What Is Love? Follow story

baeptae ariel .

Lee Minho queria desesperadamente saber o que era, afinal de contas, o amor — mal sabia ele, no entanto, que a resposta poderia estar bem debaixo do seu nariz esse tempo todo. [ minsung x fluffy ]


Fanfiction Bands/Singers Not for children under 13.

#fluffy #Minho #jisung #stray-kids #Minsung #Minsung-Papais-Da-Nação #What-Is-Love? #straykids
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O que é o amor?

Todo mundo já assistiu, pelo menos uma vez em sua vida, aquelas típicas comédias românticas onde a garota termina com seu namorado — geralmente o famoso “babaca” que todos odeiam e querem mais que exploda em um milhão de pedacinhos — e percebe que, na verdade, estava apaixonada pelo garoto nerd, autoproclamado “feio” ou com alguma personalidade forte e nem um pouco cabível ao “grupo dos populares”.

Minho sabia disso melhor do que qualquer pessoa nesse mundo, visto que era um romântico incorrigível e já tinha assistido a mais de um milhão de filmes com a mesma temática batida e clichê, mas que aquecia seu coraçãozinho não importava quantas vezes se deparasse com ela.

O único problema daquela pequena obsessão com comédias românticas Hollywoodianas e K-dramas?

Esse tipo de coisa não acontecia na vida real.

Ou melhor: esse tipo de coisa não acontecia com Lee Minho.

Se a sua vida fosse um grande filme de romance, ele provavelmente seria o amigo do personagem principal que aparece uma vez ou outra na cena, faz alguma observação repleta de sarcasmo e então desaparece pelo restante do filme até que, no final, alguém se lembrasse de sua existência. Ele era o cara que não acabava com a garota quando os créditos estivessem perto de começar a rolar e voltava para casa chorando para ser reconfortado por sorvete e Evanescence no volume máximo.

E talvez essa fosse a parte mais triste de tudo aquilo: saber que, apesar de ver demonstrações de amor todos os dias entre seus amigos (por favor, alguém precisava avisar a Felix e Changbin que ninguém mais aguentava os dois se chamando de “momolado”) e na televisão, Minho não fazia ideia do que era o amor. Nunca havia sentido seu coração fazer “tum tum” e sair pela sua boca que nem nos desenhos animados; nunca havia levantado seus olhos e então percebido que o mundo inteirinho estava em câmera lenta quando aquele alguém olhou na sua direção; nunca havia visto uma pessoa e pensado “essa é a minha pessoa”.

Isso não queria dizer, no entanto, que ele nunca tinha tido nenhum crush — afinal de contas, essas duas coisas não eram mutuamente excludentes. Minho havia tido tantos abismos por outros rapazes que nem mesmo o conjunto dos números reais poderia comportar tamanhas paixonites frustradas, mas nem por causa disso havia achado o amor. E, por Deus, ele queria a coisa verdadeira, não as amostras grátis que a vida gostava de lhe oferecer!

— Que cara é essa, Minho? — Bang Chan, um de seus melhores amigos, sentou ao seu lado no sofá, cutucando-lhe na bochecha. — Levou um pé na bunda de novo?

— “De novo?” — Ele arqueou uma sobrancelha — Meu Deus, eu sou tão miserável assim? Estou vendo que acabarei sozinho numa casa com setenta gatos de pelúcia.

— De pelúcia? — o loiro perguntou, confuso.

— É que eu tenho alergia a pelo de gato.

— Tudo bem então, quem sou eu pra discutir. Mas e aí, se você não levou um pé na bunda, porque está segurando o controle da TV como se fosse usá-lo para assassinar alguém? — Chan arqueou uma sobrancelha. — Você e o Jisung brigaram de novo?

— Nah. Eu apenas estou pensando sobre como ninguém jamais irá chegar para mim e dizer “Você gosta de Messi?” — soltou um muxoxo.

Chan arqueou uma sobrancelha em sua direção.

— Andou assistindo Weightlifting Fairy Kim Bok Joo de novo?

— Sim. Esses k-dramas me fazem pensar que eu nasci com algum erro de fabricação, sei lá. Porque eu não posso viver nenhuma história de amor que nem a Bok Joo, hein, Channie? — choramingou. — Será que o meu cupido decidiu tirar férias e se mandou para o Hawaii?

— Não faço ideia, mas aposto que o maldito deve estar curtindo o solzão e as praias juntinho ao meu.

Minho jogou a cabeça para trás, frustrado.

— Poxa, eu só queria uma pessoinha que fizesse os meus dias mais alegres. Alguém que me escute e segure minha mão quando eu precisar, ou conte piadas idiotas quando perceber que eu estou triste. Sabe, esse tipo de coisa.

— Mas você já tem o Jisung, ora essa. — Bang Chan franziu as sobrancelhas, confuso.

— Mas é diferente, Chan! — Ele tacou um travesseiro no amigo — Somos melhores amigos, não namorados. Quando um namorado faz essas coisas, é diferente!

— Diferente como?

— Não sei, só… diferente! — Jogou os braços para cima. Nem mesmo ele conseguia explicar. — Eu sei que o meu gostar do Jisung é diferente do gostar dos filmes, Chan. Acredite em mim, eu sou PhD nessas coisas.

— Tem certeza?

— Absoluta.

Bang Chan se remexeu no sofá, subitamente bastante interessado no rumo que essa conversa estava tomando.

— Então como é esse “gostar” dos filmes?

— É isso que eu quero saber — o Lee correu uma de suas mãos pelos seus cabelos castanhos, desorganizando-os — Acho que a minha monografia vai ser: “Afinal de contas, o que é o amor?”.

— Ótima ideia — o loiro riu nasalado, o leve sotaque australiano presente em cada sílaba — E qual a sua teoria para explicar tudo isso?

Minho parou alguns minutos para pensar, incerto.

— Na minha opinião, o amor não é uma coisa, mas sim uma série delas. É poder confiar naquela pessoa e despejar todos os segredos da sua alma sem preocupações. É ter gostos parecidos, mas, também, discordar em várias coisas. É gritar, brigar e então fazer as pazes, só porque um não consegue viver sem o outro, tendo defeitos ou não. É passar uma tarde inteira em silêncio e, só de ter o outro ao seu lado, se sentir completo. É não precisar dizer “eu te amo” jamais, porque as ações por si só podem demonstrar isso. Às vezes até um “você é um idiota” tem mais significado que um “eu te amo” qualquer.

Quando ele por fim terminou, com as bochechas queimando e o coração acelerado, notou que Chan tinha um sorriso enorme em seus lábios. O rapaz lhe lançou um olhar longo e demorado antes de dizer:

— Será que você não percebeu que já faz tudo isso que me falou com o Jisung?

Minho piscou duas vezes, sem conseguir assimilar aquilo.

— Não… você está enganado, Chan. Nossa amizade não é desse jeito.

— E ela é como?

O mais velho lançou um olhar enfezado para o outro, comprimindo sua boca em irritação. Sem conseguir pensar em nenhuma resposta, levantou-se e apontou um dedo bem na fuça do Bang.

— Você é um péssimo pseudo-cupido, Chan. Ou seja lá o que foi que você estava tentando fazer aqui.

Enquanto o loiro gargalhava, Minho marchou a passos largos até a cozinha. Sentando-se no balcão, seus olhos reconheceram a figura esguia e “apertável” que estava fazendo ovos mexidos de imediato: Han Jisung.

O próprio dito cujo de quem estavam falando.

— E aí, Minho? — cumprimentou — Cansou de assistir seus filmes melosos?

— Cala a boca que você ama meus filmes melosos. Assiste todos comigo — pirraçou, colocando a língua para fora.

— Não, eu amo você — disse brincando, como costumeiramente faziam.

Dessa vez, no entanto, algo foi diferente. Sentindo as palavras de Bang Chan lhe atingirem com força na boca do estômago, Minho ficou subitamente sem ar e sentiu as bochechas esquentarem. Não queria pensar em Jisung como nada mais que seu melhor amigo, afinal de contas, seria problemático se desenvolvesse qualquer tipo de “quedinha” pelo rapaz, contudo…

— Que cara é essa, Lee? Não está se sentindo bem? — o mais novo perguntou, se aproximando de si com aquele típico sorriso que iluminava todo o seu rosto.

— Estava apenas me perguntando sobre o que era o amor — disse, até porque não era de todo uma mentira.

— E aí? Conseguiu descobrir? — perguntou.

Por alguns segundos, ele apenas encarou o Han sem resposta. Nunca havia pensado no outro como mais que um amigo, mas, agora que Chan havia plantado a maldita ideia em sua cabeça, percebeu que Jisung era a única constante em sua vida. Toda vez que ponderava sobre o futuro, era a imagem dele — todo cheio de risos e piadas sem graça — que aparecia primeiramente em sua mente, embora nunca tivesse se perguntado o porquê.

“O que Jisung estaria fazendo? Será que podemos conversar? Oh, eu aposto que ele adoraria se eu comprasse isso aqui para ele!”. Eram pensamentos desse tipo que inundavam sua mente todos os dias, e talvez houvesse demorado um pouquinho demais para que percebesse que não era apenas o simples “poder da amizade” que os unia tão fortemente.

No final das contas, era bem capaz que seu cupido tivesse pedido demissão depois de perceber o quão lento o tal “Doutor na Ciência do Amor” — também conhecido como Lee Minho — conseguia ser para não perceber o que estava bem na sua cara.

Minho queria saber o que era amor — e olhando Jisung nos olhos, desconfiou que, talvez, já tivesse sua resposta desde o começo.

Então era isso...

Ele sorriu antes de respondê-lo.

Acho que sim.

June 26, 2018, 9:16 p.m. 1 Report Embed 8
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Nessa Chan Nessa Chan
Olha q eu já tinha lido essa fic no spirit e adorei!!! É um prazer reencontrar ela por aqui. Tô tentando me acostumar com a plataforma, é mt doida, então espero q isso vá!! 😘😘
June 29, 2018, 1:08 p.m.
~

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