Professor Eri Follow story

ayzu-saki Ayzu Saki

Todo mundo conhecia Eri. O professor muito amado, e meio maluco do nono ano. Poucos conhecia meu pai Eri. Suas cantadas nerds para minha mãe, como ele cantava leãozinho quando me via, e suas piadas pontuais que a gente ria por amizade. O que todos tinham em acordo? Todo mundo amava Eri.


Humor All public.

#original #humor #fluffy #tiposdepai
Short tale
7
5000 VIEWS
Completed
reading time
AA Share

Capítulo único

Notas iniciais

Conto escrito para o desafio do dia dos pais do ink

Pai pavê ou pá comê: Aquele que repete sempre as mesmas brincadeiras, frases e piadas nas reuniões familiares, mas sempre consegue arrancar risos seus.

........................................................................

Todo mundo conhecia o professor Eri.

O professor de biologia que todos os alunos amavam. Meio pirado, que vivia com a blusa suja de giz e os óculos escorregando no nariz. Aquele mesmo que sempre andava com uma caneca do Darth Vader cheinha de café, e ameaçava dar spoilers de seriados para quem não ficasse quieto. 

Os professores conheciam o colega Eri, que havia se vestido de mitocôndria para a festa do colégio, e junto com os alunos do sétimo ano haviam feito uma briga com pistolas de água e molhado o diretor.

Minha mãe conhecia o marido Eri, que mesmo depois de 18 anos ainda vinha como as mesmas cantadas nerds de quando eram adolescentes, que fazia o café favorito dela nos domingos e que havia bebido no natal passado e perguntando se minha mãe era casada, e quando ela disse que sim, ele chorou de forma copiosa.

Mas só eu conhecia o pai Eri. 

Que me acordava toda manhã cantando a mesma música, que me chamava de jubinha e cantava a música do Caetano leãozinho quando eu chegava em casa.

E que tinha as famosas...piadas pontuais.

-Paaaai, socorro!

-O que foi Jubinha?

-Tinha uma aranha no meu sapato! Quase calço com ela dentro.

-Você quase calça o sapato que a coitada estava usando? Que rude.

Chegando em casa

-Paaaai, fome.

-Oi Fome, sou o pai.

Me buscando no shopping.

-Jubinha, na frase é proibido estacionar, onde está o sujeito?

-Pai...

-Sujeito a guincho.

Assistindo crepúsculo.

-Sabe qual o cereal favorito do vampiro?

-Não...

-Aveia.

Esperando minha mãe se arrumar.

-Que demora.

-Tenha paciência, pai.

-Eu sou paciente, sua mãe não. 

-Pai...

-Ela é médica.

Chegando na casa do vovô.

-Sabe o que sua tia Odette aprontou?

-Não gosto de fofocas.

-E eu não gosto de babaleias. Sabe o que sua tia aprontou?

-Meu Deus...

Ele nunca perdia a piada.

Ele nunca deixava de tentar me fazer sorrir.

-Gosto muito de te ver, leãozinho.

-Eu também te amo, pai. 

-Eu já te contei aquela de...

-Vai dormir, pai.

-Sem graça.

Aug. 21, 2018, 3 a.m. 5 Report Embed 12
The End

Meet the author

Ayzu Saki Detesto o tempo, sempre adianto meu relógio para nunca me atrasar, e ainda assim me atraso. Detesto o tempo, porque ele não cura as coisas, só passa. Queria domar o tempo mesmo, para viver todo o que quero viver e não pode caber na minha vida. Essa é a minha sina, e um monte de histórias não terminadas no fundo da gaveta.

Comment something

Post!
Karimy Karimy
Olá, autora. Escrevo para notificar que sua história foi verificada pelo Sistema de Verificação do Inkspired, mas aconselho que dê uma olhadinha em "acabado molhando o diretor". Ah, e adorei o conto! Beijos!
Feb. 13, 2019, 4 p.m.
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, tudo bem de novo? Hahaha Depois dessa obra dos tios e pais do pavê, me sinto até revigorada para comentar! Professor Eri, quem nunca teve um? Eu tive ele foi o único que me ensinou a gostar e a entender química. Na época tínhamos feito uma comunidade no Orkut para ele, contava as melhores histórias, fazia junto aos alunos guerrinha de papel, cantava AC/DC mesmo nunca gostando. Eu gostava dele como professor, então a música passava despercebida, até o dia que o Ery na minha história foi preso com diploma de química falso, e nós perdemos o melhor professor daquela escola. Eu resolvi começar o comentário com uma história trágica e cômica porque sou dessas. Gostei, ela me transportou para a minha época de colegial há mais de dez anos, como pode ver pelo devaneio. E não somente isso, me lembrou do meu marido e suas cantadas nerds, ele acalma nosso afilhado ensinando os macetes de Pokémon para ele. Meu Deus, eu adoraria ter uma pai desse jeito, seria a pessoa mais feliz, apesar de que sempre falam que ele era assim, mas fazer o que... Sortuda a Jubinha por ter alguém alegre como seu pai. Como a história foi muito curta, acabou que não houve a atenção adequada para o desenvolvimento dos personagens. Há um errinho bobinho de concordância bem no finzinho do terceiro parágrafo, nada que comprometa a leitura maravilhosa que eu tive, foi divertidíssima e arrancou algumas risadas aqui. Sobre a narrativa, meu Deus, não me canso de falar sobre a sua narrativa: ela é perfeita, mesmo uma história como essa de humor você consegue permanecer com a sua personalidade que já notei de outros textos. Ter uma identidade é algo incrível. A leitura é fluida e gostosa. Parabéns pelo desafio, por todas as histórias escritas e, principalmente, por uma ideia tão genial quanto essa. Beijinhos! 😘
Sept. 4, 2018, 12:39 a.m.
Ocarina Ocarina
Ahhh que amor se fanfic! Me apaixonei por ela! Super simples, divertida e cativante! A melhor que li até agora nesse desafio <3 Estou rindou com o babaleias hahaha Esse pai me lembra um professor de Biologia que tinha no colégio (e que me inspirou a seguir carreira na área :P). Parabéns pela história, eu amei!! Beijos.
Aug. 23, 2018, 9:01 p.m.
Tali Uchiha Tali Uchiha
AI EU AMEI MUITO, TIPO, IMENSAMENTE. DEIXA ELE SER MEU PAI, DEIXA? NOSSA, SÉRIO, PARABÉNS, AMEI (mano, a parte onde ele chora copiosamente me lembrou uma fic que eu escrevi que o personagem passava esse micão, adorooo)
Aug. 21, 2018, 10:41 a.m.

  • Ayzu Saki Ayzu Saki
    hahaha, todos realmente amam prof.Eri no fim <3 Aug. 21, 2018, 7:32 p.m.
~