A Última Filha de Alderaan Follow story

senhorasolo Elane Santiago

Dessa vez o Doutor foi longe demais. Acidentalmente – ou não – a TARDIS leva o Doutor para mais uma aventura em uma galáxia muito, muito distante da Terra, chegando justamente antes da Guerra Civil entre o Império Galáctico e a Aliança Rebelde para a Restauração eclodir e antes da princesa Leia Organa entregar os planos secretos da estação bélica conhecida como "Estrela da Morte". Que poderá acontecer quando o último Senhor do Tempo encontrar-se com a última filha de Alderaan?


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#Tenth-Doctor #leia-organa #Dark-Leia #star-wars #doctor-who
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Clandestino

Viajar na TARDIS do Doutor é sempre uma experiência magnífica, apesar de toda a confusão que é pilotá-la sozinho e que de vez em sempre ele e seus companheiros precisem se segurar enquanto ela treme.

Dessa vez ele está sozinho, porém. Rose se foi e ele nunca mais poderá vê-la.

Como o último dos Senhores do Tempo, ele conhece melhor que ninguém a solidão. Tudo o que ele tem é a TARDIS.

— Qual destino dessa vez? — ele pergunta, tentando animar-se. — Que ótimo, eu estou falando sozinho! — A TARDIS emite um som e o Doutor faz uma careta. — Oh, desculpe, querida.

Ele aciona os dispositivos para a viagem temporal e estabelece o destino. Para 1595, onde Galileu Galilei estará estudando a regularidade das pequenas oscilações no movimento de um pêndulo, e assim descobrindo a Lei do Isocronismo.

Mas, como já aconteceu antes, algo dá errado. Algo faz a TARDIS mudar o seu destino. Faíscas soltam-se do painel de controle, e o impulso da nave o faz ser lançado para trás. Ele se segura como pode e com esforço consegue voltar ao console.

— Oh, não! — exclama, percebendo o que se passa. — Não, não, não, não, não!

Tudo que ele consegue pensar no momento é que, além de sua TARDIS, e por conseguinte ele também, estarem sendo puxados para outra galáxia muito, muito longe, ele também imagina o que Rose diria se estivesse ali.

Ela perguntaria o que estava acontecendo, olhando para ele como o único capaz de responder suas perguntas. Mas ele não sabia onde estava indo, nem quando estava. O que colocou um sorriso enorme em seu rosto de pura empolgação. Que aventuras encontraria?

De súbito, a TARDIS para, e com o solavanco da aterrissagem ele cai. Há um pouco de fumaça e faíscas saindo do painel de controle e ele se levanta às pressas buscando o extintor de incêndio. Com o foco de incêndio apagado, ele relaxa os ombros e suspira, antes de voltar a sorrir e largar o extintor e finalmente correr para abrir a porta da TARDIS.

Estava no que parecia ser um depósito para maquinário. Ele caminhou até a porta e usou a chave de fenda sônica para abri-la. No lado de fora ele encontra um corredor com as paredes e teto brancos, coloca as mãos nos bolsos e inicia uma caminhada explorativa. Definitivamente não é a Terra em 1595.

Alguns metros e ele descobre uma janela de observação.

— Olha só! — o Doutor sorri. Estava numa nave espacial, na órbita de um planeta. Era lindo! Continentes, mares, oceanos, muitas nuvens em sua atmosfera e a indicação de fazer frio e nevar na maioria dos continentes. Não havia nenhum satélite natural. ­— Belíssimo!

Como ele gostaria que Rose estivesse ali para ver aquilo juntamente com ele. Felizmente – ou não –, ele não fica muito tempo pensando sobre isso, pois na sua frente uma enorme nave salta do hiperespaço, e várias pequenas naves – caças – aparecem em seu campo de visão, saindo de dentro dela. Possuem uma cabine redonda com asas achatadas e hexagonais, e ainda não faz a mínima ideia do que há naquelas naves e a quem pertença o cruzador, mas definitivamente é hostil.

Os caças voam em direção à nave onde o Doutor está e atiram contra ela. Por reflexo, ele se agacha e cobre a cabeça, mas os escudos da nave a protegem no primeiro momento, no entanto, a menos que os escudos sejam impenetráveis, eles não aguentar muito tempo.

Ele vê outra nave, maior que os caças, sair do cruzador espacial e vir em direção à nave onde ele está. No mesmo instante, o alerta vermelho soa por toda a nave.

“Alerta vermelho. Naves do Império se aproximando. Repito, naves do Império se aproximando. Todos os oficiais aos seus postos. Todos os oficiais aos seus postos.”

O Doutor então corre por aquele corredor, ao dobrar a esquina, ele percebe o caos que está acontecendo naquele lugar. Soldados com uniformes e capacetes engraçados passam por ele. O alerta vermelho ainda está tocando e agora a voz nos megafones está chamando pelos droids astromecânicos na sala de comando.

É para lá que ele precisa ir. Mas onde que ela ficava, ele tinha que descobrir. Na parede ao lado dele, encontra um painel, coloca seus óculos e novamente usa a chave de fenda sônica para acessá-los e achar a planta da nave.

— Nave Tantive IV — diz ele, vasculhando as informações da nave —, modelo Corveta CR90... Sala de comando, sala de comando, onde é que está?!

A nave treme com muita força e o Doutor caí segundos antes de terminar de acessar os sistemas da corveta.

— Oh, céus! — alguém diz. O Doutor imediatamente se levanta e encontra na sua frente um android dourado com uma fixa expressão cômica em sua face metálica. Ele está agitando os braços nervosamente. — O senhor está bem?

— Estou inteiro — responde. — Mas o que foi isso, essa última... pancada, sei lá. Não foi um tiro.

— Uma nave imperial acaba de atracar, senhor.

— Nave imperial? — franze o cenho.

— Sim, senhor. E a princesa corre perigo, eles estão atrás dela.

— E onde ela está?

— Na sala de comunicações.

— Então o que está fazendo aqui parado, vamos para lá!

— Oh, perdão, senhor! Tem toda a razão. — O Doutor empurra o droid para que ele comece a caminhar. — A propósito, eu sou C-3PO, android de relações humanas.

— Muito prazer C-3PO, eu sou o Doutor. Agora para que lado fica a sala de comunicações?

— No final do corredor, virando à direita, seguindo até o final e depois virar à direita novamente. É a segunda porta...

— Obrigado! — Sai correndo, deixando o androide para trás. — E para de me chamar de senhor! — grita.

Há uma explosão na passagem lateral, alguns dos soldados de capacete engraçado estão em posição, prontos para defender a nave de quem estava tentando entrar.

— Ah, mas não vão entrar não!

Com sua chave de fenda a postos, ele abre um painel na parede.

— Senhor, o que está fazendo? — C-3PO tinha o alcançado agora.

Selhanwo bodans ans bortans — respondeu ele, com a chave de fenda na boca, conectando e desconectando fios e ligações elétricas.

— Perdão, o que disse?

O Doutor tirou a chave de fenda sônica da boca e respondeu: — Eu disse “selando todas as portas”.

— Oh!

— Isso vai detê-los por um tempo.

— Isso geralmente é trabalho do R2. Onde será que aquele imprestável se meteu?!

— Eu vou desconectar uma nave da outra, isso dará chances dessa espaçonave escapar.

— O senhor acha que consegue fazer isso? — perguntou o droid, esperançoso.

— Fica olhando.

— Olhando o que?

A nave tremeu mais uma vez e inclinou-se para a direita, para em seguida estabilizar-se.

— Ah-há! — exclama. — Eu sou brilhante!

Pelos autofalantes da nave, o capitão avisa que estarão em instantes entrando na velocidade da luz.

— Estamos salvos! Estamos salvos! — C-3PO comemora.

Um leve tremor na nave foi sentido, o que significava que o capitão tinha conseguido entrar no hiperespaço.

O Doutor guarda sua chave de fenda e seus óculos, vira-se para C3-PO e diz:

— Parece que o perigo passou, leve-me à sua princesa.

— Sim, senhor — responde, começando a andar.

— Não, não, não! Eu sou o Doutor, me chame de Doutor.

— Como desejar.

C-3PO o levou até a sala de comunicações da Tantive IV. Ao pararem diante da porta, ela abriu-se e o android passou primeiro, depois Doutor, atrás dele.

— Ei você — disse um oficial.

— Quem, eu? — perguntou.

— Não tem permissão para entrar aqui.

— Mas aí que você se engana, olha só, eu tenho! — Ele mostra o papel psíquico ao homem.

— Perdoe-me, senhor — replicou o soldado, batendo continência.

— Sem continência, por favor.

Ele guarda o papel psíquico, coloca as mãos nos bolsos e caminha até a mesa holográfica ao centro, onde há um grupo de cinco pessoas ao redor dela. Ao centro e de costas para ele, há uma mulher de estatura baixa, que sem dúvidas deve ser a princesa que C-3PO se referia. Ela está usando um longo vestido branco e tem coques enormes na cabeça, um de cada lado. Não é o penteado mais estranho que ele já viu. As francesas do século XVIII e suas perucas bufantes, por exemplo.

A mulher vira-se para ele quando se aproxima e revela-se sendo uma bela jovem. Deveria ter vinte anos, em média, seu rosto é arredondado, lábios finos com uma quantidade evidentemente exagerada de brilho labial, nariz pequeno, pele rosada e grandes olhos castanhos e expressivos, que o fitavam diretamente. Ela poderia ser pequena e aparentemente frágil, mas só naqueles primeiros segundos diante dela e já notava o quanto a sua presença é marcante.

— Quem é você? — ela pergunta. Há autoridade na sua voz, como também uma leve rudeza. Ela é uma princesa, aquela é a sua nave. Ela não está pedindo gentilmente que ele diga-lhe quem é, está exigindo.

— Eu sou o Doutor — sorri.

— Doutor quem?

— Só o Doutor.

— Esse não pode ser o seu nome.

— A princesa Leia fez-lhe uma pergunta, responda-lhe — disse um homem ao lado dela. Assim como os outros oficiais, estava usando um uniforme da cor bege e o mesmo capacete engraçado.

— Escuta, por que vocês usam esse balde na cabeça? — perguntou. — Parece... um pinico, com uma anteninha e... — O homem olhava-o sem compreender o que ele falava. — Deixa para lá.

— Como entrou aqui?

— Bem...

— Com licença — falou C-3PO —, se me permitem interromper. O Doutor já estava na nave, foi ele quem desconectou a nave de assalto do Império desta, dando-nos a chance de escapar pelo hiperespaço.

— Isso é verdade? — indagou Leia, ainda um pouco cética.

— Absoluta, princesa. Vi com estes meus olhos.

— Como fez isso? — perguntou ao Doutor.

— Eu conheço uns truques. — Piscou para ela.

Ele viu um quase sorriso se formar em seus lábios, apenas um dos cantos de sua boca curvando-se para cima somente um pouco. O Doutor sorriu para ela com mais entusiasmo.

— Capitão Raymus — disse Leia ao sujeito que estava falando antes, mas não tirou os olhos do Doutor. — O que estava dizendo sobre Tatooine?

— Tatooine é pequeno, afastado e pobre, o Império não vai desistir de nós assim tão fácil. E como a senhora já tinha dito antes, devemos abandonar essa nave.

— O próprio Vader está naquela nave, ele não é alguém que desiste. — Ela se vira novamente para a mesa holográfica. O Doutor aproxima-se e para ao seu lado. — Vai caçar até os confins da galáxia até conseguir nos pegar.

— Proponho que deixemos a Tantive IV em Tatooine. Consigo outra nave e escapamos por ela.

— Existem cem pessoas nessa nave, capitão. Como conseguir uma nave de tamanho porte?

— Podemos dispersar o pessoal não essencial. Este deve sair do planeta por outros meios e nos reencontramos no ponto de encontro com a Aliança.

— Quem é esse tal de Vader? — indagou o Doutor. E em troca recebeu olhares de choque das pessoas naquela sala. — Disse algo errado?

— Como quem é Vader? — perguntou Leia. — Bateu com a cabeça em algum lugar antes de entrar aqui?

— Darth Vader, braço direito do imperador Palpatine, a segunda maior autoridade imperial e o maior agente a serviço dos interesses do Império Galáctico — explicou C-3PO.

— Ah... — Acenou positivamente com a cabeça. — Entendi. Obrigado.

— De nada, Doutor. Estou aqui para o que pre-

— Capitão Raydus — interrompe Leia —, prepare tudo. Vamos à Tatooine.

— Sim, princesa Leia. — Raydus fez uma leve reverência. — Com licença.

— Deixem-me. Eu vou conversar a sós com o Doutor.

— Senhora, também devo me retirar? — C-3PO pergunta.

— Não é necessário, 3PO. Quanto a você — dirige-se ao Doutor —, exijo que me diga a verdade.

— Que verdade?

— Não seja cínico! Eu nunca vi roupas assim como as que você está vestindo, seu sotaque não se parece em nada com o dos alderaanianos.

— Eu estou gripado — replicou ele. — A garganta inflamada, sabe. — Fingiu uma tosse e fungou. — E qual o problema das minhas roupas? — fez-se de ofendido. — São a última moda em... Raxacoricofallapatorius. Não estou bonito?

— Ora homem, não me tenha por tola. Eu conheço perfeitamente todos os passageiros desta corveta, Doutor – se é que esse é mesmo o seu nome. Você é um clandestino. E eu quero saber é como um clandestino entrou na minha nave.

Aug. 28, 2018, 7:36 p.m. 0 Report Embed 2
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