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byun_re Becca Jorge

Chanyeol e Baekhyun são dois ômegas, e melhores amigos desde os sete anos de idade. O sonho do Park é ter um amor igual ao dos seus pais, encontrar um alfa que seja sua alma gêmea, já o Byun prefere gastar seu tempo dentro de uma piscina, o único lugar onde se sente em paz, e não tem planos de se apaixonar. Porém, o destino é traiçoeiro, e mostra aos dois que jamais devemos almejar superficialidades ou fugir dos nossos sentimentos. chanbaek | abo | ômega x ômega | soulmate!au | fluffy


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

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Prólogo: o começo

NOTAS:

Olá! Essa fic é um amorzinho que eu estou mtoooooooooooo contente em postar ;))
Ela é uma abo ômega x ômega, mas também é uma metáfora para algumas outras coisas, como a forma que existe regras de "alfa e ômega" ou o esteriótipo daquilo que pensamos ser um relacionamento perfeito, quando quem faz o relacionamento dar certo são as pessoas envolvidas nele, não existe fórmula para essas coisas, sabem?
Enfim, foi meio que pensando nisso que eu escrevi a fic, sem falar que lendo Zona de Guerra da Nitch, quis muito fazer uma abo soulmate!au, leiam essa fic, socorro, me inspirou horrores <3333 Podem falar comigo no twitter sempre que precisa, @Byun_re. Boa leitura!


~~x~~



10 ANOS ANTES

Chanyeol é um ômega bastante manhoso.

Podemos culpar seus pais por mimá-lo mais do que necessário. Claro, em uma família com um pai alfa, grande e muito respeitado como advogado, e um pai ômega, escritor, reservado e bastante carinhoso, o pequeno era tratado como o bem mais precioso do casal. Por isso Chanyeol sempre foi criado como um ser frágil, delicado.

Ele era, de fato, o coraçãozinho do menino de sete anos se apegava fácil, mesmo sendo constantemente deixado para trás pelos amigos quando brincavam na pracinha do bairro. Não por maldade, só um egoísmo característico das crianças, que queriam se divertir correndo umas atrás das outras e não tinham muita paciência para toda enrolação do Park. Ele era bastante desastrado e não gostava muito de correr. Sempre caia e se machucava, fazendo com que chorasse no colo de seu papai ômega, até ele prometer um sorvete bem grandão, só para si. Nesse momento a choradeira passava e Chanyeol se empolgava, esquecendo do machucado.

Bem, ele era a única criança ômega do bairro.

Seus amigos Minseok e Junmyeon eram betas, já Sehun, Kyungsoo e Luhan eram alfas. Todos com mais ou menos a mesma idade. Junmyeon era o que mais tinha paciência com o chorão e manhoso Chanyeol, apesar de tudo.

Não que fosse um padrão todo ômega ser desse jeito, mas o garoto era deveras mimado pelos pais, que devido a sua raça, não o deixavam fazer nada sozinho.

Certo dia, na mesma pracinha de sempre, todos estavam fazendo castelos de areia quando Luhan sugeriu que corressem atrás de gravetos e folhas para enfeitar aquela obra de arte; quem conseguisse pegar mais, ganhava.

Todos levantaram empolgados, menos Chanyeol, que estava um tanto receoso de alguma farpa entrar em seu dedo.

— Esperem por mim! — gritou aos amigos, os quais já estavam bem na frente.

Eles não ouviram, e quando Chanyeol tentou correr até lá tropeçou no próprio castelo, caindo de cara na areia.

Estava prestes a abrir o berreiro mais uma vez, quando uma sombra apareceu na sua frente. Pensou que Junmyeon havia voltado para ajudá-lo, mas viu um garoto totalmente diferente. Alguém que jamais tinha visto antes. Com fios loiros e os olhos curiosos, em um tom acinzentado muito bonito.

— Quer ajuda? — o menino perguntou, estendendo a mão. Chanyeol levantou os olhos chorosos para o outro, que pareceu um tanto curioso. — Você se machucou?

Ele negou, aceitando a mão do garoto que era do seu tamanho, pareciam ter a mesma idade.

— Quem é você?

— Me chamo Baekhyun, sou novo aqui, e você é?

— Chanyeol.

O garoto assentiu uma vez olhando a mão que ainda apertava a sua, estava ralada e por isso se preocupou, puxando delicadamente Chanyeol até sua mãe, que estava sentada ali perto.

— Mamãe, precisamos ir para o hospital!

— O que houve, Baekkie?

— Chanyeol ‘ machucado!

Baekhyun parecia incrivelmente sério ao falar aquilo, e o Park chegou perto dele, encostando o nariz na bochecha do novo amigo.

— Você é um ômega! — disse abismado.

Pela áurea do garoto, jurava que era um beta ou um alfa, mas seu cheiro não mentia.

— Sim, e você também.

— É! Sou o único por aqui, quer dizer, era… — Chanyeol passou a mão pelo cabelo de forma distraída, e depois choramingou devido a ardência.

— Você está machucado.

— Não precisamos ir ao hospital, filho, posso fazer um curativo para ele se quiser. — a moça, mãe de Baekhyun, sorriu para o Park. — Onde estão seus pais?

Chanyeol levantou os olhos, vendo o pai concentrado demais em um papel, estava rascunhando para mais um de seus livros, claro. Chamou por ele, que logo se levantou, todo preocupado ao ver o filho perto de estranhos.

— O que foi, Chan?

— Eu caí, papai.

— De novo?

— Eu posso fazer um curativo se quiser, moramos logo ali. — a mãe de Baekhyun apontou para um rua em frente a praça, e Chanyeol arregalou os olhos.

— NÓS TAMBÉM! Seremos vizinhos. — exclamou feliz, virando para Baekhyun que deixou escapar uma risadinha com toda aquela animação.

— É, acho que vamos sim.

— Não se preocupe com isso, Chanyeol vive caindo. — seu pai falou. — Vamos para casa, que eu o ajudo.

— Mas, papai, eu quero ficar com Baekhyun!

Talvez nesse momento o Byun já imaginasse que Chanyeol seria seu grude pessoal, mas a forma fofa como ele fez um bico e apertou sua mão com força para que não fossem separados, também fez com que sorrisse.

O pai de Chanyeol não teve nenhuma chance contra o filho, que quis saber onde o novo garoto morava — ficava apenas três casas depois da sua! — e Baekhyun passou a tarde toda ao lado do ômega manhoso com band-aids na mão, mostrando a ele sua coleção de livros. Até leu uma história para o Park, que parecia muito feliz por simplesmente estar ao seu lado, por encontrar alguém como ele, mesmo que em poucos minutos qualquer um percebesse o quanto eram diferentes.

(...)

Alguns dias depois as aulas começaram, e Chanyeol não pôde ficar mais radiante ao sair de casa ao lado do pai, e ver Baekhyun descendo a rua com sua mãe.

O garoto não demorou a soltar a mão do mais velho e correr até o amigo, entrelaçando os dedos ao sorrir para ele.

— Bom dia, Baekkie.

— Bom dia, Chan. — ele se virou para trás vendo um homem diferente, e claramente um alfa, então sussurrou para o amigo. — Seu outro pai?

— Sim! Eles são almas gêmeas.

— Hm…

— Você não tem curiosidade para saber como é o seu alfa?

Meu alfa?

— É! Sua alma gêmea.

— Não precisa ser um alfa para ser minha alma gêmea, e eu não me importo com isso.

— Como assim? — Chanyeol quis saber.

— Como a mamãe e o papai. — Baekhyun olhou para o amigo. — Ela é uma ômega, e ele é um beta.

— Mesmo? Existem almas gêmeas assim?

— Claro que existem, querido. — foi a vez da senhora Byun responder o menino, sorrindo de leve para ele. — Amor é amor, independente da sua raça.

Chanyeol ficou pensativo com aquilo, pensava que todas as almas gêmeas eram ligações entre alfas e ômegas ou betas e betas. Que seguiam uma mesma linha, como seus pais.

— Papai! — chamou o homem que estava atrás de si. — Como soube que tinha encontrado sua alma gêmea?

— Bem, com alguns sonhos, e então… apareceu isso. — o homem levantou a blusa e havia uma tatuagem com um dia e a hora específico. — É o exato momento minha alma e a do seu outro pai se encontraram.

— Foi assim pra você também, mamãe? — Baekhyun quis saber.

— Sim, quando estamos prestes a descobrir nossa alma gêmea, nós sabemos.

— Mas só se estiver pronto para isso. — o pai de Chanyeol continuou. — Eu já havia visto diversos livros do seu pai, e esbarrado com ele em sua editora, que é minha cliente, mas era uma época triste na vida dele, então, só depois de um ano a tatuagem apareceu.

— E você continuou indo na editora?

— Sim, eu sonhava com ela de tempos em tempos, então acordava e passava por lá.

— Vocês se apaixonaram antes de saberem que eram almas gêmeas?

O pai de Chanyeol sentiu o rosto quente e coçou a nuca, vendo o olhar cintilante do filho, e curioso do outro menino.

— Talvez fosse o destino, Chan, eu simplesmente adorava ver seu pai todo concentrado.

— Tudo acontece na hora que tem que acontecer. — a mãe de Baekhyun falou dessa vez. — Chegamos.

O pequeno Byun olhou toda a estrutura da escola, era seu primeiro dia. Não estava com medo, mas também não sabia o que esperar. Porém, sequer teve tempo de se despedir direito da mãe, pois Chanyeol o puxou pela mão — que não soltou em momento algum — para o pátio.

— Vem, Baek! Eu vou te mostrar tuuuuuuudo por aqui! — falou empolgado, acenando para os mais velhos e correndo com o novo amigo ao seu lado.

— Chan, não precisa correr, pode cair e se machucar. — Baekhyun puxou-o para desacelerar um pouco, olhando-o seriamente. Naquele momento pareceu muito mais velho, mesmo que fosse apenas alguns meses.

Sequer parecia uma criança de sete anos, mas Chanyeol gostou do jeito como Baekhyun parecia preocupado, ele apenas não queria vê-lo com a mão toda arranhada novamente. Os dois começaram a andar devagar, enquanto o Park mostrava a escola para Baekhyun, e apresentava todos os seus amigos. Quando o sinal tocou, eles foram para a sala, soltando a mão pela primeira vez.

Chanyeol parecia distraído, fazendo desenhos aleatórios pelo caderno e olhando o Byun concentrado no trabalho de matemática.

— Hey, Baek? — chamou baixinho.

Hm?

— Como você acha que vai ser sua alma gêmea?

— Espero que seja inteligente.

— Só isso?

— O que mais você quer?

— Eu quero… — Chanyeol fez um bico ao pensar naquela pergunta, o que ele queria? — Eu quero um amor igual ao do meus pais, um alfa e um ômega, juntos para sempre.

Baekhyun revirou os olhos com aquele sonho bobo e voltou a fazer seus exercícios.

— Eu só não quero alguém que me atrapalhe.

— Não deveria falar assim da sua futura alma gêmea, Baek.

— Que pode nem existir, Chan.

O garoto formou um bico, não queria pensar daquela forma. Existem pessoas que nunca encontram seu verdadeiro amor, mas aquele não seria o caso de Chanyeol, de jeito nenhum. Quando a hora chegasse, ele encontraria seu par ideal, e esperava, de verdade, que estivesse junto de Baekhyun para que ele visse isso.

(...)

Todo dia, pela manhã, Baekhyun passava pela casa do Park de mãos dadas com sua mãe, e Chanyeol saia correndo em direção ao amigo para entrelaçar seus dedos aos dele também. Eles eram uma dupla engraçada, que arrancava diversas risadas de seus pais.

Chanyeol não gostava de atividades físicas, e Baekhyun não se importava muito com isso, então os dois passavam a tarde na praça desenhando, algo que o pequeno Park adorava fazer, ele gostava das cores, de misturá-las, de dar vida aos desenhos. Também criava histórias, e Baekhyun sempre parecia concentrado quando o amigo lhe contava algo sobre princesas e dragões, com sua imaginação muito fértil. Talvez fosse por influência de seu pai, que era escritor, Chanyeol vivia todo dia um conto de fadas diferente.

Já o Byun, mesmo que não gostasse tanto de correr, era apaixonado por água, então quando souberam do clube de natação do bairro, Baekhyun implorou para sua mãe lhe inscrever.

Chanyeol, ao saber que o amigo passaria as tardes na piscina, não tardou a entrar no clube também. Seu fôlego não era tão bom quanto o de Baekhyun, nem conseguia nadar tão rápido, se cansava fácil e geralmente desistia de chegar ao outro lado no meio da piscina. Porém, quando a aula acabava eles poderiam se divertir livremente, esses eram os melhores momentos.

Os amigos brincavam e riam um com o outro, Baekhyun parecia feliz dentro da água, e Chanyeol gostava de vê-lo feliz.

A paixão deles era bem diferente, Baekhyun gostava de assistir as aulas, se concentrava nisso e fazia todos os deveres. Chanyeol desenhava no canto dos cadernos, e sempre era repreendido pela professora devido a sua falta de atenção. Baekhyun não sorria com tanta frequência, mesmo que estivesse contente, ele não achava que sorrisos mediam felicidade, enquanto Chanyeol era só sorrisos para lá e para cá, muito carente e atencioso com as pessoas ao seu redor.

Os dois não tinham tantas coisas em comum, como geralmente é esperado de amigos aos sete anos de idade, mas isso não impedia o Park de sempre soltar os dedos de seu pai para entrelaça-los aos de Baekhyun ao andarem para escola; nem de continuar na natação — apesar de não gostar muito — pois adorava perceber como o amigo estava feliz. Todas as diferenças entre eles não fez o Byun desistir daquela amizade infantil, mesmo que Chanyeol fosse um chorão desastrado, caindo toda hora apesar de tentar alertá-lo que não deveria correr, o Park não lhe dava ouvidos! Baekhyun se preocupava com o jeitinho manhoso de Chanyeol, com a vontade dele de estar sempre rodeado com os amigos, quando estes estavam ocupados demais fazendo outras coisas. Baekhyun insistia em dizer que eles poderiam ser amigos mesmo tendo gostos diferentes, não precisava correr com eles pelo parquinho.

Com sete anos de idade, Chanyeol e Baekhyun eram completos opostos, ainda que fossem as duas únicas crianças ômegas do bairro. E, independente disso, se tornaram inseparáveis.

Sept. 19, 2018, 1:25 p.m. 0 Report Embed 13
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