Antigo Amor, Novo Começo Follow story

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Um amor mal esclarecido do passado pode atrapalhar uma nova relação? Se aventure por esse diferente romance!


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#romance #saint-seiya #Milo-de-Escorpião #Marin-de-Águia #Shina-de-Ofiúco #Camus-de-Aquário
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O embate

No 11° Templo, o frio cavaleiro de Aquário adentrava em seu lar depois de uma longa e tensa conversa com Milo de Escorpião. Era um daqueles encontros, que, por mais tenso e difícil que fosse, teria inevitavelmente que acontecer.

Saiu de sua triste letargia, quando ao entrar em seu quarto, se deparou com a linda esverdeada, dona da armadura de Ofiúco, tirando algumas peças do amplo closet, e colocando-as de qualquer jeito dentro de uma pequena mochila.

Ele, já aborrecido e entediado, se escora no batente da porta, e mantém a expressão impassível, enquanto ela, fingindo que não percebeu a chegada dele, continua a arrumar seus pertences. Terminada a tarefa, ela coloca a mochila nas costas e vai em direção à porta, ainda fazendo de conta que o aquariano não está presente.

Quando estava prestes a cruzá-la, teve seu braço seguro com firmeza pelo homem, que lhe pergunta sem alterar a voz.

- Aonde pensa que vai?

- Preciso dizer? - ri irônica - Será que tenho que desenhar pra você entender? - puxa seu braço, se livrando do agarre dele - Estou indo embora!

O francês foi calmamente ao seu encalço, a tomou pelos ombros, a virando pra si, levou-a em direção à enorme king-size, a colocou sentada na mesma, onde ela cruzou os braços e bufou em sinal de protesto.

- Você não vai à lugar nenhum. -fala friamente.

- Não pode me obrigar a ficar! Não assinamos nenhum papel, nem trocamos alianças, portanto, sou livre! Posso ir e vir onde bem entender! - responde exasperada.

- Já disse que daqui você não sai, e não vou mais discutir. - continua com a voz gelada.

Ela fica em pé, e o encara de frente, bastante destemida.

- Você deveria chamar o Escorpião pra vir morar aqui contigo, porque é por ele que tem sentimentos sinceros, e não por mim! - volta a pegar a mochila - Não tenho mais nada a fazer aqui! Estou sobrando nessa história! - tenta outra vez ir embora, mas é pega pela cintura, onde o azulado cola o delgado corpo feminino ao dele, a olha nos olhos, e fala seriamente.

- Sabe muito bem o que sinto por ele… - acaricia o delicado rosto com as pontas dos dedos - mas sabe também o que sinto por você… - roça seu fino nariz no ouvido dela, e fala com um tom de voz altivo e sexy ao mesmo tempo - Fique…

- Não… - fala num fio de voz, quase sucumbindo ao charme do belo homem - Não vou cair em suas mentiras! Fique com ele, se é o que você quer! - diz com bastante convicção.

- Porque diabos você veio com essa história agora? - já estava perdendo a paciência, porém não a soltou, continuando com seu rosto muito próximo ao dela - Pensei que já tínhamos superado esse assunto.

- Foi você quem não o superou ainda! - grita histérica - Você quem ainda não o esqueceu! Não vou ficar no caminho dos dois! Podem reatar em paz… - novamente se solta dos fortes braços de Camus e pega a mochila, porém ele a segura, dessa vez com muita força, arrancando um gemido da garota.

- Pelos deuses, Shina! Para com isso! Nada do que está falando tem sentido! - grita nervoso.

- Não tem sentido? - sorri debochada - Já esqueceu o porquê de começarmos a sair? Já esqueceu que usamos um ao outro pra esquecer nossos fracassos amorosos?

- Nunca transei com você pensando nele! Podia até pensar em outras ocasiões, mas nunca quando fizemos amor! - passa as mãos pelos longos cabelos, tentando se acalmar - Por um acaso pensava em Seiya enquanto nos amávamos? - foi a vez dele pressioná-la.

- Não! Nunca! - lágrimas de desespero correm o seu rosto - Sempre estive totalmente entregue, só não posso ter certeza quanto à você…

- Porque não acredita em mim? - a sacode como se quisesse tirá-la de um transe - Porque é tão difícil acreditar que eu te quero?

- Porque isso não é verdade! - ela se aproxima do másculo corpo, e vai se deixando cair aos poucos, em meio à uma respiração ofegante e muitos soluços - Quando se ama do jeito que você o amou, é para sempre, nunca vou poder lutar contra isso! - termina de falar em meio à um convulsivo choro, sentada de qualquer jeito no chão.

O francês se agacha, e a abraça com carinho. Não queria perdê-la. Teria que fazê-la entender que o amor que sentia por Milo mudou. Ela era teimosa e arredia, mas tinha que fazer com que enxergasse o real sentimento que por ela nutria.

Toma o delicado rosto com as mãos, fazendo com que olhasse diretamente em seus olhos, e consegue falar de maneira calma e serena.

- Shina, nada é para sempre. Ainda mais se a questão for sobre sentimentos. - respira fundo, e deixa uma solitária lágrima rolar - O amor que eu tinha por ele mudou, e muito… há coisas que não tem como serem as mesmas de tempos atrás, com Milo e eu, aconteceu exatamente isso. Um cristal quando se quebra, pode até ser colado, mas jamais voltará a ser o mesmo. Por mais que se remende, as rachaduras irão permanecer, e pra isso, não se tem concerto. - limpa com o dorso da mão o rosto da jovem banhado em lágrimas - Se eu disser que não o amo, estarei mentindo, e nunca baseei nossa relação em mentiras, sempre fui muito honesto com você. Mas o amor que sinto por ele agora, é mais pelas lembranças de uma época feliz em que vivemos, e só! - chega seu rosto bem perto ao dela - Acredita em mim?

- Então porque estavam conversando tão intimamente perto das ruínas? Porque estavam trocando carícias? - indaga com a voz entrecortada.

“Então foi isso… ela viu a nossa conversa” pensou o aquariano.

- Mas você ouviu o que conversávamos? Sabe do que estávamos falando, ou tirou conclusões baseada apenas no que viu?

- Não seja cínico, Camus! - ri sarcástica, com a voz carregada de mágoa - Não queira me convencer de que não vi o que vi! E pra sua informação, Marin estava junto comigo… - dá uma risada seca - Vai dizer que estamos ambas com problemas de vista?

“Merda! Milo também terá problemas em casa!” pensou preocupado, pois a última coisa que queria era trazer transtornos ao casamento de seu ex-amante.

- Vocês viram algo circunstancial, que não condiz com o que de fato fomos tratar. - suspira com pesar - Foi uma conversa doída, sofrida, mas que era extremamente necessária para podermos seguir em frente! - olha pra italiana com os olhos rasos d'água - Tente me compreender!

- Eu… - volta a chorar como criança, colocando as mãos no rosto, e se escorando na lateral da cama - Não sei o que pensar… já sofri tanto… e agora que me apaixonei novamente, sinto que nunca o tive de verdade…

- Shina… - a abraça com força - sempre fui seu, assim como sempre foi minha… só não nos casamos porque você não quis - beija seus cabelos, aspirando seu suave odor.

- Não somos objetos, Camus… não sou sua dona, assim como também não sou sua propriedade. - pousa a mão no forte peitoral do rapaz, enquanto ele acaricia suas verdes mechas.

- Você não é um objeto. Você é minha mulher! - encara os verdes orbes brilhantes de doloridas lágrimas - Sou seu primeiro e único homem, conheço cada parte do seu corpo, sei cada,pequeno lugar em que sente prazer, sei como fazer você gemer e gozar como louca, sei que roxo é a sua cor preferida, que ama coelhos, que seu sonho é ter novamente um aprendiz, que só não se casou comigo por medo que eu te abandonasse… - beija devagar seu rosto, secando suavemente o caminho feito pelas lágrimas salgadas - Sei que ama sorvete de baunilha, que prefere andar de cabelos soltos, mas os prende pela manhã porque tem preguiça de escová-los, que vai toda à tarde às escondidas apreciar as rosas do jardim do Afrodite, que ouve rock, mas também adora música romântica, que sempre esteve junto à mim nos momentos felizes e nos piores dias, sempre carinhosa, amável… se o que sinto por ti não é amor, eu não sei mais como definir em palavras o que levo em meu peito… eu te amo! Acredite! - dá um selinho nos lábios rosados, que é prontamente retribuído pela chorosa garota, que abre lentamente a boca, dando passagem a quente língua do lindo rapaz, aprofundando assim o maravilhoso beijo.

O terno beijo se torna mais ardente, mais possessivo. Ele entrelaça os dedos nos sedosos cabelos da garota, parando em sua nuca, a atraindo para mais perto de si.

Ela o abraça com vontade e desejo. O amava, e por isso iria abrir mão de sua relação com ele, se assim o visse feliz. Preferia ela mesma sofrer, já que em seu íntimo, achava que o amor não foi feito para alguém como ela.

Sente a mão livre do homem apertar sua cintura, e geme languidamente. Estava rendida, não teria mais coragem de arrancá-lo de sua vida.

Ele quebra devagar o delicioso beijo, e para seu rosto na suave curva de seu pescoço. Se inebria com o doce perfume que ela exalava. Ele adorava seu cheiro, era simples e gostoso, como ela própria. Espalha molhados beijos por seu longo pescoço, lambe sua orelha. Ela arfa e geme baixinho. Adorava o modo que a tocava. E ele tinha razão. Sabia todos os lugares de seu corpo que a faziam ensandecer de prazer.

Se afastam um pouco, e se olham intensamente. Ela acaricia o másculo rosto que ela tanto amava, e sorri ao dedicar seus toques às suas sobrancelhas bifurcadas. Ele também sorri. Gostava de vê-la contente, e sabia que ela sempre achou essa peculiar parte de seu rosto bem engraçada.

Ele também acarinha o alvo rosto, fazendo com que ela fechasse os olhos para desfrutar do toque de seu adorado. Ele se aproxima ainda mais, e dá leves selinhos na rosada boca de sua bela amazona e diz sussurrante em seu ouvido.

- Eu te amo… nunca duvide disso! - desliza suas grandes mãos por cima da regata lilás, e sente os bicos dos fartos seios já duros de excitação - Quero fazer amor… quero estar dentro de você… sentir você gozar em mim, provar do teu corpo… te fazer minha…

Ela o beija feroz, faminta. E ele retribui da mesma forma, passando as mãos por dentro da fina blusa, e tocando diretamente os lindos seios de sua amada. Massageia e aperta os bicos rosados, fazendo ela gemer alto, o deixando duro, rígido devido ao sensual ato da garota.

Desfaz o beijo, e a olha cheio de tesão, e fica ainda mais instigado ao ver a face feminina atordoada de excitação. Ele leva as mãos à regata que ela vestia, e a retira lentamente, observando aqueles apetitosos seios, e depois levando sua ávida boca até eles para degustá-los, saboreá-los. Serpenteia a experiente língua nos róseos mamilos, chupa e mordisca os bicos intumescidos, alternando entre um seio e outro. Ela se agarra aos longos cabelos azul petróleo do francês, e geme ofegante, do jeito que ele adorava ouvi-la.

Ele para a ousada carícia, a levando em seu colo e a deitando com suavidade na cama, onde ele, com muita calma, a despe do curto short jeans que ela usava, a deixando completamente nua.

Contempla aquele corpo maravilhosamente belo, e avança com um ardente beijo, que deixa a esverdeada sem ar. Aproveita todo esse ímpeto, para encostá-la na cabeceira da cama, e abrir lentamente as suas pernas, onde posiciona seus grandes dedos, fricciona o seu inchado botão.

Ela dá um pequeno, porém sexy grito, que deixa o rapaz enlouquecido, aumentando a velocidade de seus circulares movimentos, que faz a garota se contorcer de prazer. Ela rapidamente chega ao clímax, pois ele a conhecia como a palma de sua mão, sabia fazê-la delirar como ninguém. Retira seus dedos embebidos daquele delicioso e viscoso fluído, e os lambe lascivamente, deixando a italiana tremendo, arfando de vontade de tê-lo entre as suas pernas.

Ele se aproxima do ouvido dela e sussurra baixinho.

- Amo o teu gosto… é doce, assim como o seu cheiro… vou chupar você, tomar todo o seu mel… se abre mais pra mim… cobrinha - dá uma piscadinha sacana, que a faz somente manear a cabeça de maneira positiva, e esperar aquele delicioso suplício começar.

O homem desce seu rosto até a úmida cavidade e lambe a tenra carne rosada com sofreguidão. Chupa com vigor o clitóris inchado, percorrendo a quente língua por todos os cantos da ardente intimidade, aprofundando-se no seu encharcado interior, fazendo a ariana apertar as mandíbulas para sufocar os muitos gritos que queriam sair de sua garganta. Ele a sente mais molhada, e suga com vontade seu ponto sensível para fazê-la gritar. Ela tenta resistir, mas aconteceu como ele queria. A garota grita enlouquecida, arqueando o corpo sensualmente, quando foi tomada por um repentino orgasmo, fazendo o aquariano sorrir vitorioso por tê-la feito gozar com tanta intensidade.

O belo homem se afasta, e se sente extasiado ao vê-la ofegar sem forças. Levanta-se e tira toda a sua roupa, deixando o gigantesco mastro pulsante à mostra, para a alegria da esverdeada, que abre um amplo e travesso sorriso, ao ver o objeto de seus mais eróticos desejos latejando diante de si.

Ele se ajoelha na cama, a olha com luxúria e fala imperativo.

- Vem aqui e me cavalga!

Ela, ainda exausta, sorri e engatinha felina em direção à ele. Coloca a fina mão no duro falo, o acariciando com as pontas dos dedos, fazendo o corpo do dourado se arrepiar por inteiro. Desce a boca salivante, e chupa devagar a arroxeada cabeça, passando depois a língua por toda sua extensão. Camus agarra os seus verdes cabelos, interrompe a carícia, pois sabia que não resistiria àquela aveludada boca, e se derramaria antes da hora.

A puxa para si e a beija voraz. Segura a sua cintura e a posiciona em seu grosso membro, onde ela desliza até a base, emitido altos gemidos devido ao tesão de ser tão perfeitamente preenchida. Ela começa a subir e descer devagar, provocativa. Rebola insinuante no pênis latejante, o fazendo gemer com rouquidão e apertar as redondas nádegas dela. Ela passa a fazer os movimentos com mais velocidade, sentindo um incrível prazer de ter aquele gigantesco falo lhe tocando tão profundamente em suas entranhas. Ele sente um prazer dilacerante. Tê-la assim, entregue era maravilhoso, uma sensação indescritível. Ela apóia seus braços nos ombros do francês, e aumenta ainda mais o ritimo daquele frenético vai e vem. Estava encharcada, e seu mel escorria livre pelo membro do rapaz, que sentia-se novamente arrepiar, chegando perto de seu limite. A intimidade de Shina se contrai com força no maravilhoso pênis e ele já sabe que ela está quase no ápice. Coloca sua mão na nuca dela, a trazendo pra bem perto de seu rosto, e fala rouco em seu ouvido.

- Goza pra mim…

- Ahhhhhhhhhhh - grita a italiana, que tem um arrasador orgasmo, devido a sexy provocação do aquariano.

Esgotada, ela o abraça praticamente sem alento, mesmo assim, continua excitada por sentir o majestoso órgão pulsando dentro de si. Como gostava de fazer amor com ele, de se entregar, dar tudo de si naquele momento sublime em que seus corpos estavam unidos em um só. O amava. E como o amava.

Ele beija seus ombros, sente o gosto de sua pele e fecha os olhos inebriado pelo perfume que ela exala. A amava. Não abriria mão dela, nunca a deixaria ir.

Se beijam lentamente, carinhosamente. Ele acaricia seu rosto e ela percorre seu definido peitoral. Se olham apaixonados e sorriem. Se amavam. Se adoravam.

Ele se levanta e a leva para uma penteadeira, onde a vira de costas, fazendo ela se inclinar, praticamente deitada de bruços no móvel. Tinha a magnífica visão do largo quadril, do redondo traseiro e da entrada molhada. Passa a ponta de sua inquieta língua por toda a costa feminina, dá pequenas mordidas nas perfeitas nádegas, arrancando uma risadinha safada por parte da esverdeada. Trilha o caminho inverso em molhados beijos, parando na nuca, onde deu uma longa lambida. Respira fundo, extasiado, desejoso em de novo adentrar-se no belíssimo corpo de sua amada. Ela está expectante, ansiosa. Queria outra vez senti-lo em si.

Ele a pega pelos cabelos, vira seu rosto para que ela o olhe e fala sedutor.

- Quero que me olhe quando estiver dentro de ti! Quero te ouvir gemer, gritar! Não se contenha… - a beija enlouquecido, enquanto a penetra, e começa a estocá-la com pegada, num ritmo cadenciado, forte, seco, do jeito que ela adorava.

Segura os quadris da Cobra, e aumenta ainda mais as investidas na preciosa intimidade, tendo a privilegiada visão de seu mastro, entrando e saindo imponente, viril.

Ela o olha de maneira sexy, ao mesmo tempo em que grita descontroladamente, segurando-se no móvel com força, fincando suas garras, arranhando a escura madeira, tamanho era o êxtase que sentia em ser invadida tão selvagemente.

Ele grunhe como um animal no cio ao sentir-se novamente embebido do fluído da ariana. Fazia um enorme bem ao seu ego vê-la gozar desse jeito em seu pênis. Sabia que ela estava desfrutando verdadeiramente de tudo aquilo, tanto quanto ele.

Sente seu falo ser sugado, lambuzado e apertado sem dó, e não tem mais sobriedade pra se segurar. Com suas últimas forças, a estoca com mais vontade, com mais ímpeto fazendo com que ela sentisse um calor absurdo, arqueando seu corpo pra trás e gritando em delírio.

- Camus... eu vou… ahhhhhhhhhh!

- Aaaaaahhhhhhhhhhhhhh! - grita o francês em sincronia com a esverdeada, derramando-se sofregamente em seu interior, caindo deitando nas alvas costas dela.

Permanecem desse jeito, grudados um no outro, envoltos em suor, com as respirações entrecortadas e os corações ainda acelerados. Ele sai de dentro dela, a pega com todo cuidado no colo, a deitando na cama. Deita-se junto a ela e a trás para recostar-se em seu peito. Olha aquele rosto angelical e pensa em como é sortudo em tê-la ao seu lado.

Lembrou-se de quando começaram a se encontrar, e de como sua companhia foi fundamental para enfrentar todo o sofrimento causado pela sua separação de Milo. No início, somente queria sexo, e a escolheu por achá-la tão fria e seca como ele. Queria sair com alguém que não lembrasse em nada ao Escorpião. Ledo engano. Ela era passional, aguerrida, totalmente diferente de si mesmo. Ainda assim, preferiu continuar com seu plano. Achou que ela fosse experiente, pois tinha ouvido vários rumores maldosos acerca de sua história complicada com o cavaleiro de Pégaso. Outra vez se enganou. Ela era virgem, e se entregou à ele sem reservas, sem medos. A partir daí, passou a vê-la com outros olhos, pois tudo o que ele achava e o que diziam sobre ela eram falácias, não condiziam com a verdade. Apesar de tudo ter começado como uma tentativa de ambos para esquecerem quem os havia feito sofrer, o relacionamento foi evoluindo de forma natural, espontânea. Ela era carinhosa, amorosa, fazia de tudo para vê-lo feliz. Ele, apesar de não demostrar, estava a cada dia mais encantado com aquela menina linda e alegre. Sim, alegre, pois desde que começaram esse torto romance, ela vivia feliz, radiante. Muitas vezes brigaram, discutiram. A maioria das discussões eram por causa de ciúmes, mas até nisso ele a achava verdadeira, apaixonada. Aprendeu a amar e compreender aquela pessoa tão diferente dele. Compreender… foi o que não conseguiu fazer por Milo. O amou tanto, mas não pôde decifrá-lo, entendê-lo em seus anseios e carências. Talvez porque não tinha que ter sido. Não era o destino de ambos ficarem juntos.

Sai um pouco de sua divagação, e a aperta contra si. Sente o corpo quente junto ao seu e sorri sozinho. Uma solitária lágrima cai pelo rosto do homem, que se sente abençoado por ter tido uma nova chance de amar, aliás, de reaprender a amar. Amar as qualidades, mas especialmente os defeitos, que é o que diferencia cada ser humano, cada indivíduo. Ninguém é igual, e foi isso que o afastou do Escorpião. Queria mudá-lo, moldá-lo do seu jeito. E essa imposição foi a ruína de seu amor, que foi sufocando, com acusações, mágoas, ressentimentos, até culminar no inevitável fim.

Pegou-se pensando na conversa dessa tarde, pivô de sua briga com Shina, e em como mal esclarecidos podem acabar com um relacionamento, com um amor. Estava decidido. Não iria errar outra vez.


Flashback


- “ Sabe Camus, sinto muito a falta de nossas conversas, da nossa convivência, de sermos amigos… - acaricia de leve o rosto do francês com as pontas dos dedos.

- Também sinto, Milo… sinto saudade dos tempos de criança, quando só existia a pureza da nossa inocência… - diz afastando lentamente a mão do escorpião, a acarinhando de leve - Mas há coisas que não tem volta…

- Tem razão. Mas, podemos sim,retomar nossa amizade. - o olha seriamente - Não tem porque ficarmos remoendo o passado, pois seguimos com nossas vidas, e cada um, do seu jeito é feliz… ou não?

- Eu sou feliz. - responde convicto - Shina, apesar de não parecer aos olhos de muitos, é uma menina adorável, e eu… a amo!

Milo olha em seus orbes e vê a sinceridade de seus sentimentos. Sorri de canto, e fala sereno.

- Então demonstre a ela o que sente! Não cometa os mesmos erros que arruinaram a nossa relação… diga o que se passa em sua mente, deixe ela ver além dessa casca fria que faz questão de ostentar…”


Fim do flashback


Senta-se na cama, e dá sua mão para que ela possa fazer o mesmo. Voltam a trocar olhares intensos. Com suas mãos ainda pousadas sobre as dela, inicia uma suave carícia, que emociona a italiana. Ele beija o dorso de uma delas, e fala com a voz calma, porém firme.

- Me perdoe por muitas vezes ser frio contigo e por não demonstrar com clareza meus sentimentos por você! Sei que foi esse o motivo para não ter acreditado na sinceridade de minhas palavras. Eu te amo, e farei de tudo pra que nunca perca o amor que tem por mim! - beija amorosamente sua delicada boca - Sei que não é a primeira vez que vou te pedir, mas diferente do que foi no passado, espero que dessa vez, você aceite: casa comigo?

Shina derrama lágrimas de pura alegria, pois toda a incerteza que tinha caiu por terra. Ele a amava, tinha certeza.

O abraçou com carinho, falando baixinho ao pé do ouvido.

- Eu aceito! Quero ser sua… pra sempre….

Se beijam com paixão, volúpia, desejo. Deram um passo importante no relacionamento, deixando a pureza dos sentimentos falarem mais alto do que as dúvidas e as desconfianças. Escolheram enfim amar, e se deixarem amar.


Continua...


Notas do autor: 


Hoje estou com uma fic um pouquinho diferente do que eu estou acostumada a escrever. Tem uma temática yaoi, mas, não terá cenas de sexo yaoi.

Essa trama fala muito sobre sentimentos, erros e acertos pertinentes às relações entre duas pessoas. 

Bem... estando tudo esclarecido, desejo à vocês uma ótima leitura! 

May 29, 2018, 8:05 p.m. 0 Report Embed 2
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