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rose_quartz Rose Quartz

Sakura sempre fora uma garota devassa. Era sapeca, safada, pecaminosa. Suas perversões eram inúmeras, principalmente quando se tratava do belo pedaço de mau caminho que era seu tão querido professor de literatura. Ela era a pior. A mais suja. Puro pecado. Mas, é claro, somente em sua mente. Em sua mente e naquele adorável caderno de capa negra que era a prova irrefutável de suas travessuras. Fora daquele seu mundinho pessoal, era uma garota aparentemente decente e tímida. Nunca achou que aquele caderno cairia nas mãos do dono de todos os seus incontáveis sonhos eróticos. O problema era que, graças as suas indecências secretas, seria punida. E, nossa, como ela adorava ser punida...


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#universo-alternativo #sasusaku #naruto #hentai #pwp #two-shots
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Tédio. Era naquilo que seu dia se resumia. Sakura estava sentada em seu lugar de costume. Olhava a chuva bater contra a janela e pensava em como seria se fosse uma daquelas gotas. Livre pra cair aonde quiser, porém, presa ao mesmo e repetitivo suicídio. Sempre caindo até bater contra o chão e fazer parte de mais uma poça d’água, na qual muitos molhariam os pés.

Era sempre daquela forma. Divagava durante as três primeiras aulas da sexta-feira. No intervalo, como de costume, ria com seus amigos e, ao voltar para a sala, seu cérebro simplesmente desligava até o sinal para a última aula tocar. Só então ela despertava.

Assim que ouviu o soar do sino, seus olhos automaticamente desgrudaram da janela e passaram a observar a porta.

— Hey, Sakura! — uma amiga sua, Hinata, a cutucou delicadamente com um lápis — você sabe que aula é agora? — perguntou perdida.

— Literatura, Hina. — respondeu sorridente — Leu o livro?

— Li, sim. Mas não consegui fazer um relatório muito produtivo. — suspirou.

— E você, Ino? — Sakura se virou para a amiga loira que chupava distraidamente um pirulito — leu o livro?

— Ah, não inteiro. — Ino deu de ombros — Não consigo ler um livro daqueles nem em um ano, quem me dera em um mês...

Sakura ouviu a maçaneta girar e sorriu para a garota que voltou sua atenção para o próprio material. Ela mordeu os lábios, ajeitou os óculos na face e apertou as mãos, esperando a porta abrir.

Quando ele passou e andou direto até a mesa, Sakura sentiu suas bochechas arderem. Uma história estava sendo criada em sua mente.

A Haruno sempre imaginava que, talvez, em um universo alternativo, assim que seu professor de literatura passasse pela porta, ela desmaiaria. Ou simplesmente sairia de seu lugar e, como um felino, se aproximaria do homem e lhe tascaria um beijo.

Sua imaginação era fértil demais. Sabia que devia guardar aquelas histórias somente para si. Tinha um livro de capa negra onde escrevia muitas aventuras imaginadas antes de dormir, durante a aula ou em qualquer outra hora do dia. O livro era um tanto quanto comprometedor, visto que mais da metade das histórias que escrevia nele eram de ou envolviam cenas eróticas. Confessava que, na maioria, havia imaginado ela mesma com seu querido professor, mas jamais havia escrito o nome. Nem o dele e muito menos o dela.

— Bom dia, turma. — a voz grossa e aveludada se fez presente, fazendo cada pelo do corpo de Sakura se arrepiar — espero que todos tenham lido o livro e feito o relatório que pedi. Quero os trabalhos em cima da minha carteira. — dizia calmo, sem despertar medo ou terror nos alunos.

Foram ouvidas muitas reclamações por parte dos estudantes. Quase ninguém lera o livro inteiro. Alguns terminavam os trabalhos ali mesmo, na sala de aula. Sakura se levantou como quem não queria nada, andou até a carteira e, discretamente, deixou seu trabalho na ponta da mesa. Assim que se virou ouviu seu nome ser chamado.

— Sakura. — curto e grosso. Tantas vezes havia se perguntado como seria ouvir seu próprio nome sendo rosnado por aquele homem que chegava a ser sufocante.

— Sim, professor? — sorriu simpática.

— Quero lhe dar os parabéns. Seu trabalho sobre a última leitura me impressionou bastante, o que não é novidade. — ele lançou aquele sorriso de canto charmoso.

— Ah, obrigada, professor! — ajeitou desastradamente os óculos na face — Espero que o senhor também goste desse.

— Sem formalidades, Sakura. — brincou — pode ir se sentar.

Ela fez que sim com a cabeça e rumou para o seu lugar. Sentou-se e sentiu o olhar de Hinata sobre si.

— O que o Sasuke te disse?

— Elogiou meus trabalhos. — respondeu distraída.

— Ah, como ele é sem graça. Quando será que ele vai te chamar pra sair? — Ino disse baixinho.

— Ora, Ino! — Sakura riu gostoso — Até parece! Ele é um homem feito. Não tem nem cabimento ele... — Ino revirou os olhos. Era sempre a mesma desculpinha.

— Poupe-me, Haruno. Já fiquei com caras com o dobro da idade dele. — sorriu malandra — São muito mais experientes e mil vezes melhores na cama... — outra risada de Sakura.

— Ok, Ino. Já entendi. E então? Assistiu aquele filme que eu te passei?

E a conversa quase não durou. Sasuke botou ordem na sala assim que todos entregaram os trabalhos.

Ele sabia que o único que valeria a pena ser corrigido seria o de Sakura. Já havia percebido que a menina tinha uma facilidade enorme para escrever com suas próprias palavras e achava aquilo impressionante.

Muitas vezes, durante suas aulas, a via concentrada escrevendo em um misterioso caderno de capa preta e quase nada tirava sua atenção do que fazia. Chegou a desejar poder saber o que se passava na cabeça dela naquels dias.

Ah, se ele soubesse...

Logo ele estava passando a leitura para o próximo trabalho. Todos reclamavam enquanto ele ia deixando um livro sobre cada carteira e os alunos nem se quer liam o título.

Bastou que ele deixasse o livro na mesa de Sakura para perceber que ela tinha sido a única a realmente pegar e sentir o livro.

Sakura o folheou e leu o título. “Marília de Dirceu” de Tomás Antônio Gonzaga. Era um livro regular. Nem muito grande e nem ridiculamente pequeno. Era uma edição de bolso. Tinha 205 páginas sem contar o texto complementar instrutivo de leitura e ela já o havia lido duas vezes.

— Muito bem, classe. Quero que leiam esse livro em duas semanas, ok? — o desespero foi geral — Vamos lá! Não é um livro extenso. Quero o relatório com os seguintes critérios...

E ele começou a falar. Sakura viajava em sua voz tão sedutora e metódica. Seus olhos acompanhavam cada movimento e gesto que ele fazia ao escrever no quadro. Sua paixão platônica era inegável e se tinha algo que a aliviava era escrever em seu caderno.

— Professor, podemos usar essa aula para começar o livro? É pra já ir adiantando, sabe? — um aluno sugeriu meio que de brincadeira, mas Sasuke pensou um pouco e acabou cedendo.

Tinha mesmo que corrigir algumas provas e podia aproveitar os 40 minutos restantes para executar a dita tarefa.

Ele passou algumas simples instruções e deixou a classe se perder nos livros. Por ser um professor extremamente respeitado pelos alunos, sua aula era bastante silenciosa e organizada. Mesmo quando ele não passava atividades.

Assim que ele se sentou e pegou as provas, viu Sakura puxar o caderno negro da mochila. Sua curiosidade se aguçou.

Sakura estava com ideias novas e loucas e queria muito colocá-las no papel. Aquela aula de leitura parecia ter caído do céu. Normalmente, Sasuke lia os três primeiros capítulos com a turma, mas, daquela vez, nem se deu ao trabalho.

Quando começou a escrever, tudo e todos ao seu redor sumiram. As palavras fluíam gostosas e ela adorava. Mordia os lábios e mergulhava em suas fantasias mais profanas.

O professor, que mal conseguia corrigir as provas de tanto que olhava aquele bendito caderno, cedeu a sua curiosidade e se levantou, andando até Sakura que nem o percebeu. Ela escrevia ávida e rapidamente.

— Senhorita Haruno? — o chamado fez com que ela se assustasse e fechasse velozmente o caderno.

— Sim, professor? — tentou disfarçar o susto.

— Não vai ler o livro?

— Já o li, professor. Duas vezes, na verdade. Pretendia dar uma olhada em casa apenas para refrescar a memória. — se acalmou e sorriu, fazendo os óculos escorregarem um pouquinho.

— Bem, não esperava menos de você. Mas o que estava fazendo nesse caderno de capa negra? — perguntou novamente à garota, tentando disfarçar ao máximo sua vontade de arrancar o caderno das mãos dela e dar uma boa lida.

— Escrevendo algumas coisas. Bobagens! Eu o guardo e o senhor quiser... — começou meio vacilante.

— Não precisa. Só queria saber o motivo de não estar fazendo a leitura. Não tem problema. Pode continuar a escrever. — e voltou ao seu lugar, ainda com uma pequena pulga atrás da orelha.

Foi a conta do sinal soar para o término das aulas daquele dia que todos os estudantes saíram como se fossem tirar o pai da forca. Como a chuva ainda caía, muitos esperavam os pais perto dos portões, fazendo com que qualquer um se perdesse naquele aglomerado de gente.

Sakura, que não era boba nem nada, enviou mais que depressa uma mensagem de texto para a mãe.:

“Mãe, vou ficar te esperando no portão traseiro do colégio. Está chovendo muito e não tem como ir a pé.”

Assim que a resposta chegou, Sakura quis chorar.

“Filhota, não vou poder te buscar, lembra? Mamãe está numa viagem de negócios. Só chego amanhã. Peça carona para um amigo, sim? Tem comida na geladeira e você sabe usar o microondas. Beijinhos da Mamãe”.

Bufou. Teria que ir a pé. Ino tinha ido embora há muito tempo. Hinata havia lhe oferecido carona, mas acabara recusando já que tinha esquecido completamente da viagem da mãe e, dos alunos que ainda esperavam pelos pais, não conhecia ninguém bem o suficiente para pedir uma carona. Suspirou e ajeitou seu moletom e os óculos. Puxou a toca sobre a cabeça e deixou o colégio. Nem cinco segundos na chuva e já sentia seus braços úmidos.

Ouviu uma buzina, mas nem se deu ao trabalho de olhar. Com certeza não era consigo. A buzina soou novamente e ela se virou pronta para fazer um gesto mal educado para o motorista, até ver de quem era o carro.

O vidro abaixou e ela continuou parada na chuva.

— Sakura, quer carona? — ele perguntou.

— Não, professor. Obrigada! Minha casa é logo ali. — apontou um ponto qualquer — não tem necessidade de...

— Vamos, entre. Vai acabar pegando um resfriado. — falou meio grosso, mas convenceu a garota que deu a volta e entrou no banco do carona.

— Não, precisa me levar até em casa, professor. Fica pertinho! — ela disse tirando a mochila das costas e a colocando no colo — Vou acabar atrasando o senhor.

— Sakura, não sou casado e nem tão velho. Não precisa me chamar de senhor. — achou graça no embaraçamento da menina.

— Desculpe... — ela começou a tirar o moletom encharcado.

Sasuke nunca achou que veria aquilo em sua vida, mas viu.

Sakura usava uma blusa vermelha por baixo do agasalho. Uma regata que a marcava bem. E ela era muito bonita. A pele leitosa lhe chamou atenção de imediato. Parecia ser macia. Ele não devia ter aquele tipo de pensamento pecaminoso com uma aluna, mas, naquele momento, o cheiro dela era tão bom... Um perfume gostoso...

— Consegue me indicar o caminho? — ele questionou novamente e ela assentiu.

— Vire à esquerda na próxima esquina e siga reto por três quarteirões... — falou enquanto observava a paisagem escura e cinzenta.

Cenário perfeito para uma de suas histórias.

— Três quarteirões? Pensei que sua casa fosse “logo ali”. — satirizou a voz da menina que riu.

— Não queria incomodá-lo, professor. — falou baixinho.

A chuva começou a engrossar gradativamente. Não demoraria muito para que não conseguissem andar pelas ruas nem com carros.

— Agora é só virar á direita e seguir reto. Aviso quando for minha casa — Sakura soava distante e acanhada. Sentia vontade de escrever tudo que estava imaginando. Eles dois naquele carro. Sozinhos. Dividindo o mesmo ar, sentindo o cheiro um do outro. Queria desmaiar.

A chuva não parava de cair e Sasuke já não via mais nada quando ela finalmente pediu que ele parasse e foi se enfiando de novo no agasalho.

— É aqui, professor. — desafivelou o cinto e ouviu Sasuke suspirar pesadamente — Algum problema?

— Não é nada. A chuva está muito intensa. Vou esperar ela abaixar um pouco. — passou a mão pelo rosto.

— Bom, se o senhor não quiser esperar no carro, será um prazer recebê-lo lá em casa. — ele a olhou — Posso fazer um chá se quiser. — falou meio afobada, quase atropelando as palavras.

— Claro. — se limitou a responder e esboçar um sorriso.

Sakura, que já se encontrava mais vermelha que a blusa que usava, tratou de sorrir mesmo meio nervosa e colocou a touca do moletom na cabeça. Sasuke pegou sua pasta e um guarda-chuva no banco de trás do carro, mas antes que pudesse oferecê-lo a Sakura, a menina já corria em direção à casa. A chuva fortíssima a molhava sem piedade.

Sasuke saiu calmamente do carro, abriu o guarda-chuva e andou até Sakura. Ela o esperava ensopada na porta da frente.

— Podíamos ter dividido o guarda-chuva. — ela olhou para o objeto que ele segurava.

— Oh, não vi que tinha um guarda-chuva — sorriu e abriu a porta, revelando um hall de entrada um tanto quanto receptivo.

Sasuke, como um convidado educado, fechou seu guarda-chuva e o encostou à parede de fora para que a água escorresse. Entrou e limpou os pés no carpete onde estava escrito “Esse lar é protegido pela graça de Deus, seja bem-vindo”, enquanto Sakura jogava a bolsa no sofá e deixava os sapatos no canto da sala.

— Belo carpete — elogiou educadamente.

Ela riu e ligou a TV, entregando o controle ao homem que a acompanhava. Quase não acreditava que seu mestre estava ali. Era delirante.

— Por favor, professor. Sente-se e se sinta à vontade! — ele sentou e ela o observou de soslaio — Enquanto espera, vou fazer um chá. — ela tentava soar natural, mas o nervosismo em sua voz era bem perceptível.

— Está ensopada, Sakura. — ele ignorava a televisão e tirava alguns papéis de sua pasta — É melhor trocar essa roupa antes que caia doente. — seus olhos não desviavam da papelada.

Ela se olhou. Realmente, se sua mãe estivesse ali, lhe daria uma bela bronca.

— Certo, professor. Volto logo. — foi depressa se trocar e preparar o chá que havia prometido. Não sabia quanto tempo tinha até o homem sair dali, mas sabia que era pouco. O melhor era ser rápida.

Ora, mas rápida para quê? Sakura riu maliciosa enquanto ia para se quarto. Assim que ele fosse embora, seu caderninho negro teria hora marcada.

Na sala, Sasuke dava uma boa olhada nos relatórios daquela aula. Uns mal tinham uma página. Outros estavam escritos com letras gigantescas apenas para que ocupasse espaço. Era um homem jovem, mas gostava do sistema antigo. Obrigava seus alunos a escreverem todos os trabalhos à mão.

No meio de todos aqueles relatórios, um se destacava. A folha da capa era cor-de-rosa e a letra era oblonga e bonita. Estava encadernado. Os trabalhos dela sempre eram encadernados. No canto inferior esquerdo, o nome “Sakura Haruno” escrito naquela caligrafia tão bonita.

Desviou os olhos para o lado e viu a bolsa de Sakura apoiada no braço do sofá.

— Sakura... — ele olhou para a bolsa jogada ali — Boa aluna. — voltou seu olhar para os trabalhos e, depois, para a bolsa novamente — Não. Não vou fuçar nas coisas de uma aluna. Isso é antiético.

Nunca havia sido tão curioso. Mas ver a menina tirar da mochila aquele bendito caderno negro todos os dias e começar a escrever nele com tanta vontade, fazia com que ele precisasse saber o que acontecia lá.

Ele olhou para os lados com sua carranca imutável, puxou a bolsa discretamente. Não demorou a achar o caderno. Mais uma rápida conferida para ver se estava sozinho e o abriu.

Na primeira página não tinha nada escrito. Nem na segunda, nem na terceira e nem pelas próximas 20 páginas. Suspirou e abriu na última página. Nada. Fechou o caderno, o olhou de cima e pôde perceber que havia coisas escritas nas páginas do meio.

“Muito esperta”, pensou. “É melhor eu nem ler...”.

Porém, quando percebeu, já estava na terceira linha de um conto. Voltou ao título e o leu. Passou as folhas e foi lendo os títulos das histórias.

— Somente Amigos, Saída, Unilateral, Kirby Elton... — ele lia os títulos para si mesmo — São histórias? Não esperava menos de uma aluna com fortes tendências literárias... — ele continuou passando até que um lhe chamou a atenção — O Professor de Literatura... — ele pensou bem antes de ler.

Sakura ainda faria chá. Provavelmente, tinha uns cinco minutos sobrando.

“O Professor de Literatura”

“Era sexta-feira e Bridget se encontrava, como sempre, em seus tediosos pensamentos. Não via a hora de se encontrar com ele naquele dia chuvoso. Estava ansiosa para o término das aulas. Como de costume, havia pegado uma hora de castigo propositalmente naquela sexta. E havia pegado com ele.

O sinal para o fim das aulas bateu e todos saíram, exceto ela. Guardou seus materiais e esperou seu professor entrar. Enquanto ele não chegava, ela ia fechando as cortinas e cobrindo frestas do que poderia ser visto ou ouvido por alguém.

— Espero que esteja pronta para sua punição, senhorita Kaufman. — ouviu a voz deliciosamente grave dizer ao entrar na sala.

— E por que não? Afinal, fui uma garota muito má essa semana. — ela se virou e encarou aquele homem perfeito bem ao seu alcance.

Os cabelos tão negros combinando com o par de olhos que ardiam em desejo carnal. O pescoço másculo e levemente suado denunciava sua ansiedade por aquele momento. Estava completamente entregue nas mãos daquela garota e não tinha como negar.

— Realmente, o que fez em minha aula foi imperdoável... — ele se aproximou e ela fez o mesmo.

— Desculpe, professor. Não quis chateá-lo. Não achei que vir sem calcinha para a sua aula fosse te irritar... — ela cingiu o pescoço do homem com seus braços.

— Você não tem jeito...— ele disse alterado. Bridget já podia sentir a excitação roçar contra sua coxa numa fricção deliciosa.

— Ah, só consigo pensar em um jeito de me disciplinar. É uma pena que só o senhor saiba como fazê-lo (...)”

Sasuke parou de ler e soltou o ar que estava prendendo desde a promessa de punição. Passou a mão pelos cabelos negros e virou a página, pegando a história do meio.

“... a pele macia de Sophie tinha cheiro de pêssegos. Era um deleite para seu olfato e a visão era um paraíso para seus olhos negros como a noite...”.

Ele continuou virando as páginas e lendo pequenos trechos.

“... — Senti-la por dentro é maravilhoso... — o homem de cabelos negros sussurrou no ouvido da menina que revirava os olhos, tamanho era o prazer...”.

“... sempre que ele a olhava daquela forma, seu sangue fervia. Aqueles olhos negros e indecifráveis. Aquele sorriso torto. Aquela barba por fazer. Os cabelos negros arrepiados. Tudo a fazia sentir uma sensação esquisita em seu cerne...”.

“... e enquanto ela se masturbava timidamente, ele sorria como o demônio que era. O corpo feminino e tremulo apenas o fazia sentir mais desejo de possuir a menina manhosa...”.

“... o piercing na língua do musicista tornava tudo mais divertido. Ela soltou um gemido baixo com o contato extremamente íntimo.

— Sol sustenido... — ele disse saindo do meio das pernas dela e subindo sensualmente até encarar o par de olhos verdes — O mais perfeito que já ouvi na vida.”.

Ele continuou passando as folhas. Voltava algumas, continuava a ler outras. Eram contos eróticos. Não sabia que a menina tinha todo aquele talento ninfomaníaco. Sua cabeça estava, pela primeira vez, confusa em relação a sua aluna. Estava no meio de um dos contos, quando Sakura anunciou sua presença.

— Professor, tem alguma preferência de chá? — a voz estava próxima. Ela vinha pelo corredor.

— Não. Pode ser qualquer um. — em um momento de desespero, enfiou o caderno negro dentro de sua própria pasta e agarrou novamente os relatórios, disfarçando bem.

— Gosta de canela? — ela entrou na sala carregando uma bandeja prateada com um pequeno bule branco, duas xícaras e um prato com biscoitos — Se quiser, posso pegar um pouco.

— Não é necessário, Sakura. — sentia-se nervoso.

— Professor, o senhor está bem? — ela ameaçou se aproximar e ele se levantou depressa.

— A chuva já deu uma acalmada. Acho que vou indo. — ajeitou os cabelos com a expressão mais neutra que tinha.

— Não vai beber o chá? — ela já tinha uma xícara em mãos.

— Não posso correr o risco de esperar a chuva engrossar novamente. — limpou a garganta quando a voz deu uma falhada.

— Entendo... — Sakura parecia cabisbaixa.

— Foi um prazer, Sakura. Até sexta. — ele saiu apressado, até se esquecendo de seu guarda-chuva.

— Até... — ela estranhou a atitude do professor. Parecia nervoso e ansioso. Talvez tivesse recebido alguma ligação urgente.

No carro, Sasuke pensava em Sakura. Como uma menina tão discreta e estudiosa poderia ser tão habilidosa com aquele tipo de história? Já sentia um leve desconforto na região da virilha.

Olhou para a bolsa novamente e lembrou-se dos contos. Riu de leve ao pensar que todos os homens descritos lá eram morenos dos olhos negros.

“Cabelos e olhos negros... Até se parecem comigo...”, pensou e freou bruscamente.

O sorriso em seu rosto se desmanchou e ele abriu novamente a bolsa, pegando rapidamente o caderno e o abrindo bem no conto “O Professor de Literatura”.

— Meu Deus... Sou eu...

June 8, 2018, 11 p.m. 1 Report Embed 3
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Tarts White Tarts White
Oh meu deus!! dvsjsbdkdnkd Adorei muito! Achei a escrita excelente, junto da narrativa, meu deus!! shsksbdkbdkd Me senti levemente constrangida, mas não vou julgar porque achei o plot bem show!!
June 30, 2018, 06:27
~

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