Feeling Good Follow story

miwasama Beatrice Merlin

“O Diabo também ajuda os seus”, eu costumava ouvir isso de alguns amigos, mas ter o próprio Demônio me provocando, isso era além do que eu poderia imaginar, se bem que, se estou no inferno, que mal há em aproveitar? -Leia escutando Feeling Good, de Michael Bublé.


Fanfiction For over 18 only. © Todos os personagens e ambientação pertencem a mim, não sendo autorizado seu uso sem aviso prévio.

#oneshot #songfic #+18 #original #romance
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Feeling Good - Nos Embalos da Música

Sempre vi as quintas e sextas-feiras como mais um dia qualquer antes do fim de semana chegar, bem, isso foi antes de eu conhecer aquela morena em uma sexta-feira de libertação.

Havia acabado de abrir um Pub na cidade, e eu até que estava nem ai, mas alguns amigos meus me incitaram a ir, pra beber umas e curtir um pouco já que a semana inteira foi uma amostra grátis do lugar pra onde meu chefe iria depois de morrer.

Era umas 21h00min e o lugar estava movimentadíssimo, era um estabelecimento comum, até você entrar e descobrir que tem uma recepção com assentos pra se acomodar tranquilamente, com um espaço aberto no centro, gradeado e com uma escada de vidro, digna de cinema, apenas pro pessoal se recostar e ver que havia uma área subterrânea aberta, ainda maior que a parte de cima, onde ficava o bar, algumas mesas dispostas no canto e uma pista de dança bastante espaçosa pra todos que estavam ali dançar sem problema e o som rolando a vontade pro pessoal dançar.

Até aquele momento nada de mais, só que meus amigos pareciam esperar algo, apenas encostei-me ao balcão com eles e pedimos algo pra beber, tudo começou sutil, na cerveja mesmo, depois de cinco rodadas, jaziam no balcão duas garrafas de uísque, algumas doses de vodka, três shot de tequila e cinco caras rindo e falando futilidades. Do nada Andy deu uma assobiada que dedurou o motivo deles estarem ali, e puta que pariu, eu precisava agradecer a eles; descendo as escadas que davam pra pista de dança estavam cinco beldades:

A Ruiva parecia ser a mais velha, e tinha seus cabelos curtos, repicados, sua pele branca contrastava com o short verde camuflado e aquela blusinha decotada;

As duas loirinhas eram como bonecas, uma de cabelo liso na altura dos ombros e a outra de cabelos ondulados, ambas com um sorriso safado e cara de quem iam aprontar todas;

A negra era simplesmente digna de ser considerada uma beldade africana, curvas bem desenhadas e uma postura mais altiva, seu olhar divertido e seu andar sensual combinado ao vestido branco colado e o salto alto davam um ar superior.

A moreninha era simplesmente a mais interessante a meu ver: calça jeans rasgada, meia calça 7/8, camiseta branca soltinha (que mostrava um pouco da renda do sutiã), cabelos castanho na altura do ombro e aquela bota coturno de salto preto (já que a mesma era baixinha) dava ela um ar totalmente despojado, mas não menos linda por isso. Ela seguia as outras, com um sorriso que não podia ser descrito com outra palavra além de deboche, aquele ar que emanava dela não condizia em nada com ela, aquele jeito meigo e brincalhão devia esconder algo! Todas vieram em direção de meus amigos e abraçaram eles, logo eles me apresentaram todas; Kaya era a ruiva e era a segunda mais velha, as loirinhas eram a Lia (a de cabelo liso) e Julia (a de cabelo ondulado), Carol era a negra linda e era a mais velha de todas, e bem como eu previ, a mais nova era a morena, Clara era o nome da pequena praga, as amigas a chamavam de Celty, estendeu a mão a todos meus amigos, e pra mim apenas sorriu e piscou, pedindo ao barman uma dose de daiquíri de morango, sorvendo a bebida e indo em direção a pista de dança, chamando as loiras.

Segundos depois a pista parecia ser só delas, por mais que tivesse outras mulheres lindas ali, meus olhos não desgrudavam da morena que mesmo vestida de forma mais comportada em comparação às outras, ganhava com certeza em ser a mais sexy dentre elas.

A batida da música se tornava cada vez mais intensa e sensual, e ver aquelas três dançando e a outras duas indo na direção delas era um afrodisíaco interessante; minha mente pairava por aquelas histórias de harém, onde cada uma delas protagonizava uma noite incrível, sendo a morena o ápice da história. Fui tirado de meus devaneios pelo demônio em pessoa, que estava a minha frente sorrindo, provavelmente em seu segundo copo de shot e olhando pra mim de uma forma curiosa.

-Quer dançar? Perguntou displicente.

-Eu não gosto de dançar, garota. Falei tentando soar sério, sem sucesso.

-Não perguntei se gosta, perguntei se quer dançar comigo. Riu, petulância parecia ser a chave de ignição dela.

-Não estou no ritmo. Falei, dando por encerrado o assunto.

-Você não sabe dançar né? Riu com gosto.

-Não gosto. Menti, começando a me irritar.

-Vem, eu te ensino. Sorriu e me puxou pra pista de dança, colando seu corpo no meu. Ah isso vai ser problema!

A música era envolvente, uma batida latina, quente, sensual; e ela parecia à encarnação do que a música transmitia. Minhas mãos instintivamente foram de encontro à cintura dela, sentindo como a mesma dançava, a forma como o corpo dela se movia era intenso; olhei de soslaio para onde meus amigos estavam e eles permaneciam boquiabertos, enquanto via a morena dançar comigo, uma onda de calor perpassou por meu corpo e colei ainda mais nossos corpos, vendo a mesma soltar um suspiro e sorrir.

-Tenho que admitir, você tem pegada quando quer. Nem parece aquele cara que eu imaginei ser destrambelhado. Riu com gosto, me deixando enfeitiçado.

-Ok, agora vou te mostrar o quanto eu sou destrambelhado! Falei, girando ela em meus braços, colando o rosto dela no meu e apertando sua cintura possessivamente.

-Opa muito bem, mas, eu gosto... Assim... Falou me beijando intensamente enquanto dançávamos.

Ouvi assobios e palmas ao longe e sorri, ainda com a boca dela colada na minha.

-Temos platéia, pequena praga. Ri com gosto a observando.

-Então vamos fazer um espetáculo digno de nossa platéia! Sorriu, se soltando de meus braços e indo até a mesa de som, fazendo um pedido ao cara que comandava lá, logo a música mudou; um toque tão sensual quanto antes, todos abriram espaço no meio do salão e ela veio felinamente em minha direção.

Birds flying high you know how I feel

Sun in the sky you know how I feel

Breeze drifting on by you know how I feel

A batida, o olhar dela, o andar sensual dela me deixava louco; logo as mãos dela passaram por meus braços e pescoço e envolvi sua cintura, puxando-a para mim; sorri ao ver a malícia brilhar nos olhos dela à medida que dançávamos, minha mão deslizava sutil pela cintura dela enquanto a girava por duas, três, quatro vezes, até ela prender sua perna sobre a minha, dando mais acesso ao seu corpo.

It's a new dawn

It's a new day

It's a new life

For me

And I'm feeling good

Eu não me importava mais com as pessoas ali assobiando e batendo palmas, eu tinha um pecado deslizando graciosa em meus braços, roubando suspiros dos caras que se encontravam ali, mas naquele momento, ela era somente minha, e eu sorria cafajestemente por ser o filho da puta mais sortudo daquele lugar!

And this old world is a new world

And a bold world

For me

Ela era simplesmente o diabo personificado, em sedução, em risos, tudo nela me incendiava e eu implorava por mais. Eu a queria para mim, nem que fosse apenas por essa noite, e tinha a plena certeza de que ela queria o mesmo, seu corpo não negava e seu olhar menos ainda; tudo nela exalava desejo, excitação, e a cada movimento de nossos corpos, o desejo aumentava. Debrucei seu corpo em direção ao chão enquanto sua perna travava novamente na minha, me dando uma visão deliciosamente perigosa do que o sutiã escondia.

Stars when you shine you know how I feel

Scent of the pine you know how I feel

Oh freedom is mine

And I know how I feel

Quando a alcei novamente, a música encontrava-se em seu refrão, e ela aproveitou para encerrar o espetáculo segurando minha nuca com um sorriso, aguardando algo. Eu sorri ao perceber que ela jamais imaginaria a atitude que tive, puxei-a num clássico estilo tango argentino, segurando-a pela coxa com a mão direita, e com a esquerda segurando sua nuca, a beijando voraz; arrancando gritos, assobios intensos e aplausos estridentes.

It's a new dawn

It's a new day

It's a new life

For me

And I'm feeling good

Fomos em direção aos nossos amigos, que ficaram espantados com nossa “atuação” e conversamos enquanto o local voltava a sua normalidade de movimentação de pessoas no meio do salão, tomei mais algumas doses e achei melhor ir embora; por mais que não trabalhasse dia seguinte, a dose de diversão já tinha sido alcançada.

-Precisa de carona? Falou a pequena praga, sorrindo pra mim.

-Acho que dessa vez vou aceitar carona. Falei com um sorriso discreto, que não passou despercebido pelos meus amigos.

Despedi-me do pessoal e das amigas dela e fomos em direção ao estacionamento do local, indo em direção as motocicletas, facilmente pude distinguir a dela, era uma Yamaha - YZF R3, toda preta, mas o que realmente achei diferente foi o capacete dela, de viseira preta e com umas “orelhas de gato”, ela subiu sem dificuldades e colocou o capacete, ligando a moto e me esperando subir.

-Você sabe mesmo pilotar essa máquina?

-Está com medo de morrer? Ou com medo de mim? Riu.

-As duas coisas, praga.

-Relaxa, não vou te matar, e sim, sei pilotar bem. Agora sobe logo, e prende direito esse capacete. Falou esperando em subir na moto. –Pode me segurar, eu não mordo, a não ser que queira! Acho até mais seguro pra você se segurar. Bem, qual o roteiro?

Ditei o roteiro a ela e logo sorriu, dando a partida e indo a alta velocidade pelo caminho designado; realmente ela era um excelente piloto, sabia desviar com maestria dos outros carros, mas pelo visto adorava um perigo, pude perceber que ela já deve ter participado de alguns rachas.

Minutos depois estávamos em frente a minha casa, ela estacionou na garagem e agradeci a carona, a vendo descer da moto já retirando o capacete e andando em direção a mim, me roubando mais um beijo, prensei ela na lateral do carro que estava na garagem e apertei-a possessivamente.

-Adora provocação né? Sussurrei indo em direção ao pescoço, onde traçava uma trilha de beijos.

-Claro, gosto de ver até onde chega o limite da pessoa. Sorriu, suspirando pesado quando sentiu minhas mãos deslizarem por dentro da blusa, apertando o seio sob o sutiã.

-Espero que aguente até o fim, não sou tão piedoso quanto aparento. Nem tão bonzinho quanto definem. Falei, desejando ver aquele batom vermelho marcando outros pontos de meu corpo.

-Veremos se isso tudo não é somente papo. Falou, e no mesmo instante removi sua blusa, a qual ela deixou jogada sobre a moto, mostrando a renda negra do sutiã, nunca gostei tanto dessa cor como agora.

A guiei para dentro da casa, onde ela abruptamente parou, observando o ambiente e sorrindo.

-Temos bastante espaço aqui.

-E todo o tempo do mundo, apenas aproveite, pois eu vou aproveitar muito! Falei encostando meu corpo ao dela e beijando seu ombro sutilmente, observando ela se virar e tirar minha camisa com um olhar devotivo.

-Interessante, seu corpo é proporcional, nada exagerado, bem ao meu gosto.

-Creio eu que irá gostar ainda mais do que posso fazer. Falei tomando-lhe os lábios e levantando-a, carregando em direção à cozinha, colocando ela sentada sobre o balcão e removendo sua bota.

-Você tem certo gosto por esse estilo pelo que vi, me diz, dentre todas as garotas, porque eu te instiguei?

-Tem certeza de que quer falar sobre isso agora? Ri vendo ela se levantar e virando de costas pra mim, retirando a própria calça, me fazendo arfar com a visão de pernas bem desenhadas envoltas pela meia 7/8.

-Onde estávamos? Oh, sim, creio que queira ajuda. Disse mordendo de leve meu pescoço, enquanto suas mãos hábeis abriam o zíper da minha calça e ela descia, deslizando a peça consigo. Devo ter apedrejado algum santo pra receber tal castigo!

Ela se ergueu, olhando pra mim, me encostando a parede e deslizando a mão por dentro da única peça que ainda me cobria; aquelas mãos que iam me arranhando e acariciando era de fato, uma perdição; se eu estava a caminho do inferno, eu iria rindo com prazer! Ela traçou um caminho de beijos até o cós da boxer, puxando lentamente para baixo e acariciando com mais vontade me fazendo fechar os olhos com força e um silvo escapar de minha boca.

-Você prefere assim? Continuou massageando com as mãos. –Ou... Assim? Passou a língua quente sobre meu membro, me fazendo soltar um gemido rouco, baixo, sofrido.

-Porra, diaba! Pecado! Falei tentando manter alguma linha de raciocínio, porém era muito difícil, ainda mais quando ela abocanhou meu membro com vontade, sugando-o como se fosse seu doce preferido, me levando ao inferno do prazer. Tentei manter um ritmo o qual eu pudesse controlar, segurando os cabelos dela; porém ela parou de me chupar, indo em direção a minha boca, me fazendo provar de meu gosto, e dizendo em meu ouvido: “Não Darling, quem dita às regras é quem está praticando o ato!”. Nunca uma frase fez tanto efeito em mim como aquela. E voltou a fazer aquele maravilhoso trabalho com a boca, me levando novamente ao ápice do prazer, sorrindo vitoriosa.

-Minha vez de retribuir, querida diaba. Sorri a erguendo, sentindo a mesma travar as pernas em torno de minha cintura, encostei-a na parede, abrindo o fecho do sutiã, tendo como presente a visão exposta daquele pequeno pedaço de mau caminho. Beijei ambos os seios dela, abocanhando um e massageado o outro, revezando por alguns momentos. –Deliciosa simplesmente deliciosa. Sussurrei no ouvido dela, ouvindo um gemido baixo como resposta.

Carreguei-a ainda em meu colo até um dos quartos, deitando sobre a cama sem muita cerimônia, removendo aquela meia 7/8 com uma paciência que eu não sabia que existia em mim, fazendo uma trilha de beijos do tornozelo ao joelho e ali fiz uma súbita mudança, traçando pelo interior da coxa até a virilha com a ponta da língua, vendo a pequena praga suspirar e gemer, praguejando baixinho.

Deslizei devagar a fina peça que a cobria, desenhando pequenos círculos com os dedos por onde passava, vendo ela estremecer enquanto minha boca ia fazendo seu caminho pela virilha, em direção a sua intimidade. Aquilo era além do que sua sanidade suportava, ela jamais esqueceria esse momento! Penetrei meus dedos pela intimidade da garota, a fazendo gemer, indo devagar, enquanto voltava a beijá-la sem pudor. Senti as paredes dela contraindo enquanto ela gemia palavras desconexas. Voltei novamente a desenhar beijos pela extensão do corpo dela, sugando com vontade a intimidade da jovem, recebendo gemidos em resposta.

-Ainda não terminamos aqui. Falei ajoelhando-me entre as pernas dela novamente, provando-a; ela se encolheu e eu segurei com força seu quadril, indo o mais profundo que podia, circulando graciosamente.

Onde ela havia gostado mais? Forcei a lembrar, então ouvi mais um gemido e entendi, não eram movimentos circulares. Vai e vem, irrevogavelmente, eu continuava a brincar com a língua dentro dela enquanto ela gemia, e não conseguia parar; vai e vem, senti as paredes dela contraírem enquanto retornava a penetrá-la com os dedos; vai e vem, eu podia sentir que ela estava chegando ao seu limite, mas não pararia até ela se perder. E quando senti que o corpo dela havia relaxado e uma onda de prazer varria seu corpo veementemente, eu pude rir internamente, vitorioso.

-Minha vez, Darling. Tentou levantar da cama, porém sem sucesso, já que eu havia prendido seus pulsos no colchão, o peso do meu corpo sobre o seu e a respiração pesada delatava o desejo latente em mim.

-Ainda não! Eu disse que não havia acabado pequena diaba. Falei, posicionando-me entre as pernas dela e penetrando sem nenhuma cerimônia, ouvindo um grito surpreso dela; movimentando-me e indo cada vez mais fundo, aprofundando-me no prazer que sentia, os gemidos dela incitavam a ir cada vez mais rápido, mais forte.

E a cada estocada que dava, sentia que o mundo podia ruir que ele estaria nem ai, aquele instante era só dele, era deles, entre aquelas paredes o mundo lá fora nada importava, o tempo e o espaço se resumiam a aquele momento. Clara se resumia a gemidos incessantes e pedidos de que não parasse, e ele acatou os pedidos de bom grado; indo e voltando devagar, lenta e torturantemente, indo e voltando como as ondas passeiam num mar agitado, um eterno vai e vem de prazer.

Sete, treze, vinte estocadas depois e o homem se entregou ao ápice do prazer, debruçando-se sobre ela, enquanto ela soltava um último gemido manhosa.

-Que inferno, não faça isso!

-Isso o que? Perguntou com aparente curiosidade.

-Se continuar a gemer dessa forma, farei questão de fodê-la novamente!

Ela riu intensamente, tinha amado várias coisas naquela noitada, a boca suja dele havia sido uma delas. Excitando-se novamente.

-Espero que não tenha gastado toda sua energia, pois ainda estou faminta! Sorriu olhando pra ele com ar de deboche, girando seu corpo apenas para ficar sobre ele, no comando.

-Me use a vontade! Riu com certa petulância, porque não entrar na brincadeira? Já estava preso até a garganta nessa loucura com ela.

-Mostrarei a você, meu senhor, o quanto sei usar. Aquele tom de voz, aquela mordida nos lábios vermelhos e inchados de tanto beijar, essa era a mulher que se escondia dentro dela, dominante, intensa, deliciosa.

Ela posicionou minhas mãos em sua cintura, enquanto rebolava suavemente em meu colo, puta merda, quando eu acho que as coisas não podem melhorar, elas melhoram infinitamente mais! O respirar calmo e concentrado dela, em contraste com seu rebolado intenso e frenético; o movimento dos seios num sobe e desce e sua boca de encontro a minha, tudo tão surreal. Eu afundo minha cabeça no travesseiro, praguejando cada vez mais por ela ser tão deliciosamente abusada, vendo ela sorrir e arranhar meu peito com vontade, ao sentir minha ereção pulsar vigorosamente.

-Acho que alguém acordou novamente.

-E está com fome de você! Tenha certeza. Falei com certa dificuldade, era difícil falar algo quando sentia ela quente e úmida rebolando sobre mim com maestria.

-Não vamos deixar que passe fome não é? Sorriu segurando meu membro e posicionando em sua entrada, descendo e subindo com vontade, abraçando e me sufocando com seus seios.

-Se for pra morrer sufocado, que seja assim! Falei rindo enquanto via ela ficar corada, definitivamente ainda mais linda daquela forma, tomando-lhe um dos seios na boca e sugando com vontade, enquanto minha outra mão deixava uma marca avermelhada em suas nádegas, ouvindo um gemido alto como resposta. Alguns bons e torturantes minutos depois, eu vi a mesma aumentar seu ritmo, apenas para me ver chegar ao ápice, derramando-me novamente, respirando de forma descompassada. Quando enfim consegui retornar ao meu controle, tirei-a do meu colo, vendo a reclamar, até eu posicioná-la de quatro e arremeter dentro dela novamente, arrancando gemidos intensos e vendo ela gozar instantes depois.

-Tenho que admitir, não imaginei que você aguentaria meu fogo! Riu, deitando sobre mim, fazendo carinhos em meu peito.

-Olha a audácia da filha da mãe! Achou errado morena, não sou pra ser levado ao pé da letra, assim como você. Sorri acariciando seus cabelos.

-Daqui a pouco vai amanhecer... Suspirou com um toque de pesar.

-Não pense nisso agora, deve estar cansada, pode dormir.

-Tem certeza que é melhor eu dormir agora? Falou com um sorriso divertido, me fazendo rir com gosto.

-Eu falei que temos todo o tempo do mundo; relaxe e descanse, ainda estarei aqui amanhã. Completei beijando sua testa.

-Certo até o amanhecer então. E assim ela dormiu, aconchegada em meus braços, e eu permaneci acordado, como se estivesse com medo de fechar os olhos e quando abrisse, descobrir que não passou de um sonho; mas quando me dei por vencido, o sono me atingiu.


Os primeiros raios da aurora iluminaram o quarto, me fazendo acordar levemente irritado, quando virei para o lado não encontrei nada além do travesseiro organizado, e me assustei. Será que ela havia ido embora? Talvez tenha ficado receosa de como seria depois de acordar? Não, isso não é a cara dela, ou é? Levantei, colocando apenas uma boxer e indo pra sala, segui por cada cômodo, procurando algum vestígio seu e não havia nada além de seu cheiro espalhado pela casa, um recado posto juntamente com uma xícara de café borrada de batom.

Respirei fundo e tentei não pensar no que havia rolado, ou nos motivos que a levou a sair assim; talvez fosse o melhor para ela, e talvez fosse o melhor para nós dois. Nunca um gole de café desceu tão amargo em minha boca como hoje.

O fim de semana passou rapidamente, e logo retornei a rotina de sempre no trabalho, os dias estressantes, não tive um pingo de vontade de falar com meus amigos, e não me importei de ficar até mais tarde no trabalho, naqueles dias eu acabei por deixar meus pensamentos serem ocupados por qualquer coisa que não fosse ela. Quando a sexta feira voltou, saí tarde do trabalho, era umas 20h30min, e eu passei em frente ao PUB sem nem notar a movimentação, só percebi a bagunça que estava quando fui arrastado sem cerimônia pra dentro do lugar.

-Mas que p... Me preparei para xingar o filho da mãe de todas as formas possíveis, mas as palavras morreram em minha boca quando vi o sorriso da morena.

-Oi gatinho! Falou com aquele sorriso safado, e eu não consegui não retribuir o sorriso.

-Fala, sumida, como ta? Tentei soar natural, o que era complicado.

-Desculpe por ter saído sem nem dar tchau, achei que seria melhor, mas... Vem comigo! Falou e me arrastou novamente, dessa vez até um dos banheiros do local, que estava interditado, mas estranhamente ela tinha a chave de acesso do lugar.

-Bem, pode continuar. Falei um pouco irritado; pra ser sincero, eu estava puto, mas me contive.

-Achei que seria melhor, não criar vínculos ou algo do tipo, afinal, não sabia qual sua reação. Riu, tentando suavizar a situação.

-Entendo, deixa pra lá. Bem, toda sexta você está aqui é? Falei, mudando de assunto.

-Sim, é claro.

-Como você tem acesso a essas áreas interditadas? Eu soube que até funcionários tem acesso restrito a alguns locais do estabelecimento! Falei sem conter a curiosidade, ouvindo o barulho intenso de movimentação, já estava rolando festa lá fora.

-Você vai entender, que quando quero algo... Quando quero muito algo... Eu sempre consigo! Falou me puxando pela camisa, roubando um beijo.

Maldita praga, um beijo e conseguiu me deixar louco novamente, instintivamente levantei ela segurando suas coxas fazendo a mesma prender as pernas em torno de minha cintura, e só aí eu percebi; meu bom Merlin, eu ainda vou morrer infartado de excitação por essa garota! ELA TINHA QUE ESTAR USANDO CINTA LIGA DEBAIXO DESSA SAIA? Não me contive e puxei a peça para cima, expondo a roupa íntima que ela usava, e nada me deixaria mais satisfeito do que o suspiro baixo dela e aquele tom de vermelho vibrante que me deixava ainda mais cheio de vontade.

-Alguém pode nos ouvir aqui... Ela falou tentando usar o que restava do que tinha de sanidade, o que infelizmente eu já havia perdido desde que a vi.

-Ninguém irá entrar e se entrar e se incomodar, que sente e aprecie o show! Falei, mordendo o pescoço dela. –E agora que te tenho de novo, não vai escapar tão cedo!

-Você fala demais, já estou em seu colo, apenas me possua logo! Falou séria, mas cada palavra denotava excitação.

Sem cerimônia, coloquei-a sobre um balcão daquela área mal iluminada e abri o zíper da minha calça, enquanto via-a abrindo os botões de minha camisa com rapidez. Não esperei resposta da mesma e penetrei sem delicadeza, ouvindo seu grito seguido de um gemido sofrido.

-Silêncio, ou irão nos ouvir! Disse sério, beijando-a novamente.

-Como quer que eu fique quieta me fodendo dessa forma? Riu com extrema luxúria, tentando conter um gemido.

-Procurarei um meio de calar sua boca, se não for com a minha boca, será com meu pau. Falei, voltando a me enfiar nela novamente, cada vez com mais vontade, mais força, e os gemidos dela aumentavam conforme o barulho lá fora aumentava.

-Céus, vai, me fode com força! Falava em meio aos gemidos, me enlouquecendo a cada instante.

Depois de mais algumas investidas, vi a morena chegar ao ápice, se derramando sobre mim, e em mais algumas investidas alcancei meu próprio prazer, derramando-me dentro dela, praguejando mentalmente por não ter usado proteção no momento. Continuei abraçado a ela, esperando os espasmos que percorriam o corpo dela diminuir e sua respiração voltar ao normal, percebi um sorriso brincar nos lábios dela e por mais louco que fosse aquele momento, ele era apenas nosso.

-Eu...

-Você vai mesmo falar algo, Darling? Calma, deixe primeiro eu me recompor. Riu saindo de meu colo e se ajeitando, enquanto eu fazia o mesmo.

-Posso falar agora? Tentei soar tranquilo.

-Sei o que vai falar, e se for exatamente o que to pensando, pode parar por ai.

-Você não é mesmo romântica né? Brinquei.

-Sou prática, realista, direta...

-Tarada, cativante e deliciosa também.

-Não me bajule demais, nunca dá certo! Brincou me dando um selinho. –Melhor irmos agora não? Ah, aliás, você não estava a caminho daqui né?

-Não mesmo, estava andando sem rumo na verdade, mas quando passei por aqui fui raptado por uma louca, que me usou até dizer chega.

-Essa louca deve ter tido muita sorte.

-Acho que o sortudo da história fui eu! Puxei-a pelos cabelos, beijando com gosto.

-Adoro sua ‘boca suja’ sabia? É divertido ver o santinho sair da linha!

-Adoro te foder de todas as formas possíveis, e ainda quero te foder em outros lugares; cada vez mais sinto fome de você.

-Que tal fazermos uma aposta?

-Interessante. Qual o desafio e quais os termos?

-Um desafio de bebida, sete drinques a base de tequila, quem conseguir beber todos primeiro! Se eu ganhar, eu escolho o que eu quiser, mas se eu perder, você decide o que quer ganhar!

-Espero que saiba perder! Falei confiante.

-Veremos Darling, veremos.

Momentos depois e lá estavam os dois, sentados no balcão do bar, rindo e bebendo e cada vez mais sendo ovacionados pelo pessoal que gritava “mais um, mais um!”, quando, por fim, ambos declararam empate e saíram de lá contentes.

-Não é bom voltar pra casa dirigindo. Falei, percebendo minha voz sair mais arrastada que o normal.

-Pegamos um táxi.

-Certo, mas e sua moto? Perguntei.

-Ela sempre fica lá no estacionamento do PUB, já é costume ficar lá, e ninguém mexe.

-Como você tem tanta certeza?

-Trabalho no PUB, bem, na verdade sou dona do local! Riu tava nítida que ela parecia um pouco mais ‘solta’ que o normal.

-Está muito mais bêbada que eu.

-Eu sei disso, e por isso vou chamar um táxi e iremos pra casa! Falou já pegando o telefone e ligando pra alguém, que minutos depois se encontrava na porta do estabelecimento, já abrindo a porta para ela e ele entrarem.

-Lugar de sempre senhora? Falou o motorista.

-Sim, por favor.

E assim o motorista partiu em alta velocidade, pelo visto era amigo dela e parceiro de rachas, pois dava pra ver o sorriso brincando no canto dos lábios. Logo pude ver que estávamos indo em direção a uma área de mais árvores no caminho, e mais a frente, estava uma casa espaçosa, com muitos entalhes em vidro e madeira. Ambos saímos do carro depois que parou e eu fui pagar o valor ao taxista.

-Não precisa cara. Falou o taxista.

-Precisa sim! Ela já te pagou foi? Falei estranhando.

-Na verdade ela apenas cobrou um favor que eu devia. Até mais! Disse e partiu, enquanto eu vi a morena andar até a porta da casa e abri-la.

-Bem vindo à minha doce residência. Sorriu e abriu espaço para que eu entrasse. –Vou pegar algo para curar a provável ressaca de amanha, quer?

-Aceito. Falei enquanto sentava em uma das poltronas daquela sala, admirando cada detalhe, cada quadro, e todos tinham a mesma assinatura.

-Belos quadros, o artista deve ser esplêndido, talentosíssimo! Falei ao vê-la entrar com um copo de chá forte.

-Obrigada. São lindos, de fato!

-De onde é o artista? Já estou até me interessando em suas obras. Falei, enquanto pegava a xícara da mão dela e tomando um gole.

-Qual dos quadros você gostou mais?

Varri meus olhos pelo ambiente, e encontrei um em específico, com uma jovem sentada olhando o mar e tendo seus cabelos esvoaçados.

-Aquele. Apontei para o da jovem.

-Interessante, porque justo aquele?

-Não sei, transmite calmaria e tempestade ao mesmo tempo! Falei sorrindo ao analisar.

Ela sorriu amplamente de uma forma incrível e eu me perdi na curva dos lábios dela.

-Posso ver com o artista para encomendar um a você.

-Ele é daqueles anonimatos?

-Sim, por mais que assine seus quadros, são pouquíssimas pessoas que detêm suas obras.

-Certo!

-Ainda te devo desculpas ou já foram aceitas aquelas que falei antes? Ela perguntou, enquanto eu colocava a xícara sobre a mesinha.

-Ainda estou em dúvida se aceito ou não. Falei, tentando parecer no mínimo realista.

-Já que os dois empataram na aposta, ambos ganharam não é? Sorriu me envolvendo em seus braços.

-É claro! Então diga o que você deseja?

-Durma comigo! Estou desejando seu corpo junto ao meu desde aquela noite, e hoje ainda mais. Disse e completou com um beijo.

-Eu iria pedir o mesmo! Retribui o beijo intensamente.

Carreguei-a até o sofá, onde sentei com ela sobre meu colo, deslizando minhas mãos por seu corpo e distribuindo beijos por toda a extensão do pescoço.

-Maravilhosa como sempre. Sussurrei ao ouvido dela, que instantaneamente se arrepiou.

Os olhos castanhos dela eram como uma fortaleza da qual eu era refém e jamais negaria, brilhavam na mesma intensidade do calor que emanava do corpo dela e me deixava cada vez mais fascinado.

-Dança comigo? Pediu com a voz falhando.

-Até tango no teto com você eu dançaria! Sorri enquanto a vi levantar de meu colo e colocar música pra tocar em seu celular.

-Não precisa exagerar, preciso apenas de seu corpo colado no meu em mais uma música! Sorriu ao perceber que a música se iniciava.

Admito que fiquei surpreso, não era o tipo de música que imaginei que ela ouvia, mas pelo visto ela tinha uma coleção de músicas antigas, simplesmente fiquei interessado ao descobrir isso. Os acordes iniciais de “Love me Tender” de Elvis preenchia o ambiente enquanto nossos corpos se movimentavam lentamente, conforme o ritmo do som, algo mais... Romântico, mais leve, mas nem por isso ela deixou de provocar; fazia questão de ser beijada e explorar cada centímetro do meu corpo onde suas mãos pudessem alcançar.

-Nossos corpos parecem que se moldam perfeitamente, tanto na dança quanto na cama! Ela sorriu docemente.

-Concordo plenamente!

-Fica comigo essa noite... E todas as outras noites que vierem? Se nada der certo depois, resolvemos no diálogo...

-E se tudo der certo, comemoramos na cama! Brinquei.

-Na sala, no chão, no banheiro... Onde você quiser... Mas então... Aceita?

-Ficar com você? Pode ser, vamos ver onde isso pode parar... Celty! Falei sorrindo.

-Clara, pode me chamar de Clara! Sorriu e voltou a me beijar, nos embalos da música que nos envolvia.

July 3, 2018, 8:05 p.m. 0 Report Embed 0
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Beatrice Merlin "Amar alguém profundamente lhe dá força; ser amado profundamente lhe dá coragem." Hikaru Yu Yu Hakusho

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