber que o chefe o mataria se tivesse conhecimento que ele estava prestes a abrir um outro aplicativo ao invés de trabalhar: O Tinder.

Faziam semanas desde que Kakyoin o acessou pela última vez, na verdade, tinha preguiça.de flertar com as pessoas e a maioria dos homens e mulheres que conversava, nunca rendia algo legal.

Talvez fosse muito exigente, no fim das contas.

Deslizou para a esquerda mais vezes do que conseguiu contar, todos os perfis pareciam desinteressantes e nada fora do “padrãozinho”. Jurou para si mesmo que o tal Hiro seria sua última recusa antes de fechar o aplicativo novamente, até ver quem havia surgido como sugestão:

Jotaro Kujo.

Com as mesmas feições sisudas de sempre, praticamente mandando-o a voltar a trabalhar, Kakyoin endireitou a postura e passou a encarar a foto na mais pura indecisão: se deveria ou não dar like em seu chefe. Costumava dar like em todos os seus conhecidos, era como uma forma de dizer “Oi, você não está sozinho”, coisa que era correspondida terminando em match. Era como uma política universal do Tinder: conhecido = like.

Definitivamente conhecia Jotaro - até mais do que deveria -. Ele nunca saberia se Kakyoin o descartasse e seguisse sua vida; assim como não saberia se Kakyoin desse like, a não ser que ele também desse like.

Riu com a ideia que lhe parecia tão improvável e, por fim, depois de longos minutos matutando deslizou para direita. Ele nunca saberia.

Mas, quando a palavra Match surgiu brilhante entre as duas fotos Kakyoin soube no fundo de sua alma que estava fodido.

Se levantou preocupado, andou pela sala de um lado para o outro no mais puro desespero. Quanto tempo seria que Jotaro havia dado like? Quais seriam suas intenções? Teria ele ido dar o famoso “Olá”? Ele se sentiria desrespeitado? Demitiria Kakyoin? Sabia que ele não o demitiria até porque, o like foi mútuo, não haveria sentido. De qualquer forma, a melhor opção que surgiu em sua mente naquele momento foi desfazer o match e fingir que nada nunca aconteceu. Só não contava que, por conta de suas mãos trêmulas, o celular escorregasse quase indo ao chão, e estaria tudo bem se um monte de letras desconexas não tivessem sido enviadas naquele chat aberto.

Sentiu vontade de gritar quando viu o que havia feito, mesmo que sem querer. Não tinha mais volta, Kakyoin estava oficialmente fodido e nem era do jeito que gostaria.

X

Duas semanas. Infelizes duas semanas que a merda havia sido feita, e o pior: Jotaro não havia dito uma mísera palavra a respeito, isso era pior que qualquer coisa que Kakyoin podia imaginar.

Pensava em algumas possibilidades: O chefe queria observá-lo de perto, e se não fosse o pior: estava só esperando ele dar alguma mancada. Também cogitou que o Senhor Kujo apenas queria ser cordial, porém, descartou logo em seguida a possibilidade.

Puta que pariu, aquilo não podia ser sério e não tinha como pensar que isso poderia ser algo bom, ou pelo menos, que a cabeça maligna de Jotaro não estava pretendendo algo. Caminhou até a cozinha do escritório para pegar um café forte, só assim conseguiria enfrentar aquele dia. Assim que colocou o líquido quente em sua xícara verde, se encostou no balcão, respirando fundo de olhos fechados o cheiro da bebida.

Entretanto, os abriu rapidamente quando sentiu um corpo lhe prensando contra a mesa. O perfume misturado com tabaco foi quase arrebatador, o ar quente da respiração quase fez o ruivo entrar em êxtase.

Encarou os olhos verdes, e se controlou para não entrar em desespero.

Ah não, ah merda.

– Me perdoe, Noriaki. Apenas queria pegar a minha xícara. – Jotaro o olhou de cima, o ruivo podia jurar que viu um sorrisinho. – Ela está nesse armário em cima de você, acho que me desequilibrei.

– A-Ah, sem problemas. Que isso, acontece né? – Respondeu, tentando não parecer nervoso.

– Está tudo bem? – Mas infelizmente para ele, obviamente Jotaro notou.

– Comigo? Tudo sim e com você? – Ainda sim, quem sabe não fosse bom disfarçar?

– Você não parece muito bem. – Viu um meio sorriso brotar nos lábios dele. Agora sim, teve certeza que ele estava sorrindo.

– Ah, te achei e… – Pela primeira vez em sua vida Kakyoin agradeceu por Polnareff ter aparecido em um momento tão oportuno. – Eu tô atrapalhando alguma coisa? Eu posso voltar depois.

– Eu já estava de saída. – Jotaro afirmou em um tom monótono que beirava o desinteresse. – Leve meu café quando terminar as cópias dos documentos que te pedi. – disse encarando o relógio em seu pulso esquerdo e Kakyoin agradeceu por ele não estar mirando sua face e poder silabar um “obrigado” a Polnareff discretamente, que ficou ainda mais confuso com toda a situação.

Por fim, Jotaro deixou a sala sem se despedir, sacando o telefone e começando a digitar, compenetrado na tarefa.

Polnareff esticou o pescoço para fora da sala e, quando julgou que o ambiente estava “limpo”, praticamente gritou:

– Vocês iam se pegar na cafeteria?!

– Que?! Está louco?! – Encostou ainda mais no balcão. – Ele disse que se desequilibrou quando foi pegar a xícara.

– O Christian Gray que a gente chama de chefe queria aproveitar que você tá na cozinha e ia…

– Não termina Jean Pierre Polnareff. Nem ouse. – Interrompeu. Kakyoin revirou os olhos, ainda tentando se acalmar.

– O que? Ele ia aproveitar e te comer, ué. – E então aquele desgraçado riu, para a infelicidade de Kakyoin, que tentou se manter sério...mas foi em vão. – O que? Você não queria?

– Talvez não fosse ruim ser partido em dois pelo pau do Jotaro. Deus me livre, mas quem me dera. - Polnareff soltou uma gargalhada alta.

– Nada te impede de ir lá e sentar nele, se ele te processar por assédio eu posso inverter a situação a seu favor pelo que eu presenciei aqui. - O francês deu de ombros, dizendo como se fosse a situação mais comum do mundo.

– Você está sugerindo que eu assedie meu chefe? - Noriaki levantou uma sobrancelha, tentando acreditar que o melhor amigo havia dito isso.

– Kakyoin, o homem deu match com você. Ele estava te prensando na bancada até alguns minutos atrás, ele olha para você como se você fosse um pedaço de carne mal passada pronta pra ser devorada. Se alguém é o predador aqui, é ele. - Disse, como se fosse óbvio. E talvez fosse.

– Você está distorcendo as coisas, Polnareff. - Não queria acreditar, quer dizer, qual a possibilidade disso acontecer? De zero a nenhuma.

– Tudo bem, se é o que você quer acreditar não posso fazer nada. Mas quando ele estiver te comendo lembre-se dessa linda carinha dizendo “Eu te avisei”. - Pegou sua xícara na bancada e foi saindo porta afora, até ouvir a voz do ruivo.

– Só se eu quiser broxar. – A cara afetada que Polnareff fez era digna de uma foto. Kakyoin apenas balançou a cabeça de um lado para o outro tentando inutilmente esquecer aquela conversa.Saiu da sala juntamente com o amigo, que ainda tentava esconder sua indignação pela resposta.

Quando se separaram, suspirou só de imaginar as cópias que tinha que terminar e não podia perder tempo, estava a caminho da copiadora da empresa quando o celular vibrou em seu bolso, presumiu ser Polnareff e já estava com a resposta afiada na ponta dos dedos quando viu que o remetente era Jotaro. Seu estômago gelou, o que ele poderia querer? Clicou na notificação já sentindo o frio se espalhar por todo seu corpo

“Vou fazer hora extra hoje e preciso que você fique aqui para me auxiliar.”

O ar fugiu de seus pulmões no exato momento que terminou de ler a frase. Mas que merda! Além de comprometer a seus planos de ficar deitado no sofá sem fazer nada, ainda teria que cruzar com os olhares quase predatórios de Jotaro pelo resto da noite.

Seu dia passou quase como um flash, nunca havia se lembrado de trabalhar tanto como naquele expediente; como alguém tinha tantos compromissos e e-mails para responder? O problema é que seu trabalho não estava terminado.
Faria hora extra, e juntamente com o chefe que mais parecia um filhote de Christian Gray que um CEO sério de uma empresa como a Joestar Corporation.

Apesar de saber que se arrependeria do que estava prestes a fazer, se encaminhou até a sala do desgraçado que chamava de amigo, sentando-se na cadeira em frente a ele e contando tudo que havia acontecido. Polnareff ouviu atentamente cada palavra do Noriaki, e finalmente, começou a falar:

– Você com certeza vai foder hoje. – Disse, gargalhando e parou subitamente, encarando Kakyoin com seriedade. – Você trouxe camisinha?

– Não, porque eu não vou fazer nada que não seja relacionado a trabalho. - Revirou os olhos, maldito amigo insuportável!

– Não sei não, mas ele com certeza quer checar seus documentos. - Polnareff riu alto, como se houvesse feito a melhor piada do mundo.

– Pare de gracinhas, Polnareff! Graças a você estou realmente nervoso! - Kakyoin bebeu um gole do café que estava em sua mão, na esperança de tirar aqueles pensamentos da cabeça.

– Tudo isso porque você sabe que estou certo. - O ruivo revirou os olhos, maldito francês metido.

– Polnareff, eu nunca quis te socar quanto eu quero agora.

– Guarda a força pra mais tarde, garanhão. Com certeza Jotaro quer que você soque ele… Não disse onde. - Ok, dessa vez ele havia ido longe demais.

– Seu turno já não acabou? – Perguntou ranzinza, vendo-o checar as horas no relógio de pulso que usava.

– Sim, há uns cinco minutos. Boa sorte, Romeuzinho. – Disse levantando e começando a caminhar em direção a saída, mas parou subitamente virando-se para dizer: – Dá uma geral na pia do banheiro, é bom estar limpinho para causar uma boa impressão.

– Vá se foder, Polnareff.- Falou mais alto que deveria, mas não estava nem aí.

– É mais provável que fodam você. - O cretino disse, e saiu rindo em seguida. Belo amigo que Kakyoin havia arrumado...

X

Noriaki observava os papéis que Jotaro assinava atentamente, eram muitos documentos e definitivamente: Não sairia dali tão cedo. Tentou se manter calmo, o máximo que consegui, não podia demonstrar que estava nervoso por causa da presença tão marcante do chefe.

Entretanto, o diabo gostava de atentar.

A primeira tentação foi quando Kakyoin percebeu que ele mordia os lábios enquanto lia, como se estivesse pensativo. Tamborilava os dedos na mesa quando precisava lembrar de alguma palavra esquecida ou a razão de estar assinando aquilo. Mas de tudo, nada foi tão fatal quanto a abertura dos botões do colarinho e a afrouxada na gravata.

Desgraçado.

– Kakyoin? – A voz lhe chamou, o tirando dos pensamentos impróprios que estava tendo. – Vou até a cozinha buscar um café, você quer?

– Sim, eu agradeço. – Estranhou a gentileza, mas não disse mais nada.

Viu o chefe se levantar, tirar o blazer do terno preto e pendurar na cadeira, erguendo as mangas da camisa até a altura de seus cotovelos.

Respirou o perfume dele com leves toques de tabaco por causa dos cigarros que tinha costume de fumar, e se xingou por estar caindo nas graças do maldito.A pessoa só pode estar bem louca de se apaixonar pelo chefe, ou melhor, querer se matar de tanto foder com o próprio chefe.

Estava tão imerso em se convencer que não deveria sentir aquilo, quando seu celular apitou, indicando uma mensagem. Olhou as notificações e viu que era do famigerado tinder. Bom, quem sabe essa não é a chance que esperava para tirar Jotaro Kujo das duas cabeças?

Abriu o aplicativo e…

Oi.

Seu coração quase parou quando viu que a mensagem era de quem menos esperava...Jotaro. Tratou de se acalmar e pensar com a racionalidade que sempre fora uma de suas maiores características: Ele apenas queria algo, óbvio. Às vezes o WhatsApp não estava funcionando, só podia ser isso.

“Oi senhor Kujo, precisa de algo?” - Foi a única coisa que pensou em responder, era a trabalho, certo?

“Sim, preciso que você me responda uma pergunta.”- O ruivo franziu o cenho, olhou para a tela do celular meramente preocupado, mas não daria para trás agora.

“Sim?!”

O coração do Noriaki passou a acelerar, estava curioso com o que o chefe iria perguntar, a questão é que infelizmente, Jotaro é o tipo de homem que jamais deixaria passar uma oportunidade.

– A história de que você gostaria de ser partido em dois pelo meu pau é verdadeira? – Não, não estava louco e o Tinder ainda não havia e evoluído tanto ao ponto de ter recursos de voz.

Ele estava ali, ele havia ouvido toda a sua conversa com o melhor amigo.

Puta que pariu.

Por bons segundos, Kakyoin tentou se acalmar, desejou sumir dali em um piscar de olhos, voltar no tempo e não dizer aquelas coisas para Polnareff, sem contar que, se pudesse, jamais teria lido uma conversa que não lhe dizia respeito. Contudo, ele ainda era Noriaki Kakyoin, um homem que jamais fugiria de algo assim, ainda mais se estivesse interessado.

– E se ela for? – Respondeu, sem encará-lo.

– Se ela for, saiba que eu adoraria. – Agora sim o coração do ruivo quase parou. Que?

– O que disse? – Sabia que não estava louco, mas precisava ouvir novamente para ter certeza de que era real.

– Eu não te dei like no Tinder a toa. – É...era verdade. Completamente.

Puta que pariu.

– E-Eu pensei que era porque você me conhecia e…– Tentou se explicar, mas….

– Eu dei like porque tenho interesse em você e eu espero que o seu like tenha sido pelo mesmo motivo. Foi? – Jotaro o interrompeu, e nesse momento Kakyoin voltou a ser ele mesmo após o susto da situação.

– Quem nunca teve fetiche no chefe, não é mesmo? - Deu um pequeno sorrisinho de canto, virando a cadeira na direção dele.

– Fico feliz em ouvir isso. - Caminhou em direção a ele, encostando na mesa ao lado de Kakyoin.

Noriaki sabia que não seria demitido pelo que estava prestes a fazer, respirou fundo, agradecendo por poder agir da maneira que queria. Se levantou, parando em frente a Jotaro, o segurou pelo colarinho da camisa que vestia e não pensou duas vezes em agarrá-lo. As mãos de seu chefe foram de encontro ao seu rosto enquanto aprofundava ainda mais beijo, fazendo com que Kakyoin se arrependesse de não tê-lo beijado antes .

Tudo estava indo perfeitamente bem, bem até demais. Foi quando os dedos de Jotaro desceram de encontro aos botões da camisa do assistente, porém...foi aí que o corpo dele retesou. Eles iam foder.

Tentava aparentar calma enquanto continuava a beijá-lo, porém, seu interior estava caótico. Sentia tesão por conta da situação em que se encontrava, desespero por não ter escutado Polnareff e ter dado um trato em si mesmo na pia do banheiro. Contudo, não era esse o motivo maior para se encontrar desesperado; o nude de Jotaro continuava em sua mente e tudo que Kakyoin conseguia concluir era que não conseguiria andar no dia seguinte. Ria de nervoso internamente, tentando se manter calmo, sem muito sucesso.

Por fim, Jotaro se afastou minimamente para encará-lo em curiosidade.

– Está tudo bem? – Não.

– Sim, por que a pergunta? – Respondeu ofegante, colocando as mãos na cintura e abaixando a cabeça levemente.

– Você não parece tão bem. – Era agora ou nunca, precisava se abrir com ele se aquilo é iria acontecer.

– Eu vi seu nude. – As sobrancelhas dele se ergueram enquanto Kakyoin continuava a falar: – Foi sem querer. Bom, não tão sem querer assim. De qualquer forma eu acidentalmente abri o chat de sua conversa com um cara e bom, lá estava seu nude.

– Tudo bem, o que há de errado? - Perguntou, como se não fosse nada.

– Nada, muito pelo contrário. Tem muita coisa certa, até demais. Esse é o problema, entende? Muita coisa. Muita. Coisa. - Deu ênfase no ‘’muita coisa’’, se arrependendo quase em seguida.

– Eu não estou entendendo onde você quer chegar, Kakyoin. – Respondeu, confuso.

– Com todo o respeito, seu pau é muito grande. Na verdade, grande é apelido. É enorme. E eu não sei se estou preparado para isso, eu nem trouxe lubrificante. E antes que você fale algo, eu tenho certeza absoluta que cuspe não vai facilitar as coisas.

Tudo que Jotaro fez foi rir, deixando Kakyoin ainda mais aflito. Nunca havia visto o patrão rir daquela forma, ele ficava extremamente atraente (como se fosse possível ficar ainda mais).

Mas a pergunta era: qual o motivo de sua risada? Seria Jotaro um sádico que realmente curtia BDSM e iria propor que ele assinasse um contrato virando seu submisso? Ele estava rindo de seu desespero? Ou seria por que não estava pensando em dar mais que uns amassos e Kakyoin se precipitou?

– Aquele nude não era meu. – Disse depois de se recompor. – Sinto muito te desapontar, mas peguei aquela imagem na internet.

– Como? – Perguntou, extremamente confuso.

– Sempre me enchiam o saco com essa mania de pedir nudes, então salvei uma imagem qualquer da internet e passei a mandá-la. Ninguém nunca percebeu a diferença. – Deu de ombros, segurando na cintura de Kakyoin.

– Ah, fico aliviado em saber que você não é um híbrido de cavalo com homem. – Jotaro bem que tentou manter a compostura, mas acabou rindo. – Você não está mentindo para me acalmar, né chefe?

– Pode conferir, se quiser. – Desde quando passou a gostar dos sorrisinhos de canto daquele Christian Gray fake?

– Com certeza eu quero, mas preciso saber se você não está incomodado por eu ter violado sua privacidade e visto sua conversa... – Preferia ser sincero, na verdade, era o mínimo.

– Você não tinha esse direito e eu poderia te demitir por isso. – É...Noriaki passou a se preocupar com a possibilidade, ainda que fosse justo. – Mas, estou aqui prestes a te agarrar e isso é contra a política da empresa, não que eu me importe. Então, acho que não posso te julgar.

– Na verdade, você é o chefe, talvez você possa sair da linha às vezes. – Deu de ombros. – E sobre o cara da conversa, ele era bem bonito.

– Não era ruim. – Jotaro fez sua melhor voz de desdém. – Mas não passou dessas conversas, achei ele entediante. Além disso, acho que prefiro ruivos.

Kakyoin deslizou as mãos sobre os ombros dele, parando até o meio de suas costas, chegou ainda mais perto e mordeu os lábios do chefe, sorrindo em seguida.

– E eu prefiro que você pare de falar e me beije.

Nenhum dos dois disse mais nada, Jotaro apertou o assistente entre seus braços, juntando seus lábios nos dele.

X

Kakyoin estava encostado na bancada da cozinha, como todos os dias, tomava seu café sem pressa e despretensiosamente na esperança de conseguir acordar completamente.

Havia tido uma excelente noite de sono, chegou em casa quase três de manhã e, apesar de saber que acordaria em quatro horas, nunca se sentiu tão bem.

Como sempre, estava de olhos fechados, degustando o líquido quente em silêncio.

Até sentir um corpo lhe pressionar sobre a bancada.

Deu um pequeno sorrisinho, enquanto sentia os lábios dele tocando a pele do seu pescoço, deixando pequenos beijos ali.

– Se desequilibrou de novo, chefe? – Perguntou, de maneira maliciosa.

– Pois é, minha boca escorregou diretamente no seu pescoço. Me perdoe, Kakyoin. – Jotaro sussurrou, continuando o que estava fazendo anteriormente.

– Nós vamos ser mandados embora….– Apesar do que havia dito, não se importava nem um pouco em agarrar ele mais um pouco.

– Eu sou o CEO, se eu quiser, a gente transa aqui mesmo e ninguém pode reclamar. – Finalmente, o ruivo abriu os olhos e sorriu. Deslumbrou a imagem do homem que lhe agarrava. E puta que pariu, Jotaro era bonito demais.

– Você não vai me dar um contrato de submissão, né? – Começou. – E nem dizer que não faz amor, e sim que fode com força, não é?

– Você lê fanfics no wattpad ou é amante de cinquenta tons de cinza? – Os dois começaram a rir, e Kakyoin teve certeza que podia se acostumar com aquele lado do chefe.

– Quem diria que Jotaro Kujo sabe o que é uma fanfic. – Disse, com um sorriso brincalhão. – Sabe se alguém estava vindo para cá? - Questionou, ainda o pressionando contra o seu corpo.

– Não que eu tenha visto, por que a pergunta?

– Porque assim nada me impede de fazer isto. – puxou levemente pelo blazer preto, colando seus lábios em um beijo calmo, que teria evoluído para algo mais selvagem se o ruído de algo caindo no chão não tivesse interrompido. Ambos olharam assustados para a porta da sala, encontrando Polnareff parado ali com os olhos esbugalhados carregando um olhar descrente e a boca escancarada em um perfeito “O”.

– E-Eu volto mais tarde. – ele sussurrou dando meia volta, querendo correr para o mais longe possível.

– Não ouse dar mais um passo, Polnareff. – A voz de Jotaro soou impassível e foi possível ver que o francês estava tremendo quando virou para encará-los.

– Eu vou ser demitido? Porque eu posso fingir que isso nunca aconteceu, do que nós estamos falando mesmo? Eu cheguei e estava todo mundo tomando café, o bom e velho cafezinho da manhã. Nada demais, nada que infrinja as regras da empresa e que possa fazer com que eu seja demitido por ter flagrado os dois fazendo…

– Ninguém vai te demitir, Polnareff. – O discurso foi interrompido pelo chefe. – Não precisa sair, já estou indo para minha sala. E ainda que você contasse sobre o que Kakyoin e eu estávamos fazendo, sinceramente...não me importo. – Não disse mais nada, apenas puxou o ruivo e o beijou novamente. – Te espero na minha sala, você tem um contrato para assinar. – Respondeu, dando uma piscadela ao assistente, fazendo Kakyoin abaixar a cabeça e rir.

– Então… – Polnareff começou depois que Jotaro saiu da sala. – Você está conseguindo andar…

– Sim, estou. - Deu de ombros, bebericando o café.

– Vocês não…

– Ah não, nós fizemos. Bastante. - Respondeu calmamente, o interrompendo.

– Como você está conseguindo andar?! Pensei que o homem fosse um centauro. - Polnareff estava realmente preocupado. E com razão.

– O nude não era dele, Jotaro pegou uma foto da internet e tudo foi um mal entendido. - Falou, colocando a xícara dentro da pia atrás de si.

– Não sabe como estou aliviado. Passei a noite rezando para você não desenvolver prolapso anal… - Kakyoin colocou as mãos no rosto, tentando não rir das idiotices do melhor amigo.

– Obrigado, eu acho.

– Então ele não é o Christian Grey? É meio reconfortante saber disso. Ainda não me contou como foi a noite. – Disse sugestivo, fazendo uma cara maliciosa.

– Foi boa. - Não precisava enrolar tanto para dizer o óbvio.

– Ele te levou em um Motel cinco estrelas?

– Não.

– Te levou para a casa dele? Quem diria, nunca pensei que Jotaro fosse esse tipo de cara…

– Também não. - Foi interrompido pelo ruivo, antes de Polnareff continuar com suas teorias.

– … Vocês fizeram na sala dele? – Kakyoin deu de ombros, vendo Polnareff inspirar fundo e perguntar, com um tom forçando calma: – Vocês pelo menos tiraram as coisas de cima da mesa?

– Não… Por que a pergunta? - Olhou confuso para ele.

– Meu relatório estava lá, sabe? Aquele que eu demorei cinco semanas para terminar e estava quase me matando. - Disse, realmente preocupado.

– Se serve de consolo, Jotaro já tinha lido e disse que todos os documentos que estavam ali iam para o lixo, de qualquer forma. - O frânces o olhou para Noriaki indignado com a resposta.

– É, serviu de consolo. Agora, se me dá licença eu vou me afogar no vaso sanitário. – Soltou um muxoxo descontente.

– Pare de ser dramático, ele já tinha lido. Além do que, vai se matar antes de chamar Bastet para sair? - Tocou em ponto crítico para o amigo, a tal moça do departamento de marketing que já havia demonstrado interesse.

– É um bom ponto. Na verdade, acha que ela aceitaria? - Perguntou, um pouco confuso e ansioso com a possibilidade de ouvir um ‘’sim’’ da sua crush.

– Nunca vai saber se não tentar. Agora, eu preciso ir. Tenho um contrato para assinar. - Se desencostou do balcão, ameaçando sair da cozinha.

– Vê se a caneta não vai estourar e manchar a firma. - Claro que o maldito faria alguma piadinha.

– Vá se foder, Polnareff! - Revirou os olhos, tentando não rir daquela piada ridícula.

– Algo me diz que você vai primeiro. – Deu um sorriso sacana vendo o amigo saindo pela porta.

E assim, Kakyoin rumou para a sala de Jotaro assinar o tal contrato, coisa que fez pelo resto da tarde.

-


Notas: Hasashi: Ceis lembram do episódio do Egito que o Polnareff vira uma criança? Então, lembram da moça que ''cuidou'' dele? Então!

Particularmente não me recordo o nome dela, então a Iza e eu demos o nome de ''Bastet'' e queríamos incluir aqui na fanfic.

E é isso, espero que vocês tenham gostado!
Beijos beijos.


Oct. 4, 2018, 1:23 a.m. 4 Report Embed 1
The End

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Margot Sorensen Go ahead and cry little girl

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Hasashi Rafaela Hasashi Rafaela
Eu te amo, a gente precisou e é isso.
Oct. 3, 2018, 9:30 p.m.

  • Margot Sorensen Margot Sorensen
    TE AMO DEMAIS OBRIGADA POR ME CONVIDAR A PARTICIPAR DISSO Oct. 3, 2018, 9:36 p.m.
brener Silva brener Silva
EU TO BERRANDO COM AS PIADAS DO CEO FRIO TÁ PERFEITO
Oct. 3, 2018, 9:08 p.m.

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