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2017. Um serial killer matou 10 mulheres, sem deixar nenhum vestígio para que pudessem pegá-lo. Goku, agente especial da homicídios cuidou do caso. 2018 ele volta, encontram a primeira vítima, mas agora ele deixa pistas. Vegeta, ex agente da narcóticos, transferido para homicídios após a morte de seu parceiro, infiltrado no tráfico, se torna parceiro de Goku. Os dois juntos vão tentar pegar esse assassino que gosta de brincar com os nervos dos dois melhores agentes da homicídios. Ele vai despertar o que há de pior em ambos. capa: hdwallsource.com - Dark 7291


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only. © *Os personagens originais de Dragon Ball, que aparecem na história, não são de minha autoria e pertencem a Akira Toriyama.

#vegeta #universo-alternativo #goku #dragon-ball #bulma
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Peccatum

"se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."
1 João 1:9


*


Capital do Oeste - 8h00

O celular vibrava, insistente, sobre o criado mudo, que nada falava e também não se incomodava com aquele zum, zum, zum por cima dele.

- Você não vai atender? - uma voz feminina soou entre um gemido.

- Enquanto você estiver aqui, eu quero que o mundo lá fora se exploda... - a voz dele saiu abafada, enquanto seus lábios acariciavam a pele macia do pescoço dela que sorriu.

Ele a olhou e beijou o sorriso dela, enquanto se movia devagar, caprichoso. As mãos dela se enterraram nos cabelos dele, desceram pela sua nuca enquanto suas unhas deslizavam pelas costas dele, sutilmente.

Não era preciso deixar marcas, elas já estavam em outro lugar, guardadas.

O celular parou de gemer, como se copiasse os sons que o homem e a mulher soltavam naquela manhã de inverno.

Os braços dele a envolviam, as pernas dela o prendiam e juntos sentiram seus corpos descarregarem a deliciosa sensação de prazer. Gemeram quase juntos. Ela o puxou para si, seus lábios, vermelhos pela grande concentração de calor, envolveram os dele, também quentes, e o beijou devagar, suave e sem pressa.


Distrito 59 GVB - 9h30

- Filho da puta! - Vegeta brigava com o celular. Estava há quase duas horas tentando falar com Goku, seu futuro parceiro.

Jogou o que restara do cigarro no meio fio. Ficou olhando a brasa, que se apagou ao mergulhar na água que corria com pressa e acabou levando consigo a bituca morta.

Encostou no carro, estacionado bem na sua frente. Passou as mãos pelo rosto, subindo para os cabelos, jogou os fios para trás, mas eles logo voltaram à sua costumeira posição. Levantou a cabeça e olhou para fachada do prédio onde leu, em letras grandes e pretas, pregadas na parede em alto relevo, "59º Divisão de Homicídios - Unidade Especial".

Soltou um longo suspiro e pegou outro cigarro. Aquele seria seu novo local de trabalho. O vento gelado do inverno não o incomodava, balançava seus cabelos, provocando, mas ele não revidou. Então o vento resolveu dificultar, não deixava o fogo sair do isqueiro.

- Merda! - ele falou alto - Dá um tempo! - riscou novamente e conseguiu. Acendeu e o vento logo tratou de voltar a rodeá-lo. Soltou a fumaça de olhos fechados junto com uma bufada.

Estava extremamente irritado. Não que isso fosse incomum para ele, já nascera assim. Quando criança berrava o choro, estridente, impertinente e irritante. Sua mãe, com olhos de panda, tamanha eram as olheiras dela, o balançava, quase que freneticamente na intenção de acalmar a criança. Mas ele só parava quando achava que já tinha estourado o tímpanos de sua genitora.


"O carro derrapou, quase batendo em outro carro que estava parado. A atenção das pessoas foi chamada pela freada brusca. Vegeta sai do carro e caminha rápido em direção ao aglomerado que havia se formado, queria ver o que eles viam.

Carros de polícia estavam parados por toda parte, eram muitos, as sirenes estavam ligadas, mas não gritavam, apenas iluminavam, girando e alternando as cores azul-vermelho-azul-vermelho-azul-vermelho-azul-vermelho, sem parar. Sua respiração estava apressada, ofegante. Um policial gesticula com a mão para que ele pare.

- O que aconteceu com ele? - seus olhos estão sobre o policial, parecendo duas prensas.

- Vegeta... - o homem tem receio de falar. Conhecia aquele homem que o interrogava e seu temperamento explosivo.

- Fala! - ele grita para o homem.

- Ainda não sabemos, o corpo foi encontrado hoje, há cerca de duas horas. Está naquele terreno baldio. - ele apontou com a mão - Já chamamos a perícia. - estava morto, Vegeta deduziu.

- Onde está o delegado Ginyu?

- A caminho, já acionamos ele. - Vegeta virou na direção do terreno, a imprensa começava a chegar. Ele odiava repórteres - Vegeta, Ginyu pediu que você o esperasse.

- Foda-se ele! Isso é culpa dele! - Vegeta gritou, chamando a atenção dos que estavam ali.

Ele seguiu em direção ao terreno. Uma fita listrada de preto e amarelo impedia as pessoas de chegarem mais perto. Vegeta passou pela pequena multidão empurrando um ali, outro acolá. Pensando em como as pessoas adoram ver desgraças, acidentes, gente morta. Viu um celular flutuando, junto com uma mão. Sacou a Glock 9mm e apontou para cima. Atirou.

- Saiam! Urubus, saiam! - ele apontava a arma na direção dos curiosos que se afastaram. Outros correram e não voltaram. Alguns policiais formavam um paredão para tentar esconder o máximo possível. Abriram passagem para Vegeta.

Ele avistou um lençol verde decorado com ‘anjinhos fofinhos de asas’. Riu da ironia. Ao tirar o lençol seus olhos se chocaram com a visão, ele sentiu o impacto como se tivesse se chocado com uma parede de pedras.

- Furaram os olhos dele, cortaram a língua, as mãos e o crucificaram. - o policial que estava ao lado do corpo descreveu - Sua boca foi colada. Também deixaram um bilhete. - ele estendeu o papel para Vegeta.

- Raditz... - ele balbuciou, ainda olhando para o corpo, onde lia, escrito em preto no peito do homem, 'JUDAS'.

As mãos trêmulas pegaram o papel. Os olhos, meio embaçados, se esforçaram para ler.

'Vegeta, estamos te esperando. Red'

A mão amassou o papel, a cabeça traçou um plano rápido. Cobriu o corpo de Raditz novamente. Viu Ginyu se aproximando.

- Vegeta... - Ginyu olhava sério para ele. Não recebeu resposta - Vegeta! - Ginyu chamou mais alto, conseguindo a atenção dele - Quero que saia daqui e me espere no escritório, na minha sala. - mais uma vez não houve resposta, mas Vegeta obedeceu a ordem, ele fora criado para obedecer."


Já era o terceiro cigarro. Sua boca estava amarga e seca. Resolveu entrar, o frio estava apertando. Olhou o celular, sem retorno.

Ele caminhava em direção à sala do chefe. Sentia os olhares dos outros policiais sobre ele. Desde que chegara àquele departamento, mais cedo. Ele quase podia ouvir o que pensavam, o que falavam dele em suas cabeças de merda.

Sim, para ele, eram um monte de merda. Sequer tinham coragem de olhar nos olhos dele, mas ficavam cochichando feito velhas desocupadas, amontadas em um portão falando da vida alheia.

O único que o recepcionou com decência fora Whis, ex parceiro de Goku.

- Whis? – ele parou na mesa do agente – Você tem alguma ideia de onde Goku possa estar? Estou tentando falar com ele faz tempo, mas não atende o celular. – Vegeta tentou soar o mais simpático possível, com consideração ao que o outro lhe tinha feito.

Whis sorriu.

- Vá se acostumando, ele é assim mesmo. Aposto que deve estar com uma mulher. – ele voltou seu olhar para a tela do computador – Goku não perde um rabo de saia, mesmo que o mundo esteja se acabando.

Vegeta saiu, respirou fundo para oxigenar o cérebro e não falar besteira.

Bateu na porta que ficava no final do corredor. Era uma porta de madeira que tinha uma metade de vidro jateado. Nele estava escrito "Delegado Kuririn San". Ele girou a maçaneta quando ouviu um "entra", irritado.

- Ele não atende, já liguei milhões de vezes. - sentou-se na cadeira de frente com a mesa do seu novo chefe.

O homem careca e de estatura baixa estava de costas, olhando pela janela. Braços cruzados, coluna reta, cabeça alinhada.

- Eu também liguei e ele também não atendeu. - soltou uma bufada.

Vegeta passou os olhos pela sala, parou em um quadro onde tinha a imagem de um homem lutando com um dragão usando uma espada, apenas uma espada. Ali ele se deteve.


"Algumas horas depois Ginyu voltara. Encontrou Vegeta sentado em sua sala. Respirou fundo, sabia que uma tempestade estava prestes a se formar. Passou o polegar junto com o indicador nos olhos, encontrando-os no osso do nariz.

- Como foi que o descobriram? - a voz de Vegeta saiu incrivelmente calma.

- Ainda não sabemos, Raditz era cauteloso. - Ginyu sentou-se de frente para Vegeta. Percebeu que ele segurava um papel amassado. Vegeta estendeu o papel para ele.

- Temos um informante. - ele afirmou enquanto pegava um cigarro e acendia. Borbulhava por dentro, como água em uma panela, mas não queria abrir a tampa, que pulava empurrada pelo vapor - Essa é a única explicação.

Alguém bateu na porta. Era um agente da narcóticos, assim como Vegeta.

- O que foi Nappa? - Ginyu interrogou. O homem olhou para Vegeta e depois para o outro.

- Recebemos mais um chamado, e tem a ver com Raditz. - Vegeta voltou sua atenção para Nappa - É a família dele... - baixou a cabeça - estão todos mortos.

Vegeta se levantou, seus olhos tremiam, finalmente ele abriu a tampa.

- A culpa é sua! - ele apontou para Ginyu. Nappa o segurou antes que seu punho fechado chegasse até o queixo do chefe.

- Calma Vegeta, caralho! - ele se debatia nos braços de Nappa, mas não conseguia se soltar, o outro era maior - Desculpe, mas isso é para seu próprio bem! - Vegeta sentiu seu corpo girar e a luz se apagou."



Distrito 59 GVB - 10h30

Não demorou muito, ouviram um carro derrapar. Brian Johnson, berrava, ecoando por todo o departamento, First Blood, AC/DC. Kuririn respirou fundo. Vegeta já imaginou um parceiro idiota.

- E aí Goku! - alguém gritou.

Vegeta ouvia da sala. As risadas de Goku, cumprimentando todo mundo. O típico cara bem humorado e que todos gostavam. Isso o irritava.

A porta se abriu, sem aviso, e uma figura masculina alta, musculosa, de gorro cinza, jaqueta preta e camiseta do Iron Maiden se apresentou.

- Nossa, tá muito frio hoje! - ele tirou o gorro, libertando a cabeleira rebelde - Bom dia Kuririn! - Goku tinha em uma das mãos uma bandeja de papelão com três copos. Era de uma cafeteria famosa por fazer café igual a qualquer outra, mas cobrar o preço de três cafés porque seu copo era especial, não queimava a mão e tinha um furinho na tampa. Colocou o de Kuririn na mesa - Hey Vegeta, trouxe um para você! - pegou outro copo e entregou para o homem sentado e irritado - É esse seu nome, não é? Kuririn me falou que você estaria aqui.

- Imbecil! Por que não atendeu o telefone? Estamos há quase três horas te esperando! - Vegeta aceitou o café, mas não agradeceu.

- Goku, onde você estava? - Kuririn, chefe do departamento de homicídios, virou-se para os dois - Obrigada pelo café, mas dessa vez ele não vai ser suficiente para se desculpar.

- Eu não pude atender porque estava com a boca ocupada... - Goku sorriu enquanto coçava a parte de trás da cabeça.

- Estava chupando seu namorado? - provocou Vegeta.

- Não, eu estava comendo sua mãe, por trás. Ela gritava feito louca e pedia para eu meter mais e mais fundo. - Goku sorriu malicioso, fazendo caras e bocas - A noite eu vou voltar lá, ela implorou, não pude negar.

- Vai se foder Kakaroto! - Vegeta levantou.

- Chega! - Kuririn gritou batendo o punho na mesa. Ficou encarando os dois, não achou uma boa combinação Goku e Vegeta, dois opostos e ainda tinha a questão de que Vegeta não estava adaptado. Tomou um gole do café, pegou o copo e voltou para a janela.

Goku ficou observando Kuririn, conhecia bem o chefe.

- O que aconteceu chefe? - sua voz era séria.

- Zen-oh me ligou. - as expressões mudaram - Estamos todos com a corda no pescoço.

- Mas por que? - Goku conhecia Zen-oh, ele era o chefe dos chefes. Era conhecido pela sua pouca tolerância com erros. Certa vez eliminou um departamento inteiro e transferiu as competências entre os departamentos que restaram.

Kuririn voltou para a mesa, ainda de pé, pegou uma pasta e encarou seus agentes. Seu semblante era sério.

- Primeiro, Goku, quero que você conheça seu novo parceiro de trabalho, Vegeta. - ele apresentou por mera formalidade, já que os dois haviam conversado feito gorilas - Vegeta, este é Goku, meu melhor agente da homicídios. - Vegeta olhou para Goku - Vegeta veio da narcóticos, quero que você o apresente para o pessoal.

Os dois se encararam. Não se gostaram.

- Agora vem a parte boa - Kuririn continuou empurrando a pasta que estava em suas mãos, na direção dos agentes - Ele voltou. - Goku e Vegeta olharam para a pasta - Se não resolvermos esse caso de uma vez por todas seremos demitidos.

A expressão de Goku mudou imediatamente.

Vegeta ainda não sabia do que se tratava, mas pela cara de Goku e Kuririn, era algo sério.


Capital do Oeste - algumas horas mais cedo.

Um homem de capuz preto entra na igreja. Vai direto ao confessionário. A portinhola do outro lado se abre minutos depois.

- Padre, me perdoe, porque eu pequei.





July 18, 2018, 6:12 p.m. 0 Report Embed 0
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