(2018) O que os olhos veem e o corpo sente Follow story

alicealamo Alice Alamo

Conhecia a garota que Gaara beijava sobre sua cama, já a havia visto mais de uma vez pela boate, sempre tímida e recolhida, escondida atrás da figura protetora do primo. Havia sido escolha dela, ideia dela, queria fazer com Hinata o que Gaara tinha feito consigo, raptá-la do mundo cor de rosa, introduzir mais cores na vidinha chata que certamente ela levava. E, então, estavam ali... os tês.


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only. © Capa por @hikarinohime

#ua #naruto #gaara #ino #hinata #GaaInoHina #hentai #pwp #orange #yuri #threesome #vemprocrack
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Capítulo Único


Não queria ser aquele tipo de garota, aquelas que todo mundo usa como exemplo para as mais jovens, para alertá-las do perigo das “influências”. Não, não queria, mas era sim o mais perfeito exemplo para as mães super protetoras do que não ser.

Quando pequena, já tinha ouvido a mãe e o pai falarem diversas vezes sobre como o mundo era perigoso, como alguns garotos não prestavam, como não deveria se envolver com gente perigosa, conselhos não faltaram, acredite, mas, mesmo assim, eram conselhos apenas, e era escolha dela aceitá-los ou não.

Escolha. Ela tinha o poder da escolha, e isso era o que Gaara tinha mostrado a ela.

— Ino? Chegou cedo! — Naruto a cumprimentou de trás do balcão onde servia as bebidas. — O Gaara tá lá em cima com a Hinata. — Ele lhe sorriu malicioso, e ela piscou antes de assentir.

A boate era grande, um lugar perfeito para ricos e mimados, como ela já havia sido. As luzes piscavam, a música alta preenchia cada espaço, tão alta que o ritmo substituía as batidas do coração, os gemidos dos casais que se agarravam pelos cantos, os gritos da multidão que dançava energeticamente.

Ino observou por um momento a pista de dança e respirou profundamente aquele ar: amava estar ali. Contornou o bar e, ao canto, abriu a porta que levaria à escada que ela tão bem conhecia. Gaara era o filho do dono da boate e, por isso, tinha um quarto no segundo andar. Ela havia descoberto isso logo na primeira vez que estivera ali, bêbada demais para ir para casa, rindo durante toda a madrugada no colo de Gaara, que fumava em silêncio enquanto Naruto e Sasuke, amigos dele, beijavam-se ajoelhados na cama.

Ainda conseguia se lembrar de como a mão de Gaara tinha se infiltrado entre seus cabelos, bem na nuca, os dedos moviam-se com lentidão em uma carícia simples e reconfortante. Ele tinha cheiro de cigarro, álcool e perfume amadeirado, e ela estava muito bêbada para se importar com o que ele pensaria dela quando manteve o rosto próximo ao pescoço dele, viciada naquele cheiro que lhe trazia, de certa forma, paz. Ainda se lembrava de como ele fumava... A mão esquerda, livre, segurava o cigarro entre o indicador e o dedo do meio, havia uns quatro anéis, que brilhavam quando ele afastava a mão e a luz de fora que entrava no quarto refletia. A boca se abria, preguiçosamente, quando o cigarro tocava os lábios, e ele não parecia fazer esforço algum para tragar. Ele fechava os olhos, mantinha a fumaça no pulmão por alguns segundos e sorria relaxado ao soltá-la, e era tão gracioso ao fazer isso que Ino achava hipnotizante. Às vezes, ele a percebia o analisando e lhe oferecia o cigarro ou então mordia o piercing no lábio inferior antes de afastar o vício e erguer minimamente o rosto dela para beijá-la sedutoramente, sorrindo com malícia ao se afastar.

Ah, ele era tudo de que os pais chatos dela sempre tentaram a afastar, só faltava usar drogas ou fazer parte de uma gangue, mas, de resto, Gaara era com certeza o que se classificaria como “proibido”, e, uau, ela o amava ainda mais por isso.

Esse foi o erro de seus pais, nunca lhe ter dito que o proibido era uma opção, que ele também estava ali para poder ser escolhido, e que a vida era muito mais interessante quando se ia por esse caminho.

A porta do quarto estava trancada, como sempre, e ela apenas se abaixou para tirar do cano da bota de salto alto a chave que já era sua. Destrancou a porta, e a recepção não lhe podia ser melhor...

Conhecia a garota que Gaara beijava sobre sua cama, já a havia visto mais de uma vez pela boate, sempre tímida e recolhida, escondida atrás da figura protetora do primo. Havia sido escolha dela, ideia dela, queria fazer com Hinata o que Gaara tinha feito consigo, raptá-la do mundo cor de rosa, introduzir mais cores na vidinha chata que certamente ela levava.

Entrou no quarto e trancou a porta. Gaara ainda estava com o coturno negro e a calça justa com correntes penduradas, apenas o tronco estava nu, revelando a pele clara coberta por tatuagens tribais e os músculos bem trabalhados. Ele estava sobre o corpo de Hinata, entre as pernas dela. A garota ainda estava vestida infelizmente, apenas a camisa branca de botões havia sido aberta, revelando o sutiã branco com pequenos detalhes rosa. A saia até os joelhos era levantada aos poucos pelas mãos ousadas de Gaara, elas apertavam as coxas da garota com gosto, com a vontade que Ino tinha de fazer!

O barulho da porta sendo fechada chamou a atenção deles. Gaara não se assustou, afinal, já a esperava, mas Hinata arregalou os olhos perolados de menina inocente e tentou fechar a camisa. Enquanto tirava as botas que calçava, Ino percebeu o rosto da garota ficar cada vez mais vermelho, as palavras não saíam de sua pequena boca e os lábios rosados tremiam, como se tentassem dizer algo coerente ao se sentar. Olhou para Gaara, os olhos verdes do namorado traziam a costumeira sensação de perigo, de diversão, e ele entendeu que deveria acalmar Hinata quando ela pareceu envergonhada e nervosa demais.

— Sh... calma — ele sussurrou, a mão acariciando o rosto dela enquanto a boca ia até o ouvido sem pressa. — Ela é a Ino, lembra-se dela? Minha namorada. Ela queria te conhecer...

Hinata arregalou os olhos claros e se afastou incrédula para o encarar em choque.

— Me conhecer? — ela gaguejou, envergonhada, e olhou para Ino.

— Só se você deixar, é claro. — Ino mordeu o lábio inferior, e viu Gaara deixar uma trilha de beijos suaves pelo pescoço de Hinata. A garota parecia se acalmar com aquilo, e Ino sabia muito bem o motivo: Gaara era como um anestésico, uma maldita morfina, quente, confortável, um porto seguro de prazer.

— Você quer... — Hinata não conseguiu terminar a frase, a ideia parecendo absurda demais para que completasse sem que a vergonha a fizesse sufocar.

— Ela quer o que eu quero, o que você quer — Gaara sussurrou e virou o rosto dela para si, lambendo-lhe os lábios rosados antes de sugá-los. — Ela quer enfiar a língua na sua boca, como eu fiz, quer te tocar, beijar e lamber cada parte do seu corpo só para ver você gemer, sentir você molhada, tão molhada que eu vou entrar em você tão fácil que vou começar a meter até que você não consiga pensar em outra coisa que não seja gozar. — Ino suspirou, vendo Hinata fechar os olhos e esfregar discretamente uma perna na outra. — É isso que queremos, e você, Hinata? Quer voltar para casa para ouvir seu pai e seu primo falarem merda para você enquanto você sabe que seu priminho é só fachada e dá praticamente todo o dia pro Naruto e pro Sasuke lá embaixo ou quer rir da cara deles enquanto goza mais vezes do que pode contar? A escolha é sua, princesa.

— Você pode dizer não, Hinata — Ino falou, atraindo a atenção da outra à medida que descia as alças do vestido preto e o deixava cair pelo corpo. — A qualquer momento, quando quiser parar, mas eu te garanto que valerá a pena...

Hinata respirou fundo, observando Ino atentamente. Ela era linda, talvez a mulher mais bonita que já tinha visto. O cabelo loiro estava solto e caía até as costas, os olhos azuis eram delineados por lápis preto e sombra dourada, e o corpo... era o tipo de corpo que você gostaria de tocar, de saber como se moldaria ao seu, qual a sensação de tocar a pele.

Gaara percebeu o modo como a respiração de Hinata acelerou, podia ver o peito dela subindo e descendo.

— Do que você tem medo? — ele sussurrou ao beijar-lhe o rosto. — De gostar? Do que vão dizer? De descobrirem? Ou é apenas do desconhecido? Ninguém aqui vai espalhar isso, não somos adolescentes, Hinata, só saberão se você contar. — A mão dele deslizou pelo colo dela, os dedos escorregando pelo vão que a camisa aberta tinha, separando ainda mais o tecido e fazendo Hinata arfar. — Precisa se decidir. Se disser não, Naruto a levará para casa e ninguém saberá de nada, eu juro... Confia em mim, não confia?

Ino se aproximou da cama de casal, do lado contrário onde Gaara estava, deixando Hinata entre eles. Percebeu que a garota a seguia com o olhar, medrosa, mas havia desejo nos olhos dela, na forma como mordiscava o lábio, insegura. Ajoelhou-se, deixando que Hinata olhasse seu corpo, o sutiã e a calcinha fina chamando a atenção e fazendo-a corar. Engatinhou até ela, Gaara sorriu, ladino, e virou o corpo de Hinata sutilmente, segurando-lhe o queixo na direção de Ino, que parou, a cabeça a centímetros da outra, os lábios abertos próximos uns dos outros, o ar de uma entrando e saindo da boca da outra.

Ino sorriu, selou os lábios de forma doce e breve, os olhos azuis semicerrados assim como os de Hinata. Não se moveu mais que isso, deixou que Hinata tomasse coragem aos poucos, respirando o ar que saía de sua boca e avançando lentamente para encostar os lábios sempre que se afastavam. Breves e doces contatos, com um pouco do gosto da bebida que Ino tinha tomado antes e um pouco do que ainda sobrara do gloss de Hinata.

Gaara afastou o cabelo escuro e longo de Hinata do colo e o colocou para trás a fim de expor-lhe o pescoço. Mordeu de leve, os dentes rasparam na pele clara, e um gemido contido escapou dos lábios dela direto para os de Ino. Ele a segurou pela cintura, a mão brincando agora com o limite da saia enquanto as de Hinata se elevavam, trêmulas, até o rosto de Ino. Mordeu o lábio, Ino o olhava de canto, um sorriso malicioso no rosto enquanto beijava Hinata e se ajoelhava de frente a ela para começar a descer a camisa de Hinata pelos ombros.

Gaara ajoelhou atrás de Hinata, as mãos na cintura dela fizeram com que ela o acompanhasse e ajoelhasse também, de frente à Ino. Colou o quadril ao dela, suspirou, próximo ao pescoço, e deixou que os dedos brincassem com a pele exposta dos ombros de Hinata à medida que Ino conseguia descer-lhe a camisa.

Entendia por que Ino desejava Hinata, ele mesmo admitia que a garota era bonita, atraente, embora a inocência dela não o agradasse tanto. Ela não era como Ino, sua namorada antes era ingênua, mas não inocente, Ino era apenas ignorante a respeito do mundo real, presa num castelo de boneca, mas com coragem o suficiente para sair dele por livre e espontânea vontade e fugir com um plebeu qualquer. Já Hinata, se fosse para sair do castelo, tinha que ser primeiramente encurralada.

Hinata sentiu a diferença de temperatura quando Ino removeu por completo a camisa, mas não abriu os olhos, a coragem (pouca) evaporaria se o fizesse, e ela estava gostando de sentir a boca de Ino contra a sua. Era delicado, diferente da de Gaara, era um toque sedutor, lento, mas que a embalava como um feitiço. O corpo de Gaara atrás parecia um escudo, como se ele lhe oferecesse a proteção necessária para que ela pudesse sair dos trilhos e ser dona de suas decisões ao menos uma vez. Estava excitada, e nunca que vocalizaria isso, mas como era delicioso sentir a ereção dele contra sua calcinha, por baixo da saia que ela não sabia nem quando ele havia levantado. As mãos quentes estavam em sua barriga, apertavam seus seios cobertos pelo sutiã com vontade, puxando-a para baixo e a fazendo rebolar sobre o membro endurecido.

Ino sorriu, Hinata sentiu contra seus lábios o sorriso dela e não resistiu ao abrir os olhos. Ino chupou-lhe o lábio inferior enquanto a encarava, os olhos azuis brilhavam em diversão, atrevimento, e Hinata arfou quando os dedos de Gaara contornaram-lhe o queixo e fizeram com que erguesse a cabeça em direção ao teto. A boca de Ino não demorou a descer por seu pescoço, e ela gemeu enquanto o corpo se contraía, buscando apoio no de Gaara.

A risada rouca dele a fez fechar os olhos e morder o lábio inferior.

— Ela é sensível nessa parte — ele segredou a Ino, apenas para ver a namorada sorrir antes de voltar a chupar a pele com mais intensidade.

Hinata estava praticamente sentada no colo de Gaara, apoiada por completo no tórax dele e exposta à Ino. E era como um jogo, um jogo que avançava peça a peça. As mãos de Gaara tocavam aquilo por onde logo Ino correria os lábios, e Hinata desistira de conter os gemidos quando o sutiã caiu na cama entre elas.

Por um momento, olharam-se. Ino se pôs de joelhos e se aproximou, os dedos enrolando as mechas do cabelo de Hinata, afastando-as do rosto para que pudesse admirar ainda mais o vermelho das bochechas, a inocência perdida dos olhos claros, o prazer em um quadro tão belo. Arrastou a boca sobre a dela, a língua acariciou o lábio inferior de um canto ao outro até que Hinata a exigisse para si por vontade própria.

Apertou os seios dela ao se separar do beijo, mantendo o lábio entre os dentes enquanto a via abrir a boca em surpresa. Gaara observou-as, entretido demais para interromper, mas desperto pelo delicioso rebolar em seu colo. Enquanto Ino descia novamente os beijos pelo corpo de Hinata, ele aproveitou-se para virar o rosto dela para o lado e cobrar sua dose de atenção.

Dessa vez, ela o beijava sem freios, como se lhe pedisse fogo, como se pedisse para que eles a incendiassem como nunca tinham lhe feito antes. Havia gula na forma como a beijava, fome por poder tocá-la, por apertar-lhe os seios e sentir o calor da boca de Ino entre seus dedos pedindo-lhe espaço, o que ele não pensou duas vezes antes de conceder.

Se pudesse, gravaria aquilo. Ah, sim, adoraria poder assistir enquanto fumava, seria excitante bater uma com um vídeo desses, mas Hinata ainda era inocente demais para que pudesse sugerir isso sem assustá-la. Se ela soubesse quantos vídeos ele tinha de Ino, quantas vezes a namorada havia deixado se filmar... tinha certeza de que Hinata adoraria assistir Ino o cavalgando, ah, sim, ela fazia isso muito bem, era hipnotizante como os quadris se chocavam, a forma como ela rebolava e então sorria para a câmera, provocante.

A língua de Ino passou por seus dedos, e ele aproveitou para enfiar dois dentro da boca quente. Ino entendeu logo o que ele faria e soltou os dedos com um audível estalo que chamou a atenção de Hinata para ela novamente.

— Seus seios são sensíveis, Hina? — ela perguntou ao deslizar o indicar pelo bico eriçado e apertá-lo.

Hinata arfou, sentia o corpo febril, cada toque de Ino multiplicava-se de intensidade e a língua de Gaara se arrastando em seu pescoço enquanto uma das mãos dele mantinha-se em seu cabelo, puxando-o para o lado com firmeza, faziam-na fechar os olhos e gemer.

Ino riu, e os lábios envolveram o mamilo de Hinata enquanto os olhos se mantinham atentos à expressão de prazer dela. Saboreou-o e então a boca pediu por mais, os dentes arrastaram-se pelo seio farto enquanto a língua lambia o bico. As mãos apertaram os seios, mantiveram-nos unidos enquanto a boca de revezava-se, chupando, apertando os mamilos entre os dedos enquanto Gaara mantinha Hinata no lugar, sorrindo malicioso por quão sensível ela era.

— Eu aposto que você está pingando já — Gaara sussurrou e mordeu o lóbulo da orelha dela, e a sentiu tremer em seus braços. — Me diga, quão molhada você está, Hinata? Hum? Fala para mim...

Ino chupou mais forte, a língua percorreu o vale entre os seios e subiu em direção ao queixo, que beijou antes da boca de Hinata se encontrar com a sua. Arrastou os lábios pela face delicada, parou-os colados ao ouvido dela enquanto soltava o próprio sutiã.

— Não vai dizer, Hina? — perguntou e segurou as mãos dela, guiando-as aos próprios seios. — Não te excitei? Não te deixei molhada o suficiente para você manchar a calça de Gaara enquanto se esfregava nele?

Hinata abaixou o rosto, Ino sugava-lhe o lóbulo da orelha enquanto Gaara mordia a outra, e ela não percebeu quando parou de se apoiar no tórax de Gaara para acariciar timidamente o corpo de Ino.

Ino sorriu, afastou-se um pouco, e Hinata se inclinou para acompanhá-la, as mãos presas por Ino contra os seios dela, fazendo com que os apertasse até que ela própria tomasse a atitude. Os dedos de Ino afastaram seus cabelos das costas, a mão se fechou rente a nuca, e Ino lhe piscou.

— Você pode chupar à vontade... e com força se quiser.

Hinata corou, mas Ino só precisou direcionar sua cabeça para que ela abrisse a boca e recebesse o seio entre os lábios.

— Mas, como você não nos respondeu, Gaara vai ter que checar como você está, tudo bem?

Hinata arregalou os olhos, e um arrepio a fez gemer abafado quando se percebeu fora do colo de Gaara. Suas mãos estavam apoiadas agora nos ombros de Ino, a cabeça repousada entre os seios dela enquanto olhava para trás e via Gaara levantar-lhe a saia e fazê-la inclinar o quadril. Segurou-se com mais força nos ombros de Ino e mordeu o lábio quando as mãos dele apertaram suas nádegas e se arrastaram pelas bandas levando junto a calcinha até que a jogasse em alguma parte esquecida do quarto.

A mão dele já estava entre suas pernas antes que a ideia de as fechar pudesse se concretizar, e ela gemeu por sentir a facilidade com que os dedos dele deslizavam por entre os grandes lábios.

— Ah.. eu... isso é... — Ela arfou.

— É bom — Ino completou e a beijou breve. — É gostoso, é prazer, é o que seu corpo quer e o que a sua mente fantasia... Abre as pernas, vamos... deixe ele ver, deve ser uma visão linda... você consegue imaginar? — sussurrou antes de beijá-la de novo. — Eu aposto que ele quer te foder agora... — Riu e espiou os olhos predatórios do namorado. — Ah, eu tenho certeza que ele quer...

Gaara sorriu, as mãos seguraram as pernas de Hinata separadas enquanto ele beijava a pele das nádegas.

— Você tem dúvida? — ele mordeu de leve o lugar. — Mas quero comer ela primeiro de outra forma...

Hinata sentiu a movimentação na cama, mas só entendeu ao que ele se referia quando a boca quente tomou-lhe a intimidade sem hesitação. As pernas fraquejaram, abriram-se, e o corpo fez exatamente o que Gaara desejava. Deitado de costas na cama, entre as pernas dela e logo abaixo da úmida fonte de prazer, ele percorreu com a língua do clitóris à vagina, penetrando-a devagar enquanto ouvia Hinata gemer alto.

As mãos apertaram os quadris dela, com força, a excitação dela em sua boca enquanto a língua tratava de acariciar cada pequena área à disposição. Ino deveria estar se divertindo, ela adorava observar a expressão das pessoas quando se perdiam e deixavam o prazer domar a razão, e Hinata, ele admitia, tinha uma expressão adorável.

Hinata rebolava, inconscientemente, o atrito da língua contra o clitóris a fazia suspirar e gemer, buscando por mais enquanto beijava Ino como se a boca dela pudesse acalmar a corrente elétrica que percorria seu corpo. Desconhecia aquela sensação, desconhecia cada suspiro que escapava de si e o tom choroso e carente de sua voz. Mas isso parecia agradar Ino, os olhos dela brilhavam em luxúria cada vez que gemia entre os lábios dela, e isso atraía suas mãos, que, de repente, perderam a vergonha em lhe explorar o corpo, apertar a carne, puxá-la para si.

Queria mais, queria o calor, queria o riso debochado, o sorriso sacana, a maciez da pele, o cheiro doce do perfume, tudo!

— Ah, isso, Hina, isso mesmo — Ino beijou seu rosto e então sua boca quando ela perdeu o controle do corpo e começou a rebolar menos contida sobre Gaara. — Goza na boca dele, vai, deixa vir... goza, e eu aposto que ele vai engolir até a última gota.

— Ah... mais... — sussurrou ao tentar abrir mais as pernas em busca de contato.

— Mais? — Ino mordeu os lábios e puxou os cabelos de Hinata para trás. — Não se preocupe, querida, a gente só está começando... eu te garanto.

— Gaara.. eu...

— Apoia em mim, Hina — Ino colou o peito ao dela, fazendo Hinata deixar o peso sobre si. — Assim mesmo...

Gaara circundou o clitóris, a língua o envolvendo em movimentos repetitivos enquanto um dos dedos deslizava pra dentro de Hinata. O gemido lânguido dela fez seu membro pulsar dolorido, o calor de dentro dela também não ajudou muito a se controlar e a mão livre abriu de vez o fecho da calça e trouxe a ereção para fora.

As pernas dela tremiam, podia sentir, a lubrificação escorria por seus dedos e boca, e a inconstância no modo como ela buscasse por sua língua o fez prever o clímax. Retirou o dedo com cuidado e segurou as coxas grossas, sugou-a, a boca tão unida à intimidade dela que era capaz de senti-la pulsar contra seus lábios.

Hinata choramingou, a voz manhosa perdeu-se em palavras desconexas enquanto o corpo era tomado por uma onda violenta de prazer. As pernas perderam a força e cederam como pilares frágeis, as borboletas, que antes ela achava que somente podiam existir em sua barriga, alçaram voo por todo o corpo, até mesmo na mente, que se afogou naquela sensação e permitiu-se não pensar em nada enquanto o orgasmo a abatia.

Ela apertou os ombros de Ino, escondeu o rosto na curva do pescoço dela enquanto era o nome do namorado dela que chamava de forma tão obscena. Ino a amparou enquanto via Gaara se ajoelhar atrás de Hinata e limpar a boca com as costas da mão.

— Foi bom? — Ino brincou com as mechas da nuca dela, e Hinata soltou um riso tímido e ébrio.

— Isso com certeza é um sim — Gaara comentou e se inclinou para beijar as costas de Hinata e subir até a nuca. — Quer tentar fazer igual, princesa?

Ino sorriu de repente, e Hinata virou para trás para olhá-lo, assustada.

— Eu? — Arregalou os olhos. — Mas eu... não...

— Eu te ensino. — Ele a segurou pela nuca enquanto Ino se afastava, virou-a para si e permitiu-se admirá-la por completo. — Não é tão difícil, e Ino merece um pouco da diversão também, não acha?

Gaara olhou para namorada deitada na cama, Hinata espiou por sobre o ombro e prendeu a respiração quando a viu abrir as pernas e estender a mão.

— Eu nunca... — Ela engoliu em seco.

— Ah, a gente sabe — Gaara riu, rouco, e eles assistiram juntos enquanto Ino abaixava a calcinha pelas pernas e então voltava a abri-las. Os dedos da mão direita passaram pelo ventre e desceram contornando os grandes lábios para então separá-los. — Mas, se ela ficou molhada assim só com você gemendo e beijando ela, não vai ser difícil como pensa.

Hinata encarou o corpo nu na cama, o coração acelerou à medida que Gaara a fazia se ajoelhar entre as pernas de Ino, e ela mordeu o lábio quando suas próprias mãos mostraram-se curiosas por passar pelas coxas e timidamente pelos grandes lábios. Os olhos presos em Ino captaram o suspirar mais profundo que ela deu, e Gaara sussurrou em seu ouvido:

— Pode começar por outra parte se isso te ajuda.

Ajudava, muito, e Ino pareceu ler isso em sua expressão porque a puxou para se deitar sobre ela. O beijo não foi gentil, lembrava a forma como Gaara a tinha beijado, e ela sentiu a saia finalmente sendo tirada de seu corpo enquanto se entregava a Ino.

Gaara saiu da cama por um momento, caminhou até o criado mudo e jogou na cama os preservativos. Retirou o resto da roupa enquanto via Hinata finalmente descer a boca, ávida, pela barriga de Ino. A namorada o encarou, os olhos azuis o devorando e parando sobre a ereção em sua mão. Subiu na cama e ajoelhou-se ao lado da cabeça dela, acariciando-lhe o rosto antes de segurá-la pela nuca. Percebeu a atenção de Hinata sobre eles e guiou o membro ereto pela boca de Ino enquanto Hinata arregalava os olhos.

— Ah... — Fechou os olhos, a boca quente arrastava-se pelo comprimento devagar, a pressão dos lábios o fazendo gemer enquanto ditava o ritmo, já que ele sabia que, quando Hinata começasse a chupar Ino, ela não teria mais como controlar a felação. Lambeu os lábios ao olhar para Hinata enfim. — Tente fazer o que fiz com você, e ela gosta que use os dedos também, coloque um e mova para cima, vai achar um ponto bem sensível e não vai ter dúvida de que está fazendo certo.

Ino gemeu de antecipação quando a respiração quente de Hinata se chocou contra seu ventre, a boca delicada arrastou-se pela pele até parar sobre o clitóris, e ela fechou os olhos e segurou-se nos lençóis e na coxa de Gaara quando a língua envolveu o pequeno ponto de prazer. A boca ocupada a impedia de gemer como queria, mas sabia que Gaara tinha feito de propósito, podia ouvi-lo gemer mais grave quando a vibração de sua boca percorria o pênis. Abriu mais as pernas, e sua mão foi até o cabelo de Hinata, segurando-o enquanto agradecia aos céus pela vergonha que ela perdia gradualmente.

Hinata chupava os lábios e deslizava a língua do clitóris à vagina, espalhando a lubrificação. Sentia o couro cabeludo arder um pouco com os puxões que Ino dava, mas gostava, era um incentivo, um marcador de que fazia certo embora não estivesse raciocinando muito. Os gemidos de Gaara a excitavam, espiava-o, assistia com prazer enquanto ele se arremetia contra a boca de Ino, quando jogava a cabeça para trás para rir malicioso ou quando se retirava por completo para beijá-la com brutalidade. E, foi durante um desses beijos que ela deslizou um dedo para dentro de Ino.

Ino gemeu e partiu o beijou para tomar fôlego.

— Mova para cima, princesa, e não pare de chupar — Gaara explicou e segurou as mãos de Ino sobre a cabeça dela enquanto voltava a beijá-la.

Como ele havia dito, não houve dúvida quando ela conseguiu atingir o ponto a que ele tinha se referido. Hinata viu Ino arquear as costas, o gemido dela foi alto, e as pernas tencionaram se fechar.

— Gaara... Gaara, me dá... — ouviu-a suplicar, e só entendeu a que ela se referia quando os gemidos voltaram a ser abafados enquanto Gaara estocava a boca de Ino continuamente.

Ino fechou os olhos, não tinha mais como a mente acompanhar as sensações. Com um barulho estalado, soltou a ereção de Gaara, a língua envolvendo a glande enquanto direcionava um olhar sugestivo dele para Hinata. Apoiou-se nos cotovelos, a respiração acelerada e o lábio machucado pela forma como agora o mordia. Gaara se aproximou de Hinata, e Ino a viu acompanhar atentamente a movimentação dele.

Era um belo contraste, a boneca de porcelana e o marginal... e Ino queria, demais, vê-lo partindo aquele frágil material que escondia quem Hinata poderia vir a ser. Viu Gaara posicionar-se atrás de Hinata, o olhar luxurioso dele entregava o desejo de prosseguir, e ela não o culpava, ter a doce e inocente Hinata de quatro, com o quadril empinado em sua direção, enquanto chupava com empenho outra mulher deveria ser uma visão que poucos teriam na vida.

Gaara arrastou as mãos pelas coxas de Hinata, a pele dela se arrepiou, e ela parou de dedicar-se a Ino para o olhar. Os lábios vermelhos, o rosto corado, a ansiedade e o prazer misturados na face... colou o quadril ao dela, sem a penetrar, a mordeu das costas aos ombros, as mãos fazendo questão de apertar a cintura e então os seios enquanto simulava a penetração, podendo já sentir a umidade dela.

Ino apoiou um pouco as costas na cabeceira, as mãos seguraram as de Hinata, fazendo-a engatinhar até si enquanto Gaara vestia um dos preservativos. Ino a beijou, roubando o próprio gosto dos lábios castos, e então prendeu a mão nos cabelos dela.

— Continue — Ino pediu, e Hinata hesitou, Gaara chupava seu pescoço, o membro esfregando-se entre suas nádegas enquanto ela gemia e tentava raciocinar.

— Você não quer? — ele sussurrou antes que a língua encontrasse com a de Ino em meio ao beijo que ela trocava com Hinata.

— Duvido que não queira — Ino provocou, e Hinata gemeu ao se segurar nela quando sentiu os dedos a pressionarem seu clitóris. — Você quer parar, Hina?

— Não...

— Ótimo, porque... — Gaara riu e desceu a mão pela coluna dela, acompanhando com o corpo enquanto ela se abaixava e inclinava o quadril. — eu to louco para meter em você...

Ino sorriu, a língua de Gaara deixou um rastro pelas costas nuas de Hinata à medida que ele se afastava, mordeu o lábio de antecipação quando ele se ajoelhou atrás dela e direcionou o membro...

Gaara achava certa graça em como a namorada apreciava, demais, assisti-lo. Ino acompanhava cada movimento, parecia se excitar com cada toque no corpo alheio, e então ele não se surpreendeu ao olhar para ela e vê-la aguardar, impacientemente, ele foder Hinata. E imaginar que ela também já tinha sido tão ingênua...

Viu Hinata passar os braços por baixo das pernas abertas de Ino, que voltava a gemer com o oral. Penetrou-a, devagar, mas com firmeza, até o fundo. Balançou a cabeça, incrédulo, e as unhas curtas arranharam a lateral do corpo dela.

— Puta merda ­— gemeu rouco e se retirou para poder arremeter-se de novo enquanto o corpo vibrava, a ereção pulsava, e o que quer que fosse de controle sumia. — Você tinha razão, Ino, ela é... fodidamente... apertada...

Hinata apertou as coxas de Ino, a cabeça acabou tombando para o lado em busca de apoio à medida que o corpo sacudia com as investidas. O volume em seu interior a fazia fechar os olhos com força, o barulho dos corpos se chocando era tão bom que ela empinava mais o quadril para obtê-lo mais e mais, e a voz... quando aprendera a gemer daquele jeito? Sentia vergonha, mas toda vez que tinha vontade de conter os gemidos ou esconder o rosto, Ino puxava seu cabelo com delicadeza, fazendo com que a encarasse, com que não pudesse fugir enquanto o corpo todo entregava o quão fundo tinha mergulhado naquele prazer.

— Mais? — Ino perguntou com um sorriso de canto quando Hinata tentou lhe dizer alguma coisa, interrompida pelos próprios gemidos. — Mais o quê? Mais rápido? Mais forte? Hum?

Hinata mordeu o lábio e choramingou. Ino olhou para Gaara, o suor descia pelo pescoço dele, o cabelo ruivo estava um caos, e os olhos verdes escondiam-se atrás da névoa de prazer que ela tão bem conhecia.

— Mais... — Hinata soluçou após gemer, Gaara atingia algum lugar nela que ela nem ao menos sabia que existia, mas, céus!, era tão bom... — Rápido...

— Ouviu, Gaara?

Ele sorriu sacana ao se retirar de Hinata, e ela não soube como, mas no segundo seguinte ele a havia virado e deitado de costas na cama. O peso do corpo dele contra o seu era perfeito, suas mãos não demoraram a acariciar os braços tatuados, a perderem-se entre os fios ruivos, enquanto a boca dele devorava a sua e o membro voltava a penetrá-la.

— Forte... — ela pediu, e ele riu com gosto ao se apoiar nos braços.

— Parece que você não é tão boneca assim no fim das contas — debochou e ergueu parcialmente o tronco quando Ino o empurrou para poder beijar Hinata.

Hinata arranhou a nuca dela sem querer, mas a afobação não a deixava agir direito. Queria sentir Ino, precisava da boca dela por seu corpo enquanto Gaara movia-se com força para dentro de si. Os dentes de Ino em seu pescoço a fizeram chamar alto pelo nome dela, mas nada se comparou à corrente que lhe invadiu quando seus seios foram, pela segunda vez, alvos da outra.

— Mais forte, Gaara — Ino mandou quando percebeu os tremores no corpo de Hinata, os olhos lacrimejados, e as mãos dela agarrando-se nos lençóis em busca do equilíbrio que eles faziam questão de roubar.

E ele fez, fechando os olhos por sentir talvez o mesmo que Hinata, o ápice estava perto, tão perto que a única vontade era de largar tudo, qualquer amarra, qualquer controle, qualquer pensamento, qualquer coisa que ainda o fizesse hesitar contra o corpo ligado ao seu. Viu Ino lamber os dedos, e ele sentiu seu membro ser ainda mais apertado quando ela começou a masturbar Hinata e a chupar-lhe os seios enquanto ele a estocava.

Hinata arregalou os olhos ao jogar a cabeça para trás, a boca se abriu em um grito mudo enquanto o corpo arqueava, sobrecarregado pelas sensações que a invadiam de diferentes formas e fontes até que colapsou, uma queima inevitável no sistema central...

Ino a beijou, afastando-se um pouco para que Gaara pudesse voltar a apoiar um dos braços na cama. Não demorou para que ela e Hinata assistissem ao orgasmo dele, o tom rouco da voz as fez sorrir e a expressão deliciada fez Ino ter certeza de que havia escolhido corretamente a companhia da vez. Ele caiu sobre Hinata, e ela o observou com a mesma admiração que Ino na primeira vez deles. Gaara a beijou mais calmo, chupando-lhe o lábio inferior antes de sair do corpo dela e jogar a camisinha no lixo ao lado da cama.

— Cansada? — Ino sussurrou para Hinata, que piscou sonolenta. — Fique acordada, vai ser divertido assistir o resto.

Gaara sentou-se do lado oposto da cama e pegou no ar a camisinha que Ino havia arremessado.

— Pode continuar sentado — ela mandou, e Gaara não precisou se tocar muito para ficar ereto de novo, não com Ino engatinhando na cama em sua direção e passando as pernas por fora das suas, pronta para sentar em seu colo. — Eu ainda não gozei, amor...

— A culpa é desse seu vouyerismo — ele provocou ao deslizar a camisinha pelo membro.

Ela riu e apoiou-se nos ombros dele, as mãos quentes passavam por suas costas e desciam pela cintura e quadris, erguendo-a para que ele encaixasse a ereção nela. Gaara gostava de senti-la, cada parte, marcar todo espaço livre da pele, seja com a boca seja com o aperto das mãos. Beijou-lhe o colo e subiu para a boca dela no exato momento em que a fez descer de uma única vez em seu membro.

— Ah! — As unhas dela desceram pelos braços dele, nada com que já não estivesse acostumado. Ela o segurou pela nuca, os dedos firmes em seu cabelo enquanto rebolava.

— Você não tem vergonha? — ele provocou, roubando da boca semiaberta os gemidos em breves beijos. — Como pode ficar tão molhada apenas assistindo? Hum?

— Você fala isso porque não pode ver como fica bonito fodendo.. Ah! Gaara...

Ino jogou a cabeça para trás, o corpo subindo e descendo de modo afoito enquanto ela sentia os olhos de Hinata presos nele, atentos a tudo. Sorriu, e a voz vacilou quando Gaara a ajudou a sentar com mais força. Estava sensível, o corpo ardia, como se finalmente pudesse libertar todo o desejo que ela tinha acumulado enquanto os assistia.

E ela amava isso. Gaara a tinha apresentado outro mundo, outra forma de viver, e ela já não se via fora daquela rotina. Além disso, ele a entendia, lia fácil todos os seus desejos e não hesitava em colocá-los em prática quando ela lhe pedia… Ele era liberdade, e, como um vício, ela já não conseguia abrir mão de tal sensação. Amava-o e amava mais ainda a bagunça que ele proporcionava à sua vida.

Empurrou Gaara, deitando-o, apoiou as mãos no peito dele, sobre as tatuagens, e mordiscou o sorriso pervertido que ele lhe dirigia. Rebolou, sentia o atrito do clitóris com a pele dele, o membro pulsando em seu interior, o calor do corpo sob o seu. Subiu e desceu com força, as mãos de Gaara em seu quadril a ajudavam, e ela choramingou enquanto sentia as pernas tremerem.

Ele lhe sorria, o típico sorriso cafajeste de quando podia a observar daquela forma. E como não sorrir? Ino estaria louca se não soubesse o quanto ele amava vê-la quicando sobre si, só um cego não perderia a cabeça com o balançar dos seios, com os cabelos loiros bagunçados,jogados para o lado, enquanto a pele brilhava denunciando o suor. Ino era mulher demais, ele sempre soubera disso, desde o momento em que a viu, reclusa na frágil bolha de proteção que os pais achavam que a esconderia do mundo, de pessoas como ele. Só se esqueceram de considerar que não existe essa de lobo mal quando a chapeuzinho vermelho não é lá a definição de donzela pura e inocente.

O corpo dela o apertava, podia sentir cada parte dela o sugando, exigindo de si mais, sempre mais, de seu limite. A vontade que tinha era de tocá-la, puxá-la para si e esfregar o corpo ao dela sob o seu, mas não era ele que dava as cartas, não quando ela parecia estar aproveitando tanto…

— Gaara… — Ela mordeu os lábios ao revirar os olhos.

Dobrou as pernas, e Ino gemeu alto, rindo ao conseguir melhor apoio e poder ir mais rápido. Segurou a cintura dela, empurrou-a firme contra sua ereção, o prazer o fazendo querer mais fundo, mais rápido.

— Ah, isso… — Ino jogou a cabeça para os lados e a respiração falhou à medida que Gaara a penetrava.— Eu vou gozar... — choramingou, e Gaara a segurou melhor, aumentando a intensidade das investidas, enquanto as mãos dela já não conseguiam sustentar direito o corpo.

Hinata suspirou, não conseguia desviar os olhos de Ino, do modo como ela cavalgava Gaara e como eles gemiam, absortos tão um no outro que Hinata conseguiu ver Gaara sorrir satisfeito segundos antes de Ino arranhá-lo enquanto tombava para frente e gozava com o rosto escondido na curva do pescoço dele. Ele a apertou, os gemidos dela depositados próximos ao seu ouvido arrepiaram a pele e mimaram o ego. Uma pequena dose de possessividade, que só se manifestava em momentos específicos, o fez mantê-la ali enquanto o corpo dela apreciava o orgasmo, e a expressão que ela fazia ao atingi-lo pertencia somente a ele.

Ela beijou o pescoço dele, manhosa, repetidas vezes, e Gaara a acompanhou segundos depois, e Ino não perdeu a oportunidade de apoiar-se no peito dele para observar quando o nirvana se deixou ser alcançando uma segunda vez pelo namorado. Ela sorriu, satisfeita, e retirou o cabelo úmido que caía sobre os olhos dele. Encararam-se, riram, beijaram-se, como se tragassem lentamente o ar um do outro. Por fim, olharam para Hinata que os observava hipnotizada.

— Vou tomar banho primeiro — ele falou a Ino. — Divirta-se com ela se ainda tiverem energia.

Ela riu e concordou, embora duvidasse que Hinata pudesse fazer algo a não ser dormir; a contragosto, saiu de cima dele, deitou-se ao lado de Hinata e sorriu sapeca para a garota.

— Valeu a pena ficar? — perguntou, animada, os olhos ainda admirando o corpo desnudo à sua frente.

Hinata riu e abraçou o travesseiro. Observou Gaara caminhar pelo quarto sem vergonha alguma e entrar no banheiro e então aproximou-se de Ino.

— Depende... — respondeu, e Ino franziu o cenho confusa.

— De quê?

Hinata sorriu e corou.

— Quando podemos repetir?


April 24, 2018, 11:41 p.m. 10 Report Embed 9
The End

Meet the author

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

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Post!
Kushina Namikaze Kushina Namikaze
Não
April 9, 2019, 1:17 p.m.

HikariNoHime Writer HikariNoHime Writer
Confesso que não grande fã de threesome, ainda mais quando tem mais uma pessoa com o OTP (porque você, Alice, conseguiu fazer de GaaIno meu segundo OTP de Naruto), mas essa fanfic foi maravilhosa de ler. Eu sempre amei o seu estilo de narração, sempre deixa tudo tão claro na minha cabeça e mais parece que estou assistindo e não lendo a história. Isso é uma coisa maravilhosa ♥ Eu não esperava que a Hina fosse realmente se soltar tanto, mas eu adorei como mesmo isso soou natural na sua escrita. E esse final então deu aquele gostinho de quero mais e, sim, eu quero beeeem mais! Eu tô super feliz por ter feito a capa de uma história tão linda. Obrigada por me dar essa chance ♥ Beijinhos de Chocolate ♥
May 2, 2018, 2:07 p.m.

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Oii! Eu mentiria se dissesse que não sou fã hahahaha. Eu amo demais Gaara/Ino, e não sei de onde surgiu esse trio aqui para ser sincera. Ah, eu fico muito, muito mesmo, feliz por saber que curte minha narração, eu quebro a cabeça algumas vezes. Ah, eu gosto tanto de quando a Hinata se solta! É algo que eu acho fofo apesar de ser numa pwp. Muito obrigada pelo comentário! Beijoss May 14, 2018, 6:53 p.m.
Juno Wolf Juno Wolf
Quando comecei a ler a história, admito que tive um bloqueio. Eu tenho um probleminha com gaaino (por que acho o Gaara muito gay, num geral hauehauhs), mas depois peguei o tranco e a leitura ficou agradável. A gente se falou por telefone, e tu me pediu para ser sincera sobre o dirty talking, então, vou seguir o seu pedido e ser sincera; Num geral, para alguém que não gosta e raramente lê, ficou bom. Existem algumas partes que eu não faria (como colocar textos muitos longos em dt, por que fica cansativo e um pouco cômico), mas, tirando isso, ficou bem legal. Gostei muito da relação que se formou entre a hina e a Ino (por que particularmente gosto muito delas juntas), e, apesar de não ler hentai e não gostar de Gaaino, eu curti bastante e não foi difícil me afeiçoar a eles na sua história. Eu gosto muito da forma como você descreve as sensações e de como se comunica com os personagens, e isso, num geral, faz com que eu sinta vontade de ler as suas histórias :)
April 29, 2018, 11:39 p.m.

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Olá, moça! Jura? Eu tenho o problema contrário, o Gaara é muito hétero para mim hahahaha A Clara Agnes foi a única que conseguiu quebrar essa minha visão com Protocolo com o GaaNaru dela, mas acho que foi a única por enquanto. E eu amo GaaIno, não sei porque ou como, só amo de paixão esses dois. Fico feliz por não ter desistido e ter dado uma chance, obrigada <3 Assim, quando eu digo que não gosto de dt, não é não gostar, é não gostar de ler porque muita gente não sabe mexer com isso, mas eu gosto bastante quando é bem escrito (oi, narasmoker). Eu já escrevi dt antes, tenho umas fics bem pontuais com dt, mas acho que é uma característica minha mesmo não aprofundar tanto o dt porque, quando to escrevendo, prefiro as ações dos personagens às falas. Eu gosto mais de SakuHina, mas acho a Ino diva demais e que combina com todo mundo ;) Muito obrigada pelo comentário, viu? Fico feliz que a fic não tenha ficado ruim e que tenha curtido a história <3 April 30, 2018, 10:48 p.m.
Grid Pudim Grid Pudim
MEUS DEUSES, eu tô no chão com esse Hentai MARAVILHOSO Nossa, eu consegui imaginar tudo hahahahahaahahah e fazia tempo que eu não lia um hentai descente. To ate com calor hahahahahah
April 29, 2018, 7:17 a.m.

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Olá, Grid!! Nossa, esse foi o primeiro threesome com duas mulheres e, uau, como orange é difícil! Fico muito feliz por esse "hentai descente" hahahahaha! Você não sabe como é bom ver que vocês gostaram, até porque foi bem difícil escrever <3 Obrigada pelo comentário. Beijoss April 30, 2018, 10:44 p.m.
Gabriela Garcês Gabriela Garcês
Muito diferente. Nunca tinha lido uma fic assim. No começo pensei em fechar, mas quando vi... Já estava lendo kkk
April 28, 2018, 7:01 p.m.

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Olá! hahahahahaha não sei se fico feliz ou se me pergunto de foi uma boa experiência. Espero que tenha gostado, ainda que tenha pesando em fechar <3 Obrigada pelo comentário, beijoss April 30, 2018, 10:40 p.m.
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