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retrive retrive geibi

Todos os dias após o beijo, a Yamanaka presenteava o namorado com um flor. Cada dia era uma diferente e ela entregava para ele com todo o seu coração, se declarando um pouco mais. Sai apenas agradecia e a beijava, indo para casa logo em seguida.


Fanfiction Anime/Manga All public.

#fns #naminhamesafns #sai #saiino #Ino-Yamanaka
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Notas:

— Fanfic feita para o desafio #NaMinhaMesaFNS.

— Inspirada na frase:  "Todos os dias eu dava uma flor a ele(a) e achava que ele(a) jogava fora. Quando nos casamos, ele(a) me deu uma caixa com todas as flores que lhe dei prensadas, eternizadas como nosso amor."

— Betado pela raekens do Animes Design. Obrigada, fada.


Trabalhar em uma floricultura por não conseguir outro emprego era algo que Sai não tinha planejado, mas não podia reclamar; Inoichi foi quase um anjo quando lhe ofereceu o trabalho. O loiro era amigo íntimo do pai do moreno e, embora não conhecesse o rapaz, foi extremamente solidário.

Mas, mesmo sendo inteiramente grato ao homem, Sai se sentia incrivelmente deslocado no meio das flores e cores. Estava em seu terceiro dia de trabalho e ainda tinha dificuldade em distinguir as espécie de plantas do local. Também não gostava de ter que usar o avental roxo.

Sua tremenda falta de habilidade com as flores e sua ausência de simpatia para com os clientes fizeram com que Inoichi tomasse a decisão de colocar sua flor mais preciosa como tutora do moreno.

No começo, a desgraça foi total.

Era quase impossível a convivência do rapaz com a moça, pois ele não tentava se esforçar o suficiente, da forma que ela esperava e desejava. Brigas por motivos bobos eram normais e Inoichi achava graça de toda a situação.

Depois de um mês e uma trégua pensando no bem da floricultura, a paz reinou e ficar ao lado dela começou a ser divertido.

Ino era doce, simpática e conseguia enxergar o lado real de Sai – quando deixava as diferenças de lado, claro. Era a única que achava graça nas piadas dele e o rapaz deu um jeito de aprender a definir o nome das flores por ela.

Mediu a temperatura quatro vezes quando se pegou lendo livros de jardinagem. Sentiu que enlouquecia enquanto tentava entender melhor o mundo fascinante da loira dos olhos azuis mais lindos que ele conhecia.

— Eu gosto das orquídeas. — ela arrumou as flores brancas e sorriu para o mais novo amigo.

— Prefiro rosas, é a única que consigo gravar o nome.

— Você é incrivelmente chato, sabia? — o sorriso largo o fez revirar os olhos. — Tome. — estendeu a orquídea branca. — Leve para casa e tente decorar o nome e aparência.

No dia seguinte, Ino entregou a Sai uma bela camélia rosa e, antes que ela falasse algo, ele fez questão de explicar que aquela flor significava grandeza de alma. Ino disse que era uma boa flor para definir o rapaz enigmático que ele era.

Margaridas! — estendeu o buquê multicolorido para o moreno. — É a sua flor do dia.

— Está me chamando de virgem, Ino?

A loira corou ao ponto de abanar o próprio rosto, na tentativa de afastar o calor. Não teve nem tempo para cogitar se ele já saberia o significado da flor sem precisar de sua ajuda.

— Claro que não! — quase gritou. — Margarida também quer dizer amor inocente.

O moreno levou a mão livre até o queixo e ficou pensativo por um determinado tempo.

Então você me ama?

Não entendeu o motivo de ela sair correndo para os fundos da loja, mas achou melhor “deixar para lá”.

Na outra tarde, Sai ganhou de uma Yamanaka corada uma bela acácia amarela.

O moreno não disse absolutamente nada quando pegou a flor, apenas sentiu o peito aquecer e as bochechas corarem sem um motivo aparente.

Acácia quer dizer amor escondido, certo? — ela apenas assentiu, olhando para o chão enquanto colocava uma mecha do cabelo atrás da orelha.

As mãos suavam e tremiam quando levantou o queixo dela. Não foi capaz de entender o motivo de sentir o coração acelerar quando os olhos claros cintilaram para ele.

Nunca foi bom com sentimentos e não conseguia entender porque se sentia feliz toda vez que Ino lhe entregava uma flor, sorrindo. Também não entendia o motivo de querer beijá-la quando suas bochechas ganhavam uma coloração rosada.

Mas naquela tarde, tudo fez sentido. Foi como se uma luz acendesse na cabeça do moreno e, de uma hora para outra, ele começou a entender cada sentimento estranho presente em seu peito.

Começou a entender os olhares que eles sempre trocavam. Céus, como pôde ser tão burro e lerdo?

Sinto o mesmo.

O primeiro beijo amassou um pouco as flores. Mas a parte mais marcante foi ouvir “O que é isso?” de um Inoichi desesperado ao ver sua flor beijando o rapaz, bem atrás do balcão da loja.

Todos os dias após o beijo, a Yamanaka presenteava o namorado com um flor. Cada dia era uma diferente e ela entregava para ele com todo o seu coração, se declarando um pouco mais. Sai apenas agradecia e a beijava, indo para casa logo em seguida.

O namoro durou longos três anos. Cada ano melhor que o outro. Não era um namoro perfeito, obviamente, mas foram os três anos mais importantes da vida dele. Foi o período em que Sai finalmente foi capaz de ser ele mesmo, sem medo.

— Certo. — Ino suspirou, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha. — Essa é a última flor que vou dar para você. — estendeu a rosa. — Vermelho significa paixão e é essa que todos procuram, mas estou lhe dando a rosa, que significa o amor em sua forma mais pura.

E ele fez o de sempre. Agradeceu, a beijou e agiu como se a flor fosse um grande nada. Ino já tinha em mente que o namorado não via mais a mágica naquele seu gesto. Já tinha consciência de que aquilo havia deixado de ser importante tempos atrás, afinal, ganhar flores todos os dias cansa uma hora ou outra.

Não podia negar que ficava magoada ao ver todo o seu carinho sendo praticamente jogado fora junto com as flores, mas não ousava reclamar. Afinal, às vezes Sai possuía uma tremenda dificuldade em entender sentimentos.

O problema é que, em grande maioria, eram alguns dos sentimentos mais importantes dela que ele não tinha a capacidade de entender.

No dia seguinte, como prometido, não houve flor da parte dela.

Duas semanas se passaram e Sai nem se deu ao luxo de perguntar os motivos que a levaram para o fim dos mimos.

Mas era a natureza dele. Ele a amava com todo o seu coração, só não era capaz de lidar com atos não tão explícitos, tinha dificuldade em interpretação. Com o tempo, a Yamanaka se adaptou ao fato de que ele só entendia declarações quando eram desenhadas à sua frente – às vezes era mesmo necessário.

No outro dia, Ino ficou noiva. Não ganhou um anel de brilhantes, mas amou ver o moreno criar um anel com as flores que tinha em mãos enquanto, literalmente, cantava Infinity de seu próprio modo tímido.

Foi a declaração mais doce que ela já recebeu. Ouvir cada trecho da música, tendo certeza absoluta que o amor ali era infinito, trazia uma sensação mágica no peito. Aquecia a alma.

O anel de Sai sumiu em menos de dois dias, mas ela não deu importância.

A noite de núpcias aconteceu na casa em que o casal iria morar, mas não deixou de ser incrivelmente mágica.

Ele usava a aliança dourada quando entrou no quarto com o café da manhã dela. A mulher não podia negar que a peça dourada no anelar era o que ela mais estava gostando de admirar nas últimas horas.

— Vou ficar mimada com isso. — sorriu, enquanto ele se sentava com a bandeja consideravelmente farta.

— Talvez eu queira isso, lindinha.

O moreno se levantou da mesa e se dirigiu para o armário. A porta espelhada de correr fora aberta com calma, enquanto ele cantarolava alguma coisa bem baixinho.

— Tenho um presente. — disse ainda de costas, enquanto procurava algo na parte mais alta do armário. — Presente de casamento.

Ao se voltar para a esposa, ofereceu um sorriso simpático e estendeu a caixa. Era enorme; a cabeça dela tentava maquinar algum presente grande o suficiente para necessitar aquela embalagem.

Eu vou fazer isso durar para sempre

Não me diga que é impossível

Porque eu te amo até o infinito

Era o que estava escrito à mão no papel da carta, que foi a primeira coisa que viu ao abrir. O anel de noivado feito de flores também estava lá. Lançou um olhar sorridente para o marido.

Mas a melhor parte ainda estava por vir.

Milhares de flores imprensadas. Ino soube em seu peito que não eram flores aleatórias, sabia que cada uma daquelas flores eram as que ela mesma deu a Sai. Teve total certeza do fato ao se deparar com o pequeno buquê de margaridas.

— Isso… Eu achei que você não se importava.

— Guardei cada uma delas. Desde quando nem sonhava em te amar. Guardei com a certeza de que um dia ia ser importante e vou continuar guardando, Ino. Depois de você, essas flores são o meu maior tesouro. Tudo sempre estará guardado em mim.

— Eu amo você. — ela disse, sorrindo, enquanto pegava uma das flores da caixa para ter certeza de que era real. — Eu amo muito você.

— Eu também amo você. E cada uma dessas flores estão eternizadas como o nosso amor, lindinha. — acariciou o rosto da loira.

— Infinitamente eternizadas. — sorriu enquanto segurava a mão grande do moreno, se aproveitando do arrepio gostoso causado pelo toque dele.

Infinitamente.

April 30, 2018, 2:25 a.m. 2 Report Embed 5
The End

Meet the author

retrive geibi Ficwritter e designer nas horas vagas. 18 anos, criatividade demais para pouco tempo e muita preguiça. Mama da maravilhosa Igreja Arte do SaiIno Entrano

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Hasashi Rafaela Hasashi Rafaela
MDS, EU TO MORRENDO COM TANTA LINDEZA, TANTO NENÊ, MEU SAIINO ENTRANO LINDO PELAS MÃOS DESSA MAMA MARAVILHOSA DA IGREJA. QUE COISA MAIS LINDA, MEU AMOR. SOCOOORRO, QUE HINO DE FIC! parabéns meu nenê <3
April 29, 2018, 10:19 p.m.
Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
TOMARA QUE EU EXPLODA DE TANTA FOFURA. OLHA QUE COISA MAIS MEIGA, MANO, AAAAAAAAAAAAA EU QUE PEDI E NÃO ME ARREPENDO, CADÊ KEDNA PRA GRITAR COMIGO AQUI? OLHA QUE FANFIC MAIS MARAVILHOSA? NEM PARECE A ARROMBADINHA QUE ME FODEU EM EU PRECISO DE VOCÊ AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
April 29, 2018, 9:29 p.m.
~