Sweet. Follow story

tia-kuro-neko ❤ Tia Kuro Neko ❤

Kakashi nunca gostou muito de doces. Era apenas um empresário, o melhor. Acreditava que tinha tudo que precisava até encontrar Iruka. Ele era apenas um professor, um muito bom. Tinha seus planos e convicções e nenhum deles tinha a ver com a ideia louca que lhe fora proposta. Entretanto a ideia de dividirem algo tão “doce” parecia, pela primeira vez, muito tentadora.


Fanfiction Anime/Manga For over 21 (adults) only.

#Iruka #kakairu #kakashi #Sugar-Daddy #Sugar-Baby
16
5168 VIEWS
In progress - New chapter Every Tuesday
reading time
AA Share

Lemon Drops.


Notas bem organizadas e escritas com caligrafia perfeita (cortesia do Iruka-Sensei)

_______________________________

To postando um bebê muito precioso pra mim, é me otp lindo que eu amo muito, e é minha primeira fic dedicada a eles, então eu ficaria muito feliz se vocês puderem me acompanhar nessa nova história e me dizer o que acham

Capítulos novos toda semana <3

PS: Ainda tenho que responder comentários, mas to aqui, postando outra fic.

PS2: Sinopse pela linda da CupCake Ruivo

_______________________________


Lemon Drops. 



Umino Iruka era um homem pontual. Ele não perdia dias de trabalho, ele sequer perdia hora. E mesmo em festas – onde era esperado que os convidados se atrasassem – ele chegava na hora marcada. Por isso, para ele, era extremamente irritante estar esperando por um homem que estava quarenta minutos atrasado.

Ele não tinha ouvido a hora errada, e o email confirmava a informação. O jantar havia sido marcado para as 21h00min, não 21h15min e muito menos para as 21h40...43min. O único motivo que o mantinha ali era o fato de ele precisar do emprego, não podia voltar para casa e dizer para seu irmão que ele ainda era um homem desempregado.

Desde que seus pais partiram ele estava sozinho no mundo, cuidando de si mesmo e se preocupando com ninguém. Mas aí ele conheceu Naruto, e não se apegar ao garoto era impossível. Adotar o garoto, na pequena província em que moravam, tinha sido fácil. Ele era um professor, emprego estável e respeitável, era conhecido por todos e respeitado por muitos. Praticamente deram Naruto para ele no momento em que ele pediu.

Mas agora estavam em Tókio, e criar um adolescente cheio de energia e necessidades, no meio de uma selva urbana, sem emprego ou reservas enormes de dinheiro, era uma tarefa difícil. O motivo pelo qual Iruka estava naquela cidade era o fato de ter sido convidado a se aplicar a uma vaga em uma das mais famosas faculdades do país. Deram certeza de que ele seria contratado.

E ali estava ele, o contrato de aluguel havia sido assinado a menos de uma semana e já havia gastado boa parte de suas economias, comida, móveis, mais comida (seu irmão era uma draga), e o emprego ainda não havia sido confirmado. Depois de muita espera uma entrevista foi marcada, e teste de paciência parecia ser uma parte dela.

Ele pediu sua segunda xícara de café, forte. A bendita cafeína corria por seu sistema como um catalisador para sua raiva. Iruka era uma pessoa explosiva, se provocado poderia ser perigoso. Não que ele não pudesse se conter, ele era educado e não saia por ai fazendo escândalos. Mas exigia ser respeitado e deixava sua opinião bem clara quando algo o desagradava. E, se irritado além de seu limite, ai sim as coisas podiam sair do controle.

O garfo, com o qual brincava entre os dedos, já dava a impressão de que iria implorar pela própria vida. Não era apenas o fato de que ele estava irritado, Iruka também estava ansioso, nervoso e um tanto quanto cansado. Fazer uma mudança como a que ele foi obrigado a fazer não era algo simples, e ele fez por apostar nesse sonho.

No sonho de ter uma posição melhor e mais respeitável. No sonho de dar a Naruto uma vida melhor. Claro, ele teria que encarar Mizuki que, por algum motivo, tinha um emprego naquela escola. O homem era tão inteligente quanto o garfo – que Iruka começava a dobrar ligeiramente – e ensinava tão bem quanto...bom, quanto um garfo. Mas encarar Mizuki era um sacrifício válido, assim como a pequena casa que vendeu, seu carro, e o fato de ter de viver ao lado de Genma e Raidou.

Ok, eles eram seus melhores amigos e ele os amava, mas céus, Genma era irritante. Raidou era ótimo, centrado e alguém com quem podia contar sempre. Genma era tão infantil quanto Naruto, com a diferença de que ele podia beber e ficar ainda mais irritante. Um sorriso curvou os lábios de Iruka diante do pensamento, é, ele amava seus amigos.

Kakashi estava torcendo para que seu atraso fizesse com que o concorrente para a vaga desistisse. Ele realmente se esforçou e até ajudou um gatinho atravessar a rua. Ele não sabia onde estava com a cabeça ao ouvir Kotetsu e Izumo...pela terceira vez. Seria melhor se tivesse ouvido os conselhos de Gai. Não, risca isso, nunca seria sábio ouvir os conselhos de Gai, a menos que se aplicassem a segurança.

Ok, então ele era um homem rico e solitário e seus melhores amigos era seus seguranças. Qual o problema nisso? Ele não precisava pagar por companhia. Era um homem bonito, atraente e...completamente anti-social e inapto a qualquer tipo de conquista romântica. Mas se inscrever em um site de sugar daddies era um pouco de exagero, certo?

Então por que ele estava ali, pela terceira vez, testando um candidato?

Ele nunca havia passado do estágio da entrevista. Na primeira vez havia conseguido se atrasar o bastante, na segunda o rapaz escolhido era um tanto quanto...sentimental demais? Claro, por que se a primeira coisa que você diz quando vê um completo desconhecido é “eu amo você”, você pode ser classificado como “muito sentimental”.

Ele não pretendia realmente encontrar um sugar...cara, ele odiava tanto esse termo. Ele não pretendia realmente contratar um acompanhante, queria apenas convencer seus seguranças de que ele havia tido interação com outros seres humanos, e mostrar para Gai que não, o destino não havia preparado um grande amor para ele naquela noite.

As pessoas olhavam para ele como se ele fosse uma animal em exposição, não por que uma máscara cobria boa parte de seu rosto, ou por que uma cicatriz cobria seu olho esquerdo (por sorte não havia perdido a visão), e sim por que ele era Hatake Kakashi, e Hatake Kakashi não era visto em público. Ele nunca interagia com seres humanos, cachorros? Cachorros ele tinha oito. Mas humanos? Nah, Gai, Kotetsu e Izumo eram o bastante.

Pela sexta vez ele conferiu a mensagem em seu celular. O homem que ele esperava era um pouco mais baixo que ele, tinha a pele morena e os cabelos compridos. Olhos castanhos e corpo bem moldado, apenas uma pessoa no restaurante se encaixava com essa descrição. E ele parecia tão irritado quanto Gai quando ele escondia seu spandex.

Kakashi considerou voltar para trás, mas seus seguranças estavam esperando na saída, prontos para arrastá-lo novamente para dentro e arrancar suas roupas ali mesmo. Gritando aos sete cantos do mundo que Hatake Kakashi precisava transar. Ele não precisava, sério, estava bem. Ele tinha seus livros hey, ninguém pode te tocar melhor do que si mesmo, certo? Ele só não queria ir baixo a ponto de pagar por sexo, céus, ele precisava parar de ouvir seus amigos.

Sem enrolar mais um minuto – embora quisesse muito – ele caminhou até a mesa. O homem estava tomando café, e ele só esperava que ele ainda não houvesse jantado. Estava com fome e comer com alguém apenas te olhando era enervante.

- Podemos ir para uma mesa mais privada? – Foi a primeira coisa que ele perguntou, olhos castanhos e confusos se voltaram para ele.

- Achei que essa era a que você tinha reservado. – Iruka franziu o cenho e olhou o homem de cima para baixo, se alguém tivesse perguntado ele jamais teria descrito o entrevistador daquela forma. Sabia que alguns professores e diretores ficavam insanos, mas...uma máscara?

- Ah, com certeza teve um erro. Eu não como em público. – Certo, sem declarações de amor. Kakashi podia considerar isso um bom começo.

- Estava me esperando na outra mesa? – Iruka começava a considerar a possibilidade de ter realmente sido um erro do restaurante, nesse caso seria preciso encontrar o gerente e pedir para que ele explicasse o por que ele havia passado os últimos quarenta minutos esperando por alguém que já estava no restaurante.

- Na verdade eu cheguei agora. – Kakashi sorriu, seus olhos se curvaram em como pequeno us. – Veja, eu estava vindo até aqui e um gatinho precisava atravessar a rua, e eu não poderia deixar ele atravessar sozinho. Mas aí ele quis atravessar de novo e... – Kakashi abriu os olhos, o homem sentado à mesa não parecia impressionado com sua história de heroísmo.

Por um momento Iruka apenas encarou o recém chegado, admirado com o quanto a expressão dele podia dizer com apenas os olhos à mostra. E então ele analisou as informações que ouvia, o absurdo da situação fazia com que o conto ficasse quase genuíno.

-Um gato? – Ele perguntou, o garfo ainda brincando em seus dedos.

-Um pequeno, fofo e confuso gatinho. – Kakashi sorriu novamente.

-Meus alunos conseguem criar história melhores que essa Sr...

-Me chame de Hound. – Kakashi o interrompeu, usando o codinome combinado.

-O que? – Iruka não gostava de ser interrompido, sua sobrancelha começava a tremer com a irritação.

-Hound. – Será que essa pessoa não havia lido as informações enviadas no email? Ok, ponto negativo. Que pena, Kakashi teria de ir para casa e dizer para seus queridos amigos que o candidato estava muito despreparado.

-Meus alunos inventam histórias melhores...Hound. – Iruka entortou a boca com o nome, mas o homem era a única coisa entre ele e um emprego, ele o chamaria até de galinha pintadinha se preciso. – Se você se atrasou, apenas se desculpe. É educado e digno. – Ele disse e se levantou, pronto para seguir o homem para a mesa correta.

Por um momento Kakashi ficou ali parado, o homem estava realmente lhe dando uma bronca? Hatake Kakashi podia chegar atrasado para um encontro com o presidente e as pessoas ainda estenderiam um tapete vermelho para ele. Ainda assim, um...acompanhante estava o encarando de igual para igual, e lhe dando um bronca.

-A mesa? - Iruka quase mordeu os lábios com a insegurança, mas manteve-se firme. O homem tendo se irritado ou não, ele estava certo.

-Ah...claro... – Kakashi sorriu, não era o sorriso mais verdadeiro do mundo, mas servia para acalmar as pessoas. Caminhou até uma pequena sala nos fundos do restaurante. Era minúscula, mas muito bem decorada, chamou o garçom para perto e pediu para que a conta da outra mesa fosse incluída na sua. – Alunos? – Perguntou ao se sentar. Nenhuma informação escapava de sua atenção.

Iruka arqueou as sobrancelhas encarando o homem à sua frente. A salinha onde estavam era confortável e – embora pretendesse pagar o que iria consumir – permitiu que as contas fossem unidas. Quando o garçom perguntou se desejavam beber algo ele pediu apenas por água com gelo, sem mais café ou ficaria com tanta energia quanto Naruto.

-Eu sou professor. – Umino respondeu imaginando quanto o homem havia bebido.

-Certo. – Kakashi curvou a cabeça levemente curioso, os professores estavam sendo tão mal pagos assim? – E como eu posso te chamar...Sensei?

-Não de Sensei. – Iruka suspirou, a irritação começando a avermelhar suas bochechas. – Achei que soubesse meu nome. Iruka, Umino Iruka.

-Então...Golfinho? – Kakashi bufou baixinho, era um codinome fofo para um homem que parecia prestes a explodir.

-Não, Umino Iruka. – O professor encarou o homem como se seus olhos pudessem congelá-lo. – A menos que eu comece a equilibrar uma bola em meu nariz e a nadar em círculos, não me chame de golfinho.

O sarcasmo escorria pela frase, mas Kakashi riu. De repente a imagem de um golfinho cabeludo invadiu sua mente e ele gargalhou até sua barriga doer. Iruka, que não havia visto tal mamífero agraciado por uma bela cabeleira castanha, apenas o encarou, braços cruzados sobre o peito e expressão tão fria que o gelo em seu copo era desnecessário.

-Foi engraçado. – Kakashi parou de rir imediatamente, secando as lágrimas em seus olhos com um guardanapo e buscando uma defesa contra o olhar assassino. Bom humor era um ponto positivo, e aquele olhar de raiva era extremamente sexy. Não...Foco Kakashi, pontos negativo, precisa de pontos negativos.

-Não foi. Vamos começar a entrevista agora ou ainda vou precisar esperar por mais quarenta minutos? – Certo, então o limite de Iruka estava prestes a ser atingido e ele estava começando a se esquecer de que tinha um emprego a ser conquistado ali.

-Não quer pedir pela comida antes? Eu posso te fazer algumas perguntas enquanto esperamos. – Kakashi disse apoiando os cotovelos sobre a mesa e cruzando os dedos, relaxou com o queixo sobre as mãos e continuou a sustentar o olhar do outro, como se estivesse em um desafio mudo de encarar.

-Você decide. – Iruka respirou fundo e tomou um pouco de sua água. Perguntas, entrevista, emprego.

-O que gosta de comer, Iruka. - Kakashi não saberia dizer o por que arrastou a voz daquela forma ao dizer o nome alheio, mas saberia dizer que gostou do brilho que tomou os olhos castanhos momentaneamente.

-Sushi. – Iruka respirou ainda mais fundo, esperando que o novo ataque de risos de seu acompanhante passasse. Sério, as piadas sobre golfinhos haviam deixado de ser engraçadas a muito tempo atrás. Ele aproveitou esse pequeno momento de distração para pegar a ponta de excitação - que havia se mostrado quando seu nome havia sido praticamente ronronado – e enfiá-la bem fundo em sua mente.

-Eu também adora sushi...Iruka. – Ok, dizer esse nome dessa forma estava começando a ficar divertido. Ainda mais quando seus olhos se prendiam aos de Iruka daquela forma, e o silêncio entre eles ficava pesado. – Acho que podemos dividir um prato então.

Iruka apenas acenou e, tomando mais um gole de sua água – ou o copo todo – tentou se acalmar. Não conseguia entender o porquê o outro estava o afetando daquela maneira. Céus, ele só estava dando ênfase a seu nome para provocá-lo com essa piada idiota de mamíferos aquáticos.

Com o pedido feito Kakashi pensou nas perguntas planejadas e, de repente, notou que não queria fazer nenhuma delas. Não no momento. Ele realmente queria conhecer Iruka. O homem era, por um motivo que ele ainda não sabia distinguir, intrigante.

-Você dá aulas de que, Sensei? - Julgando pelo olhar de pura irritação que recebeu do professor, chamá-lo de Sensei não possuía o mesmo efeito que chamá-lo pelo nome.

-Educação física, literatura e física. – O homem não sabia nem mesmo quais as matéria que ele ensinava? Será que o entrevistador original não pode ir e teve de encontrar alguém de última hora? Isso explicaria o atraso.

-Tantas matérias... – Kakashi curvou a cabeça levemente, seus amigos diziam que ele estava começando a pegar os hábitos de seus caninos. – Você é meio jovem para ter feito tantas faculdades.

-Física e Literatura eu fiz ao mesmo tempo, Física em uma faculdade e Literatura a distância, mas tive muita experiência através do meu tutor. Educação física foi a primeira que fiz. – Iruka explicou, distraidamente passando as pontas dos dedos sobre a cicatriz em seu nariz.

-E por que escolheu essa profissão? – Na verdade, Kakashi queria perguntar sobre a cicatriz, mas ele sabia bem o quanto isso era incômodo. Raramente alguém entendia o que a marca em seu rosto significava para ele e a reação era sempre pena. Por isso se manteve dentro da linha profissional, impressionado com as conquistas de Iruka.

-Ah, eu cresci em um orfanato e lá tínhamos muitas crianças. Eu era o mais velho e sempre acabava cuidando delas e ajudando muito os professores e cuidadores. Acho que eu peguei amor por ensinar os pequenos. Eu fiz Educação Física por sempre ter sido apaixonado por artes marciais e acabei ganhando uma bolsa, terminei aos vinte e um e assim que encontrei um emprego eu comecei a faculdade de Física, literatura foi...distração, eu amo ler. Eu...estou falando muito não é?

-Não. – Kakashi sorriu, genuinamente dessa vez, a paixão do outro era admirável. – Eu estou apenas intrigado, não sei qual pergunta fazer a seguir.

-Ah, e o que quer saber? – Novamente Iruka acariciou a cicatriz, sua irritação a muito tempo havia dado lugar a ansiedade e empolgação.

-Quais artes marciais você pratica? Quais livros gosta de ler? Ainda visita o orfanato? – Kakashi não sabia o por que da ultima pergunta, mas Iruka parecia do tipo que manteria o contato, e o sorriso que o moreno deu diante dessa questão apenas mostrou que ele estava certo.

-Karatê, Taijutsu, Kung Fu e Naginata-do. Gosto de ler fantasia e não fantasia, depende do meu humor e de quão bom é o autor. Eu costumava visitar, mas me mudei para cá pelo emprego. – Iruka tentou não soar melancólico.

-Ok, como aprendeu todas essas artes marciais? – Kakashi tinha os dois olhos abertos, e arregalados. O homem lutava quase tantas quanto ele.

-Eu tinha muita energia, os tutores do orfanato me empurravam para todas as atividades físicas que pudessem, e eu ainda conseguia pregar peças. – Ele riu, esperava que o entrevistador não achasse que ele poderia ser uma má influência. – Mas meus tempos de travesso já se foram. – Apressou-se em completar.

Kakashi observou o homem em silêncio, por mais que quisesse encontrar um ponto negativo ele não conseguia. O sorriso de Iruka era tão verdadeiro e seu riso tão verdadeiro que ele gostaria de ficar ali e apenas fazê-lo rir. Quando ele ficava vermelho de raiva era sexy, quando corava por vergonha era adorável. Quando acariciava sua cicatriz ele parecia vulnerável, quando falava de suas paixões ele era...apaixonante.

-Iruka, estou impressionado. – Kakashi lhe deu o veredicto. Se ele precisava pagar por companhia, que fosse a de Iruka.

-Espero que positivamente. – Iruka sorriu, pela primeira vez olhando para o homem sem querer assassiná-lo.

-Eu não consigo entender por que alguém tão apaixonado pela própria profissão e tão culto se cadastrou em um site de acompanhantes, mas...sendo sincero, essa é a minha experiência com isso. E se você não for a pessoa certa para isso, eu não sei quem é. Serei honesto, eu quero apenas companhia. Eu não estou disposto a pagar por sexo.

Iruka piscou, Kakashi piscou de volta.

-O que quer dizer com isso? – Iruka perguntou com falsa calma, esperando que aquilo fosse apenas uma tentativa de piada sem sucesso. Ele daria uma bronca em Kakashi e ameaçaria com uma denuncia contra comportamento impróprio, Kakashi se desculparia e ficariam bem.

-Eu não vou pagar por sexo, acho que isso dificilmente pode ser um acordo ruim para você não é? Vai ganhar o mesmo, apenas sem precisar transar com um desconhecido.

Iruka sorriu, não existia apenas uma escola em Tóquio, suas economias não eram tão poucas e seus amigos com certeza iriam acolhê-lo se necessário. Ele pegou seu copo, agora com apenas algumas pequenas pedras de gelo, derretidas – mas ainda geladas , e caminhou até as costas de Kakashi. O homem o acompanhou com um olhar confuso, mas não se moveu.

Em favor de Kakashi, ele não se moveu nem mesmo quando as pedras de gelo correram de sua nuca, passando por sua camisa – que Iruka segurava afastada de seu corpo – e desceram por suas costas. Ele nem mesmo se arrepiou. Apenas arqueou as sobrancelhas e observou enquanto Iruka saia da pequena sala, o deixando a sós e muito confuso.

Iruka estava furioso, e – enquanto saia do restaurante – esbarrou em um homem enorme, de terno em um tom de verde escuro. Ele quase caiu no chão, mas o homem o segurou rapidamente e sorriu para ele. o professor se viu obrigado a engolir a irritação e sorrir de volta.

-Sinto muito, eu não estava olhando para meu caminho. – Ele se desculpou rapidamente e ajeitou as roupas amassadas.

-Ah, sem problemas jovem. – O homem respondeu, embora não parecesse assim tão mais velho. – Sua cabeça com certeza estava navegando pelas infinitas possibilidades da juventude, com um fogo ardente de emoção em seu peito.

-Na verdade o fogo era de raiva. – Iruka corrigiu, e dando um pequeno sorriso sem jeito ele voltou para casa. A pé, táxis eram caros e ele estava desempregado.


_______________________________

Notas finais do Kakashi-Sensei

_______________________________


O preguiçoso não fez….


July 16, 2018, 1:13 a.m. 2 Report Embed 6
Read next chapter Gummy Bears.

Comment something

Post!
PS Panda Senin
Com toda certeza vou acompanhar apaixonadamente essa fic
July 16, 2018, 8 p.m.

~

Are you enjoying the reading?

Hey! There are still 7 chapters left on this story.
To continue reading, please sign up or log in. For free!