Cabelos ao vento, orquídeas ao chão Follow story

indelikaido Gi Carvalho

Jongin não era nada diferente; era jovem, jovem morrendo de amor e por amor. Amor tão grande e intenso que florescia por dentro e deixava que seus lábios colhessem o infortúnio que o destino lhe reservava.


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

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Um ponto infinitamente minúsculo na linha do tempo

Kim Jongin descobriu ser um perfeito observador assim que conheceu Oh Sehun. O dono desse nome também era dono de muitas outras coisas: de um sorriso bonito, de sardinhas adoráveis, facilidade para exatas e até mesmo era dono dos melhores chutes que Kim Jongin já havia presenciado em toda a sua trajetória de jogador de timeco de escola.

No segundo ano, por conta de uma lesão séria no joelho, tornou-se técnico para continuar acompanhando os colegas de time. Neste ano, Sehun finalmente entrou para a tão sonhada vaga na equipe. Ele sempre fora todo sorrisos, simpatia e amor. Não foi fácil para Jongin admitir que o queria por perto toda hora, porque ele geralmente não gostava de ter muita gente consigo.

E mesmo com a lesão, se dava ao luxo de acompanhá-lo nas corridinhas que dava pelo parque após os treinos. Sempre parava na metade do caminho e se jogava no chão, gemendo de dor, ao que Sehun sempre reagia da mesma forma:

— Você parece um velho, Kim!

Sehun gostava de lhe dar muitos apelidos, e Jongin gostava mais ainda de constatar que era a pessoa que mais recebia atenção do mais alto. Fosse na hora do intervalo, quando ficavam na sombra de alguma árvore estudando para as provas, fosse fora da escola, nas mensagens sempre felizes.

Não se apaixonar por Sehun era uma tarefa impossível, principalmente em sua miserável situação.

Era difícil não se apaixonar pelo conjunto da obra; sua inteligência, beleza, porte físico e piadinhas sem sentido. A própria personificação do príncipe encantado.

Da primeira vez em que sentiu aquela dor angustiante no peito, foi algo totalmente inédito para si.

Estava descansando a cabeça no ombro dele, ligeiramente bêbado. Estavam na varanda da casa de um amigo enquanto a festa rolava lá embaixo, mas Jongin era o único que realmente estava alterado. Buscou a mão do outro com a própria, entrelaçando os dedos.

— Eu gosto muito de você. — admitiu, o medo da rejeição correndo por suas veias.

— Nini… eu… não posso.

Engoliu em seco. Não, não em seco. Engoliu mágoas, tristezas e angústias.

— Tudo bem. — respondeu em um fiapo de voz.

— Por favor, não chora. — suplicou, se virando de lado para que pudesse enxergar o rosto de Jongin. Ele era bonito, realmente bonito. Mas era simplesmente triste vê-lo com os olhos prestes a transbordar. Olho de tempestade, olhos tempestuosos.

— Caramba, eu gosto muito de você. — engasgou com as palavras, abaixando o rosto até que ele estivesse sendo sustentado apenas pelas mãos de Sehun.

— Eu queria conseguir te amar, Nini. Você não sabe como é… não conseguir sentir algo. — murmurou, afagando o cabelo bagunçado. — Não é pessoal. Eu só não sirvo para isso.

Jongin se deixou cair sobre o corpo do melhor amigo, afundado em uma tristeza amplificada pelo álcool.

De repente, as dores em seu joelho se tornaram mínimas. Algo parecia rasgar-lhe por dentro e sua pele queimava.

Acordou no meio da noite, ainda com as roupas da festa e as bochechas úmidas por causa das lágrimas. Cambaleando, andou até o banheiro e se prostrou perto da privada, sem forças para continuar de pé. Pensou que fosse de fato colocar tudo para fora, mas a única coisa que saiu de sua garganta assim que se inclinou sobre a porcelana branca foi uma pétala branca e vermelha. A pétala delicada caiu na água, tingindo-a de vermelho clarinho. Arfou, colocando uma de suas mãos em sua barriga enquanto respirava com dificuldade. Era como se pudesse sentir mais preso em sua garganta.

Buscou apoio e levantou-se, respirando fundo. Era só uma alucinação que o álcool estava causando. Tirou a blusa e a jogou no chão, flexionando as costas e tentando distrair sua mente. Seu olhar pairou sobre uma marca em seu ventre, onde um raminho despontava. Uma pequena flor fechada estava gravada em sua pele.

Arregalou os olhos e tocou-lhe, assustado. Não era fruto de sua mente; a flor estava ali, como se fosse uma tatuagem.

Escorregou de volta para o chão, as costas sendo castigadas pelos azulejos gelados.

Não havia sido apenas um sonho, e as pétalas voltaram a machucar-lhe a garganta e marcarem-lhe a pele. A ramificação em seu ventre ia crescendo a cada dia, as flores se abrindo aos poucos toda vez em que ficava perto de Sehun. O mais novo estava com um cuidado dobrado em suas palavras e gestos, e isso apenas piorava tudo; gostaria de voltar no tempo e jamais ter revelado seus sentimentos. Jongin queria cair morto no chão quando, ao final de cada treino, recebia um abraço desajeitado do maior. Estava cansado daquilo.

Mais incômodo do que aquele amor absurdamente improvável eram as febres constantes e as flores que cuspia todos os dias. Tinha começado com pétalas, e agora quase desmaiava quando via as flores inteiras saindo de sua boca. Ninguém mais sabia do que estava acontecendo.

Um dia, Sehun acabou descobrindo.

Jongin deveria ter faltado naquele dia, estava ardendo em febre. Entretanto, estavam se preparando para as finais do campeonato entre as escolas do bairro e não queria deixar os amigos na mão. Passou o treino inteiro sentado, sem forças para gritar e para orientá-los, deixando tudo nas mãos do professor de educação física. Flagrava vez ou outra o olhar de Sehun sobre si, preocupado com o rosto adoecido e as mãos trêmulas. Ele estava torcendo para que o treino acabasse logo. Assim, poderia ir tomar conta do amigo.

O mais velho praticamente correu para dentro do vestiário quando o apito final soou. Como estavam indo embora mais cedo, ninguém havia entrado ali e ficou grato por aquilo. Sentou na pontinha do banco, se curvando sobre a própria barriga. Sentia seus músculos tensionarem toda vez que a flor ameaçava voltar por sua garganta. Era um estado verdadeiramente deplorável.

Sehun entrou, sorrateiro, observando por algum tempo o amigo gemer de dor nos fundos do vestiário antes de correr até ele e abraçar seus ombros. Jongin estava pingando de suor, a franja molhada grudada na testa assim como sua camiseta branca estava grudada em seu corpo; o menor já não estava mais com aquela aparência saudável que tinha quando se conheceram, evidenciando a alimentação casa vez mais precária.

— Sai… me deixa sozinho. — implorou bem baixinho, escondendo o rosto entre suas mãos. Aos seus pés, jaziam duas orquídeas brancas em uma poça de sangue. Sehun ficou em silêncio quando as notou, petrificado.

— O que tá acontecendo, Nini?

Jongin começou a chorar, soluços altos deixando sua garganta machucada. O mais novo abraçou ele com força, como se pudesse roubar sua dor. Apesar de não ser capaz de envolver-se romanticamente ou sexualmente com ninguém, era extremamente empático e odiava com todas as suas forças ver pessoas especiais como Jongin tão tristes. O pior… era saber que provavelmente era o motivo daquela tristeza. Sentia na pele o suor frio e o quanto o mais velho tremia em seus braços.

— Jongin, por favor. Fala comigo, fala alguma coisa. — sua voz saiu angustiada; seu olhar permanecia fixo nas flores e no sangue.

— Eu vou morrer? Vou morrer, Sehun?

Ele mesmo foi tomado de uma sensação horrível ao ouvir aquilo, se agarrando com desespero às roupas encharcadas do Kim que seus dedos insistiam em deixar escapar.

— Não fala isso, ninguém vai morrer… deve ser uma gripe. É só um gripe. Vou te levar no hospital. — murmurou, sentindo o corpo menor enfraquecer em seus braços.

— Mas dói tanto, gripe não deveria doer. — lamentou, as mãos frágeis segurando na camiseta de Sehun. Foram as últimas palavras que saíram de sua boca antes de apagar ali mesmo, amparado pelo abraço do mais novo. Ele pegou o corpo do melhor amigo e o colocou apoiado em seus ombros, se curvando para que pudesse andar o caminho inteirinho até a casa deste. Foi difícil e quase caiu inúmeras vezes, porém seu desespero para conseguir levá-lo a algum lugar confortável superava a dor em suas costas.

Sehun sentou-se na beiradinha da cama do mais velho após lhe dar um banho frio e colocar um pijama quentinho nele, observando a expressão serena do outro. Se não pudesse ver o peito subir e descer devido a sua respiração leve, pensaria que estava morto; Jongin não tinha acordado desde então, e isso apenas piorava os pensamentos do Oh, que em poucos minutos já havia se crucificado inúmeras vezes.

Perdeu o medo e finalmente deitou na cama de uma vez por todas, virando de lado para continuar velando o sono do menor. A senhora Kim já tinha deixado Sehun dormir ali outras vezes e já não era mais nenhum estranho naquela casa. Mesmo assim, sentia algo estranho na boca de seu estômago, como se não fosse digno de estar ali ao seu lado. Algumas lágrimas escorreram por seu rosto enquanto traçava as feições do outro com a ponta dos dedos. Doía-lhe no fundo da alma não ser capaz de amar alguém tão bom quanto Jongin.

Ele abriu os olhos devagarinho, franzindo o cenho quase que imediatamente.

— Você tá em casa, tá tudo bem. — murmurou, ainda acariciando o rosto do amigo. — Tá de noite, então se quiser pode dormir mais.

— Eu tô de pijama. — constatou, constrangido.

Sehun assentiu, o encarando de maneira séria.

— Tomei a liberdade de te dar um banho e trocar a sua roupa. Você estava ensopado de suor e…

— Obrigado. — respondeu, cortando a fala de Sehun. Sentia o peito doer mais do que o resto do corpo por causa da proximidade.

Eles ficaram em um daqueles silêncios que pareciam durar boas eternidades, onde apenas o mais novo tinha coragem de continuar olhando para o garoto à sua frente.

— Você quer que eu vá embora? — indagou, o tom de voz bem baixinho.

Jongin ponderou sobre aquilo, porque a parte de si que tinha consciência do porquê de estar doente queria muito ficar sozinha e chorar suas últimas lágrimas. E havia também a parte de si que adorava aquele garoto com todas as forças e queria tudo, menos que ele fosse embora.

— Não. — determinou, levantando a destra e alcançando os fios negros do cabelo de Sehun, retribuindo temeroso o carinho. O mais novo sorriu brevemente, fechando os olhos.

— Você me perdoa?

— Pelo quê, exatamente?

— Por não poder ficar contigo. — respondeu baixinho, sentindo Jongin cessar o carinho.

— Ah, Hunnie… tá tudo bem.

— Não está tudo bem. Não tá nada bem, cara. — abriu os olhos, encontrando o olhar triste do outro. — As marcas no seu corpo e as flores… ah, eu tô péssimo. Não acredito que tô causando isso.

— Não se culpe. Eu que me apaixonei sozinho. — respondeu com uma risadinha irônica. Aquilo machucou Sehun em níveis inimagináveis.

— Será que eu posso fazer algo para você… ficar mais feliz?

Jongin se afastou um pouquinho, mordendo o lábio inferior.

— Não acho que tenha algo. Se quiser me amar em nossas próximas vidas eu tô aceitando. — brincou, sem muito humor na voz.

Sehun suspirou, pensando em alguma solução possível. Enquanto tentava pensar em algo, o mais velho levantou-se preguiçosamente e foi ao banheiro, batendo a porta com força. Ele sentou na cama, arrepiando-se ao ouvir o choro e o barulho horrível que a garganta de Jongin fazia toda vez em que aquelas flores ameaçavam sair.

Depois de alguns minutos acabou se cansando daquilo e levantou; abriu a porta do banheiro com tudo. Jongin estava encostado em uma das paredes, praticamente deitado no chão. O maior encostou a porta e deu a descarga, sentando no chão ao lado dele, Puxou seu corpo pelos ombros e limpou os vestígios de sangue em seus lábios com o polegar, o olhar descendo para as flores despontando na pele que a camisa do pijama não cobria. O mais velho já não conseguia mais respirar sem fazer um ruído alto.

— Não se culpe.

— Eu nem falei nada.

— Eu consigo distinguir a pena nos seus olhos, Sehun. Não faz isso comigo. — suplicou, encostando a testa contra a palma de sua mão. O maior beijou-lhe a testa longamente, a outra mão apertando levemente as costas de Jongin.

— Se eu sinto pena de alguém, é de mim mesmo.

Torceu o tecido da camiseta do outro entre seus dedos, tendo em mãos o amor mais intenso de sua vida todinha. Podia sentir sua vida esvair-se a cada ciclo de respirações, como se de alguma forma seu pulmão estivesse cheio daquelas pétalas malditas.

Sehun lhe encarou, os olhos marejados, e acabou por depositar um selinho breve em seus lábios. Não seria uma cura, como se fosse a Bela Adormecida despertando com o beijo de seu príncipe encantado, mas acalentou o coração de Jongin, que permitiu que a maciez dos lábios até então virgens de Sehun o iludisse por algum tempo.

— Obrigado. — sussurrou, se aninhando contra o peito do maior.

— Vamos voltar pra cama. Já está tarde e… precisamos descansar. Amanhã não quero te ver fazendo corpo mole no treino, me ouviu? — disse Sehun, erguendo o corpo vacilante de Jongin quase que sozinho.

— Respeita seu técnico ou eu te corto do time! — reclamou, sorrindo timidamente enquanto se deixava acompanhar de volta para a cama. Deitaram de barriga para cima, apenas os mindinhos entrelaçados. Jongin fitava o teto, pensando em mil e uma coisas. Ninguém de sua família sabia do que estava acontecendo, como poderia continuar disfarçando algo tão destrutivo? Não queria morrer, tinha tanto a fazer… a presença dele tornava tudo insuportavelmente doloroso, como se aquela falta de ar se multiplicasse por mil. Mas não, nada era pior do que aguentar aquilo sozinho. — Você acha que vai doer?

Sehun chorava baixinho, sem forças para olhar para o amigo.

— Espero que não. Eu… ah, que merda. Jongin, não vai embora… — pediu, soluçando. — Eu fiz isso…

— Para. Se culpar deixa tudo mais difícil. — virou o rosto dele com a palma da mão, arranjando força do Hades para conseguir lhe dar um pequeno sorriso. — Vamos, Sehun. Quem tá morrendo sou eu. Me dê um sorriso, você sempre teve um sorriso lindo.

— Se eu te beijar, vai parar? Eu me odeio tanto por isso, céus…

— Shhh. Não vai parar. Não se odeie, idiota. Você não merece ser odiado. Sehun, me escuta: vai ficar tudo bem. Não precisa se forçar a gostar de alguém, a amar alguém, não faz parte da tua identidade como pessoa. — disse baixinho, enxugando as lágrimas do melhor amigo. — Você é assim. Não sinta-se péssimo por algo que não pode mudar em você. Apenas aceite, hm? Eu aceitei. Também aceite meu amor meio capenga e sangrento, meio febril. É de coração.

— As orquídeas são péssimas. — pontuou Sehun, a voz saindo bem mansa.

Jongin riu alto, já estava chorando junto com ele.

— Eu sei que são as suas preferidas.

Permaneceu em silêncio e deixou mais um beijo na ponta do nariz do moreno.

— Você foi o meu primeiro beijo. Primeiro e último.

— Credo, Sehun. Beijando pessoas doentes por compaixão, tsc… deveria ser considerado um crime hediondo. — debochou, o sorriso morrendo em seu rosto. — Foi bom?

— Não sei, foi meu primeiro beijo. Não é nada de mais, essa coisa toda de beijar. Não sei o porquê do alarde das pessoas em cima disso. Esse é o ápice da sexualidade de vocês?

— Eu gostei.

Olhou-o, confuso.

— Você…

— Gostei do beijo. Pena que não ajuda minha situação em nada, beijos são realmente atos superficiais. Mas como gesto é algo incrível e fala muito sobre alguém.

— Exemplifique.

— Eu me senti amado. Não na mesma medida que eu te amo, mas… como pessoa. Como amigo. Não sei explicar, mas é basicamente isso. São sentimentos complexos, os que envolvem duas pessoas. Obrigado por… tornar isso mais suportável. — fez uma pausa, respirando tão fundo quanto seus pulmões lhe permitiam. — Diga às pessoas que eu me matei. Acho que será mais fácil de entender.

Dito isso, voltou a fitar o teto, remoendo tudo o que havia falado.

Sehun lhe cutucou algumas vezes, tentando roubar sua atenção; não estava preparado para aquilo.

— Eu te amo, Nini. Não tenho capacidade de amá-lo do jeito que gostaríamos, mas… eu te amo. Amo sua voz, seu cabelinho fofo, amo até as roupas meio largadas que tu usa. Você é incrível.

— Amava, amava. Era. — corrigiu sem ânimo, por mais que o maior praticamente se debruçasse sobre si.

— Amo. É. Você nunca vai deixar de existir, bobinho. Não é assim que funciona.

Mordendo o lábio inferior com força, enterrou o rosto no peito de Sehun mais uma vez, o abraçando e se aconchegando em um lar que não era exatamente seu, mas de que desejava mais do que tudo se adonar. Em algum momento da discussão acirrada da noite sobre pretéritos e presentes, o mais novo dormiu. Mesmo com as roupas do treino e a posição desconfortável por estar dividindo a cama de solteiro com Jongin, que ficou a lhe observar com um ar melancólico. Sentia novamente uma vontade absurda de correr até o banheiro e cuspir aquele jardim que florescia dentro de si e em seu peito — os ramos já lhe sufocavam a garganta e enchiam seu peito —, mas se limitou a gemer baixinho de dor, o barulho abafado por estar com o rosto escondido contra o peito dele.

Deixou um beijo demorado em seu queixo, se afastando um pouco do corpo maior. Passou alguns últimos minutos tendo conversas mentais enquanto fitava os traços de Sehun que se faziam ver por conta do luar do lado de fora das janelas. O céu, o belo céu, imperava do lado de fora da casa como se dezenas não perdessem um alguém especial naquela noite, a Lua sendo o farol daquelas almas já exaustas. Sentiu-se um grande nada, uma existência dolorosa e um ponto infinitamente minúsculo na linha do tempo do universo. Jongin não era nada diferente; era jovem, jovem morrendo de amor e por amor. Ao lado de seu amor.

June 6, 2018, 7:51 p.m. 0 Report Embed 2
The End

Meet the author

Gi Carvalho Defensora oficial dos direitos de Oh Sehun como dono do meu coração, a tarada dos angst e #0 stan do sorriso de Lee Jeno.

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