Com quantos cafés se conquista um coração Follow story

baekinho liv liv

Tudo que eu precisava era ganhar um "aprovado", escrito em azul, no meu boletim, mas depois de tudo acabei ganhando também um possível namorado escrito com linha tortas. Yoonkook | Fluffy | universo alternativo


Fanfiction Not for children under 13.

#fluffy #jeongguk #yoongi #kookyoon #yoonkook
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Com quantos cafés te trago pra mim?

Eu gostaria muito de jogar todos aqueles livros em um buraco, pegar um romance e ler sem preocupação nenhuma, como se a minha vida não dependesse de uma nota alta na próxima prova de álgebra, mas já dizia minha mãe “querer não é poder!”

Estava no último horário e ao invés de estar focado na aula estava mesmo era preocupado com um jeito de fazer a porra daquela matéria entrar na minha cabeça.

Vocês podem estar pensando “mas Jeongguk, é só uma nota baixa, você recupera depois.” Não meus caros, eu não iria recuperar, e sim, eu dependo dessa nota bem azul e alta no meu boletim para não levar uma bomba no último trimestre.

Minha mãe trabalha na escola, apenas e unicamente, para que eu tivesse uma bolsa integral e não pagasse a fortuna que era a mensalidade daquela joça, mas se, por um acaso, eu acabasse repetindo, perderia a bolsa e a vida também.

Era isso, meu fim tinha data marcada, ou seja, o dia da prova final.

— Ei Guk?

Jimin me encarava como se eu fosse um psicopata, a sim, lhes apresento Park Jimin, meu melhor amigo desde que eu me entendo por gente. Então, ele tava me encarando como se estivesse preocupado mas agora era eu quem estava preocupado.

— Oi? Tá me olhando assim por que, desgraça?

— Porque fazem cinco minutos que o professor já saiu da sala e você continua olhando pra lousa como se ela fosse sua próxima vítima.

— Eu estava pensando, ok?

— Percebi, tava imaginando como deve ser bom dar para o Taehyung de novo?

— Cala boca, faz um ano que eu larguei dele.

— E desde então está no celibato. — Jimin completou só pra me lembrar que faz um ano que eu não troco saliva com ninguém.

— Deixa disso, já disse que não vou beijar bocas por aí sem pelo menos ter um vínculo com a pessoa. — afirmei já saindo da sala.

— Isso tem nome: perda de tempo. Você poderia estar aproveitando o melhor da vida.

— Se o melhor da vida é correr risco de pegar sapinho e beijar alguém escroto, então eu prefiro o que ela tem de pior.

Pois é, eu não gostava de ficar com alguém por ficar, eu queria ter sintonia com a pessoa, queria saber quais são os gostos dela, quais são os sonhos daquela pessoa e quantas ideias nossas batiam. A sensação de beijar uma pessoa com a mente compatível com a sua nunca iria se igualar a beijar qualquer um.

— Ji, eu preciso de um lugar para poder estudar. Que tenha silêncio.

— Na biblioteca. — revirei os olhos.

— É período de provas, aquele lugar vai estar o inferno, vai ter de tudo, menos silêncio. — Jimin me olhava como se pensasse no que eu havia dito. E eu realmente estava certo, todo mundo iria até a biblioteca ou salas de estudo para colocar o conteúdo em dia e eu não conseguirei me concentrar em nada.

— Na sua casa?

— Não dá, você já viu minha mãe me dar paz alguma vez? — Por que caralhos eu tive que escolher um melhor amigo tão péssimo assim?

— Porra! Por que você é tão complicado?

— Sei lá, pergunta pra deus qual a implicância dele comigo.

— E se fosse lá naquele café que a gente parou semana passada? Não tinha ninguém lá…

Olha só, parece que meu amigo baixinho havia tido a capacidade de usar os neurônios, a cafeteria onde ele tinha dito era um lugar mega agradável, perto de casa e, pasmem, silencioso!!! Será que finalmente eu tinha achado o lugar exato? Eu torci para que sim e era isso que eu estava indo conferir.

O ambiente dentro da cafeteria era climatizado então estava alguns graus mais quente aqui dentro, o que já era uma vantagem para mim, e além disso tinha um cheirinho tão bom que eu estava me sentindo quentinho por dentro.

Escolhi uma mesinha mais ao fundo pois caso algum cliente chegasse eu não me atrapalharia com o falatório. Abri a bolsa e tirei meus cadernos de lá, junto com uma caneta e um marca texto, agora eu iria para a batalha mas antes, logicamente, eu iria pegar um café, por dois motivos: não queria ser expulso por não consumir nada e nem correr o risco de dormir na mesa.

Me dirigi até o balcão que tinha um menino meio baixinho sentado em um banquinho, com uma cara de desinteresse igual a minha quando o Jimin começa a contar as noitadas dele. Ele mexia no celular mesmo não parecendo muito interessado nisso.

— Boa tarde, eu gostaria de um mocha branco.

— Boa tarde. Qual tamanho? — a voz dele era rouca e meio grossa, e ele finalmente tinha me olhado nos olhos e agora eu conseguia ver que eles eram bem puxados com algumas rugas do lado enquanto ele sorria fechado.

— Venti.

— Seu nome?

— Jeongguk, mas pode colocar Guk.

— Ok, são 4 mil wons.

Depois de pagar tudo, eu voltei para mesa esperando meu nome ser chamado mas pelo visto eu havia estado concentrado demais nos livros e não escutei o Yoongi, segundo a plaquinha no seu avental, me chamando. Portanto ele resolveu trazer até mim.

— Aqui está, e da próxima vez fique atento, não costumo fazer isso. — ele já ia se virar para voltar a chatice atrás do balcão quando eu o chamei.

— Não tem problemas, né? Se eu permanecer aqui estudando…

— Desde que você consuma algo, sem problemas. — ele me cortou, mas eu não me senti ofendido por isso. Ele havia concordado então pelos próximos dias eu já tinha meu santuário do silêncio.

Naquele dia eu fiquei lá até o sol sumir, e meus olhos pesarem e não aguentarem ver mais número sem entender nada, até a exaustão chegar e me espancar.

Nos dias seguintes eu continuei minha jornada indo até lá, pedindo sempre um mocha branco, tendo sempre um Yoongi irritadiço levando o café até onde eu estava, mesmo ele sempre dizendo que não fazia isso, ele continuava a levar até a mesa.

Cada dia tinha um desenho do lado do meu nome, que Yoongi fazia, um dia era uma lua, outro um carinha, outro um gatinho eu achava fofo demais mesmo tendo aquela carranca diária ele perder alguns minutinhos desenhando algo fofo.

E no dia que a ajudante de Yoon estava lá e acabou fazendo o meu pedido não ficou igual, o café parecia mais sonso, mesmo eu sabendo que era o mesmo café, não tinha o mesmo sabor e também não tinha meus desenhos, isso não foi do meu agrado.

Em um desses dias que eu estava sozinho com Yoongi na cafeteria, só eu, ele e as mesas vazias, e ao trazer meu café até onde eu estava ele sentou-se junto a mim e puxou um dos livros da mesa.

— Aqui está. — passou o café na mesa. — Ou eu diria que você é muito bom aluno ou que está encrencado. Então Guk, qual é a opção correta?

Ele sabia qual era a opção correta, era necessário apenas olhar para a minha cara de desespero ao estudar que saberia que eu tava muito mais que fodido.

— Sabe... é que eu não sei muito bem álgebra.

Yoongi folheava o livro com uma cara de quem achava aquilo a coisa mais besta do mundo, arqueando a sobrancelha vez ou outra, como se desacreditasse.

— Você por acaso está com notas vermelhas? — aceno de modo positivo com a cabeça. — Quando é sua próxima prova?

— Daqui uns dez dias.

— Então temos dez dias para fazer álgebra entrar nessa sua cabeça.

Pera, vamos recapitular Yoongi, o gatinho emburrado da cafeteria tá falando que vai me ajudar a estudar? Ele tá louco?

— Yoongi, como vamos estudar se você sai daqui quando já está anoitecendo? — ele estalou a língua no céu da boca.

— Então Jeongguk, você já vem aqui diariamente mesmo, vamos estudar aqui, enquanto eu trabalho.

— O quê? Durante seu horário de trabalho? Tá louco, hyung? — eu nem percebi na hora o pronome de tratamento que eu usei, mas depois a vergonha me atingiu.

Yoongi riu e eu sabia que era pela minha indignação e vergonha, aquele idiota, se achava no direito de rir de coisa séria assim. Pra mim era muito sério estar envergonhado.

— Guk, ninguém vem nessa cafeteria, você já percebeu isso, eu também não faço nada além dos seus mochas, então porquê não me entreter com matemática?

— Você é doido, agora eu tenho certeza.

— Ah por quê? Matemática é legal, só que você não entende ela. — revirei os olhos.

— Hm, tá bom… eu aceito sua proposta. Quando começamos?

— Amanhã, vem pra cá no mesmo horário de sempre, vou estar te esperando com seu café para podermos enfiar tua cara nesses livros.

Bom, é assim seguiu os meus dias, eu chegava no café e Yoongi estava me esperando, ele pacientemente explicava o máximo de coisas para mim, ele tinha a letra bonita, e suas mãos com aquelas veias saltadas chamavam muito a minha atenção.

Todos os dias tinha um desenho novo no copo, no terceiro dia não era um desenho e sim uma sequência de números, logo eu saquei que era o telefone dele e pela primeira vez eu não joguei o copo fora.

Nós trocavámos mensagens também, além de nos vermos diariamente, mas as mensagens tinham um conteúdo diferente de matemática, nos falávamos sobre nós, sobre o mundo, sobre curiosidades e variedades de coisas que eu nem sei pontuar.

E por incrível que pareça ele estava conseguindo fazer com que a matéria entrasse na minha cabeça aos poucos, ele me desconcentrava direto por ficar perto demais, respirar perto demais, por tocar em lugares que me causavam arrepios.

Eu estava começando a gosta do meu hyung mais do que eu realmente eu deveria, mas era impossível não resistir, sabe? Ele era pequeno e branquinho, meio revoltado e adorava me dar broncas mas eu adorava mais ainda a carinha brava e indignada dele.

Ele tirava minhas dúvidas e também explicava tudo muito bem, melhor que aquela professor lixo, será que Yoongi quer trocar de emprego?

Então, depois de alguns dias estávamos ali, eu e ele, fazendo a última revisão para a prova, depois da prova fodida de amanhã eu não estaria mais no ensino médio e tcharam minha amada faculdade estaria batendo na porta.

Isso se eu passasse né, mas estava confiante.

Então eu me despedi do Yoongi com um abraço e ele desejando sorte, fui até em casa acabado, cheguei e nem comi, só tomei um banho e capotei mesmo, esperando que amanhã tudo desse certo, teria meu resultado a tarde.

Eu já tinha feito a prova, ela não estava o bicho de sete cabeças que eu esperava e isso era bom porque significava que pelo menos para alguma as aulas do Yoongi tinham servido — para além de eu apreciar sua beleza de perto e babar nele.

Eu estava indo até a biblioteca, onde Hoseok, o melhor amigo de Yoongi, trabalhava. Estava indo devolver uns livros que ele havia emprestado para servir de material de apoio. Hoseok era um amor, mas há cinco dias eu o odiava, por ciúmes, ilógico, eu sei, afinal eu e Yoongi não tínhamos nada, mas eu não gostava de todos aqueles toques e nem do modo como Yoongi sorria para ele, mas depois de ficar emburrado a tarde toda Yoongi entendeu o motivo e riu, dizendo que eu era bobinho.

— Oi Hoseok hyung. Toma aqui os livros que me emprestou, Yoongi disse que, se precisar, ele acerta com você depois. — eu já entrava no local antigo e pouco iluminado, que agora não tinha ninguém mas que estava com gente caindo pra fora alguns dias atrás.

— Guk, que bom te ver. Como foi sua prova? — ele era simpático e eu só percebi isso depois que minha mini crise de ciúmes passou.

— Eu devo ter ido bem, mas não quero afirmar pois não tenho certeza.

Hoseok hyung acenou com a cabeça e voltou pra trás do balcão deixando os livros lá. Eu fiquei pensando será que eu ia ir bem? Será que uma vez na vida eu ia conseguir passar? Será que o Yoongi hyung gosta de mim? Sim, essa última era a coisa que mais passava pelos meus pensamentos.

— Hm, hyung? — chamei o Hoseok, ele era melhor amigo do Yoongi afinal, deveria saber algumas coisas para me responder.

— Oi Guk. — ele olhava para os livros mas sua voz não demonstrava que eu estava sendo um estorvo.

— Eu posso te perguntar uma coisa? — acenou positivo com a cabeça. Precisava ter calma. — Então, eu e o yoongi hyung conversamos bastante mas ele nunca me disse a sexualidade dele.

Hoseok riu.

— Você quer saber a sexualidade dele? — eu assenti, óbvio eu que não vou chegar investindo sem saber se vou ter resultados. — Mas por quê?

— Aish Hoseokie. Eu só tô curioso.

Ele riu de novo. Do que esse mané tava rindo? Eu retiro tudo que eu disse sobre ele ser legal.

— Hm, e por que você não tenta descobrir?

Hoseok estava tentando complicar a minha vida, eu realmente o odeio.

— É, eu vou falar com ele.

Me despedi e sai do local empoeirado indo direto para a minha casa, esperar o resultado daquela maldita prova, ansiosamente jogando o videogame que eu não encosto os dedos desde que eu comecei a pagar de estudante prestativo.

Lá pelas quatro e meia meu celular recebeu uma notificação, da caixa de e-mail com o meu boletim, era agora ou nunca. Se eu dissesse que meu coração não estava saindo pela boca, estaria mentindo.

Eu abri e estava lá, de azul, aprovado, ou seja, eu passei!!! Caralho, eu não tô acreditando, eu não estou acreditando! Será que se eu chorar alguém vai descobrir? Preciso ir contar isso para o hyung.

Eu fui tomar um banho rápido, afinal eu não ia ver o Yoongi fedendo, durante o banho eu estava com a ficha caindo, deus do céu eu iria para a universidade no ano que vem — isso se eu passar no vestibular — acho que não estou preparado.

Eu estava até que bonitinho, com uma calça jeans de lavagem meio clara e uma blusa de manga longa preta, e uma jaqueta verde musgo por cima, afinal estávamos no outono, quase inverno.

Quando estava perto da cafeteria, avistei Yoongi fechando as portas de metal do local, ele estava fechando mais cedo? Mas ao lembrar do porquê de estar aí eu parei de pensar em coisas que não me interessavam e corri até o hyung.

Foi automático, eu não pensei, mas quando ele virou para seguir caminho eu pulei nele, circulando meus braços no seu pescoço. Nós nunca havíamos tido contato mais que um braço se tocando ou uma perna se roçando, um abraço rápido. Eu também não o avisei que estava indo ali, só cheguei de surpresa.

— Oi Guk-ah. — ele sabia que era eu. Eu sentia suas mãos na minha cintura, circulando-as e afagando o local.

— Oi hyung! Eu passei, Yoonie, eu passei. — afastei minha cabeça do vão do seu pescoço ficando com o rosto próximo ao seu.

— Parabéns seu desmiolado, eu estou orgulhoso, agora você vai para a universidade. — ele encostou sua testa na minha, nós ainda estávamos abraçados e eu não iria soltar tão cedo caso ele não indicasse querer isso.

— Hyung, eu posso te perguntar algo? — minha voz saiu baixinha, como se fosse um segredo. Ele estava colado em mim afinal.

— Uhum. — o murmúrio dele poderia facilmente não ser ouvido de tão baixo.

— Com quantos cafés eu conquisto o seu coração?

Ele estava sorrindo com a boca fechada e os olhos também e eu estava sentindo como se um milhão de borboletas voassem no meu estômago. Eu não estava pensando em me declarar, foi impulsivo, culpa do Hoseok que me fez ficar curioso.

Ele estava sorrindo ainda, mas agora suas mãos apertavam com força minha cintura.

Eu estava nervoso, deus e se ele achasse graça? Afinal eu deveria ser só mais um menininho que gostava dele.

— Com todos os que você já comprou e fez com que eu escrevesse seu apelido. — ele abriu os olhos e me fitava, como se pudesse ler minha alma. Eu estava apaixonado pelo carinha do café que tinha cara emburrada e olhos amáveis.

— Espera…

— Ei Guk, você não quer ir comigo naquela lanchonete que parece estadunidense?

PORRA!

Min Yoongi estava me chamando para sair, logo depois de praticamente se declarar para mim, nossa eu sinto que vou morrer, é demais para o meu pobre coração. Eu ainda nem entrei na universidade!! Não posso ir assim, tão cedo.

Eu concordei com a cabeça para o convite dele, eu amava aquela lanchonete e eu também acho que o amo. Então ele deu um beijinho na minha bochecha, quase no canto da boca, me fazendo ficar ruborizado.

Ele me fez ficar corado! A que ponto eu cheguei? Min Yoongi o que você fez comigo?

Então separando de mim ele me fez voltar a realidade e perceber que ficamos abraçados, coladinhos, no meio da rua, por um tempo que eu não sei dizer, foi o nosso primeiro momento juntos. E que ele também se declarou para mim, ou quase isso. Definitivamente eu não estava bem, mas meu coração é forte!

Então pegando na minha mão, ele nos encaminhou até a tal lanchonete, para o nosso primeiro encontro, e pelo que eu pude perceber, se depender de nós, vai ser o primeiro de muitos.

Ai ai Min Yoongi, você me faz sentir fogos de artifício no peito, uma leve tontura, e uma porrada de borboletas voando no meu estômago, como um bobo apaixonado que eu sou. 

June 26, 2018, 7 p.m. 2 Report Embed 5
The End

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liv liv only!army : writer : infp-t : slytherin : yoonseok

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Princesa Jikooka Princesa Jikooka
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June 26, 2018, 2:31 p.m.
lia lia lia lia
EU FE AMO LIV EU AMO ESSA FANFIC DEMAIS MEU FEUS DO CEU MEU SANTO YOONKOOONE SSSE MOMENTO É TODINHO MEU EU QUE PEDI SIM SENHORA E SENHORES SOTNTSM ESSE OTP E TPDO ESSE FLFUFFY LINDO E BEM ESCRITO NA CARA DE VOCESSSSSSSSS
June 26, 2018, 2:12 p.m.
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