Hino das Sereias Follow story

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C Clark Carbonera


Um conto sobre sereias, criado para o Desafio Norte e Sul de 2018. Para quem tiver interesse, essa é uma história que pertencerá ao universo da novela que criei chamada Testemunhas da Noite, cujo Episódio 1 já está publicado aqui na plataforma. Digo "pertencerá" porque agorinha mesmo, no momento em que a escrevia para o concurso, notei que a história poderia ser bem desenvolvida nesse universo de Testemunhas da Noite. Espero que gostem! Até mais o/


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Hino das Sereias


“As leis da terra

Não servem para mim,

Não sou movido

Por letras, mas

Pelo som das estrelas.

A areia me serve como manta

E quando o vento sopra

Eu me transformo

No que não existe,

Sou constantemente inconstante,

Me revolto e sou revoltado,

Nenhuma lei me limita

Porque só o mar eu respiro.

As leis da terra

Não servem para mim.

Sou a fúria das marés,

Sou a ânsia do sal em alto mar,

O luar que toca

A água escura e ondulante,

Sou o peixe que escapa do anzol,

Sou o brilho perdido das ostras,

Sou os monstros dos

Oceanos desconhecidos.

Eu disse, então,

Para o seu próprio sossego,

Vire as costas e volte

Por onde chegou,

Não insista:

As leis da terra

Não servem para mim.”

- Hino das Sereias, talhado na rocha da Ponta Seca.



Na última praia da cidade portuária (ou na primeira, dependendo se você estiver chegando na cidade ou saindo dela), Bernardino Colorado caminhava como sempre fazia na direção do seu barco de pesca. Pescador de corpo e alma, sua profissão já estava traçada bem antes de nascer. Tal qual seu pai, avô e bisavô, Bernardino respirava sal e mar.


Algumas gaivotas voavam traiçoeiras perto dele, já acostumadas com aquela figura média de pele curtida de sol e com músculos cobertos por uma camisa de algodão amarela de tão velha, e esperando algum vacilo do homem para pegar um peixe ou dois quando este estivesse desatento e prestes a voltar à terra firme.


Bernardino nem ligou para as aves, adentrou o mar como quem ainda andasse pela areia, lutando com pouca dificuldade contra as ondas que lhe batiam nas pernas, molhando as calças dobradas no alto das coxas. Ele puxou a corda que prendia o barco e logo pulou para dentro.


Trabalhou automaticamente, pegando os remos e afrontando as ondas do mar, que a cada investida fazia gotas grossas de água salgada baterem no seu rosto e pingarem da sua barba grisalha. Naquela manhã, o filho mais velho que o ajudava com a pesca amanheceu febril e a esposa não o deixou sair da cama. Podia ser perigoso demais o menino se aventurar pelas águas e pelos ventos salgados com a pele ardendo. Bernardino tentou resistir às palavras da esposa, dizendo que na época dele tinha que pegar em remos doente ou não, sem exceção, pois a vida não dava nada de graça sem o trabalho honesto; e aquele trabalho era honesto! Acordar às 4:30 da manhã, comer o pão azedo com azeite e um pouco de queijo curado, tirar as roupas limpas e secas do varal, limpar a sujeira do cachorro Pimpolho, beijar as três filhas antes de sair para a praia, subir no barco e navegar até perto das Rochosas para pegar os peixes pequenos que os barqueiros não se interessavam, depois separar o que é de sua família e o que vai para o mercado local, e mais tarde voltar para casa jantar com a família toda reunida para prece do dia. Uma vida simples, uma vida honesta. Mas a esposa de Bernardino nem quis dar satisfação para o velho, afastou-o com um afanar de pano e fechou a porta do quarto dos filhos.


Ele piscou os olhos, desviando-os da superfície da água, fazendo esforço para os remos levarem o barco até onde ele pescaria sua preciosa fonte de renda e comida. A praia se afastava rapidamente, os pescadores da região começavam a sair de suas casas e seguir para seus trabalhos, os prédios de quatro andares, simples e encardidos perdiam os caracteres que os distinguiam uns dos outros, as gaivotas voavam lentamente lá no alto, quase tocando as nuvens.


Já sentia os braços arderem e a respiração ficar mais pesada quando chegou perto do agrupamento de pedras negras, denominado pelos pescadores de Rochosas. O mar estava mais calmo que no dia anterior, então as ondas que batiam nas pedras não subiam tão alto como gostava o seu filho de ver. Ele parou de remar e puxou os remos para dentro do barco, deixando-os na sua esquerda. De debaixo do seu banco, Bernardino puxou um bolo amarrotado de rede de pesca que cheirava a peixe. Com o barco balançando abaixo, ele se equilibrou facilmente, estudando as águas escuras, procurando por algum sinal de peixe.


Demorou quase vinte minutos para ver um movimento perto da superfície da água, do qual se seguiram mais tantos outros. Olhou satisfeito para o mar, lançando a pesada rede de pesca na direção do cardume. Se você tem paciência, a vida te presenteia. Era o que dizia seu avô. E o vovô estava sempre certo.


Gemendo com o esforço que fazia para puxar a rede de volta ao barco, Bernardino pensou em como o filho mais velho fazia falta e em como ele próprio já estava velho demais para puxar uma rede pesada dessas cheia de peixe. A água entre a rede de pesca começou a borbulhar com o movimento elétrico dos pequenos peixes, que tentavam com todas as suas forças sair daquela prisão de cordas. As costas envergadas com a força que Bernardino dispendia para puxar os peixes já se revoltava com a afronta do velho, que quase escorregou no barco.


Com um grito e um último esforço, ele puxou toda a rede para dentro do barco, caindo pesadamente no banco. O barco se mexia para os lados quase como se fosse virar na água e os peixes se debatiam no chão de madeira, fazendo “pom, pom, pom” a cada vez que batiam no chão. Manjubas. Bernardino olhou para os pequenos peixes com orgulho, pois ele e sua família teriam o que comer nos próximos dias, mas o cansaço era muito e ele não sorriu. As costas, braços e pernas ainda ardiam com o esforço e ele achou melhor esperar alguns minutos até que recuperasse o fôlego e pudesse remar de volta para a praia.


Enquanto o corpo descansava, mirou no horizonte os barcos que chegavam até os mares da sua cidade. De onde estava, ele não ouvia os gritos dos pescadores e trabalhadores do porto, nem dos comerciantes das vendas que negociavam preços menores com as donas de casa. Os únicos sons que ouvia eram os das gaivotas que voavam em espiral acima dele, dos peixes batendo na madeira do barco e das ondas quebrando nas Rochosas.


Mas um som, um som que Bernardino não conseguiu distinguir, chamou-lhe a atenção. Virando o rosto para as pedras negras e molhadas, ele viu alguns movimentos furtivos de minúsculas baratas-do-mar e caranguejos. O som surgiu novamente, como um assobio curto e agudo.


Ele se levantou do banco, colocando uma mão sobre a testa para bloquear o sol que nascia e jogava seus raios nas pedras. Uma figura se elevou por trás da pedra que estava mais próxima do barco. A cabeça de uma mulher com pele esverdeada como esmeralda e cabelos lisos e escuros como algas marinhas piscou lentamente para ele. Bernardino arregalou os olhos e coçou-os com as mãos, imaginando se estava louco devido à fadiga. Ao abrir os olhos de novo, a mulher continuava lá, olhando-o com um sorriso nos lábios finos.


O pescador de olhos esbugalhados levantou uma mão receosa para acenar para a mulher da pedra. A mulher, por sua vez, ergueu a mão também fazendo sinal com os dedos para que Bernardino a seguisse. Ela estava tão perto dele que ele pôde ver as membranas finas de tom escuro que ligavam os dedos da mão.


Sentiu os pés pesados, os braços também. Bernardino percebeu que todo o seu corpo parecia mais um saco de areia molhada, sem poder algum de ser comandado. A mulher verde alargou o sorriso nos lábios finos, escorregou para o mar, mergulhou e começou a nadar para junto do barco. Bernardino escancarou a boca, querendo gritar, mas o grito não passou da garganta. Ele corria e pulava para dentro do mar, nadando com todas as suas forças até a praia, mas o movimento ficou preso dentro dele. Tudo estava apenas nos seus pensamentos.


Ele viu, sem poder fazer nada, a mão verde esmeralda com membranas segurar a borda do barco. Erguendo a cabeça do mar, a mulher da água encarou o pescador aterrorizado com seus olhos azuis escuros, brilhantes e sem esclera. Um dedo de sua mão verde se movimentou para que ele se abaixasse até ela. Bernardino sentiu as lágrimas salgadas caírem de seus olhos ao sentir que o corpo fazia exatamente o que a criatura ordenava e o aproximava mais e mais daquele bicho esguio, úmido e horripilante.


Parando o rosto a dez centímetros da face cavalinha da mulher, ele sentiu um forte cheiro de peixe e viu o sorriso dela se alargar ainda mais, fazendo seus lábios finalmente se abrirem. Mas não foram dentes brancos como pérolas da forma que os mitos e as lendas narravam que o pescador viu em seus últimos minutos de vida e nem lhe foi lascado um beijo profundo tal qual os marinheiros gostavam de falar.


Fileiras com dezenas de pequenos espinhos negros como piche tomavam o lugar dos dentes da criatura marinha e se fincaram no pescoço de Bernardino num bote rápido e funesto, afundando cada vez mais com a força de um tubarão, e lançando seu veneno paralisador no sangue pulsante do velho pescador.


De onde estava, Bernardino não ouvia nenhum som vindo de sua cidade, nenhum grito dos pescadores e marinheiros.


De onde estava, ninguém ouviria os gritos de socorro de Bernardino, caso ele pudesse gritar.


Sua mente começou a rodar e seu corpo agora parecia pesar uma tonelada.


Como última visão desse mundo antes de adormecer eternamente, sem conseguir desviar os olhos, Bernardino viu emergir do mar uma cauda de peixe escamosa, longa e grossa, de cor amarronzada, que se ligava ao corpo da mulher e terminava numa barbatana marrom escura, com as pontas negras como as pedras das Rochosas.


Aug. 20, 2018, 10:56 p.m. 29 Report Embed 12
The End

Meet the author

C Clark Carbonera “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

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Jenny Blanc Jenny Blanc
Amei! <3 Adoro sereias assustadoras assim e a sua tá medonha kkkk Fiquei com pena do pobre senhor, virou café da manhã de sereia~
Jan. 30, 2019, 5:56 a.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Olá, @Jenny Blanc! Obrigado pelo comentário e pelo like :D Que bom que gostou da sereia medonha!! Hahaha Jan. 30, 2019, 6:55 a.m.
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, tudo bem? Que impressionante esse texto... Eu amei cada aspecto abordado nele. É muito bom, desde a história completamente fiel a muitas lendas que ouvia de sereia quando era criança, até mesmo à narrativa maravilhosa, madura e que deixa tudo fluído e gostoso. No início, você aborda a realidade do Bernadino, é uma realidade muito fiel a de muitos e para mim a verdade num texto sempre é bem vinda e me empolga. A forma conduzida da narrativa dela é de poucos, meio que tá lá você sabe o que vai acontecer, você está aterrorizado, está preparado, mais aí você vai além e joga na nossa cara com tanto detalhes a criatura que prende, e o suspense ainda está ali, e o ar chega a faltar pela a tensão criada com tanta perspicácia. Micro-contos são para poucos, exige muita técnica. É difícil em poucas palavras você dar a ação e ao mesmo tempo narrar com maestria o cenário, e você fez isso de uma forma tão natural, é fantástico. A ortografia é praticamente impecável. Parabéns e espero te ver nos próximos desafios! Beijinhos 😘
Oct. 4, 2018, 2:22 p.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Uhhhhuuuuul!!! Obrigado, @Inkspired Brasil! Fico extremamente satisfeito por conseguir um comentário assim tão favorável de vocês ^^ Também espero poder participar de outros desafios armados pelos embaixadores brasileiros. Que se levantem as canetas, bora escrever! Abraços o/ Oct. 4, 2018, 2:55 p.m.
Celi Luna Celi Luna
Uau, isso realmente parece uma daquelas histórias de terror que marinheiro conta, adorei essa da sereia ter a pele verde e os dentes, ai que arrepio Fico pensando na esposa e nas filhas do Bernardino, esperando ele voltar pra casa, imagina? É triste em tantos sentidos... Mas ficou uma história muito bem escrita e gostosa de ler, parabens :)
Sept. 8, 2018, 9:23 p.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Que bom que tenha gostado de ler e tenha achado prazerosa a leitura (tentei mesmo não deixar muito massante, mas às vezes acontece né). Obrigado pela curtida também, agradecido demais! P.S. ainda esse ano planejo fazer uma continuação desse conto. Mas não dou certeza por causa da vida corrida hehe mal tenho tempo de escrever durante a semana :/ Sept. 10, 2018, 11:09 a.m.
Liiz Lestrange Liiz Lestrange
Parabéns, sensacional. os detalhes são incríveis, faz parecer que tá contando uma coisa que aconteceu de verdade, muito bacana. Eu tenho predileção por essas histórias de sereias com a pegada sinistra, sua escrita é muito madura, ficou tudo muito sensacional e gostoso de ler, dava pra enxergar direitinho tudo acontecendo, vc tem técnica e talento, tá tudo aí. Gostei de verdade,
Sept. 7, 2018, 9:10 p.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Uaaaau, obrigado @Liiz Lestrange! Agradecido por ver que alguma técnica na narrativa foi encontrada (hehe voltar a escrever é um desafio depois de anos afastado!). Obrigado mesmo pelo comentário e incentivo :) Sept. 10, 2018, 11:05 a.m.
Ellie Blue Ellie Blue
Olar, ser humano! Eu estava procrastinando para ler esse conto desde o dia que o vi pela primeira vez. Sempre começava, mas empacava. Logo depois, descobri que não conseguia ler por causa de uma ressaca literária que me impedia de ler qualquer coisa. MAS hoje eu consegui e, olha, que leitura! Sua escrita é linda, eu realmente adorei a forma como você junta as palavras, a descrição das cenas estavam prefeitas, eu podia ver o que estava acontecendo no momento como se eu estivesse lá realmente. Essa história tem cara daquelas lendas que nossos avós contam pra nos assustar, bem, meus avôs não contaram nenhuma delas, vive essa parte de ser assombrada por lendas pelo meu irmão (ele gostava de me ver com medo, sádico, pobre criança eu era). Está tudo perfeito. Desde o personagem à descrição. Eu adorei, de verdade.
Sept. 7, 2018, 2:41 p.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Hahahaha te entendo perfeitamente, @Sabrina Vilanova, essas ressacas literárias são um pé no saco! E fico muito feliz que tenha conseguido se livrar dela e terminar de ler o conto XD Fazia anos que não escrevia e agora que estou voltando, percebo como algumas narrativas minhas são bem diferentes umas das outras...em especial a narrativa que construí no universo de Testemunhas da Noite (onde esse conto será incluído mais tarde). Essa vibe de lendas e mitos e histórias mais sombrias é a cara dessas narrativas (tenho uma queda por elas na verdade e talvez tenha o mesmo perfil que seu irmão hehehe) Muito obrigado mesmo pelo comentário :)) Sept. 10, 2018, 11 a.m.
Forbela Forbela
Gostei muito do texto, você tem um ponto de vista particular que me cativou! Além disso a sua escrita é muito bonita e a forma como você narra é prazerosa de se ler. Parabens pelo talento
Sept. 6, 2018, 10:34 p.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Olá, Florbela, meu muitíssimo obrigado! Fico tão contente que tenha conseguido te cativar ^^ Sept. 10, 2018, 10:53 a.m.
  • C C C Clark Carbonera
    E acabei de ver que te chamei de Florbela ao invés de Forbela. Lamentável, é a idade eu digo; são os óculos, dizem meus amigos na fila do banco Sept. 10, 2018, 11:01 a.m.
CC C Clark Carbonera
Acabei de fazer uma última revisão, aceitando muito grato as dicas dos leitores: tirei as repetições de "Bernardino" da narrativa (de fato, era muitas! hehe) e espero que tenha ficado melhor. Obrigado a todos por lerem ;)
Aug. 31, 2018, 4:03 p.m.
Alice Aguiar Alice Aguiar
misericórdia q eu fiquei nervosa na parte dos dentes, senhor amado imaginei um bicho aterrador. gostei muito do conto, particularmente adoro sereias, mas nunca escrevi sobre elas.
Aug. 31, 2018, 7:57 a.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Olá, Alice Aguiar, muito obrigado pelo comentário! E que bom que ficou nervosa nessa parte da história (muaaarrraaarrraaa, minha intenção era essa mesmo!) Você podia tentar escrever sobre as sereias se as adora. Quando gostamos de um tema, as chances das narrativas serem ótimas são muito grandes hehe Tentar nunca é demais ^^ Aug. 31, 2018, 9:43 a.m.
Kaline Bogard Kaline Bogard
Olá! Um conto bem com cara de "conto" mesmo, e daqueles contos que nossos avós contavam durante a noite, a beira da fogueira no terreiro, tendo o céu estrelado como teto. Fiz muito isso na minha infancia, então sua história foi quase um resgate ao passado. O tom da história já vai preparando o leitor para o desfecho, então o final não é chocante, ele é meio que esperado. A gente sente que o Bernadino terá um final trágico, mas lamenta por ele mesmo assim, mesmo já esperando que ele seja uma vitima da sereia. E por falar em sereia... gosto de versões assim, sem aquele tom bonitinho da Disney, que explorem outros lados da criatura magica, inclusive o lado que atrai pessoas para morte! Consegui imaginar fisicamente direitinho! Muito boa a descrição! Só deixo uma dica aqui: acho que tem muita repetição de "Bernadino". É dificil evitar, mas como ele é basicamente o unico personagem, tem momentos que se torna meio cansativo. Fora isso, parabens por aceitar e cumprir o desafio!
Aug. 29, 2018, 10:03 a.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Olá, Kaline Bogard! Muitíssimo obrigado pelo feedback :D (particularmente careço de leitor beta aqui, então comentários como o seu é que fazem a diferença na evolução das minhas escritas. Mesmo depois de fazer várias revisões, nossa vista fica meio viciada, né, então o olhar dos outros é de extrema importância). Farei as devidas alterações na semana seguinte :) E sim! Era exatamente essa sensação nostálgica que eu queria trazer para esse universo e com toques mais macabros que encantados ao estilo Disney (nada contra, apenas vejo essas versões já muito saturadas ultimamente). Muito muito obrigado mesmo pelo comentário :D Aug. 29, 2018, 3:48 p.m.
Nathalia Souza Nathalia Souza
Hey hey! Olha, sua interpretação sobre as sereias se aproxima muito da interpretação da mitologia grega que eu aprecio bastante. Eu tô com pena do Bernardino, ele parecia um cara gente boa, nem agiu de maneira lasciva ou algo estranho assim. Gostei da tua escrita, me colocou rapidamente na vida de um pescador. Feliz pelo desafio ter me feito conhecer teu modo de escrever, beijos e até!
Aug. 28, 2018, 5:16 p.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Hey hey! Fico feliz que tenha gostado do conto e conhecido meu modo de escrever! Também tive pena de Bernardino, mas fazer o que, as sereias são complicadas :/ Obrigado por ler, beijos e até mais! Aug. 29, 2018, 3:41 p.m.
Nathalia Souza Nathalia Souza
Hey hey! Olha, sua interpretação sobre as sereias se aproxima muito da interpretação da mitologia grega que eu aprecio bastante. Eu tô com pena do Bernardino, ele parecia um cara gente boa, nem agiu de maneira lasciva ou algo estranho assim. Gostei da tua escrita, me colocou rapidamente na vida de um pescador. Feliz pelo desafio ter me feito conhecer teu modo de escrever, beijos e até!
Aug. 28, 2018, 5:16 p.m.
Karimy Karimy
Olá! Apesar de muitos contos falarem das sereias como seres bonitos e tudo o mais, a imagem que sempre tive delas foi algo muito parecido com o que você descreveu. Talvez por eu ter tido muito contato com pescadores que gostavam de contar essas histórias de criaturas horrendas e sinistras que eram avistadas no meio de uma noite tempestuosa ou que aparecia para eles em sonhos delirantes causados por febres. Ele só queria levar o sustento para casa, mas ficou preso ao mar para sempre. Gostei demais da história!
Aug. 26, 2018, 7:35 a.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Olá, Karimy! Concordo muito contigo. Sempre ouvi histórias de sereias como seres maravilhosos e lindos, mas na minha mente (meio à la Tim Burton) eu pensava nelas como algo meio macabro tal qual as narrativas antigas desses pescadores tão cheios de histórias. Muito obrigado pelo comentário e pela curtida! Aug. 26, 2018, 9:09 a.m.
Tali Uchiha Tali Uchiha
Que leitura incrível. Pobre homem, foi levado para ser jantar haha. Uma coisa que eu gosto nas sereias e na sua mitologia é a grande quantidade de alternativas e versões que elas tem. Amo todas e amei a sua história <3
Aug. 25, 2018, 9:57 a.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Hahaha virando comida de peixe logo pela manhã. Obrigado pelo coraçãozinho e pelo comentário :D também adoro as diferentes versões dos mitos...espero conseguir trabalhar bem com as sereias, porque elas são de fato incríveis! Aug. 25, 2018, 10:03 a.m.
Wolfinha -- Wolfinha --
E pensar que na realidade as sereias na realidade são realmente assim nas histórias... É assustador... Mas intrigante. Amei demais! Amo sereias, não é a toa que meu user é Mermaid kakaka
Aug. 23, 2018, 5:04 p.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Hahaha percebi isso mesmo pelo seu user! Mas realmente, quando nos aprofundamos nas lendas e nos mitos das sereias, é bem difícil não se apaixonar por elas, mesmo existindo [quiçá exatamente por causa disso!] esse lado sombrio! Aug. 24, 2018, 6:49 a.m.
nic furuya nic furuya
Eu tô... Chocada. Fiquei tão absorta com a história que nem vi quando acabou, imaginar uma sereia tão sombria e cruel parece tão estranho mas tão incrível, parabéns pela história, eu amei de verdade ler isso.
Aug. 23, 2018, 10:08 a.m.

  • C C C Clark Carbonera
    Obrigado, @nic furuya! Fico bem feliz que tenha se chocado com a versão dark da sereia (ela faz parte de um universo que estou construindo aos poucos numa novela chamada "Testemunhas da Noite". Seu comentário, seu coraçãozinho e suas congratulações me deixam nas alturas hehehehe Obrigado mesmo! Aug. 23, 2018, 10:47 a.m.
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