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E naquela noite, Ten queria apenas esquecer todos os problemas que rondavam sua mente, e focar nas grandes mãos de Yukhei percorrendo seu corpo com carinho e delicadeza. [ yukten ◈ pwp!soft ◈ ten!bottom


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

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Short tale
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envergonhado

O Wong tentava manter as mãos quietas em seus bolsos, mas Chittaphon não facilitava, correndo de um lado para o outro do parque de diversões com aquele sorriso radiante que iluminava a noite toda, como se as estrelas tivessem perdido seu brilho e os dentes branquinhos do tailandês fossem as mais belas constelações a serem admiradas. Yukhei amava.

Foi com brilho no olhar que Ten o convidou para a roda gigante, e lá, as estrelas pareciam ainda menos iluminadas. O Wong não sabia dizer se era paixão, ou se realmente o céu estava nublado, sabia apenas que gostava de como estava vendo as coisas. Ten parecia uma bela pintura sorridente. Ao mesmo tempo que era difícil ver suas feições com clareza, ele estava mais lindo que nunca. A pele alva em contraste com as roupas escuras e os cabelos negros desajeitados por culpa do vento que dominava a cidade no fim da tarde, dando indícios de que o outono se aproximava.

— Yukhei?

— Sim — respondeu em um murmúrio baixo, quase inaudível.

— Você... — o menino riu, parecia nervoso, e de fato estava. Seus dedos tremiam, e Yukhei sabia que não era frio. Em um ato calmo,colocou sua mão por cima da do tailandês que sorriu e estremeceu levemente com o contato obtido. O Wong pôde vê-lo respirando profundamente, criando coragem e até mesmo tomando fôlego, pois imaginava que, se Chittaphon parasse de falar, ele não conseguiria prosseguir a frase. — Quer ir pra minha casa depois daqui? Pensei que como está tarde e você mora longe, seria melhor que dormisse lá para não ter que andar pelas ruas sozinho a noite… — Yukhei sabia que não era o único motivo, pela vermelhidão nas bochechas de Ten, mas não disse nada, apenas passou um de seus braços por cima dos ombros do mais velho e sorriu, assentindo, e foi o suficiente para que Ten entendesse e quisesse esconder a cabeça na curvatura do pescoço do mais novo.

Ten ajeitou seu corpo no do Wong de forma que seus ombros tocassem o peito do rapaz consideravelmente mais alto. Sua cabeça tocava o queixo de Yukhei e sorriu ao receber um leve cafuné nos fios negros e embaraçados.

A cadeira onde se sentavam subia e descia lentamente com uma musiquinha leve, sem letra, algo assemelhado a uma melodia de piano, tocando e deixando o clima entre os dois confortável. O calor dos corpos deixava tudo mais gostoso, como se fosse uma bolha frágil, onde nenhum dos dois se arriscava a falar e estourá-la.

— Ei, Ten… — chamou — você tá bem?

— Sim — respondeu com um sorrisinho, erguendo o olhar e encarando os olhos castanhos de Yukhei — por que pergunta?

— Está quieto… — passou os dedos pelas bochechas coradas de Ten vendo-o arrepiar pela temperatura baixa de seus dígitos.

— Não é nada, sério.

— Tudo bem então… — Yukhei murmurou.

Logo, as voltas tinham terminado e os rapazes desceram do brinquedo de mãos dadas, e bem próximos um ao outro, tanto pelo frio, quanto para que qualquer um que passasse não reparasse nas mãos dos dois. Era um pedido de Ten.

Yukhei não se importava com o que os outros pensariam, também, era mais novo que Ten, não teria muito a perder, por outro lado, Chittaphon era mais velho e já trabalhava em uma empresa de música como coreógrafo, era muito bom e conhecido pela mídia, não podia deixar que qualquer deslize encerrasse sua carreira apenas porque algumas pessoas intrometidas se achavam no direito de meter-se em sua vida e opinar sobre quem Ten deveria amar.

Yukhei estava no início da faculdade de artes cênicas. Sonhava em ser ator, diziam boas línguas que levava jeito para coisa, e era algo que amava, logo, tentaria, caso desse errado, trancaria o curso e iniciaria uma nova faculdade. Era um garoto esperto, conseguir vaga em qualquer universidade não era mais difícil do que comprar um café no starbucks.

— Quer ir pra casa agora, ou ainda quer andar um pouco mais? — Ten perguntou.

— O que você preferir… — sorriu ao ver que Ten nada disse e apenas aumentou o aperto em sua mão, continuando a caminhada. — Ten? — O rapaz parou e olhou-o. Visto que estavam em uma parte mais afastada de todas as atrações, e, consequentemente longe de grande parte das pessoas que rondavam o local, o Wong arriscou-se a deixar um pequeno selar nos lábios finos e rosados do tailandês que roubara seu coração mêses atrás, e se recusava a devolvê-lo.

Chittaphon riu nervoso, porém com um pequeno sorriso tímido brotando em seus lábios, como o nascer do sol em dias nublados. Ele está lá, você sabe estar vendo o brilho amarelado e sabe de onde vem, porém ele se recusa a aparecer por completo e explanar toda sua exuberância.

Ten era exuberante, porém de uma timidez incalculável. O lugar onde mais demonstrava seu verdadeiro “eu”, aquele “eu” que Yukhei queria conhecer mais a fundo e se esforçava para aquilo, o “eu” que habitava o estúdio de dança… o “eu” que apenas aparecia em meio às letras de uma canção onde a batida tornava-se a pulsação do coração do rapaz moreno, e a melodia, o circular de seu sangue. Yukhei queria também despertar “aquele” Ten.

— Vamos indo para casa, o que acha? — Ten sugeriu entrelaçando os dedos dos dois de forma calorosa – coisa que já era vista ali como uma bela evolução – e guiando os dois corpos em direção ao estacionamento, enquanto com sua mão livre, buscava no bolso da calça, as chaves.

Dirigiram em silêncio, alguma música qualquer tocando no rádio. Nenhum dos dois conhecia, mas ninguém mudou de estação ou quis colocar algum CD. Mesmo em silêncio, não estava desagradável. Ten estava lá e Yukhei também, e os dois estavam bem, e não precisavam manter uma conversa para mostrar isso, eles apenas estavam ali, e já era suficiente.

— Tu gosta de mim mesmo? — Ten soltou assim que estacionaram em frente ao portão de sua casa.

— Gosto — Yukhei ao menos pensou, foi direto e reto; era uma resposta simples de se dar, afinal.

Chittaphon respirou fundo, e por um segundo, o Wong pensou que levaria um fora. Fechou os olhos pronto para receber as ríspidas palavras, porém a única coisa que sentiu, foram os lábios do mais velho pressionando os seus com timidez, porém ainda sim, Ten havia tomado a iniciativa.

Yukhei estendeu a mão em direção a coxa do mais baixo, e com cautela para que não parecesse apressado demais, apertou seu interior com a ponta dos dedos, sentindo os músculos das pernas de dançarino.

Logo, o que era apenas um simples selar conseguiu deixar o carro quente. A língua de Yukhei percorria de maneira afobada a cavidade da boca de Ten, e o tailandês perdia a vergonha aos poucos, erguendo a mão até a bainha da camiseta do Wong e passando os dedos por baixo dela em sua cintura.

— Ten… — Yukhei ofegou — vamos entrar? — Finalmente propôs ao encerrarem o beijo pela última vez, porém ainda assim, mantendo os rostos próximos, as testas coladas e as respirações mesclando-se uma a outra.

— Vamos — sussurrou. Os olhos fechados, lábios entreabertos, pele quente, arrepiando-se a cada mínimo movimento do rapaz mais novo. Yukhei respirava rápido, e assim que Ten permitiu que entrassem em casa, abriu a porta do carro e dirigiu-se até a do mais velho, abrindo-a e puxando o tailandês para fora do veículo sem muita delicadeza. Ten arfou.

Yukhei bateu a porta do carro com menos delicadeza ainda, empurrando o corpo do mais velho contra os vidros do carro. Ten riu baixo, quase suspirando. Yukhei estava apressado.

— Vamos com calma, há um quarto lá em cima nos esperando… — O Wong pode ver a vermelhidão nas bochechas do mais baixo e sorriu largo. Olhou fundo nos olhos do rapaz e levou sua destra para os cabelos negros de Chittaphon, acariciando os fios curtos de sua nuca, brincando com sua orelha, a canhota acariciando suas maçãs do rosto, nariz, e os dígitos quentes passando pelos lábios entreabertos.

Ten beijou os dedos que tocaram sua boca com vergonha. Os olhos fechados.

Yukhei aproximou ainda mais os rostos, os lábios roçando-se aos de Ten tão levemente que chegava a fazer cócegas.

— Você está bem? — Sussurrou tão baixo que pensou em repetir. Ten apenas meneou a cabeça positivamente, levou as mãos até as costas do Chinês, seguindo a espinha com os dedos, subindo e descendo por cima da camisa de forma tímida. Yukhei achou fofo. Ten aninhou o queixo na curvatura do ombro do mais alto com certa dificuldade, mas sentiu-se seguro ali. Abraçou o corpo largo e alto do Chinês e sentiu-se bem. Riu com o que pensava em fazer com Yukhei, porém riu mais ainda quando percebeu que não teria coragem.

Queria que Yukhei lesse sua mente.

Os lábios do chinês desceram a linha do maxilar de Ten beijando cada centímetro de pele por onde seus lábios passavam até chegarem no pescoço, beijando com calma, mordiscando levemente e sugando a pele e mantendo-a entre os dentes por alguns segundos antes de soltar. Ten arfava. O peito subindo e descendo com rapidez, erguia o corpo e ficava na ponta dos pés por alguns segundos procurando mais contato antes de seus dedos se cansarem e voltar a tocar o chão com os pés por inteiro.

Yukhei adorou as reações que causou e se esforçava para que o tailandês as tivesse novamente, de forma cautelosa para que não fosse rápido demais.

Não se importavam se pessoas passavam na rua e os olhassem, nem ao menos Ten. Não ligavam para carros e nem para os vizinhos que talvez pudessem estar encarando a cena das janelas de forma abismada.

Yukhei apalpou o bolso traseiro da calça de Ten a procura das chaves para abrir a porta da casa, logo encontrando em um chaveiro pequeno junto da chave do carro.

Puxou o corpo do mais baixo sem se soltarem. Seguiram de mãos dadas até a porta e lá Yukhei pressionou novamente o mais velho contra a madeira da porta, beijando suas bochechas enquanto sem olhar, procurava destrancar a porta.

Esbarraram em alguns móveis, derrubaram alguns porta retratos, e Ten mal ligava, sabia apenas rir e explorar as costas largas de Yukhei com as mãos. Vez ou outra arranhava a pele branca buscando deixar marcas, porém medindo a força para que não o machucasse.

Sem perceberem, logo estavam na cama. Yukhei por cima, beijando o pescoço branco do tailandês com vontade, a língua percorrendo desde o maxilar até a clavícula coberta pela blusa pesada que agora parecia quente demais para a ocasião. Yukhei pareceu perceber, pois logo seu rosto pairava logo acima do de Ten, e os dedos antes preocupados em puxar os cabelos do tailandês tentavam de forma desajeitada remover a grande blusa de frio que cobria o corpo do mais velho. Finalmente conseguiu remover a peça de tecido grosso e teve melhor acesso à cintura fina do rapaz mais baixo, tocando-a com as mãos grandes e sentindo Ten arfar logo abaixo de si.

— Você é tão lindo, hyung… — ele divagava devoto, sorrindo bobo para as bochechas coradas do mais velho antes de descer o rosto pelo peitoral ainda coberto por uma camisa fina. Ten parecia congelado, não movia nem ao menos suas mãos. Quando Yukhei chegou em sua virilha, também ainda coberta pela calça, o corpo do tailandês endureceu de tal forma, que foi capaz de assustar Yukhei, pensando que talvez o tivesse machucado.

Subiu o rosto novamente e encarou os olhos do mais velho, que não conseguiram sustentar os seus por muito tempo. Ten estava morrendo de vergonha, e Yukhei não sabia se achava a coisa mais fofa do mundo, ou se tentava amenizar a situação.

— Ten, está tudo bem? — Perguntou por fim, recebendo um menear positivo por parte da cabeça do mais baixo. Yukhei, considerando o imenso constrangimento do tailandês, se debruçou sobre ele outra vez, beijando os lábios fininhos com calma e suavidade enquanto, sorrateiramente deslizava as mãos para dentro da camisa alheia, sentindo a pele quente se arrepiar sob seus dedos.

À medida que subia as palmas pelo tronco sem muita definição, levava junto o tecido de algodão, sem conseguir conter o sorriso largo que se espalhava por seus lábios.

Ten desviava o olhar e mordia os lábios, evitando encarar diretamente Yukhei. Suas bochechas encontravam-se completamente avermelhadas e vez ou outra sentia fortes fisgadas em seu baixo ventre, ao mesmo tempo em que um frio estranho em sua barriga se instalava de forma que o deixava querendo mais, mesmo que fosse tímido demais para admitir ou pedir.

Yukhei sabia que não deveria parar. Com a mão esquerda, entrelaçou os dedos com os de Ten, e com a direita, pegou a equivalente do tailandês e levou-a até seu peitoral coberto pela camisa de botões, trilhando os caminhos da costura da peça de roupa com os dedos trêmulos do mais velho, sorrindo quando o rapaz tomava a pouca coragem que parecia lhe invadir e movia os dedos levemente para tentar ter maior contato.
O chinês sorria a cada centímetro que conseguia percorrer com a mão de Ten sem relutância. Tomando mais liberdade, guiou a palma de Ten para dentro de sua camiseta. O tailandês fechou os olhos e suspirou alto pelo contato contra a pele macia e quentinha de Yukhei, que também respirava de maneira pesada, o que fazia com que sua barriga subisse e descesse com velocidade.
Ten espalmou os dedos no peitoral de Yukhei assim que sentiu sua mão chegando perto do pescoço de seu parceiro. Prendeu a respiração e fechou os olhos com força. Os lábios crispados e os dentes raspando uns contra os outros com força, quase fazendo barulho.

— Ten… — O Wong murmurou. — Vamos com calma, entendeu? Se quiser parar, pararemos.

— C-certo — O rapaz gaguejou, e em seguida odiou-se por isso.

Yukhei sentou nas coxas de Ten para desabotoar a própria camisa enquanto observava a expressão desejosa no rosto do mais baixo.

Ten mordia os lábios e vez ou outra lambia os mesmos. Yukhei via também o pomo-de-adão do mais velho subindo e descendo quando engolia em nervosismo, e via também o volume aparente que vinha das calças do rapaz, sorrindo levemente para não deixar claro qual região do corpo do moreno encarava.

Ten passava os olhos pelo tronco branco e imaculado de Yukhei, pensando em mil coisas para fazer, mil artes e duas mil pinturas para deixar na derme morna do rapaz. O tailandês não suportava ao menos pensar sem corar e ter que desviar o rosto. Pensava que Yukhei poderia desvendar todos os mistérios, todos os medos que escondia se sustentasse a encarada do chinês por mais de alguns segundos — não que tivesse algo obscuro guardado em seu interior, só não queria ser considerado alguém raso, vazio.

— Ten — Yukhei chamou, porém foi ignorado. — Ten — chamou novamente, dessa vez em um tom de voz mais firme, com mais convicção. Ten olhou. — Preste atenção, olhe para mim: não há nada de que se envergonhar. Olhe para mim. — O mais velho olhava. Engolia em seco, fechava os olhos e desviava o olhar, porém parou, fixou os olhos no pescoço de Yukhei e ali ficou. — Olhe, meu corpo não é tão diferente do seu. Passe as mãos. — Com cautela, tomou as palmas do tailandês em suas mãos e guiou-as por toda a extensão de seu peitoral, percorrendo de seu pescoço, até seu tórax. Foi onde os dedos de Ten tremeram. Yukhei arfou. Desceram até a barriga do Wong, e de lá, até seu ventre. Ten fechou os olhos e engoliu em seco. Yukhei entendeu o recado e não moveu mais as mãos do rapaz.

— Tudo bem?

— Sim… — sussurrou.

Tomando coragem, soltou-se do toque do chinês e levou as mãos aos ombros de Yukhei, puxando-o para baixo, para que pudesse ter os lábios do mais novo colados aos seus.

Ten sentia seu estômago se embolar, e em um ato de coragem sussurrou.

— Yukhei, eu quero. Você sabe o que fazer, não? — e Yukhei não respondeu. Selou os lábios com os de Ten de forma singela, e sorriu. Sorriu de maneira carinhosa, alegre.

Pacientemente, levou as mãos até a bainha da camiseta do tailandês, e calmamente adentrou-a com os dedos mornos. Ten arfou. Enquanto os dedos subiam pelo peitoral do mais velho, Ten fechava os olhos e mordia os lábios. Yukhei sorria ao ver todas as expressões e reações que causava no namorado.

Quando passou do meio de sua barriga e quase chegava em seus mamilos, sentiu a pele toda do garoto abaixo de si arrepiar-se. Abaixou a cabeça e, seguindo a trilha de pelos finos e negros que vinha de dentro de sua calça até seu umbigo, beijou toda a extensão de pele que ali existia, vez ou outra, se arriscando a mordiscar o local e passar a língua. Ten não contia finos gemidos de prazer causados pelas ondas de arrepios que percorriam seu corpo, e os sons que o rapaz fazia eram todo o incentivo de que Yukhei precisava para prosseguir.

O tailandês agarrava-se aos lençóis e quando Yukhei finalmente chegou aos mamilos do moreno, não conteve um longo gemido de aprovação.

A boca do chinês trabalhava com maestria enquanto a mão direita não ignorava o mamilo correspondente a seu lado, massageando-o e sentindo-o duro, enquanto a língua fazia o trabalho no esquerdo. Ten perdia a vergonha aos poucos e logo suas mãos estavam nos cabelos de Yukhei, apenas acariciando os pelinhos curtos em sua nuca e vez ou outra puxando os mais longos do topo de sua cabeça de maneira delicada, apenas pra dizer não pare, prossiga.

Yukhei gostava.

A mão grande de Yukhei desceu de seu mamilo até a cintura fininha do mais velho, e ali, em um ato mais ousado, apertou-a, enquanto com a boca ainda colada ao peito do namorado, sugou a pele delicada com força, prendendo-a entre os dentes por alguns segundos antes de finalmente liberá-la da pressão exercida.

Ten gemeu alto e contínuo. Yukhei fechou os olhos apreciando o gemido do namorado e sorriu ao final de tudo, não segurando-se de vontade e beijando-lhe a testa, o nariz, bochechas e lábios com gosto. Força. Quase pode sentir o gosto férreo de sangue.

Em um rápido ato, terminou de remover a camiseta de Ten por cima de sua cabeça, puxando-a de seus braços, onde também deixou selares demorados que iam de seus dedos até seu antebraço, e seus ombros, chegando a clavícula, onde marcou com chupões, lambeu a pele, e sentiu o cheiro bom de Ten. Colocou a língua para fora, passando tudo o que conseguia nos ombros do tailandês, pressionando o músculo molhado em sua pele. Ten riu quando o Wong chegou em seu pescoço, fazia cócegas.

O tailandês tomou coragem e empurrou levemente o tronco do menino para trás, e logo o chinês entendeu o recado, invertendo as posições. Recostou-se na cabeceira e Ten em seu colo. Yukhei levou as grandes mãos para as coxas cobertas pela calça do tailandês, e grunhiu ao apertar a fartura da carne por entre seus dedos, vendo o mais velho sorrir contido e fechar os olhos, apreciando o contato.

O chinês logo levou suas mãos até a bunda de Ten, apertando com força o local e sorrindo ao ouvir um engasgo preso na garganta do mais baixo.

— Yukhei… — arfou.

O mais novo adorou o que ouviu, porém ao invés de apertar novamente, decidiu simplesmente observar o belo corpo de Ten agora que a claridade que entrava pelas cortinas o ajudava a enxergar com mais clareza cada detalhe do rapaz de pele alva.

Observou desde os cabelos negros bagunçados, até os lábios inchados pelos beijos e os olhos repletos de luxúria e vergonha. Radiante.

O pescoço continha algumas marcas avermelhadas e o pomo-de-adão de Ten subia e descia conforme respirava com força, puxando o ar fortemente. O Wong encarava também os belos ombros largos e finos, onde alguns ossos acabavam por aparecer por causa de sua magreza — Yukhei insistia de que o rapaz precisava engordar um pouco, porém Ten acabava por não ligar, estava feliz de seu jeito. — e o peito, onde também havia algumas belas marcas deixadas pela boca majestosa de Yukhei.

Com delicadeza e a maior calma do mundo, levou as mãos até o zíper do jeans do rapaz, e dessa vez não houve relutância. Ten fechou os olhos e respirou fundo, descansando as mãos no peito do mais novo enquanto esse removia suas calças lentamente, roçando os grandes dedos nas coxas brancas e gordinhas, bem definidas pelo trabalho do tailandês. Yukhei achava o corpo de Ten uma belíssima obra de arte esculpida especialmente pelo mais talento dos artistas. Uma obra digna de ter sido feita Michelângelo, exalando leveza, selvageria e a graciosidade. Ten era uma divindade.

Yukhei abaixou a cueca do tailandês, e ouviu um suspiro alto.

— Posso continuar? — Questionou baixinho, tocando o membro rijo do garoto em seu colo, Ten assentiu.

Yukhei esfregou o polegar na glande úmida pelo pré-gozo que exalava do pênis do mais velho, e com calma, iniciou uma masturbação calma, arrancando gemidos baixos e sôfregos do mais velho que tentava manter-se parado no colo do Wong.

Quando os movimentos iniciaram-se rápidos, padronizados, Ten não segurou mais nenhum som. Gemia baixo, arfava, agarrava os braços de Yukhei com força e o arranhava com suas unhas curtas. Nenhuma palavra saia da boca de ambos os garotos. Tudo era ali e agora, não havia exteriores, não havia vizinhos, não havia mais vergonha, mesmo que Ten ainda estivesse acanhado o bastante para não tomar iniciativa de nada e apenas aceitar os carinhos que recebia do mais novo de bom grado.

Yukhei não se demorou demais ali, abraçando as costas do tailandês com o braço e deitando-o na cama, ficando por cima, voltando a beijar seus lábios, porém dessa vez, com volúpia, e um tanto até de agressividade. Puxou os cabelos negros do rapaz e beijou seu pescoço exposto, marcando o local com um forte chupão. Desceu a cabeça e logo estava de frente com seu membro ereto.

Tomou-o em seus lábios iniciando os movimentos de sucção com força e rapidez, engolindo quase todo o comprimento do membro alheio, passando a língua pela glande e por fim, acariciando seus testículos com as pontas dos dedos grandes.

Ten revirava os olhos em puro prazer, gemia alto e mordia a mão para tentar abafar alguns dos sons mais vergonhosos – os achava vergonhosos – que nem percebia Yukhei amar ouvir.

Não se demorou demais ali, terminando de descer a cueca do rapaz e jogá-la do outro lado do quarto, virando-o de costas com carinho e massageando suas nádegas, pedindo permissão em um sussurro para tocá-lo naquela área, coisa que o mais velho permitiu com um menear de cabeça e seu pênis vibrando em expectativa.

Yukhei respirou fundo e beijou-o desde sua nuca, descendo por sua espinha, até as nádegas branquinhas do rapaz, apertando levemente o local com as mãos grandes que, ao espalmarem-se na bunda de Ten, cobriam quase todos os centímetros da pele bonita do rapaz,

Yukhei deixou o rapaz na cama e esticou seu corpo em direção ao criado mudo, procurando ali lubrificante e camisinha – camisinha tinha uma em seu bolso por precaução, mas sabia que seria mais cômodo com lubrificante também, e se visse uma ali, para que usar a sua?

Encontrou logo o que procurava, e até mesmo pensou em comentar em como o mais velho parecia preparado apesar de sua vergonha e relutância em tirar a roupa, mas sabia que o garoto ficaria desconfortável com tais palavras, por isso as conteve.

— Bebê, podemos continuar? — Quis ter certeza antes de iniciar qualquer movimento, e algo que o encorajou mais ainda a prosseguir, foi Ten respondendo, dessa vez com palavras.

— Sim. Confio em você — sua voz estava firme, realmente confiante, porém repleta de anseio.

Yukhei molhou os dedos com o gel lubrificante, jogando um pouco também na entrada do mais velho, inserindo ali o primeiro de seus dígitos, mexendo-o levemente e vendo Ten remexer-se um tanto desconfortável com aquele pequeno volume dentro de si. O segundo dedo logo foi inserido, e Ten grunhiu baixo em desconforto e fechou os olhos enquanto Yukhei mexia seus dedos em movimentos de vai-e-vem lentos, fazendo pequenos movimentos em de tesoura em seu interior. Abria os dedos lentamente, pouco, e ouvia gemidos contidos por parte de Ten, coisa que o agradava imensamente. Sabia que não deveria comentar nada sobre, afinal o rapaz já estava constrangido o suficiente, e sabia que se não fosse carinhoso, não seria bom para nenhum dos dois.

— Tudo bem? — Yukhei sussurrou e Ten assentiu.

Com isso, decidiu que deveria prosseguir com mais intensidade, estocando lentamente Ten com seus dedos. De forma calma, quase como se não quisesse ser percebido ali, e com carinho, aumentou a velocidade com calma, até que Ten não se incomodasse tanto com a presença de seus dedos em seu interior.

— Podemos prosseguir? — Sussurrou novamente, e Ten abriu os olhos, e com uma confiança que o Wong jamais pensou que o mais velho pudesse ter, puxou-o pela nuca e beijou-o com força, chocando os dentes, coisa que fez Yukhei arrepiar-se e sentir espasmos de dor em sua boca, porém riu do jeito afobado de Ten. — Tomarei isso como uma afirmação.

Com calma, abriu o pacote de preservativo e com certa dificuldade, conseguiu vestir. Em seguida, usou as mãos para separar mais as penas de Ten, e sorriu ao ver que o tailandês não tampou o rosto e muito menos fechou os olhos. Ele estava atento, queria aproveitar aquele momento tanto quanto o chinês, e finalmente Yukhei via isso, e agradecia por estar dando prazer ao namorado.

Com cautela, inseriu seu membro, de forma lenta, sendo acompanhado de um gemido lento, grosso e arrastado que durou até que estivesse por completo inserido no interior de Ten, que continha algo assemelhado a dor em seu rosto, mas que após alguns minutos já havia desaparecido, dando lugar a mais profunda luxúria e prazer. Rosto que se contorceu no mais sincero deleite assim que seu corpo recebeu a primeira estocada. Profunda e certeira.

Yukhei ia com calma, estocava lentamente e não era na intenção de provocar ou ver o mais velho lhe implorando por mais, só não queria machucá-lo.

Com o passar do tempo, sabia que o desconforto já havia passado por completo, e com isso, iniciou realmente estocadas prazerosas e que fizeram Ten arquear as costas e fechar os olhos, mordendo os lábios em deleite.

Agarrou os lençóis com uma mão enquanto a outra puxava os cabelos de Yukhei, acariciava seu rosto e arranhava-lhe as costas, deixando vergões vermelhos em toda a extensão de pele que ali existia. Yukhei gemia baixo, arfava e sorria largo a cada demonstração de prazer pelas feições do tailandês.

Ten sentiu lágrimas escorrendo de seus olhos quando Yukhei acertou-lhe a próstata pela primeira vez. Um gemido alto saiu de sua garganta, rouco e arrastado, e Yukhei entendeu, continuando a acertar aquele mesmo ponto seguidas vezes, vendo cada vez mais Ten contorcer-se no colchão e agarrar o que podia, inclusive sua cintura.

Com a destra, Yukhei tocou o membro teso de Chittaphon, iniciando novamente uma masturbação, porém rápida, seguindo o ritmo das estocadas. Não demorou para que o mais velho gozasse nos dedos de Yukhei, que ao sentir o interior do tailandês apertando-o seguidas vezes, gozou na camisinha, prolongando o prazer ao dar mais algumas estocadas em sequência.

Ao remover seu pênis do interior de Ten, jogou o preservativo no lixo do quarto e andou até o banheiro na intenção de arrumar uma toalha para limpá-los. Ten estava cansado e parecia cochilar, mas um sorriso lindo estampava suas feições e Yukhei sabia que era por sua causa.

Usou uma toalha para limpar o peitoral do namorado e suas mãos, puxando em seguida a coberta da cama e jogando-a por cima de Ten, deitando ao seu lado e o abraçando com força.

— Obrigado — Ten murmurou, e Yukhei não entendeu bem o motivo.

— Pelo quê?

— Apenas obrigado — e o Wong entendeu que não precisava de motivos, ele agradecia por tudo, desde o passeio de mais cedo, quanto pelo início do relacionamento, até mesmo pelas risadas que davam juntos. Ten agradecia pelo carinho e compreensão de Yukhei.

— De nada — Yukhei respondeu sonolento, deitando a cabeça no peitoral desnudo de Ten, ouvindo as batidas de seu coração, e enquanto apreciava aquele som que aos poucos lhe induzia ao sono, agradeceu mentalmente a Ten, por deixá-lo lhe dar motivos para agradecer.

June 26, 2018, 8 p.m. 0 Report Embed 9
The End

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gab gab b.a.b.y ; (n.) a person who loves, protect and support b.a.p at all costs

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