Os Sete Pecados Follow story

misaki-chan1524178432 Misaki Chan

Como satisfazer a gula? Dê-lhe tudo em excesso. A luxúria? Realize suas maiores fantasias. A preguiça? Apenas não se esforce. A ganância? Seja algo precioso. A inveja? Elogie-a. O orgulho? Exalte-o. Mas e a ira? Deixe que possua todo seu corpo, que controle sua mente e consuma sua alma... Então sacie-a.


Erotica For over 18 only.

#pecados-capitais #amor-doce
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Arquivo luxúria

Acabei de chegar de viajem, são cinco horas da manhã e daqui a três horas tenho uma entrevista de emprego. O maldito voo atrasou devido à chance de tempestade, acho que esperaram tanto que a chuva acabou vindo mesmo. O elevador do prédio está parado no meu andar e não quer descer, olho para as escadas morrendo de preguiça.

São dez andares, só de imaginar meus pés já começam a doer, fora ter que carregar essa mala que parece pesar uma tonelada, acho que troquei ela no aeroporto por um contrabando de drogas. Depois de quase esfolar meu dedo apertando o botão do elevador, finalmente ele desce. Arrasto a mala para dentro e aperto o botão do décimo andar, em poucos segundos eu chego e saio daquela caixa metálica.

 

— Ai! – Mas que caralho! Chutei alguma coisa, meu pobre mindinho está latejando, espero que não tenha cortado.

 

— Você está bem? – ouço alguém perguntar. – Sabia que não devia ter deixado essas caixas ai.

 

Se sabia, então por que raios deixou?

 

— Tudo bem, só bati o dedinho – digo e levanto a cabeça para ver quem é o gênio.

 

Minha boca se abre em surpresa. É um homem alto, de físico atlético, olhos cinzas e cabelos vermelhos. Não ruivo, vermelho de farmácia mesmo, escuro e vibrante como... Como um tomate maduro e lustrado. Depois de uma viajem estressante, ver um homem tão bonito chega a dar um ânimo.

 

— Tem certeza? Você pode tê-lo cortado, não quero ter meu nome em um boletim de ocorrência depois – ele diz com um sorriso de canto sedutor.

 

— Talvez você possa me ajudar com essa mala, ai eu poderei pensar no seu caso – digo entrando na brincadeira.

 

— Acho que não tenho escolha, melhor aceitar sua generosa proposta do que dormir na sarjeta, até porque não tenho alguém para pagar a fiança – ele pega a mala pela alça. – Qual apartamento?

 

— 1006 – Respondo.

 

— Então somos vizinhos, o meu é o 1007 – ele diz.

 

Vizinho gato, um ponto para o novo apartamento.

 

Caminho até meu novo lar, pego a chave na bolsa e abro a porta.

 

— Aqui já está bom.

 

— Tem certeza? Posso levar até sua cozinha, sala ou até o... – esse sorriso de canto dele é de deixar as pernas bambas.

 

— Não, obrigada. – Que sujeito espertinho.

 

— Tudo bem – ele solta a mala na porta. – Posso ao menos saber o nome de minha mais nova e bela vizinha?

 

Coro levemente com o elogio.  Acho que vou dar uma de espertinha também.

 

— Se você me convidar para tomar um café...

 

Ele estreita os olhos, percebendo meu joguinho.

 

— Sábado, às dezesseis horas na cafeteria da esquina?

 

— Fechado – dou um sorriso de satisfação.

 

Ele dá uma piscadela e vai até as caixas ao lado do elevador.

 

— Vou tirar essas coisas daqui antes que mais uma donzela tropece, agora já estou comprometido.

 

— Boa noite, vizinho – dou uma leve risada e entro.

 

Tranco a porta, jogo os sapatos num canto e largo a mala no corredor mesmo. Olho meu dedinho do pé, está apenas vermelho, nada de mais.

Tenho quase três horas até a entrevista, levo quinze minutos a pé até a editora, então preciso organizar bem esse tempo para descansar um pouco, me arrumar e tomar café. Com sorte não vou parecer uma zumbi desesperada por emprego.

Programo o alarme e me jogo na cama, estou tão cansada que apago em questão de segundos. O tempo parece voar, logo o despertador começa a apitar e chacoalhar, dou um tapa no botão sobre ele para desligá-lo, me espreguiço e pulo da cama. Até que foi um bom cochilo, deu para recuperar um pouco de energia.

Vou tirando a roupa pelo caminho, entro no banheiro e ligo o chuveiro, mas esqueci o bendito sabonete. Corro nua até o corredor e pego minha nécessaire, escorrego no piso molhado e faço um drift para dentro do boxe. Coloco um pouco de sabonete líquido na palma da mão, espalho pelo corpo e faço bastante espuma, me enxaguo, lavo o rosto e fecho o registro. Não tenho tempo para lavar e secar o cabelo, mas ele está limpo e cheiroso ainda.

Pego a toalha me enxugo, enrolo-a no corpo e volto ao corredor, tombo a mala no chão, pego uma lingerie limpa e meu conjunto social, me visto e arrumo o cabelo. Olho o relógio, ainda tenho dez minutos para me arrumar, sento na cama e começo a fazer uma maquiagem bem leve, realçando apenas meus olhos castanhos com um lápis e rímel. Agora só tenho que colocar algo no estomago, pego minha bolsa, calço os sapatos e tranco a porta.

 

— Bom dia – uma voz grave me cumprimenta.

 

Olho para a esquerda. É o vizinho ruivo.

 

— Bom dia – digo guardando as chaves.

 

— Chegou tarde e já está saindo? – ele pergunta ajeitando o casaco.

 

— Você não está fazendo o mesmo? – ergo a sobrancelha.

 

— Hm... É mesmo – ele olha o relógio de pulso. – Quer um café?

 

— Não obrigada, vou acabar me atrasando – digo andando até o elevador.

 

— Trabalho? – ele entra junto comigo.

 

— Entrevista – respondo apertando o botão do térreo.

 

— Posso te dar uma carona – ele oferece.

 

— Tentador, mas não.

 

Ele sorri e eu me toco do que disse.

 

Não que “ele” também não seja tentador.

 

Me pego olhando-o com malícia, a porta se abre e eu saio apressada.

 

— Boa sorte – ele acena.

 

— Obrigada.

 

Acelero o passo e entro na cafeteria que fica logo ao lado do condomínio.

 

— Um expresso puro e um pão de queijo, por favor – peço a balconista.

 

Pago e o pego o pedido com um rapaz bonitinho. De volta ao calçamento dou um gole e sinto o gosto amargo, esqueci-me do açúcar, mas agora já tarde para voltar. Dou uma mordida no pão de queijo e começo a andar, não posso me atrasar.

Atravesso o semáforo e engulo o último pedaço de pão. Avisto o prédio da editora e olho no relógio, tenho cinco minutos, bebo o resto do café e jogo o copinho na lixeira. Desacelero um pouco para ajeitar meu blazer, a porta automática do edifício se abre e eu entro.

 

— Bom dia. Tenho uma entrevista marcada para as oito horas – digo a recepcionista.

 

— Seu nome? – ela pergunta abrindo uma planilha no computador.

 

— Diana Sinner.

 

— Certo. Acompanhe-me, por favor.

 

Pegamos o elevador até o segundo andar, sigo-a até a sala de Recursos Humanos e espero ela falar com outra mulher. Entrega-lhe uma folha e vai embora.

 

— Sente-se senhorita Diana. Prazer, sou Melody, Analista de RH – ela me estende a mão direita.

 

— O prazer é meu – dou-lhe um aperto firme e me ajeito na cadeira estofada.

 

A entrevista começa normal como qualquer outra, perguntas sobre disponibilidade de tempo, algumas informações pessoais, habilidades e conhecimentos referentes ao cargo.

 

— Agora a última pergunta – Melody estreita os olhos. – Algum problema em trabalhar com homens?

 

Eu pestanejo e respondo – Não. – O que será que ela quis dizer com isso?

 

— Perfeito. Você pode fazer um teste prático hoje?

 

— Claro – afirmo empolgada, depois daquele café vou ficar acordada por horas.

 

— Então me siga – ela se levanta, pega uma pasta preta e saímos da sala. — Você vai trabalhar com literatura.

 

Entramos no elevador e subimos até o terceiro andar, é um prédio baixo, mas bem amplo. Sigo-a até uma sala grande, a porta esta aberta e ela me diz para entrar. Dou dois passos e paro, agora entendo o porquê daquela pergunta, há apenas homens na sala, sete para ser mais exata.

 

— Bom dia rapazes, esta é Diana Sinner, ela fará um teste para preencher a vaga de editora.

 

Os sete homens param o que estão fazendo e olham diretamente para mim. Sinto uma onda de energia percorrer meu corpo, encolho-me involuntariamente, é como se eles conseguissem ver através da minha roupa.

 

— Diana, este aqui é Ken – Melody diz indicando o rapaz próximo à porta. – Ele é responsável por fazer e atender as ligações, o chamamos de “garoto telemarketing”.

 

— Olá – ele diz. – Mas é Kentin.

 

Os materiais de trabalho estão perfeitamente arrumados em sua mesa, todos ao seu alcance como se desse extremo valor a eles e quisesse que mais ninguém os utilizasse.

 

— Ao lado dele está Dakota – diz Melody – ele cuida da parte estética, nosso garoto propaganda.

 

— Muito prazer – ele diz sorrindo, seus olhos claros são absurdamente sexys – pode me chamar de Dake.

 

— O outro loiro é Nathaniel – Melody suspira apaixonadamente – um dos editores.

 

— Prazer – ele me olha de cima a baixo, examinando-me.

 

Melody parece não gostar disso.

 

— Na frente está Armin, nosso revisor.

 

— O melhor, não deixo passar nada – ele diz estufando o peito.

 

— É... Chega a ser chato – diz o homem negro ao seu lado.

 

Este tem olhos dourados intensos, nunca vi algo assim.

 

—Dajan – Melody dá uma risadinha – ele faz pesquisas sobre o público, averigua as vendas e às vezes mete o bedelho nas lojas.

 

— Só estou tentando ajudar – ele se defende.

 

— Está tentando é roubar o trabalho do setor de vendas – Armin diz.

 

— Acalmem-se meninos – Melody chacoalha as mãos. – O quietinho ali é Lysandre, ele caça os autores.

 

— Olá... – ele diz preguiçosamente.

 

— E o rei das discussões, Castiel – ela indica a mesa da ponta. – Nosso querido editor chefe.

 

Eu olho para o homem e meus olhos se arregalam.

 

— Acho que não vou mais precisar pagar um café – ele diz sorrindo de canto.

 

Não acredito. O gato ruivo, meu vizinho... É meu futuro chefe.

 

— Parece que vocês já se conhecem – Melody fala olhando para nós dois. – Então ela é toda sua Castiel.

 

Eu coro violentamente. Isso é coisa que se diga?

 

— Obrigado Melody, cuidarei dela direitinho – ele diz colocando os óculos de leitura.

 

Incrível como consegue ficar ainda mais bonito.

 

— Tchau rapazes, bom trabalho – Melody acena e pisca para Nathaniel, mas ele a ignora completamente.

 

— Começou logo pelo pior Diana? – Dakota pergunta.

 

— Seria pior se fosse por mim – diz Armin.

 

— Vocês não se acham presunçosos demais não? – Nathaniel pergunta.

 

Eu fico olhando de um para o outro, confusa.

 

— Não de bola para esses moleques, venha cá, tenho algo para você fazer – Dajan se levanta.

 

— Para ela ou para você fazer? – Lysandre insinua por trás da pilha de livros.

 

— Tirem suas garras dela, seus urubus nojentos! – Kentin esbraveja pondo-se na minha frente.

 

— CHEGA! – Castiel urra fazendo todos se calarem. — Se têm tempo para tagarelar é porque estão sem serviço.

 

Todos suspiram como se já soubessem o que está por vir.

 

— Dajan, quero dados sobre a última venda. Dakota, quero outra cor para a capa deste livro. Lysandre, vê se acha logo aquele maldito contrato. Kentin, telefona para a autora, ela tem que inventar outro título. Armin, você deixou passar dois erros no capítulo oito.

 

— Quê?! – Armin exclama indignado e começa a vasculhar várias folhas.

 

— Nathaniel, cuide de tudo – Castiel completa – tenho que ir até os designers, acabou o prazo.

 

— Ok – Nathaniel apenas afirma.

 

— Diana, você vem comigo. — O ruivo pega bolsa estilo carteiro e passa por mim andando bruscamente, sem delongas eu o sigo pelo prédio.

 

— Você sabe costurar, pintar, coisas do tipo? – ele pergunta.

 

— Ah, eu... – ele me encara. – Sei sim – respondo.

 

Não que eu não saiba, mas não é uma das áreas na qual sou especializada. Descemos até a garagem, ele tira um chaveiro do bolso e destrava as portas de um Impala 67 preto, com aros e para-choques cromados. Eu fico parada, babando naquele clássico.

 

— O que foi? – ele pergunta abrindo a porta para mim.

 

— Nada – respondo e sento no carona.

 

Ele gira a chave e o motor ronca, parece novo. Não consigo esconder o sorriso de contento e acabo denunciando-me.

 

— Gosta de carros? – ele pergunta enquanto saímos do subsolo e pegamos a avenida.

 

— É uma de minhas paixões – respondo olhando pelo retrovisor.

 

— E quais seriam as outras?

 

— Motos, música, café... – Digo com inocência.

 

Ele ri e eu então entendo.

 

— Oh não! Não estou cobrando o café – nego, envergonhada.

 

— Então por que você não me paga um?

 

— Acho que seria estranho, não?

 

— Só por que há a possibilidade de eu ser seu futuro chefe?

 

— Talvez os outros funcionários pensem que estou tentando te subornar.

 

— Precisaria muito mais do que isso – ele me olha.

 

— Mas não é o que estou fazendo – digo inflando as bochechas.

 

Ele começa a rir de minha reação.

 

— Qual é a graça? – pergunto irritada.

 

— Nada – ele continua dirigindo tranquilamente, mas acima da velocidade permitida.

 

Viro para o lado e observo a cidade. Apesar de conter muitos prédios, é deveras charmosa. Em poucos minutos paramos.

 

— Chegamos – ele para em frente a um sobrado com muitas floreiras nas janelas.

 

Subimos pela escada externa até o andar superior, entramos em uma sala com uma grande mesa quadrada no centro, nas paredes há estantes com caixas cheias de papéis e tecidos coloridos, moldes e outros materiais de confecção.

 

— Rosalya! – Castiel já chega urrando.

 

— Não grita comigo seu ogro! – reina uma mulher de longos cabelos platinados, ela dá um murro na mesa e bufa.

 

— Você está atrasada!

 

— Eu sei!

 

Eles discutem na base do grito. As outras três mulheres apenas permanecem quietas, como se já estivessem acostumadas com aquilo.

 

— Se sabe então por que está perdendo tempo falando?

 

Rosalya segura as lágrimas de choro.

 

— Um dia eu ainda vou esmurrar a tua cara – ela diz fechando os punhos.

 

— Ai você perde seu emprego – Castiel provoca.

 

— Há! Querido vocês precisam tanto de mim quanto eu de vocês – ela retruca.

 

— Tanto faz. – Castiel balança a cabeça e vai até a mesa dela. – O que é isso?

 

— A capa que vocês pediram – ela responde como se fosse óbvio.

 

— E isso lá se parece com uma?!

 

— Não está acabada ainda.

 

— É. Eu vejo isso.

 

Não sei dizer qual dos dois é o pior.

 

— Claro! Pedem-me o impossível – a platinada berra.

 

— Achei que fosse capaz disso – Castiel zomba. – Parece que te superestimei.

 

Rosalya estreita os olhos e pega a pequena lata de tinta sobre a mesa.

 

Eu corro até eles e fico entre os dois para apartar a briga. Sinto a mão de Castiel tocar levemente minha cintura, mas não dou bola.

 

— No que podemos ajudar Rosalya? – pergunto.

 

A artesã muda rapidamente seu foco de atenção.

 

— Você pode nos ajudar a recortar os quadros de ilustração. Violette vai te orientar

 

— Oi – diz uma jovem tímida de cabelos violetas. – Você só tem que recortar estas sobras. Use uma régua e um estilete.

 

— Entendi – pego as ferramentas e começo a trabalhar.

 

Castiel parece ter encontrado algo para fazer também, mas posso sentir seu olhar sobre mim ocasionalmente. Todas parecem trabalhar muito bem, sempre em sincronia, até Castiel e Rosalya pararam com a troca de farpas. Os ponteiros do relógio já marcam três horas da tarde, mas finalmente acabamos. Todos suspiram de alívio, os dois brigões trocam sorrisos recíprocos, apesar das discussões, eles parecem trabalhar bem juntos.

 

— Obrigada pelo trabalho meninas – diz Castiel.

 

Todas acenam com a cabeça. Pegamos o material e seguimos viajem de volta à empresa.

 

— Elas sempre perdem o prazo? – pergunto.

 

— Nem sempre, mas às vezes precisam de uma pressão, elas tem muitos pedidos, são as melhores da região – Castiel responde.

 

— Entendo. Rosalya parece saber muito bem o que faz – comento.

 

— Sim. E ela sempre está certa, mas eu gosto de implicar, só para não perder o costume.

 

Voltamos à editora e ao trabalho. Entramos na sala e todos olham para mim novamente, estou começando a ficar nervosa com isso.

 

— Diana, você pode pegar a pasta de contratos número dez no arquivo? – Lysandre me pede.

 

— Sim, mas... Eu não sei onde ficam os arquivos – digo.

 

— Eu te mostro – Dakota se voluntaria.

 

Sigo-o pelos corredores do prédio. Noto que seu cabelo é longo, mas está preso para trás com discretas presilhas. E é loiro como o de um surfista, meio queimado nas pontas.

 

— É aqui – ele diz parando subitamente.

 

Eu esbarro nele, batendo com os seios em suas costas. Coloco as mãos no tórax, foi um pouco dolorido.

 

— Tudo bem? – ele pergunta, descendo o olhar para o meu peito.

 

— Tudo, não se preocupe – abro a porta da sala.

 

Dá para se perder ali dentro de tantas fileiras de arquivos.

 

— Está na segunda fileira, gaveta de cima – o loiro indica.

 

Eu vou até o lugar indicado, abro a gaveta, mas é muito alto para enxergar dentro. Fico na ponta dos pés e me empino toda, mesmo assim não consigo.

 

— Quer ajuda? – Dakota pergunta com voz melosa. Nem o vi chegando por trás de mim.

 

Assusto-me e bato com a cabeça no arquivo. Sinto sua pélvis encostar-se em meu bumbum. Minhas bochechas ruborizam e meu coração dá umas batidas a mais.

 

— Cuidado – ele afaga o topo de minha cabeça. – Aqui – me entrega um envelope.

 

— Obrigada. – Pego o contrato e vou em direção à porta, mas assim que vou abri-la o garoto propaganda me impede, segurando-a.

 

— Por que a pressa? – ele pergunta ao pé do meu ouvido.

 

Eu me viro e dou de cara com aquele olhar verde-claro, tão lindo quanto um campo ensolarado, ele se aproxima de meu pescoço e assopra suavemente. Sinto um arrepio excitante e os pelos de meu corpo todo se eriçam.

 

— Dakora... P-preciso levar logo isso – gaguejo – e a-ainda temos que levar o livro para impressão.

 

— Garanto que eles podem esperar mais alguns minutos – ele toca meus lábios com o polegar. – E disse que pode me chamar de Dake.

 

Abro a boca para protestar, mas ele me cala no mesmo instante, beijando-me. Invade-me a boca com a língua e deixa-me de pernas bambas; seu beijo é cheio de luxuria, posso sentir cada parte, cada toque, cada sabor de seus lábios pecaminosos.

O loiro começa a pressionar meu corpo contra a porta, sinto a maçaneta acomodar-se entre minhas nádegas e isso me faz imaginar coisas. Estou pulsando, sinto minha calcinha umedecer-se pouco a pouco.

 

De repente ouço passos pelo corredor, são duas mulheres conversando.

 

— Vou pegar um café, você quer? – pergunta a primeira mulher.

 

— Quero sim, mas com adoçante. Vou pegar algumas coisas no arquivo e já vou lá – responde a segunda.

 

Ferrou. O que eu faço agora?

 

Dakota parece não se importar, continua me apertando e levando-me a loucura, mas eu preciso parar com isso, se me pegam desse jeito, adeus emprego. Esforço-me ao máximo para largar aquela tentação, empurro o loiro e arfo com desespero, afastando-me da porta.

 

— O que pensa que está fazendo?! – pergunto indignada.

 

— Você parecia tensa – ele diz calmamente.

 

E ele achou que aquilo iria me deixar mais calma?

 

Não tenho tempo para discutir, a maçanete gira e a porta se abre, uma loira de olhos dourados aparece e fica nos encarando.

 

— O-obrigada Dakota, já vou indo – invento na hora. – Bom dia – digo a mulher e saio andando rapidamente de volta a sala de edição.

 

Entro na sala e todos olham para mim novamente, mas desta vez estreitam os olhos como se desconfiassem de algo. Eu entrego o documento a Lysandre e sento no meu lugar.

 

Calma Diana, respira.

 

Ah meu deus! Mas que diabos foi aquilo?

Dec. 28, 2018, 11:38 a.m. 0 Report Embed 1
To be continued...

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Misaki Chan A mente necessita de livros como uma espada precisa de uma pedra de amolar para manter-se afiada.

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