Surprise (2018) Follow story

crissuniverse Tali Uchiha

"Onde Yuri e Otabek tem um plano" Pessoas sensíveis a conteúdos Gores, não leia, por favor


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#assassinato #gore #songfic #otayuri #adolescentes #Columbine
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Capítulo único

Otabek ainda não sabia a razão de ter condescendido com aquilo. Ele era alguém totalmente "pró vida", "hastag mais amor, menos ódio", tendo como lema "não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você", então, era mais que certo em seu interior que negasse a proposta abominável que Yuri o havia feito, mas, não foi bem isso que fez e, agora, com menos de doze horas para realizar o plano, estava investindo duramente contra o corpo do amante, enquanto esse gemia seu nome de forma desesperada entre as quatro paredes de seu flat alugado.

Otabek sabia que faria qualquer coisa pelo loiro, até mesmo entrar em sua escola armado e tentar matar o máximo de babacas homofóbicos que destruíram suas vidas naqueles longos quatro anos infernais. Plisetsky insistiu naquela história por meses antes que realmente começassem a por em prática. Foram necessárias várias noites de sexo selvagem e gozadas na cara até que Altin topasse extraviar algum carregamento de armas do deck da máfia, pois, não bastava ser gay, tinha que ser um gênio com o QI maior que o da sala toda.

— Isso Beka. Despeja sua raiva em mim. Eu quero que me bata, me coma. Me faça seu pela última vez. — aquelas duas últimas palavras fizeram o coração de Otabek doer e o ritmo acelerar, afoito. Além do massacre, Yuri havia planejado bem o que fariam no final e, não era algo como fugir e serem felizes para sempre usando outras identidades; Plisetsky e Altin se suicidariam no final e seria algo como "Jovens gays tiram suas próprias vidas após matar 2 mil estudantes no colégio Nikita, em São Petersburgo."

Os cabelos do loiro foram puxados com força e ele gritou o nome do moreno, empinando o quadril magro. A pele marcada e levemente arroxeada em pontos específicos de dor eram as maiores razões para querer se vingar de todos os valentões nojentos que abusaram fisicamente e mentalidade de seu psicológico por todo aquele tempo. Iriam pagar. Todos eles.

Após mais algumas estocadas, o pênis carnudo de Otabek jorrou a porra quente dentro de Yuri que, caiu no colchão após mais um orgasmo naquela madrugada. Não queriam dormir. Estavam ansiosos demais.

— Coloca uma música, eu quero dançar. — mandou depois de um tempo, levantando da cama. Sentiu um leve desconforto na entrada que fôra deixada totalmente avermelhada, sentindo o sêmen do amante escorrer por suas coxas.

Blue do Eifeel 65 soou por todo o pequeno apartamento com boa acústica, fazendo o loiro jogar os cabelos em uma dança constituída por 'pular' e 'acariciar o próprio corpo'. Otabek sentou no fim da cama, passando a língua sob os lábios mordidos. Yuri fechou os olhos, "sentindo a música", passando as mãos pelo abdômen liso e colorido entre hematomas esverdeados e sua pele pálida. Abriu as pálpebras devagar, focando a íris esverdeada no cazaque e o chamando com um dedo. Altin se levantou e agarrou a cintura do garoto, colando as costas do mesmo ao seu peitoral e distribuindo beijos e mordidas por todo o pescoço, nuca e clavícula expostos. Eram desesperados um pelo outro e, talvez, só talvez, se Otabek tivesse dito 'Não', Yurio desistiria de tudo aquilo, pois, seu amor pelo namorado era maior que seu ódio. Infelizmente, não houve diálogo.

-/-

Yuri sempre gostou de preto e animal print. Se achava bonito usando aquele tipo de roupa e, deveras, o desgraçado ficava lindo até melado de porra. Jaqueta de couro, uma blusa de com estampa de tigre e botas de cano curto com salto médio; óculos escuros escondiam o delineado negro que havia feito mais cedo e um sorriso tenebroso dançava em seus lábios vermelhos. Dois revólveres pratas Taurus 444 de calibre 44 magnum estavam nos coldres em cada lado de sua cintura, envolvida por um cinto para a troca de munição calibre 40 da Heckler & Koch UMP que tinha em mãos. Otabek não usava nada de tão extravagante, optando por uma Ithaca M37 que encontrou no galpão quando foi buscar as armas e munições surrupiadas.

Estavam há quase trinta minutos dentro do carro de Altin, apenas observando a movimentação no local. Esperavam a hora do intervalo, onde um grande número de adolescentes se concentrariam no refeitório e seria o momento e lugar certo para começarem.

Yuri olhou pela décima vez em seu relógio. Nove e meia. Era agora.

Saíram em passos rápidos até a entrada, passando pela guarita sem segurança e entrando na escola. Yuri parou no corredor, virando-se para Otabek.

— Sabe o que fazer. Não morra e não deixe que tirem minha música. Ela deve repetir e repetir até que eu termine meu serviço. Mate quantos puder pelo caminho. — selou os lábios do mais alto. — Davai...

Davai, Yuratchaka... — sussurrou antes de correr até as escadas e desaparecer lá em cima.

Três, cinco, sete minutos.

As batidas da música começaram e Yuri avançou.

Talvez, a letra tivesse influenciado totalmente sua cabeça a ponto de dar-lhe idéias sólidas de um massacre. Pouco importava, Pumped Up Kicks tinha uma maldita melodia viciante.

Uma entrada triunfal, era isso que queria. Chutou com força o meio das duas portas brancas, fazendo-as bater nas paredes. Assustados, os adolescentes voltaram-se para o jovem com metralhadora em mãos e, sabiam, mesmo inconscientemente que, Foster the People cantava nos auto-falantes suas marchas fúnebres e Yuri era o ceifador.

DA SVIDANIYA*!— gritou antes de atirar em um dos rapazes sentados à mesa mais próxima. E assim começou a grande comoção de jovens em pânico, tentando fugir do inevitável.

Yura até pensou em economizar munição, todavia, a própria instituição havia feito o trabalho pesado, ele só tinha que terminá-lo. O refeitório não possuía área de cobertura, então, os celulares não podiam entrar em contato nem ao menos com a emergência. Talvez, aquilo fosse algum ser superior lhe agraciando por seu feito.

All the other kids with the pumped up kicks/You'd better run, better run, OUT RUN MY GUN — cantarolou antes de atirar na cabeça de dois estudantes que tentaram passar por ele. — All the other kids with the pumped up kicks/ You'd better run, better run, FASTER THAN MY BULLET— gargalhou ao chutar um corpo jogado no chão.

Yuri deu de ombros e atirou em qualquer um que se movesse, sabendo que não havia como fugir, afinal, eles estava parado na única porta do local fechado.

Sorriu ao avistar Viktor e JJ. Os odiava com todo seu coração, principalmente depois de terem enviado o corpo de sua gata desaparecida, Potya, pelo correio, com o pequeno corpo todo maltratado e mutilado.

— TODO MUNDO FICA PARADO! — gritou e olhou diretamente para os dois. — VENHAM AQUI. — hesitantes, os dois se aproximaram. — De joelhos. Agora!

Assim que os dois rapazes atenderam o pedido, Yuri apontou o cano da metralhadora para os dois e pressionou o gatilho, vendo-os serem peneirados com expressões de terror estampadas em seus olhos.

Era delicioso.

Trocou o pente da arma por um dos que estavam em sua cintura e mirou nos que tentavam se esconder dentro da cozinha aberta. Idiotas!

Quanto mais avançava, deixava escapar propositalmente alguns alunos que não ligava para a existência, cantarolando o refrão da música que repetia pela quinta vez, atirou nos três representantes de sala e nos dois monitores dos corredores que, se escondiam embaixo de um balcão de inox.

Escutou o som abafado de tiros e sabia que Otabek estava em apuros. Deu as costas, colocando a alça da HK UMP no ombro e saindo em disparada pelo corredor. Seu coração estava a mil. Quando chegou na sala do diretor, viu seu homem cercado por dois guardas altos e armados, prontos para atirar. Não podia esperar que se virassem. Sacou os dois revólveres, os destravando e atirando na cabeça de modo certeiro. Caíram no chão com um baque surdo, sujando o assoalho de vermelho escuro. Yuri não se importou em pisá-los, correndo para os braços de Otabek e o beijando.

— Pedi para que ficasse vivo...

— Ainda estou.

— Eles quase te tiraram de mim, Beka...

— Yuri, não é hora de sermos sentimentais, a policial deve estar aqui a qualquer momento.

— Certo. — o garoto respirou fundo e mandou embora as possíveis lágrimas que ameaçavam cair. Tinham que realizar a última parte do plano.

Otabek o ajudou a descer pela janela até o contêiner de lixo parado do lado de fora, ambos correndo até o carro estacionado na frente da escola. Entraram, já podendo distinguir as sirenes que vinham ao longe e, um grande número de alunos correndo para longe do prédio.

Altin deu a partida, queimando pneu enquanto chegava à 130km/h. Quando já estavam longe o suficiente do local, puderam respirar aliviados, seguindo para o flat do cazaque.

-/-

O moreno encarava um dos revólveres na mão como se este não valesse nada. Yuri segurava o outro, sentado de pernas cruzadas em sua frente, sentindo a culpa lhe dominar.

— Vamos.

— Sabe que não precisamos, não sabe? Droga, Yuri. Vamos fugir. Eu e você. Barcelona, igual sempre falamos.

— Temos que fazer. E-Eu tenho que fazer.

— Yuri, por favor... Eu amo você...

— NÃO! N-Não diga isso. Não pode amar um assassino...

— Ambos matamos. Ambos somos assassinos.

— Você... Oh Beka, é tão bom pra mim... — uma lágrima desceu pela bochecha do loiro.

— Yuri... NÃO! — Ele apontou a arma e puxou o gatilho, caindo para trás no chão frio.

Otabek sentia como se todo o oxigênio tivesse sido drenado de seus pulmões naquele momento. A arma tremia em sua mão e ele a deixou cair, puxando o corpo inerte de seu amado para seu colo.

— Yuri, Yuri por favor... Droga... — fechou os olhos, sentindo que toda a dor do mundo acertava-o naquele momento. Sua alma era corroída enquanto o garoto em seus braços começava a ficar gelado, manchando sua camisa do AC/DC de rubro.

Otabek o amava tanto, mas, sabia que era inevitável. Todos morreriam naquele dia, menos ele. Deveria ficar e pagar. Assumir toda a culpa.

Não foi uma surpresa quando escutou as sirenes da polícia se aproximarem lentamente de seu apartamento. Beijou a testa de Plisetsky, deitando-o na cama e sentou-se no sofá da sala, esperando que arrombassem sua porta e o levassem para seu novo inferno, onde pagaria, não pelo massacre, mas sim, por não ter sido o suficiente e ter deixado seu garoto partir.

Minutos mais tarde, Otabek atirou em sua própria cabeça. Foda-se o crime que cometeram, se fossem para o inferno, ainda sim estariam juntos e era aquilo que valia.

Da Svidanya: Adeus (Russo)

All the other kids with the pumped up kicks ( Todas as outras crianças com sapatos caros)

You'd better run, better run, outrun my gun ( É melhor vocês correrem, correrem mais rápido que a minha arma)

All the other kids with the pumped up kicks ( Todas as outras crianças com sapatos caros)

You'd better run, better run, faster than my bullet ( É melhor vocês correrem, correrem mais rápido que a minha bala)


Vídeo/música/acontecimento que me inspirou: https://youtu.be/t2FEc8WE6q4 

May 9, 2018, 9:40 p.m. 2 Report Embed 2
The End

Meet the author

Tali Uchiha Leio de tudo, menos histórias com traição. No momento, minhas coisinhas favoritas são Snamione, Drarry, Snarry, Kacchako, IwaOi, SasuHina e animes em geral. Leio Larry também <3 Trailer de Um Conto de Inverno: https://www.youtube.com/watch?v=QRmqHAzvsFs&t=0s&index=3&list=PLA7dlmsWJdlcaovVQShHa06PKBcbfAVKq Em andamento: - Um conto de Inverno - Teoria das Flores

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AnnyeCS AnnyeCS
Maass gente! OtaYuri Assassinos suicidas. Eu gostei quem diria. Pelo que eu entendi o massacre foi motivado por um bullyng fodido de anos, bem é esse o motivo de haver massacres em escolas. Os alunos fazem merda e os adultos fazem nada e acaba com jovens psicologicamente instáveis portanto metralhadoras e matando todo mundo.
Jan. 10, 2019, 10:29 p.m.

  • Tali Uchiha Tali Uchiha
    Eu tentei me basear no Massacre de Columbine e, acima de tudo, tentar passar veracidade das motivações Jan. 11, 2019, 3:02 p.m.
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