Dark Room Follow story

bbraettgo Bbraettgo Taekook

Kim Taehyung era frequentador assíduo da Dark and Wild, uma casa noturna que presa pela liberdade sexual.


Fanfiction Bands/Singers For over 21 (adults) only.

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Pulseira Verde Fluorescente

Estava quente.

A casa noturna estava abarrotada de pessoas. Loiras, morenas, ruivas e coloridas. “Dark and Wild” não era o melhor nome para uma balada, isso é verdade, mas o nome vinha da famosa brincadeira de “apagão” durante a noite e da falta de limites que a casa possuía. Um bom local para sexo fácil e parcialmente grátis, já que a entrada era cara, assim como o cardápio de bebidas. E era por esse motivo que eu era um cliente assíduo, a ponto de ser chamado pelo apelido pelos funcionários da casa.

A casa presava o sexo livre, inclusive incentivava a prática. Na entrada, além do ritual de comprovação de maioridade, revista e cadastro de comanda, era solicitado que os frequentadores versassem sobre sua sexualidade, já que no pulso de cada um era colocada uma pulseira fluorescente que indicava sua orientação sexual. A minha era um tom de azul: homem bissexual ativo.

A brincadeira famosa só acontecia depois das 02:00 e consistia em um alarme alto que avisava que as luzes – que convenhamos, já eram escassas – seriam apagadas, deixando o local em uma completa escuridão. Durante este período tudo que já era permitido era ainda mais livre. Um segundo alarme tocava para sinalizar que as luzes seriam retomadas, dando assim um tempo para as pessoas se reorganizarem ou se separarem, a fim de manter o anonimato de quem havia se atracado na pista de dança. A ideia principal era você pegar e ser pego sem saber exatamente por quem. E eu simplesmente amo essa parte da noite.

Para aqueles que queriam mais privacidade com conhecidos ou com anônimos, podiam desfrutar de um dos quatro dark rooms, dignamente separados por sexualidades – heterossexual, bissexual, mulher homossexual, homem homossexual – para que ninguém fosse abordado de maneira imprópria. Sinceramente, eu preferia frequentar o quarto bissexual, já que lá era mais fácil encontrar caminhos a serem penetrados. Eu não era fã de ser passivo, definitivamente. E hoje não seria diferente.

Entornei o restante da vodka com limão, a quarta dose desde que eu começara a contar. As luzes psicodélicas e fluorescentes ajudavam na manutenção de minha embriaguez, o que eu sinceramente gostava. Olhei no relógio acima das garrafas que enfeitavam a parede do bar, observando que faltavam dez minutos para às 02:00. Estava quase na hora de encontrar a foda da noite. Eu precisava ir à caça.

Depositei o copo, preenchido apenas com a rodela de limão, sob o balcão, acenando com a cabeça para o barman. Jin era o nome do rapaz esguio e de cabelos róseos que sempre me servia doses mais generosas de álcool. Ele era hábil com as mãos, sempre dançando enquanto preparava os drinks.

Deixei a área do bar, que ficava separada da pista de dança. O local era extremamente charmoso, com uma decoração retrô chic. Adentrei a pista lotada de corpos suados. A casa não tinha ar condicionado na área da pista, uma jogada de mestre para que todos suassem ainda mais, e o clima sempre fosse de pós sexo.

Esbarrei em corpos diversos, analisando aquele ou aquela que seria a minha presa da noite. A baixa luminosidade atrapalhava um pouco, no entanto o esquema das pulseiras me ajudava na empreitada de escolha. Hoje eu estava afim de uma pulseira laranja – homem bissexual passivo – ou uma verde – homem homossexual passivo.

Avistei uma pulseira verde bastante interessante, presa no pulso de um rapaz usando uma camiseta branca e um jeans preto deveras apertado. A visão cortada pela luz pulsante dificultava a visão plena daquele corpo. Ele parecia ter uma pele mais clara que a minha e era bastante forte. Quase me perdi nos pensamentos de que ele parecia ser ativo pelo porte físico, chegando a ficar confuso se ele realmente tinha pegado a pulseira de cor certa. Mas foda-se, a cor verde me dava permissão para beijá-lo.

Aproximei-me sem velocidade, não queria ser visto. Parte da graça era não ser reconhecido, ganhar uma noite de sexo fácil e ir embora mais bêbado e mais pobre.

Como um frequentador assíduo do local, eu podia responder com certeza, aquele rapaz de cabelo negro não costumava dar as caras por essas áreas, o que me deixou um pouco inseguro, sobre se ele realmente sabia do que se tratava essa balada. Mas essa insegurança deixou meu corpo na hora que a sirene passou a tocar.

Corpos se movimentavam com rapidez. Todos procuravam estar perto de alguém para se atracar no segundo que a sirene parasse. O tempo era curto e me apressei em aproximar daquele corpo, cheio de veias nos braços e de coxas grossas que agora pude visualizar com mais precisão.

A sirene parou com a mesma velocidade em que as luzes apagaram, deixando tudo em um breu com cheiro de sexo.

Agarrei-o pelo pulso, colocando meu corpo no seu. Sem demora, tomei seus lábios contra os meus, e fui deliciosamente recepcionado pela língua atrevida do rapaz que eu não sabia o nome. Senti quando ele sorriu contra meus lábios. Safado. Safado gostoso.

Minhas mãos apertavam com avidez a cintura malhada do rapaz e pude sentir as mãos dele escorregarem pelo meu dorso, em busca da barra da minha camiseta preta. Mordi seu lábio inferior quando senti os dedos gelados tocarem meu corpo já suado.

Apertei com mais força sua cintura, puxando o tecido fino para cima, eu também queria sentir a pele dele. Toquei sua pele levemente fria, arranhando-o com pouca força. O meu ato o fez arfar contra meus lábios. Eu estava enlouquecendo com aquele garoto insolente.

Aprofundei o beijo com mais voracidade. Eu sabia que nosso tempo estava acabando, mais uma música e a sirene voltaria a tocar. Sentia a ereção entre minhas pernas começar a surgir, o que acontecia com certa facilidade. Eu gostava muito dessa ideia de anonimato e isso por si só já me excitava. Escorreguei meus dedos longos pela barra do jeans apertado. Tão apertado que não permitia a entrada dos meus dedos na região que mais me interessava. No entanto eu pude sentir, ainda que por cima da roupa, que ele estava em uma situação muito parecida a minha. Fácil.

Senti as mãos dele, tocarem minha ereção por cima da calça, fazendo-me gemer em resposta. Ele apertou com vontade, enchendo a mão com meu membro rijo e interrompeu o beijo, deixando-me de boca aberta.

Senti seus lábios macios tocarem meu pescoço, causando-me um arrepio confortável. Ele mordiscou a região com delicadeza, subindo pouco a pouco, até abocanhar o meu lóbulo da orelha direita, fazendo-me delirar. Uma risada soprada fez com que mais um arrepio ouriçasse meus pelos. Ele era gostoso e sabia disso, esse sempre era o pior tipo, arrogante com direito de sê-lo.

– Te encontro no dark room azul – ele sussurrou com uma voz melodiosa e sensual, antes de buscar minha boca novamente. Atrevido demais. Normalmente eu quem fazia essa proposta, e vindo dele eu só podia ter uma certeza, ele era diferente dos demais.

Mas não quis perder tempo pensando no quão sem vergonha esse passivo era. Tão diferente dos demais – tanto homens quanto mulheres – com quem eu estava acostumado a trocar líquidos pessoais. Eu bem queria fantasiar o quanto ele devia saber rebolar e o quanto devia ser gostoso e apertado. No entanto eu não tinha tempo para isso, não naquele momento. Eu só precisava aproveitar o resto da música antes da sirene novamente tocar.

Eu o beijava de maneira desesperada e afoita, como se não fossemos nos encontrar depois, o que sempre era um risco. Queria aqueles lábios sob os meus por mais do que uma brincadeira de apagar as luzes. Eu certamente não o deixaria me esperando no quartinho escuro, e sinceramente, esperava que ele não me deixasse também. Eu queria aquele corpo para mim. Eu queria estar dentro dele. E queria naquela noite.

A sirene voltou a tocar, roubando um gemido manhoso dos lábios do cara de pulseira verde. Ele não queria parar. Eu também não. No entanto, eu manteria meu ritual de não ser visto. Com dificuldade, descolei meu corpo do seu e caminhei meus lábios à sua orelha.

– Te procurarei no dark room azul em dez minutos – eu disse arrastado com minha voz rouca, que eu sabia que costumava agradar as pessoas com quem eu me relacionava, mesmo que por uma noite apenas. Senti o ventinho ocasionado por uma risadinha soprada em minha nuca e sai de perto daquele corpo tão sedutor.

Encaminhei-me a saída da pista de dança. Eu conhecia aquele local com muita propriedade e meus pés me guiavam à saída quase de maneira intuitiva. Logo enxerguei a luz da área externa e andei lentamente até o bar novamente.

– Já encontrou um par, Tae? – Jin me perguntou, já colocando um copo de fundo quadrado, gelo e uma rodela de limão à minha frente.

– Já sim, nunca o vi por aqui – respondi enquanto via o barman me servir uma dose de vodka sem utilizar o dosador. Por isso eu gostava de ser servido por ele e não por Yoongi, já que este não chorava uma gota a mais além dos 50ml que cabiam no dosador.

– Estamos recebendo muitos clientes novos depois da reportagem que saiu na semana passada – ele empurrou o copo em minha direção e depois depositou a garrafa no apoio próprio no balcão.

– Sério? Não vi essa reportagem – dei um gole generoso na minha bebida preferida.

– Acho que todo mundo está um pouco afim de sexo fácil e sem compromisso, acabou o amor do mundo – ele respondeu sorrindo antes de me deixar só, sentado no banco alto de estofado vermelho sangue.

Olhei novamente para o relógio do bar, verificando que já havia se passado sete minutos desde que sai da pista de dança. Rodei o copo em minha mão, com intuito de brincar com o gelo que jazia dentro do mesmo, antes de matar todo o líquido alcoólico. Faço uma careta típica, fruto da ardência causada pelo álcool que rasga minha garganta. Estava na hora de verificar se o rapaz iria cumprir sua palavra de me encontrar.

– Bom, vou lá – grito para Jin que já servia duas garotas com um drink colorido e recebi um sorriso ameno como resposta.

Os dark rooms ficavam na parte de cima da casa, em uma espécie de camarote. Subi as escadas de carpete flanelado, em direção à entrada da área onde as coisas mais erradas e gostosas aconteciam.

Fui revistado por um segurança, já conhecido por mim, que me recebeu com um sorriso malicioso.

– Hey, Tae, vai se aventurar ou já encontrou alguém? – ele perguntou animado, enquanto me entregava uma chave do guarda volumes, afinal, na escuridão do quarto, era muito fácil ser furtado.

– Já encontrei, Nam, alguém que nunca vi por aqui antes – respondi, prendendo a pulseira da chave no pulso.

– Bom sexo então – despediu-se sorrindo malicioso de mim, começando a revistar outro rapaz atrás de mim.

Encaminhei-me à área dos armários. Verifiquei o número na chave que indicava qual armário era o meu. 069. Ri sozinho com a numeração de minha chave, não tinha como não pensar em sexo com aquela chave. A ansiedade de tomar aquele corpo desconhecido sob o meu crescia em meu peito. Era difícil me sentir assim, no entanto, o beijo do rapaz que era uma mistura agridoce de carinho e voracidade me fez viciar de imediato, com a mesma potência da heroína. Queria perder-me naqueles lábios.

A área dos armários, ao contrário do restante da casa, era iluminada e cheia de regras, uma delas era bem clara de que ali não era permitido pegação de qualquer ordem. Os frequentadores mal se olhavam entre si, causando uma sensação estranha em mim, afinal todos ali transaram ou iriam transar com um desconhecido em um quarto escuro numa balada no sábado à noite. Mas apesar de eu estranhar essas formalidades, também me sentia acuado em encarar as pessoas ali, sabendo suas preferências sexuais por meio de um sistema de pulseirinhas. Esquisito, para não pensar outra coisa.

Abri meu armário e depositei objetos pessoais, como comanda, carteira, celular e chave. Tranquei o armário e verifiquei se o mesmo estava bem trancado. Antes de deixar a área dos armários, peguei alguns pacotes de camisinha e enfiei no bolso. A casa que vendia a imagem do sexo casual livre se preocupava com a saúde de seus frequentadores e distribuía camisinhas livremente, dentro de grandes potes de vidro redondos que se assemelhavam a baleiros. Baleiros, com pacotes de balas para gente grande.

Sempre que eu caminhava até a área dos dark rooms me questionava porque raios o dono não assumia o local como uma casa de swing logo? Esse questionamento sempre me acompanhou, e certamente se eu conhecesse os donos do local um dia, essa seria a primeira pergunta que eu faria. Se bem que se fosse assumidamente uma casa de swing, provavelmente eu não frequentaria. Então era melhor manter tudo da maneira que estava e deixar essa pergunta para lá. Meus devaneiam sumiram quando avistei a porta preta a minha frente, com um letreiro azul escrito Dark Room Azul em sua fachada.

Abri a porta devagar, sentindo um bafo quente tocar minha face. O cheiro de sexo era forte e os gemidos altos. Eu já me sentia excitado em ver apenas pontinhos verdes, azuis, laranjas e vermelhos acesos e balançando de maneira descontrolada. Algumas mais baixas, sugerindo um oral. Outras mais altas, o que me fazia fantasiar uma espécie de dominação. Aquele pequeno show de luzinhas coloridas, aquele cheiro peculiar, aquele bafo quente e aquele som excitante. Definitivamente, era meu programa favorito de sábado à noite.

Andei com dificuldade entre os corpos, semi desnudos, rindo sem som quando sentia um corpo estranho e suado tocando em mim sem querer. Naquele mundo colorido eu buscava apenas uma singela pulseira verde fluorescente que não se mexesse em demasia.

Avistei uma pulseira paradinha, na altura do quadril e sorri, poderia ser ele! Fui caminhando e esbarrando em pessoas alheias. Aproximei meu corpo com cuidado, sem me encostar-me à pessoa, afinal, eu não tinha certeza sobre quem portava aquele acessório tão obrigatório naquele local.

– Eu te achei? – sussurrei com o mesmo tom grave, pedindo internamente que o rapaz reconhecesse meu timbre vocal.

Fui respondido de uma maneira gostosa, quando a mão ágil do mesmo me puxou pelo tronco com urgência, selando nossos lábios com a mesma voracidade que outrora. Nesse momento, eu reconheci o gosto daquela boca macia, bem como o nosso encaixe perfeito.

Encostei o corpo dele na parede úmida por conta do suor, sem nenhuma delicadeza, pressionando meu corpo sob o dele com força e desejo. Meu quadril forçava-se contra o dele, fazendo nossas ereções, já despertas novamente, se tocarem por cima dos tecidos das roupas.

Eu movia meu quadril como se estocasse dentro dele, enquanto a mão atrevida dele puxava-me pela camiseta de maneira desesperada. Separei nossos lábios apenas para arfar contra seus lábios, senti-o sorrindo contra o ar quente de minha respiração. Gostoso!

Encaminhei minhas mãos para a mandíbula dele, apertando-a e introduzindo com agressividade meus dois polegares na boca gostosa dele. Senti-o lamber meus dedos com vontade, me deixando ainda mais excitado. Mordi a nuca dele, com certa força. Não estava preocupado se isso deixaria marca no dia seguinte. Recebi um gemido alto e manhoso no meu ouvido que me fez querer morde-lo ainda mais.

Conforme eu mordia – alternando entre mordicadas leves e ações mais violentas – sentia a mão dele invadir minha camiseta, tocando meu tronco suado e quente. Eu estava louco de tesão e sentia que ia explodir. Queria rasgar aquele garoto em dois!

– Eu quero te chupar – ele disse manhoso e baixinho, pertinho da minha orelha. A voz dele me causava arrepios. Há tempos não encontrava alguém tão gostoso e sedutor. Mais um pouco e eu o pediria em casamento. Céus! Eu precisava de controle, ou acabaria gozando na cueca.

Deslizei minhas mãos para o botão de minha calça, desabotoando-a. Ele retirou minhas mãos, colocando-as para trás de meu tronco. Que ousadia!

– Eu assumo daqui – foi tudo o que eu ouvi antes de sentir meu corpo ser virado e encostado com força na parede ocupada por ele segundos antes. Vi a pulseirinha verde próxima à braguilha de minha calça. Senti o zíper ser aberto. Ele se agachou, segurando em minhas coxas, alisando-as e apertando-as com luxúria.

Abaixou minha calça apenas até a altura de meus joelhos. Senti um frio subir pela espinha quando senti a boca úmida e macia atacar-me na virilha. Gosto assim, sem rodeios. Agarrei seus cabelos. Nessa hora eu não ouvia mais outros gemidos, era como se aquele quarto só fosse habitado por nossos corpos, nossos cheiros e nossos sons, completamente sedentos por um sexo casual.

Senti a boca carnudinha roçar em meu pênis coberto pelo tecido em provocação. Apesar de não poder vê-lo – o que sinceramente estava me corroendo pela primeira vez, já que eu queria muito poder ver ele com a boca cheia de mim – podia imaginar que ele sorria. Senti os dentes rasparem no corpo do meu pênis rijo e gemi alto em resposta.

Ele subiu as mãos para a barra de minha cueca box e brincou com o elástico, provocando-me mais ainda. Devagar, foi abaixando a peça, sem liberar meu pênis do tecido incômodo. Eu queria soca-lo. Ah, ele pagaria em breve por toda maldade que fazia comigo, e eu não teria dó de fodê-lo com força.

De repente, senti meu membro ser liberado do aperto maldito da cueca. Antes de conseguir raciocinar, senti a boca úmida engolir meu pênis de uma só vez, de maneira tão profunda que senti o rapaz realizar um movimento de enjoo, mas que não o parou, deixando a boca parada. Que boca grande! Como eu queria ver isso!

Senti-o soltar o ar devagar ao mesmo tempo em que eu senti meu pau ir ainda mais fundo em sua boca, se é que isso era possível. Nesse momento eu descobri que nunca havia experimentado uma garganta profunda de fato. Meu falo, maior do que a média populacional, foi completamente engolido pela boca daquele desconhecido. Um gemido sôfrego saltou da minha garganta e eu senti que era capaz de gozar, mesmo que ele não fizesse mais nenhum movimento.

Em seguida, senti meu falo ser descoberto pela mucosa da boca dele, deixando-me desamparado. Agora sim, eu queria pedir aquela boca em casamento.

Mas o desamparo foi passageiro, pois logo senti sua boca domando-me novamente. Puta que pariu. Eu sentia minhas pernas trêmulas e fracas. Ele chupava meu pênis com vontade, em uma sucção gostosa e bem marcada. De fato, era um profissional. Sugava minha glande e raspava os dentes de maneira leve, fazendo-me sentir uma mistura de tesão e medo. Eu estava tão rendido, que parecia que eu era o passivo da relação.

Senti uma movimentação do corpo dele, sentindo que o mesmo iria levantar, mas não aconteceu. A escuridão não me permitia ver para que tanto ele se mexia, mas antes que eu pudesse fantasiar mais, senti meu membro ser encapsulado pela camisinha! Sim. Foi a primeira vez que alguém colocara a camisinha em mim com a boca. Que experiência diferente e interessante.

Senti seu corpo levantar lentamente, distribuindo beijos indecentes pelo meu corpo. Eu estava inebriado pela sua ousadia. Ele pressionou meu corpo na parede, beijando meu pescoço, fazendo-me rir dessa situação.

– Me fode – sussurrou, sem nenhuma manha, próximo à minha boca. Agora era a minha vez e ele pagaria por todo o sofrimento delicioso que me fez sentir.

Virei seu corpo, colocando-o com o peito na parede. Segurei suas mãos, espalmadas ao lado de sua cabeça, aproximando meu corpo ao seu, roçando minha ereção em suas nádegas cobertas. Mordi sua nuca e distribui selares nada castos pelos ombros.

- Não tire as mãos daqui – ordenei firme e senti os pelinhos da nuca dele levantarem. Eu gostei de sentir aquilo, eu estava tão excitado. Desci minhas mãos, contornando o corpo malhado dele, chegando até o cós calça justa. Abri-a, e a desci até o calcanhar junto com a cueca dele, tamanho meu desespero por tomar aquele corpo para mim.

Agachado, mordi uma nádega de cada vez, ouvindo-o gemer longo e sofrido. Que delícia. Apertei a carne dura daquelas coxas que eram muitos mais gostosas de perto. Eu estava sedento por aquilo, como há muito tempo não ficava.

Sem demora, afastei as nádegas dele com minhas mãos, sentindo-o empinar a bunda em minha direção. Não tão rápido, menino levado. Continuei mordendo e beijando delicadamente cada pedacinho daquela pele anônima. Eu senti ele se remexer em desespero, tanto quanto eu e sorri satisfeito com aquilo. Mas ele tinha que ser paciente agora. Era minha vez de brincar.

Aproximei minha boca do ânus dele, deixando um pequeno beijinho ali, que o fez gemer alto e desesperado. Delicioso. Continuei beijando simples, queria que ele enlouquecesse. Sentir ele se contorcer estava maravilhoso.

Delicadamente, troquei os selares delicados por lambidas velozes. O gemido dele foi muito manhoso e cheio de um sofrimento excitante demais. Eu queria ouvir mais, eu queria provocar mais.

Agarrado a cintura dele, fui aprofundando as lambidas, chegando a penetrá-lo com minha língua teimosa. Nesse momento, achei que ele fosse gozar, já que senti as pernas dele fraquejarem a ponto dele vacilar em pé. Acredito que ele só não caiu porque eu o segurava com firmeza.

Ele tremia. Eu o desejava cada vez mais.

Levantei e pressionei seu corpo novamente, mantendo minhas mãos afastando suas nádegas. Rocei a glande na entrada do rapaz, sem de fato penetra-lo. Eu mantinha um movimento lento de sobe e desce com a glande.

– Eu não aguento mais – ele reclamou entre arfadas, tentando forçar a entrada contra meu pau.

– Eu não ligo – disse firme e sorrindo. Eu queria vê-lo ainda mais louco de tesão. Queria penetra-lo de uma vez só.

– Por favor, mete em mim logo – disse quase choroso.

Mordi sua bochecha – Você prefere assim? – Forcei a entrada de meu pênis contra seu ânus, de maneira bem lenta, arrancando um som sôfrego dos lábios dele, estoquei poucas vezes de maneira lentificada e em seguida retirei meu membro – Ou assim? – Entrei nele de maneira rápida e forte, metendo com vontade e fazendo a voz dele falhar. Mantive esse ritmo por algum tempo e retirei novamente meu pênis de dentro dele.

– Difícil decidir – ele disse rindo fraco – Pode demonstrar de novo?

Puta que pariu! Eu não aguentava mais esse jeitinho arrogante dele, mesmo sabendo que agora eu que estava sob seu comando. Senti meu membro pulsando dentro da camisinha.

Sem demora, repeti a demonstração. Iniciando lentamente, sentindo meu pênis ser engolido pelas paredes do ânus dele. Introduzi até sentir-me completamente dentro dele e retirei devagar. Senti quando ele rebolou gostoso em meu pau, mostrando o quanto queria manter-me dentro dele.

Em seguida iniciei estocadas mais velozes, precisando concentra-me para não gozar e acabar com aquela provocação gostosa que estávamos tendo. Agradeci mentalmente por tê-lo encontrado naquela madrugada, nunca estivera dentro de alguém tão safado como ele.

– Decidiu? – perguntei sensual, mordendo sua orelha em seguida. Nossos corpos continuavam colados e eu sentia a minha camiseta molhada dado o meu suor. O cabelo dele estava igualmente úmido, me deixando ainda mais excitado.

– Me fode com força – ele disse num tom mandão que eu gostei. O mundo devia ser mais povoado com passivos cheio de atitude como ele.

Ri soprado e separei meu corpo do dele, voltando à segura-lo com força, por debaixo da camiseta branca. Introduzi meu pênis com força, estocando com velocidade. Os gemidos dele eram curtos e entrecortados, eram sofridos e desejosos.

Eu arfava com as estocadas, sentindo que eu poderia explodir a qualquer momento. Senti a mão dele tirar uma de minhas mãos de sua cintura, direcionando-a a seu pênis que estava esquecido por mim. Os dedos dele entrelaçados nos meus, pressionaram o membro dele, em uma masturbação que seguia o mesmo ritmo de minha penetração.

Entrei fundo, enquanto ele mantinha-se rebolando, e senti uma contração em torno do meu membro e uma arfada longa escapar dos lábios dele. Eu havia chegado à sua próstata. Ele soltou minha mão e ouvi quando a mesma foi espalmada novamente na parede. Senti-o inclinando seu corpo para trás, numa tentativa válida de me fazer acertá-lo mais uma vez.

Recostei meu corpo sob as costas arqueadas dele e mantive o ritmo da penetração. Eu queria gozar, mas queria que ele gozasse primeiro. Eu mandava ali. Diminui a velocidade e aumentei a masturbação. Queria sentir seu líquido melecando meus dedos.

– Não pare – ele reclamou quando me sentiu aumentar a velocidade de meus dedos ágeis.

Obedeci.

Estava difícil. Manter a velocidade da masturbação, continuar a movimentação dentro dele e ainda assim não gozar como consequência. Sentia meu corpo querer ceder ao prazer, mas eu não podia permitir, não antes dele.

Com a mão livre, agarrei a cintura dele, passando meu braço por sua barriga cheia de gominhos frutos de bastante exercício, segurando-o com força. Ouvi mais um gemido, desta vez, mais comprido que os demais, e em seguida ele se desfez em líquido pegajoso que sujou a própria barriga e melecou a mão que o segurava. Senti o seu corpo pesar, como se quisesse cair.

Larguei seu pênis, mantendo uma penetração lenta, e melequei meus dedos em seu gozo. Levantei seu corpo com certa dificuldade, ele estava mais pesado do que outrora. Levei meus dedos melecados até aquela boca que me judiou, enfiando-os dentro da mesma.

– Sinta seu gosto – ordenei e ele lambeu meus dedos de maneira pecaminosa. Aquilo foi demais para mim. Eu não poderia mais aguentar e já sentia meu membro doer.

Estoquei rápido dentro dele e ele gemia de maneira desesperada. Acredito ter acertado a próstata dele novamente quando o senti querer desfalecer. Mantive o ritmo, sentindo meu corpo retrair e em poucos segundos permiti-me gozar.

Gozar.

Que sensação de alívio supremo.

Era como uma pequena descarga elétrica que começava no pé e subia pela espinha, relaxando todos os músculos presentes no caminho. Naquele momento egoísta, todo e qualquer pensamento abandonava a minha existência, deixando-me em uma calmaria interna. Como é bom gozar.

Senti meu corpo pesar sob o dele e retirei-me do quentinho de seu interior levemente apertado. Colei meu corpo ainda mais com o dele, e ainda ofegante, derrubei minha testa na curva de seu pescoço.

Ficamos em um silêncio de vozes e gestos por alguns minutos. Fui recobrando minha consciência e passei a ouvir os demais gemidos naquela sala escura. Muitos corpos jaziam ali parcialmente nuns e tomados em prazeres casuais.

O corpo começava a esfriar e a nossa respiração regularizava aos poucos. Movimentei-me, abandonando o corpo que era meu até minutos atrás. Desfiz-me da camisinha cheia, amarrando-a em seguida. Senti o desconhecido se movimentar também, provavelmente se recompondo e se vestindo, assim como eu.

Ele se aproximou de minha orelha, deixando uma mordiscada gostosa ali, seguido de um risinho soprado.

– Adorei trepar com você – foi a última coisa que ouvi, enquanto ainda fechava minha calça. Vi a porta ser aberta pouco tempo depois, gerando uma baixa luminosidade e um corpo suado de cabelos negros deixando a sala.

Suspirei.

Por um instante eu quis correr atrás dele, me apresentar, pegar seu telefone. Havia sido uma foda e tanto, que era um desperdício ficar esquecida naquele suor das paredes. Mas eram meus princípios em primeiro lugar. Eu precisava de mais uma vodka antes de relaxar na maciez dos meus cobertores.

Deixei o local com seus gemidos e ar quente. Voltei para a área do guarda volumes e retirei meus pertences dali. Ele se foi, deixando já uma saudade em meu corpo. Queria transar com ele outros dias, outras madrugadas.

Mantive meu silêncio até alcançar o bar novamente. Desta vez não havia banco disponível, então apenas encostei-me ao balcão de mármore gelado – agora ainda mais gelado, visto o suor que umedecia meu corpo – e vi Jin se aproximar, já com o copo na mão.

– Foi bom? – ele perguntou-me enquanto colocava a rodela tão conhecida de limão no copo.

– Nossa, eu casaria com ele – respondi debochado.

– Bem que dizem que amor de pica, bate e fica, não?

– Quem sabe…

Tomei o copo e vi Yoongi se aproximar de nós. Sério e seco como sempre.

– Taehyung? Acho que isso é para você – jogou-me um guardanapo dobrado – um rapaz de cabelo escuro pediu que eu entregasse para um cara de voz grossa, se não for você, bom… agora é.

Vi o barman que parecia odiar seu trabalho se afastar e fitei Jin que tinha um sorriso curioso. Abri o papel cheio de ansiedade.

“Sábado que vem te espero no mesmo dark room azul” 

June 27, 2018, 2:28 a.m. 1 Report Embed 17
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Chonni TK Chonni TK
ahhh eu li no spirit 😍
June 27, 2018, 4:20 p.m.
~

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