After Midnight Follow story

mrs_odult Tauna Nataniele

Ano 2018, Londres - Inglaterra: Monstros são reais, escondidos da humanidade pela noite e pelas sombras. Mas não para KyungSoo, caçador do sobrenatural. Após dar fim a um Banshee que estava aterrorizando uma família em Bristol, encontra-se de passagem agora em Londres para investigar alguns assassinatos brutais que ocorreram com humanos e vampiros. É então que se vê obrigado a trabalhar com Kim Jongin, um detetive brincalhão e sorridente. O que ele não sabe é que uma guerra entre o clã dos vampiros e o dos lobisomens está perto de começar, e ele está no meio dessa tempestade. [FANFIC REPOSTADA DO SOCIALSPIRIT]


Fanfiction For over 18 only.

#caçador #lobisomem #vampiro #kaisoo
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Hunter

Estacionei minha belíssima Suzuki Hayabusa na entrada daquele motel de beira estrada. Tirei meu capacete negro da cabeça - combinando com a moto - e me permiti soltar um suspiro de alívio: depois de horas na estrada eu finalmente havia chegado em Londres.

Prazer, KyungSoo. Amante de motos e cigarros e... Nas horas vagas costumo caçar seres sobrenaturais. Dois dias atrás, coisa recente, me livrei de um Banshee que estava aterrorizando algumas pessoas em Liverpool.

Daí você me pergunta "O que diabos é um Banshee?", e eu respondo: agouros de morte. Normalmente vistas como mulheres pálidas e de cabelos negros que choram sangue, apenas suas vítimas escutam seus gritos, tão altos e agudos que as matam.

Desmontei de minha moto e antes de entrar para fazer minha reserva, procurei entre as coisas jogadas na minha mochila por algum cartão de crédito falso que me servisse. Finalmente pesquei um entre meu diário de caças e uma barra de chocolate aberta e entrei pela porta com o cartão e minhas duas mochilas na outra.

-Reserva? - perguntou a atendente ruiva. Mascava chiclete e tanto as unhas quanto a boca estavam pintadas em um tom de rosa forte.

-Uma para mim, apenas - senti a garganta coçar, pois há muito não bebia algo. Dei-lhe o cartão e digitei a senha.

-Quarto cento e três - ela me entregou a chave, mais interessada em olhar para suas unhas do que para a minha cara, mas isso não me importava.

Assim que entrei no quarto, que não era tão longe da recepção, larguei a mala no chão - o baque produziu um som metálico - e peguei um cigarro na mochila, a caixa meio amassada pela viagem.

Quando dei a primeira tragada senti meu corpo relaxar comoletamente. A nicotina e outras 4699 substâncias nocivas naquele pequeno cigarro eram meu único bálsamo desde que entrei nessa vida.

Desde que meus pais foram assassinados.

🌙🌙🌙

Eu tinha 15 anos na época, e estava voltando da escola, à noite. Na Coreia do Sul, onde eu morava, as aulas eram integrais, e saíamos bem tarde. Nossa casa era um pouco longe e eu tinha que ir à , subindo e descendo morros e escadarias.

A lua estava alta no céu sem estrelas, e eu acabara de virar a esquina, entrando na rua não-asfaltada com as casas bem afastadas por inúmeros lotes vagos cobertos de capim alto. Minha respirção saía da boca em forma de fumaça e tudo estava silencioso. Não tinham luzes acesas nem nas casas ou postes.

Fechei o zíper do casaco e parei em frente ao portão, olhando em volta desconfiado antes de abri-lo. Atrevessei o jardim cultivado pela minha mãe e parei ao ver algumas flores pisoteadas e sangue salpicado em suas pétalas e por todos os canteiros. Com uma sensação estranha, subi os três degraus de cerâmica que davam acesso à varanda em silêncio e notei a porta entreaberta, e o que pareciam ser marcas de garras e sangue nela.

Contrariando meu instinto que me mandava dar o fora dali o mais rápido que minhas pernas magricelas conseguissem correr, estendi a mão lentamente para a frente, sentindo o coração quase pular para fora do peito, batendo freneticamente contra minhas costelas, minhas axilas se aquecendo e suando e certa dor na boca do estômago. Abri-a e senti um cheiro quente e forte de sangue, e, quando avancei, meus tênis ficaram molhados de um líquido espesso e então esbarrei em algo... Um corpo.

Tremendo, alcancei o celular de segunda mão no bolso do casaco e liguei a lanterna do aparelho.

Acho que prendo aquele grito até hoje.

Meus pais - ou o que eu achava serem eles - jaziam no chão... Por toda parte.

Ouvi um rosnado e olhei para a porta da cozinha, onde dois olhos amarelos me encaravam no meio da escuridão. Lancei a luz do celular naquela direção e senti as pernas bambearem: um lobo enorme me encarava e uma baba rosada escorria de sua boca. Ele estava em sobre as patas traseiras, que eram mais longas que a dianteiras. Pêlos negros cobriam seu corpo, principalmente o peito e braços, que se assemelhavam muito aos humanos, e ele tinha cinco dedos nas mãos, que acabavam em garras afiadas. Sua cabeça era um pouco desproporcional ao corpo musculoso e suas orelhas eram peladas; o focinho e a boca, enfeitada por uma fileira de dentes afiados, estavam cobertos de sangue, assim como seus braços.

Dei um passo para trás, ainda olhando nos olhos da fera, e quando ela uivou saí correndo em disparada pela porta de casa. Pulei os degraus da varanda e a cerca baixa, e continuei à toda pela rua de terra. Ouvi a criatura me seguindo, mas não ousei olhar para trás. A mochila em minhas costas pulava de um lado para o outro, o celular com a lanterna ligada ainda seguro em minha mão. O suor escorria pela minha face e entrava gelado dentro das vestes, meus músculos mal acostumados com exercícios físicos protestavam, mas eu não pararia por nada.

-SOCORRO! SOCORRO! - eu finalmente encontrara minha voz, e agora gritava a plenos pulmões. Cheguei à avenida e corri ainda mais rápido, sentindo os calcanhares batendo em minhas nádegas. parei de correr quando invadi o barzinho de beira de estrada e desmaiei antes de dizer qualquer coisa.

🌙🌙🌙

Abri meus olhos e apaguei o cigarro na sola da minha bota. Levantei-me da cama, onde estava sentado desde então, e caminhei até a janela, vendo as primeiras gotas de chuva se chocarem contra o vidro. Cruzei os braços.

-Não adianta ficar revirando o passado, KyungSoo - resmunguei comigo mesmo e bufei - Preciso me concentrar na minha missão e depois eu caio fora daqui.

Sim, digamos que depois de 14 anos vivendo por conta própria e na estrada, eu desenvolvi a habilidade de conversar sozinho comigo mesmo.

Voltei minha atenção à mochila menor e fui até ela, tirando de lá meu diário de caças.

Dia 3 de março de 2018, ou hoje, o que você preferir. A página estava coberta por uma folha de jornal, que eu comprara na banca a caminho do motel e rasgara a primeira página, onde uma manchete estava estampada em tamanho considerável.

Desdobrei-a e li em voz alta:

"Já é o segundo caso em dois dias. Um animal invadiu uma casa no subúrbio desta madrugada e matou um casal. Os corpos apresentam várias mordidas e seus peitos foram abertos e os corações arrancados. A guarda-florestal foi acionada e um toque de recolher foi decretado: a partir das oito da noite, qualquer cidadão encontrado transitando pelas ruas será sujeito a uma multa de £20, e terá escolta até sua casa."

Parei de ler ali mesmo.

Peitos abertos e corações arrancados...

Lobisomem.

Sorri involuntariamente, meu contato não havia dito que eu enfrentaria tais criaturas.

Mal podia esperar para começar...

July 25, 2018, 3:23 a.m. 0 Report Embed 0
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