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makaalbarn1485 Lenne ♥

[CHANBAEK] [FLUFFY] [ANOS 70/80] Ir para a pacata Indiana nas férias em vez das praias do Maine estava sendo uma tortura para Chanyeol nos primeiros dias daquele ano. No entanto, vai descobrir que uma Polaroid e aquele carinha com um telescópio podem tornar tudo perfeito. Também vai descobrir que a amizade é algo que perdura por muitos anos, mesmo com a distância, e que quando o destino une pessoas novamente, talvez essa lembrança do passado se transforme em algo bem maior.


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

#novayork #indiana #fotografia #astronomia #fluffy #romance #homossexualidade #anos80 #exo #baekyeol #chanbaek
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Férias Frustradas?

— Está pronto filho?

— Estou mãe!

— Então desça já daí que nós já vamos sair! Traga sua mala. — gritou a mulher, enquanto Chanyeol terminava de fechar sua mala.

Correu pelas escadas e deixou a mala na sala, pegou um copo na cozinha e bebeu um pouco de água. Estava ansioso, queria aproveitar ao máximo tudo o que as férias poderiam lhe proporcionar.

— Mãe! Você ainda não me disse pra onde vamos. — disse Chanyeol todo manhoso.

A mãe chegou perto do filho e segurou em sua mão. — Não fique chateado, mas dessa vez nós vamos visitar a família do seu pai que vive em Indiana.

Chanyeol arregalou os olhos, não podia acreditar que eles sairiam do Queens para visitar um interior chato e com gente velha.

— O quê? Pensei que fôssemos para o Maine dessa vez mamãe!

A mãe o olhou com olhos de pena, mas não podia fazer nada. — Você sabe que a família do seu pai é uma das poucas asiáticas que vive em Indiana, não podemos deixar de visitá-los. E você só viu seus avós quando estava com oito anos Chanyeol, precisa ter mais contato com eles.

— Mas lá não tem praias e nem nada de divertido! — o garoto disse, batendo o pé, com a cara emburrada.

— Como você sabe? Faz muito tempo que não vamos para Indiana, quem sabe as coisas mudaram por lá? E lá tem alguns lagos, podemos visitar.

— Como se eu gostasse de lagos!

— Vai gostar, tenho certeza!

Guardaram as bagagens no porta-malas do carro e seguiram viagem para Indiana. Seus pais conversavam e escutavam músicas animadas e Chanyeol tentava ler um gibi do Homem-Aranha pra ver se saia do tédio que estava sentindo. Seu objetivo era se divertir nas praias do Maine, mas dessa vez teria que participar de reunião de velhos coreanos e ver eles reclamarem que seus modos estavam muito americanizados e que isso o fazia esquecer dos costumes de sua terra. Mas Chanyeol não sabia muito sobre a Coréia, já que tinha nascido ali em Flushing, — um bairro com concentração asiática no Queens — e seus pais não se preocupavam tanto em lhe ensinar os costumes coreanos. Algumas comidas típicas ele comia e até adorava, mas já tinha costumes ocidentais demais para se preocupar com os outros.

Sua mãe também era Coreana, mas diferente de seu pai, ela tinha ido para a Universidade de Nova York através de intercâmbio na época e os dois acabaram se apaixonando. Com isso ela passou a morar oficialmente no país e os dois se casaram no Queens, compraram uma casinha discreta para morar e tiveram Chanyeol, que cresceu muito bem e virou um rapaz gigante para seus quatorze anos atualmente.

Chanyeol não conseguiu terminar seu gibi preferido e acabou dormindo quase a viagem toda. Eles pararam em um hotel de estrada para descansar um pouco e comer, mas logo levantaram e seguiram viagem, já que queriam chegar o mais rápido possível no local.

Levantaram cedinho e já estavam pegando a estrada novamente. Chanyeol ainda estava emburrado, mas dessa vez até se divertiu um pouco quando sua mãe decidiu colocar as músicas de uma de suas bandas preferidas: Queen. Chanyeol observava atento a paisagem na estrada e tentava registrá-las em sua câmera imaginária. Adorava enquadrar os cenários que lhe agradava e fazia várias fotos em sua mente fértil de adolescente.

Logo viram a entrada de Indiana e seguiram para a fazenda dos avós de Chanyeol que ainda durou mais umas duas horas, já que ficava um pouco afastada do centro. Chanyeol começava a desanimar, ficava pensando no que faria naquela cidade que parecia viver da pecuária e tinha várias fazendas. Para ele não teria diversão nessas férias, seria quase dois meses tendo que acordar cedo demais e não fazer quase nada, queria se afundar em um buraco e fingir que sua dura vida não existia.

— Chegamos!

— Ah! Finalmente!

— Até que enfim né! Eu já tava morrendo aos poucos aqui nesse aperto. — Chanyeol reclamou, descendo do carro e se esticando, ouvindo seus ossos estalarem depois de tanto tempo sentado. Todos estavam bastante cansados.

Chanyeol avistou na entrada da casa seus avós que já os esperavam com um sorriso no rosto. Fazia um bom tempo que eles todos não se viam e muita coisa estava mudada na fazenda. Chanyeol avistou um pequeno celeiro ao longe, muitas vacas, porcos, algumas galinhas e pequenas plantações que ele não sabia de que eram. A casa parecia bem maior e estava mais bonita, com uma varanda grande e um pequeno jardim ao lado que pôde observar e admirar. No fim das contas queria ter uma câmera para poder tirar fotos do local, tudo parecia muito bonito aos seus olhos agora.

— Meus filhos queridos! Como vocês estão? — disse a senhora abraçando os pais do Chanyeol, que sorriram e contaram um pouco das novidades. A senhora Park olhou para o neto e sorriu. — Mas esse garoto está enorme! — e apertou sua bochecha, o abraçando logo em seguida.

— Olá vovó. — disse Chanyeol, tentando não rir.

O senhor Park também cumprimentou a todos e eles entraram na casa.

Levaram a bagagem para os quartos que ficariam e decidiram tomar um banho e descansar da viagem. O quarto de Chanyeol era pequeno mas aconchegante, tinha muitos livros em uma estante e o garoto já imaginava o que seria sua diversão nessas férias. Só esperava que os livros fossem bons pelo menos. Tomou um banho e dormiu. À noite todos desceram para o jantar e Chanyeol percebeu que seus avós pareciam mais despreocupados em como sua educação era dada e não discutiram tanto sobre seus modos a mesa ou sobre seu jeito de se vestir.

Após o jantar o garoto subiu para seu quarto e decidiu ouvir música em seu walkman, era a fita com as músicas de suas bandas preferidas, como Queen, Led Zeppelin, The Beatles e ABBA. Ficou um tempo olhando pela janela do quarto, sentado em uma poltrona, enquanto tocava Dancing Queen dessa vez. Se alarmou quando percebeu uma luz esquisita ao longe, no meio da escuridão. Parecia uma luz de lanterna que vinha de um morro logo depois da fazenda de seus avós. Não era um lugar tão longe assim, dava para ir a pé, mas pela hora sentiu um medo esquisito, então só deitou e dormiu.

De manhã cedo acordou, tomou seu café e passou a manhã no tédio, tentando ler livros, escutar músicas em seu walkman para desopilar, mas nada parecia fazer sentido. Seus pais se ocupavam conversando com seus avós e ajudando nas atividades da fazenda junto de alguns empregados, ou iam até a cidade comprar suprimentos.

Uma semana se passou e Chanyeol fazia as mesmas coisas de sempre, lia, escutava músicas e tentava ajudar nas tarefas da casa. De noite observava a luz misteriosa no morro perto da fazenda e dormia. No domingo não aguentou. Falou com seus avós e descobriu que eles tinham uma câmera fotográfica, uma Polaroid sx-70 e ficou feliz que o objeto tirava fotos instantâneas, seria perfeito para ele poder ir até o morro, observar a paisagem e tirar fotos. Teria algo para guardar de lembrança daquele local. À tarde depois de um cochilo, pegou a câmera, uma lanterna, fez um pequeno lanche; guardou tudo em uma mochila e seguiu para o tal morro. Finalmente descobriria o que era a tal luz que toda noite aparecia e o intrigava.

Passou pelo celeiro, pela pequena plantação e pelas vacas. O tempo estava mais fechado naquele dia, mas continuava lindo. Chanyeol circundou em um pequeno portão feito de arames e saiu dos terrenos da fazenda, já avistando o morro de perto. Correu um pouco pelo local, algumas árvores ficavam ao lado e balançavam com o vento cortante e tudo estava radiante. O morro estava enfim ao alcance e Chanyeol subiu com cuidado.

Chegou no topo um pouco ofegante, mas logo soltou um suspiro de felicidade. A vista era belíssima. Podia ver ao longe um farol e um pequeno lago e conseguia ver outras fazendas vizinhas, muitas árvores e até a cruz da igreja ao longe, que ficava na cidade. Tirou algumas fotos, leu um pouco o livro e até deitou em uma parte mais reta do morro. Seria seu lugar preferido e tiraria várias fotos do local. Agora conhecia mais e queria visitar até o farol. Suas férias não estavam tão ruins agora e poderia comemorar.

Levantou e tirou o lanche da mochila, mas ouviu um barulho. Alguém estava subindo no morro. Chanyeol ficou apreensivo, pensou se fugia ou não, mas não conseguia se mexer, e o barulho ficava cada vez mais perto. Levantou de uma vez e viu um garoto, com os cabelos bem lisos e pretos, vindo em sua direção, com uma expressão tão assustada quanto a sua. Ele aparentava ser bem mais baixo e estava com uma lanterna na mão direita, um binóculo na esquerda e carregava uma mochila velha.

— Olá… Não sabia que mais alguém vinha até aqui. — o baixinho disse, sentando ao lado de Chanyeol que arregalava os olhos, assustado.

— Eu… eu… eu pensava que vo-você fosse um fantasma! — Chanyeol disse, com dificuldade.

— Hahaha! Eu que pensei isso de você! Nunca vi outra pessoa aqui em cima, ainda mais nesse horário. — ele disse, retirando o que parecia ser um pequeno telescópio, o montando sem se importar com Chanyeol ali. — Tá quase escurecendo.

— Eu estou na fazenda logo atrás desse morro e fiquei curioso com isso aqui, já que toda noite vejo umas luzes vindas dessa direção. — Chanyeol mordia seus biscoitos e tentava se aproximar discretamente no chão. — Pensei que fossem fantasmas ou ovnis, nunca se sabe.

— Não era nada disso.

— Então era o que?

— Eu. Eu vivo aqui em cima durante a noite.

— Então é você? — Chanyeol agora estava a centímetros de distância do garoto. — Qual seu nome?

O garoto olhou para o lado e se assustou um pouco com a proximidade do maior. Riu um pouco e balançou a cabeça. — Eu gosto de vir aqui para observar as estrelas. — ele tinha terminado de montar o telescópio e estufou o peito, satisfeito consigo mesmo. — A propósito, meu nome é Baekhyun. E o seu? — ele perguntou, olhando nos olhos de Chanyeol, que pareceu um tanto desconcertado com aquele olhar.

Chanyeol arregalou os olhos. — É mesmo! Você é asiático! Agora que me toquei disso! — bateu na testa, indignado consigo mesmo. Chanyeol pegou sua mochila e a deixou do seu lado na grama e envolveu seu corpo com os braços, o frio começava a surgir junto da noite. — Desculpe, eu sou muito lerdo na maioria das vezes… Meu nome é Chanyeol e eu sou coreano-americano.

— Eu também. — Baekhyun respondeu.

Chanyeol lhe entregou uns biscoitos e os dois comeram juntos.

— Você é daqui Baekhyun?

— Não.

— Hmm… De onde… de onde você é?

— Ah, eu moro em New Jersey.

— Cidade vizinha da minha! — Chanyeol gritou, animado demais. — Você... está passando férias aqui também?

— Sim. Eu gosto daqui.

Chanyeol estava um pouco desconcertado. Baekhyun lhe dava muitas respostas curtas e parecia desinteressado em conversas. Mas não planejava desistir tão fácil assim.

— Errr… o que você vai fazer com isso aí. — disse, apontando para o telescópio.

— O telescópio? — Chanyeol fez que sim com a cabeça. — Ah! Vou olhar as estrelas, quero tentar observar Saturno hoje.

— E você consegue? — Chanyeol falou, arregalando os olhos. Era a primeira vez que via um telescópio e estava animado.

— Sim, se o planeta estiver em uma boa altitude eu consigo enxergar até bem.

— Nossa! Que legal!

— Hahaha! É sim. — Baekhyun fez uns ajustes em seu telescópio e começou a observação. Chanyeol ficou ao seu lado, com vergonha de falar qualquer coisa agora, pois ele parecia tão concentrado no que via. Chanyeol aproveitou para ver melhor as fotos que tinha tirado e algumas tinham ficado muito boas mesmo. A paisagem bonita ajudava bastante.

— Você quer ver? — perguntou Baek, vendo Chanyeol se assustar, já que estava concentrado em outra coisa. — Chanyeol?

— E-eu…? — Chanyeol não esperava por isso. — Ah! Quero sim, nunca fiz isso!

Baekhyun virou o telescópio mais para o lado direito para que Chanyeol pudesse ver. Chanyeol se ajeitou no chão e se aproximou com cautela do objeto. Estava bem nervoso, nunca tinha observado o espaço, mesmo que em sua escola tivesse telescópios enormes; nunca tinha parado para apreciar o céu dessa forma.

— Vá com calma para não se assustar. — orientou Baekhyun, ajudando Chanyeol a encaixar o rosto na lente.

Chanyeol abriu o olho esquerdo e levou um susto com uma estrela tão grande para sua vista, deu um pulo no chão, se afastando do objeto e Baekhyun desatou a rir com o seu medo instantâneo.

— Hahaha! Eu disse para ir com calma cara!

— É muito estranho! Nunca vi nada parecido!

— Venha Chanyeol, você consegue. — disse, o chamando novamente. Chanyeol foi com mais cautela e abriu os olhos lentamente, para não levar um susto de novo.

O céu estava infestado de estrelas já que estavam em um campo livre, e isso já facilitava a observação a olho nu, imagina no telescópio. Chanyeol viu várias estrelas bem de perto e percebeu que algumas que tinham o maior brilho a olho nu, muitas vezes é porque eram duas estrelas em vez de uma só.

— Nossa! É muito lindo! Agora consigo entender porque você gosta de observar o céu assim.

— É maravilhoso né? — Chanyeol se afastou do telescópio e voltou para seu lugar ao lado do Baekhyun. Os dois estavam sorrindo juntos, era bem estranho, mas ao mesmo tempo divertido e bom.

— Baekhyun.

— Fala.

— Quantos anos você tem? — ousou perguntar.

— Quatorze, faço quinze em maio; — Baekhyun pegou mais alguns biscoitos do pote de Chanyeol — e você?

— Também tenho a sua idade, mas faço quinze só em novembro.

Chanyeol verificou seu relógio e percebeu que já estava muito tarde. Não queria ter que ver seus pais como loucos o procurando e se levantou.

— Você já vai Chanyeol?

— Está muito tarde! Preciso ir! — recolheu todas as suas coisas e as ajeitou dentro da mochila.

— Amanhã você vem? — Baekhyun perguntou, sorridente.

— Hã? Sim, posso vir! — correu para a ponta do morro e deu um tchau discreto e envergonhado para o recém-conhecido. — Até amanhã Baek!

— Até — devolveu o aceno.

Chanyeol deslisou no morro e correu para sua casa, com a lanterna ligada já que estava bem escuro. Chegando na casa de seus avós eles ficaram desesperados quando o viram, pensando que ele tivesse se perdido em algum local pela floresta.

— Eu estou bem pessoal! — resmungou. — Vou dormir agora. — subiu as escadas e deitou-se em suas cobertas, com um sorriso no rosto.

— Você já está aqui? — disse Chanyeol no outro dia, quando chegou ao local em que tinha visto Baekhyun.

— Achei melhor chegar cedo, já que você estava mais ou menos nesse horário por aqui.

— Ah sim… — Chanyeol corou um pouco com aquilo, era esquisito, mas ficava feliz em saber que o outro estava com vontade de vê-lo. Sentou-se ao seu lado e o observou montar o telescópio.

— Eu tenho um binóculo pra gente ver outras coisas se quiser. — disse, entregando o objeto para o maior.

— Baek, sabe aquele farol lá longe?

— Sei sim…

— Eu queria ir até lá. Podíamos observar com o binóculo e eu podia tirar fotos, parece tão bonito…

— Não sei se é uma boa, fica longe…

— Mas eu queria ver, ainda não fiz nada desde que cheguei aqui. A melhor coisa que me aconteceu até agora foi ter uma câmera e ter te encontrado. — Baekhyun franziu a testa, corando um pouco com aquela frase. — Quero ver outros locais. E tem o lago lá perto, podíamos nadar, sei lá. Eu trouxe toalha. — disse, mostrando na mochila.

— Hmm… Tá bom, mas temos que ser rápidos.

Os dois correram para o farol e Chanyeol aproveitava para parar um pouco no caminho e tirar mais fotos. Baekhyun reclamava e pedia que ele fosse mais rápido, pois se escurecesse ficaria perigoso para os dois continuar ali. Enfim depois de muita reclamação do mais baixo, os dois finalmente chegaram no farol e Chanyeol subiu com muita pressa.

— Cuidado Chanyeol! — alertou o outro — Esse farol é muito antigo.

— Venha Baekhyun! Você é muito lento. — brincou, rindo da situação. Baekhyun balançou a cabeça em negação e sorriu em seguida. Aquele cara a sua frente era uma figura.

— Aqui é lindo demais! — Chanyeol estava maravilhado. A vista realmente estava muito linda, o céu estava mais limpo e dava para tirar muitas fotos.

— É sim… eu vinha muito pra cá quando era criança.

— Você também tem família por aqui?

— Sim, a família da minha mãe é toda daqui, então todo ano eu estou por aqui.

— Só meus avós por parte de pai moram aqui. — Chanyeol retirou a câmera da mochila e tirou a primeira foto. — É bem esquisito já que essa cidade não tem tantos asiáticos, mas eles vivem bem aqui.

— Sim, não se encontra muito, mas todo mundo respeita bem a porção asiática que vive aqui…

Baehyun olhou para Chanyeol e viu que ele estava tirando fotos suas. — O que você está fazendo Chanyeol?

— Ora, tirando uma foto sua.

Baekhyun escondeu a cara com as mãos. — Não faça isso! Eu odeio fotos!

— Ah! Mas ia ficar tão bom com essa paisagem!

— Não Chanyeol. — ele riu um pouco.

Chanyeol riu e se aproximou de Baekhyun, mas este correu a tempo de ser alcançado. Os dois ficaram circundando o farol, correndo um do outro e gritando.

— Vem aqui Baek! Você vai ficar lindo, vai ver.

— Sai Chanyeol, não gosto de fotos!

Chanyeol correu e correu, mas o menor era bem mais rápido. A solução foi pegar a direção contrária. Quando ele decidiu virar, deu de cara com Baekhyun, levando um baita susto. Os dois quase se esbarraram feio.

— Te encontrei! — disse, ofegante.

— Ah não!

Chanyeol tirou uma foto e Baekhyun saiu todo assustado nela.

— Eu venci!

— Não acredito que você conseguiu tirar uma foto minha! — reclamou — Deixa eu ver!

— Não! — Chanyeol balançava a foto no ar. — Ficou ótimo!

— Eu sou feio! Como posso ter saído bem em uma foto?

— Que feio? Você é bem bonito sim! Olha. — disse, mostrando a foto em que um Baekhyun estava todo assustado.

— Meu Deus! Eu to horroroso!

— Ah para! Você ficou ótimo!

Baekhyun deu um tapa no ombro do outro. — Pare de mentir!

Depois de Chanyeol tirar mais umas fotos eles viram que estava escurecendo então correram de volta para o morro.

— Nossa! Eu cansei.

— É, eu também.

Os dois se jogaram no chão, deitados um ao lado do outro, observando a noite que chegava e as estrelas e a lua que ficava cada vez mais evidente.

— Essas estrelas são as mais bonitas que eu já vi.

Baekhyun apontou. — Está vendo aquelas ali? São as três marias, conhecidas como cinturão de Órion, o caçador.

— Eu conhecia as três marias, mas não sabia que elas eram o cinturão de Órion.

— Sim, elas fazem parte da constelação de Órion e são as mais fáceis de avistar no céu, seus nomes são Mintaka, Alnilan e Alnitaka.

— Que nomes lindos! Eu adorei!

— Mais acima temos Sirius, a estrela mais brilhante da constelação de Canis Major e abaixo temos Procyon a estrela mais brilhante de Canis Minor. — ele disse fazendo uma espécie de triângulo no céu.

— Você realmente gosta de astronomia pelo visto.

— Eu amo, queria ser astronauta, mas penso que é muito difícil.

— Quem sabe um dia você consiga, é só seguir seu sonho.

Os dois ainda passaram um bom tempo conversando e se divertindo, falando das estrelas, de suas vidas, contando algumas histórias de terror e ficando com medo depois.Chanyeol foi pra casa mais alegre do que nunca naquele dia e pronto pra novos encontros.

Os dias seguiram e os dois a cada dia ficavam mais próximos. Caminhando pela fazenda, tirando fotos de vários locais e indo até o farol. Tomaram banho no lago e ficaram congelando com o frio da noite, conseguiram ver Saturno no céu e as crateras da lua. Não era uma imagem perfeita, mas o que conseguiam ver era já era algo grandioso.

As férias iam acabando e os dois não se separavam mais. Baekhyun até almoçou com na casa dos avós de Chanyeol, chegou a jantar por lá e até dormiu em uma noite. Os dois passaram a noite observando as estrelas e ouvindo música.

Até que as férias chegava ao fim. Chanyeol levantou naquele dia desanimado, pois sabia que teria que se despedir do amigo, porque sim, Baekhyun tinha virado seu grande amigo nesses quase dois meses de convívio diário.

Chegou rapidamente no morro pois precisava encontrar o mais rápido possível com seu amigo, afinal, no outro dia cedinho ele teria que ir pra casa.

Baekhyun chegou e os dois sorriram desanimados um pro outro, se cumprimentando. Sabiam o que os esperava no fim das contas.

— E aí? Como está? — Baekhyun ousou perguntar, depois de tanto tempo. Os dois estavam deitados, observando as estrelas.

— Sabe. — Chanyeol disse, maravilhado como sempre com a vista das estrelas. — No começo eu estava relutante em vir pra cá, pois achava que aqui era uma cidade de velhos chatos, mas essas férias se tornaram as melhores que eu já tive. E sabe porque?

— Por que? — Baekhyun perguntou olhando para o amigo.

— Porque eu te conheci Baekhyun. Porque eu pude tirar fotos de locais lindos e porque tudo o que eu fiz aqui ficará grudado na minha mente por muito tempo.

Baekhyun corou um pouco com a resposta, mas sorriu. — Eu também estou feliz de ter te conhecido, das outras vezes que eu vinha era só eu, agora que tenho você aqui, fica mais difícil saber que você já vai…

— É… infelizmente eu já vou embora. — Chanyeol olhou para o amigo ao seu lado e tentou não chorar. — Mas, eu espero te ver depois Baek, você precisa me prometer.

Baekhyun olhou nos olhos de Chanyeol e os dois ficaram se encarando por um bom tempo. — Chanyeol.

— Fala. — ele disse, respirando pesado. Não queria mais tirar os olhos de Baekhyun, sabia que ele era bonito, mas dessa vez percebia que ele estava muito mais lindo aos seus olhos.

— Me prometa que vai me escrever e que a gente vai se ver.

— Prometo.

— Vamos fazer uma promessa Chanyeol. — Baekhyun tirou uma réplica de Saturno e entregou para Chanyeol, que pegou o objeto pequeno de suas mãos, maravilhado com o que via. Era lindo.

— Esse é o meu planeta preferido, por causa dos anéis. — ele disse, apontando para a réplica na mão do amigo. — Quero que você guarde como um pacto, de que nós vamos nos encontrar.

— Eu… eu não queria ter que me despedir assim…

— Não podemos fazer nada Chan…

Chanyeol guardou o pequeno planeta no bolso e retirou um lenço branco de seu bolso. Levantou e pegou uma caneta em sua mochila. Fez um desenho de estrelas e o de uma câmera no lenço; colocou seu nome e o de Baekhyun no meio, logo depois entregando para o amigo.

— Para você lembrar de mim também Baek e para não esquecer que eu amo a fotografia e você a astronomia, e para saber que essas duas coisas nos unem.

Baekhyun pegou o lenço do amigo e se levantou. Os dois se olharam mais uma vez e se abraçaram em meio as lágrimas que agora desciam. Relutaram muito em se afastar, mas sabiam que precisavam se despedir naquele momento. Era chegada a hora de cada um viver suas vidas em suas cidades.

Chanyeol correu para um lado e Baekhyun correu para outro. Os dois ainda se olharam e acenaram de forma discreta um pro outro. Correram para suas casas e lá se fecharam em seus quartos, chorando por saberem que são muito novos e não entendem bem essa coisa de despedida, que os faz pensar que pode ser o fim, mas que os dá esperança para que haja um novo recomeço. No fim daquela noite, mesmo com os olhos inchados, estavam sorrindo, pois a esperança de que poderiam se encontrar e fazer aquela amizade se firmar ao longo do tempo, era algo bem maior que aquela separação dramática. Tinha sido por pouco tempo, mas foi um tempo que marcou a vida dos dois e marcaria por muitos e muitos anos.

June 6, 2018, 10:34 p.m. 2 Report Embed 7
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DearChen DearChen
Já amei mano nossa, agr vou começar a minha manhã toda soft <3 <3 <3 desculpa não fazer um comentário incrível e enorme ;-; mas prometo melhorar nos proximos caps bjs xuxu <3 <3 até
June 7, 2018, 6:21 a.m.

  • Lenne ♥ Lenne ♥
    Aaaaaaaa que bom que gostou!! Fico tão feliz de saber isso! Agora minha manhã vai ser cheia de alegria pelo seu comentário! ❤ E que é isso! Qualquer feedback já me deixa feliz ❤ Obrigada mesmo por ler e comentar 😘 June 7, 2018, 6:43 a.m.
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