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Co-Autoria: Arifa Lockser Yuri estava totalmente perdido. Foi por acaso que conheceu Otabek. Se envolveram rapidamente e foi impossível não se encantar com a personalidade calma do cazaque. E quando tudo entre ele o outro parecia perfeito, o acaso lhe trouxe Jean. O canadense surgiu como uma tempestade que te arrasta para longe e Yuri não foi capaz de resistir ao seu charme e hiperatividade. Agora ele se encontrava num impasse, pois se sentia completamente e ridiculamente apaixonado por ambos. E nessa sequência de acasos, talvez Yuri pudesse descobrir que nem sempre é preciso fazer uma escolha. Arte da capa: Kawaiilo-ren


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Cafés e Atropelamentos

Yuri havia se mudado há alguns meses e por um bom tempo não se envolveu com ninguém, havia saído de um relacionamento conturbado e jurado a si mesmo que permaneceria solteiro. Manteve-se assim por algum tempo.

Até que numa tarde tediosa de sábado, por acaso, enquanto vagava sem rumo pelo shopping, passou em frente ao uma loja de discos, mas não era uma loja qualquer. Ela era toda retrô, com objetos rústicos, que lembravam os anos dourados, Yuri se encantou pelo local. Quando entrou, se deparou com uma cafeteria muito charmosa e sentiu-se hipnotizado pela atmosfera o ambiente que se encontrava vazio. Enquanto aguardava algum atendente aparecer, rumou até os discos tão raros e escolheu um, correu os olhos pelo local a procura de uma vitrola onde pudesse ouvi-lo, vestiu os fones que a acoplavam e logo a voz de Joan Jett se fez presente em seus ouvidos. Fechou os olhos apreciando o som e se deixou levar em pensamentos.

Se distraiu tanto que não notou o moreno parado atrás do balcão o observando. Otabek queria chamá-lo, perguntar se precisava de ajuda, mas o estranho adorável parecia em outro planeta, de olhos fechados, se embalado pela música. Era uma visão encantadora e o cazaque não ousou interrompê-lo. No entanto, quando o estranho abriu os olhos, sentiu-se vibrar, aqueles olhos tão expressivos, que demonstravam tanta coisa, olhos de soldado, pensou.

Notou que encarava o cliente e desviou o olhar, fingindo uma tosse, voltou a mirar o outro, percebendo que este tinha ruborizado e agora tirava os fones, ajeitando o longo cabelo loiro.

— Precisa de ajuda com algo? - perguntou se aproximando do loiro, que segurava o disco das The Runaways nas mãos, enquanto lia o verso - Oferecemos música boa e cafés.

— Acho que vou querer um café também - o loiro finalmente levantou os olhos, o moreno sentiu-se despido, como se o outro fosse capaz de lê-lo por inteiro. - Essa coleção é muito rara, não tem medo que estraguem?

— Rola aquele medo quando entram alguns adolescentes, mas felizmente, ou infelizmente, eles não têm interesse pelo clássico, eles só vem pelo caça-níquel - apontou para a máquina de jogos de azar antiga no canto da loja dando de ombros, com um sorriso de lado.

— Entendo. É uma pena, embora eu seja um apreciador do pop atual, não há nada como o rock dos anos oitenta.

— Vejo que tem bom gosto - o moreno aproximou-se mais do loiro, colocando-lhe novamente os fones, e dando play em uma nova música.

Ouviu o "Is this the real life?" soar leve nos ouvidos, sentindo os pelos do braço de eriçarem, não sabia dizer se era pela música ou pelo toque suave do moreno em sua nuca, o pingente que havia na pulseira do maior era gelado, e fazia um arrepio percorrer seu corpo. Fechou os olhos e se deixou levar pela voz de Freddie Mercury.

— A melhor música de todos os tempos - disse ainda de olhos fechados - Mammaaaaa uhuuuu I don't wanna die - arriscou-se a cantar...

— Você canta bem!

— Obrigado, eu fiz aulas de canto quando criança. - Yuri retirou os fones e os entregou ao moreno - E aquele café? Acompanha a companhia do gerente? - quando ele tinha ficado tão descarado?

— Está flertando comigo senhor...? - o maior arqueou uma sobrancelha em dúvida, querendo saber o nome do outro.

— Plisetsky, Yuri Plisetsky! - estendeu a mão, e foi cumprimentado devidamente - E depende, o flerte está funcionando?

— Otabek Altin - respondeu sorrindo - Com toda certeza que está senhor Plisetsky.

Não demorou mais que dois cafés para eles descobrirem o gosto em comum pelo clássico, Otabek era calmo. O tempo que passavam juntos era tranquilo e cheio de indiretas, com frases de segundas intenções.

Yuri passou a visitar a loja com mais frequência, sempre sob a desculpa de que havia algo a ser feito no shopping e Otabek sempre acabava por se juntar a ele, fosse para tomar um café e apreciar a torta de frango oferecida pela confeitaria da Praça de alimentação - que havia se tornado a favorita do loiro -, fosse pra ouvir o bom e velho rock antigo.

E durante uma tarde de sábado, quando a loja estava vazia e Otabek havia o levado até o depósito para ajudar com os discos que haviam chegado, Yuri tomou coragem e fez o que queria há vários dias, prensou o moreno contra a parede e o beijou, sabia que ele também queria e, bem, ele estava na "seca" há tempo demais.

Otabek tinha gosto de café forte e bala de menta, como tinha imaginado. As mãos foram para a nuca alheia, sentia o outro passar os dentes e língua por seu pescoço, enquanto invertia as posições, fazendo com que o russo ficasse encostado na parede. As mãos do cazaque apertavam com força sua cintura, como se a qualquer minuto Yuri fosse fugir e ele não o permitiria.

— Preciso ter você, sentir você! - sussurrou em seu ouvido, fazendo com que cada célula do loiro pulsasse em ansiedade.

— Eu estou bem aqui, faça o que quiser - levou as mãos por baixo da camisa, passando-as pelo peitoral, descendo pela barriga, se esgueirando por dentro da calça, para então sentir a ereção melada entre seus dedos - Me fode, Otabek.

— A loja, pode chegar alguém - o cazaque soltava rosnados entre a fala, sentindo-se cada vez mais perdido entre os toques alheios em si.

Yuri sentia o desejo e a adrenalina em serem pegos correr por todo seu corpo, vibrando em ansiedade, desceu os beijos pelo pescoço, subindo até o ouvido de Otabek.

— Você não me quer? - sussurrou sem esperar uma resposta, colocando-se de joelhos, passeando com os lábios pelo abdômen definido do cazaque, as mãos trabalhavam e abrir a calça, que não demorou a ser abaixada, dando ao russo a visão do pênis intumescido, fazendo-o salivar.

Não demorou muito pra passar a língua por toda a extensão, para então abocanhá-lo até onde pode, sentindo bater quase na garganta, uma lágrima escorreu de seus olhos e ele pensou que engasgaria, mas logo as mãos do maior estavam em seus cabelos, estimulando-o a continuar. Os gemidos e rosnados que Otabek soltava, enquanto Yuri o via jogar a cabeça para trás, o deixavam ainda mais ansioso para o que viria. Levou uma mão até as bolas do moreno, enquanto que a outra o masturbava, o maior segurava seus cabelos com força, impulsionando a pelvis pra frente, fodendo a boca do loiro com vontade, Yuri sentiu que Otabek ia gozar logo, então aumentou a velocidade que o masturbava, os grunhidos do moreno tornaram-se mais intensos, assim como sua respiração tornou-se mais pesada, e logo o líquido viscoso jorrou entre os lábios do menor, que foi surpreendido pelo ato, deixando assim que parte do gozo escorresse por seu queixo.

Otabek se segurava na parede atrás se si, sentindo as pernas bambas pelos espasmos que corriam seu corpo, a respiração falhando, Yuri abaixo de si, limpava o canto da boca, e ele não podia parecer mais fodidamente sexy. O cabelo desgrenhado, as maçãs do rosto vermelhas, os olhos nublados de desejo, céus, Otabek queria fodê-lo, e não se importaria de fazê-lo ali, no trabalho.

Como se alguma entidade lesse seus pensamentos, o sino que indicava que alguém tinha entrado na loja tocou e ele arregalou os olhos, o que faria? Estava com as calcas arriadas, tinha acabado de ter um orgasmo, não podia atender ninguém.

Yuri por sua vez, não se abalou, levantou-se com calma, amarrando os cabelos em um rabo de cavalo, deu um selinho no moreno e partiu em direção a frente da loja, deixando um Altin estático e sem calças ali.

— Eu atento o cliente, se recomponha que vamos pra minha casa. Eu ainda não acabei com você.

Oh, mas Otabek não poderia esperar mais. Minutos depois, quando o russo voltou achando que fechariam a loja e iriam pra casa, Otabek o prensou novamente na parede, levantando-o do chão, fazendo com que rodeasse as pernas em sua cintura, a calça de moletom de Yuri, fazia com que as ereções se chocassem. O Cazaque colou os lábios aos do loiro e não tinha delicadeza e calma, tinha urgência e necessidade, como se ele não pudesse controlar mais o desejo que sentia.

Com os lábios colados ao do outro ele caminhou até um monte de caixas, apoiando Yuri nas mesas, com pressa se livrou das calças e cueca, apoiando as pernas dele em seus ombros, e sem aviso percorreu a língua pelas bolas do russo, até chegar em sua entrada, a mão foi para o membro Rijo que pulsava, a língua fazia movimentos de círculo e impulsionava a entrada. Otabek levou dois dedos até a boca do menor, que entendeu o pedido silencioso e entre gemidos chupou-os com vontade, melando-os com saliva. Logo os mesmo estavam dentro de si, o moreno os estocava com força, levantando as pontas para que alcançassem a próstata, Yuri levantou o quadril, querendo mais, Otabek sugou seu pau com vontade, enquanto metia os dedos com força, abrindo-os para que a entrada fosse alargada, queria foder Yuri, e queria foder com força, mas não podia machucá-lo, tinha que o preparar.

— Otabek, e-eu estou pronto - o loiro arfava abaixo de si, sua voz saia rouca, lasciva.

O cazaque se afastou, buscando um preservativo na mochila que tinha ali perto, vestiu-se rapidamente e se posicionou. Yuri voltou a rodear as pernas ao redor de si, colaram os lábios, mas não se beijaram, apenas gemeram contra o outro, enquanto o pau do moreno era sugado pela entrada do outro. Sentiu-se todo dentro, e segurou a vontade que tinha de meter com força, queria deixar que o loiro se acostumasse consigo. Logo o loiro começou a rebolar contra ele, instigando-o a prosseguir, Otabek segurou o traseiro de Yuri com as mãos e começou a se movimentar de forma frenética. Entrava e saia rapidamente, indo cada vez mais fundo, mais forte, Yuri grunhia a cada estocada, sentindo seu interior se apertar toda vez que o maior acertava seu ponto sensível. A visão do moreno estava turva, nublada pelo desejo, sentia as mãos do loiro lhe arranhando as costas, ele gemia seu nome enquanto jogava a cabeça para trás, para logo voltar pra frente, lhe mordendo os lábios e pescoço, sentiu que estava próximo do ápice mais uma vez, então levou uma mão até o falo de Yuri, o masturabando com agilidade, o pau batia de forma certeira em sua próstata, o menor soltava palavrões em russo e pedia por mais, Otabek podia gozar só de ouvir seus murmúrios, mas não antes de Yuri.

Estocou mais algumas vezes, com toda força que podia, já não se importava se estava no trabalho, se alguém podia chegar, só queria sentir aquelas sensações... Não demorou pra que o loiro se derramasse em sua mãos, enquanto gritava seu mais novo apelido, Beka foi o que ele dissera. Otabek gozou logo em seguida, permanecendo agarrado ao outro, até suas respirações retornarem.

***

Os dias que se seguiram à tarde no depósito não foram diferentes, Yuri encontrava-se com Otabek na cafeteria, eles conversavam, e logo estavam se agarrando, algumas vezes ali no estabelecimento, outras no apartamento do loiro que era próximo ao local.

Haviam também ido a alguns encontros, o moreno era muito calmo, não gostava de coisas muito agitadas, então eles tinham ido ao cinema, haviam feito um piquenique e pedalado pelo parque. Yuri deixou claro a Otabek que tinha acabado de sair de um relacionamento e que não queria entrar em um no momento e o cazaque pareceu não se importar, dizendo que eles não precisavam nomear o que tinham, e que deveriam apenas curtir os momentos juntos.

Tudo parecia ir muito bem, até que em uma tarde de domingo O acaso trouxe Jean.

Yuri seguia pelo estacionamento do shopping distraído, tinha ido até lá na esperança de ver Otabek, mas ele não estava na loja. A funcionária disse que ele não iria naquele dia e o loiro não quis ligar e marcar algo, não queria incomodar caso ele estivesse ocupado.

Então passou na confeitaria, comprou sua torta de frango favorita e rumou até o estacionamento onde tinha deixado a bicicleta.

Frustrado por não ter visto o moreno, soltava murmúrios somente para si, estava carente, com saudade da família e com tesão. Otabek poderia resolver dois de seus problemas, se estivesse disponível.

Colocou o pacote que tinha em mãos na cestinha e tratou de começar a pedalar até a saída do shopping. Ainda distraído demais, não notou a grande caminhonete vermelha que vinha da direita, quando deu por si estava no chão, a bicicleta sobre si e sua torta espalhada pelo cimento. Não tinha se machucado, mas estava revoltado, tinha vontade de juntar a bicicleta, agora amassada, e jogar contra o carro do maldito que havia o atropelado.

— Ei, seu babaca de merda, não vê por onde anda? Poderia ter me matado filho da p...

A voz parou de sair, assim que seus olhos se chocaram com os azuis que saiam da porta do motorista, um moreno com uma expressão totalmente preocupada corria em sua direção, e Yuri se perguntava se estava no céu.

— Oh, meu deus, você está bem? - o estranho tinha um sotaque francês fodidamente sexy, e Yuri podia jurar que tinha babado.- Me desculpa, você surgiu do nada, eu não consegui frear. - o loiro ainda olhava o estranho com certa admiração, ele deveria estar parecendo um idiota - Ei gatinho, 'tá tudo bem?

O moreno estalou os dedos em frente ao rosto do outro e viu ele piscar desviando os olhos dos seus e começando a se levantar.

— E-eu estou bem, foi só um susto. - obrigou-se a responder.

Por quê estava gaguejando? Por quê não estava mandando o outro pro inferno? Oh, é mesmo, ele era gostoso demais pra ser xingado, céus Yuri, controle-se.

— Sua bicicleta... Por favor me deixe consertá-la, eu tenho um conhecido...

— Não precisa se incomodar - porra, claro que precisa, puta que pariu Yuri, ajudaria se ele não fosse tão lindo, por quê ele é tão lindo?

— Eu faço questão, foi tudo minha culpa, se eu tivesse sido mais atencioso... - o moreno pegava a bicicleta do chão, e sem muita dificuldade a colocou na carroceria da camionete, sua barriga ficou amostra quando ele levantou os braços, e Yuri queria saber o que havia abaixo daquele caminho de pelos. - oh, sua torta, eu compro outra pra você, tem uma confeitaria dessa na praça de alimentação e...

Quando o russo deu por si, tinha suas mãos entrelaçadas nas do moreno, que o puxava em direção ao elevador, ele continuava falando algo sobre como a aquela torta de frango era deliciosa e como era um quase um pecado vê-la despedaçada no chão. Yuri de fato não prestava atenção na conversa, estava muito ocupado mirando as mãos entrelaçadas, o de olhos azuis parecia não se importar com o fato de eles parecerem um casal pra quem não entendesse o que estava acontecendo, desviou os olhos das mãos, levantando a cabeça e observando os traços do outro, queria saber seu nome.

— Você é bonito - O QUÊ? O que estava acontecendo consigo? Desviou os olhos chocado demais com a própria língua para encarar o outro, que agora ria de si.

— Você também não é de se jogar fora, princesa.

O russo virou-se pronto pra encher o moreno de xingamentos, quem ele estava chamando de princesa?

Mas quando seus olhos encontraram os anises, eles estavam próximos demais, a respiração alheia batia contra seu rosto, o cheiro de chiclete de canela se fazia presente, o ar lhe faltou e quando ele fez menção de desviar o olhar novamente, as mãos do outro se puseram em sua cintura, e um arrepio lhe correu a espinha quando o canadense sussurrou em seu ouvido;

— Sou Jean, a propósito. Pode me chamar De JJ. - o peito de Yuri subia e descia de forma frenética, estava excitado - Eu quero te beijar gatinho, mas primeiro precisa me dizer seu nome e se eu posso.

Engolindo em seco, e balançando a cabeça em afirmação, o loiro podia jurar que se Jean o despisse e o fodesse ali, no elevador, ele não reclamaria.

— Yu-Yuri!

Sem poder esperar mais, as mãos do canadense foram para sua nuca, puxando-o para mais perto, juntando os lábios em um beijo terno, a língua do maior explorava cada canto da boca de Yuri, que estava tão entregue que nem se reconhecia.

Minutos depois, quando deu por si, estava sobre o colo de Jean, estavam na camionete, os vidros escuros não deixavam que ninguém de fora visse o que faziam. Yuri estava fora de si, não sabia o que estava fazendo, agarrado a um estranho, no estacionamento do shopping, mas ele não conseguia mais parar, já estavam parcialmente despidos, JJ sugava um de seus mamilos enquanto ele tentava abrir os botões de sua calça, logo o canadense pôs-se a ajudar, levantando o quadril e baixando parte de sua calça, fazendo o mesmo com o loiro acima de si. Tendo a pele do traseiro contra a ereção firme do outro, Yuri rebolava freneticamente, querendo ter mais daquele contato, a boca foi para o pescoço do moreno dando chupões e leves mordidas, sentiu as mãos grandes abrirem suas nádegas e logo tinham dois dedos dentro de si, arfou em surpresa, a mão livre de JJ masturbava-os juntos.

Quando sentiu-se pronto, Yuri levantou o tronco, apoiando-se nos ombros alheios, descendo de leve, sentindo um pouco de dor no início, era o preço por não usar lubrificante, mas que logo passou, sentiu a respiração de JJ pesar e começou a cavalgar, o maior apertava seus quadris, ajudando-o a subir e descer, ao passo que lhe beijava o pescoço e ombros, sussurrando sacanagens em seu ouvido.

Yuri revirava os olhos, toda vez que descia, Jean batia em seu ponto sensível, e ele sentia que a se desfaria logo, o canadense segurou seu membro com força, começando a lhe masturbar de maneira preguiçosa, o torturando, recebendo xingamentos em protesto.

— Você tem uma boca suja, não é mesmo?! Eu quero ouvir você gozar chamando meu nome, gatinho.

JJ aumentou a velocidade das estocadas, fazendo Yuri quicar em seu pau, e passou a masturbá-lo mais rápido, não demorou muito para que ambos alcançassem seus orgasmos, clamando um pelo nome do outro.

Quando Jean deixou o russo em casa naquele dia, Yuri sentia-se envergonhado, dizendo que nunca tinha feito algo assim antes, transado com alguém que tinha acabado de conhecer... Aquele não era ele. O Canadense apenas se divertia do constrangimento dele, e de como ele ficava bravo com as provocações que fazia, era adorável.

Tinham combinado de não falar mais sobre aquilo e fingir que não tinha acontecido.

Mas bastou o de olhos azuis aparecer em sua porta no dia seguinte, com a bicicleta agora concertada, para que Yuri terminasse prensado contra o box do próprio banheiro, com mais velho abaixo de si, lhe proporcionando um orgasmo avassalador usando apenas a boca.

A vida do Leroy era agitada, ele era do tipo que não parava quieto um instante, e agora carregava o loiro consigo. Yuri tinha até mesmo pulado de uma cachoeira, coisa que ele jamais faria.

E quando Jean segurava sua mão, o incentivando a ir junto fazer a loucura que fosse, ele nem sequer cogitava a chance de dizer não.

***

E agora, Yuri se dividia entre as tardes calmas ouvindo música com Otabek, e as noites agitadas com JJ.

E isso o estava enlouquecendo.

Ele queria poder dizer que gostava mais de um, mas não era capaz. E depois de meses se relacionando com os dois, podia afirmar que estava ridiculamente apaixonado por ambos. Os dois eram tão opostos que ele se perguntava como aquilo era possível e a cada encontro se sentia mais íntimo deles e que uma hora teria que fazer uma escolha, e não sabia se seria capaz.

Tinha os pensamentos longe, enquanto pedalava calmamente pelo parque, a brisa noturna balançava seus cabelos e o transmitia paz, estava finalmente sentindo-se em casa naquela cidade. E sabia que devia isso aos namorados.

Namorados, era assim que os chamava?

O que eles diriam se soubessem que ele se dividia entre os dois? Será que eles também saiam com outras pessoas? O pensamento não o agradava. Era egoísta e mesquinho.

Voltou de seus devaneios quando viu o carro de JJ estacionado próximo ao parque, ele sabia que era o carro de Jean porque ninguém mais no mundo teria uma Amorok vermelha com um JJ adesivado sobre o capô, correu os olhos ao redor, procurando pelo canadense mas não o encontrou.

O parque estava parcialmente escuro, já passavam das 22hr, o que ele fazia ali? Nunca tinham ido até ali juntos, era o local que o loiro denominava "Zona Altin".

Aproximou-se do carro, parando logo atrás da carroçaria, esperaria o canadense retornar de seja lá onde tivesse ido. Passou a observar o céu, tinham poucas estrelas naquela noite, deveria chover no outro dia, pensou, ouviu um gemido baixo e pode jurar que ele vinha do carro.

Aproximou-se curioso, notando só então os vidros embaçados, o coração palpitou, lembrando-se do dia que conheceu Jean.

Aquilo já era suficiente para que ele quisesse virar as costas e ir embora, não queria ver aquilo. Nem tinha direito de se sentir mal, não tinham um relacionamento sério, eram apenas amigos que se pegavam certo?

Mas a curiosidade era maior, então se aproximou com cuidado, levando um susto quando uma mão se apoiou no vidro do carro, desviou os olhos, sentindo as lágrimas querendo descer, mas as segurou e levantou os olhos, observando a pulseira no pulso daquela pessoa, arregalou os olhos e tapou a boca quando a realidade o tocou.

— Otabek - ouviu Jean gemer, confirmando assim seus pensamentos.

Só podia ser um castigo divino, Yuri queria ter os dois só pra si, e agora os dois estavam se divertindo sozinhos, sem ele. Ele não era necessário.

O acaso havia os trazido, e o acaso havia feito questão de os tirar de si.

April 15, 2018, 4:18 p.m. 1 Report Embed 4
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Rita Gomez Rita Gomez
June 16, 2018, 10:31 a.m.
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