Não me deixe Follow story

crissuniverse Tali Uchiha

Yuri era sua bela estrela e Viktor o amaria eternamente. Frase 1: “Não se atreva a dizer que o homem esquece mais rápido do que a mulher, que seu amor morre mais cedo. Eu tenho amado somente você, mais ninguém.” — Jane Austen.


Fanfiction Not for children under 13.

#yoi #one #deathfic #atentado #yuri #victor #angst #victurio #au #amordefrases
Short tale
6
5237 VIEWS
Completed
reading time
AA Share

Capítulo Único

Um agradecimento especial a minha beta linda, Roberta, que dispôs de seu tempo para ler e corrigir essa pequena One shot. Espero que gostem ^^

---/---

Viktor sentia-se infinito ao observar o sorriso no rosto de Yuri enquanto escolhia algo para comer no cardápio da Coffe & Cookies. A forma como o mesmo franzia a testa ao ler a composição do doce e logo o olhava, pedindo ajuda para a grande indecisão preenchia o coração de Nikiforov de um jeito quase arrebatador. Era o terceiro aniversário de namoro e, como todos os anos, visitavam a cafeteria onde se conheceram e renovariam todo aquele sentimento quente e confortável que os atingiu desde o momento em que se viram pela primeira vez. Viktor era dois anos mais velho que Yuri e já estava no segundo ano da faculdade de Administração, enquanto o garoto ainda terminava o colegial. Não se conheceram por meios tradicionais, mas, por um gosto em comum: Jane Austen. E, quando falamos sobre J.A. não é necessariamente sobre "Orgulho & Preconceito" ou "Razão & Sensibilidade", mas, de "Persuasão", o livro favorito de Yuri e Viktor e o principal responsável para os dois terem se falado pela primeira vez.

— "Não se atreva a dizer que o homem esquece mais rápido do que a mulher, que seu amor morre mais cedo. Eu tenho amado somente você, mais ninguém." — Yuri olhou para o namorado e sorriu. Aquela tinha sido a primeira coisa que Viktor tinha dito ao parar ao lado da mesa do mais novo que lia um livro enquanto comia vagarosamente a torta de limão.

— Talvez essa cantada funcione com outro, mas, eu não vou cair na onda de alguém que treinou tão bem a ponto de dizê-la para todas as pessoas tecnicamente de seu interesse particular. — Nikiforov riu baixo, lembrando-se da expressão indiferente do loiro ao direcionar seu olhar para o platinado.

Yuri acariciou a mão de Viktor por cima da mesa de forma complacente. Quem diria que os dois se reencontrariam alguns dias depois em um encontro as escuras planeado por seus amigos? Era o destino, tinham absoluta certeza.

— Me apaixono por você todos os dias... — Viktor apoiou o rosto na palma da mão, olhando de forma amena para o namorado. — Sério, eu gostaria de saber qual é esse seu truque. Como consegue ficar tão irresistível e extremamente sexy e manhoso? Céus, Yura, eu te amo tanto.

— Eu tenho um namorado incrível que me mima até demais, esse é o meu segredo. — piscou, jogando as madeixas alouradas para trás. A garçonete, Dora, levou os pedidos até a mesa, cumprimentando o casal já conhecido por todos os funcionários.

— Por conta da casa. — colocou um cupcake grande com confeitos de coração em cima. Ganhavam aquele bolinho com o sabor variado todos os anos, na mesma data. A mulher apoiou a bandeja na cintura e se afastou, voltando aos seus afazeres.

Yuri tomou um gole do chá preto com baunilha e pousou a xícara no pires. — Amor, pare de me encarar, isso me deixa sem jeito. — era notável as bochechas do garoto tomando uma coloração avermelhada.

— É difícil não encarar o ser humano mais lindo ao qual tive a oportunidade de olhar. — Yuri riu baixo, negando. — Yura, eu... Sabe, há momentos na vida onde não podemos explicar ao certo como o destino age, entretanto, ele é esplêndido. Eu... Bom, não sei como te falar isso. Não sei como perguntar sem sentir minha garganta fechar e meus dedos melecarem de suor. — o platinado ajoelhou-se, tirando uma caixinha pequena do bolso. — Yuri Plisetsky, você me daria a honra de ser meu esposo? Você aceita casar comigo?

O loiro estava surpreso, mais do que realmente poderia estar. Era o homem que amava ali, parado em sua frente, pedindo-o para passarem a vida toda juntos. A resposta era sim, era mil vezes sim, entretanto, o sorriso no rosto de Yuri morreu assim que viu algo pela janela e a única coisa que pôde fazer foi empurrar Viktor para o chão.

— VITYA!

Uma explosão. Silêncio. A escuridão fez-se presente.

.

Havia muita fumaça quando Viktor recobrou a consciência. Seu corpo todo estava dolorido e respirar havia se tornado uma tarefa difícil. Tossiu um pouco antes de olhar ao redor e ver todo o estrago. Concreto, fumaça, pessoas gritando ao longe. Parecia que tudo se movia em câmera lenta.

Levantou com dificuldade, tirando alguns pedaços de madeira que estavam em cima de seu corpo. O mesmo material da mesa do café.

Yuri!

— O-Onde? Yu... Yuri? — olhava para os lados, perdido, sentindo os pés arderem conforme pisava nos entulhos jogados pelo chão.

Correu sem rumo, gritando o nome do amado, o coração apertando no peito à cada passo.

— Senhor, graças à Deus está vivo. Venha comigo, iremos levá-lo até o hospital local e terá um atendimento. — sentiu seu ombro ser segurado.

— N-Não. M-Meu namorado. Eu... Eu preciso encontrá-lo. — tentou se soltar.

— Calma aí, talvez ele já tenha sido resgatado. Temos vários homens trabalhando. — era um homem alto, um bombeiro, sorria feliz por mais uma vida salva.

— N-Não. Preciso ter certeza!

O homem suspirou, assentindo e pegando o Walk-Talk.

— Tudo bem, esquentadinho. Diga-me como ele é.

— Loiro, 1,68, Yuri Plisetsky. — tossiu, sentindo o pulmão doer. O moreno apertou um botão no aparelho, ligando-o.

— 343 câmbio, aqui é o RJ. Todd, viu algum cara loiro, quase 1 metro e 70? O nome é Yuri.

— 343 câmbio. Vários loiros, nenhum Yuri. As buscas estão acabando, RJ.

— 343 câmbio. Obrigado cara. Câmbio desligo. — guardou o apetrecho. Viktor parecia ter congelado no lugar. Onde estaria Yuri? — Eu sinto muito, cara.

— Eu... Eu preciso achá-lo. — soltou-se e correu em disparada para a direção contrária, voltando de onde saíra.

Onde estava seu Yuri? Nada importava além da segurança de seu garoto.

Correu até escorregar em algo mole e cair no chão. Era um livro. Um livro de bolso. Era 'Persuasão' da Jane Austen. Era o livro de Yuri.

Ele estava ali, em algum lugar. Nikiforov tinha certeza.

Levantou os pedaços de concreto, jogando para trás, machucando suas mãos em cada ação, em cada tentativa. Ficou um bom tempo ali, removendo e removendo, até não achar mais nada. Sentou-se desesperado, sentindo as lágrimas descerem pelo rosto sujo de fuligem. Olhou para o céu cinza de forma suplicante, entretanto, o que teve como presente foi uma chuva torrencial e começou a cair, encharcando-o totalmente.

Suas mãos ardiam, sujeira entrava sem permissão em sua corrente sanguínea, mas isso era o de menos.

Não iria desistir. Não podia. Yurio precisava dele. Ele estava perdido, com medo, sozinho.

— YURI! — gritou, levantando-se.

E então, Viktor teve a visão explícita de um corpo jogado, preso por um pedaço de concreto azulado.

Não, não podia. Não podia ser Yuri!

Correu como se sua vida dependesse disso. Realmente dependia. Plisetsky era sua vida. Ele era a coisa mais importante do mundo. Não podia perdê-lo.

Era ele.

De todas as chances que poderiam rodear aquele corpo, era Yuri caído ali.

Ajoelhou-se, sentindo um calafrio passar por sua espinha. Não sabia mais o que fazer. Nada passava por sua mente naquele momento. Era tudo um grande e escuro breu.

Tocou os cabelos molhados que caía no rosto do amado, as pálpebras fechadas, os lábios azulados. Gritou, tão alto que toda São Petersburgo poderia ouvir. Retirou o pedaço feito de cimento e agarrou o corpo inerte, juntando-o ao seu peito.

— Yuri, por favor... Y-Yuri... — chacoalhava o garoto como se o mesmo fosse abrir os olhos a qualquer minutos. — A-Acorde, meu amor... Volte para mim... P-Por favor...

A dor era palpável. Seu bem mais precioso estava em seus braços, sem vida. Talvez pudessem reanimá-lo, talvez ainda houvesse uma chance... Tentou ao máximo encher-se de esperanças, criando uma ilusão passageira.

Beijou o homem que amava uma última vez e colocou-se de pé, com o mesmo no colo, as pernas trêmulas e o coração pisado. Caminhou pé ante pé, as lágrimas caindo livremente e a chuva já nem era mais sentida.

~6 anos depois~

Viktor segurava um grande buquê em sua mão direita, enquanto seu marido, Yuuri Katsuki o acompanhava até a rua Rasminov. O lugar onde localizava-se a cafeteria, principal local afetado pelo grande atentado já não existia mais, todavia, ali agora era um cemitério memorial para as vítimas.

Todo ano, em três datas específicas, Nikiforov visitava a lápide do amado, as vezes sendo acompanhado por seu marido, as vezes, levava junto sua filha, Aishlaa.

Havia seguido a vida, entretanto, seu coração ainda se via preso a memórias daquele dia e, não seria justo com Yuuri.

— Irei sozinho hoje. Não demorarei, prometo. — beijou a testa do asiático e entrou pelo portãozinho.

Caminhou por alguns minutos até chegar ao local. Sorriu morno, agachando-se.

— Hey Yura... — disse de forma amorosa, tocando a grama. — Trouxe para você. Suas favoritas.

Pousou as flores ali, passando a língua pelo lábio inferior.

— Eu nunca vou me esquecer do dia de hoje. O nosso aniversário. Lembro tão bem de quando me apaixonei por você. Foi algo instantâneo. — riu baixo. — Você sempre foi alguém direto, corajoso, bom demais para mim. Eu sei que sempre te falo isso quando venho aqui, mas... Esta será a última vez, Yuri... Espero com todo meu coração que não me odeie... Na verdade, você costumava a sempre brigar comigo, mas, seu coração sempre foi tão puro... Nunca realmente existiu ódio dentro dele, então, tenho certeza que isso não mudou. Eu nunca irei te esquecer, tampouco deixar que esse amor seja apagado, entretanto, preciso deixá-lo ir, preciso superar... Me sinto um babaca dizendo isso... — suspirou, apertando a ponte do nariz. — Há muito tempo, flashes daquele dia invadem minha memória e... Yurio, isto está afetando tanto a mim e à minha família. Eu preciso dizer adeus. É minha culpa ter perdurado isso. Você deve ir, Yura. Um lugar melhor. Eu te amo,Yuri Plisetsky. Pra sempre e sempre. — beijou o anel de prata que levava no pescoço e o retirou em um puxão. — Obrigado por ter me amado, obrigado por me permitir amar. Adeus Yurio.

Levantou, sorrindo de forma amorosa e deu as costas, saindo dali e encontrando seu Yuuri com o nariz vermelho pelo frio.

— Vamos pra casa, querido. Vamos para casa.

+

June 18, 2018, 1 a.m. 5 Report Embed 2
The End

Meet the author

Tali Uchiha Leio de tudo, menos histórias com traição. No momento, minhas coisinhas favoritas são Snamione, Drarry, Snarry, Kacchako, IwaOi, SasuHina e animes em geral. Leio Larry também <3 Trailer de Um Conto de Inverno: https://www.youtube.com/watch?v=QRmqHAzvsFs&t=0s&index=3&list=PLA7dlmsWJdlcaovVQShHa06PKBcbfAVKq Em andamento: - Um conto de Inverno - Teoria das Flores

Comment something

Post!
Karimy Karimy
Olá! Escrevo a você por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A Verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se não quiser modificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados dela. 1)Uso de "mesmo" no lugar de "ele", "dele" (obs.: possui mais de um caso). 2)Falta de vírgula em "a grande indecisão preenchia" em vez de "a grande indecisão, preenchia"; "do mais novo que lia" em vez de "do mais novo, que lia"; "principal local afetado pelo grande atentado já não existia mais" em vez de "principal local afetado pelo grande atentado, já não existia mais". 3)Vírgula incorreta depois de "mas'" em "por meios tradicionais, mas, por um gosto" em vez de "por meios tradicionais, mas por um gosto"; "mas, seu coração sempre foi" em vez de "mas seu coração sempre foi"; "mas, de "Persuasão" em vez de "mas de "Persuasão"; "mas, eu não vou cair" em vez de "mas eu não vou cair"; "daquele dia e, não seria justo" em vez de "daquele dia e não seria justo". 4)Narração no presente quando a história é contada no pretérito em "não é necessariamente" em vez de "não era necessariamente. Observar frase "uma chuva torrencial e começou a cair" em vez de "uma chuva torrencial que começou a cair"; "a qualquer minutos" em vez de "a qualquer minuto"; "costumava a sempre brigar" em vez de "costumava sempre brigar"; "tanto a mim e à minha família" em vez de "tanto a mim quanto à minha família". 5)Falta de crase em "em um encontro as escuras" em vez de "às escuras"; "as vezes sendo acompanhado" em vez de "às vezes sendo acompanhado"; "as vezes, levava junto" em vez de "às vezes, levava junto". Uso incorreto de crase em "à cada passo" em vez de "à cada passo". Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, assim como ajudar-nos com a gramática e ortografia. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Caramba! Eu sinceramente não sei se seria tão forte quanto ele a ponto de conseguir seguir com minha vida e continuar visitando o túmulo do falecido, seria muita coisa para mim, por isso entendo perfeitamente a despedida dele. Devo dizer que adorei a forma como a explosão aconteceu: foi simples e com um ótimo ritmo narrativo; me deixou surpresa e extasiada. Parabéns Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação. (Todos os erros estão exemplificados; como são poucos, você mesma poderá fazer a revisão).
March 8, 2019, 2:55 p.m.
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, tudo bem? Gostou de participar do desafio? Quando eu vejo um casal diferente de Yoi, eu fico toda contente, sou meio adepta a casais que quase ninguém escreve mesmo no caso do Viktor que no universo de Yoi é mais velho e aqui você tomou a delicadeza de não fazer isso ficar aparente, já que mudou as idades deles. E Jane Austen, eu amo a forma que você usou a frase foi surpreendente, por causa dela eles se conheceram, cara eu queria conhecer alguém tão fã de Jane Austen quanto eu para ter um relacionamento, seria incrível. Quanto ao desenrolar da história eu me perdi um pouco, não sei que tipo de acidente ocorreu, mas isso é um detalhe. Me peguei chorando com o Viktor indo até o túmulo do Yurio e se despedindo e fica nítido para mim que o amor dele é tão grande que mesmo depois de anos ainda estava lá guardando todo o aspecto de Yurio dentro dele. Gostei muito, parabéns. Espero que tenha se divertido. Bjinhos ;)
June 28, 2018, 9:01 p.m.

  • Tali Uchiha Tali Uchiha
    Super me diverti. Foi uma experiência maravilhosa. Sobre o acidente, tanto para nós quanto para eles não é algo muito certo. Foi um atentado, mas, mesmo após anos, nunca descobriram motivo da explosão, por isso não me aprofundei tanto. Amo Jane Austen e quando vi a frase, corri pra escrever (acho que, por essa razão saiu algo não tão incrível). A forma que eles se conheceram foi algo que surgiu naquele momento e me satisfez de uma forma, porque, eu tinha esse plot há uns meses, mas, não completo ou iniciado. Agradeço por ter lido e pelo desafio também, foi delicioso ❤ June 28, 2018, 9:33 p.m.
HikariNoHime Writer HikariNoHime Writer
Eu esperava uma one fofinha. Um casamento perfeito. Uma vida feliz para os dois. Mas nããããããão, agora tô aqui quase soluçando porque foi tão repentino, a dor tão real... Se você queria partir corações, bem, conseguiu. E, sinceramente, não acho que teria sido tão bom de outra maneira. Obrigada por essa história. Mesmo que ainda não saiba como continuar tudo depois dela... Beijinhos de Chocolate ♥
June 24, 2018, 10:03 a.m.

  • Tali Uchiha Tali Uchiha
    Muito obrigada por ter dado uma chance à essa história e a mim. Prometo que irei escrever algo tão fluffy e romantico que você irá se apaixonar. Até a próxima ^^ June 24, 2018, 10:48 a.m.
~