O caçador Follow story

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A porta preta é uma boate gay, mas não é uma boate comum. Ela conhecida por sua discrição, sem letreiros, sem filas, sem exageros. Apenas uma porta, preta. Empurre e entre. Divirta-se. Todos os seus segredos, se você quiser esconder, ficarão guardados conosco. Eu gosto de sair do óbvio, do quase pronto que muda apenas algumas palavras mas as imagens e os lugares e até as falas, são todas parecidas. Eu gosto de apostar no que parece mais improvável. Não é preciso receita quando se pode criar novos sabores.


Fanfiction For over 18 only.

#Gohan #18 #17 #dragon-ball
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Capítulo único

Era noite. Inverno.
Mas, especialmente naquela noite, o frio estava mais intenso. O vento gelado balançava os cabelos dele. Cabelos negros, como toda a sua roupa.
Era sábado.
Ele queria descobrir o que seria oferecido à ele naquela noite. Caminhava de cabeça baixa, seu casaco preto e longo o protegia, a gola levantada aquecia o pescoço, as mãos estavam guardadas nos bolsos. Usava calça jeans preta e coturnos de cano médio. E toda essa composição, mais a postura com que ele andava, lhe davam um ar de caçador.
E ele era. Um predador voraz, mas que nunca ia atrás da caça. A caça ia até ele.
Era como um ímã, ele sabia como chamar atenção de quem ele queria exatamente. Então ele avaliava, pontuava.
Era como um leão, circulando, prendendo, deixando sem saída. Seus movimentos eram suaves, quase imperceptíveis.
23h00. Ele chegou na porta de entrada, empurrou e entrou.
Logo o som da música chegou aos seus ouvidos, o burburinhos das pessoas. Risos. Olhares. Luzes coloridas piscando, copos brindando.
Agora sua cabeça não estava mais baixa e ele sentia o calor do lugar.
Entregou seu casaco na chapelaria. Suas mãos tinham que ficar livres, sempre.
Ele foi primeiro ao lounge, geralmente era lá que ficavam as presas mais interessantes.
Sentou-se no balcão e logo uma mulher o atendeu com um lindo sorriso.
- Uma cerveja. Não precisa de copo.
Tirou do bolso da calça um maço de cigarros e acendeu um. Soltou a fumaça e sorriu de canto, satisfeito.
Já tinha prendido a atenção de sua possível presa. A cerveja chegou, bem gelada, como ele gostava. A mulher perguntou se ele queria mais alguma coisa, ainda com um lindo sorriso nos lábios.
- Obrigada, por ora é só isso. - ele deu um sorriso breve.
Saboreou sua cerveja com um grande gole. um tempo depois a mulher voltou.
- Você tem olhos lindos, nunca vi olhos azuis assim. - ela se debruçou no balcão fazendo seus seios quase saltarem no colo dele.
- Obrigada. - ele respondeu um pouco irritado. Ela o estava atrapalhando - Me traga outra cerveja e uma tequila, sem limão e sal.
Ela logo voltou com o pedido e ele estendeu sobre o balcão uma nota de cinquenta. Ela entendeu que era apenas para atendê-lo no balcão, ele não tinha interesse nela.
O homem de olhos azuis virou a tequila, acendeu outro cigarro e começou a avaliar sua presa.
Ele passava os olhos por todo o lounge, seu semblante era sério, mas suave.
Uma mecha de cabelo saiu do lugar, ele a tirou com um gesto vagaroso enquanto encarava os olhos negros que ele havia prendido. Do outro lado do balcão, um suspiro e a língua molhando os lábios.
Desejo.
O celular vibrou no bolso. "Mensagem de 18". Ele abriu para ler.
18 - Onde você está?
17 - Na porta preta.

Não demorou muito ele avistou a irmã.
- O que você está fazendo aqui? - ele sorriu para ela
- É aniversário de uma amiga. Ela disse que queria fazer algo diferente e a trouxemos aqui. Estou com mais algumas amigas. - ela se sentou - Ela está mega bêbada e se pegando frenéticamente com uma mulher na pista de dança! - os dois riram
- É bom provar novos sabores... - 17 sorriu com malícia e tomou mais um gole de sua cerveja.
- Tem um cara do outro lado, muito gato, que não tira os olhos de você! - ela falou cochichando.
- Eu sei.
- Como você consegue? Você nem se mexe! - ela simulou um soco no ombro dele. 17 apenas sorriu.
- Eu não vou ficar aqui muito tempo, você sabe, eu prendo e depois levo embora. - ele terminou a cerveja - Observe. Eu vou ao banheiro agora, e você fica aqui, ele vai esperar que eu volte, mas quando perceber que não voltarei e te dispensei ele irá me procurar e vai me encontrar na pista de dança.
- Essa eu quero ver... - 18 se apoiou no balcão e 17 saiu do louge. Ela viu que o homem o acompanhou com o olhar e muitos minutos depois também saiu, indo em direção à pista de dança - Filho da puta! - ela tinha que admitir que seu irmão era esperto.

A pista de dança estava cheia. Muitos casais se beijando e dançando. Outras pessoas tentando laçar alguém. A música era eletrônica, mas tinha uma pegada mais sensual. Era dia 6/9, dia do sexo. 17 entrou na pista e sorriu quando viu a faixa atrás do DJ, mas achou bem apropriado.
No mesmo instante a música mudou. Portishead - Strangers. 17 fechou os olhos e seu corpo começou a se mexer devagar, no balanço da melodia. Ele adorava essa banda e chamava suas músicas de músicas para fazer sexo.
Ele foi se soltando, ficando leve, levantou os braços e em alguns segundos sentiu duas mãos fortes o segurar por trás. Ele deu uma leve olhada por cima dos ombros, era ele, era o homem dos olhos negros.
Os dois dançavam juntos, colando os seus corpos cada vez mais. 17 se mexia de um jeito sexy, sentiu quando o outro se encostou nele, estava excitado. Ele sorriu, era dele.
Então se virou de frente. O homem era um pouco mais alto, era musculoso, muito bem definido. Tinha cabelos pretos, um pouco espetados. Ele sorriu para 17, um sorriso lindo. Seus lábios pareciam ser macios. 17 fervia. Ele passou os braços pelo pescoço do outro homem, acariciou sua nuca e desceu, explorando seu corpo. Ele tinha um toque firme, contornou seus braços e subiu as duas mãos, passando no peitoral e descendo até o botão da calça. O homem estremeceu levemente.
Então ele se aproximou do ouvido de 17.
- Me chamo Gohan e você? - ele passou o rosto levemente na pele de 17 ao se afastar.
- 17. - ele falou enquanto puxava Gohan para mais perto e percorreu o caminho de sua orelha até a boca com os lábios, beijando no canto da boca de Gohan.
A música mudou. Portishead de novo, Glory Box. Essa música deixava 17 excitado.
Gohan não quis se contentar com aquele beijo no canto de sua boca. Ele passou um braço pela cintura de 17 e com a outra mão ele segurou sua nuca. 17 apenas sorriu.
Sim, os lábios de Gohan eram macios, mas seu beijo era forte, era devorador, delicioso. Ele chupava os lábios de 17 e sua língua invadia novamente a boca do caçador. 17 gemeu dentro da boca de Gohan, ele nunca tinha beijado alguém assim. E a música. Ah! 17 poderia devorá-lo ali mesmo.
Quando a música acabou o caçador puxou sua presa para fora. Um táxi.
Ele não podia esperar mais. No caminho até sua casa ele acariciava Gohan discretamente.
Gohan ia acumulando gemidos presos na garganta.
Chegaram.

- Seja bem vindo à minha casa! - 17 falou sorrindo e abriu a porta gesticulando para Gohan entrar - Quer beber alguma coisa? - ele tirou o casaco e jogou no sofá.
Gohan pode vê-lo por inteiro. 17 também tinha um porte atlético, mas era menos musculoso. Seu corpo era definido, esculpido cuidadosamente.
- O que você tem para beber? - Gohan também tirou sua jaqueta e colocou sobre o casaco de 17.
- Água, refrigerante e cerveja. - ele respondeu olhando a geladeira.
- Cerveja. - ele pegou a long neck da mão de 17 e sentou na cadeira.
17 abriu a sua e eles fizeram um brinde. Ele soltou os cadarços de seu coturno.
- Você mora sozinho? - Gohan perguntou depois de observar a cozinha.
- Moro. - 17 acendeu um cigarro e ficou olhando para Gohan fixamente. Ele pensava no quanto aquela carne poderia ser saborosa e ele a queria, inteira, não deixaria sobrar nenhum pedaço.
As bebidas estavam quase no fim. 17 se levantou e foi até a sala. Gohan começou a ouvir uma música calma, parecida com as que estavam tocando na boate. 17 voltou para a cozinha.
- Em que você trabalha? - Gohan o acompahava com os olhos. Aquele homem tinha um certo mistério.
- Eu sou o dono daquela boate onde você estava. - ele parou na frente de Gohan, tirou a garrafa de sua mão depositando na mesa. Ele se virou de costas e começou a andar devagar.
- Venha... - ele o olhou por cima do ombro - vou te mostrar o resto da casa. - Gohan sorriu e o seguiu.
17 ascendeu a luz, ele tinha um quarto lindo. Sua cama era enorme, apoiada por pallets pintados de cinza. A roupa de cama era toda branca. O quarto era pintado de branco gelo e a parede atrás da cama era cinza.
Em um lado da cama havia um criado mudo moderno com uma gaveta e quatro portas, ele também era branco. Na parede oposta havia uma combinação de quadro de cantores e artístas em estilho pop art e na parede de frente fotos de amigos, familiares, lugares em que 17 já havia visitado. Gohan viu a foto da mulher loira que estava com ele na boate.
O quarto estava quente. O chão era encarpetado, e era tão fofo que os pés afundavam e ele tinha uma cor cinza claro. 17 gostava das coisas simples. Gohan não viu o armário, imaginou que ele tivesse um closet. De frente com a porta de entrada, na parede oposta tinha outra porta, ele imaginou ser o banheiro.
- Seu quarto é muito bonito! - Gohan ainda estava na porta.
- Entre... - 17 estendeu a mão para ele. Assim que as mãos se tocaram 17 o puxou mais forte. Ficou olhando para Gohan, era lindo, era do jeito que ele gostava, seu rosto proeminente lhe dava um ar de macho alfa. Ele acariciou o rosto de Gohan, começou a criar o clima. Com o polegar acariciou seus lábios, escorregou a mão para a nuca e subiu enfiando seus dedos pelo cabelo rebelde. Gohan fechou os olhos e suspirou.
Com as duas mãos 17 acaricou seu peitoral e desceu até a barra da camiseta e a puxou para cima. Dessa vez foi ele quem suspirou. Lançou seus lábios no pescoço de Gohan e respirou seu perfume.
17 gostava de cheiro. Isso o deixava mais excitado. O cheiro de um homem podia dizer muita coisa sobre ele. Ele passou a língua levemente no pescoço de Gohan, subiu até seu maxilar, mas mudou de lado, mais uma vez aspirou o perfume e foi descendo até o peitoral.
Gohan o abraçou pela cintura, soltou um gemido tímido. 17 foi andando de costas e o puxando até que suas pernas encontraram a cama.
- Fique em pé. - ele sentou e sem mais cerimonias abriu o botão da calça de Gohan. Ele estremeceu. Baixou o zíper devagar, olhando para ele.
17 colocou a mão por dentro da calça. Gohan estava explodindo, ele sorriu. Baixou a peça devagar, observando as pernas dele, eram musculosas também, bem trabalhadas. Gohan usava uma cueca boxer branca, mas era possível ver uma pequena mancha molhada. 17 o acariciou por cima da cueca, ele fechou os olhos, seu corpo tremeu. 17 tinha um toque perfeito, suas mãos eram habilidosas. Mas ele não aguentava mais também e tirou a última peça que o impedia de ter acesso ao prazer.
Ele olhava para Gohan, gostava de ver as sensações que causava, ele sabia que era bom nisso. Mas aquele homem já estava quase tirando seu controle. Sim, 17 sempre ficava no controle. Gohan olhava para ele, sua respiração estava um pouco ofegante e ficou mais quando 17 envolveu seu membro com a mão e olhando para ele o colocou na boca. Gohan jogou a cabeça para trás e soltou um gemido rouco, suas pernas estremeceram.
17 o colocou inteiro na boca, até a base. Era grande, grosso e estava completamente ereto. Ele também gemeu.
Gohan juntou seus cabelos em um rabo de cavalo em uma mão. Ele queria ver, embora sua vontade era fechar os olhos. 17 começou a se movimentar, ele exercia a pressão certa, a lubrificação ideal.
Sua cabeça se movia para frente a para trás. Sua mão também trabalhava em sincronia com a boca. Ele tirava e lambia inteiro, depois colocava na boca e chupava a cabeça como se fosse um pirulito. Com a outra mão ele massageava Gohan por trás.
Gohan gemia, apertando os cabelos de 17, ele aumentou o rítimo, segurou no quadril de Gohan e o puxou, depois empurrou, ele entedeu e começou a se mexer dentro da boca de 17, e dessa vez ele quem gemia. Gohan segurava em seu cabelo e empurrava até a base, aquilo o estava deixando maluco. Ele aumentou o rítimo, e seus gemidos começaram a ficar mais alto. 17 sentia pulsar em sua boca, ele sabia que Gohan estava quase chegando ao seu limite. 17 apertou mais seus lábios contra o membro de Gohan, ele gostou e aumentou um pouco mais o rítimo, tomando cuidado para não machucar 17.
Ele pulsava, ficou ainda mais duro, Gohan gemia sem parar e foi quando ele puxou os cabelos de 17 e junto com um gemido alto e rouco ele se derramou dentro de da boca dele. O jato forte, líquido quente e logo em seguida o relaxamento. Ele saiu de dentro da boca de 17, respirava rápido e tinha um sorriso enorme no rosto.
- Isso foi incrível! Eu nunca... - 17 se levantou e o beijou. Ele queria devorar Gohan.
- Sinta seu próprio gosto... - ele entregava a sua língua para que Gohan sentisse e enquanto ele o beijava ia girando, até que Gohan estava de costas para a cama.
17 o soltou e foi até o criado mudo. Pegou uma camisinha e lubrificante.
- Deite-se. - ele tirou sua roupa e Gohan pode ver que ele não era o único bem dotado ali. Ele sorriu e se deitou.
17 encaixou-se entre sua pernas e o beijou. Gohan acariciava o corpo dele e sentia sua ereção.
- Eu te quero dentro de mim agora... - Gohan falou sussurando. 17 quase gozou só de ouvir.
Ele se ajoelhou na cama e colocou a camisinha, depois passou lubrificante. Ele se encaixou novamente em Gohan e enquanto o penetrava beijava seu pescoço. Não resistiu e deu uma chupada genenrosa.
Os dois gemiam, gemiam alto. 17 se movimenta de forma alternada, devagar, rápido. Gohan trocou de posição, ficou por cima de 17, para sua fecilidade. Estavam tomados de prazer. 17 segurou nos quadris de Gohan, ele passou a se mover rápido, 17 fechou os olhos, suas mãos apertaram os quadris de Gohan, seu corpo começou a tremer, seu membro pulsava e tornou-se mais duro.
- Goze dentro de mim, agora... - a voz de Gohan fez 17 se libertar no mesmo instante enquanto ele arqueava as costas na cama e soltava um gemido altísimo.
Gohan esperou alguns segundos e saiu de cima de 17. Ele ainda estava de olhos fechados, absorvendo tudo aquilo. O homem de olhos negros beijou seus lábios.

Era noite. Inverno.
Mas, especialmente naquela noite, o frio estava mais intenso. O vento gelado balançava os cabelos dele. Cabelos negros, como toda a sua roupa.
Era sábado.
Ele queria descobrir o que seria oferecido à ele naquela noite. Caminhava de cabeça baixa, seu casaco preto e longo o protegia, a gola levantada aquecia o pescoço, as mãos estavam guardadas nos bolsos. Usava calça jeans preta e coturnos de cano médio. E toda essa composição, mais a postura com que ele andava, lhe davam um ar de caçador.
Ele conseguiu a sua presa da noite, mas ele não contava que essa era um daqueles exemplares que surgem de tempos em tempos, são mais ágeis, são mais fortes, são mais belos e não se deixam dominar totalmente.
As luzes da casa estavam apagadas. Um abajour iluminava suavemente o quarto.
- Lápis Lazúli.
- O que?... - 17 estava sonolento.
- É uma pedra preciosa, azul. Seus olhos tem a cor delas.
- Ônix... é uma pedra preciosa, muita rara. Seus olhos tem a cor delas.
Gohan puxou 17 mais para perto e ele aceitou aqueles braços fortes ao seu redor. Ele queria que ficasse. Adormeceram em uma sincronia tão perfeita, um encaixe desenhado pelos deuses, duas peças que faltavam no quebra cabeça.

Era dia 6/9, dia do sexo. E a comemoração foi perfeita.

May 27, 2018, 11:43 p.m. 0 Report Embed 0
The End

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pi _1983 "o homem planeja e Deus ri." - ditado lídiche

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