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aoneko_nactis Nactis Aoneko

Era sua somente seu segundo dia de treinamento com a dobra de fogo e Aang já sentia-se perturbado. Não que manipular o elemento fosse difícil para ele, era o Avatar afinal. Não, era outra coisa que o perturbava e que estava tirando-lhe o sono naquela noite. Havia sonhado com Zuko outra vez. Isso vinha se tornando constante desde que o príncipe da Nação do Fogo havia decidido unir-se ao bando.


Fanfiction Cartoons Not for children under 13.

#Zukaang #Thelastairbender #aang #avatar #zuko #yaoi
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Capítulo Único


Era sua somente seu segundo dia de treinamento com a dobra de fogo e Aang já sentia-se perturbado. Não que manipular o elemento fosse difícil para ele, era o Avatar afinal. Não, era outra coisa que o perturbava e que estava tirando-lhe o sono naquela noite.

― Ora, vamos lá Aang, o que está acontecendo com você? ― sussurrou para si mesmo enquanto observava a lua crescente no céu, deitado afastado do pequeno acampamento montado pelo grupo no Templo do Ar do Oeste.

Havia sonhado com Zuko outra vez. Isso vinha se tornando constante desde que o príncipe da Nação do Fogo havia decidido unir-se ao bando. Aquelas primeiras palavras ditas quando ele se colocou de joelhos à frente de Aang não deixavam sua cabeça. “Deixe-me unir a vocês ou faça-me seu prisioneiro”. Queria ele tanto assim se juntar a Aang que abriria mão da própria liberdade, fazendo-se prisioneiro? E por que diabos essa ideia tomava sentido tão diferente em seus sonhos com Zuko?

― A dominação do fogo deve estar mexendo comigo… ― Concluiu falando sozinho outra vez, tentando justificar o repentino calor que percorria seu corpo sempre que tinha esses sonhos.

No dia seguinte, assim como das outras vezes, Aang agia como se nada tivesse perturbado seu sono, se comportando da maneira agitada de sempre com o pessoal.

― Vamos Aang, estamos com pouco tempo, precisamos de mais treino até que você adquira domínio do fogo o suficiente para derrotar meu pai ― disse Zuko, se levantando assim que Aang terminou o desjejum, caminhando para uma área afastada e esperando ser seguido pelo pupilo Avatar.

Aang não respondeu, apenas se levantou e caminhou hesitante até onde o seu então mestre aguardava.

Zuko demonstrou alguns movimentos devagar, fazendo com que Aang o acompanhasse. Após alguns minutos de treino, onde o jovem Avatar claramente não estava obtendo êxito nas tarefas, Zuko preferiu mudar de estratégia.

― O que está havendo com você hoje? ― questionou depois de um longo suspiro, aproximando-se de Aang ― parece distraído.

― Err, não é nada, me desculpe ― respondeu Aang, coçando a nuca constrangido por ser repreendido. É, o que está havendo com você hoje? Concentre-se” pensou consigo mesmo.

― Não desculpo nada, você tem que se concentrar. Tem muita coisa em jogo aqui, Aang.

― Eu sei, estou tentando… ― murmurou desanimado.

Zuko percebeu a insegurança no garoto e achou melhor tentar acalmá-lo.

― Olha, eu sei o fardo que foi colocado nas suas costas é muito pesado, mas eu e o resto do pessoal estamos aqui pra te ajudar a carregar ele. Você só precisa confiar em nós e se concentrar nos treinos ― disse colocando as mãos nos ombros dele.

― Obrigado, Zuko, eu vou me esforçar. ― respondeu confiante. Não sabia ao certo o porquê, mas Zuko lhe passava uma energia que nenhum dos outros companheiros era capaz. Talvez tivesse a ver com o fogo.

― Então vamos lá, vamos fazer um exercício do início pra você pegar o ritmo da dominação novamente. ― Ele se manteve de frente para Aang, ainda próximo à ele. ― Feche os olhos e respire fundo. Sinta a energia dentro de você e permita que o calor percorra todo o seu corpo ― instruía-o deixando sua voz cada vez mais baixa e suave, finalizando quase em um sussurro.

Aang seguiu as instruções com dificuldade. Por que Zuko precisava ficar tão perto? Conseguia sentir o calor emanando do corpo dele, fazendo seu coração disparar e a concentração ir para outro planeta. A energia do outro era tão atrativa que já não conseguia se atentar a própria.

― Eu disse pra fechar os olhos, Aang. ― advertiu o príncipe, abrindo os olhos e encontrando o rosto do jovem Avatar.

Só após o aviso percebeu que estava encarando Zuko fixamente. Aproveitou a proximidade para acompanhar cada linha do rosto zangado do rapaz. Ergueu a mão involuntariamente na direção da cicatriz que tomava quase toda a lateral esquerda do rosto do príncipe do fogo. Queria tocá-la. Queria sentir a textura dele. De todo ele.

― O que pensa que está fazendo? ― questionou baixo, sem impedir os toques do garoto em sua face.

― Estou fazendo o que você mandou. ― respondeu fechando os olhos e erguendo o corpo, tocando seus lábios brevemente nos dele ― deixando o calor percorrer pelo meu corpo.

Zuko não conseguiu responder. Sequer havia prestado atenção a qualquer palavra dita por ele. Segurou firmemente o garoto pela cintura e tomou a frente em um beijo mais intenso.

Zuko não admitiria, mas desde seu primeiro encontro com o Avatar sentia que algo o ligava a ele. Passou tardes e noites sem fim deitado em seu navio com os pensamentos a procura do garoto sorridente e tatuado, por vezes o encontrando em seus sonhos, onde não havia fardos nas suas costas ou cicatrizes em seu rosto. Depois da captura do Avatar na Tribo da Água do Norte, olhando bem para a face adormecida do pequeno e vendo o quão jovem e frágil ele lhe parecia, por pouco não abandonou seu caminho na Nação do Fogo. Sabia ali que seu destino era unir-se a ele. Agora, tendo-o em seus braços, só conseguia se perguntar por que havia demorado tanto?

Finalizaram a sequência de beijos ofegantes e corados. Se encararam por algum tempo sem saber o que dizer e como agir, mas sem soltar o enlace de seus corpos. Por fim, Zuko acabou cortando o silêncio:

― O que estamos fazendo, Aang? Isso é loucura.

― Estamos cercados por um mundo louco. Em tempos de guerra, acho que não é nada mal apostar no amor. ― As palavras escaparam de sua boca, fazendo-o corar violentamente diante da confissão impensada.

― Amor? ― repetiu surpreso ― Está dizendo que me ama?

― Eu não sei… ― Engoliu seco, confuso, tentando encontrar alguma lógica na confusão de pensamentos que o invadia.

Zuko desprendeu-se do abraço e deu as costas a ele. Respirou fundo para tentar retomar o controle e colocar a mente no lugar. Havia beijado Aang. Ou seria ele que o havia beijado? Nem isso era capaz de perceber. Mas e agora? Como eles iriam lidar com isso? Estavam apaixonados? Era só o calor do fogo bagunçando seus sentidos? Não, Zuko lidava havia muito com o fogo para deixar-se enganar por essa desculpa, mas Aang não, então poderia ser essa a resposta para fugir da situação comprometedora que seus instintos o tinham colocado.

Zuko foi retirado de seus devaneios ao sentir um aperto em seu braço. Virou o rosto apenas para ver os olhos arrependidos e tristes do Avatar o fitando.

― Me desculpa. Eu não sei o que deu em mim, não queria deixar você zangado. Me perdoa, por favor, finja que nada disso aconteceu.

Seu coração estava apertado como há muito tempo não sentia. Era possível ver o brilho das lágrimas presas nos cantos dos olhos e o tremor na voz do garoto que se esforçava para não chorar diante dele. A cada minuto ficava mais óbvio que Aang o amava. Talvez o próprio garoto não soubesse exatamente disso, mas ainda assim Zuko podia quase tocar no sentimento de tão real que era.

Queria abraçar ele e dizer o que sentia. Queria contar sobre todas as vezes que sonhou que eles ficariam juntos e salvariam as nações. Queria afastar aquelas lágrimas com beijos e espantar as incertezas com seu calor de fogo vivo.

Por uma fração de segundo pensou em como as coisas ficariam se respondesse a seus impulsos. Como Katara e Mai reagiriam ao ver que a união entre eles não era exatamente como pensavam. Pensou no efeito que aquilo teria sobre as nações. Pensou…

― Não fica me olhando assim, me diz alguma coisa… ― Aang implorou, começando a perder a briga com as lágrimas em seus olhos, deixando uma delas escapar e percorrer sua face.

Sua consciência não foi forte o bastante para impedir que seu corpo se movesse e ele abraçasse Aang com força.

― Está tudo bem ― sussurrou em seu ouvido ―, eu só não estou muito acostumado a lidar com isso. As pessoas geralmente me repelem, me odeiam ou coisas do tipo. Amor ainda é uma coisa meio distante pra mim.

― Mas… ãn… você não tinha uma namorada? ― perguntou tristemente. Havia se lembrado desse fato somente agora que Zuko mencionou o amor.

― Ah, a Mai? Era só um relacionamento por conveniência. Espera-se que um nobre se relacione com outro nobre e assim possa produzir herdeiros de sangue puro. Mai e eu nos conhecemos desde criança. Eu gosto muito dela e não seria algo totalmente ruim se tivéssemos que nos casar, mas não a amo.

― Eu entendo o que você quer dizer, me sinto assim com a Katara. Eu olho pra ela e acho que seria a coisa certa se nós ficássemos juntos, mas eu também não a amo. Na verdade eu amo, mas não do jeito que eu amo… ― hesitou por um instante, mas lembrou-se de que já estava feito. Haviam se beijado, afinal. ― Não do jeito que eu amo você.

― Aang… ― Zuko desistiu de tentar falar. Nunca foi muito bom com palavras mesmo. Roçou a ponta do nariz no do outro e sorriu, se deliciando com o sorriso que recebeu em resposta. ― Não acredito que eu vou dizer isso, mas eu também amo você.

Zuko levantou delicadamente o queixo de Aang com a mão e o beijou. Um beijo terno apenas para demonstrar carinho e reafirmar o sentimento que nutriam um pelo outro.

― Agora chega de conversa fiada e se concentra no treinamento! ― disse repentinamente, soltando Aang e tomando um pouco de distância.

― Aaaaah para com isso! ― choramingou ― Não é como se o mundo fosse acabar se a gente ficasse dois minutos sem treinar.

― Primero, já se passaram beeem mais do que dois minutos. Segundo, sim, o mundo vai acabar se você ficar sem treinar. Terceiro, quem decide se o treino para ou continua é o mestre, ou seja, eu ― disse, enumerando os fatos com os dedos e cruzando os braços em seguida ― então vamos fazer o seguinte, se você dominar a parte básica da dobra de fogo até o entardecer eu te deixo ficar dois minutos comigo sem treinar.

― Só dois minutos?

― Nem vem, eu não vou negociar com você ― respondeu com um sorriso, logo colocando-se em postura de combate para ensinar mais técnicas para o aprendiz indisciplinado.

No final do dia Aang já havia esgotado suas forças. As palavras de Zuko o motivaram completamente e mal via a hora de usufruir dos tais dois minutos de recompensa.

― Olha, eu evoluí bastante, vai, eu mereço aqueles dois minutos. ― lembrou ele a Zuko, que já ia retornando para a área onde o restante do grupo estava alojado.

― Certo, estou aqui. ― Ele parou olhando o pôr-do-Sol a frente, com as mãos na cintura. ― Você tem um minuto e 59 segundos, 58, 57, é melhor fazer algo logo, 53…

― Assim não vale! Me pegou desprevenido, já perdi mais de dez segundos! ― reclamou correndo na direção do mais velho e o abraçando por trás. Percebeu só então o quanto era mais baixo do que Zuko, ficando com o rosto quase abaixo da nuca dele. Sussurrou em seu ouvido ― Não seja mal comigo, ok?

Zuko se virou de repente, pegando Aang e o prensando em uma pilastra que havia no local.

― Mal com você? Euzinho? Hahaha ― retrucou ironicamente, relembrando as diversas vezes que havia atacado o garoto.

Aang apenas puxou o rapaz pelo pescoço iniciando um beijo.

Zuko já havia se controlado o máximo que um dominador do fogo cabeça-quente como ele era capaz, então acabando soltando o Aang pra não fazer besteira.

― Ah… ― Aang fez um cara desanimada ao ser afastado outra vez.

― Vamos ― chamou, segurando Aang pela mão. Foram caminhando assim até próximo ao acampamento.

― A gente vai contar pra ele sobre nós? ― perguntou Aang, parando antes de chegar e soltando a mão de Zuko.

― Eu não acho que seja uma boa hora. Acho melhor a gente resolver isso quando tivermos terminado com a guerra.

― Por quê? O que tem a ver uma coisa com a outra?

― É uma questão de foco, Aang. Quanto menos coisas pra desviar a nossa atenção e a deles da batalha, melhor. Eu não quero entrar em uma luta contra a nação do fogo com a Katara me querendo tão morto quanto meu pai e a Azula me querem.

― Isso me parece meio desleal. Não quero mentir pra eles.

― Então não minta. Nós não temos um relacionamento. Não temos tempo e nem cabeça pra ter um, então não dizer nada a eles não é uma mentira, porque não há nada a ser dito.

― Mas e tudo o que nós fizemos hoje? O que foi tudo isso, afinal? Não estou entendendo mais nada! ― falou cobrindo o rosto com as mãos.

― O que nós fizemos hoje foi… foi treinamento de dominação do fogo. Por enquanto é só disso que vamos chamar. Quando a guerra acabar e se nós conseguirmos sair dela vivos a gente decide se vamos dar outro nome.

― Vai acontecer de novo?

― Eu prefiro que não até estar tudo resolvido.

― É nessas horas que eu mais odeio ser o Avatar. Eu só queria poder viver como um garoto normal. Só queria que minhas escolhas não afetassem o destino do mundo.

― Tem um pouquinho de paciência, logo vai tudo se resolver. ― disse, passando o braço por cima do ombro de Aang e dando um beijo terno na cabeça nua dele.

Tornaram a caminhar para o acampamento e seguiram junto com os demais companheiros em direção ao destino que a eles fora incumbido.


Notas:

Essa fanfic é bem antiga também e a primeira que eu escrevi fora do fandom de Naruto. Na época eu estava reassistindo The last airbender e queria muito ler uma fic do Aang e do Zuko, mas não achei nenhuma, então de birra escrevi a minha huadfuasd 

No fim das contas eu não sou muito fã dessa fic e editei ela várias vezes, porque a ideia de tensão sexual entre um menino de 12 anos e um de 15 me parece meio errada. Na última vez que eu editei eu mantive o Aang safado e espertinho e joguei pro Zuko, o mais velho ali, a responsabilidade de dizer não. Acho que assim a história não me incomoda tanto.

May 13, 2018, 11:37 p.m. 0 Report Embed 3
The End

Meet the author

Nactis Aoneko Chato; Transativista; Cosplayer; Artista; Ficwriter; Viciado em SasuNaru; Viciado em Promptis; Pai dos menininhos Prompto e Sasuke. Casado com Loki de Asgard.

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