Eat You Alive Follow story

clisthert Khil Tint

Todo mundo sabia que BaekHyun e ChanYeol se odiavam. Que não suportavam a presença do outro, que enquanto um agia com grosseria, o outro devolveria com puro deboche. Mesmo que fossem, tecnicamente, chefe e estagiário, mesmo que tivessem que trabalhar em conjunto, eles simplesmente não davam certo e isso não era segredo para ninguém. Contudo, o que ninguém percebia era que eles sempre estavam a espera da oportunidade em que poderiam explodir em desejo e se consumirem vivos, e esse era um segredo que, inevitavelmente, manteriam por um bom tempo. [chanbaek | romance | ceo!byun | trainee!park | +18]


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Chapter 1

“E é por isso que eu me senti no direito de comemorar com vocês.” declarou, sustentando um sorriso largo no rosto. “Um brinde!”


O grito de comemoração se espalhou no restaurante, mas não era algo realmente preocupante quando o estabelecimento estava reservado para apenas cinco homens engravatados. Todos eles se levantaram da mesa, brindando com suas taças de champanhe chocando-as umas nas outras antes serem matadas por lábios secos de pessoas que haviam acabado de fechar um grande negócio. Apenas um não fizera aquilo, sentando-se cordialmente em sua cadeira, sempre sério, sempre frio.


Todos eles eram muito jovens. O mais velho entre a roda tinha trinta e cinco anos e nem parecia que havia saído da casa dos vinte. Kim Minseok foi o que fez o discurso, o que deu a assinatura final e era praticamente o dono da principal empresa daquela rede composta por amigos. Haviam finalmente conseguido o financiamento que precisavam para dar o pontapé na construção do maior resort que um cidadão sul coreano poderia usufruir e estavam orgulhosos disso. Também, qual outra possibilidade teriam de colocar um projeto tão grande e bonito em prática?


“Byun.” o mais velho chamou a atenção do rapaz de cabelos escuros e terno completamente preto. “Você realmente vai fazer isso? Quero dizer, você hesitou tanto no começo em fazer parte da sociedade e ver que nesse projeto você vai me ajudar…”


“É claro que eu vou fazer, Minseok.” sorriu mínimo em resposta. “Eu não hesitei, só resolvi ser cauteloso. Eu sou sério com meu trabalho, você sabe disso. Agora eu só vou esperar a transferência da primeira parte do dinheiro e a conclusão das documentações de autorização e já vou mandar meus homens para o trabalho.”


“É isso que eu gosto em você.” a voz grave de Do Kyungsoo soou no local. Ele era responsável em ceder os materiais para as construtoras. “Sempre sem rodeios. O trabalho vai ir bem com esse time.”


Baekhyun assentiu levemente, desviando o olhar em direção a sua bebida e concentrando-se nela. Byun nunca soava muito simpático e todos seus amigos entendiam aquilo como uma reserva, era a personalidade dele mesmo. Foi o único a não gritar na comemoração, assim como não tomou sua bebida tudo num gole. Mesmo sendo tão novo, com apenas vinte e oito anos, o rapaz sempre parecia muito distante de laços realmente afetivos e apesar de ter Minseok como melhor amigo, havia aquela distância honrosa que o seu próprio gênio tratava de manter. Longe de ser uma pessoa realmente azeda, claro, ele só era muito sério e levava os negócios a frente de qualquer coisa — talvez tenha sido por isso que a sua construtora deu tão certo.


Seus olhos analíticos caminhavam sérios para o rosto de cada amigo seu ali. Mesmo que tivesse demorado tanto para finalmente oficializar a sociedade, Byun era sempre muito presente em todos os trâmites, participando tanto quanto todos os outros ali, provavelmente por culpa da sua amizade e pelo diretor daquela empresa que gerenciava terrenos e uma rede de fornecimento de alimentos sempre querer pedir sua opinião para tudo. Não reclamava, afinal. Gostava de estar afundado em papeladas, vendo seu trabalho sempre dar frutos muito bons para o país — e para o seu bolso.


Cinco homens e cada um com uma parte considerável de participação daquele projeto. Minseok com seus terrenos e hipotecas, Kyungsoo com sua distribuidora de materiais de construção, Jongdae com os cálculos e documentos burocráticos, Sehun com a hotelaria e turismo, Baekhyun com a construtora. Não havia como realmente dar errado, não mesmo. Agora que haviam conseguido um bom financiamento — o equivalente para um projeto bilionário como aquele —, só precisavam terminar todos os pormenores para que pudessem, finalmente, começar.


Baekhyun esboçou a sombra de um sorriso, mas logo o desmanchou quando a porta do restaurante emitiu um ruído por todo o local, indicando que alguém havia chegado. Não demorou para que seus olhos se fixassem na figura ridiculamente alta que se aproximava da mesa, usando calça jeans de lavagem escura, camisa social, blazer e... tênis. Era uma combinação que mostrava uma casualidade elegante, mas para Byun era uma vestimenta extremamente inapropriada para aquela reunião. O rapaz em questão estava visivelmente atrapalhado com as pastas que carregava e seus cabelos cacheados estavam uma bagunça enquanto o óculos escorregava pelo nariz. O pesadelo de Baekhyun; Park Chanyeol.


“Me desculpe, chefe!” o rapaz chegou, com a voz um bocado ofegante, dirigindo-se a Minseok. “Por causa da faculdade, eu não tive como vir aqui antes.” justificou-se e o mais velho abanou a destra em frente ao rosto.


“Ah, que isso, Chanyeol! Não se preocupe tanto.” sorriu, puxando uma cadeira para o mais alto. “Venha, sente-se aqui! Ainda não começamos a comer!”


“Você não se acha muito casual para uma reunião de negócios, não?” Baekhyun não resistiu em alfinetar, logo após Park ter sentado na cadeira. “Acho até um pouco desrespeitoso da sua parte em vestir-se assim.”


“Ah... perdão, mas eu não pude passar em casa antes para trocar de roupa.” o rapaz disse lentamente, com os olhos aparentemente maiores do que já estavam.


“Então que não viesse, Park.” cuspiu, virando para seu copo de champanhe.


“Baekhyun!” o Kim mais velho chamou a atenção. “Não fale assim com ele, é meu estagiário!”


“Sinto muito, senhor Byun, mas meu chefe precisa da minha presença.” Chanyeol deu de ombros e o empresário nem precisaria olhar para saber que o alto estaria com um sorrisinho torto e provocativo no rosto, só para tirá-lo ainda mais do controle. “Não posso passar por cima das ordens dele.”


Baekhyun até fez menção de responder, mas foi obrigado a engolir a malcriação por culpa do olhar inquisidor de Minseok e Sehun sobre o queridinho deles na mesa. Poderia até considerar o fato de que o jantar havia transcorrido calmamente, entre conversas de negócios e expectativas sobre o projeto, se não fosse as olhadas disfarçadas e intensas que ambos os rapazes trocavam entre a refeição.


Para todos os efeitos, eles se detestavam. Byun realmente não conseguia segurar a língua para provocar e debochar de Chanyeol porque era daquela forma que ele se sentia o tempo todo; provocado, instigado, atraído. E entre garfadas no filé servido e olhares furtivos, o empresário podia muito bem ver cada insinuação direcionada para si. Os sorrisinhos, algumas piscadas e olhadas quase não disfarçadas. Baekhyun gostava de discrição, mas a única coisa que Park não fazia, era ser discreto. Como ninguém percebia nada? Não acreditava que eles eram tão ingênuos àquele ponto.


Byun não excedeu àquela única taça de champanhe; durante o jantar, pediu um suco natural e manteve-se daquela forma. Precisava dirigir até sua casa e não poderia com álcool demais no sangue. Apesar de todas aquelas alfinetadas silenciosas, nada saiu do controle. Logo eles estavam conversando mais um pouco sobre o projeto e no outro momento, já se despediam amigavelmente após pagarem a conta do restaurante reservado somente para eles.


“Eu vou querer vocês todos lá na sede amanhã, por favor!” Minseok pediu e os outros assentiram, cumprimentando o homem mais velho entre eles com um aperto de mãos.


“Minseok-nim!” Chanyeol o chamou no meio daquele burburinho, soando alto demais como sempre, puxando o chefe para um abraço. “Obrigado pelo jantar! Foi uma reunião muito confortável. E desculpe novamente pelo atraso.”


“Você sabe que não tenho problemas com isso, certo?” sorriu em resposta. “Eu compreendo seu atraso, até porque você me avisou bem previamente sobre a situação.”


“Obrigado, eu prometo que irei trabalhar o dobro para compensar, diretor!” curvou-se, começando a cumprimentar os outros com um aperto de mãos, contudo, ao chegar em Baekhyun, Chanyeol permaneceu com a mão estendida por tempo demais, deixando-o visivelmente desconcertado. “Não vai se despedir de mim?” questionou com o tom quase inocente e triste, mas Byun sabia o que escondia por detrás das lentes grandes daqueles óculos; pura malícia.


“Você tá brincando, Park?” questionou, arqueando uma das sobrancelhas.


“Tsc, ah, Chanyeol... não ligue pra ele, vai.” Sehun se intrometeu, afastando o homem alto do empresário mal humorado. “Você quer uma carona?”


“Não, Sehun-nim, obrigado!” negou educadamente, antes de virar-se para os outros. “Bom, eu vou indo, gente... até mais!”


O grupo manteve-se em silêncio até que o jovem passasse pela porta, sumindo de vista rapidamente. Nisso, Baekhyun teve seu ombro apertado com força por Minseok, que parecia bastante impaciente com a sua evidente grosseria com o estagiário. Ele não tinha culpa, afinal, já que aparentemente era o único a realmente conhecer Park Chanyeol.


“Eu não sei qual é a sua implicância com o meu estagiário, Baekhyun.” ele iniciou, suavizando a carranca. “Mas dê uma chance para ele, vai. Vocês podem trabalhar bem juntos. Ele é um garoto competente, sempre muito educado. Não vejo motivos para você tratá-lo com tanta frieza, amigo.”


“É, é?” debochou, mas logo ouviu um som de reprovação do amigo. “Tudo bem, Minseok.”


Kim era só mais um, como todos ali, que via não via o lobo em pele de cordeiro que Park Chanyeol era. Nem mesmo poderia se atrever a falar o quanto ele lhe provocava, o quanto parecia querer lhe tocar e falar besteiras em seus ouvidos. Queria poder falar para Minseok que "Chanyeol até pode parecer um mero estudante, mas é o verdadeiro demônio". Mas isso nunca iria convencê-los o suficiente, pois certamente interpretariam de forma completamente errônea.


“Baekhyun, quer uma carona?” SeHun lhe perguntou de repente e Byun deu um sorrisinho mínimo, negando com a cabeça.


“"Você bebe além da conta e depois fica oferecendo carona para que as pessoas possam dirigir pra você, SeHun.” debochou, sendo acompanhado pelos outros quatro. “Chame um táxi, moleque.”


“Você é um péssimo amigo, Baekhyun.” acusou e o moreno riu


"Obrigado."


“Vai ficar por aqui mesmo?” Minseok lhe perguntou, já ajeitando o blazer e abotoando-o.


“Meu carro está no estacionamento aqui perto, então não é problema.” deu de ombros. “Amanhã estarei lá às oito com todos os documentos só pra você terminar de assinar, tudo bem?”


Apenas esperou que o amigo assentisse para que ele pudesse, finalmente, se despedir dos outros, logo saindo do estabelecimento. Esticou levemente o corpo, olhando de um lado para o outro, sentindo o vento gelado da noite no rosto enquanto tentava espantar o motivo de sua perturbação diária da mente, decidindo por fim caminhar ao estacionamento que ficava na quadra de trás e escolhendo atravessar o curto beco ao lado para chegar mais rápido. Baekhyun era um homem que parecia ter uma boa intuição, já que não havia escolhido ir por aquele caminho a toa; logo que começara a andar, pôde avistar uma figura alta conhecida um pouco camuflada pela escuridão do local. Sorriu de lado.


"Hey."


"Eu não sei porque ainda esperei algo diferente vindo de você, Chanyeol." Byun soltou, ácido, passando direto pelo universitário, sabendo que seria logo seguido. "Vai pra casa, garoto."


"Não." o alto respondeu, observando o mais velho bagunçar os fios da cabeça. "Queria saber se você não estava saindo para outro compromisso, sabe?"


"Não, não sei. Que compromisso eu teria às dez da noite?" arqueou as sobrancelhas, mas continuou andando, atravessou a rua e logo chegou ao estacionamento.


"Talvez com outra pessoa... em outra cama." deu de ombros. "Eu sou um pouco ciumento, você sabe."


Baekhyun soltou uma risada sarcástica, pausando a conversa para pegar sua chave com o cartão magnético que possuía. Queria muito que Minseok pudesse ouvir todas as coisas que sentia-se obrigado — na verdade, tentado — a ouvir por aquele estagiário que lhe dava mais problemas do que soluções. A voz rouca sempre invadia com facilidade seus ouvidos e marcava sua mente como ferro em brasa. Era terrível ter tudo o que ele falava repetindo-se infinitamente em sua mente.


"Nós não temos nada, Park." voltou a caminhar apressadamente por entre os carros enfileirados no local amplo, sentindo o alto segui-lo como uma sombra. "Somos apenas dois estranhos."


"Você é meu, você sabe disso." Chanyeol respondeu, se encostando no carro do empresário assim que o alarme foi desligado. "E dois estranhos não fazem o que fazemos, vai, Baekhyun... eu quero você."


"Garoto, entenda" alertou, mostrando impaciência. "Eu não pertenço a ninguém. Eu sou um homem ocupado, eu não tenho tempo para brincadeiras. Por que você não vai caçar um computador de última geração para jogar os seus joguinhos? E cala esta porra de boca, por favor." abriu a porta do carro, pronto para deixar aquele universitário atrevido para trás, mas teve seu braço firmemente segurado, amarrotando seu blazer e deixando a pele quente.


"Não me trata assim, Baekhyunnie, não seja tão frio, vai." pediu com a voz mole, chegando perto do homem com certa manha. Sabia que Byun ficava ainda mais irritado com aquilo. "Ou prefere que eu te chame de hyung? Você gosta de ser chamado assim na cama, não gosta?"


O empresário riu seco, passando a mão na testa suada, esta que nem havia percebido quando começou a umedecer daquela forma. Queria ignorar aquele homem e ir para casa de uma vez, mas o toque que antes estava no braço, havia ido para a nuca e seu corpo estremecia levemente por culpa de todos os pensamentos delicadamente impuros que corriam em sua mente só com aquele puxão deveras carinhoso que recebeu nos fios da nuca.


Perdendo a paciência completamente, Baekhyun se desfez do contato da pele, puxando o garoto com brusquidão, sem se importar com o fato de que todos os materiais que ele sustentava com tanto cuidado desde o jantar fossem cair no chão em um grande barulho por culpa da amplitude do lugar. Nada parecia ser relevante naquele momento quando olhava dentro dos olhos do garoto alto e via um brilho deles de determinação e puro desejo. Queria sorrir com alguma arrogância sobre ter aqueles sentimentos tão concentrados para si, mas apenas sentia-se ridiculamente quente, junto aquela raiva que lhe apossava sempre que percebia-se um tanto impotente diante do mais alto. Puxou-lhe a gola da camisa, aproximando os rostos e quase colando os lábios.


"Diz logo o que você quer, Chanyeol, eu não tenho a porra do tempo todo do mundo pra você." rosnou. "Eu sou um homem ocupado demais pra joguinhos."


"Foda-se, se você é um homem ocupado, Baekhyun." Park devolveu com a mesma impaciência do outro, pegando-o de surpresa ao puxá-lo pela nuca para capturar o lábio inferior dele entre os seus, mas logo o soltando do aperto. O empresário não se afastou. "Eu já disse o que eu quero. Eu quero você... eu estou com saudades, Baek." sussurrou. "Saudades dessa sua boca que me deixa louco. A gente não faz nem metade das coisas que eu queria que nós fizéssemos, acho que você poderia me dar o que eu quero agora..." Chanyeol sugeriu com a voz mansa, e Byun respirou forte ao sentir a mão dele passear por sua coxa esquerda rapidamente até alcançar a sua virilha.


"Eu não vou bater punheta pra você, Chanyeol." provocou, vendo o Park fechar a cara.


"Baekhyun, você que deveria calar a boca, não acha?" questionou, empurrando o empresário antes de pegar seus pertences deixados no chão, indo até a porta aberta do carro do outro e jogando as pastas e a mochila no banco de trás, deixando o outro com uma expressão incrédula na face.


"Mas que merda você..."


"Me leva pra casa, Baekhyun." interrompeu o outro, abraçando-o pelos ombros, e embrenhando os dedos nos fios negros e já desalinhados do menor, aproximando novamente sua boca da dele. "Me leva pra casa, hm? Eu prometo que vou recompensar de um jeito bem gostoso. Você precisa relaxar e eu preciso te fazer relaxar, vamos?"


Byun fechou os olhos, tentando respirar corretamente para pôr a sua cabeça no lugar. Ele queria afastar o corpo alto de si, mas mal havia percebido e ele mesmo já enlaçava a cintura magra com os braços, apertando um pouco a pele por cima da roupa, sabendo que seria mais um dia de frustrações com aquele estagiário. Mas Baekhyun não conseguia fugir dele, não conseguia evitá-lo, não conseguia lhe dizer... não.


"Abusado." xingou.


"Gostoso." Chanyeol devolveu, selando os lábios rapidamente antes de se afastar, vendo o outro ainda de olhos fechados bagunçar o próprio cabelo. "Eu tô louco pra sentir seu gosto... Vamos?" indagou provocativo, mordendo o lábio inferior.


"Só entra na porra desse carro, Chanyeol." com um suspirou derrotado, Baekhyun seguiu para dentro do automóvel, vendo um sorriso largo tomando conta do rosto do mais alto ao sentar do seu lado no banco do carona.


É, a noite seria longa. Byun teria aguentar mais uma de sua tortura diária e não explodir. Se esforçar para não admitir que era uma guerra perdida depois de tantas batalhas que dera de mão beijada. O homem pomposo e sério estava sendo facilmente bagunçado com poucas palavras, com um sorriso irônico que lhe tirava a calma e com uma mão cheia de vontade entre suas pernas logo na primeira arrancada do carro para fora do estacionamento.


Baekhyun estava completamente perdido por culpa de Park Chanyeol.




찬백




A forma como Chanyeol e Baekhyun se conheceram havia sido bastante previsível. O garoto alto por ser estagiário de Minseok e pelo outro ser melhor amigo de Kim, acabaram por se esbarrar em uma reunião ou outra. A questão que não se entendia muito bem, contudo, era o motivo misterioso que gerou um interesse tão repentino de Park para o empresário.


Chanyeol era um estudante de administração. Havia iniciado a faculdade por culpa de seu pai, que era dono de uma rede de restaurantes que ficavam espalhados pela capital e ele queria que o filho seguisse o mesmo caminho. O jovem de longe era uma pessoa conformada, contudo, como não possuía uma visão de futuro, apenas deu-se por vencido e seguiu aquilo que o progenitor estava disposto a pagar para si. E por não ser nenhum pouco bobo, decidiu pela faculdade mais cara e distante de casa, porque seu objetivo com aquele plano não tão mirabolante era viver a própria vida. E conseguiu com uma facilidade quase assustadora, se ele não estivesse muito ocupado rindo da despesa que dava ao pai.


Se alguém o acusasse, por algum momento, de ser um moleque mimado, provavelmente riria da cara da pessoa e concordaria. Chanyeol era jovem e só isso. Ele queria saber de curtir, ir para baladas e, por mais difícil de acreditar que fosse, ele sentia certo prazer em ir para as aulas de ressaca e com dores no corpo. Soava como se a noite realmente houvesse sido boa e proveitosa. Ele não tinha medo de que alguém que o conhecesse o visse em alguma boate beijando bocas e mais bocas ou bebendo o máximo que pudesse, com tudo saindo do bolso do pai. Era um playboyzinho típico e não negava em momento nenhum esse fato.


Contudo, o pai resolveu dar-lhe um jeito, mesmo que indiretamente, e o colocou para trabalhar na empresa do melhor amigo, que agora era muito bem comandada pelo filho dele, Minseok. O primogênito já estava pronto para soltar todas as pragas possíveis, mas após saber que continuaria com a vida normalmente, apenas comparecendo por quatro horas naquele prédio bonito em Gangnam, resolveu parar de reclamar e decidiu, por fim, aproveitar do que receberia fazendo um bom trabalho.


Conhecer Baekhyun, em primeiro momento, não havia feito muita diferença. Não havia sido um choque ou uma atração repentina que havia tomado Chanyeol, talvez porque ele estava muito ocupado em correr com todos aqueles arquivos para a impressão, solicitação feita malditamente vinte minutos antes de uma reunião importante pelo seu chefe. Tinham uma boa relação e Park resolveu apenas seguir naquela imagem simpática que fizera no primeiro dia ali e que conquistou o chefe. Porque, apesar dos pesares, o garoto era uma pessoa divertida quando estava no meio de pessoas na qual possuía afeto e a amizade com seu superior foi uma consequência que ocorreu trabalhando naquela empresa.


Mas Chanyeol se tornou curioso demais a respeito de Byun e toda aquela distância que ele mantinha de todo mundo, mesmo que Minseok lhe explicasse inúmeras vezes que não deveria se importar tanto. Como não deveria? Afinal, mesmo que o homem não lhe olhasse a cara quando se dirigia a si, estava cansado de flagrar olhares demorados em sua direção. Se estivessem no mesmo ambiente, era certo de que sentiria sua pele queimar em algum momento de distração, sem precisar realmente procurar quem em questão o encarava tão fixamente.


Baekhyun que havia começado tudo, com aquela aura intensa, que tomava a atenção de Park sempre que lhe era ordenado a falar algo durante a reunião ou quando estava arrumando os papéis na mesa. Ou quando a sua mão sempre esbarrava na dele quando ia lhe entregar o café e os dedos esguios iam rápidos demais até o copo, sem esperar que fosse posto sobre o tampo de maderia maciça.


Chanyeol não era burro, nem tampouco ingênuo. E quando a primeira alfinetada anormalmente ácida que recebera por ter gaguejado na apresentação, percebeu de cara como aquilo não era uma provocação qualquer. Ele não tinha culpa que, depois de tanto tempo sendo silenciosamente vigiado, passou a sentir-se no direito de fazer o mesmo e passou a ver Baekhyun de uma forma que não havia reparado antes. Aquela seriedade lhe era atraente, a forma como ele observava tudo ao redor, como analisava cada papel antes de tomar qualquer decisão. Um homem de negócios inteligente que exalava charme sem esforço algum, fazendo Park pensar sem que pudesse controlar como ele seria fora do ambiente de trabalho. Então, sem precisar de convite, entrou no jogo de Byun, sendo a melhor escolha que poderia ter feito na vida.


Agora estavam ali, dentro daquele carro em uma temperatura agradavelmente abafada. Chanyeol com a boca colada no pescoço do empresário, sentindo no paladar o gosto dele junto ao perfume amadeirado, satisfeito por ouvi-lo respirar ofegante, ainda naquele torpor pós-orgásmico. Baekhyun sempre parecia bonito demais com os fios escuros colados na testa suada, a boca entreaberta com aquele sorrisinho de satisfação na face e o terno todo amarrotado e torto no corpo por culpa dos amassos, junto do membro semi-ereto exposto pela calça social aberta.


Era bom ficar daquele jeito com Baekhyun. Mesmo que todos eles fossem rápidos ali, no carro do empresário. Mesmo que depois ele o mandasse embora e no outro dia não olhasse na sua cara. Era bom, divertido até, mesmo que sua vontade fosse de ficar mais e mais, porque apesar de parecerem dois estranhos matando um desejo rápido, Chanyeol sabia que tinha muito mais ali. Mas não gostava de pensar muito sobre aquilo e, por isso, apenas continuou beijando-o no pescoço, sendo um pouco bruto ao morder e chupar a região, mesmo que soubesse que as reclamações sobre aquilo chegaria pouco depois. Levou a destra até a coxa dele, subindo os dedos até que lhe pegasse a intimidade, voltando massageá-la enquanto ouvia Baekhyun suspirar alto em um quase gemido.


"Mal te fiz gozar e já quero de novo." Park sussurrou contra a orelha do empresário, mordendo-lhe o lóbulo e aumentando a velocidade da mão, sentindo-o endurecer ainda mais entre seus dedos.


"Tsc, sossega, garoto!" Baekhyun espalmou a mão contra o peito do mais alto, o afastando após a reclamação, mas acabou rindo enquanto se ajeitava, fechando as próprias calças. "Eu já dei o que você queria, não? Eu acho que você já pode ir embora, aliás."


"Não me trate assim, vai, Baekhyun." Park resmungou com certa manha, levando a canhota à coxa do empresário, apertando com certo carinho. "É muito frio da sua parte me mandar ir embora assim, depois do carinho gostoso que eu fiz em você." arrastou a voz, subindo a carícia que fazia, rindo ao ser impedido pela mão do mais velho. "Assim nem parece que gosta."


"Você quer me chupar de novo, é isso?" Byun perguntou, olhando para o mais alto.


"Eu quero é saber quando eu vou conhecer o seu apartamento." Chanyeol devolveu, afastando-se e sentando corretamente no banco do carona. "Ou quando você vai deixar de ser um chato e subir pro meu."


"Você é muito apressadinho, sabia? Eu nem deveria estar aqui, na verdade, você é que é insistente." soltou, arqueando a sobrancelha arrogantemente. "Os jovens de hoje em dia são assim, é? Além de que estamos indo longe demais com as coisas."


"Que?" o estagiário riu com vontade, se jogando contra o assento. "Para de falar como um velho ranzinza!" reclamou. "E o que você quer dizer com indo longe demais? A gente nem saiu do começo, Baekhyun, nem transamos ainda! Você age como se fosse casado e tivesse que correr pra não ser pego."


"Eu já falei pra você que eu não tenho tempo para essas coisas, você não me escuta." argumentou, dando de ombros. "Eu ainda vou chegar em casa e revisar um monte de documentos para o projeto. Eu sou um homem criado pro negócio, Park. Eu nem tenho visão de família ou alguma porcaria do tipo, eu não penso nisso."


"E eu, Byun, apareci na sua vida pra mudar isso." Chanyeol provocou, ganhando um olhar estranho do mais velho quando começou a desabotoar a própria camisa. "Você pode ficar irritadinho e o que for, mas a vontade fala mais alto, não é? Eu sei que é difícil ser um homem de negócios, Baekhyun. Você precisa relaxar, precisa de um tempo pra você..." suspirou baixinho ao acariciar o próprio abdômen, levando a mão livre para os cabelos cacheados. "Então eu estou aqui para esse tempo acontecer, simples."


"Você se acha muito, né?" o empresário disse, sem conseguir tirar os olhos das ações do mais alto. "Puta merda, garoto, o que você quer?"


Chanyeol riu quando o mais velho olhou em volta, um pouco preocupado. Baekhyun era daquele tipo que sempre queria negar e se esquivar, mas não aguentava uma pequena provocação. Isso lhe deixava animado, admitia, porque gostava de irritá-lo o suficiente para que ele lhe pegasse com mais força na primeira oportunidade. E Baekhyun tinha uma mão boa para lhe tocar, assim como tinha uma boca que fazia um trabalho muito bom, quando o empresário estava no seu melhor humor. Park realmente achava divertido como as coisas se desenrolavam entre eles, e não se sentia ofendido com o jeito ríspido que Byun lhe dirigia a palavra em local de trabalho, tampouco a raiva que ele parecia sentir. Tudo era uma fachada, sabia muito bem. Porque se no final do dia o procurasse, pedindo-o para lhe levar para casa, perturbando a mente dele com coisinhas bobas, todos os olhares ríspidos e arrogantes sumiam, dando lugar àquele olhar inflamado de desejo, disposto a ceder a todas as suas vontades.


A melhor parte, para Chanyeol, era ouvir todas as palavras e promessas de Baekhyun no calor do momento e que ele fazia questão de fingir que não falou nada depois. Mas era só sorrir sugestivo e o desviar de olhar era certo; o próprio Baekhyun era incapaz de esquecer. Porque ele queria cumprir tudo o que dizia para Chanyeol que queria que fizessem juntos.


"Eu quero você, eu já disse." Park respondeu, gemendo baixinho e fechando os olhos brevemente ao passar os dedos pelos próprios mamilos, tratando de afastar ainda mais a camisa e o blazer do corpo esbelto. "E eu nem precisaria ficar dizendo isso, né? Você já é meu mesmo." riu. "E para de se preocupar, nesse horário não passa ninguém aqui e o seu vidro é escuro, Baek."


"Porra, você... tá tirando a roupa aqui, Chanyeol, o que você quer que eu faça?" questionou impaciente, e o mais alto ignorou.


"Eu quero que você me toque, Baekhyun." pediu, e o mais velho soltou uma risada, que parecia ligeiramente nervosa.


"Chanyeol... eu disse que não tocaria uma punheta pra você." respondeu rindo e o outro revirou os olhos, abrindo a braguilha de sua calça jeans, não hesitando em tocar a própria ereção, abaixando um pouco a cueca e se exibindo para o mais velho. "Porra, Chanyeol..."


"Se você não quer, tudo bem." o estagiário soltou com a voz trêmula, dando de ombros e começando a se tocar. "Mas eu vou sujar seu carro todo."


"Mas é um mimado mesmo." Baekhyun acusou.


"E você é um safado, Byun, porque eu sei que você gosta do que vê, não se faça de santo." devolveu, gemendo ao aumentar a velocidade da própria mão enquanto apertava um de seus mamilos com a outra com certa força. "Baekhyun..."


O empresário jogou-se contra o estofado do banco em que estava, suspirando profundamente. Eram naqueles momentos que sentia certa raiva de si mesmo, porque sua mente parecia entrar em pane por culpa de Chanyeol. Porque mesmo que dissesse não dez vezes, sempre acabava se contradizendo um tempo depois. Como ele iria negar? Nunca havia falado aquilo para o mais alto e nem mesmo pretendia contar — ou nem ao menos precisasse —, mas a visão daquele homem se tocando com tanto gosto lhe deixava todo arrepiado. Sentia-se excitado ao extremo e tê-lo ali, rendido, era quase ofensivo de tão bonito.


Por isso que, engolindo em seco, levou a mão até a pele nua do mais novo, acariciando-a e sentindo a umidade dela sob os dígitos. Chanyeol estremeceu, surpreso, já que estava de olhos fechados, mas logo sorriu, afastando a mão do próprio tronco já que sabia que Baekhyun daria conta disso.


"Eu não vou tocar no seu pau, Chanyeol." Byun sussurrou e aproximou seu corpo do estagiário. "Mas eu vou te ajudar um pouco... e te beijar." disse e logo afundou o rosto contra o pescoço do estagiário para provar da pele suada, levando uma de suas mãos aos cabelos castanhos e cacheados para puxá-los de leve.

E Chanyeol até poderia rir, se não tivesse ocupado em aproveitar o momento. Baekhyun sempre se contradizia, e naquele momento não iria ser diferente, já sabia disso. Era só Park se permitir se perder na própria excitação, gemendo um pouco mais alto o nome do empresário e se tocando com um pouco mais de força para Byun se empolgar. Então ele tratava de dizer besteiras em seu ouvido que lhe deixava ainda mais quente e escorregava a mão para entre suas pernas, tratando de terminar o serviço ele mesmo.


Naquela noite, Chanyeol terminou na boca de Baekhyun. Eles se beijaram por bastante tempo depois daquilo e Park não queria admitir, mas gostaria de ter ficado muito mais. Porém logo a impaciência do empresário ressurgia e ele voltava a pedi-lo para ir embora e nisso o cacheado não insistia mais em ficar. Depois de mais um beijo que sempre gostava de pedir em despedida, depois de muito perturbar o mais velho para deixá-lo irritado, saía do carro com o sorriso satisfeito no rosto, com o dia terminando do jeito que ele queria.


Enquanto Baekhyun, bem... Ele acabava se rendendo, pelo menos naquelas horas e, não pensando em mais em nada ao chegar em casa, se tocava durante o banho ao relembrar os momentos dentro do carro, a voz de Chanyeol presa na sua cabeça e o gosto dele em sua boca, obrigando-se no final a voltar para as frustrações da vida real. Tinha de rever os documentos antes de dormir.


E seria mais uma noite mal dormida, com Park Chanyeol como o único culpado, deixando Baekhyun completamente afetado com seu jeito marcante e tão atraente de conseguir o que queria.

June 6, 2018, 6:39 a.m. 1 Report Embed 12
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Khil Tint Fui invocada para desfazer a luz e tomar o mundo em sombras. Mas cansada do mesmo trabalho infernal, decidi fazer algo diferente: escrever. [ficwritter | exo | tvxq | baeksoo | jaesu]

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June 9, 2019, 8:48 a.m.
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