48 Horas Follow story

junowolf Juno Wolf

Havia uma guerra, havia amor, e restavam apenas quarenta e oito horas para o fim de um e recomeço de outro. [Desafio Crackshipps] [ShikaSasu]


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only.

#vemprocrack #Uchiha-sasuke #Shikamaru-nara #shikasasu #naruto #lemon #yaoi
Short tale
22
6.2k VIEWS
Completed
reading time
AA Share

A morte é a paz da guerra.

Sabia que um dia acabaria naquela situação.

Havia morte por todos os lados, seu próprio corpo parecia dez quilos mais pesado e o cheiro de sangue o embrulhava o estômago, mas ainda assim continuou atirando. Sua cabeça maquinava, voltando todas as horas para a mesma pessoa, e os olhos procuravam mesmo em meio aos mortos, um sinal de vida dele.

Sentiu um corpo lhe puxar e estava quase atirando contra o outro quando notou a bandeira do Japão no capacete militar e percebeu que, pela altura e forma ágil com a qual se movia, só podia se tratar de uma pessoa.

O reconheceria de qualquer lugar, em qualquer situação.

— Shikamaru... — Falou, talvez baixo demais, mas ainda assim pôde ser ouvido.

O moreno o olhou de canto e sorriu minimamente, puxando-o para o lado oposto ao combate. Embora o alívio lhe atingisse, notou o fato que era inevitável: Haviam perdido.

Pouquíssimos soldados Japoneses ainda estavam em pé, e ele sabia que não seria por muito tempo. Estava pronto para morrer, mas o mais alto o puxava pelo antebraço, desviando dos corpos pelo chão e se escondendo atrás de árvores algumas vezes.

Em um determinado momento, o mais alto se jogou ao chão puxando-o junto de si e o escondendo com o próprio corpo; antes que pudesse questionar e ainda um pouco sem ar pela queda, ele ouviu um barulho muito alto, alguns sons ocos e o cheiro pungente de pele queimando.

— Jogaram uma granada, é a nossa deixa. — Shikamaru disse com pressa, embora seus ouvidos piassem pelo som estridente da bomba e a dor no corpo pelo esforço físico o forçasse à ir mais devagar que o planejado.

Com a adrenalina circulando pelas veias, Sasuke passou a perseguir o outro pela trilha que ele montava, guardando a retaguarda e atirando em qualquer um que fizesse o mínimo movimento na direção do cervo.

Ele continuou atirando mesmo quando saíram da linha de combate, apenas parando quando Shikamaru o puxou para uma gruta fria e úmida, quase imperceptível no meio da floresta. Ambos despencaram no chão de terra e folhas respirando fundo, tentando se acalmar e lidando com as dores pelo corpo após tanto esforço físico durante horas à fio.

O Uchiha ainda sentia o cheiro das peles queimando, o odor metálico de sangue e de morte que se espalhava por cada canto. Não era a primeira vez que sentia aquele cheiro, porém nunca se acostumaria, mesmo depois de tantos anos servindo ao exército.

Naquele momento ele sabia que Shikamaru pensava como ele, e levando em conta os anos passados com o outro, Sasuke sabia que eles não estavam em uma boa situação.

Quando o outro suspirou, deixando o olhar se prender ao teto, o Uchiha proferiu a frase antes evitada a todo custo.

— Quanto tempo? — Shikamaru o olhou; os olhos escuros eram perdidos, embora conformados. — Quanto tempo nós temos?

— Considerando a situação e a quantidade de soldados inimigos vivos... E também levando em conta que eles estão bombardeando a floresta toda... — Os olhos agora eram tristes. — Quarenta e oito horas. Cinquenta, no máximo.

Os olhos de Sasuke se fecharam. O silêncio, no entanto, não se estendeu por muito tempo.

— Amei você, Sasuke. — A voz grossa soou, e os olhos, antes fechados, se voltaram para encarar o homem que havia retirado o capacete e as luvas, exibindo os dedos longos onde o Uchiha podia ver a aliança dourada que um dia fizera par com a sua presa ao anelar esquerdo. Sorriu levemente, mesmo que os olhos castanhos jamais se voltassem para os negros. — Se existe uma coisa da qual eu não me arrependo nessa vida foi ter insistido em você até onde eu pude.


48時間


Naruto estava morto.

Quando a notícia chegou trouxe um furacão junto de si. As emoções de Sasuke sopravam e quebravam outras, trazendo caos, lágrimas que molhavam a fronha do travesseiro, gritos que rasgavam a garganta e dor que era palpável.

Entraram para o exército os dezoito, mas mantinham um relacionamento estável desde muito antes disso e eram melhores amigos à tanto tempo que sequer sabiam como seria suas vidas se tivesse sido diferente.

Uma vida sem o loiro não era uma vida boa.

Sasuke se lembrava pouco do que aconteceu, ou de onde esteve durante aquela semana após o recebimento da notícia. Naruto havia saído como espião apenas para buscar comida junto de outros dois soldados, mas nunca mais voltou.

Os três foram capturados, porém só Shikamaru Nara fora devolvido com a notícia.

— Foi tortura. — Disse Shikamaru, muito tempo depois. — Torturaram os dois na minha frente. Primeiro, com chutes e socos; depois, com canivetes e machados... então, alicates. Eu estava amarrado à uma cadeira, com os olhos abertos. Se eu desviasse, perdia uma unha. — Sasuke apenas ouvia, mas parecia que algo em si gritava apesar do silêncio sepulcral. — Até que as unhas acabaram e os gritos deles também.

Os anos desde a morte de Naruto foram arrastados; Sasuke não fazia muita questão de interagir com outras pessoas, afinal aquela era uma dor que eles não entendiam. Shikamaru, no entanto, compreendia.

A aproximação de ambos foi natural, afinal a dor era a mesma: Sasuke não era o único que havia perdido naquele dia. Shikamaru Nara havia visto, sentido e tinha um trauma que levaria para sempre, assim como ele.

A amizade virou algo diferente, mas eles jamais saberiam dizer como aquilo aconteceu. Sasuke só era capaz de se lembrar do beijo e daquele calor no peito que ele não sentia desde quando Naruto havia falecido. Era como estar vivo de novo... Shikamaru lhe mostrava que existia, sim, vida após a morte.

Nunca houve um pedido de namoro. O que ocorria era que eles acabavam indo para o mesmo quarto quando tinham folga juntos, dormiam na mesma cama e começaram a acordar juntos. A dor era compartilhada, as alegrias também, as missões eram sempre em conjunto e eles passaram a se proteger mutuamente em qualquer situação.

De repente, eles sabiam, já era amor.

Sasuke jamais esqueceria Naruto completamente e sabia disso (era inteligente demais para não saber), entretanto amar o Nara era diferente. O amor era maduro como ele nunca havia experimentado com o loiro: Shikamaru era estável ao que Naruto uma era como uma avalanche.
Naquele momento Sasuke amava Shikamaru por que ele era seguro, um abrigo e calmo como uma brisa; o entendia, respeitava seu espaço, sabia quando deixá-lo sozinho, quando se aproximar e era silencioso, sem nunca ser desleixado, embora sempre fosse preguiçoso.

Naquela manhã estavam de folga; haviam dormido tarde, ainda nus pelo sexo da noite anterior, e Sasuke acordou sentindo o carinho gostoso lhe subir pela perna direita. As mãos amorenadas lhe apalpavam como se tocassem porcelana, embora o calor lhe corresse como lava.

Os olhos abriram, sonolentos, e ele sentiu os lábios cheios trilharem um caminho molhado dos mamilos até a clavícula, então da clavícula para o pescoço até que a língua macia fez caminho rumo ao osso do maxilar.

Sasuke sorriu.

— Bom dia. — A voz grave pelo sono lhe sussurrou quando alcançou a orelha direita, deixando que o músculo úmido da língua se afundasse contra a concha e fizesse Sasuke arrepiar sob aqueles lábios. Depois de quase oito anos, podia dizer que estava feliz, dada a situação.

A guerra era imparável, a paz era inexistente, o mundo estava caindo aos pedaços, mas enquanto a boca de Shikamaru acariciava a pele sensível de sua orelha, ele mal se lembrava que podiam morrer à qualquer minuto.

— Bom dia...

Shikamaru, estranhamente não estava com a lentidão característica, e Sasuke estava ridiculamente duro. Não houve espaço para preliminares quando suas pernas foram empurradas contra o peito e ele sentiu o outro se guiar para dentro de si.

Ele foi fundo, duro, forte, e era assim mesmo que gostava. Agradava-se da intensidade, da grossura o invadindo, da falta de paciência que vez ou outra acometia o Nara e fazia com que ele tivesse orgasmos arrebatadores.

As estocadas faziam com que o mais baixo puxasse o ar com força por entre os lábios semiabertos, e Sasuke sabia que estava perto. Fechou os olhos com força, sentindo os lábios grossos lhe beijarem dedo por dedo até que a língua descesse levemente pelo anelar esquerdo enquanto estocava cada vez mais rápido. Os dedos longos se prenderam aos cabelos castanhos quando a masturbação se iniciou, e o estímulo duplo o carregou com força para o orgasmo.

Abriu os olhos que ainda estavam desfocados, e Shikamaru buscou sua boca para beijá-lo lentamente com a preguiça tão amada, acariciando as pernas que ainda estavam presas contra o corpo moreno.
Preparava-se para começar tudo de novo, porém Sasuke viu algo diferente quando ergueu o braço para tirar os fios de cabelo do rosto: o brilho dourado gritante no dedo pálido.

— O que é isso? — Perguntou, buscando os orbes castanhos do parceiro, um tanto desorientado, tanto pelo orgasmo quanto pela situação.

Shikamaru aparentou estar nervoso pela primeira vez.

— Estamos em uma guerra. — Comentou enquanto apoiava o corpo com os cotovelos, ainda sem se retirar de Sasuke e com a voz ofegante. — Eu pensei que se formos morrer ou minimamente correr esse risco, eu quero ter certeza de que tive você.

Sasuke ainda observava o rosto bonito.

— Você não respondeu a minha pergunta. — Então aconteceu. O dono da pele amorenada desceu alguns centímetros, juntando os lábios cheios aos do outro homem, suspirando levemente quando correspondido.

Não retirou os lábios de perto dos do parceiro, e em um suspiro soltou a frase que fora sentida por Sasuke.

— Você se casaria comigo? — O coração do que ouvia acelerou em um ritmo intenso e ele buscou os olhos castanhos novamente. — Eu prometo que adoto seu sobrenome, só para não ferir seu ego Uchiha problemático*.

Houve silêncio e olhos negros nos castanhos, como se procurassem qualquer indício de uma piada nas íris chocolate, mas jamais encontraram. Os corações estavam acelerados e eles quase podiam sentir um ao outro.

A excitação foi retornando aos corpos ainda conectados, e Sasuke pôde sentir Shikamaru crescendo para dentro dele. O Nara estocou uma vez e foi em um gemido que o Uchiha respondeu.

— Caso.

A risada foi ouvida e logo os corpos estavam se chocando outra vez.

— Eu te amo tanto, Sasuke. — O beijo deixado no pescoço foi mais emocional que carnal, e foi exatamente por isso que o dono dos orbes ônix o puxou para um beijo ridiculamente apaixonado antes de grudar as testas em uma atitude totalmente atípica, juntando os olhos dele com os seus.

— Eu também, e é por isso que eu vou me casar com você.


48時間


Quando entrou para aquele mundo, seu superior havia dito que a paz não existia para pessoas como eles.

A primeira esperança fora Naruto, e não poderia ser diferente. Como era possível que a paz não existisse quando o tinha? O loiro era a própria paz em tons azuis, amarelos e laranjas, agitado e forte, como uma muralha.

Quando ele morreu, Sasuke quase passou a acreditar em seu superior. Não era possível haver paz para um soldado de guerra, principalmente quando ainda existiam pessoas com quem ele se preocupava.

A segunda esperança, no entanto, foi Shikamaru.

A calmaria o trazia paz. Os lábios grossos e preguiçosos o devolviam a segurança de estar em casa, de poder ser protegido mesmo que ele pudesse fazer aquilo muito bem sozinho... Porém quase o havia perdido naquela tarde.

— O que achou que estava fazendo? — O sussurro foi desesperado, ansioso e nervoso. Estava puto com o cervo, querendo sair no braço e soltar a bomba que se formava em si por que não era possível que Shikamaru, sempre tão inteligente, se mostrasse tão tolo.

— Eu estava tentando te proteger! — A voz sempre baixa e tranquila estava grave e alta, apesar dos sussurros. Shikamaru também estava puto.

— Você quase morreu, seu idiota! — O soco que Sasuke deu no armário de metal afundou o material. A adrenalina e o medo percorriam suas veias como veneno, e ele não havia visto nada no momento em que Shikamaru se colocou ao lado daquela bomba para tirá-lo de perto.

— E você também! — Devolveu o Nara, inconformado.

— Você não confiou em mim, Shikamaru! — Os cabelos escuros foram puxados. — Você podia ter virado nada. O que é que eu ia fazer se você morresse?

Shikamaru estava prestes a dizer que o medo também fora sentido por ele, mas se refreou ao ver os olhos úmidos do homem. A ideia de perder Sasuke havia sido tão agonizante que não pensou em nada quando se meteu no meio da confusão para tirar o outro de lá, entretanto, mesmo com o medo lhe arrepiando cada parte do corpo, Shikamaru entendia... Para ele havia sido ruim, havia dado pânico, era desesperadora a leve ideia de ver um Sasuke morto. Mas, para o Uchiha, que já havia passado pela situação antes, de certo era uma sensação de dor e morte iminente multiplicada.

— Sasuke...

— Shikamaru. — Os olhos castanhos se voltaram para os negros, e a percepção da dureza na voz o fez ter um medo que de certo não era o mesmo que havia sentido aquela tarde, mas era incômodo pela reação tão estranha.

Sasuke estava nervoso. Havia notado, nas últimas cinco horas que haviam tido estado em combate, que não saberia lidar com outra morte de alguém tão próximo.

Perder Naruto havia sido agonizante, e a leve ideia de perder Shikamaru agora era desesperadora; quando o viu correr para si, na direção de uma bomba prestes à ser detonada, ele sentiu toda a agonia de perder o loiro novamente por que o único fim que vira para o Nara havia sido a morte naqueles curtos instantes.

Lidar com o amor era uma escolha para fortes em um mundo onde a paz não existia mais. Saber reagir à morte de pessoas queridas e como se recuperar após tudo aquilo era uma medida que seu trabalho exigia, e Sasuke, que sempre havia sido um exemplo de boa conduta e eficiência, estava falhando justo em domínio próprio, uma das principais necessidades de um soldado.

Acariciou a aliança.

Os olhos castanhos ainda estavam grudados aos seus, mas as sobrancelhas vincadas denotavam a confusão do noivo. A garganta secou e as palavras seguintes saíram rasgando Sasuke por dentro.

— Acho que é melhor a gente parar por aqui.

Por que era doloroso amar Shikamaru. Era doloroso exatamente por que lhe dava esperança, por que era simples, era calmo, tranquilo e estável... aquilo o fazia desejar um futuro e amá-lo com uma força que não deveria existir em um sentimento entre dois soldados. A guerra era esmagadora e o Uchiha duvidava muito que ambos terminassem aquilo vivos.

Não queria perder o outro, e talvez, se se afastasse antes do fim iminente, ele sofresse menos caso Shikamaru partisse.

Entretanto, assim que as palavras lhe deixaram os lábios, ele pensou se realmente seria mais fácil perder o cervo enquanto ele ainda estava vivo, respirando, tocando outros corpos e vivendo uma vida sem Sasuke.

Aquela dor também era agonizante.

Apesar disso, seu rosto estava impassível. A calmaria forçada fazia o medo do outro homem se expandir e triplicar de tamanho, tomando a sala, o acampamento, cada espaço que rodeasse qualquer coisa que envolvesse o corvo.

— Você não está falando sério, está? — A pergunta fora retórica pois ele sabia que estava, mas isso não fazia com que entendesse com clareza o motivo pelo qual estava sendo deixado. Avaliou os olhos ainda mais escuros que os seus em busca de qualquer negativa, mesmo tendo certeza de que ela não viria.

Shikamaru, então, tirou o próprio capacete e luvas, se aproximando de Sasuke e tomando o rosto bonito entre as mãos. As respirações estavam descompassadas e pela primeira vez desde que fora capturado com os outros dois companheiros quase nove anos antes, não sabia o que fazer.

Uma rejeição vinda do homem que amava era dolorosa e incompreendida, uma vez que ambos sabiam dos riscos quando tudo aquilo começou; o coração, entretanto, era tolo e os havia levado à um nível onde viverem separados era possível mas sofrido demais para que realmente pensassem naquela possibilidade.

O que havia mudado desde então?

O mais alto pegou a mão esquerda do parceiro que permanecia imóvel, porém taquicardíaco, e levantou até que a aliança dourada ali posta lhe tocasse os lábios cheios.

As testas grudadas delatavam a saudade pela distância que se seguiria e a necessidade de contato fez com que Shikamaru entrelaçasse os dedos antes da pergunta difícil finalmente ser vocalizada.

— Seus sentimentos por mim mudaram? — Não era exatamente aquilo que queria perguntar, mas tinha muito medo da resposta caso perguntasse à Sasuke se ele havia deixado de amá-lo.

O outro homem permaneceu em silêncio. Antes de responder à questão, buscou no pequeno espaço entre eles os olhos castanhos que o observavam diretamente, afastando-se um pouco para lhe mostrar a mão que ainda ostentava o anel de ouro, símbolo do amor que haviam construído mesmo quando o mundo estava sendo demolido por uma imensa bola de metal.

Não conseguia mentir sobre aquilo.

Sasuke era capaz de mentir para o mundo em uma cena digna de prêmios, mas jamais seria capaz de olhar Shikamaru nos olhos e lhe dizer que aquele sentimento ainda sempre tão presente havia sumido. Os olhos que lhe fitavam eram nervosos, magoados, sinceros, e o Uchiha sabia o quão difícil seria sua decisão; não sabia se estava sendo extremamente corajoso ou um vergonhoso covarde quando deixou de tocar a testa do outro com a sua.

— No dia que eu deixar de usá-la. — Respondeu, levemente, ainda buscando distância da pessoa que menos queria se afastar. Suspirou, quase sem forças enquanto caminhava de costas para longe. — Somente nesse dia.


48時間


— Você parou de usá-la mas eu não, e você sabe o que isso significa.— Shikamaru beijou levemente a aliança que ainda possuía no dedo, sorrindo levemente. Os olhos chocolate encontraram os ônix pela primeira vez desde que haviam entrado naquela gruta. — E já que a gente vai morrer bem em breve, não vejo um bom motivo para não te dizer que amei você. — Os olhos ainda estavam uns nos outros, o sorriso de canto sumiu quando o clima pesou e o Nara disse o que Sasuke já sabia que ele diria. — E amo você. Ainda.

E amava mesmo.

Quando era criança, Shikamaru estava tentando subir uma árvore para alcançar uma borboleta que voara para alguns galhos mais altos. Não sabia, mas, mesmo com o pouco peso, a madeira cedeu e o pequeno despencou de uma altura de quase cinco metros. Não era muito alto e embora tenha caído na grama, terminou com alguns arranhões e um braço quebrado.

Ele não se lembrava exatamente da dor, mas para um garotinho de sete anos um braço quebrado era a pior dor do mundo; ele chorou e gritou para a mãe até que fosse socorrido.

Foi o pai que o pegou no colo e o colocou dentro do carro, partindo com pressa até o pronto socorro mais próximo. O osso foi colocado no lugar e o menino gritou; lágrimas grossas rolaram pelos olhinhos enquanto o engessavam, e ele continuou chorando até que a mãe chegou ao local pouco antes de terminarem de passar as faixas.

O médico que o atendeu receitou um remédio para a dor e ele foi liberado, porém, quando chegou em casa, juntou-se manhoso ao colo da mãe e resmungou sobre o braço dolorido. Yoshino, que sempre havia sido uma mulher bastante agressiva porém amorosa com o filho e o marido, o acomodou no colo e acariciou os cabelos longos, enquanto sorria.

"Por que está sorrindo, mamãe?"

Lembrava-se da pergunta ser inocente e despretensiosa, mas a lição que tirou daquele dia o acompanhou durante todos os anos seguintes.

"Eu estou sorrindo por que te amo, e queria tomar todas as dorezinhas que você sente para mim. Eu estou sorrindo por que agora eu posso te segurar no colo, te fazer carinho até você dormir e te dar alguns remedinhos para você ficar bem, mas Shika, eu queria muito que você nunca descobrisse cono é, mas a vida não é justa com ninguém e inevitavelmente um dia essa dor vai chegar para você também.
Dores físicas passam rápido, são como chuva, mas as dores daqui — apontou-lhe na altura do coração — são mais difíceis. Elas não passam com remédios, e meu colo não vai fazer com que você as esqueça.

Quando essa dor chegar, bebê, eu quero que você me prometa que vai se lembrar do meu colo, que vai se lembrar que a esperança não é um erro e que o amor vai muito, muito além dessa dorzinha. Eu quero que você me prometa que nunca vai se esquecer que não importa quão sofridos sejam os momentos ruins, o amor sempre vai ser o remédio. Você me promete?"

Ele não havia entendido nada, mas ainda assim, afundou o rostinho entre os seios da mãe e sorriu.

"Prometo."

Após o término, Shikamaru ainda tentou encontra-lo e conversar com ele sobre o que seria dos dois dali em diante. O amor por Sasuke ainda gritava, a distância parecia querer sufocá-lo e o medo de perdê-lo para a morte enquanto estivessem separados o fazia querer gritar.

Depois da primeira tentativa, o cervo entendeu: O Uchiha não estava pronto para o que estava sentindo. O medo da perda, da morte, de, mais uma vez, ter alguém que amava sendo levado de si o apavorava mais do que o Nara podia ter imaginado anteriormente, e foi por isso que fez o que menos gostaria de ter feito: deixou que Sasuke se mantivesse longe.

Shikamaru compreendia as necessidades do outro homem, mesmo que elas jamais houvessem sido vocalizadas, e ele sabia o momento de sair de cena e deixar que ele se encontrasse. Naquele momento ele só precisava de espaço.

Amar é saber reconhecer quando dizer adeus e quando voltar. Foi por isso, por amar Sasuke com toda a força, que ele deixou de procurá-lo. Foi por amá-lo que ele deixou-o livre para voltar se aquilo fosse de sua vontade, entretanto, jamais conseguiu deixar de protegê-lo, mesmo à dolorosa distância.

Shikamaru via o outro homem andar pelo acampamento e se atentava aos arredores em busca de alguma ameaça. Sempre ficava alerta quando iam em missões conjuntas, e nas raras vezes que foram separados, sentiu-se incapaz de dormir durante a noite ou comer corretamente durante o dia. O medo era uma constante e a saudade sua companheira durante as longas horas seguintes.

Os olhos se mantinham atentos às mãos de Sasuke, sempre reparando se ele ainda utilizava a aliança. Eram atitudes pequenas, discretas, que o mantinham seguro do sentimento intacto e o faziam conseguir se acalmar da preocupação.

Shikamaru continuou se preparando para a guerra, estudando, armando planos, montando formações e ajudando cada membro de seu batalhão, entretanto, nada o preparou para aquele dia, aquele ínfimo dia que o ex noivo machucou o braço e teve de tirar as luvas para o curativo; o dia no qual o cervo notou a ausência da aliança.

Ah, a dor. Aquela mesma, que a mãe lhe disse que não podia ser curada com remédios... essa dor que ele não sentia tão forte desde que os amigos morreram diante de seus olhos.

Lembrou-se então da frase da mãe e se questionou se o amor ainda curaria tudo quando ele fosse a causa da dor.


48時間


— Tive medo. — Sasuke lhe confidenciou com a voz baixa e séria quando ele voltou os olhos para o teto da caverna e retirou a grossa jaqueta militar que compunha a farda. — Eu sabia que hora ou outra um de nós iria morrer, senão os dois, e eu tinha medo do que eu seria caso isso acontecesse com você. Eu fui covarde. — Não sabia ao certo se era a morte iminente, mas o Uchiha estava falante; não queria levar todos aqueles sentimentos consigo para o túmulo, e tendo em mente de que aquelas informações morreriam com Shikamaru, ele não encontrou um bom motivo para não falar.

O cervo sorriu de canto, olhando para a frente e recostando a cabeça contra a pedra atrás de si.

— Eu sei. — Sussurrou. — Você não queria sofrer caso eu morresse, então se afastou, eu te entendo.

Os olhos de Sasuke se voltaram para o outro homem e o moreno se prendeu aos movimentos da mão da aliança, ainda ali, gritando o amor que não havia morrido apesar da guerra, e a paz que o Uchiha tinha sempre que aquelas mãos o tocavam.

Sentia sua falta. Ainda.

Foi pensando nisso, foi pela dor que sentiu quando notou que aquelas eram realmente as últimas quarenta e oito horas com Shikamaru, e também foi pelo arrependimento de ter desperdiçado tanto tempo fugindo de um sentimento que ele sabia que era forte demais para ser apenas esquecido... pela mistura de tudo o que seu peito havia comprimido nos últimos onze meses, foi que ele retirou a corrente de baixo da camisa suja.

A aliança dourada ali pendurada também comprovava o óbvio, e quando Shikamaru voltou os olhos para si, os chocolate se ampliaram e subiram diversas vezes do cordão para os orbes ônix.

A revelação pesou o corpo de Sasuke e ele se sentiu exposto como nunca antes. Era como se tivesse tirado peça por peça e seu coração estivesse sendo mostrado junto daquela peça de ouro.

Sempre foi um cara fechado. Desde a infância difícil onde teve que aprender a crescer sem a mãe, sua maior confidente, até a adolescência conturbada com a descoberta da sexualidade e o momento onde o pai o flagrou beijando Naruto no quarto. Eram raras as vezes que demonstrava seus verdadeiros sentimentos, então talvez fosse por isso que tenha tido vontade de chorar naquele momento.

As noites que engoliu o choro após abandonar Shikamaru, os gritos que queria ter dado e não deu, as vezes que o observou cuidando de si ao longe, tomando o cuidado de não ser notado, e todas as vezes que quis tocá-lo desesperadamente e não pôde estavam vindo à superfície agora, cobrando seu preço e esmagando seu coração entre os dedos ossudos e de longas unhas da saudade.

Queria abraçar o outro homem naquele exato momento, mas, em vez disso, olhou-o nos olhos como quem pedia "por favor, me toca". Só a ponta dos dedos... somente a ponta dos dedos e Sasuke estaria satisfeito. Precisava senti-lo. Precisava sentir a reciprocidade explícita na aliança que o outro ainda usava, precisava dos toques lentos e preguiçosos e do abraço de urso.

Shikamaru sorriu largo, os olhos marejados quando tocou a face um pouco suja do outro homem que de prontidão deitou a cabeça contra aqueles dedos sentindo os próprios olhos marejarem com o contato. Depois de quase um ano sem senti-lo por um único dia, era irônico que tivesse tanta sensibilidade em suas últimas horas.

Surpreendentemente (ou talvez não, dado o momento) foi o homem mais baixo quem iniciou o contato, juntando as testas e deixando que as lágrimas corressem para fora junto dos sentimentos à tanto guardados.
E foi acariciando o rosto moreno, tocando os lábios na ponta dos dedos, que Sasuke finalmente chorou.

— Me desculpe. — Sussurrou, tentando fazer a voz não falhar tanto, engolindo os soluços conforme prosseguia. — Meu Deus, Shikamaru, me desculpe. Me desculpe, eu não devia ter... ter te deixado. Eu devia...

O beijo que veio tinha gosto de choro. As lágrimas iam dos olhos até os lábios unidos, tornando o beijo salgado e necessitado ao ponto de Sasuke puxar o cervo de seu lugar, colocando ambos os homens de joelhos (onde Shikamaru sentiu que sempre havia estado quando se tratava de Sasuke), sentindo cada pedacinho um do outro.

— Eu te amo. — Sasuke disse, em algum momento do beijo. — Eu te amo tanto...

Shikamaru sorriu.

— Você está falante. Isso é por que a gente vai morrer?

Sasuke riu e abraçou-o com força. Iriam morrer muito em breve, de fato, e ele não havia sido tão feliz quanto naquele momento durante meses. Queria mais dos lábios grossos, mais das mãos grandes, mais do homem que amava durante as próximas quarenta e oito horas

— Senti sua falta. — Confidenciou Shikamaru, enquanto puxava a camiseta branca para fora do corpo de Sasuke. O colar com a aliança balançou, e os olhos chocolate foram para onde o brilho dourado estava.

Sasuke suspirou quando os dedos longos lhe tocaram os mamilos. Sentia-se sensível depois de tanto tempo sem sexo, sem aquele sexo, sem aquela pessoa. Foi essa a causa da rapidez ao retirar a parte superior da farda de Shikamaru e puxar os peitos juntos. A pele contra pele causou arrepios, calor, um sentimento morno de completude e paz.
Foi então que o corvo compreendeu que existia sim, paz durante a guerra, se isso significasse ter seu coração ligado ao de outra pessoa. Era como se uma redoma de proteção se formasse entre os dois quando estavam juntos, e eles sabiam do fundo de seus corações que era amor.

As calças foram retiradas um pouco depois. Os corpos estavam suados e se roçavam com calma, apesar da saudade. Queriam sentir cada pedaço um do outro, cada textura, cada gemido... então, quando Shikamaru se forçou para dentro do corpo de Sasuke, ele mordeu o ombro alheio para se impedir de gritar muito alto e chamar atenção de algum inimigo.

Os beijos eram afobados, as mãos deslizavam sobre os corpos nus e empapados de suor. Durante as seis horas seguintes, enquanto se amavam e confessavam o amor que nunca havia deixado de existir, quase esqueceram-se que o mundo desmoronava do lado de fora.

Em um certo momento, quando acordaram de um cochilo, Shikamaru tirou o colar de Sasuke.

— Está no lugar errado. — Sorriu de canto, pegando a mão bonita e devolvendo o anel ao dedo anelar esquerdo. — E eu nos declaro...

O outro homem sorriu pequeno e deitou a cabeça contra o peito moreno, o apertando contra si. Os corpos ainda estavam nus, mas nenhum dos dois realmente se importavam com isso quando o sono os abateu; cansaço do confronto da guerra e das infinitas rodadas de sexo finalmente cobrando os dois.

Foram trinta e quatro horas, depois de tudo. Nenhum dos dois estava acordado quando as bombas caíram e destruíram a floresta que alojava os dois corpos entrelaçados.

Eles não sabiam, e jamais viriam à saber de qualquer forma, mas os corações deram a última batida juntos. Era engraçado (e talvez clichê demais para a situação) que, depois de tudo, depois da guerra, das batalhas, do sangue, da dor, dos meses de separação e da saudade, a última frase tenha sido "Eu te amo".

Alguns podem dizer que a história que Sasuke e Shikamaru viveram foi triste, mas eu posso afirmar que ela terminou feliz. A morte é a paz reservada para a guerra por que quando tudo acaba, a dor e a derrota morrem também.

Já o amor, não.

Deveria existir, e eu posso lhes afirmar isso, um céu para os apaixonados. Seria triste demais se não existisse, afinal, o que seria mais puro e divino do que o amor, mesmo quando ele nasce em meio ao caos de uma guerra, como o dos dois homens aqui citados?

Sasuke não pode ver, mas enquanto se entregava ao sono houve uma mão que escreveu entre as rochas da parede daquela caverna:

Você guardou seu amor sob a pele.
Guardou sob a pele o amor que me deu,
Para que não morresse por meio dele.

Mas o amor é bicho que vive solto
Que procura outros corações
Que, fugindo de ti, aconchegou-se ao meu.

E estou aqui, tocando o amor sob a pele
Esta que reservou para mim
Todas as boas emoções do mundo.


Nas últimas horas, o amor fez morada ali; com os olhos fechados, corpos juntos e corações completos, eu posso te dizer que nenhum deles deixou esse mundo infeliz.

◎◎◎

* Citação da fanfic THE PLAN, da melhor autora do mundo vulgo PCSP.
Espero que tenham gostado.
Um beijo, Juno.

April 27, 2018, 8:56 p.m. 7 Report Embed 13
The End

Meet the author

Juno Wolf Estudante de psicologia, fujoshi, militante, apaixonada pelo Shikamaru. [...] O amor salva, mas s� o conhecimento liberta. @

Comment something

Post!
Luh Hander Luh Hander
BIXA EU TO PASSADA Isso foi só um desafio??? Mano que escrita perfeita! Vc montou um universo e os sentimentos, ta de parabens!!!
Dec. 27, 2018, 5:32 a.m.
Camy <3 Camy <3
Olááá! Olha, preciso dizer que eu tô surpresa e tô feliz, sério mesmo. Você colocou o Naruto, o que me deixa muito contente porque eu não vejo o Sasuke sem ele. Tipo, você tá construindo o passado do personagem e pra mim não desce tirarem o Naruto, mesmo em UA. O canon inteiro é sobre os dois, eu meio que faço uma associação muito forte de canon com os dois estarem relacionados de alguma forma. E eu vi isso aqui na sua história. Ela é UA, mas eu consegui reconhecer as personalidades dos personagens e também a história deles. Em especial a de guerra, porque a vida dos protagonistas aqui não foi nada fácil também, ahaha. Então meu primeiro elogio é esse: eu amei a ambientação dos personagens e a maneira como eles interagiram com os outros. Eu gostei muito sobre como você tratou a guerra também, porque até me lembrou de algumas outras histórias com o tema que eu já li. Você conseguiu manter o medo como algo presente na vida deles e conseguiu passar a sensação de guerra, o que eu considero muito importante para uma fanfic sobre a sua. Dica de escrita: use mais os nomes dos personagens. Você utiliza "mais alto, mais baixo, Uchiha, loiro, moreno" e não há necessidade disso. Pegue um livro bom na sua estante (eu recomendo qualquer um do Stephen King) e você vai reparar que os autores sempre mantém o nome do personagem numa forma durante a narrativa. Não sei se você já leu "Orgulho e Preconceito", mas durante a narrativa o "Mr Darcy" é chamado assim do início ao final. A forma mais simples de não repetir os nomes diversas vezes é trabalhar com os verbos e tentar focar num único personagem a cada capítulo. É meio difícil no início, mas depois você pega o jeito. Falando em escrita, eu preciso dizer que a sua me agradou muito. Tirando alguns errinhos de gramática (como em relação à crase; é bom lembrar que nunca temos crase antes de verbo, logo não há em "à ir embora", por exemplo), você conseguiu me encantar. Sua narrativa vai embalando o leitor. Nós seguimos lendo de forma fluida, rápida, sem nem sentir as páginas passarem. Seus diálogos estão interessantes, você não foca em nada desnecessário e consegue priorizar quais informações devem aparecer. Eu gostei muito, muito, muito mesmo do seu plot (tanto é que dei like na fanfic aqui). Você acrescentou uma primeira pessoa no narrador final e essa é a única crítica que tenho ao plot em si. Um narrador em primeira pessoa é trabalhado de maneira diferente; na terceira, você sabe todos os sentimentos e passado de todos os personagens. Você desenvolve isso muito bem a história inteira (com o passado do Shikamaru e tudo mais), mas no final acrescenta um "eu narrador" que me pareceu um pouco forçado. Quem é esse personagem? Como ele sabe o que o Shikamaru e o Sasuke pensaram? Seria mais verossímil, para mim, se você tivesse encaixado tudo na terceira pessoa mesmo. Por outro lado, o resto da história está fantástico, fantástico MESMO! Eu estou particularmente feliz pelo final agridoce. Eles morrem, é angst, ok, mas é uma guerra e pelo menos os dois morreram juntos e felizes e, não sei, não consigo deixar de amar como isso foi finalizado. Eu gostei também de o Sasuke ter seguido em frente. Ele teve um grande amor, perdeu esse grande amor e encontrou outro. Eu acho essa uma mensagem muito bonita, porque é fato que a grande maioria das pessoas não se apaixona só por uma pessoa na vida. É possível se apaixonar de novo e a vida segue em frente e eu achei todo o desenvolvimento dos dois tanto como personagens individuais quanto como partes de um relacionamento maravilhoso. Os dois existem fora desse noivado deles e também existem dentro desse amor. Nossa, eu realmente adorei o modo como você juntou os dois. E o casal, em si, é um ótimo crack, porque ninguém vê o Sasuke e o Shikamaru juntos. Eu estou muito feliz pela sua história e acho que você deve sentir muito, muito orgulho dela. Está linda <3 Um beijo no coração :*
May 5, 2018, 11:09 p.m.
Jéssica Wakin Jéssica Wakin
eu vim aqui só reforçar o que eu te disse no face, estou destruidaaaaaaa, que fic foi essaaaaaaa a historia é linda, muuuito muito bem desenvolvida mesmo, você escreve divinamente bem, os personagens tão maravilhosos, eu nem tenho mais palavra pra elogiar esse hino de fic quando apareceu ali que o Naruto morreu já me deu uma dorzinha no coração, sofri bastante, mas não estava preparada para o final porque agora estou destruida, jurava que eles iam dar um jeito de sair de la de boa e tal. parabéns mesmo por essa fic maravilhosa, to apaixonada
May 3, 2018, 2:34 p.m.
Neeca Ashcar Neeca Ashcar
AHHHH, MEU ZEUS, TÔ EMOTIVA AGORA... Que linda história, os dois se amaram até o fim, mesmo que o Sasuke tenha dado pit e fugido eu o entendo, ele teve medo, mas no final viu que aquilo só foi mais doloroso, e no final a morte poupou seu coração e os levou junto, cara é romântico de mais, isso sim, eu gostei, gostei muito <3 Parabéns ganhou mais uma seguidora, só pela criatividade linda eu não vou cotar a sofrencia depois dela, mas é uma sofrencia boa... Antes de finalizar, a história é linda bem narrada é linda sério <3 Obrigada, beijos.
May 1, 2018, 12:09 p.m.
Isis Isis
AI MEU DEUS DO CÉU XULIA PQP EU NÃO TARRA PREPARADA Caramba... Como eles ficaram juntos, foi dolorosamente bonito. O luto os aproximando, o amor nascendo... Eu morri com as referências. Meu Deus, foi demais pra mim ver Preebo aqui... sério, não aguentei. E esse fim... a morte deles. que se foram tão felizes quanto podiam ser. olha. to chorando. Isso foi lindo demais. Eu não pago internet pra sofrer assim. Porém sofreria tudo de novo.
April 27, 2018, 9:50 p.m.
 ❤ Tia Kuro Neko ❤ ❤ Tia Kuro Neko ❤
Oi Juno, mas que coisa linda moça. Assim, uma historia tão poetica e tão dolorida de ler, não devia ser permitida, mas é. E enquanto eu me revoltou por ela existir e assolar meu coração eu tbm agradeço, agradeço por pessoas como você terem recebido o dom da escrita, o dom de encantar e fazer a gente amar cada pequena silaba. Moça, tem coisas que a gente deseja não ter lido, não por que são ruins ou nos fez perder tempo, mas pq marca a gente de tal forma e tão profundamente que deixa um gostinho amargo na boca sabe? Uma vontade de entrar na historia e salvar os dois, e ao mesmo tempo a consciência de que eles, de certa forma, estão salvos no ultimo abraço. A raiva pelo Sasuke ter se distanciado e ao mesmo tempo a compreensão do por que. Ah moça, eu to marcada sabe? E doi, a gente da aquele sorriso triste e diz "Ah, a historia é tão linda, o final não foi exatamente um conto de fadas, mas é a beleza da historia, a beleza de algo tão real, ta tudo bem". Mas não ta tudo bem, pq a vontade é fazer você reescrever um final clichê só pra acalmar a angustia no peito da gente, e ter a ilusão de que os dois terminam juntos em uma praia deserta sabe? Não sei se deu pra entender não, mas é isso.
April 27, 2018, 8:10 p.m.
Lory Cake Lory Cake
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA EU VOU FAZER UM SCANDALO EM TODA FLORESTA. ESSE MATRICIDIO É UM ABUUUSO. VOCÊ SE LEVANTOU CONTRA A VIDA DA SUA MÃE, JUNO. VOCÊ ACHA QUE MIZUMI ME TROUXE A VIDA PRA SOFRER POR CRACKSHIPP? ELA TEM UM PLANO NA MINHA VIDA. COMO QUE VOCÊ ME MASSACRA DESSE JEITO? ISSO AQUI TÁ LINDO DEMAIS. EU TO MT CHORANU. MI ABRAÇA AQUI PELO AMOR DE DEEEELS. EU TO MORTA E AINDA NÃO PASSOU 48H. ME LEEEVA
April 27, 2018, 4:46 p.m.
~