Desculpe o Auê Follow story

guardiangel Reira Trapnest

Em uma visita mais do que incoveniente ao seu namorado, Yuri tem que lidar com sentimentos que nem sempre são tão fáceis de controlar.


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only.

#comédia #otayuri #otabek #yurio #258 #yuri-on-ice #jj
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Capítulo Único

Notas iniciais:

PARABÉNS im_Lovage!!!

Escrevi essa coisita aqui para você como um presente de aniversário (atrasado 1 dia?). Fiz porque você merece. Linda, maravilhosa, inteligente, publicitária, marketeira, e superb escritora de fanfics. Cada capítulo, um tiro.

Eu te amo, minha linda. E quero dizer que em homenagem à você, usei uma de suas cantoras favoritas, Rita Lee,  para escrever isso. Desculpe o auê, eu não queria magoar você.

Para todos os que vão ler, boa leitura e espero que gostem!


**********************


Eu odiei aquilo em cada momento.

Não o dividiria. Com ninguém. E principalmente com o bonitão canadense.

- Vamos, Yura! Não posso deixar o Jean esperando no aeroporto com aquela quantidade absurda de malas que ele carrega.

- Quanto tempo aquele outro vai ficar na Rússia?

- Ele disse duas semanas.

- Então por que essa quantidade enorme de malas? Ele pretende se instalar no nosso apartamento por acaso?

- Yuri, ele vai ficar em um hotel. Nós só vamos passear com ele. Levá-lo aos pontos turísticos… Vamos eu e você.

- Não gosto disso, Beka. Não gosto.

- Vem cá… Você sabe que eu só amo você. Sempre amei.

Otabek me abraçou forte, afagando minha cabeça.

- Mas… Ele é o JJ. Não consigo confiar nele. Vocês moraram juntos e… Vocês transaram.

- E daí, amor? Nunca rolou nada além de uma única transa. Nós dois estávamos muito bêbados e nada mais aconteceu porque sabíamos que para manter a nossa amizade, não podíamos ter aquele tipo de relação.

- Mas e se ele decidir que quer te conquistar? E se você acabar descobrindo que gosta mais da bunda morena dele do que da minha branquela?

- Que tipo de conversa é essa, Yuri?

- Nada não. Vamos logo para o começo da tortura.

Saímos para o aeroporto. Eu estava praticamente agarrado ao braço de Beka. Eu sabia que era extremamente infantil agir daquela forma, mas não podia evitar. Ciúme não era a coisa mais saudável para uma relação, mas quando se tratava do JJ, eu perdia a cabeça.

Quando chegamos no portão de desembarque, lá estava ele. Sorrindo como um idiota para o meu namorado.

- Ota! Quanto tempo não te vejo!

Ota??? Quem ele pensa que é para tratar meu namorado com essa intimidade? Ele é só o melhor amigo.

- Jean! Que saudades!

Otabek correu para abraçá-lo e aquilo colocou meus alertas no máximo de perigo. Corri até eles e abracei Beka por trás tentando conseguir um pouco de atenção.

- Oh! O gatinho também veio?

- É claro que veio, Jean. Nós moramos juntos.

- Namorados! Somos namorados!

Gritei.

- Ehhhh??? Que bom para você, Ota!

- Yuri… Se acalme…

Otabek falou baixinho em meu ouvido.

- Você vai descansar da viagem primeiro, certo?

- Sim, sim. Estou bem cansado. Você se incomoda de me acompanhar até o hotel, Ota?

Olhei com uma cara bem séria para Otabek esperando por sua resposta.

- Não vejo mal nisso. Você pode dormir um pouco e depois ir jantar em nossa casa. O hotel fica próximo ao nosso apartamento e NÓS DOIS ficaríamos felizes de te receber lá.

- Fale por você…

Resmunguei baixo, dessa vez.

- Yuri, você poderia adiantar o corte da carne e os temperos enquanto ajudo o Jean a fazer check-in no hotel?

Meus olhos praticamente imploravam para ir também, mas acho que Otabek estava começando a ficar irritado com minha falta de cooperação, então, decidi não importuná-lo mais.

- Tudo bem, Beka. Em quanto tempo você deve chegar?

- Uma hora no máximo. Logo logo eu te alcanço.

Beka me tomou em um beijo apaixonante que me fez esquecer por um segundo que estávamos no aeroporto, na Rússia e na frente de seu melhor amigo.

- Obrigado por ser gentil, amor.

Eu sempre amolecia com aquelas palavras.

- Até mais, gatinho!

Disse JJ piscando para mim.

Ele teria seu castigo por mexer com o namorado de Yuri Plisetsky…

---------------------------------

Já passavam de três horas desde de que Beka levou aquele ridículo para o hotel. Ele disse uma hora. Uma. O celular estava fora de área e eu não sabia o número de JJ. Enquanto isso, uma neve pesada caía nas ruas de Moscou. Toda a minha energia estava concentrada em não pensar besteiras sobre aqueles dois.

Beka nunca me trairía, é verdade.

Mas e se Jean lhe fizesse alguma proposta irrecusável, como algo que eu não costumo fazer no sexo?

Mas e se Jean ficar tentando lembrar das coisas do passado entre eles e Beka perceber que tem sentimentos por ele?

Não, não. Isso nunca aconteceria. Beka me ama e me respeita.

Olhei para o celular mais uma vez. Nenhuma resposta. Ouvi um barulho vindo da porta. Era o Beka. Ufa! Fui até a sala e no corredor a caminho ouvi aquela voz irritante. Me escondi no cantinho do corredor para ouvir a conversa.

- Ainda bem que chegamos, Ota! Imagina se acontece que nem naquele dia que saímos do centro de treinamento e a nevasca nos obrigou a dormir dentro do carro no meio do caminho?

- Nem me fala! O aquecedor mal dava para começar…

Ah não! Será que eles tiraram a roupa e ficaram abraçados para manter o calor corporal? Será que fizeram um amor tão quente no meio da nevasca a ponto de esquentar o carro?

- Yura? O que você está fazendo agachado no meio do corredor escuro com essa cara de assustado?

Fui pego! Pensa rápido, pensa rápido!

- É que eu perdi um alfinete e estou procurando…

Merda.

- Um alfinete? No escuro?

- É… Você sabe o que dizem sobre aguçar os sentidos… Desligue um e melhore o outro.

- Ok? Vamos! Jean decidiu vir direto para cá.

- E onde vocês estavam?

- Houve um acidente em uma das vias principais e ficamos parados por muito tempo. Desculpe não ter avisado, fiquei sem bateria e Jean também.

- Tudo bem…

Pedi desculpas internamente por imaginar coisas demais. Não sou um maluco ciumento, mas quando se tratava do JJ, todo cuidado era pouco.

Fomos até a cozinha e enquanto eu ajudava Beka com a comida, tinha que ficar ouvindo as tagarelices do “Rei”. Ele se autointitulava “Rei do gelo”, mas eu preferia chamá-lo de “Rei da merda”. Bom, enquanto eu conseguisse manter isso só para mim, não seria um problema.

- Mas Ota, lembra da festa do Guang Hong? Aquele dia foi louco…

Otabek riu um pouco sem graça. Era a maldita festa. A festa na qual eles ficaram bêbados e acabaram…

- É, de fato foi louco. Mas loucuras são feitas para se cometer apenas uma vez, não é?

Beka olhou para mim como uma forma de me assegurar que não tinha nenhum desejo de repetir aquilo.

Eu assenti silenciosamente. Estava me comportando muito bem. Até que…

- Aposto que o gatinho nunca viu o Ota tão bêbado. Afinal, ele disse que nunca teria coragem de fazer isso se não fosse por mim...

Limit break. Aquela não passaria em branco.

- É claro que eu nunca vi, afinal, ele nunca precisou estar tropeçando de bêbado para ter vontade de me comer.

Larguei a faca com a qual eu cortava os legumes na bancada e saí furioso em direção ao quarto, no qual entrei e me tranquei.

Após alguns minutos, Beka bateu na porta do quarto.

- Yura… Volta para cá. Jean disse que sente muito por ter falado daquele jeito.

- Como se eu fosse acreditar… Ele estava deliberadamente tentando me irritar.

- Ele disse que não foi isso. Só estava tentando brincar para que você também participasse da conversa.

- Só você cai nessa, Otabek. Eu vou fazer greve de fome se você não tirar esse sujeito daqui.

- Abre a porta, vamos conversar.

Falou com uma voz suave.

Impedido de dizer não, abri a porta. Beka entrou e trancou-a em seguida.

Antes que eu percebesse, suas mãos estavam em mim, passeando por minha pele embaixo do moletom, e eu fui empurrado para dentro do guarda-roupas que tinha uma das portas abertas.

Virado de cara para as roupas, Beka segurou meus cabelos e beijou meu pescoço enquanto sua intimidade roçava na minha bunda de forma incessante.

- Quem é o dono dos meus beijos, Yuri Plisetsky?

Perguntou em meu ouvido.

Arfei descontroladamente sobre a montanha de roupas bagunçadas.

- Me responde.

- E-Eu!

- Quem é o único no qual eu penso? O único no qual eu tenho tesão a ponto de ter que me tocar quando estou longe, pensando em você?

- Eu!

Suas mãos abaixaram minha calça e cueca. Uma delas me masturbava com precisão e força, a outra, massageava suavemente minhas bolas. Era o paraíso no meio do inferno.

- M-Mete em mim, por favor!

- Você não vai ficar com vergonha do convidado na sala ouvindo você gemer alto, do jeito que você faz?

- Foda-se o convidado! O único que eu convidei foi seu pau para entrar no meu cu.

- Essa boquinha suja… Fica exatamente aí e não se mova.

Beka foi buscar o lubrificante. Meu coração palpitava com a antecipação…

Senti seu calor perto de mim mesmo sem que ele encostasse. Era certamente um poder só dele. De emitir aquele calor.

- Empina bem e apoia nas roupas.

Empinei meu traseiro o máximo que pude e fui tomado pela maravilhosa sensação que era ter seus dedos massageando minha entrada e me lubrificando. Quando senti que seus dedos estavam prestes a entrar, pedi:

- Não! Quero você todo dentro, sem dedos…

- Você está guloso hoje?

- Cala a boca e mete em mim, amor.

Meu próximo som foi um gemido alto abafado pelas roupas nas quais enfiei meu rosto, enquanto Beka se enfiava em mim. Era aquilo que eu queria. Seu calor, sua proximidade. Minhas costas arqueadas enquanto suas mãos brincavam comigo por todos os lugares, deixando rastros de fogo invisíveis.

- Yura… Você é lindo. Eu nunca desejei nada na minha vida quanto eu te desejo!

- Ah! Beka!

Minhas palavras saiam de forma incoerente e eu não fazia questão nenhuma de falar baixo.

Suas estocadas deixavam meu corpo dormente de tanto prazer. Somente eu poderia desfrutar daquilo.

- Caralho, Yura! Se você me apertar assim eu não vou durar muito…

- Hoje não importa a duração. Se perde em mim, Beka!

Beka tocou em meu membro negligenciado e foi o suficiente para que eu me desmanchasse em suas mãos, contraíndo meus músculos ainda mais com o tremor do orgasmo.

- Yura! Yura!

Beka chamou meu nome sem nenhum pudor e logo pude sentir seu líquido dentro de mim. Quente. Quente como ele.

- Ainda te resta alguma dúvida de quem é a pessoa que eu amo e que me deixa maluco?

- Não.

- Então esquece qualquer coisa que o Jean disser e se lembra do nosso amor. Dessa sensação que apenas nós dois podemos desfrutar.

Ele retirou seu pau de dentro de mim fazendo com que um pouco de sêmen escorresse entre minhas pernas, sujando a calça de pano cinza que estava abaixada até meus tornozelos.

- Porra, Yura… Essa imagem eu quero guardar para sempre.

Tenho certeza que fiquei vermelho ao ouvir aquilo.

- Vamos voltar? Acha que é capaz de lidar com meu amigo?

- Eu só preciso me lavar primeiro, e trocar de calça.

- Posso te pedir um favor?

- Claro. Qualquer coisa.

- Espera aqui.

Beka alcançou algo de uma das gavetas.

- Quero que termine o jantar com meu gozo em você…

Senti o formato familiar do plug anal contra minha abertura.

- Vai sentir meu quentinho dentro de você cada vez que andar ou sentar. E eu vou saber. Vou saber que cada vez que você se mexer, vai lembrar que eu estive em você.

- Beka?

- Vou me lavar e te espero na cozinha amor.

Beka sempre sabe como conversar comigo. Agora não existia qualquer sombra de ciúmes. Talvez pena. Pena porque JJ poderia tentar me atingir de qualquer forma. Seria inefetivo. Mas eu ainda poderia ter minha pequena vingança...

------------------

Finalmente voltei à cozinha. Beka tinha toda a razão. Eu podia sentir seu gozo lá dentro, cachoalhando toda vez que eu me movia.

- Me desculpe, Yuri. Sinceramente. Não falei com a intenção de te deixar irritado.

- Tudo bem. Eu fui irracional ao te responder daquela forma. Águas passadas.

- Que bom que temos dois adultos aqui. Yura, vai cozinhando os legumes que eu vou começar a fritar a carne.

- Deixa que eu frito a carne, amor. Cozinhar os legumes dá bem menos trabalho e você pode conversar mais com seu amigo.

- Hmm… Você está todo bonzinho…

- Eu sou um bom garoto.

- Ok. Eu te amo!

Disse Beka, beijando o topo de minha cabeça.

Ele foi para a sala conversar com o “Rei”, enquanto eu fiquei na cozinha preparando a mágica.

Moí dois comprimidos laxantes que usava durante viagens e adicionei ao tempero do bife de JJ, me certificando de separá-lo dos outros.

Com tudo pronto, fui até a sala de jantar, carregando o prato de cada um na bandeja e servindo.

- Que lindos os bifes amor!

- Eu conheço um truque ou dois…

- Bela comida, gatinho.

Sentei e senti o plug forçando minhas paredes internas. Tenho certeza que arfei por um segundo. Beka olhou para mim e sorriu levemente. Safado.

- Bom, como eu já tive uma dose de vergonha alheia hoje, peço que evitem esse… Seja lá o que for isso aí que estão fazendo.

Beka soltou uma risada grave, enquanto eu apenas me concentrava para não expulsar o brinquedo de dentro de mim.

- É isso que acontece quando você visita a casa de um casal apaixonado, amigo.

- Da próxima vez me lembrem de trazer fones de ouvido…

Enquanto comíamos, eu observava cada garfada de Jean no bife tentando fazer minha melhor cara blasé. Amanhã ele iria se arrepender.

O jantar terminou de forma suave. Quando eu percebi, ja era tarde da noite.

- Vou chamar um táxi para você, Jean.

Eu disse.

- Que cortêz, gatinho… Não é do seu feitio, mas aceitarei a gentileza.

- Você pensa muito pouco de mim.

Assim que o táxi chegou, nos despedimos e eu fiz questão de ser o mais educado o possível. Beka fechou a porta após a saída do indesejável.

- Você foi ótimo, Yura…

- Eu sei. Tive o incentivo certo.

- Quer que eu tire o plug?

- Só se você me foder depois…

- Então vamos agora!

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- Estranho… O Jean já deveria estar pronto para o levarmos para o centro, mas ele não me atende.

- Talvez ele esteja cansado da viagem.

- Espera, recebi uma mensagem dele. Ele não vai poder sair hoje pois está passando mal do estômago.

Estômago uma ova. Ele devia é estar se cagando até o fim dos tempos.

- Que pena… O que será que aconteceu?

- Será que foi o tempero da comida?

- Se fosse assim, nós também deveríamos estar passando mal.

- Você tem razão, Yura. Enfim, é uma pena que ele vá perder o dia de hoje. Nem está nevando.

- É realmente uma pena…

Fui andando até o quarto escondendo meu sorriso de canto de boca.

Ninguém mexe com Yuri Plisetsky e sai impune.


****************


Notas finais:

E aí? Gostou im_Lovage? Gostaram, pessoal? Espero que sim! Eu me diverti muito escrevendo.

Até mais, pessoal! 

May 16, 2018, 3:07 a.m. 4 Report Embed 7
The End

Meet the author

Reira Trapnest Otayuri Lover. Como a faculdade me impede de ser gente, escrevo por diversão. Adoro uma história fofa, real, dramática ou qualquer coisa, desde que seja bem construída. Sejam bem-vindos e espero que gostem das minhas histórias! <3

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Arielly Moraes Arielly Moraes
cara, MANO, perfeito!!! eu tenho um carinhosinho pelo JJ, mas eu só aceito ele quando o Yuri aceita xD to rindo demais desse final maravilhoso!
May 27, 2018, 2:34 p.m.

  • Reira Trapnest Reira Trapnest
    Socorrrrrrr! Que bom que você gostou! JJ hj foi real aquela pessoa que tenta ser a pior possível. Yuri não ia aceitar aquilo né more? Hahahaha! O final foi pura maldade e risada. Muito obrigada por ler e comentar! :* May 27, 2018, 3:37 p.m.
Narumi Lokidottir Narumi Lokidottir
Falou bonito Neko-Chan pobre JJ.. Hahaha Ao estilo Demi Lovato = Sorry not Sorry
May 19, 2018, 12:39 a.m.

  • Reira Trapnest Reira Trapnest
    Hahahaha! Será que JJ merece pena? Sorry not sorry. Muito obrigada por ler e comentar! ^^ May 19, 2018, 5:04 a.m.
~