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obeseok Isa

Os sorrisos de Baekhyun eram como raios de sol que iluminavam cada passo dos meus dias. | Também postada no spirit.


Fanfiction Bands/Singers Not for children under 13.

#sebaek
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Os sorrisos de Byun

Olhar para o sorriso de Baekhyun era como tomar um banho de sol, aqueles dentes branquinhos que iluminavam o meu dia naquele sorriso retangular era tudo o que eu precisava pra que ele se tornasse o melhor dia da semana. 

E aquele sorriso, que iluminava o dia de qualquer um, nem era meu. O meu era muito mais bonito. O sorriso que ele dava quando acordava no domingo de manhã e olhava para mim com aqueles olhinhos naturalmente bem desenhados, aquele sorriso era o meu favorito. O meu sorriso. O sorriso que vinha acompanhado de “Bom dia, Sehun-ah” e aquele beijinho habitual na ponta do meu nariz.

Eu me lembro claramente da primeira vez que vi aquele sorriso, faziam meses que estávamos saindo e ele se virou pra mim, com o sol da manhã iluminando quase que imperceptivelmente o quarto pelos furos no blackout que cobria a janela, o sorriso se abrira, ele se arrastara pela cama até que seu nariz tocasse o meu e disse em alto e bom som “eu acho que amo você, Hunnie...”. E foi ai que minha vida virou de cabeça para baixo.

Os próximos anos dela foram todos de Baekhyun. O dia que contamos para os pais dele que ele finalmente ia sair do porão e moraria comigo, ele sorria de uma maneira diferente, nada como aquele sorriso bobo que ele dava nos domingos de manhã. Era uma felicidade diferente. Os pais dele também sorriram, eles gostavam de mim, ou pelo menos é assim que eu gosto de pensar.

Eu também lembro do sorriso de desculpas quando tivemos nossa primeira briga. Uma daquelas bobas por ciúmes – de parte dele, porque eu nunca fui ciumento, sempre soube que Baekhyun pertencia só a mim – que no outro dia, eram recompensadas com sexo para fazer as pazes e um ou outro sorriso de arrependimento. Eu particularmente, não gostava muito daqueles. Apesar de eles não serem os de tristeza,ah eu desprezava esses sorrisos, como o que apareceu naquele rostinho tão lindo quando ele recebeu um telefonema de sua irmã dizendo que ela tinha sofrido um acidente de carro, ou quando seu pai veio a falecer, muitos anos e acontecimentos depois daquele primeiro sorriso de domingo.

Anos antes do sorriso triste no funeral do pai, Baekhyun me deu um sorriso que se parecia com aquele que era meu, mas era diferente, era um outro nível de sorrisos apaixonados. Foi no dia que eu pedi ele em casamento. Baekhyun sempre foi muito direto quando dizia que não gostava de rotular relacionamentos, nós nunca oficializamos o namoro, sem aliança prateada, sem colares combinando, nada que dissesse que éramos um do outros para aqueles olhos maldosos que nos observavam do lado de fora do apartamento.

Mas naquele dia, ele sorriu, da maneira mais linda que eu já vi ele sorrir e disse sim. Naquele dia ele aceitou assumir um rótulo. Porque aquele rótulo seria para levar ao túmulo e ele gostava da ideia. Alguns meses depois, um pouco antes do casamento, ele deu um sorriso de dúvida. Foi quando eu levei Vivi pra casa, Baek amava cachorros tanto quanto eu mas o espaço parecia pequeno demais para três corpos e depois de relutar um pouco, Vivi ficou e o sorriso de dúvida se transformou em um sorriso caloroso de boas-vindas.

Cinco meses depois de Vivi entrar pra nossa pequena família, Baekhyun sorriu entre lágrimas. Um sorriso tremido de nervosismo, um nervoso bom, daqueles que deixam a gente com as mãos suadas e a cabeça meio zonza, como quando você está seguindo para o altar, no dia do seu casamento e tem um cachorro vestindo um pequeno paletó levando as alianças amarradas na gravatinha.

O nervoso se transformou no sorriso de conquista quando a aliança dourada ocupou o espaço vago no anelar longo, dessa vez, sem se importar pro que outros iam pensar, porque a lei permitia que fossemos um do outro e Baekhyun já não ligava.

Aquele sorriso voltou a aparecer um anos depois quando Minjun entrou para a família, muitos meses depois do sorriso vitorioso que eu recebi quando ele me convenceu que se queríamos ser pais, tínhamos que mudar de casa. Vivi então, ganhou um gramado pra correr e, depois de mais um daqueles sorrisos convencidos que ofereceu para as pessoas que votaram contra a gente no tribunal, Baekhyun ganhou um novo sorriso, o sorriso de pai. Ele apareceu muitas vezes, quando Minjun deu os primeiros passos, quando disse “appa” pela primeira vez e quando fez os primeiros desenhos de nós três que não eram rabiscos aleatórios numa folha. Um sorriso meio triste, meio nervoso, eu diria, até meio confuso foi o que ele me ofereceu quando Min perguntou pela primeira vez porque ele tinha dois pais e não um pai e uma mãe como a maioria dos seus amiguinhos.

Nós explicamos e Minjun deu um sorriso de satisfação por saber que, não importava se ele tinha dois pais, ele era amado. Amor que se podia ver no jeito que Baekhyun sorriu quando ele disse que nos amava naquela mesma noite, enquanto era colocado pra dormir.

Um sorriso de orgulho foi o que eu vi quando ele chorou vendo nosso pequeno Min se formar no ensino médio e ser aceito na faculdade. Seguido por um nervoso de deixar ele ir embora. Ele não sorriu de verdade durante uns dias, só pequenos sorrisos conformados de um pai com síndrome do ninho vazio. Mas ele voltou a sorrir daquele mesmo jeitinho de anos atrás, quando ele disse que me amava pela primeira vez. Era como ter 22 anos de novo acordar ao lado dele todos os dias, com aquele mesmo sorriso dando felicidade aos meus dias, pelo resto de nossas vidas, simples, comuns, eu diria, apesar das dificuldades que tivemos para ser aceitos.

Nunca tivemos grandes feitos, nunca conquistamos a fama ou tivemos uma gorda conta no banco, sempre fomos apenas nós. Com pequenas conquistas e obstáculos que tivemos que atravessar, sempre dando um jeito de substituir as lágrimas pelo sorriso. O sorriso de pai, o sorriso de sogro, de avô, de almoço em família, de tristeza e despedida de entes queridos, como nossos pais e ocasionalmente, nosso Vivi. Sorrisos impacientes, nervosos, cansados e decepcionados. Sorrisos puros, simples, de felicidade, apaixonados. Sorrisos de domingo.

E eu jamais, até que a morte viesse me buscar finalmente, esqueceria o último sorriso de meu Baekhyun, era uma manhã de domingo e o sol atravessava as finas cortinas do nosso quarto que iluminava os fios brancos que surgiam na cabeça do meu já envelhecido companheiro que, cansadamente, em um último suspiro, me ofereceu aquele mesmo sorriso de tantos anos atrás, beijou meus nariz e disse que me amava. Antes que eu pudesse responder, ele se foi.

Doeu, muito, mas tudo bem porque onde quer que estivesse eu sabia que no final, ele sorria.

June 28, 2018, 2:28 p.m. 0 Report Embed 2
The End

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