Parque da perdição Follow story

saaimee Ana Carolina

Era para ela estar em casa terminando seus deveres como sempre fazia, mas ao invés disso tinha sido levada para o meio de uma brincadeira sem ter consciência da armadilha em que se colocava. “— Quer fazer as coisas mais divertidas? Então quem encontrar ela primeiro pode ficar. Sem briga, sem discussão. O que acha agora?” Em uma noite tediosa qualquer fagulha pode dar motivo para incêndio. A estória está dividida em quatro partes e se passa com todos os Sakamaki e Yui.


Fanfiction Games Not for children under 13. © Os personagens desta estória pertencem a Diabolik Lovers. Todos os direitos sobre eles são reservados a © Rejet. Capa feita por mim com itens gratuitos. Fonte utilizada: Northwood High por Pi Luo Chiu.

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Casa de Espelhos

— Como isso foi acontecer? – Sentada no chão apertando os joelhos ralados, questionou quase sussurrando. A jovem de cabelos loiros ondulados se encolhia sentido a pele esfriando cada minuto mais enquanto seus olhos arregalados encaravam o escuro. Em sua mente ela tentava entender o porquê de uma brincadeira ter acabado dessa forma tão solitária.


Pouco antes, nessa noite, estavam os seis irmãos Sakamaki e a garota em casa fazendo aquilo que sempre faziam quando juntos: discutindo. Ela já estava acostumada a ter que ouvir os gritos e as brigas que ecoavam por toda aquela mansão tediosa quase todos os dias para sair de casa, para irem as aulas, para ficarem em casa. Tudo era motivo para uma nova briga entre eles. Porém naquela noite a briga se deu início exatamente por não ter motivo algum. Eles estavam entediados.

No meio de toda a conversa energética com propostas e rejeições uma ideia chamou atenção: um desafio de coragem em um parque de diversão abandonado. Para eles, que são vampiros, não havia nada demais em realizar tal tarefa, porém para a menina essa ideia era estupidamente assustadora. Ela até tentou convencê-los a ficar, mas, controversamente, isso só atraiu o interesse.


Uma noite que era para ser como outra qualquer acabou desse jeito. Agora ela estava sozinha em um labirinto de espelhos mal acabado com machucados e poeira pelo corpo todo e sem ter ideia de onde os outros estavam. Foi logo que chegaram ao parque que ela foi perdendo de vista um por um e agora estava perdida onde o escuro predominava dando espaço somente para pequenos fios de luz que passavam pelos buracos nas paredes e teto refletindo a lua nos espelhos e permitindo que seus olhos encontrassem caminhos ainda mais assustadores. O local estava vazio e a única coisa que se podia compreender era o barulho do vento e o cantar de insetos por todos os cantos.

Ela se encolheu abraçando o corpo ainda mais forte. Sabia que não podia ficar ali, mas não tinha coragem para se mover. Seus olhos passeavam por todos os cantos em busca de algo que pudesse conforta-la quando captaram, no canto de um dos espelhos, uma silhueta escura que parecia observar cada movimento seu.

O medo a dominou fazendo seu coração disparar. Ela não se mexeu e menos ainda se atreveu a tirar os olhos dali. Repentinamente, como se não quisesse ser descoberto, a figura se moveu para o lado desaparecendo. No mesmo momento a jovem viu o incentivo que faltava para sair dali se forçando a levantar o mais rápido possível.

Seus pés pesados deram um jeito de seguir dolorosamente um dos caminhos mais claros desviando dos cacos e dos espelhos inclinados. A cada novo passo seu reflexo era distorcido em imagens dançantes nos vidros escuros. Eram versões grandes dela de olhos aterrorizados brilhantes, outras de tronco pequeno e braços enormes; e até tinham aquelas que ela nem conseguia entender.

Cautelosamente continuou seguindo até ver em um dos espelhos – à sua frente não muito distante – a imagem da silhueta surgir novamente bem atrás do reflexo dela. Seus olhos se arregalaram o vendo se movimentar quase a provocando. Ela não ousou olhar para trás, não sabia o que podia acontecer se fizesse isso e depois de ver tantas distorções, a jovem já não sabia em que lado do espelho estava.

Seus olhos o encaravam com terror vendo mãos surgirem das sombras como se estivessem separadas do corpo se esticando para alcança-la. Enganada pela visão não teve tempo para perceber que a silhueta estava, de fato, atrás dela.

Logo as mesmas mãos que dançavam a puxaram com força pressionando suas costas contra o peitoral atrás e antes que pudesse gritar sentiu a palma fria abafar seus lábios. Seus olhos se arregalaram em pânico e levantando a cabeça rapidamente pode ver os dentes pontiagudo e os fios vermelhos do cabelo brilhando na pouca luz da ala.

— Te achei. – A voz insinuava a mesma excitação que acompanhava o sorriso diabólico.

O coração que martelava o peito dela se acalmou quase trazendo um suspiro de alivio aos seus lábios. Ele a soltou vendo se virar para encara-lo mostrando o rosto choroso parcialmente iluminado.

— Eh? Eu nem te assustei tanto assim! – Surpreso gritou a assistindo secar as lágrimas com as mãos tremulas. O rapaz cruzou os braços esperando que se acalmasse impacientemente aproveitando para analisa-la. — Me diz, por que que está toda machucada? Não me diga que-

— Não... – Já sabendo sobre o que seria a pergunta respondeu antes que terminasse. — Depois que eu me perdi fiquei com medo e acabei caindo.

— Você é idiota. – Gargalhou a irritando e afastando o clima pesado das trevas por ali. — Mas deveria ficar feliz que fui eu quem chegou primeiro. Porque se fosse o Reiji você ia ouvir cinco horas de bronca.

— Ah... – assentindo com a cabeça respondeu antes de conseguir entender o que ele tinha dito. — Chegou... primeiro? Você... Sabia que eu estava aqui?

— Hã? – A pergunta pegou de surpresa o fazendo erguer uma sobrancelha. O olhar dela parecia confuso procurando por respostas onde nem sabia que havia perguntas. Ao notar que aquela insistência talvez trouxesse uma resposta que não queria ele desviou os olhos. — Ah... Não sei do que você tá falando. – Disse rápido sem passar confiança suficiente a deixando ainda mais desconfiada. Percebendo o que tinha feito rapidamente procurou reverter a situação. — Mas, – diminuindo o tom de sua voz, se aproximou a alertando — você disse que estava com medo, né? E não está mais agora? – A pergunta soou como uma ameaça a fazendo lembrar da circunstancia que estava. Por mais que o conhecesse e morassem juntos há tempos, ele ainda era uma vampiro, ainda era Ayato. Um arrepio correu por sua espinha. — Acha que está segura?

O sorriso brilhou na luz mostrando as presas pontiagudas. Yui tinha a mente em branco e seu corpo acabou tomando a iniciativa em tentar se afastar por instinto, porém não foi veloz suficiente para desviar do forte agarro em seu pulso.

— Não vai fugir.

— Ayato... tá machucando...

— Você ainda não entendeu? – A puxando bruscamente contra seu corpo se aproximou da orelha sussurrando enquanto a jovem tentava se soltar inutilmente. — Você não pode se esconder de mim. – Sua voz baixa gradualmente se aproximava ainda mais como se pudesse tocar sua pele causando arrepios em seu pescoço. — Você é minha.

Como um animal sedento sua boca se abriu violentamente atacando a vítima incapacitada em seus braços. Com vigor cravou os dentes no ombro dela a fazendo soltar um curto grito que foi silenciado pelos próprios dentes na tentativa de selar os lábios.

A mordida suculenta sugou forte por sua carne fazendo com que o liquido chegasse rapidamente a sua boca e permitindo algumas gotas de sangue escorrerem pelos cantos dos lábios manchando a pele dela.

A garota empurrou as unhas contra as palmas das mãos fechando os olhos com força na tentativa de suprir o grito de agonia enquanto seu corpo se movimentava agitado procurando repelir a dor. A cabeça dele se afastou em um longo suspiro seguido de risos satisfeitos. Seus olhos correram ao encontro do rosto dela que vermelho expressava claramente o esforço em se controlar. Ele sorriu e se aproximando novamente lambeu os furos deixados na pele macia arrastando a língua para outros cantos.

— Não é o suficiente, né? – A risada sombria era acompanhada de beijos suaves pelas elevações que as veias causavam pulsando no pescoço seguindo para a orelha direita. — Vou te fazer se sentir ainda melhor.

O dentes mais uma vez fincaram sua carne a forçando a abrir a boca para soltar o grito e o ar que prendia desesperada. Ela tinha que fugir dali, porém o calor em sua cabeça estava dificultando seu raciocínio. Era doloroso e assustador, não importava quantas vezes passasse por isso.

Juntando as forças que tinha se debateu violentamente no meio do ataque dele o surpreendendo tanto quanto atrapalhando.

— Oi! Para de se mexer!

Entre movimentos repentinos e puxões eles se debateram em uma disputa de força onde somente um poderia ganhar. Os movimentos eram tantos que seus corpos, desequilibrados, colidiram contra um dos espelhos os fazendo perder o balanço de uma vez.

Ao mesmo tempo que chegaram ao chão outros itens velhos e apodrecidos seguiram se espalhando sobre e ao redor deles. A dor só aumentava e o pesadelo dela parecia estar só começando.

O impacto foi tão grande que a fez perder a noção do local por alguns segundos. Entretanto o medo logo a fez lembrar do que tinha que fazer. Seus olhos correram na direção do rapaz que caído balançava a cabeça tentando se recompor. Esse era o momento perfeito que tinha para fugir dali.

Seu corpo ferido mais que antes se levantou, sua mente a mandava correr, porém a dor em seu peito a fazia se questionar se não deveria ir até ele e ver se precisava de ajuda. Hesitante, o observou se sentar e assim que seus olhos se encontraram ela percebeu que se ficasse mais um segundo era ela quem precisaria de ajuda. Sem dar tempo para que ele se aproximasse, saiu correndo ouvindo os gritos raivosos atrás.

July 16, 2018, 11:34 p.m. 0 Report Embed 0
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