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taetaeismy JeonTaegguk

-Você sabe que eu odeio te machucar, né? –Pergunta o de cabelos negros em um tom de voz baixo. Afirmo baixinho. -Eu realmente não gosto do que irei fazer.. Mas é preciso, senão você irá fugir. –Após sua fala eu lhe encaro confuso, mas não demora muito para que eu entenda o que ele quer dizer. –Suas asas são tão belas, porém será preciso que você as percas, pois assim irei arruinar todos seus planos de fuga. –Ele termina a frase sorrindo e eu lhe encaro aterrorizado.


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only. © Fanfic postada no Spirit, pelo user JeonTaegguk . // meu user no twitter: @kimsunnyhe (caso queiram falar comigo)

#yaoi #bts #taekook #Anjos-e-demonios
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One-shot

Um ser pequenino abria seus lindos olhinhos azuis bem devagar, o garotinho vasculhou o lugar a procura do seu arcanjo cuidador, porém não o achou. O jovenzinho sentiu as lágrimas se formando e antes mesmo que elas pudessem rolar por sua face a porta de seu pequeno espaço foi aberta, revelando um arcanjo de cabelos castanhos e lindos olhos de cor negra. Mesmo que fosse incomum um ser divino ter olhos negros.

-Gguk! Por que sumiu? Eu pensei que tivesse me abandonado, como os outros. –Disse o jovem anjo inconformado com o breve sumiço de seu cuidador.

-Desculpa, TaeTae. O Pai me chamou, e você sabe muito bem que eu tenho que lhe responder. Nós tivemos uma breve conversa, mas nada com que deva se preocupar. –O Jeon diz e dá breve sorriso para o mais jovem.

-Você me assustou. –Murmura o loiro com as bochechas coradas e ainda com as pequenas lágrimas em seus olhos.

-Desculpa meu bebê. –Diz o mais velho, porém é totalmente ignorado pela criança.

Jeongguk sorri com a pirraça que o jovenzinho estava fazendo e lhe abraça começando a fazer cosquinhas pelo pequeno corpo do recém anjo que soltava altas gargalhadas.

-Ok, ok, que tal fazermos uma promessa? O que acha? –Pergunta o de olhos negros.

-Promessa? –Murmura confuso a criança.

-Sim. Por você ser pequeno agora não podes morar comigo, porque tens que ficar na área dos mais novos, certo? –Pergunta o mais velho e o de olhos azuis concorda com a cabeça, ainda confuso. –Por isso vamos prometer que quando você ficar maior virá morar comigo e aí iremos passar o dia todo juntos, assim nunca se sentirá só. Promete?

-Ok, Gguk. Eu prometo. –Diz o loirinho juntando seu dedinho medinho com o dedo medinho do mais velho e assim selando a promessa.

~*~

-Por que você sumiu, Gguk? –Murmura um anjo de belos olhos azuis e cabelos loiros.

-Olha se não é o anjo desafortunado. –Diz a voz de uma mulher qualquer que por ali pela praça passava.

-Por que desafortunado? –Pergunta dessa vez uma criança.

-Eu soube que o Pai não o promove a arcanjo, mesmo ele tendo todas as qualidades para ser um. –Respondeu um homem.

-Pobre criatura, que foi rejeitada pelo seu próprio criador.

E assim Taehyung apenas ouvi mais e mais sussurros. Ali podia ser o céu, mas não era tão perfeito quanto os humanos diziam ser. Pois ali havia inveja, descriminação, ódio. Ali continha todos os pecados que a terra possuía.

-Taehyung venha até a mim. Tenho algo importante a dizer-te –O loiro ouve a voz de seu Pai em sua cabeça e logo levantasse para ir até o Todo Poderoso.

Chegando aos aposentos de Deus, no qual consistia em uma casa humilde para o dono do céu. O anjo bateu na porta da casa para logo ouvir um “entre”. Obedecendo a seu pai o loiro adentrou a casinha.

-Meu filho temo em lhe dizer que sinto uma guerra chegando. Gostaria que você não se colocasse na linha de frente, pois não quero vê-lo machucado. –Diz Ele e eu o encaro surpreso.

-Mas Pai, se é uma guerra será necessária toda a força possível, o Senhor sabe muito bem que estamos fracos ultimamente, muitos de meus irmãos morreram e outros se tornaram caídos.

-Não se intrometa, isso é uma ordem.

-Mas Pa.. –Tento contradizer.

-Taehyung! Eu já disse que não! –Grita o Todo Poderoso. Para muitos Ele era um ser calmo que nunca levantava a voz. Até mesmo para aqueles seres imundos chamados de humanos, Ele nunca levantava a voz. Mas comigo o Pai sempre levanta a voz e briga, mesmo quando não estou errado.

Abaixo minha cabeça ressentido por ser o alvo de mais dos seus ataques de raiva. –Entendi. –Sussurro.

-Podes ir. –Diz o Criador nem se importando com meus sentimentos.

Saindo dos seus aposentos eu me dirijo até um espaço meio esquecido de todo aquele céu. O local é um belo jardim no qual tenho boas recordações de minha infância aqui, pois Jeongguk sempre me trazia para brincar nesse jardim.

Sento-me no meio das flores e sorrio olhando para uma grande árvore no centro do jardim, me lembro do Jeon tentando a subir, naquele dia eu dei boas gargalhadas, pois o mesmo tentava escalar a árvore sem utilizar suas asas. De fato, minha infância foi ótima, isso até meu cuidador desaparecer totalmente. Depois desse sumiço a minha vida se tornou um caos.

Fecho os olhos e me deito ali em meio as flores apenas apreciando o vento gelado sobre meu corpo, fiquei tanto tempo assim que nem percebi quando comecei a cochilar.

-Tae.. Taehyung. Acorda bebê. –Sussurra uma voz grave bem ao pé do meu ouvido.

Começo a recobrar meus sentidos bem devagar e sinto meu corpo recostado em algo macio, além de um cafuné gostoso em minhas madeixas. Resmungo e vou abrindo meus olhos lentamente. Sento-me meio atordoado e olho para o ser que me chamava com tanto carinho em suas palavras e gestos. De primeiro momento encarei aquele ser de cabelos negros e olhos de mesma cor confuso, afinal eu não o conhecia de nenhum lugar.

-Quem é você? Nunca te vi por aqui. –Sussurro.

-Não se lembra de mim, bebê –Diz o moreno fazendo um biquinho meio entristecido.

Bebê? Só havia uma pessoa que me chamava assim e.. Olhos negros..

-Jeongguk? –Pergunto quase chorando de emoção.

-Olá TaeTae. –Diz o mesmo sorrindo e eu logo pulo em seu colo o abraçando muito e chorando ao mesmo tempo.

-Por onde andou, idiota? –Pergunto agarrado ao corpo dele.

-Estive resolvendo alguns problemas, mas isso não importa, pois eu vim lhe buscar. –Diz o Jeon

-Buscar? –Pergunto confuso.

-Vamos cumprir nossa promessa. –Ele diz

-Mas Gguk essa é a minha casa, para onde vamos? –Ainda confuso eu novamente pergunto.

-Aqui não é a sua casa. E também eu tenho outra casa aonde podemos viver juntos. –Ele diz

-Mas Jeon não podemos viver na terra, o único outro lugar que podemos ficar é o inferno. –Digo ainda confuso, porém as peças começam a se conectar em minha cabeça.

Jeongguk sumiu por uma década. Reparando melhor ele não tem mais as asas que nós anjos temos, na verdade ele não possui nenhuma asa ou requisito, seu cabelo não está castanho, mas sim preto. Cor está que é proibida no céu. E o sorriso não abandonava seus lábios.

-O-o que é você? –Sussurro com um medo palpável em minha voz.

O moreno suspira e me segura pelas ambas bochechas do meu rosto.

–Eu realmente não queria ter que usar isso. Mas em breve o céu vai estar um caos mesmo. –Em seguida escuto um estalo e sinto uma grande dor no pescoço, para então ser engolido pela escuridão de meu subconsciente.

~*~

Começo a abrir meus olhos bem devagar por causa da breve dor de cabeça e da sensação de estar queimando levemente. Olho todo o cômodo em que estava e observo que se tratava de um quarto na cor vermelho escuro, percebo também que a porta na cor marrom estava toda acorrentada impossibilitando minha fuga, já que ali não possuía janelas.

Me lembro de tudo que aconteceu antes de desmaiar e presumo que Jeongguk quebrou meu pescoço para que assim pudesse me levar da maneira que quisesse. E agora estou no inferno, pois a sensação de estar sendo queimado aumenta gradativamente, é como se eu estivesse em uma fornalha com uma chama infinita.

Percebo também que estou com um bracelete em cada pulso. De início eu não fazia a mínima ideia de que aquilo servia, mas ao tentar usar meus poderes para invocar minha lança o objeto apitou e deu uma descarga elétrica em meu corpo fazendo-me ficar fraco. Parece que a função do bracelete é de impedir o uso de minhas habilidades.

Antes que eu pudesse raciocinar as corretes que cercavam toda a porta começaram a cair uma a uma e em seguida um ser de olhos e cabelos negros entra ao me ver acordado ele sorri.

-Como está, bebê? –Jeongguk me pergunta e eu o fuzilo com o olhar.

-O que você pensa que está fazendo? Primeiro some por uma década, agora me traz ao inferno. O que passa pela sua cabeça?! –Grito a última pergunta e ele me encara com uma feição desapontada.

-Eu não vim para o inferno por vontade própria, Tae. No dia em que firmamos nossa promessa, antes de eu ir até você eu fui conversar com Deus, lembra-se? –Pergunta ele e eu afirmo. –Ele foi me avisar de meu pecado, e que se eu não me limpasse daquele sentimento eu seria expulso. Bom, eu não fui capaz de esquecer o que eu sentia e ainda sinto, e aqui estou eu. Fui expulso do céu. Só me sobrou o inferno no qual fui acolhido de braços abertos por Lúcifer.

-Qual era o seu pecado? –Pergunto curioso e ao mesmo tempo furioso.

-O meu pecado é amar você. Desde que você nasceu eu te amo. E não te amo como um irmão, te amo como o homem que você é agora, desejo o seu corpo e a sua alma a cada minuto. E agora que você está mais perto de mim esse desejo aumenta a níveis alarmantes.

Ao final de sua frase eu já me encontrava amedrontado, em sua voz eu sentia um tom de possessão. Aquele Jeongguk não é mais o Jeongguk que eu conhecia quando ainda era um bebê.

-Jeongguk eu apenas te vejo como um irmão que cuidou de mim. Agora você poderia me soltar? Eu quero voltar para casa. –Digo a ele e o mesmo apenas me encara sério.

-Esta é a sua casa. –Responde o de cabelos negros.

-Não, Gguk. Não é. –Respondo ainda mantendo a calma, afinal gritar com ele não resultará em nada. Pelo contrário é capaz do mesmo ficar nervoso e todo o plano que eu estou tentando traçar ir pelo ralo.

Mesmo amando muito o Jeon e desejando muito ficar com ele. Eu não posso ficar com ele aqui no inferno, não aqui. Por isso estou planejando fugir. Se eu conseguir convencer ele a me soltar posso o acalmar bastante e até mesmo conseguir faze-lo dormir, em seguida eu só terei que correr achar uma fenda e pronto estarei fora daqui.

Pode ser um plano bem horrível? Pode, mas é o único possível.

-Taehyung você não irá sair daqui. Não irá voltar para o céu. Você é meu! Eu fui o único que te criou! O único que não te abandonou! Você é meu! Meu! Meu! –Jeongguk começa a gritar e seus olhos ficam vermelhos a atmosfera daquele quarto muda junto com a sua voz que fica mais distorcida e grave.

Foi inevitável não me encolher, mesmo tendo potencial para ser um arcanjo eu era medroso. Nunca tive coragem para matar e com certeza sou ainda mais fraco que o Jeon. Percebendo meu medo aparente o mesmo fica quieto e sério.

-Você sabe que eu odeio te machucar, né? –Pergunta o de cabelos negros em um tom de voz baixo.

Afirmo baixinho.

-Eu realmente não gosto do que irei fazer.. Mas é preciso, senão você irá fugir. –Após sua fala eu lhe encaro confuso, mas não demora muito para que eu entenda o que ele quer dizer. –Suas asas são tão belas, porém será preciso que você as percas, pois assim irei arruinar todos seus planos de fuga. –Ele termina a frase sorrindo e eu lhe encaro aterrorizado.

Quando um anjo perde suas asas ele é imediatamente deserdado do céu, sem falar que não terá como ele voar depois disso a não ser que se curve diante do diabo recebendo assim alguns poderes e a habilidade de voar está inclusa. Porém eu com certeza não quero nada disso.

O moreno vem para cima de mim e eu tento o chutar, mas o mesmo segura meu pé. Determinado a não desistir eu viro todo o meu corpo e lhe chuto a face com o outro pé, em seguida me coloco de pé e avanço em cima de Jeongguk. Porém antes mesmo de encostar neles os braceletes descem mais uma potente descarga elétrica em meu corpo, fazendo-me cair de joelhos. Aproveitando minha breve paralisia o demônio a minha frente se levanta e aproximasse.

-Me desculpe, Tae. –Mal escuto a sua fala por conta de estar um pouco confuso. Somente volto a mim quando sinto uma grande dor em minhas costas e a falta de algo, assim que olho para trás vejo minhas antes belas asas nas mãos do caído e minhas costas cheias de sangue. –Vai doer mais. –Sussurra o moreno.

Minha vista começa a embaçar. Novamente sinto uma grande dor acompanhada de uma queimação insuportável no lugar que antes tinha minhas asas, parecia que eu estava sendo devorado pelo ardente fogo do inferno.

Eu já não conseguia mais falar nada pois minha garganta doía de tanto gritar e minha voz já saia rouca. Vi Jeongguk me abraçando enquanto sorria, e ao direcionar meu olhar para cima avistei as asas brancas desaparecendo pena por pena.

Sem aguentar mais tamanha dor eu mergulho no escuro de meu subconsciente.

~*~

Começo a acordar sentindo um incomodo em minhas costas, resmungo baixinho e tento me mover, porém grandes mãos me mantêm no lugar.

Abro os olhos bem devagar e aquele incomodo na parte de trás do meu corpo começa a se transformar em uma pequena dorzinha.

Eu me encontrava meio confuso, sem saber aonde eu estava, até que minha cabeça é bombardeada com os acontecimentos anteriores, assustado e já dando falta de algo em minhas costas, sento-me rapidamente e olho para trás tentando ver minhas asas, porém como deduzi elas não estavam lá. Bem devagar levo minhas mãos para trás e quando toco o lugar de onde elas saiam apenas sento a cicatriz cravada em minha pele.

Abaixo meus braços e minha cabeça, encarando o lençol que cobria parcialmente meu corpo. Agora eu não tinha lugar para ir, sem minhas asas eu estou fardado a ficar no inferno.

-Bom dia, meu amor. -Diz Jeongguk que somente agora percebi que estava do meu lado.

-Há quanto tempo estive desacordado? -Pergunto sem dar importância a seu cumprimento, ação essa que não passou despercebida por ele.

O mesmo apenas suspira antes de responder. -Três dias. Como você mesmo sabe, quando um anjo perde as asas sua recuperação é lenta e seu sono é crucial, por isso lhe deixei dormir por quanto tempo seu corpo achasse necessário.

-O que você planeja fazer agora? Tomar-me para si a força? Sabe que eu apenas te vejo como um irmão mais velho que cuidou de mim. Tu sabes muito bem que eu não te vejo com desejo. Diante disso, o que fará? Irá fazer sexo comigo a força? -Pergunto sem alterar minha voz, apenas jogando tudo isso em cima do moreno.

-Claro que não, Bebê. -O Jeon sussurra. -Eu nunca iria o forçar a fazer isso, por enquanto iremos esperar a sua recuperação. Depois disso eu posso lhe levar para ver o nosso Pai daqui. Irei te apresentar a Lúcifer, ele anda doido para te conhecer. -Finaliza ele.

-Não quero conhecer ele, não quero conhecer a ninguém. Não tenho mais lar. Sou um caído, o meu único desejo é morrer e rezar para que o Criador me dê mais uma chance. -Sussurro e em seguida sinto uma forte ardência em minha bochecha, resultado do tapa que ele me deu.

Encaro o Jeon vendo seu olhar reprovador. -Você acha que eu irei te deixar morrer agora que eu o tenho? Taehyung não faça pré-julgamentos, o Diabo não é assim tão ruim. Ele erra como a gente e ele aceita outras opiniões, coisa que Deus nunca aceitaria, pois só a opinião dele conta, não é? -Diz o moreno.

-Não quero saber, apenas quero ficar aqui. -Digo e o ser a minha frente suspira.

-Quando você estiver pronto, eu lhe levarei. -Diz Ggukie e em seguida se levanta. -Descanse. -Manda ele e logo se retira do quarto.

~*~

Não sei quanto tempo estou preso nesse quarto, pode ter se passado décadas, ou séculos. Todos os dias Jeongguk vem me ver, antigamente ele ficava o dia todo comigo, mas recentemente ele disse que está atolado de afazeres e quase não fica comigo aqui.

Às vezes é solitário ficar aqui, e quase o imploro para sair, porém lembro-me que se saísse eu deveria ir ver o Rei daqui, então calo-me e tento me acostumar com a solidão, coisa que eu sei que nunca irá acontecer.

Não sei se o inferno tem influência em meus sentimentos também, porém ultimamente eu venho sentindo coisas estranhas pelo Ggukie. Toda vez que ele me abraça meu coração pula e começa a bater forte, minhas bochechas ficam coradas e eu gaguejo muito.

Devido ao tempo preso aqui e vendo que ninguém viria me resgatar, eu desisti da minha fuga. Também estava sem minhas asas, um anjo sem asas não entra no céu. Seu único lar seria o inferno, então fugir é inútil.

Suspiro olhando para os braceletes em meus braços e reparando em seus detalhes, até que reparo nas iniciais “JK”, lembro-me de perguntar isso ao Jeongguk e ele falou que isso indicava que eu pertencia a ele.

Fecho os olhos, entediado e apenas esperando o Ggukie chegar. Decidi que irei fazer o que ele quer. Irei até Lúcifer e me ajoelhar diante dele. Já não me resta lugar para voltar, não adianta persistir mais. Se é para pecar amando um demônio, como sei que já estou fazendo. Então irei pecar por completo.

Não demora muito e a porta é aberta pelo moreno que adentra e vem até a mim me abraçando e para a surpresa dele eu retribuo seu abraço. Coisa que nunca tinha feito antes.

-Ggukie, eu quero conhecer o seu Pai. -Sussurro e vejo um enorme sorriso se abrir na face do ser a minha frente.

-Você não sabe o quanto isso me faz feliz, venha vamos logo. -O Jeon diz e sai me puxando.

Seguimos por alguns corredores até que chegamos a uma grande sala, ela não tinha nada de fogo para lá e para cá e nem pessoas gritando e sendo torturadas. A sala até que era comum, com uma mesa escura no centro seguida de duas cadeiras e uma janela no fundo, era até parecido com os escritórios dos humanos, lugar que já estive uma vez.

-Pai, o Tae veio te conhecer. -O moreno diz e logo um ser com cabelos vermelhos e com um paletó preto surge. O encaro melhor e vejo que ele parecia com uma pessoa normal.

-Prazer Taehyung, eu me chamo Jung Hoseok. -Diz o suposto Diabo e caralho ele é lindo mesmo.

-Meu nome é Kim Taehyung, sou o anjo caído. -Digo e faço uma breve referência, coisa que pude ver que o agradou, então até mesmo Lúcifer gosta de respeito.

-É magnifico te ver aqui. Jeongukkie falava muito de você. -Ele diz e eu concordo. -Mas vamos ao que interessa, você veio atrás da sua liberdade pelo inferno ou veio apenas para me conhecer? -Pergunta o ruivo.

Sem nem o responde eu me ajoelho diante de sua pessoa. O mesmo sorri e coloca a mão sobre meus cabelos. -Bem-vindo, meu filho. -Em seguida o que houve foi realmente maravilhoso. Toda aquela ardência que eu estava sentindo por estar no inferno desapareceu, meus sentimentos confusos desapareceram. Foi a melhor coisa que me ocorreu.

Quando o meu renascimento terminou eu me vi sem os braceletes e com apenas um manto negro cobrindo parcialmente minha nudez, meus cabelos loiros estavam mais radiantes do que nunca.

Olhei para Jeongguk e sorri, o mesmo veio até a mim e me abraçou.

-Eu disse que seria bom. -O moreno sussurra em meu ouvido.

Sorrio e faço uma leve referência a Hoseok.

-Obrigado por me aceitar aqui. -Agradeço e ele acena apenas aceitado meus agradecimentos.

-Venha quero fazer algo contigo e não aguento esperar mais. -Diz Ggukie me puxando.

~*~

Entramos no quarto aos beijos. Sua boca não queria desgrudar da minha e eu compartilhava essa vontade esmagadora de ficarmos grudados um no outro.

O moreno logo puxa meu manto deixando-me nu a sua frente. Minhas mãos descem até a sua calça e com uma rapidez invejável abro o botão e puxo o zíper.

-Você quer que eu te chupe, Ggukie? -Pergunto aos sussurros no pé do seu ouvido.

-Sim. -O moreno responde.

-Então peça. -Sorrio ao ver o ser a minha frente bufar. Gguk moveu sua boca de encontro a minha novamente e logo lambeu meus lábios para em seguida morde-los.

-Kim Taehyung me chupe agora. -O Jeon diz sem desgrudar da minha boca. Solto um sorriso e logo me ponho de joelhos.

Seguro em seu membro e começo a bombeá-lo somente com a mão, o que deixou Jeongguk ainda mais puto e impaciente.

-Você quer que eu enfie meu pau na sua boca? Por que se você continuar nessa demora, será isso que irei fazer. -O moreno diz entre os dentes.

O sorriso não abandonava meus lábios, coloco minha língua para fora e a passo lentamente pela cabeça do seu pênis, apenas pegando um pouco da sua pré-ejaculação que estava ali.

-Você que pediu, não reclame depois. -Ao ouvir isso apenas senti o membro adentrando de uma vez a minha boca, com o movimento brusco eu soltei um gemido de satisfação e pude ver o brilho malicioso no olhar do Jeon ficar mais forte.

-Gosta quando eu te maltrato, Tae? -Pergunta Ggukie e eu apenas confirmo levemente. -Pois bem, se prepare.

Sem qualquer aviso prévio, Jeongguk começou a estocar minha boca com força e precisão, fazendo-me engasgar diversas vezes.

De fato, ele estava fudendo minha boca e eu estava adorando.

Levo minhas mãos até sua bunda e a aperto para em seguida tentar levar meu dedo até sua entrada, mas o moreno segura minhas mãos e solta uma risada debochada.

-Não, não, Tae. Quem vai te fuder essa noite será eu. -O moreno sorri e em seguida puxa os meus cabelos fazendo minha boca desgrudar do seu pênis com um estalo.

-O que está esperando, então? Não vou esperar por você a noite toda. -Digo.

O Jeon apenas me encara ainda com o sorriso nos lábios.

-Está me desafiando, bebê? Saiba que eu posso te quebrar se for com muita força. -Diz ele.

Me ponho de pé e aproximo meus lábios dos deles, para logo em seguida sussurrar.

-Eu não ligo.

Aquilo pareceu ter sido um sinal verde para o demônio que no mesmo momento me jogou na cama e desceu logo para o meio das minhas pernas. Jeonggukie parecia já não estar mais com tanta paciência.

Contrariando meus pensamentos o moreno nem mesmo deu atenção ao meu membro. Ele agarrou nas minhas cochas para logo em seguida as empurrar para cima, curvando um pouco meu corpo.

Nessa nova posição o Jeon conseguia avistar minha entrada sem qualquer problema, e ele realmente fez algo que eu não esperava.

Vi o moreno abaixar mais o tronco em quanto segurava minhas pernas e o que eu senti em seguida realmente foi incrível.

Jeongguk havia me dado um beijo na minha entrada. O demônio praticava um beijo grego em mim, com tudo de direito. Ele ia de beijos a lambidas.

Meus gemidos que antes eram baixos, ficaram mais altos com a invasão de dois dedos e com o beijo grego que ainda continuava.

Aquilo estava tão bom, que se o moreno continuasse em breve eu gozaria.

-J-Jeon, se você não parar eu irei.. -Nem termino a frase e já vejo o moreno levantar o tronco, com o rosto todo lambuzado.

Ggukie sorri ao me ver todo destruído em sua cama e a sua mercê. Ele tira seus dedos de dentro de mim e os leva até a sua boca para em seguida lambe-los.

-Não goze agora, bebê. Ainda nem chegamos a parte boa.

-Vá logo, Jeon. Me rasgue no meio. Me foda a noite toda. -Digo e vejo um rápido brilho roxo passar pelos seus olhos.

-Como desejar. -Escuto bem longe sua fala antes do moreno me adentrar de uma vez fazendo-me gritar.

Apesar da dor e da ardência, o prazer de finalmente tê-lo dentro de mim superava qualquer desconforto.

-Quer que eu espere? -Ele pergunta e eu nego.

-Apenas vá logo. Não aguento mais esperar.

Ao dar o sinal verde para continuar o demônio não tem piedade e vai com força e fundo já acertando de primeira a minha próstata.

Reviro os olhos com o tanto de prazer que senti apenas com isso e puxo o seu tronco abraçando-o com os braços e rodeando seu quadril com as penas.

Quando eu senti que estava perto o moreno se retirou de dentro de mim e deu um tapa em minha cocha.

-Cansei dessa posição broxante. Coloque-se de quatro, quero ver meu pau entrando em você enquanto te faço gritar. -O Jeon dita e eu apenas obedeço seu comando.

Posiciono-me com os cotovelos na cama e apenas com o quadril levantado dando uma visão melhor da minha bunda e consequentemente da minha entrada.

Escuto um som de satisfação sair da boca do moreno atrás de mim, para logo em seguida ter seu membro dentro de mim em apenas uma estocada.

Jeongguk logo começa a estocar violentamente meu interior enquanto leva uma de suas mãos até o meu cabelo o puxando.

Solto um alto gemido, quase um grito, quando o Jeon acerta fortemente minha próstata mais uma vez.

Sinto meu ápice chegando e já não aguentando mais o tamanho do prazer que estava sentindo, eu me permito gozar contraindo todos os meus músculos e apertando ainda mais o membro do Jeongguk o que fez a chegar ao ápice também.

Minhas pernas bambeiam e meu quadril teria caído sobre a cama se não fosse pelas fortes mãos do Jeon segurando-o.

O moreno chega seu rosto perto do meu ouvido e solta uma risadinha.

-Quero você cavalgando no meu colo agora. Ainda não acabou, bebê. Lembra que eu te falei que irei te fuder a noite toda? -Ggukie sussurra em meu ouvido e eu acabo rindo.

-Lembro. -Digo antes de ir até a ele.

~*~

Caminho bem lentamente até o demônio que estava em pé no meio do quarto. Estou usando apenas uma calça e o mesmo manto negro que ganhei quando renasci.

-Vejo que você realmente gostou desse manto. -O Jeon diz e eu solto uma risadinha.

-Gosto, afinal ele marca o meu renascimento que foi a séculos atrás. -Digo e já perto dele o bastante vejo o mesmo puxar o meu manto o tirando do meu corpo.

-Qual posição você quer hoje? -Ggukie pergunta e um brilho malicioso passa por seus olhos.

-De quatro. -Respondo devolvendo o olhar malicioso.

July 1, 2018, 3:54 a.m. 0 Report Embed 3
The End

Meet the author

JeonTaegguk 17 years old/ uma suposta ficwriter/ gosto de tudo que me agradar/ conta segura, até porque nunca saberemos quando um ban do spirit irá vir :)

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