Flor do Deserto Follow story

mandy Mandy

"—Você é como aquela flor do deserto, Gaara, não se esqueça disso. Ela surge como um botão em meio ao inóspito e busca meios de sobreviver as mais cruéis situações, e então, cresce bela e se espalha. Quando a achei, ela havia sido protetora de outros brotos que agora também se transformaram em flores. Isso também é uma forma de amor. Você pode amar, Gaara."


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only.

#romance #naruto #rock-lee #gaara #fns #gaalee
21
5.6k VIEWS
Completed
reading time
AA Share

Flor do Deserto

Conforme o sol se escondia no horizonte, o céu se pintava em diferentes tons aquarela, rosa e laranja, que viriam a se tornar um misto de azul escuro e preto em alguns minutos, e os raios dourados iluminavam por uma última vez no dia a face serena do rosto de Gaara. As feições leves traziam no olhar um tom melancólico de verde água, e nos lábios um vermelho vivo de paixão.

Gaara não entendia como a situação havia chegado naquele nível, quando seu coração havia deixado de obedecê-lo para seguir seu próprio rumo, quando as noites de Suna começaram a parecer mais frias que o de costume, sem aqueles braços quentes para o abraçar durante as madrugadas.

Quando havia se apaixonado perdidamente?

•••

Um mês antes...

Gaara não gostava de estar na presença de Lee. Havia algo naqueles olhos gritantes que o causava extremo incômodo, a ponto de deixá-lo nervoso em sua presença, e fazer com que ele se ajeitasse na cadeira de seu escritório meia dúzia de vezes toda vez que o moreno estava ali.

E bom, ele estava ali.

—Obrigada por nos receber, Gaara-kun!—Os olhos do ruivo piscaram rapidamente, como um tique, tentando disfarçar o arrepio incômodo que sentia ao ser chamado de forma tão íntima, assim como ele fazia toda vez que Lee insistia no tratamento informal. Quando foi que ficaram próximos a esse ponto?

—Baka!—Sakura esbravejou, acertando a parte de trás da cabeça de Lee.—Tenha mais respeito com o Kazekage!

Felizmente, os enormes olhos escuros desviaram de si e voltaram-se para Sakura, causando um alívio momentâneo enquanto ela lhe dava uma bronca sobre boas maneiras. Era como poder respirar outra vez.

Gaara havia abrigado os três ninjas de Konoha, Lee, Sakura e Shikamaru, este último ele tinha certeza de que só estava ali para encontrar Temari, em sua vila enquanto buscavam uma rosa do deserto, cujas propriedades medicinais seriam estudadas em Konoha e compartilhadas entre as nações aliadas futuramente. E fez aquilo ignorando completamente sua resistência em relação a Lee em nome do bom relacionamento entre as nações, murmurando a si mesmo que seria apenas por uma noite e que não havia necessidade para estresse, afinal eles mal se falariam.

E agora ali estava ele, atrás de sua mesa com as mãos trêmulas e formigando, tentando com todas as forças ignorar a presença do moreno espalhafatoso de corte de cabelo engraçado, repetindo mentalmente que aquela seria o único e último contato direto que teriam. Quando os três fossem embora, com certeza arranjaria uma desculpa para não olhar para Lee novamente.

Não, Gaara não gostava da presença de Lee. Aquela presença deixava suas células agitadas e suas sinapses descontroladas, era como se ao menor movimento daquela criatura ele pudesse simplesmente explodir. Lee lhe trazia um misto de sentimentos estranhos com os quais o Kazekage não tinha capacidade para lidar.

E por mais que aquilo fizesse algo em seu âmago se revirar, a única verdade era a de que Gaara não gostava da presença de Lee, pois aquela era a presença de alguém capaz de quebrar sua defesa, em todos os sentidos.

E mesmo assim, o ninja parecia não conseguir enxergar seu descontentamento e insistia em lançar para si todos aqueles enormes sorrisos cheios de dentes, que lhe causavam agonia a ponto de fazer com que seu coração disparasse completamente.

—É um prazer poder acolher os shinobis de Konoha, por favor façam de nossa vila sua casa.—Ele utilizou toda a gentileza e bons modos que possuía, olhando fixamente para Sakura na tentativa de esquecer a presença do ninja de spandex berrante, e por alguns segundos o gesto chegou a ser mal interpretado pela rosada, que pensou que Gaara estivesse lhe dando algum tipo de cantada.

“Não, ele não faria isso...” Ela dispensou os pensamentos, pouco antes de sair da sala junto aos companheiros.

•••

Gaara não era um artista, na verdade tais dons não estavam entre suas habilidades, mas aquilo não o impedia de analisar a paletas de cores que preenchia o céu noturno de Suna, pontilhado com centenas de estrelas brilhantes que encantavam os moradores noite após noite, e traziam a Gaara sua tão confortável paz e tranquilidade, que parecia querer fugir de si desde que Lee pôs os pés em sua vila.

Somente quando o sol se pôs, e ele convenceu a si mesmo de que a besta verde de Konoha já estava dormindo, ele pôde respirar tranquilamente e permitiu-se ir até o ponto mais alto da vila para admirar o céu como fazia todas as noites. Só ele e o silêncio.

—658...659...660!—Uma contagem bastante empolgada para uma voz que revelava cansaço foi ouvida, e Gaara arregalou os olhos num misto de surpresa e desespero sem ao menos virar-se para olhá-lo.

O que Lee estava fazendo ali?

O moreno por sua vez permanecia alheio a presença do Kazekage ali, com o rosto extremamente vermelho e veias saltadas, ele desfez a estranha posição –andava por aí de cabeça para baixo sustentando o corpo com mãos e braços– e sentou de qualquer maneira no chão do mirante, fechando os olhos em uma pausa merecida para respirar.

—Sakura-chan tinha razão, eu deveria ter trazido água...—Ele murmurou com um sorriso no rosto, achando engraçado o fato de não ter escutado a amiga mesmo sabendo que ela não estava errada.

E então, com Lee a pouquíssimos metros de si, jogado no chão como alguma espécie de idiota, Gaara foi preenchido por um dos poucos sentimentos que conhecia com clareza naquele momento: pânico.

Por que ele estava ali? Por que no chão? Por que no chão em que ele pisava? Por que no mesmo lugar que ele?

E enquanto ele começava a suar frio aquela explosão de sentimentos estranhos que o deixavam desconfortável retornou, fazendo com que suas mãos tremessem e os pulmões parassem de funcionar. Após o pequeno surto, ele simplesmente perdeu o controle de suas ações, e quando deu por si já havia virado o rosto na direção do homem que apenas pretendia ignorar, com olhos curiosos e lábios trêmulos, analisando as feições avermelhadas que tanto o causavam calafrios.

—Gaara-kun!—Foi aí que Lee o notou, levantando-se em um milésimo de segundo para cumprimentar o Kazekage, novamente com aquela informalidade que tanto o causava palpitações.

Gaara engoliu em seco.

—Lee...—O tom neutro marcou o nome deixado no ar, enquanto Gaara voltava o rosto para a paisagem com as bochechas acesas em vermelho como uma árvore de natal.

O que estava acontecendo consigo?

—Não o vi aqui, me desculpe...—Ele ria ao se aproximar de forma relaxada, batendo as mãos umas nas outras para tirar a poeira e qualquer resíduo.

O ruivo permaneceu calado, engolindo em seco enquanto Lee segurava as grades cinzas do mirante e pendia o corpo para trás, como uma criança faria.

—Me desafiei a andar 660 passos de cabeça pra baixo, e consegui!—O sorriso brilhante exalava orgulho por seu feito, se Gaara tivesse sobrancelhas...as teria arqueado. Por que alguém faria isso?

Enquanto Lee falava sem parar, Gaara o observava pelo canto dos olhos, procurando entender de onde saía tanta energia e felicidade. Talvez fosse algo próprio dele. E nesses olhares, acabou percebendo mais que somente as expressões agitadas de Lee:

Ele possuía ombros largos. Muito largos. E aquela roupa estranha lhe marcava os braços em alguns pontos, ressaltando as protuberâncias que os músculos possuíam e fazendo com que o ruivo se lembrasse do quanto Lee era viciado em treino. Sim, ele com certeza era o tipo de pessoa que faria um desafio tão estranho quanto aquele.

Os olhos de Gaara desceram, e só ele sabe de seu embaraço ao tentar evitar desesperadamente a região pélvica, parando no fim das pernas, onde as canelas de Lee era cobertas por polainas laranjas que fizeram sua garganta secar.

—Você ainda os usa?—Ele cortou o falatório de Lee, mirando os pontos alaranjados.—Os pesos...

Pela primeira vez na vida, Gaara o viu perder as expressões alegres por um segundo, assumindo uma expressão que misturava surpresa e uma pitada de remorso.

—Eu...er...uso outros, na verdade. São novos, ou quase...—Ele se enrolou com as palavras, a mente viajou para uma época distante.—Eu não uso mais aqueles...os antigos...

O murmurar de Lee se perdeu com o vazio dos olhos de Gaara, enquanto o Kazekage sentia o coração disparar outra vez. A memória ainda era fresca em si, como se tudo tivesse ocorrido a não mais que dias, ao invés de anos.

Se lembrava do coração acelerado, e dos dedos trêmulos, o cérebro latejava incansavelmente e os olhos turvos lhe tiraram a plena visão, uma parte de si havia ficado naquela arena, junto aos cacos que deixou cair de sua armadura depois que Lee o quebrou.

Depois que Lee atravessou suas defesas pela primeira vez.

—É por isso...?—Quando os olhos verdes finalmente encararam as pérolas negras, Gaara notou alguma preocupação ali.—É por isso que me evita?

Outra batida descompassada, o ruivo sentiu os ouvidos bloquearem com aquela frase, diante dos olhos brilhantes e expressivos ele sentiu todo o corpo começar a falhar como se estivesse em batalha outra vez, a única diferença era que agora não mais era possuído pelo ódio. Era algo diferente.

—Do que está falando?—Desconversou, novamente desviando o olhar de Lee para qualquer outro canto que o fizesse esquecer do ninja, tentando lembrar de como chegaram a ter aquela conversa.

—Sei que às vezes sou meio bobo, mas... não sou insensível aos sentimentos alheios.—Lee balançou os ombros, sorrindo sem graça.—Você sempre foge da minha presença. É por causa daquela luta?

Gaara não gostava de tocar naquele assunto, havia trancado aqueles sentimentos à sete chaves esperando não ter de confrontá-los tão cedo, haviam séries de coisas que não conseguia compreender, ou apenas não queria, e outras séries que o fariam desabar. E a presença de Lee só tornava tudo aquilo mais complicado pois, com ele ali, Gaara era incapaz de manter suas defesas.

Ele não queria desabar desprotegido. Não queria estar quebrado.

—Não sei do que está falando.—O ruivo se afasta da grade, cruzando os braços como se aquilo pudesse protegê-lo das sensações que Lee lhe causava.

O outro comprimiu os lábios, deixando que a cabeça pendesse para o lado de forma adorável, seus cabelos deslizaram sobre a testa criando uma linha diagonal, dando a si uma imagem ainda mais preciosa.

E então, Gaara se viu preso naquelas orbes escuras cuja expressividade lhe causava inveja. Lee era um livro aberto, qualquer um poderia decifrar seus sentimentos somente prestando a mínima atenção naqueles olhos tão profundos, que arrastavam Gaara para seu interior como uma maré calma, que engana os banhistas e os leva sem que percebam.

E Gaara foi levado.

—Me desculpe.—As palavras foram sinceras, tão sinceras que Gaara sentiu o impacto de um trem passando por cima de si.—Eu não queria que você se sentisse assim, por favor me desculpe por aquela luta.

O pulsar de seu sangue poderia ser sentido com o mais superficial dos toques, o coração bateu na garganta e os olhos se arregalaram mais do que ele pensou que fosse possível, revelando total e completa surpresa por aquela fala.

E mais uma vez, Gaara sentiu.

A pulsação em suas veias, eletricidade corrente, respiração falha… tudo isso era sentido em seu corpo no formato de emoções que ele não sabia nomear, e chegou a tentar pensar no que responder mas seu cérebro era nada senão um grande infinito em branco.

Diante dos olhos de Lee, ficou um enorme período de tempo engasgado com seus próprios sentimentos, sem dizer nenhuma palavra sequer pois seu sistema nervoso estava abalado demais para tal, tornando-se nada mais que um ser inativo cuja funcionalidade era nula. Gaara simplesmente não estava funcionando, e assim a noite terminou: com um ruivo em choque e um moreno que achou melhor ir embora.

•••

Os montes escuros invertidos, como o reflexo de uma montanha na água, abaixo dos olhos de Gaara revelavam a péssima qualidade de suas poucas horas de sono durante a noite, quando os pensamentos sobrepuseram o cansaço e ele ficou repetindo as palavras de Lee em sua mente milhares de vezes sem conseguir acreditar no que ouviu.

Como ele poderia se desculpar quando Gaara foi o maior causador de problemas?! Como ele poderia se por como vilão quando Gaara havia sido o verdadeiro monstro?! Era errado, simplesmente errado!

—Gaara, você está me ouvindo?—Ele nem sequer havia percebido quando sua irmã entrou na sala, falando uma série de coisas importantes das quais ele se arrependeria por não escutar, mas naquele momento nada daquilo importava.

—Desculpe, Temari.—Ele esfregou os olhos com as pontas dos dedos.—Eu me distraí.

—Percebi...—Ela o olhou desconfiada, formando uma teoria sobre o porquê.—Isso é tudo por causa daquele ninja barulhento?

Gaara levantou os olhos.

—Como?

Temari não evitou rir, percebendo que o irmão sabia muito bem do que se tratava e deixou transparecer ao exibir um tom levemente rosado nas bochechas. Ela contornou a sala, parando atrás de Gaara e fazendo um breve carinho nos cabelos ruivos e, em seguida, dando tapinhas sobre a cabeça.

—Meu querido irmão, você não engana ninguém. Somente a si mesmo.

O ruivo franziu o cenho, tentando entender o significado da frase que, estranhamente, o fez sentir ameaçado.

—Agora eu tenho que ir, vou guiar os ninjas da folha pelo deserto.—Ela suspirou.—Eles falam muito alto, é tão problemático...

Diante da fala da irmã ele sentiu vontade de sorrir, era bonito, e um tanto engraçado, ver como ela é Shikamaru começavam a pegar manias um do outro aos poucos.

Quando Temari finalmente saiu, sua dor de cabeça encontrou uma brecha para retornar com força total e trouxe de volta as palavras que ouvira de Lee a tona outra vez, causando-lhe um verdadeiro nervosismo, um tipo que nunca havia experimentado antes, que o estava deixando agitado, e uma necessidade absurda de esclarecer aquela história.

•••

Era quase irônico que a partida dos ninjas de Konoha, que antes era motivo de alívio para Gaara, tenha se tornado o motivo de seu desconforto, a ponto de pedir que ficassem hospedados em Suna mais uma noite apenas para ver se conseguia encontrar novamente o ninja de spandex naquele mesmo mirante durante a noite. E essa, Gaara querer encontrar Lee, era outra ironia.

Na noite seguinte, Lee estava lá.

Não em alguma posição estranha fazendo um exercício exagerado, do jeito que Gaara esperava, mas incrivelmente quieto enquanto admirava as estrelas do céu noturno de Suna.

—Como pôde me pedir desculpas, se eu fui o monstro que o feriu?—O ruivo não pode esperar para proferir as palavras que o atormentaram durante uma noite e um dia.—Por que não me odeia?


Lee se virou com uma leve surpresa nas faces, a boca semiaberta e os olhos ainda mais redondos, apoiando os cotovelos nas grades. Gaara não conseguiu deixar de pensar no quanto, ali, sob a luz da lua, Lee parecia...mais bonito.

—Gaara-kun...—O murmurar perdera seu tom animado, transformando-se apenas em um fio de voz enquanto o ruivo se aproximava, sentindo tantas coisas diferentes que poderia explodir.

—Como pode agir como se eu não fosse o errado aqui?—Ambos se surpreenderam quando a voz do ruivo se elevou.—Eu o machuquei, Lee... seriamente. Por que me pediu desculpas?

Lee abriu a boca sem emitir nenhum som, parecia escolher as palavras certas enquanto seus olhos se prendiam aos de Gaara, de forma a tornar o desvio das orbes impossível.

—Eu não fui o único a me machucar naquele dia... você... você sentiu algo...

—Não!—Gaara o cortou.—Você foi para o hospital, quase teve que deixar de ser um ninja, você...—Gaara deixou que o ar escapasse por seus lábios.—Eu quase o matei...—Ele olha as próprias mãos, quase horrorizado.—Como pôde me pedir desculpas?!

Lee engoliu em seco, tentando compreender a complexidade dos sentimentos que lhe eram passados ali, e absorvendo para si um pouco da confusão dos olhos verdes. Aquele momento era tanto confuso quanto esclarecedor para Lee, que sentia vontade de sorrir e chorar mas, principalmente, também queria envolver Gaara nos braços desesperadamente.

—Gaara-kun...—Ele não sabia por onde começar, lidar com assuntos sentimentais e delicados não era seu ponto forte, pode-se dizer que era bastante desengonçado, e ele sentia um receio absurdo de dizer as coisas erradas, mas, por fim, resolveu tentar. E começou a remover as faixas de suas mãos e braços, mostrando algumas cicatrizes na pele.

Nem mesmo durante a luta o coração de Gaara chegou a bater com tanta força, e ele novamente atestou que estar com Lee era perigoso para seu controle emocional, as lágrimas que se acumularam no canto de seus olhos eram as provas disso.

—Nós dois carregamos algo daquela luta...—Lee pigarreou no meio da frase, tentando escolher as palavras certas.—Eu tive um pouco de dificuldade ao voltar ao treinamento, e você...—A frase se perdeu no ar, ele não sabia exatamente o que dizer.—Você se culpou, não é?

Gaara sentiu frio, mesmo que a manta de kazekage o cobrisse por inteiro e que suas roupas fossem confortavelmente quentes. O arrepio que lhe corria era aquele comum ao sair de sua zona de conforto, de repente ele se viu desprotegido e nenhuma defesa parecia forte o suficiente para mantê-lo de pé.

Novamente sua defesa era derrubada, agora pelas verdades nas palavras de Lee. Gaara se culpou.

Todo o santo dia, ele se lembrava da primeira vez que realmente reparou naquele ninja hiperativo de roupas estranhas e gritantes, e de quanto seu coração se acelerou enquanto sua carapaça se desfazia em mil pedaços, preferindo detestar aquele sentimento à agradecer a Lee por dar-lhe um pouco de emoção, coisa que desejou por tanto tempo. Talvez porque aquilo fosse mais fácil do que se olhar no espelho e encarar o fato de que feriu a única pessoa que o trouxe algo em anos de escuridão.

Ele se culpou. Todo dia, ele se culpou.

—M-Mas você não devia!—Lee levantou as mãos, balançando de um lado para o outro, nervoso ao ver a expressão fragilizada do outro. Não esperava por aquilo.—Você era uma pessoa diferente...não enxergava tudo com clareza, certo?—O sorriso de Lee era irritante, de tão branco.—Aquilo é passado e...eu já nem me lembrava mais! Eu só me desculpei porque... isso parece ser algo que te atormenta até hoje.

“Por que...eu estou chorando?” Aquele era o único pensamento que conseguia se formar linearmente na cabeça do Kazekage, qualquer outro se perdia em meio às batidas frenéticas de seu coração, e a imagem graciosa de um Lee sem jeito, tocando seus ombros com um sorriso singelo.

—Eu gostaria que pudéssemos esquecer isso, não quero ser um peso no seu coração...por favor permita-se aproveitar a primavera da sua juventude sem nenhum receio!

E então, Gaara se desvencilhou de seus braços, com a mão na própria testa e bochechas bastante rosadas.

Aquele discurso outra vez...

•••

—Por que o sobrancelhudo continua aqui?—Temari perguntou durante uma tarde quente, quando o Kazekage visitou formalmente a construção de uma academia ninja junto a irmã, e ambos encontraram Rock Lee entre os trabalhadores. E pela primeira vez na vida, Gaara o viu sem a parte de cima da roupa estranha, que, aparentemente, havia se rasgado num descuido.

Lee.

Com o tronco nu.

Por que com o tronco nu?!

Gaara já havia participado das formalidades, falado com cidadãos, e estava na hora de voltar para o escritório e se afundar em papéis, seu senso de responsabilidade lhe gritava isso, no entanto estava parado ali desejando do fundo do coração que alguém cedesse ao moreno alguma vestimenta.

Será que ele era o único ali que estava terrivelmente incomodado com aquilo? Pelo amor de Kami, o homem estava semi nu!

—Gaara, pare de encarar. As pessoas estão começando a perceber.—Temari balançou as mãos em frente ao rosto rubro de Gaara, que finalmente saiu de seu transe, ainda com o pensamento de que deveria cobrir Lee com alguma coisa.—Agora me diga o que ele está fazendo aqui.

Gaara suspirou, sabendo que o mau humor da irmã era fruto do simples fato que: para que Lee ficasse, havia sido necessária a partida de Shikamaru, uma vez que Suna prometeu devolver dois dos shinobis enviados e acolher um destes durante o próximo mês, ideia da irmã.

Tudo indicava que o gênio preguiçoso seria hóspede, afinal foi o que Temari planejou, mas tudo mudou quando o Lee inventou de ajudar na construção da nova academia ninja, algo sobre ajudar a construir meios para alastrar o fogo da juventude pelo mundo, e nada tirou de sua mente que ficaria em Suna. No fim, após um longo discurso aos ouvidos de Shikamaru, ele ficou em seu lugar e Temari quis arremessar os dois ninjas de volta a Konoha nos ventos de seu leque.

Quanto a Gaara, não houveram argumentos diante dos olhos redondos e pidões de Lee, ele apenas conseguiu desviar os olhos e balançar os braços ao afirmar de forma quase muda, deixando o outro feliz a ponto de saltitar de forma bastante peculiar no caminho de volta ao local em que se hospedava.

Lee era estranho, e o fazia sentir da mesma forma.

E, bom, agora ali estavam eles: um Lee suado e sem nenhuma camisa carregando todo tipo de material de construção sobre aquelas pilhas de músculos brilhantes carregados de testosterona enquanto Temari desistia de falar com o irmão mais novo, que por sinal estava implorando mentalmente para que alguém vestisse Lee de forma apropriada, ou pelo menos que ele mesmo pudesse tirar aquela capa quente já que o calor parecia ter aumentado absurdos em questão de segundos.


E como se não bastasse aquilo, ainda houve sua reação exagerada ao finalmente notar a presença de Gaara na obra, acenando e correndo até ele no mesmo segundo com um sorriso maior do que a própria face.

Como ele conseguia sorrir tanto? E quando Temari havia sumido?

—Gaara-kun!—A intimidade novamente...—Você tem que ver uma coisa!

Quem era louco o suficiente para puxar o Kazekage pelo braço por aí? Especialmente em meio a uma obra onde poderiam haver acidentes? Os ninjas de Konoha certamente eram conhecidos por sua ousadia e Rock Lee provou o porquê para aqueles que não acreditavam naquilo, enquanto fazia Gaara desviar de tudo e mais um pouco, provocando ao ruivo algum cansaço pelo movimento repentino.

—O que está...Lee!—Ele quase foi atingido por uma tábua de madeira transportada, e franziu o cenho numa expressão repreensora para o moreno, que se desfez imediatamente quando os olhos preocupados se viraram para si, parando a corrida para examinar o rosto do Kazekage, tocando aqui e ali e deixando Gaara a beira de um ataque de nervos.

As mãos calejadas lhe causavam arrepios desconhecidos, que caminhavam por sua espinha e faziam seu coração bater de forma diferenciada, além de uma estranha sensação no estômago–como um revirar–, será que havia ingerido algo que não lhe fez bem?

—Você se machucou?—Lee estava perto o suficiente para que ele pudesse sentir seu cheiro, uma mistura entre o amadeirado e adocicado, que definia perfeitamente a mescla entre sua personalidade doce e seu corpo viril.

Kami-sama, quando foi que Gaara chegou a pensar naquele corpo como viril?

—Me desculpe por isso, Gaara-kun!—Lee fez uma reverência exagerada e seus cabelos se moveram uniformemente. Gaara achava graça naquilo.—Acho que me empolguei.—Gaara também achava graça em seu sorriso desconcertado.

Na verdade, Gaara estava começando a achar graça em Lee como um todo.

•••

—O que...?—Os olhos verdes se estreitaram confusos diante da for vermelha com botões claros, a qual Lee exibia como a coisa mais preciosa do mundo.—É uma das flores do deserto, não é como a primeira com propriedades medicinais ou...

—Parece com você!—Ele disparou, sem aviso prévio ou hesitação, deixando Gaara engasgado com o ar que o cercava. Se tivesse algum líquido nos lábios, teria cuspido.

—C-Como é?!—Ele se afastou-se alguns passos, desnorteado com a notícia. O cheiro adocicado lhe atingiu as narinas, inebriando-o durante a visão do rosto doce e animado de Lee, sorrindo como se tivesse acabado de achar a coisa mais preciosa do universo.

—As pétalas são o seu cabelo...—Ele tocou uma das mechas escarlate antes de descer as mãos ao rosto.—E os botões me lembram sua pele...ou os olhos...eu não sei bem...

Um leve rubor tomou conta das bochechas do moreno enquanto ele afastava as mãos devagar do rosto de Gaara. O Kazekage não compreendeu o que sentiu naquele momento, mas era tão forte que fazia seu coração quase parar.

Porque parecia que havia engolido borboletas, e agora elas se debatiam em seu estômago?

•••

Gaara o estava evitando, porque toda vez que o via algo em seu corpo e mente parecia se desregular completamente. Era como perder o equilíbrio em uma corda bamba, sob um vale sem fim no qual ele realmente não se importava de cair. E aquilo o assustava.

Lee permaneceu em Suna, e continuou visitando aquele mesmo mirante todas as noites, parecendo aguardar ansioso por alguma coisa enquanto Gaara se escondia e o observava de longe, decidido a se afastar e sem forças para cumprir sua determinação. E quanto mais tentava, mais a ausência de Lee o deixava agitado e aéreo, as mesmas características que outrora dizia ser motivo de seu descontentamento para com o moreno agora faziam parte de si, deixando-o, de certa forma, confortável porque o faziam lembrar de Lee enquanto segurava aquela flor e sorria.

E Gaara nem sequer sabia porque gostava daquilo.

—Você está apaixonado.—Kankuro murmurou calmamente enquanto lia o jornal da manhã na sala do Kazekage, fazendo com que Matsuri derrubasse todos os arquivos e Gaara engasgasse com o chá.—Ah, qual é...você nem sequer imaginava?

—Kankuro-sama! A Temari-sama disse que...—Matsuri gaguejava ao repreender o moreno, com os olhos bastante arregalados enquanto tentava reorganizar a papelada.

—Eu sei que ela disse pra não contar, mas não é como se ele fosse descobrir sozinho...—Ele realmente não fazia drama sobre aquilo, agia com bastante naturalidade enquanto passava as páginas cinzentas.

Gaara acompanhou o diálogo com os olhos, boquiaberto, tanto pelas palavras de Kankuro quanto pelo fato dos presentes ignorarem sua presença ali, continuando a dizer todas aquelas coisas que faziam suas mãos suarem, e ainda revelando que conversavam sobre aquilo por suas costas.

Apaixonado? Por Lee? Aquele Lee?

—Não estou...—A firmeza de sua voz não correspondia ao caos de seus pensamentos.—Você sabe que ele me incomoda.

—Oh, sim. É claro.—Os olhos do mestre de marionetes se desviaram rapidamente para as flores vermelhas agrupadas num vaso no canto da sala, postas ali desde a visita do Kazekage a obra da nova academia.—Tenho certeza que sim.

Desde quando Kankuro era tão debochado?

Gaara torceu o nariz de forma discreta, o coração palpitando diferente depois das palavras do irmão, e se afundou ainda mais em papéis sem realmente prestar atenção no que lia.

Ele, apaixonado?

•••

As noites de Suna eram frias, mesmo assim os casais passeavam de um lado para o outro sorridentes, como se a temperatura não fosse extremamente incômoda. Mais parecia que estavam aquecidos em frente a uma lareira e tomando chá do que em meio a rua numa temperatura absurdamente baixa. É claro que o agasalho fazia sua parte, mas não parecia ser somente aquilo.

Era como se aquele calor confortável viesse de dentro. Isso era a tão falada paixão? Amor?

Gaara não sabia dizer, pois além da temperatura baixa do deserto, seu interior congelava aos poucos, frio pela ausência de sentimentos que a falta de algo, ou alguém, lhe proporcionava.

Porém, estranhamente, aquela lareira interna foi acesa quando viu, ao longe, um par de olhos arredondados e gentis em sua direção.

—Eu amo o Lee...(?)—Sussurrou a si mesmo no conforto desconfortável de sua solidão, sabendo que aquela frase era mais uma confissão do que uma pergunta.

Era como um filme em câmera lenta, onde Gaara podia examinar os mínimos detalhes das feições tão peculiares de Lee enquanto ele se aproximava sorridente. Ele o achava bonito? Queria estar com ele? Aquele sorriso era realmente tão acolhedor quanto lhe parecia? Quando deixou de se incomodar com a presença de Lee? Espere...ele realmente chegou a se incomodar um dia?

E se, talvez, seu incômodo não fosse exatamente um desconforto? E se o motivo pelo qual, mesmo dizendo detestar sua presença, Gaara continuava a ir em sua direção fosse algo puro? Tudo isso rondava em sua mente como um documentário detalhado, carregado de memórias e um coração batendo frenético enquanto Lee continuava a caminhar em sua direção.

E então, ele estava ali. Perto o suficiente para que Gaara pudesse tocá-lo, fazendo com que a chama dentro de si se acendesse e tornasse aquele frio quase nulo diante do calor de seu coração.

Lee estava ali, e Gaara o amava.

•••

“Gaara-kun”

O rubor surgia em suas bochechas cada vez que moreno o chamava daquela maneira, sorrindo e jogando a cabeça de lado de um jeito charmoso e encantador, que fazia com que Gaara tivesse vontade de esconder a cabeça dentro de um buraco ao mesmo tempo em que sentia os lábios formigarem num ímpeto desconhecido.

Gaara queria beijá-lo.


Os dias passavam mais devagar, porque o único momento em que poderia encontrar Lee era a noite, após uma exaustiva jornada de trabalho que só valia a pena se pudesse encontrar aqueles olhos a noite.

Então, em uma noite qualquer, os segundos se transformaram em minutos, que se transformaram em horas, que passaram vagarosamente enquanto os olhos verdes arregalados admiravam a figura de Rock Lee sob uma nova ótica. Ele era lindo.

O maxilar forte parecia chamar ainda mais atenção no segundo exato em que os lábios estavam semi abertos no início de seu sorriso, um momento rápido e difícil de captar, os cílios grossos balançavam sutilmente quando as pálpebras se encostavam, se abraçando durante milésimos de segundo antes de tornarem a se afastar, curvados sob os olhos mais brilhantes que já havia visto.

Era como admirar a noite de Suna, sem nem precisar olhar para o céu. Lee possuía todas as constelações possíveis e imagináveis nos olhos, o infinito era apenas o início de suas íris.

E toda vez que ele piscava, uma nova explosão era formada no peito de Gaara, e isso o fazia sentir como parte integrante daquele espaço. Talvez a explosão constante em seu peito formasse alguma das estrelas no olhar tão puro daquele homem.

—Você está mais quieto do que o normal...—Os olhos se estreitaram devagar.—Eu...estou incomodando?

—O que...?—Ele precisou de um momento para se recuperar.—Não!—A resposta veio atropelada. A única sílaba daquela palavra não conseguiu ser pronunciada corretamente.

E assim como a palavra, veio sua compreensão, atropelando seu momento mágico e lembrando que a realidade era dura e que não poderia ser ignorada. Em pouco mais de uma semana, Lee iria embora e ele entraria para o hall dos tolos apaixonados, sem nunca poder verdadeiramente chegar àquele sentimento porque, embora estivesse gravado em sua pele, ele e o amor não andavam juntos.


Não era algo que nunca passou por sua cabeça, uma vez que o pensamento lhe acompanhava todos os dias e só conseguia ser esquecido minimamente quando a presença distrativa de Lee o arrebatava. E toda noite, quando vinha, Gaara fingia que era mentira e procurava se perder ainda mais naqueles olhos escuros, deixando de lado aquele assunto desagradável.


Mas naquela noite em especial, antes de deixar o escritório, uma antiga foto de família trouxe de volta o assunto que tentava a muito ignorar.


—O que houve, Gaara?—Lee arqueou as sobrancelhas com a palidez crescente do Kazekage. As palavras se amontoaram em sua mente e tudo o que conseguiu foi um enorme nó na garganta causado por palavras que não conseguiam ser ditas. Precisava se acalmar e prosseguir, precisava dizer alguma coisa.


—Lee...—Era tudo o que conseguia dizer, enquanto suas memórias se embaralhavam e a realidade se transformava em algo ruim. Gaara queria se esconder novamente no escuro reconfortante dos olhos de Lee, no entanto algo em seu peito, o mesmo que batia descompassado na presença do outro ninja, o impedia de prosseguir.


—Gaara...—Num gesto impensado, as mãos agarraram o rosto fino do Kazekage, os olhos se prenderam nos dele com preocupação.—O que houve?


—Eu...me apaixonei?—Gaara não sabia de onde havia tirado a coragem necessária para dizer aquilo, ou melhor: acabar fazendo uma pergunta que deixou Lee como uma expressão meiga e confusa.


—Se apaixonou?


—Sim.


Lee queria perguntar por quem, Gaara não queria lhe dizer, e eles pularam aquela parte da conversa porque algo em suas almas já lhes dera as respostas necessárias.


—Isso é ruim?—Novamente Lee jogou a cabeça para o lado, Gaara sentiu vontade de sorrir.


—Sim.—Ele lutava contra sua face monossilábica, mas aquela era a única que ousava se mostrar.


—Por que?Gaara franziu o cenho, pensando em como elaborar aquela resposta. Suspirou uma, duas, três vezes e então continuou, não sem antes olhar em volta pelo mirante em que tudo aquilo havia começado. Quando caminharam até ali?


—O amor destrói. Ele nos atinge e depois nos trai, some. O amor dói, em todos os lados.O amor o havia abandonado, traído, machucado. Ele sabia que aquele sentimento não deveria estar atrelado a si, pois todo o amor que sentia acabava machucando a si mesmo e aos outros.


—Está errado.—Lee o fitou determinado.—O amor não some, e somente machuca aqueles que não o compreendem. Gaara queria chorar, no entanto deixou que os olhos se perdessem em algum canto da noite, o que não impediu Lee de continuar.—Nada nesse mundo some, Gaara. Muito menos o amor, ele pode se transformar, é claro. Às vezes não em coisas boas, mas sempre deixará uma ponta bonita na qual poderemos nos apegar.Não, seus olhos não estavam marejados. Gaara mordeu os lábios com essa ideia fixa em mente.—O amor de sua mãe se transformou nas areias do deserto...—Lee conhecia sua história, e aquela frase o acertou em cheio. Gaara tremeu, de olhos arregalados e joelhos fracos ele encarou Lee a beira de um colapso.—E o seu amor por todos se transformou em prosperidade para Suna. Como pode dizer que o amor se foi?


—Eu não... não amo...—As palavras foram levadas pelo vento. Lee sorriu.


—Você é como aquela flor do deserto, Gaara, não se esqueça disso. Ela surge como um botão em meio ao inóspito e busca meios de sobreviver as mais cruéis situações, e então, cresce bela e se espalha. Quando a achei, ela havia sido protetora de outros brotos que agora também se transformaram em flores. Isso também é uma forma de amor. Você pode amar, Gaara.


•••


Atualmente...O beijo que trocaram ainda estava vivo em seus lábios, e o calor daquele abraço o atormentava nas noites vazias, lembrando-o de que Lee estava errado.


Gaara não podia amar.


O medo e o desespero eram maiores que si, a sensação de vulnerabilidade não era bela e ele precisava de seus escudos intactos para poder respirar em paz. Gaara precisava deixar de lado as pétalas delicadas para dar lugar aos costumeiros espinhos. 


E por isso o mandou embora, enfrentando os olhos em súplica e as mãos que lhe seguravam tão ternas e desesperadas, ignorando os lábios que insistiam em se voltar aos seus, deixando de lado o coração em pedaços que sangrava a cada passo de Lee em direção a saída.


E no fim, o amor o machucou novamente, porque era necessário que machucasse para que Lee pudesse ser protegido de todo o caos que habitava em Gaara. Porque o amor e Gaara não se davam bem.


E ali, naquela janela observando o pôr do sol, Gaara desejou que aquele amor que um dia quis nascer se transformasse em botões daquelas mesmas flores do deserto, as quais Gaara aprenderia a cultivar com a dor de suas lágrimas.

May 8, 2018, 3:22 p.m. 5 Report Embed 12
The End

Meet the author

Mandy Filha do caos, adepta ao drama.

Comment something

Post!
Ariane Munhoz Ariane Munhoz
Oi, Mandy, sua neném fodida, aqui estou eu para dar o meu parecer. Começarei dizendo o quanto amei sua narrativa e o quanto achei interessante você trabalhar um ponto de vista diferente do que as pessoas costumam usar nesse casal. A ideia de Lee sempre incomodando Gaara é uma visão que tenho para mim também. O que eu vou dizer agora NÃO é uma crítica, ta bom? É a minha opinião totalmente pessoal de quem está começando a enxergar o casal agora, amém. Eu não consigo ver esse Gaara apaixonado por Lee dessa maneira em um conflito inicial. Conflituoso a respeito de seus sentimentos, sim. Desenvolvendo uma amizade que nasce através da culpa e que pode se transformar em romance, perfeitamente. Nem por isso, eu achei ruim! Para der sincera, eu adorei que essa fic tenha dado um tapa na minha cara para uma nova visão que eu não possuia, e esse é o legal das fanfics. Ela abre um leque de possibilidades a partir do momento em que você decide se aventurar. Então eu não te dou Palmas, mas Tocantins inteiro. Foi maravilhoso ver o desenvolvimento desse capitulo, que foi dividido em linhas temporais. Eu amei! Sobretudo o fato de Lee compreender o amor de uma maneira tão pura e o Gaara se apegar à fuga mesmo querendo experimentar daquilo, porque a culpa existe e o afoga. Meu coração pro Kankuro jogando a verdade na cara dele sim! Amo esse neném e vou defender. Outra coisa que quero te dar um toque, o excesso de repetições nas palavras, nada sério nem que atrapalhe a leitura. E um TOC pessoal meu vem com o excesso do uso de palavras como moreno numa narrativa, que eu acho que quebra o ritmo de leitura, que entra naquela parte de repetições, tal como o rosada (esse eu acho feio mesmo, me remete a uma pessoa cor de rosa e não ao tom dos cabelos), mas novamente, isso é algo meu. Eu to muito surpresa com essa fic me arrebatando assim, sua fodida, porque eu vim ler na maior das humildades e me peguei totalmente envolvida. ME DA MAIS, MANDY!
May 9, 2018, 6:13 a.m.
Juh Lucena Juh Lucena
Ah, não! Eu não acredito que essa fic tão fofa, com cenas tão lindas como Lee comparando Gaara a uma flor terminou desse jeito triste! Eu tô muito puta da minha vida! Seria pedir muito uma continuação? Só pro final ser mais feliz, please? (escrita linda, deliciosa de ler! Jesus, que fic perfeita!)
May 8, 2018, 11:22 p.m.
Hasashi Rafaela Hasashi Rafaela
Ah mas eu vou meter a mão nessa tua cara sua arrombada do caralho. Eu aqui, imaginando que tudo seria lindo, maravilhoso, com borboletinhas voando enquanto os dois se beijavam...PRA VOCÊ ME DESGRAÇAR DESSE JEITO? AMANDA, EU VOU ENFIAR MINHA MÃO NA SUA CARA ATÉ VOCÊ NÃO ME DESGRAÇAR DESSE JEITO SUA FDP! isso foi lindo, pra caralho. É tão canônico que chegou a doer. MAS AINDA SIM EU QUERO ENFIAR MINHA MÃO NA SUA CARA SUA ARROMBADA. Mas eu te amo, e ficou lindo demais...socorro!
May 8, 2018, 11:20 p.m.
Boo Alouca Boo Alouca
Amanda, vamos dar um pulinho ali no cartório para oficializar a sua adoção, porque eu não posso mais deixar uma preciosidade que nem você andando sem mim por esse universo mal. Mamãe protege de tudo e todos amém! ❤️ Como a senhorita ousou ficar nervosa com isso!? Se isso aqui não é cânon, eu não sei mais o que é Amanda!  A igreja está muito contemplada, estamos todos honrados, QUE ORGULHO DESSA IRMÃ QUE SÓ NOS FORNECE ALTA QUALIDADE! Eu consegui tão bem sentir o personagem, entrar na mente dele conforme você nos apresentou, que eu senti cada emoção junto com meu bebê e agora eu tô respirando por aparelhos a espera de pulmões e um coração novos!  Se ninguém te der um prêmio por melhor capacidade de descrição, eu mesma faço um é vou entregar na sua residência! Sério, eu tô extasiada! Cada detalhe que você expôs, o seu nítido carinho e atenção com os personagens e suas histórias... É como se você segurasse nossas mãos e nos guiasse pelo enredo.  Em Breathe você me chamou de alquimista, depois disso aqui, eu vou te chamar de mestra, porque o domínio absurdo da arte de contar histórias que você expressou aqui, é a motivo pelo qual eu não deixo atrasar o boleto da internet.  E termino isso, completamente atingida, plena e em nirvana. 
May 8, 2018, 4:16 p.m.
Políbio Manieri Políbio Manieri
amiga, senta aqui, vamos conversar sobre esse seu ímpeto de querer transformar todo plot que tem todo o potencial do mundo pra ser nenem em uma tragédia PORQUE NAO É POSSIVEL AMANDAAA. Mas o tanto que eu amei essa fic não pode ser descrito, eu sinto que poderia ficar lendo por horas. Eu adoro os diversos tipos de visão headcanon de como poderia ser a coisa e confesso que ainda não tinha me passado pela cabeça uma visão de fuga e negação tão objetivas partindo do gaara. SIM O KANKURO SE METERIA SEM CERIMÔNIA SIM. Aaaaaa eu adorei poder testemunhar essa sua versão da coisa, não tem a menor graça quando todo mundo começa a escrever uma ideia parecida e eu me divirto muito porque os personagens tem várias facetas e probabilidades a serem exploradas. Não precisa ter receio de seguir uma receita pronta porque isso tá maravilhosamente canon sim! Eu realmente amei essa história!
May 8, 2018, 10:59 a.m.
~