Ordinary Day Follow story

xixisss Isis

Kirishima era o responsável por manter o ritmo. Bakugou seguia seu passo satisfeito. Fosse em meio a ocorrências e explosões, ou abrigados nos braços do parceiro, aquele era um dia comum, exatamente como todos os outros. E não poderiam se sentir mais felizes por compartilharem até a mais simples rotina. Capa: https://twitter.com/m_y_n_k_SA


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13. © Todos os direitos reservados

#Bakugou-Kirishima #kiribaku #bakushima #heróis #shonen-ai #yaoi #bokunohero #myheroacademy
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Apenas um dia comum...

Eu lutei muito contra a vontade de escrever no fandom de BNHA. Claramente eu perdi. Eu tenho 300 mil coisas pra fazer e estava bloqueada sem escrever 2 linhas que fosse… Até ser tocada pela benção de BakuShima e sair essa oneshot em algumas horas. Fazer o que, é a vontade de Aru Maito. Esperem que gostem dessa historinha do casal mais másculo que existe <3

Obrigada à minha esposa @cupcake_ruivo pela ajuda e pela capa. Te amo!


~~~~~~ KrBk ~~~~~~

Os gritos e sirenes indicavam o caminho melhor do que o equipamento com GPS em seu pulso. Katsuki aumentou o nível das explosões de suas mãos, querendo chegar mais rápido. O cenário que encontrou era de caos. O vilão era enorme e claramente não se importava em destruir tudo e todos à sua frente para conseguir fugir com as jóias da exposição que acontecia no museu da cidade. O loiro só pensava o quanto a agência que tinha sido contratada para auxiliar a polícia na proteção do evento era incompetente. Isso se não fosse corrupta. Mas não era seu papel investigar. Seu papel era explodir a cara daquele vilão o quanto antes.

Foi a polícia que chamou os reforços e, apesar da agência de Bakugou não ter o costume de atuar nesse tipo de ocorrência, a situação era tão caótica que não puderam ignorar. Outras duas agências também haviam respondido ao chamado e, assim que soube quais haviam sido, Bakugou fez questão de ir pessoalmente. Não ia deixar o maldito Meio a Meio pagar de maioral. E tinha que garantir que Kirishima não fizesse nenhuma besteira.

Ok, talvez a preocupação com o ruivo não fosse só em ele fazer besteira. Definitivamente não era só essa. Porra, um cara pode se preocupar e querer ajudar o próprio namorado, certo? Kirishima estava exausto, era visível. A cada novo ataque desesperado e sem mira do vilão ele se colocava na frente, usando sua peculiaridade para proteger os companheiros e os civis. Já era possível ver algumas escoriações na pele rígida, pela repetição dos impactos. Katsuki viu a abertura no momento em que Todoroki distraiu o ladrão com uma labareda e passou por cima de Kirishima, acertando uma explosão particularmente forte na lateral da cabeça absurdamente grande do vilão.

A luta ainda durou pelo menos mais meia hora. O infeliz tinha muita energia e força e os heróis ainda precisavam se preocupar com o fato de que ele arremessava coisas o tempo todo, tentando atingir locais que estariam cheios de pessoas inocentes - apesar de todos os esforços da polícia para evacuar a área. Quando, enfim, Bakugou conseguiu encaixar uma sequência de explosões que cegou o inimigo, Kirishima usou sua força para segurar as - quatro - mãos do vilão para trás, mais uma vez suportando os golpes com o próprio corpo endurecido, e Todoroki foi capaz de imobilizá-lo com o gelo. Os heróis da agência que, de fato, deveria ter lidado com o criminoso, atuavam mais para minimizar os danos ao entorno, ante a óbvia diferença de nível dos três profissionais que responderam ao pedido de reforços.

Com o vilão enfim derrotado, os gritos de luta e atenção deram lugar à comemoração dos presentes. Bakugou imediatamente direcionou o olhar até o namorado e o viu sorrir e acenar para as pessoas que já começavam a se aproximar. O local ainda estava um caos, com fumaça, faíscas, prédios danificados e alguns feridos - felizmente sem gravidade - e, apesar do sorriso afiado que ele mantinha, Katsuki podia ver que o combate tinha exigido mais do que de costume de Kirishima. Assim, antes que qualquer fã ou jornalista aparecesse e fosse atraído pelo irremediável carisma do ruivo, que com certeza ignoraria as próprias necessidades e ficaria mais sabe-se lá quanto tempo respondendo a perguntas e posando para fotos, Bakugou se aproximou e o puxou pela mão. Que fosse a cara de cu do Pavê a estampar os jornais, foda-se. Kirishima precisava de cuidados e precisava agora.

Eijiro não recusou o toque. Ao contrário, entrelaçou os dedos aos do loiro e se deixou conduzir.

— Você ia ficar lá, né, cabelo de merda? Mesmo estando todo estrupiado!

— Você sabe que não me importo…

— Mas tem que se importar, porra! Eles iam ficar te alugando e nem iam reparar que você, logo você, está com machucados! Quanto tempo você ficou lutando com aquele cara?

— Não sei… Já estava nessa há pelo menos uns 20 minutos quando você chegou. Eu estava por perto quando recebi o chamado.

— Não é tanto tempo assim pra você, por que se machucou?

— Eu vim direto de uma outra ocorrência…

— Puta merda!

— Eu estava perto! Não podia ignorar!

— Sua sorte é que já está precisando de cuidados, senão eu mesmo ia dar na sua cara pra você aprender!

Kirishima sorriu. Levou as mãos entrelaçadas até o rosto e deixou um beijo suave na de Bakugou. Sabia que provavelmente alguém iria capturar o momento numa foto e que estariam circulando na internet de novo por causa da demonstração de afeto e que Katsuki reclamaria e diria que ia explodir sua cara e todos os servidores de internet - mas também curtiria todas as fotos. Não ligava. Conforme deixavam para trás o local bagunçado, sorria tranquilamente pela preocupação do namorado.

~~~~~~ KrBk ~~~~~~

Kirishima não quis ir até o centro médico de sua agência, então foram até sua casa, a mais próxima de onde estavam. Após um banho, trocaram os uniforme pelas roupas comuns e Bakugou cuidou de cada um dos machucados do ruivo reclamando e xingando o tempo todo, mas com uma suavidade inimaginável em seus toques. Depois, Kirishima esquentou umas sobras de comida e os dois almoçaram juntos sentados no chão da sala pequena. Quando terminaram, o ruivo abriu o armário onde ficava seu uniforme reserva e já ia começando a se aprontar para voltar à agência para concluir seu plantão quando foi impedido por um Bakugou com olhar furioso lhe arrancando a roupa das mãos.

— O que você pensa que está fazendo?

— Meu turno vai até as dez hoje, Katsuki. Vou voltar.

— Porra nenhuma! Eu sei bem que quando tem ferimentos sua peculiaridade fica mais instável.

— Eu não posso simplesmente não voltar sem avisar, eu não estou incapacitado e…

— Já tá resolvido.

— Como assim?

— Já avisei que você não volta e já arranjaram alguém pra pôr no seu lugar.

— E quando você fez isso?

— Enquanto você lavava a louça.

Bakugou deu de ombros como se não fosse nada e Kirishima sorriu. Era verdade que seria perigoso se aparecesse outra ocorrência complicada. Embora não estivesse mais tão cansado e nem sentisse dores, com certeza sua peculiaridade estria instável, como o namorado havia apontado. Bakugou não era dado a falar abertamente sobre como se sentia, mas deixava bem claro em atitudes como essas. E pensar que ele vivia se irritando com o instinto protetor do ruivo sobre si; como se ele não o tivesse também…

Eijiro não mais discutiu, apenas agradeceu ao loiro e o guiou até o futon. Bakugou parou na beira do colchão com o olhar sério.

— Eu não vou foder com você machucado.

— Credo, Katsuki! Eu só achei que a gente podia deitar um pouco…

— Hm, sei.

— Mas sabe, eu não tô com dor e…

— Aí ó! Já disse que não! Não vou ficar me policiando pra não encostar nos machucados, pode esquecer.

— Chato.

— Pervertido.

Apesar da implicância, Bakugou se deitou ao lado do ruivo e o beijou. Antes que se tornasse animado demais, no entanto, o loiro encerrou o contato e fez o namorado se aconchegar em seu peito. Ligou a televisão e ficaram assim por um tempo. Bakugou achava que Kirishima ia aproveitar para descansar, mas o ruivo estava inquieto, se remexendo a todo instante.

— Sossega o facho, Eijiro!

— Eu tô meio ligado, foi mal.

— A ideia era você descansar, cacete.

— Eu sei, mas eu tô bem, sério. Você fez certo em não me deixar voltar, não seria bom se eu precisasse usar minha peculiaridade de novo hoje, mas realmente não foi nada demais.

— Hm. Quer fazer alguma coisa, então?

Kirishima lhe lançou um olhar travesso e Bakugou bufou.

— Eu já disse que não vamos transar, porra!

— Não era isso! Nossa, chocado com a maneira como você me vê.

— Ah claro, como se eu não te conhecesse há 7 anos e não soubesse bem como você é…

— Tá, tá, mas não era isso mesmo dessa vez. Amanhã é sua folga também, né?

— Uhum, como sempre, junto com a sua, por que?

— Vamos viajar!

— Quê? Agora?

— É, agora! A gente pega o carro, cai na estrada, come besteiras e vai até algum lugar pra ver a vista.

— Que porra de ideia é essa?

— Ah, vamos! A gente pode fazer uma trilha, ou ir numa praia ou cachoeira, sei lá. Gastar energia, testar nossa força...

Kirishima já estava sentado no colchão e falava animadamente. Bakugou ainda fingiu protestar por mais alguns minutos mas a verdade é que jamais negaria algo que deixava o outro tão animado. Assim, depois de juntarem nada mais do que uma muda de roupas, algum dinheiro e um kit de emergências padrão de agência, pegaram o carro na garagem e

saíram sem rumo certo.

~~~~~~ KrBk ~~~~~~

Após quase uma hora na estrada tinham decidido que iriam até uma área de camping na cidade vizinha. Poderiam alugar uma barraca para a noite e no dia seguinte fazer uma pequena trilha até a cachoeira do local. Kirishima se animou ao pesquisar e ver que poderiam fazer rapel lá e até mesmo Bakugou achou que seria interessante.

Na entrada da cidade pararam num restaurante de fast food. Não tinham ido preparados para acampar e sabiam que não teriam muitas opções de provisões no local de camping, então compraram um lanche. Para não correrem o risco de ficarem sem vaga para passar a noite, foram dirigindo enquanto comiam. Bakugou ia ao volante com um hambúrguer na mão e Kirishima lhe dava batatas e segurava o copo para que bebesse vez ou outra. Uma cena de casal tão típica que faria o loiro revirar os olhos se não fosse ele a protagonizá-la.

Chegaram ao local no início da noite e conseguiram alugar a penúltima barraca - mesmo sendo um dia de semana. Tudo bem que a ideia era que as pessoas levassem seu próprio equipamento, então a administração da área tinha apenas poucas barracas disponíveis para casos excepcionais. Mas ainda assim ficaram surpresos com o fato de o local estar praticamente todo tomado num dia comum. Usaram o banheiro da instalação simples e montaram a barraca um tanto afastados dos outros - eram conhecidos, afinal. Apesar da manhã cansativa e da viagem, nenhum dos dois estava realmente com sono ainda, então decidiram caminhar um pouco.

Andaram juntos conversando sobre tudo e sobre nada, como sempre. Kirishima era o responsável por manter o ritmo do assunto e Bakugou seguia seu passo satisfeito. Era sempre assim. O ruivo conseguiu penetrar todas a barreiras de Bakugou com seu carisma; lidava com o gênio difícil e, obviamente, explosivo do loiro com leveza. E, aos poucos, Bakugou foi aprendendo a se policiar para não magoar aqueles com quem se importava, em especial Eijiro. O loiro pensava nisso observando o rosto do namorado, ambos sentados no topo da pequena colina que tinham subido à luz das lanternas, quando Kirishima, que olhava para o horizonte enquanto falava, soltou uma exclamação de surpresa.

Katsuki desviou o olhar para o céu e viu os diversos pontos de luz cortando a escuridão.

— Uma chuva de meteoros. Tá explicado porque tem tanta gente aqui hoje. Não deve dar pra ver da cidade, por causa das luzes.

O espetáculo era bonito e Bakugou apreciava - afinal, bolas de fogo caindo do céu era algo que lhe chamava a atenção. Se deitaram na grama fria, Katsuki é que se aconchegou a Eijiro dessa vez e o silêncio ficou confortável entre os dois enquanto deixavam carinhos sutis no braço um do outro. Mais uma vez era a típica cena clichê de casal apaixonado para a qual o loiro torceria o nariz se visse em qualquer lugar.

Mas sequer pensou em como a cena ficaria ainda mais enjoativamente perfeita ao levantar o rosto e tocar os lábios de Kirishima com os seus; nem que, se fosse um filme de romance, o beijo deveria ser suave e não firme e bruto como o seu; ou que fechar os olhos os faria perder o espetáculo que se passava no firmamento; ou que poderia aparecer alguém e os fotografar e o beijo ser estampado nos jornais com algum título brega como “heróis apaixonados”. Afinal, fosse em meio a ocorrências e explosões, ou abrigados nos braços do parceiro, aquele era um dia comum, exatamente como todos os outros. E não poderiam se sentir mais felizes por compartilharem até a mais simples rotina.

May 22, 2018, 7:43 p.m. 0 Report Embed 9
The End

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Isis Sentimentos viram palavras. E, já dizia Dumbledore, as palavras são nossa fonte inesgotável de magia.

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