C-61 - A Esperança Follow story

mel chilead

|| CHANBAEK || AU || Quando o presidente da Coreia do Sul é morto, junto dele um aviso é dado. O Ditador do Norte pretende acabar com aquela que uma vez já fora parte de si, assim como fizera outrora com China e Japão. Os sul-coreanos se vem sem alternativa de para onde correr ou para quem recorrer. Porém com a morte do presidente, uma experiência deixada nos devaneios vem à tona. C-61 era o soldado perfeito, BaekHyun seguira à risca as ordens que foram deixadas, criara C-61. Criara A Esperança.


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Capítulo Um – A Guerra

C-61 – A ESPERANÇA

Dedico essa história à minha mãe, que me fazendo lavar a louça faz com que várias ideias apareçam em minha mente. Obrigada também por me disponibilizar seu notebook, mesmo que eu pegue sem pedir.

INTRODUÇÃO

Houve um tempo em que a vida real era difícil, as guerras eram fáceis e a morte tão acessível quanto areia no deserto. Não era possível dormir, não era possível sonhar. A cada passo uma mina terrestre estourava, do céu bombas caiam, na terra muito sangue jazia. Crianças eram cegadas por vendas, adultos perdiam a fala por facas, ambos de joelhos, ambos pedindo perdão. E tudo aquilo era observado com prazer pelo Ditador.  Em sua cadeira de ferro maciço, com concubinas ao lado, conselheiros à direita e deuses na outra. Levantava um dedo, e o próximo país era invadido.  O Japão fora o primeiro, a China o sucedera. Agora restava a Coreia do Sul.

 Capítulo Um – A Guerra.

Para muitos a guerra não era nada mais que algumas mortes insignificantes, para outros era uma afronta à vida, uma afronta a Deus. Todo século era marcado por uma guerra, por muito sangue e muita dor. O século passado havia sido a vez do Gigante Asiático; a China se rebelara contra o Japão, contra a Coreia do Norte e a do Sul. Está última permanecendo imparcial já que seu feitio não eram guerras. Mas as outras... não eram de levar desaforo para casa. E então o Gigante Asiático não era nada mais que entulhos e morte.  

Os chineses finalmente sabiam seu lugar, e se reconstruindo aos poucos, tiveram de se unificar com a Coreia do Norte, se tornando apenas uma 'cidadezinha' reclusa no meio da tirania do Ditador.

O Japão por sua vez, não recebera avisos, foram atacados de qualquer forma e finalmente chegara nossa hora. A vez do irmão deles.

Ninguém explicava o porquê da Coreia do Norte estar fazendo as coisas que fazia. Parecia uma vingança, mas pelo quê? Não costumávamos falar sobre ela nas aulas de história, nossa geração era blindada de qualquer relação com o Norte. Mas todos nós sabíamos que a separação da Coreia havia sido uma das principais razões para toda a represália.

– Baekhyun, por que está aí encarando a janela? – Um dos cientista chamou-me a atenção. Não negaria que era um pouco avoado, sempre cheio de pensamentos e recordações. Não era uma coisa que eu poderia simplesmente controlar, quando eram sempre as memórias que me invadiam sem precedentes.

– Perdão. Estava apenas... pensando. – Curvei-me ao virar para ele.

– Foi de tanto pensar, que chegamos a esse ponto. – Avisou, chamando-me com a mão para acompanhá-lo na caminhada. – Se o Sul tivesse pensado menos e acatado logo as ordens do Norte. Não estaríamos nessa situação.

– Preferia que estivéssemos vivendo naquela tirania, submissos como a China? – Inquiri um pouco indignado, assuntos de guerra me deixavam transtornado e eu por fim deixava que a emoção me guiasse. – Eu prefiro lutar e perder tudo. Morreria com a consciência limpa de que lutei por quem amava e pelo meu país. Mas eu nunca desistiria! – Respondi, patriota, com a palma no peito e o sorriso no rosto. Talvez eu estivesse sonhando demais, preso naquela base subterrânea, fundindo meus ideais aos ideais do meu pai.

Eu sabia lutar, pelo pouco tempo que permaneci como recruta no exército, pensar em estar num campo de batalha fervia minhas veias em expectativa e euforia.

– Não estou dizendo isso, estou dizendo que não deveríamos ter nos separado do Norte, ponto.  – Os mais antigos tinham essa analogia, diziam que tudo poderia ser evitado se tivéssemos apenas nos mantidos calados durante a separação, ou melhor, se tivéssemos impedido de alguma forma, uma coisa que era impossível de ser impedida. Diziam que: Se ninguém tivesse dado força a revolução, talvez ainda fossemos a Coreia, apenas a Coreia. E toda a guerra teria sido evitada.

Mas havia um problema em permanecer apenas a Coreia. E aquele passado ninguém mais queria.

– Sua mente está muito velha, é impossível raciocinar com clareza. – Resmunguei, indo na frente batendo os pés contra o chão.

– Baekhyun, Byun Baekhyun! 

Vivíamos há meses em uma base secreta embaixo da terra, para nossa segurança e para a segurança do projeto. Estávamos trabalhando naquilo desde o anúncio do Ditador norte-coreano. Ele havia dito que por consideração, nos daria tempo para montarmos uma defesa... de adultos.

A Coreia do Sul não tinha mais um ditador – desde a separação, nosso regime de governo havia sido mudado, éramos agora uma democracia e nosso presidente fora assassinado junto com o aviso e a menção da primeira PR. Seu corpo fora pichado com vários dizeres, entre eles haviam palavrões e outras coisas ofendendo sua verdadeira nacionalidade.

Nosso presidente não era coreano, era japonês. O Ditador norte-coreano achava aquilo uma ofensa sem igual e quando pôs seu plano de retomada do Sul em prática, sua primeira ordem foi matá-lo. A morte de Akio Yamamoto deixou não somente sua família abalada, mas desolou toda a população que o apoiava.

– Byun Baekhyun. – Aproximei o crachá da máquina e esperei a porta ser aberta. Aquele laboratório era o principal da base, onde o projeto se desenvolvera como a vontade do ex-presidente.  Haviam outros laboratórios menores por ali, desenvolvendo algumas armas e armaduras próprias para a experiência. – Como ele está?

– Byun? Achei que tinha indo descansar. – Haviam cerca de cinco cientistas no laboratório naquela noite e em todas elas desde que o plano começara. Os gêmeos de 22 anos, Jongdae e JongHan, coreanos, além de outros três cientistas estrangeiros, Jimmy Mackloy, americano, Ralf Furher, alemão e Diana Silva, brasileira. Todos eles foram escolhidos a dedo por mim, capacitados o suficiente para assumirem o projeto se eu não estivesse apto.

– Jongdae achei que fosse mais esperto. – Ralf comentou rindo, arrastando o sotaque continuou. – Baekhyun ama o trabalho dele, literalmente.

– Parem com isso! – Bati o pé no chão, as maças do rosto pegando fogo. – Como ele está? – Voltei a perguntar caminhando até o corpo adormecido em cima da cama.    

– Bem. Estável. Não tenho certeza. – Jongdae respondeu, olhando os batimentos cardíacos na maquina e as anotações na prancheta. – Ele não tem mostrado muito avanço desde a última vez. Deveríamos dar uma carga maior de voltagem.

– Poderia matá-lo. – Diana falou, tirando os óculos de proteção do rosto. – Precisamos dar tempo ao tempo, assim como um paciente em coma. Se tentarmos acordá-lo à força, talvez ele nunca mais acorde.

– Certo. – A última vez que C-61 havia acordado, foi logo que os conectamos aos cabos de força. Permaneceu por dois minutos de olhos abertos, balbuciando, até que dormiu novamente. – Mas... talvez não tenhamos muito tempo. – Peguei na mão quente dele e passei a acariciar seus cabelos negros.

– Quer um momento a sós com ele? – Ralf continuou a zombar.

– Quero. Saiam todos. – Brinquei imitando uma voz raivosa. Todos saíram gargalhando, pedi depois que fossem dormir, pois eu ficaria no laboratório tomando conta de C-61. – Por que você não acorda, uh? Precisa nos ajudar, e não vai fazer muita coisa deitado nessa cama. – Murmurei retirando o jaleco branco para que pudesse me mexer melhor, tomei impulso e subi na cama alta, passando pela barreira que o impedia de rolar e cair no chão durante a noite. – Sinto sua falta. – Me aconcheguei perto de seu corpo, este oscilava de temperatura, mostrando claramente que ele oscilava entre os dois mundos, ficando frio quando estava mais longe, e quente quando estava conosco. – Está bem quente essa noite, uh? Quer acordar, certo? Então abra os olhos. Faz tanto tempo desde que eu os vi. – Os olhos de C-61 não eram castanhos, nem azuis ou verdes, tão pouco pretos. Eram cinza escuro, perto da pupila era mais claro ainda.

Eu não posso descrever com clareza o que sinto por aquilo ou por ele. C-61 é a experiência que promete nos salvar caso a guerra estoure. Ele é uma máquina, era um corpo em seus últimos dias de vida, com um câncer forte de pulmão. Tudo aquilo foi retirado e implantado ferros, fios e engrenagens. Ele ainda continuava humano, por fora, pois por dentro não era nada mais que ferro.

– Quando você decidir acordar, eu vou estar aqui. Só não demore muito, não sabemos quando a guerra vai começar. 

July 22, 2018, 1:05 p.m. 1 Report Embed 0
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Camy <3 Camy <3
Olá! Sua ideia está muito bacana e, mesmo você dizendo nas notas que acha sua escrita meio meh nesta história, eu curti bastante o ritmo dela. Achei confortável de ler. O conteúdo também está muito bacana, acho que esta história tem muito a oferecer. Como você trabalha com pessoas reais da banda exo, a história precisa estar na categoria Fanfiction, não Ação. Eu já alterei isso para você, mas é bom ficar de olho aberto nas próximas ;) Parabéns pelo seu texto!
Aug. 20, 2018, 11:51 a.m.
~

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