I'm Your Cupid, Jungkook Follow story

jikookause Lu

O jovem alfa Jungkook nunca foi um galanteador, não sabia como se portar diante de seu paquera e muito menos tinha coragem de chamá-la para sair, mas em breve ele iria ter uma grande ajuda. Jimin é um anjo cupido escolhido para ajudar o inexperiente alfa humano com problemas no amor. O anjo pensava que seria apenas mais um trabalho como qualquer outro, só não imaginava que Jeon, o rapaz de feições inocentes e timidez aparente o faria cometer o pior de seus pecados.


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

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Prólogo - Eu sou seu cupido, Jungkook!

Jungkook's POV


Eu nunca fui um cara romântico e sonhador, daqueles que acham que existe uma pessoa feita para mim por aí, uma alma gêmea ou seja lá como queira chamar, minha mãe sempre me dizia que um dia esse meu pensamento iria mudar, que eu conheceria a ou o ômega ou beta que faria minha opinião se modificar, mas não acho que isso vá mesmo acontecer tão cedo.


Estou no segundo ano da faculdade arquitetura e urbanismo, e nesse tempo não posso dizer que realmente me envolvi com alguém, tive alguns casos rápidos — para não dizer "simples ficadas sem sentimento algum" — em festas ou reuniões de alunos por aqui, nessas ocasiões eu havia ingerido uma boa quantidade de álcool para ter coragem, na verdade nem na época de colégio tive algo duradouro, era tímido demais, quieto demais, o garoto esquisito que sentava no fundão mesmo, o único motivo para ômegas vierem atrás de mim era quando estavam próximos de seus cios ou quando percebiam que estava perto do meu, e mesmo assim eu nunca aceitava, não queria estar com uma pessoa apenas por causa de um instinto.


Mas também tem uma outra questão para eu nunca ter tido um relacionamento sério, não tenho a minima ideia de como agir quando estou interessado em alguém, chega a ser vergonhoso um alfa com vinte e um anos nas costas não saber manter uma conversa proveitosa com uma pessoa, a timidez me aprisiona bastante, já até tentei fazer teatro pra ver se isso mudava, mas parece que piorou em alguns aspectos, só queria conseguir falar com alguém que eu gosto sem começar a suar e gaguejar, mas enquanto isso não acontece, me iludo olhando para meu "crush" imaginando as coisas legais que poderíamos fazer juntos se eu tivesse coragem de ir lá e falar com ele.


E essa pessoa em questão já vem chamando a minha atenção faz um bom tempo, seu nome é Min Yoongi, ele é ômega, cursa música e é bem quieto, as únicas pessoas que ele realmente fala são os seus professores ou às vezes quando alguém o cumprimenta, talvez ele tenha me atraído por eu ter me identificado tanto com seu jeito caladão, acho que poderíamos nos dar muito bem.


Sempre o observei durante os intervalos, normalmente ele fica sentado debaixo da sombra de alguma árvore na parte aberta do pátio, ele sempre está com seu fiel companheiro, um violão branco cheio de adesivos, eu tenho vontade de me aproximar, falar algo, puxar um papo sem soltar nenhuma besteira que possa me envergonhar, mas só de pensar nisso minhas pernas tremem a as mãos começam a suar, que tipo de alfa eu sou? Tão covarde que sinto vergonha alheia de mim mesmo.


Tenho medo de que com ele seja como foi com os outros paqueras que já tive, nunca cheguei a me declarar ou no mínimo os chamarem para um encontro, sou um caso perdido e até já pensei em me consultar com um psicólogo, pois percebo que preciso de ajuda, pois claramente sem um empurrãozinho eu não vou conseguir.


— Deveria ir lá falar com ele. — Meu amigo Hoseok disse me encarando com um ar de riso, estávamos sentados numa mesa do refeitório, e só talvez eu não conseguisse parar de fitar o ômega loiro próximo á nós.


— Não conseguiria. — Respondi desviando meu olhar de Yoongi.


— Como não? Está conversando comigo agora certo? É a mesma coisa. — Ditou antes de dar uma mordida em seu sanduíche, o olhei com tédio.


— Não é a mesma coisa, você sabe. — Voltei a olhar Min, mas ele tinha saído de sua mesa e ido em direção a árvore que gosta de ficar todos os dias.


— Também sei que ficar encarando o menino não vai fazê-lo gostar de você. — Avisou o mais velho se levantando e eu o segui.


— Como pode ter certeza? Vai que ele também gosta de mim e me vê o olhando mas tem vergonha de se aproximar, e no final vamos ter aquele romance clichê como nos livros que você adora. — Retruquei encarando o futuro professor de letras que andava á minha frente.


— Isso não é um livro, Jeon, para de frescura e vai falar com o garoto, ele não vai te morder. — Proferiu e parou próximo aonde Yoongi estava.


— Ok, eu vou, mas se eu por acaso pagar o maior mico da minha vida, vou te culpar pelo resto dos meus dias. — Avisei e Hoseok riu soprado.


— Está bem senhor rancoroso, agora vai logo. — Me empurrou em direção a árvore e eu andei em passos lentos até lá.


Parei em sua frente, porém o loiro não pareceu notar minha presença, continuava manter sua concentração no livro que lia, o que não é um bom sinal, nem o meu cheiro ele pareceu ter sentido, sou um alfa que nem tem uma presença dominante ou atrativa, entendo porque meu pai tinha vergonha de me apresentar para os seus colegas de trabalho, pareço mais um beta, nem me impor eu consigo, que fracasso, acho que se um dia usar minha voz de alfa os ômegas vão é rir da minha cara, me comporto como um gato assustado e não como um lobo líder de uma alcateia como deveria ser.


— Er... Oi. — Cumprimentei acanhado, ele levantou a cabeça e sorriu minimamente.


— Olá. — Min Yoongi me respondeu.


E agora? O que eu faço? Ok, é só falar normalmente, não tenho nada a temer, só ser formal e o perguntar algo normal para o início de uma conversa.


Meu Jungkook é nome, qual o seu Yoongi? — Perguntei de forma embaralhada, ele me encarou confuso.


— O que disse? — Yoongi franziu o cenho e eu corei fortemente, de vergonha e nervosismo.


— N-nada não... Eu tenho que ir ali, então tchau. — Eu proferi rapidamente e virei de costas pronto pra sair correndo dali.


— Espera! — O Min me chamou, parei de andar prontamente.


— Sim. — Me virei para atendê-lo, acho que meu coração vai saltar pela boca a qualquer instante.


— Você é amigo do Jung Hoseok, não é? — Travei no lugar, meu cérebro parecia ainda estar tentando entender a pergunta, então eu apenas assenti. — Você poderia entregar isso para ele? — Foi até sua mochila e tirou de lá uma jaqueta vermelha, me estendendo em seguida.


— É d-do Hoseok? — Questionei só para confirmar, pois já podia sentir o cheiro cítrico que vinha da peça, era o cheiro do meu hyung, tinha vontade de chorar de raiva e possivelmente ciúmes.


Ótimo! Agora além de covarde também sou sensível, devo ser a vergonha da comunidade alfa de todo o mundo.


Sim, sei que parece estranho mas não é nada disso que deve estar pensando. — Disse com uma coloração vermelha nas bochechas, eu diria o quanto acho isso fofo se não tivesse com tanto ódio e uma sensação e traição no momento.


— E o que eu deveria pensar? — Acho que minha voz soou um pouco rude, pois o vi se encolher.


— Bem, eu ando de skate na pista perto da casa do Hoseok e um dia desses acabei caindo em uma das rampas e ele me ajudou, tive alguns arranhões e ele me levou até sua casa para fazermos um curativo, quando saí já era tarde e estava frio, Hoseok me emprestou essa jaqueta e eu só lembrei de trazê-la para devolver a ele hoje. — Explicou me deixando aflito, por que o Jung não me contou isso?


— Ah sim! — Tossi levemente quando um clima estranho pairou. — M-mas não pr...precisava me explicar nada.


— Apenas não queria que pensasse mal de mim. — Ele disse olhando para os próprios pés. — Pode lhe entregar a jaqueta?


— Por que você mesmo não faz isso? — Outra vez uso um tom rude, não consigo me controlar quando sinto ciúmes.


— Não sei, talvez fique envergonhado na frente dele ou fale alguma besteira, prefiro evitar uma situação constrangedora. — Como essa de agora por exemplo, vou me lembrar de nunca mais seguir os conselhos de Jung Hoseok.


— Ok, eu entrego sim. — Aceitei me xingando mentalmente, eu sou tão trouxa.


— Obrigado Jonghyun. — Agradeceu me entregando a jaqueta e saiu andando em direção ao prédio principal do campus.


— O certo é Jungkook! — Sussurrei para mim mesmo já que Yoongi não poderia mais me ouvir pela distância que estava, nem meu nome ele sabe.


Saí dali em passos pesados, estava tão frustrado, por que eu tive que nascer alguém tão tapado? É óbvio que o Yoongi não se interessaria por mim, não sou como Hoseok, sempre sorrindo e ganhando o afeto de todos a sua volta, sou o garoto estranho que anda com ele, ninguém repara em mim pois o brilho de Jung ofusca e de qualquer um, ainda mais o meu que é praticamente apagado.


— E então? Como foi com o crush, Jungkook? — Hoseok se aproximou com seu típico sorriso estampado no rosto.


— Foi péssimo, e toma aqui sua jaqueta. — Joguei a peça contra seu peito e o Jung me olhou assustado. — Interessantemente ela estava com Yoongi, tem algo para me contar hyung?


— Olha Kook, não foi nada demais, ele se machucou lá na pista de skate, eu o ajudei e lhe emprestei essa jaqueta porque estava muito frio, foi só isso. — Confirmou a história do Min me deixando um pouco mais aliviado.


— E por que não me contou? — Perguntei cruzando os braços.


— Não achei que fosse relevante. — Respondeu elevando os ombros e eu assenti indicando que entendia.


— Ah Hoseok, aquele ômega nunca vai me notar. — Choraminguei apoiando minha cabeça em seu ombro.


— Acho que você precisa de ajuda, Kook. — Disse e eu o olhei curioso.


— Mas ajuda de quem? — Indaguei e Hobi fez uma expressão pensativa.


— Isso eu ainda não sei, mas acho que logo logo a gente descobre alguém que possa o auxiliar nisso tudo. — Proferiu sorrindo e eu retribui.


Espero que ele esteja certo.


{x.x.x}


Voltei para casa exausto do dia cheio na universidade, pelo menos era uma sexta-feira e eu teria o fim de semana todo para descansar e ver se conseguia ter alguma ideia de como ajudar a mim mesmo ou quem procurar para pedir essa ajuda, qualquer pessoa da minha família está fora de questão, sei que um ia acabar falando para outro e logo todos estariam sabendo que eu estava pedindo ajuda para conquistar alguém, isso só seria dar mais motivos para ser a chacota dos primos e o desgosto do meu pai.


Essa foi uma das justificativas para eu escolher morar sozinho desde que completei dezenove anos, comprei meu pequeno porém confortável apartamento com meu próprio dinheiro, o qual juntei desde os doze anos com planos para isso mesmo, não trabalho no momento, mas meus pais me mandam uma mesada — bem recheada diga-se de passagem — todo mês em minha conta, porém pretendo arrumar um estágio ou até um emprego fora da minha área logo e parar de depender unicamente do dinheiro deles.


Cheguei em meu apê indo diretamente para o banheiro, precisava de um banho e depois comer alguma coisa, meu estômago está reclamando já faz quase duas horas. Após me banhar notei que não havia trazido nem uma peça de roupa para o banheiro, mas pelo menos tinha uma toalha limpa, sempre as deixo aqui já que antes sempre esquecia, e um dos pontos ruins de morar sozinho é que não tem ninguém para ir pegar uma toalha para você, e mesmo que eu vá para o quarto assim mesmo, vou ter que limpar o chão molhado depois.


Enrolei a toalha na cintura e fui em direção ao meu quarto, porém logo quando cheguei no meio do corredor notei algo estranho, pelas frestas da porta do quarto eu podia ver que as luzes estavam acesas, isso não faz sentido, tenho certeza de que não as liguei desde que entrei em casa, na verdade nem nesse cômodo eu fui, já que corri direto para o banho assim que cheguei, e muito menos as esqueci ligadas antes de sair pela manhã, fui me aproximando lentamente até ver pela abertura entre o chão e a soleira da porta uma sombra passar, dei um pulo para trás pelo susto, tinha alguém dentro do meu quarto.


Mas como alguém entrou aqui? Só tem uma porta de entrada e saída, ela estava trancada, e mesmo que tenha as janelas, eu moro no nono andar desse prédio, não tem como usar elas para entrar aqui, á menos que alguém viesse voado, mas não acho que o Super Homem iria querer invadir meu apartamento.


Saí dali e fui para a cozinha pegar uma vassoura, pois seja lá quem for que esteja naquele quarto, será recebido com um cabo de madeira bem no meio de sua testa.


E com uma determinação e coragem que nem mesmo sabia que tinha, voltei para a porta do meu dormitório, sem pensar duas vezes abri a porta já preparado para atingir alguém com toda a minha força, mas ao contrário do que eu esperava, não encontrei um cara mascarado quebrando meu cofre de porquinho para roubar minhas economias, e sim um rapaz com roupas estranhas xeretando minha gaveta de meias.


— O que está fazendo aqui? — Quase berrei a pergunta e ele deu um gritinho nada másculo pelo susto, se virando para mim com a respiração descompensada.


— Nossa! Você me assustou. — O garoto disse sorrindo mantendo uma mão sobre o peito devido ao susto, estava agindo como se não fosse uma situação estranha ou como se fosse normal ter ele ali.


— Quem é você? Como entrou na minha casa? — Perguntei em tom alterado, segurando o cabo da vassoura com firmeza caso ele tentasse vir para cima de mim.


— Eu sou seu cupido, Jungkook!

July 20, 2018, 10:30 p.m. 2 Report Embed 2
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Lunna Grace Lunna Grace
AAAAAAAAAAAAAAAaa eu amo essa fic!!!!!!!!!!!!
July 21, 2018, 5:15 p.m.

  • Lu Lu
    hsuahsusha obrigada, fico feliz que goste <3 July 27, 2018, 6:53 p.m.
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