As Leis de Nós Dois Follow story

ainoseiza Maju

Que Kim Taehyung era de Exatas já estava mais do que na cara. Sua pose séria de aluno exemplar, suas conversas teóricas e seu jeito sistemático de ser podia deixar qualquer ser de Humanas com um grande ponto de interrogação em meio à testa. Já Jeon Jeongguk parecia ser de outro mundo: o cara era nerd, amante de mecânica quântica, bonito e tudo que Taehyung mais odiava. Ao ver-se obrigado a conviver mais do que algumas horas com o outro depois de um dia muito azarado, ele já não tem mais tanta certeza de seus sentimentos. — kookv | comédia & fluffy | shortfic | no lemon squad. *história betada por @staerhyung.


Fanfiction Bands/Singers Not for children under 13.

#nerd #romance #fluffy #bangtan-boys #kooktae #v #taehyung #jeongguk #jungkook #mençãoyoonseok #bts #vkook #kookv #taekook
38
5108 VIEWS
In progress - New chapter Every 30 days
reading time
AA Share

I - Lei de Murphy.

Lei de Murphy

“Tudo o que puder dar errado, dará”


   Taehyung soube, no momento em que adentrou a faculdade com o pé esquerdo, que algo de errado não estava certo. Primeiro que adentrar a universidade a qual estudava com o pé esquerdo em plena sexta-feira estava totalmente errado e lhe dizia, internamente, que alguma merda iria acontecer; segundo que aquilo não era feito seu, seus passos eram milimétrica e estrategicamente pensados. Tinha o conhecimento certeiro do que aconteceria em seu dia desde a hora que acordava até a hora que ia dormir — se seguisse à risca sua rotina, o que, de fato, sempre fazia. Nunca adentrava lugares com o pé esquerdo, era quase como passar debaixo de uma escada ou abrir um guarda-chuva dentro de casa.

   Errado.

   Entravam para a sua lista de coisas que poderiam lhe causar um mini infarto — e eram muitas coisas.

   Não que acreditasse em superstições — longe disso —, mas aquilo era algo seu; de sua personalidade e, também, por causa da má sorte que sempre lhe acompanhou por cada esquina da vida durante seus meros vinte e dois anos de idade.

   Ele não era um cara sortudo.

   E mesmo que não acreditasse em crendices do tempo de sua avó, quando não se é sortudo, tentar evitar o que pode lhe trazer má sorte é sempre eficiente; poupa a sua vida, vergonha alheia e dinheiro gasto com um arsenal de mertiolate — embora tivesse um pequeno armário em seu apartamento apenas para remédios, daqueles bem essenciais mesmo, como: dor de cabeça, dor de estômago e bombinhas de asma, ainda que não fosse asmático. Prevenir é melhor do que remediar, já dizia o ditado. E se tinha algo que Taehyung tinha orgulho de ser, era prevenido. Tudo bem que automedicação era completamente errado, e ele sabia disso, mas ter uma mãe enfermeira lhe ajudava muito, pois sempre podia ligar para a mais velha e perguntar o que poderia fazer sem entrar em pânico.

   Apenas para salientar, mais uma vez, caso você ainda não tenha entendido: Taehyung, definitivamente, não era um cara sortudo, então não era tão anormal assim ter bombinhas de asma, apesar de não ser asmático. Não era uma informação que compartilhava com os outros, entretanto, mas internamente aquilo lhe fazia sentir-se deveras melhor e protegido.

   Ele estava seguro, não importava o que os outros iriam pensar.

   Mesmo que o fato de ter entrado com o pé esquerdo ainda lhe tirasse do sério, não tinha como adentrar a faculdade mais uma vez com o outro pé, as pessoas o achariam louco ou no mínimo bem pirado — mesmo que, internamente, soubesse que muitos já achavam isso. Por esse motivo, apenas continuou seu caminho, aceitando — mesmo não querendo — que seu dia havia sido completamente estragado pelo ocorrido a míseros cinco minutos e trinta e sete segundos atrás.

   Trinta e oito.

   Trinta e nove...

   Esquece, havia viajado demais sobre bombinhas para asma.

   O que mais lhe atrapalhava a mente naquele exato instante era o porquê disso ter acontecido. Estaria ele tão alienado a ponto de esquecer-se de seus pequenos e vagos princípios? Não, não e não! Inaceitável!, como diria Limãograb em Hora de Aventura¹. Ele não se esqueceria de adentrar, subir, descer ou sair de qualquer ambiente barra lugar que não fosse com o pé direito.

   Ele não se esqueceria disso!

   — Por que essa cara de quem comeu e não gostou? — Hoseok se aproximou e nem havia notado a presença do amigo até então.

   — Alguma coisa está errada — disse olhando ao redor, e o moreno à frente levantou uma de suas sobrancelhas — Eu estou sentindo aquele friozinho aqui na barriga de que alguma merda vai acontecer, tipo quando eu tropecei e caí em cima do Jimin e, sem querer, expirei a próxima geração de Parks do mundo. O dia saiu completamente da rotina, eu estou entrando em um mini colapso.

   — Tae, a faculdade ‘tá mais sem graça que o Namjoon. Tem certeza que não é gastrite? — E Taehyung o olhou feio. O ruivo suspirou e pôs-se ao lado do amigo, apontando para alguns grupos específicos de pessoas enquanto falava. — As líderes de torcida estão fingindo que sabem dançar, os caras de filosofia estão com certeza fumando alguma coisa ali no canto; o povo de Artes está fazendo protestos contra o governo como se isso fosse adiantar em alguma coisa e os seus colegas… — Franziu o cenho ao olhar o grupo de garotos que, provavelmente, falavam sobre algum filme de heróis novo pelas blusas que usavam. — Bem… Estão nerdizando, como sempre.

   O loiro apenas revirou os olhos após a fala do amigo, como fazia sempre que Hoseok resolvia abrir a boca. Mais à frente, sentado ao lado de um carinha de óculos que lia um mangá ao qual Taehyung não fazia a menor ideia de qual era, estava Jeon Jeongguk: o garoto mais inteligente de todo o campus.

   Mesmo que não gostasse muito de sua personalidade, tinha que admitir o quanto o outro era inteligente só pelo simples fato de ser, já que as feiras de ciência eram todas ganhas por si e ainda são poucos aqueles alunos que têm fibra para competir com o quase veterano de Engenharia Física — e Kim Taehyung era um deles. Chamavam-no de prodígio, e alguns até iam mais além ao chamá-lo de gênio — algo que o loiro não concordava. Prodígios aprendem rápido; gênios inventam coisas. Jeongguk não inventava nada, apenas usava e abusava das leis físicas já existentes e fazia seus projetos.

   Nada de novo sob o sol.

   Isaac Newton foi um gênio, assim como Albert Einstein também fora e Stephen Hawking, pelo simples fato de desmentir uma teoria que ele mesmo arquitetou.

   Jeon Jeongguk era só mais um prodígio que entendia de mecânica quântica.

   Ponto.

   Havia apenas uma coisa que não gostava de admitir à respeito do moreno: ele era um cara muito bonito. Todo aquele esteriótipo para nerds — ao qual Taehyung também não se encaixava — de menino baixinho, levemente acima do peso, viciado em hentai² e com um óculos de armação mais grossa do que o normal estava completamente errado, até porque, muitos estudantes de exatas eram bonitos e um exemplo mesmo era o namorado de Hoseok, Yoongi. O cara parecia um boneco de porcelana de tão perfeito e isso dava até raiva.

   — Você está realmente estranho hoje... — Hoseok o tirou de seus devaneios. — Digo, você é estranho normalmente e eu já estou acostumado, mas hoje, Jesus! O que aconteceu?

   — Eu entrei com o pé esquerdo na faculdade hoje, Hoseok. Pé esquerdo! Foi isso que aconteceu! — falava exasperado, como se a terceira guerra mundial tivesse acabado de ser anunciada — E sabe o que significa?

   — Definitivamente não e não sei se quero saber...

   — Significa que algo vai acontecer! — continuou, ignorando a resposta do amigo — Eu nunca entro com o pé esquerdo em nenhum lugar!

   O moreno revirou os olhos, tentando, mas não querendo, disfarçar sua cara azeda de quem estava julgando-o naquele instante.

   — Tem certeza que só não esqueceu algum teste? Talvez, algum trabalho?

   — Não, você sabe que eu nunca esqueço. — E, realmente, Taehyung nunca se esquecia.

   — Eu tinha me esquecido que você tem esse lance esquisito de entrar nos lugares com o pé direito para dar sorte. Eu até tentei uma vez, fazer a mesma coisa, mas eu continuei me fodendo então percebi que a vida quando te pega ‘pra foder, fode mesmo. Não tem como evitar e ainda é capaz de te passar uma DST.

   — Pois eu consigo evitar muito bem porque minha rotina é perfeita e–

   — Milimetricamente calculada — interrompeu Hoseok, completando a famosa frase — Eu sei… Na verdade, todo mundo sabe.

   O loiro bufou.

   — É, mas parece que hoje o destino quer, realmente, me passar uma DST.

   — Mas afinal, no que você estava pensando que nem percebeu? — Cruzou os braços.

   — Elementar, meu caro Watson: eu também não faço a mínima ideia! Se eu soubesse, não estaria assim. — suspirou, franzindo o cenho. — Aconteceu alguma coisa ontem que possa ter mudado a minha rotina a ponto de eu, sei lá, ficar louco?

   Taehyung não entendeu o sorriso sacana nos lábios do mais velho após a sua pergunta. Odiava aquele tipo de sorriso, Jimin e Hoseok eram os deuses do “sorrisinho de lado que tem um significado, mas a gente nunca sabe qual é” e sempre sorriam daquele jeito, algo que irritava o loiro, já que ele fazia parte da porcentagem da humanidade que nunca os compreendia.

   E sempre depois de não conseguir entender o porquê do sorrisinho, eles respondiam com apenas um: “Porra, Taehyung, você é lerdo ‘pra caralho!”, ou um “Eu desisto de tentar tirar uma com a tua cara”.

   — É, meu querido, aconteceu sim… Mas parece que você se esqueceu e, por isso, vou te fazer lembrar — ele dizia enquanto dava a volta no corpo magro à frente, com as mãos atrás das costas, como um general intimidador. Taehyung franziu o cenho, depois era ele o pirado — Você admitiu que gostava de Jeon Jeongguk, se recorda?

   E como num lapso temporal, uma visão horrível do passado acoplada a uma passagem terrível só de ida ao inferno, lembrou-se do dia anterior, quando foi confrontado pelos dois amigos após passar muito tempo admirando o moreno alto que lia um livro de mecânica quântica embaixo de uma árvore — aparentemente, para proteger-se do sol.

   O problema é que ele não estava admirando ninguém, estava apenas querendo saber o nome do autor daquele livro — pelo menos, era nisso que queria acreditar.

   — Admite logo que você gosta dele, Taehyung — o ruivinho ao seu lado riu.

   — Admite que quer ver se existe mesmo um abdômen malhado debaixo daquela camiseta polo, como andam correndo os boatos por aí — Hoseok provocou.

   Todos estavam sentados em uma das mesas do lado de fora da universidade, terminando alguns trabalhos e aproveitando para beliscar algo antes das aulas do período vespertino.

   — Não sei do que vocês dois estão falando — contornou — Provavelmente asneiras, como sempre.

   — Não se finja de surdo, pequeno TaeTae, pois nós não somos cegos — riu Hoseok que tinha o braço por cima dos ombros do namorado, enquanto este apenas sorria divertido com a situação.

   — Eu definitivamente não sei do que estão falando.

   — Ele está se fazendo de difícil, gente. Uma hora ele admite. — Yoongi sorriu.

   Taehyung seria muito bom na arte da encenação se investisse nisso, mas, na realidade, ele só era lerdo demais para determinados assuntos e, por esse motivo, virava sempre chacota dos amigos. Hoseok sabia que as bochechas avermelhadas do castanho contradiziam com o cenho franzido que tentava, de forma vaga, afirmar externa e internamente que ele e Jimin eram loucos ao dizer e supor tal barbaridade.

   O semblante do acastanhado dizia: “Kim Taehyung não gosta de Jeon Jeongguk”.

   E o de Hoseok dizia: “Atá, e Hoseok é a nova Britney”.

   — Você sabe que quanto mais negar, mais eu vou encher o seu saco, não é? — Jimin mordia o lápis ao dizer.

   — Tudo bem — fechou o livro de exercícios, colocando ambos os braços em cima deste —, o que, exatamente, vocês três querem que eu admita?

   — Que está apaixonado pelo Jeongguk, ou seja, nada mais do que o óbvio.

   — E de onde vocês tiraram esse absurdo?

   — Quem muito odeia, muito ama. Essas intriguinhas entre vocês dois, quer dizer, essa intriguinha platônica sua para com ele já não cola mais, Tae. — disse Hoseok.

   — Vocês andam lendo fanfic demais, isso sim!

   — Ei, não jogue o meu delicioso Larry aqui, falou? — Jimin interviu com o cenho franzido. — Hoseok é bom em escrever histórias, por que não escreve uma kooktae?

   — Kooktae? — perguntou Taehyung.

   — É o nome do seu shipp com o Jeongguk, ué.

   — E porque a sílaba do nome dele vem antes da sílaba do meu nome? — Franziu o cenho.

   — Porque o nome de quem fica por cima sempre vem primeiro, Taehyung, é quase lei. — respondeu Hoseok.

   — E o que leva vocês a acreditarem que eu seria passivo de Jeon Jeongguk e não ao contrário? — perguntou e, na hora, todos ali gargalharam, chamando a atenção de algumas pessoas por perto.

   — Pelo amor de Poseidon, Kim Taehyung, quem é que não seria passivo de Jeon Jeongguk? — questionou Hoseok. O moreno olhou para o namorado que, mesmo rindo, mantinha uma das sobrancelhas levantadas, então logo tratou de adicionar um “menos eu, porque eu sou só o seu passivo, não é, Yoongi?”para não atiçar os ciúmes do outro.

   Com o alvoroço dos amigos, Taehyung apenas queria se enfiar em um buraco e sumir por uns dois anos para qualquer lugar do mundo, desde que fosse longe o suficiente para nunca mais ver a cara daqueles três. Ele concordava que Jeongguk era bonito, não podia negar o óbvio — contra fatos não se há argumentos, esse é o ditado —, mas ele não sentia nada além de um ódio competitivo para com ele. Retirou os óculos de grau e sentou-se com as pernas cruzadas para fora da mesa, evitando as brincadeiras dos amigos atrás de si. Se os seus seis graus de miopia permitissem-no enxergar sem as lentes, ele teria visto que Jeon Jeongguk mirava para aquela mesa, especificamente para ele, com um sorrisinho no rosto.


— s —


   As primeiras três aulas aquele dia eram de Eletromagnetismo, uma de suas matérias favoritas daquele período. Muitos alunos haviam faltado e até estranhou, visto que a classe, na maioria das vezes, estava sempre cheia. Professor Cheo ensinava muito bem e deixava o ambiente da sala de aula muito descontraído. Alguns outros alunos começaram a chegar logo depois que o professor apareceu. Jeon Jeongguk era um deles, que vinha acompanhado de seu grupinho de amigos.

   — O que aconteceu com o resto de vocês, pessoal? — perguntou Professor Cheo com ambas as mãos apoiadas em sua cintura, mirando todo o ambiente. — Tsc, parece que ninguém está interessado em passar de ano.

   Todos riram com o comentário até que um dos alunos que se sentava mais ao fundo, Siwon, disse o motivo:

   — Teve festa ontem com os bixos, professor. ‘Tá todo mundo com ressaca.

   — Ei, vocês sabem que eu apoio festas universitárias e estou até magoado por não terem me convidado — disse o mais velho ali, tirando algumas pastas de sua bolsa, antes de mirar os alunos —, mas não em dia de semana. Hoje é sexta, hoje que é dia de festa.

   — Hoje tem a parte dois da festa, professor, está convidado. — disse Jeongguk e, só naquele instante, percebeu que o moreno estava sentado a duas carteiras de si.

   Ele não costumava se sentar ali, normalmente era mais ao fundo, junto de Siwon e os outros garotos mais “populares”. As poucas garotas sentavam-se à frente e Taehyung sempre escolhia o meio. Não era muito atrás, mas também não era muito na frente; era um lugar perfeito. Tinha uma boa visão da lousa, a luz que vinha da janela iluminava seu caderno e o ar condicionado ficava longe de si, o que agradecia, por ser muito friorento.

   — A primeira rodada de cerveja é por minha conta, então — disse o mais velho e os garotos começaram um pequeno alvoroço, dizendo que ele era o melhor professor daquela universidade.

   Ele conversou mais um pouco sobre a festa, perguntando alguns detalhes e o loiro apenas revirava os olhos com a felicidade de todos. Ele — Taehyung — sempre era convidado, principalmente por Bogum, mas nunca ia. Não gostava de lugares cheios de pessoas, e principalmente de pessoas que tentavam fazer da lei de Newton — a que dizia que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo — algo inexistente.

   — Bem, eu queria conversar com vocês sobre a feira de ciências esse ano. Infelizmente, foi cancelada — pode ouvir alguns murmúrios —, pois o comitê da faculdade está passando por mudanças. Entretanto, como eu usava a feira de ciências como uma nota adicional na matéria, para salvar a vida de alguns que estão se enforcando comigo, não é, Hyungwon? — Apontou para o garoto que estava mais dormindo do que acordado, mas que fez um sinal com a mão para dizer que, pelo menos, vivo e na sala de aula, ele estava. — Eu vou propor um trabalho, mas, para facilitar, será em dupla. Como a classe tem número par de alunos, será mais fácil. E sim, eu vou sortear os nomes — falou, antes que uma das garotas da frente, que havia levantado a sua mão para fazer uma pergunta, realmente a fizesse.

   Droga, ele odiava fazer trabalhos em dupla. Gostava de fazer as coisas sozinho, seguindo o seu próprio ritmo e cronograma, sem ter que se preocupar se a outra pessoa estava ou não fazendo a sua parte. Quando tinham algum trabalho em dupla, fazia sempre com Jisoo, que era uma das pessoas mais próximas que tinha ali do curso. Infelizmente, a morena havia faltado naquele dia porque, segundo ela, iria morrer com a explosão nuclear que acontecia em seu útero.

   — Começarei formando duplas com quem está presente, e depois vocês se virem ‘pra mandar para os que faltaram a ordem das outras duplas.

   Um pequeno pânico assolou seu peito. De quem estava presente, no máximo, conversava com Youngbin e Kihyun. Mas no máximo mesmo, pois Kim Taehyung era o único cara que em quase cinco anos convivendo com as mesmas pessoas, ainda não tinha feito uma amizade duradoura com ninguém de sua sala — tirando Jisoo que era quase como uma melhor amiga. Sentia-se mais confortável se fosse Kihyun que, sentado há apenas quatro carteiras à frente, lhe olhou com os dedos das mãos cruzados em sinal de parceria. Ele com certeza não queria fazer dupla com Changkyun novamente, pois da última vez, quem fizera todo o trabalho fora ele.

   Depois de escrever o nome dos quatorze alunos presente, o professor foi tirando papelzinho por papelzinho de sua caneca vazia de café. A cada papelzinho e nome falado, uma gota de suor descia por suas costas. Era impossível que o destino fosse tão ferrador assim. Faltavam duas duplas, quatro alunos para serem escolhidos: ele, Jeongguk, Yugyeom e Mark.

   O melhorzinho ali era Mark, pois Yugyeom era tão irritante quanto Jeongguk.

   “Por favor, que seja o Mark. Por favor, que seja o Mark. Por favor, que seja o Mark!”

   — Kim Taehyung e Jeon Jeongguk.

   Ele sabia que o dia de hoje seria estranho, desde o momento que acordou até a hora que adentrou a universidade com o pé esquerdo. Engoliu em seco, amaldiçoando Murphy e sua lei estranha; e amaldiçoando, também, Jeon Jeongguk, por ter saído de onde estava para sentar-se ao seu lado, carregando um sorriso fofo em seu rosto que deixava seus dois incisivos centrais superiores à mostra.

   Sentiu as bochechas corarem.

   Droga.

June 28, 2018, 2:07 p.m. 1 Report Embed 6
Read next chapter II - Lei da Atração.

Comment something

Post!
Pamela Jayde Pamela Jayde
Amei a personalidade do Kim, e ainda mais do Jimin, Hoseok e Yoongi, amigos zoera kkk
July 11, 2018, 4:54 p.m.
~

Are you enjoying the reading?

Hey! There are still 2 chapters left on this story.
To continue reading, please sign up or log in. For free!