Longínquo Universo Follow story

Blue Martell

Era pra ser algo como sempre fora antes: apenas uma reunião de comemoração do Karasuno por ganharem mais um jogo. Mas há tempos já não era assim, há tempos que já viviam em universos paralelos a outras pessoas. Não que tivessem se isolado dos outros, isso jamais, mas ali, naquele dia em si, parecia que estavam em seu universo, em seu próprio e longínquo universo.


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only.

#dcp #pwp #yaoi #lemon #haikyuu #kagehina #songfic
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O Nosso Universo

• Essa fanfic foi escrita porque eu vi um vídeo que era uma versão de Sweather Weather, do The Neighbourhood, da perspectiva de um casal em um banheiro de uma balada, e eu resolvi dar vidas a isso. Obrigada a Mandy Senju linda que betou a fic, a Tatinha por escutar todas as minhas abobrinhas, ao meu namorado que é meu sol nesse caminho todo e a todas as ratas do Porão que me inspiram todos os dias. Obrigada, meninas, sem vocês essa história não teria o brilho que tem. É isto, boa leitura!•


Suas costas bateram no azulejo enquanto a batida da música ao longe tentava puxar-lhe para o abismo de luxúria e total loucura que era aquilo, os lábios carnudos em seu pescoço sugavam com volúpia, ousados e bruscos, parecendo querer drenar sua essência e tomarem de si tudo que tinha.


O cheiro, que lembrava-lhe algo como dente de leão e lavanda, arrebatava seu olfato,
as mãos em suas costas arranhavam e tocavam tudo que podiam; e seguiram descendo por cada vértebra de sua coluna – passando por sua bunda e apertando sua coxa esquerda.


Ouviu os botões e o zíper sendo abertos, seus lábios secaram de ansiedade quando as mãos habilidosas tiraram o que lhe cobria as coxas e intimidade, fazendo com que sentisse o hálito quente próximo do que mais queria. Como havia perdido as peças assim, sem nem perceber, não tinha como dizer. 


Com as mãos alheias levando sua perna esquerda até o ombro, a boca de quem detinha seu mais puro desejo levou-lhe aos céus mais uma vez e estrelas adormecidas e mortas ressuscitaram em sua visão – brotando do inconsciente apaixonado.
Mordeu os dedos com preocupação infundada, prendendo os gemidos na garganta.


A boca a lhe sugar fazia brotar em seu peito galáxias infinitas e caóticas, teve que apoiar uma das mãos no gancho que ficava atrás da porta naquele cubículo para que não caísse, a preocupação de alguém invadir o banheiro onde estavam sumiu de sua cabeça – quase como se nunca tivesse existido ou sido cogitada em algum momento. Considerava que, se perguntassem seu nome agora, não saberia dizer.


O barulho da língua e de estalos em sua intimidade eram feitos com um riso de canto nos lábios do outro, sabia disso. Eram feitos apenas para provocar, para conseguir o que os espasmos e os gemidos contidos já denunciavam – cada um deles arrancados com perícia e astúcia. Sentiu a boca abandonar seu ponto de prazer e subir por seu abdômen, mordendo e chupando, até  sentir os beijos a lhe sufocar pra que não os descobrissem. A voz rouca arranhou seus ouvidos enquanto o barulho de embalagem sendo rasgada e o cheiro de látex e menta invadiu suas narinas.


— Silêncio, anjo, ou podem nos pegar. 


“Hah! Como se importasse”, pensou Hinata, o tom de voz desmentia a genuína preocupação em serem descobertos – como a mão do outro acariciando e brincando com o limite de sua entrada se preocupasse com algo além do que fariam a seguir.


Dedos insistentes tomaram o lugar da boca petulante, aquele maldito sorriso! 


— Sugue-os, como só você faz — disse Kageyama, num tom de voz rouco e que lanhava seus ouvidos.


Aquilo fez chamas acenderem em seu baixo ventre, logo abriu a boca e entrelaçou os dedos com sua língua, passando-a entre eles e embebendo os como se fosse algo que já queria ter na boca há muito. 


Estalou a língua e os soltou. 


Os cabelos ruivos da base da nuca foram puxados, levando sua cabeça pra trás, em êxtase, quando os dedos invadiram seu interior, com dentes a morder-lhe o pescoço mais uma vez. Desta forma, foi inevitável não deixar escapar barulho algum; era muito bom, tão bom… Irremediavelmente bom. 


Deus, se sentir prazer daquela forma era pecado...já estava no inferno.


Quando os dedos de Kageyama lhe abandonaram seu coração pulou uma sístole, queria aquilo mais uma vez, queria sentir, queria deleitar-se naquilo que só eles tinham.  


A mão em sua cintura logo pediu implicitamente que se virasse, mas estava tão fora de órbita que não conseguiu compreender o recado; quando a voz rouca de Kageyama arranhou seus ouvidos, pedindo brevemente, conseguia ver o cometa em chamas que era a ansiedade cruzando aquela galáxia enorme de sentimentos. 


Virou-se enquanto esperava para, mais uma vez, ter o que sempre quis.


Sentiu a estocada, funda e forte, de uma só vez. Buracos brancos pipocaram e milhões de estrelas tomaram sua visão, sentiu uma mão tomar a sua menor e apertar entre seus dedos, a outra, em seu queixo, forçava o contato visual, bendita flexibilidade!


Os movimentos cadenciados provocavam estalos, o choque delicioso dos íntimos, Via Láctea e Andrômeda, tal como milhões de anos no futuro aconteceria, estava acontecendo ali, naquele momento. Muito mais que sentimentos se chocando: desejo puro e luxúria comandavam aquele momento.


Como esperaram, ah como… Nebulosas cobriam aquele lugar com o sentimento que fluía dos dois.


Num acesso de gana descontrolada, sentiu a mudança de posição brusca e o pedido feito com sofreguidão. 


— Enlace suas pernas em mim, Hina, agora… — Fez o dito e sentiu os mundos sendo conectados mais uma vez enquanto mordia-lhe o ombro, dessa forma fazia ir mais fundo, rápido e intenso. Beijou-o de forma extasiada e totalmente entregue, o barulho das intimidades se chocando só os excitava mais, o suor banhando os corpos.


Aqueles olhos no fundo dos seus, encarando o fundo de sua órbita, transmitindo tudo que sentiam da forma mais desnuda, os cabelos negros dele grudados no rosto, como quando estavam em quadra. Sempre quis assim, sempre pensou como seria o rosto de Kageyama assim, fora da seriedade habitual, sempre imaginou a forma como sentia o movimento dos corpos agora… Aquilo era surreal!
O ósculo que veio a seguir foi o mais cálido, bruto e rude que trocaram até então, como sempre era – cada vez superava a outra, sendo um ciclo interminável de paixão sôfrega. 


Os arranhões em sua coxa, mais por querer marcar do que por sustentação da posição, faziam seu íntimo derreter, queimar, esmaecer…


Sentiu um pulsar dentro de si, como sinal daquilo que também lhe estava perto.


— Eu…Kage… Yama... Por favor… Mais! Tão perto..,


— Eu também, Hina… Comigo...


Não eram necessária palavras, ambos sabiam que não, tamanho o conhecimento um do outro, o estremecer dos corpos, os suspiros mais longos. Aquilo só aproximou o inadiável.


Sentiu-se preencher, mesmo com a proteção, quando chegou, enfim, ao ápice – seu pescoço  sendo sugado com brutalidade devido ao orgasmo violento, ao mesmo tempo que ouvia os grunhidos  contidos do fundo da garganta, fincando suas unhas nas costas largas.


Ambos estariam marcados no outro dia, sempre estavam. Sempre estariam.


Sentiu seu interior ser abandonado e os pés encontrarem o chão finalmente, como um módulo lunar ao pousar na lua, seu corpo todo sofrendo os efeitos da gravidade 0.
Como se visse a Terra pela primeira vez e constatasse que ela era azul. 


— Você é incrível, eu te amo demais, Kageyama…


Riu com a mais pura felicidade, passando as mãos pelo pescoço já marcado de Hinata e aproximando os lábios dos seus. 


— Eu também te amo, baka.

Aug. 15, 2018, 2:42 a.m. 2 Report Embed 5
The End

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Ariane Munhoz Ariane Munhoz
SEM OR, ME ABANA, PELAMOR! SERASE EU MORRI E FUI PARA O CÉU, PORQUE ISSO AQUI É O PARAÍSO E EU POSSO PROVAR AAAAAA. Nossa, eu to muito realizada com essa história. Eu confesso que o que eu mais gostei nessa fic não foi nem a safadeza em si, mas a narrativa e a comparação com as estrelas e constelações. Te juro, eu total associei ao universo de Voltron, acho que é o vício berrando dentro de mim. Adorei a narrativa, a maneira como tudo aconteceu, o cenário que se desenrolava ao redor embora tudo o que eu imaginasse fossem as estrelas! Ficou um amorzinho e deixou com gostinho de quero mais! Parabens bb, um plot riscado da lista!
Aug. 15, 2018, 2:42 p.m.

  • Blue Martell Blue Martell
    AAAAAAAAA Eu fico feliz que tenha gostado, demais. Eu deixei a narrativa fluir como eu tava me sentindo com a música, sabe? E sobre Voltron, eu vou assistir, juro! UM PLOT RISCADO DA LISTA, AMÈM! E sério, muito obrigada pelos elogios, vindo de você significa demais. <3 Aug. 17, 2018, 1:17 a.m.
~