Amaldiçoados Follow story

nieleebloom1529383755 Daniele Claudino

Quando um misterioso produtor romeno oferece a cinco jovens a chance de tornar sua banda Evil Princess famosa, elas não pensam duas vezes, fazem as malas e partem para o Castle Price em Bucareste, Romênia; elas são bem recebidas por Howard, o irmão do produtor que trabalhará com elas. Tudo vai bem até que as garotas encontram uma múmia no porão e suspeitam que os irmãos Blackman vendem artefatos arqueológicos no mercado negro, porém a verdade é mais sombria do que elas imaginam. *capa por @artunn


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2013



Nelly Salim On: Desde que perdi o meu pai quando tinha seis anos de idade a música se tornou meu consolo, minha forma de expressar meus pensamentos e sentimentos quando estou triste e também quando estou feliz, sem ela, acho que não teria forças para seguir em frente… Passei por tanta coisa… Mas não quero me lembrar daqueles dias de dor e desesperança, quando achava que quando amanhecesse o sol não brilharia como brilha agora. Vamos falar de coisas boas. Combinado? Então, formei uma banda com as garotas da minha vida: Marina (minha prima), Luana (minha crusha), Eliana (minha bff) e Megan (minha cunhada e bff). Evil Princess, guarde bem esse nome, porque um dia, ainda seremos muito famosas! Mas até lá… Tocamos essa noite numa boate. Chega mais! Bora curtir o nosso som?! RsRs.

Ao fim da apresentação, todos aplaudiram o grupo de pé. Foi emocionante e elas se sentiram importantes. Quando saíram do palco, foram relaxar um pouco, aproveitando o clima daquela elegante boate.


— Gente, ainda não acredito que estamos aqui. Isso parece um sonho! — Falou Marina animada.

— Graças ao pai da Eliana que é amigo do dono. — Disse Megan.

— Acho que nunca sairemos do You Tube para subir aos palcos. — Falou Luana e bebeu um pouco de tequila.

— Não seja tão pessimista, Luaninha. — Disse Nelly sorrindo e tocou o ombro dela.

— O Sam garantiu ao meu pai que essa boate é frequentada por produtores. Quem sabe, algum se interesse pelo nosso som? — Falou Eliana.

— Eu não sei… — Disse Marina insegura. — Não seria melhor descolarmos uma grana e bancarmos a gravação de um CD por nossa própria conta?!

— Os meus pais não apoiam muito essa ideia de ser cantora. Acham que é melhor eu terminar a faculdade. — Falou Eliana.

— Nossos pais também não aprovam essa ideia, não é Lu?! — Disse Megan chateada.

— Nossos pais são uns caretas! — Falou Luana.

— Talvez, não fosse má ideia desistir. Afinal, certas coisas não são para ser. — Falou Eliana desanimada.

— Não! O que estão dizendo? Os Rolling Stones e os Backstreet Boys nunca desistiram. Por que seria diferente com a gente? Não podemos desistir! Não agora. — Falou Nelly tentando animá-las.

— Tem razão. Se a sorte não bater à nossa porta hoje, com certeza, baterá amanhã ou depois. — Disse Marina sorrindo.

— É verdade. — Falou Megan erguendo seu copo. — Um brinde a Evil Princess.

— A Evil Princess. — Disseram todas, brindando.

Alfred falava ao telefone enquanto observava as garotas comemorando.

— Sim. Entendi. Vou fazer isso. Não se preocupe. Vai dar tudo certo. Confie em mim.

— Ei, Nelly! Vamos dançar? — Falou Luana sorrindo e piscou para ela.

— Ok. — Disse Nelly pegando a mão de Luana.

Eliana observou as duas se afastando e suspirou. Chateada.

— Tomara que a minha mãe não descubra que eu estou aqui e não na casa da Nelly. — Falou Marina.

— E a sua tia? — Perguntou Megan.

— Ah! Ela é nossa cúmplice! — Falou Marina e sorriu.

— Puxa! Que bom. Mas se a sua mãe descobrir, você tá ferrada e a mãe da Nelly, também. — Disse Megan.

— Nem me fale! Mas a titia é esperta. — Falou Marina.


Luana dançava de forma sensual para seduzir Nelly, e Eliana olhava irritada, sem saber o que fazer.

Nelly parecia muito à vontade ou talvez, só não percebesse o jogo de Luana.

Luana sussurrou algo no ouvido de Nelly que a fez rir. As duas deram as mãos e foram para o banheiro. Eliana as seguiu e as flagrou no maior amasso.

Magoada, Eliana saiu correndo e chorando.


— Vamos para um motel? — Disse Luana excitada.

— E as outras? — Perguntou Nelly.

— Que se danem! — Disse Luana.

— Mas… Nem terminamos o show! — Falou Nelly.

— E daí? — Disse Luana metendo suas mãos embaixo da blusa de Nelly.

— Calma, Luana. Depois a gente continua em minha casa. — Falou Nelly nervosa.

Luana suspirou e irritada, disse:

— Ai, você é muito fresca!

— Que tal o carro da minha mãe? — Falou Nelly sem graça. Apesar de ser mais velha que Luana, Nelly era a submissa da relação e fazia todos os caprichos dela.

— Hum, perfeito. — Disse Luana sorrindo e a beijou.


† † †


Eliana foi para fora da boate e se desmanchou em lágrimas.

Isso não vai ficar assim. Eu juro!”, ela pensou revoltada.

— Com licença, moça?

Eliana se virou e deu de cara com um homem velho e negro, que pelas roupas que usava, parecia um mordomo ou algo do tipo.

— Sim, em que posso ajudá-lo, senhor? — Disse ela limpando suas lágrimas com as próprias mãos.

— Sou Alfred Montgomery, chofer de Alexander Blackman, um produtor romeno que já trabalhou com Inna e Alexandra Stane.

— Hum, é mesmo? Só que, nunca ouvi falar nesse produtor, antes. — Disse Eliana, desconfiada.

—Tome. É um cartão dele. Ele é dono de uma gravadora. Vocês tem muito talento. Com certeza, Blackman ficaria impressionado. — Falou Alfred estendendo um cartão.

Eliana pegou o cartão. Deu uma olhada nele, e disse ao chofer:

— Mas se ele é romeno, por que tem uma gravadora aqui?

— Ele é um homem rico. Tem muitas outras gravadoras como essa. — Falou Alfred, rindo da ingenuidade dela.

— Se ele é tudo isso o que diz, com certeza, não vai querer apostar tanta grana em uma banda nova. — Disse Eliana.

— E por que não? Ele não seria o primeiro a fazer isso, seria?! — Falou Alfred arqueando uma sobrancelha.

— É, talvez. — Disse Eliana confusa. — Bem, de qualquer forma, eu agradeço por ter se dado ao trabalho. Vou conversar com as garotas e ver o que elas acham disso. Pode ser?

— Sim. Não se sinta pressionada. — Alfred sorriu. — Me desculpe por incomodá-la e tenha uma boa noite, senhorita.

— O senhor também. — Disse Eliana séria e observou o estranho se afastando.



A Nelly não merece realizar o sonho dela”, pensou Eliana amassando o cartão e o jogando no chão.


† † †



— Aí, meninas, esse é o último set do DJ. Já estão prontas para voltar pro palco? — Disse Eleanor a Marina e Megan.

— É… — Marina disse nervosa, mas não conseguiu terminar o que queria dizer.

— Onde estão Eliana, Nelly e Luana? — Perguntou Eleanor. Ela era a promoter da boate. Uma mulher alta e magra como uma modelo, com cabelos repicados, tingidos de marrom com mechas pretas. Usava um uniforme elegante que lhe conferia um ar de gótica.



† † †



Luana e Nelly se aproximaram do carro esporte vermelho, e foram surpreendidas por Alfred.

— Com licença, moças? — Disse ele, sorrindo.



† † †



Megan e Marina foram imediatamente para o camarim se aprontar.

— Espero que elas voltem logo. — Falou Megan se trocando rapidamente.

— Onde será que elas se meteram? — Disse Marina ajeitando seus cachos louros.

Nesse instante, Eliana chegou.

— Caramba! Eliana, até que enfim! — Falou Megan.

— Onde estão as outras? — Perguntou Marina ansiosa.

— Eu não sei. — Mentiu Eliana enquanto tirava sua jaqueta.

— Esse é o último set do DJ. Se elas não voltarem a tempo, teremos de continuar sem elas. — Falou Megan decidida.

Eleanor entrou no camarim e avisou:

— Aí, meninas, vocês entram em cinco minutos. Já estão prontas?



Megan, Marina e Eliana tiveram de subir ao palco sem Luana e Nelly.

Megan começou a cantar e Marina e Eliana a acompanharam somente no refrão da canção. Quando Megan estava quase terminando a música, Nelly e Luana apareceram. Luana subiu no palco discretamente. Pegou sua guitarra e começou a tocar.

Nelly esperou um pouco e depois subiu ao palco e cantou o refrão junto às outras. Eliana alternou olhares entre Nelly, Luana e seu teclado. Em seu olhar havia mágoa e ressentimento.

             Após o show, as garotas foram embora para casa. Mal se despediram umas das outras. Nelly e Luana pareciam nervosas e com medo de se explicarem. Já as outras pareciam chateadas e não tinham coragem de perguntar por que elas se atrasaram para a apresentação.

No dia seguinte, todas se encontraram em uma lanchonete.


— E então, Eliana? Encontrou alguma coisa a respeito desse tal Blackman? — Perguntou Luana ansiosa.

— Bem, segundo esse site, Alexander Blackman é um importante empresário, cantor e DJ, e produtor de cantores como Alexandra Stane, Inna, Luigi Romero e Katy Di Lafiore. — Falou Eliana com seu tablet em mãos.

— E a gravadora Hórus Music, existe? — Perguntou Megan.


Eliana abriu uma nova página na internet e digitou o nome da gravadora. Logo apareceram vários resultados da pesquisa. Ela clicou no primeiro link e leu em voz alta, para que todas ouvissem:

— Hórus Music, gravadora romena. — O site era bem-feito e havia a foto de Alexander. Ele era moreno, alto e muito bonito. Estava vestido como um roqueiro, e o mais impressionante, era jovem demais para um homem tão rico e bem-sucedido.

— Que lindo! — Falou Megan sorrindo.

— Pensei que ele fosse um velho! — Falou Nelly surpresa ao ver a foto dele.

— Humm… Que gato! — Disse Luana.

— Sério? Não achei não. — Falou Eliana.

— O que estamos esperando para ligar para a Hórus Music? —Perguntou Marina animada.

— Calma. Eu vou ligar e agendar com a secretária uma visita, ainda essa semana, se possível. —Falou Eliana.

— Temos de nos preparar para o grande dia. — Disse Marina empolgada.

— É melhor irmos com calma. — Falou Eliana. — Temos de estudar a proposta de Blackman, caso ele se interesse pela banda.

— Tem razão. Não podemos aceitar qualquer coisa. — Disse Megan.




Uma semana depois…


Gravadora Hórus Music


— Sou Márcio Shepard, representante de Blackman. — Apresentou-se um elegante homem, na casa dos quarenta e poucos anos.

— Muito prazer, Shepard. Sou Allan Marcondes, advogado das garotas. — O homem igualmente elegante, de trinta e três anos, apertou a mão do empresário.

— É um prazer. — Disse Shepard sorrindo e se voltou às garotas. — Como se chamam mesmo?

— Luana Blackman. — Por incrível coincidência, as irmãs Megan e Luana tinham o mesmo sobrenome de Alexander.

— Megan. Somos irmãs. — Megan apontou para Luana, sorrindo.

— Eliana Dorneles.

— Nelly Salim.

— Marina Valverde.

— Encantado. — Disse Shepard. — Bem, vamos ao teste? Espero que estejam prontas!

— Já nascemos prontas! — Falou Luana.

— Assim que se fala! — Disse Shepard rindo.

As garotas entraram no estúdio e cantaram Higher de The Saturdays, o grupo feminino preferido delas. Acharam que seria mais fácil cantarem uma canção de outro grupo, mesmo Shepard dizendo que elas poderiam cantar uma música de autoria delas. Elas se sentiram muito à vontade, como se já fossem grandes cantoras.

— Vocês são demais, meninas. Sério. Tenho certeza de que se gravarem um disco vão decolar! — Falou Shepard animado.

— Você disse um disco?! — Falou Marina contente e deu um pulo e bateu palmas, como uma garotinha.

— Sim, se chegarmos a um acordo. — Shepard encarou o advogado das garotas.


Felizes, as garotas pularam, gritaram e se abraçaram.

Shepard e Marcondes conversaram por um tempo e as garotas prestaram a atenção em tudo o que eles diziam, mesmo que não entendessem muito.


— Estão de acordo com os termos do contrato? — Perguntou Shepard.

— E então, Marcondes? — Perguntou Luana ansiosa.

— Bem, o contrato me parece bom. — Falou Marcondes.

— Podemos assinar, então? — Perguntou Marina.

— Sim. Podem. — Respondeu Marcondes.


As garotas não perderam tempo e assinaram o contrato.


— Vocês duas precisam da permissão de seus pais, por serem menores de idade. — Marcondes disse a Marina e Luana, quando chegou a vez de elas assinarem o contrato.

— Será que eu não posso me responsabilizar por minha irmã? — Megan perguntou.

— Sim. Pode. — Respondeu Marcondes.

— E eu? A Nelly pode se responsabilizar por mim? — Perguntou Marina.

— Também são irmãs? — Perguntou Marcondes.

— Não. Somos primas. — Respondeu Marina.

— Nesse caso, infelizmente, precisa da assinatura de um de seus pais. — Falou Marcondes.

— Ah! — Falou Marina aborrecida e suspirou.

— Já gravaram um disco, antes? — Shepard perguntou a Eliana.

— Não. É nossa primeira vez. — Respondeu Eliana.

— Será que pode me dar uma cópia do contrato? Vou tentar convencer minha mãe a assinar isso. — Disse Marina desanimada. Ela tinha certeza de que sua mãe não assinaria coisa nenhuma.


† † †



No dia seguinte, Marina ligou para sua prima para lhe contar se conseguira ou não a permissão de sua mãe para fazer parte da banda.


— Ai, prima! Acredita que eu não consegui convencer a minha mãe a assinar o contrato?! — Falou Marina triste. — Sabe o que ela me disse? Que essa história não ia dar em nada, que é um golpe e blá, blá, blá.

— Imaginei que isso aconteceria. — Disse Nelly. — Mas não se preocupe. Tenho um plano.

— Um plano?! — Marina sorriu. Com certeza, faria qualquer coisa para gravar aquele CD.


† † †



— Quatro delas já assinaram o contrato. — Falou Shepard ao telefone.

— Ótimo. Apresse a outra. — Disse o homem do outro lado da linha.

— Tudo bem. Deixe comigo. — Falou Shepard.

— Nosso plano não pode dar errado.

— E quanto a minha grana? — Perguntou Shepard.

— Primeiro, faça o seu trabalho!


— Ok. Ok. — Falou Shepard afrouxando sua gravata.

June 19, 2018, 5:24 a.m. 0 Report Embed 1
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