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nanahoshi Nanahoshi G

Já fazia tempo que ele não sorria de verdade. Ela sabia. Isso vinha acontecendo desde o começo do ano, desde que ele perdera o posto de titular para o calouro prodígio. Agora, ele estava sempre evitando-a, a dor nítida em seus olhos castanhos... Por quê? Por quê ele tinha que fazer aquilo? Ela estava ali para ele, sempre esteve... Então por que ele não confiava nela? Só uma única vez... Ela queria ajudá-lo. Ou será que... talvez... Talvez ela não fosse mais... Necessária? [Sugawara Koushi x Reader]


Fanfiction Anime/Manga All public.

#romance #fluff #shoujo #haikyuu #sugawara #sugawara-x-reader #karasuno
Short tale
3
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Completed
reading time
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Capítulo único

VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIIIII PESSOINHAS DO MEU CORAÇÃO!
E com um fandom novinho pra vocês: Haikyuu!!
Eu jurei por tudo q não ia achar husbando de jeito nenhum nesse anime (por mais perfeito q fosse), e foi maravilhoso descobrir que eu estava redondamente errada <3
Tem muitos meninos foférrimos que merecem sim one-shots minhas! Pq Haikyuu é um anime divoso demais pra ficar só no yaoi!
GENTE QUEM NÃO ASSISTIU ASSISTE Q ESSE TROÇO É MARAVILHOSO <3 E eu com certeza trarei mais oneshots/shortfics de Haikyuu para vcs pq esse anime merece DEMAIS <3
Degustem desse angst levinho cheio de fluffy com meu husbando maravilindo, foférrimo e divo Sugawara <3
Como resistir ao Suga-kun??


-Não esquece que o treino começa meia hora mais cedo amanhã.

-Haaai!

[Nome] reforçou sua fala com um aceno da cabeça e meteu os braços nas mangas de seu casaco. Afobada como estava, demorou alguns segundos para encontrar a manga esquerda, cena que arrancou algumas risadas abafadas de suas colegas do clube de futebol. Fazendo uma careta com as bochechas estufadas, [Nome] finalmente conseguiu se vestir e fuzilou as outras com o olhar.

-Que pressa é essa, [Nome]-chan? – perguntou Haru, a capitã do time.

A garota balançou a cabeça e respondeu:

-Ah, não! É que... Eu combinei de encontrar os meninos do clube de vôlei depois do treino...

As calouras de [Nome] se dividiram entre expressões sugestivas e confusas. Entretanto, as veteranas fitaram-na com expressões apreensivas e cheias de compreensão. Sem dizer mais nada, [Nome] terminou de ajeitar seu uniforme, pegou a mochila e se despediu com um aceno rápido da mão, disparando na direção do primeiro ginásio logo em seguida. Quando tiveram certeza que [Nome] não as ouviria, Haru soltou um suspiro longo e Sora, outra veterana, estalou a língua e perguntou:

-Ela está preocupada com o Sugawara-kun de novo, não é?

Haru assentiu e respondeu:

-Hum. Eles perderam contra a Aoba Johsai ontem, e a [Nome]-chan não conseguiu confortar o Sugawara como queria. Ela ficou um caco o resto do dia, parecia até outra pessoa.

-Eh... – suspirou Mai, a terceira veterana. – A [Nome]-chan gosta mesmo do Sugawara-kun...

Haru voltou a franzir a testa. Como a amiga mais próxima de [Nome], ela sabia que a relação dos dois andava bastante complicada já fazia algum tempo. Desde pequena, a amiga fora apaixonada pelo menino, mas nunca tivera coragem de dizer nada. [Nome] tentara reunir coragem várias vezes, mas sempre falhava na hora “h”. E, logicamente, quem a confortava nessas horas era sempre Haru.

O mais engraçado era que, sob os olhos de qualquer estranho, [Nome] parecia muito mais segura e autoconfiante do que Sugawara. Sempre fora a mais enérgica e animada do time, fazendo jus ao seu título de ás. Sempre era possível contar com o otimismo de [Nome] nas horas críticas, não apenas durante os jogos. Entretanto, Haru sabia que tudo aquilo escondia uma faceta frágil da amiga. Por sempre estar à sombra de sua irmã mais velha, a garota sofrera várias crises de baixa autoestima e até ansiedade... E o único que conseguia arrancar um sorriso dela nessas ocasiões era o levantador gentil da Karasuno.

Uma vez, [Nome] explicara o motivo de ter se apaixonado por Sugawara de forma tão sutil, a ponto de ela não perceber que o sentimento estava se transformando. Para ela, o jogador era um exemplo, uma espécie de salvador, porque independente do que acontecesse, Sugawara sempre conservava sua calma e gentileza. Num primeiro olhar, Sugawara parecia ser um garoto tímido incapaz de lidar com pessoas mais enérgicas que ele. Entretanto, era exatamente o oposto. Espelhando seu estilo discreto como levantador, Sugawara se transformara, aos poucos, numa base sólida e invisível que mantinha todo o time de vôlei da Karasuno High de pé. Com seu jeito otimista e gentil, Sugawara conquistara o respeito de todo o time e de todas as pessoas que o conheciam. Por mais que aparentasse, o garoto não era inseguro, e sim, firme à sua própria maneira.

Tudo isso encantara [Nome] de uma forma indescritível, e, sem perceber, já tinha sido completamente envolta por tudo que Sugawara era. Entretanto, os anos se passaram e a garota nunca conseguia vislumbrar uma pista ou um sinal de que o amigo alimentasse o mesmo tipo de sentimento por ela. Insegura como era, seus surtos de coragem duravam apenas alguns instantes, para depois afundarem na resignação que ela construíra dentro da sua relação com Sugawara. Ele e ela eram bom amigos, e isso bastava... não?

Haru sabia que não, mesmo [Nome] tendo repetido inúmeras vezes que estava bem com aquilo. E, naquele último ano, um novo elemento aparecera para atrapalhar de vez a relação já confusa dos dois. O calouro Kageyama Tobio entrara no time de vôlei já sustentado por sua fama de prodígio como levantador. Infelizmente, a perda do posto de levantador titular foi inevitável para Sugawara. O garoto lidara aparentemente bem com a situação, alegando que sabia sempre colocar em primeiro lugar aquilo que era melhor para o time. Entretanto, [Nome] percebera logo de cara que nada estava bem. Como amiga, decidira abordar Sugawara para que ele contasse sobre tudo o que o incomodava... Mas [Nome] conseguiu apenas o efeito rebote do que queria.

A partir desse dia, Sugawara começou a ficar cada vez mais distante de [Nome], evitando-a e tentando tranquiliza-la com versões muito frágeis de seu costumeiro sorriso gentil. Desesperada, a menina acabou de mãos atadas, incapaz de pensar em algo para se reaproximar do amigo de infância. E, para coroar, no dia anterior, Sugawara havia sofrido o pior golpe para sua autoestima como levantador. O jogo que fora colocado em suas mãos por quase todo o tempo dos 3 sets acabara na derrota da Karasuno... O único jogo que ele jogara efetivamente desde a chegada de Kageyama.

Consciente da condição de Sugawara, [Nome] correra para vê-lo após o jogo... Mas a única coisa que recebeu foi um sorriso amarelo que dizia claramente “desculpe, mas não quero falar com você”. Foi nesse instante que [Nome] percebeu que, aos poucos, Sugawara estava demonstrando que não precisava dela. Ele saberia muito bem lidar com as próprias dores de um jeito maduro... Ela não era mais necessária.

E fora isso que finalmente despertara a coragem necessária em [Nome] para encarar o amigo de frente para esclarecer tudo de uma vez por todas. Por mais que ele tivesse mostrado que ela não era mais necessária, [Nome] queria acreditar que aquilo fora paranoia de sua cabeça. Queria tirar aquela história a limpo, com palavras claramente ditas, e não especulações e falas vazias. Queria saber de uma vez por todas quem ela era para Sugawara Koushi.

Com tudo isso em mente, [Nome] se encaminhou para a o ginásio a passos rápidos e firmes. Quando se aproximou da entrada, percebeu que a maioria dos membros do time já estavam saindo.

“Que sorte”, pensou a garota. “Acertei o horário do final do treino. Vai ser mais fácil encurralar o Suga-kun assim...”

A ideia de estar frente a frente com ele depois de todas aquelas semanas imersas num clima estranho fez brotar mil borboletas no estômago de [Nome]. Seu passo vacilou e ela diminuiu a velocidade, mas obrigou-se a continuar avançando. Sentindo os ombros ficando cada vez mais tensos, a garota finalmente deu os passos finais para ficar de frente para a porta do ginásio. Lá dentro, Sawamura conversava com Sugawara gesticulando muito na direção do cesto cheio de bolas de vôlei. Mesmo parecendo bastante envolvido na conversa, era nítida a frustração no olhar castanho do camisa 2.

Aquela expressão...

[Nome] apertou os olhos e os lábios por um instante, para depois abri-los devagar. Mais do que ser evitada por ele, vê-lo com o rosto tomado pela tristeza... Doía. Muito. E [Nome] queria desesperadamente arrancar aqueles sentimentos ruins de Sugawara.

Parada ali na entrada de forma tensa, não demorou muito para que fosse notada pelos dois veteranos.

-Oh! [Sobrenome]-chan! – saudou o capitão do time. – Já faz um tempo que você não aparecia por aqui.

Sugawara voltou os olhos lentamente para a amiga, e um sorriso muito fraco curvou seus lábios.

-Olá, [Nome]-chan. – ele disse num tom gentil nitidamente forçado.

A garota apertou os lábios para depois curvar-se numa rápida reverência.

-Boa tarde, Sawamura-kun, Suga-kun. Pois é, faz bastante tempo... – ela devolveu num tom polido demais. Abaixou-se, tirou os tênis, ficando apenas de meias, e saltou para dentro da quadra. Quando se endireitou, a primeira coisa que fez foi lançar um olhar significativo para Sawamura, que reagiu prontamente. Ele levou a mão até a cabeça, bagunçou os cabelos curtos escuros e disse:

-Bom, acho que já vou indo, Sugawara. Esqueci que ainda tenho que acertar algumas coisas com o Takeda-sensei...

Sugawara se empertigou, ameaçando estender o braço para parar Sawamura, mas algo o fez interromper o gesto subitamente e olhar resignado para o chão.

-Bom, até amanhã! – despediu-se o capitão acenando com a mão e dirigindo-se para fora do ginásio. – Guarde esse último cesto de bolas, por favor, Sugawara!

O levantador assentiu enquanto acompanhava Sawamura com o olhar até que ele desaparecesse pelo vão da entrada do ginásio. [Nome] permaneceu em silêncio, seus olhos baixos fixando o piso de madeira. Como começaria aquilo? Tentaria disfarçar de início ou iria direto ao ponto? Como Sugawara reagiria? Ele a cortaria e iria embora?

Quando as perguntas se tornaram ensurdecedoras em sua cabeça, [Nome] agitou a cabeça com força e apertou os olhos.

“Eu preciso fazer isso! Não vou ficar mais fugindo!”

Quando ela abriu a boca para começar a falar, a voz de Sugawara alcançou seus ouvidos paralisando-a por uma fração de segundo:

-Ah... [Nome]-ch...

-Não! – ela berrou cortando-o bruscamente. – Por favor... Me deixa falar.

A garota abriu os olhos e fitou o rosto do amigo. Sugawara tinha uma expressão que misturava choque, frustração e um pouco de receio. Entretanto, assim como [Nome] havia pedido, ele permaneceu em silêncio.

-Por que... – começou a garota cerrando os punhos enquanto falava. – Por que você tá fazendo isso?

O choque se intensificou no rosto do jogador, que piscou duas vezes, atônito. [Nome] trincou os dentes diante da reação. Por mais que ele estivesse se fazendo de desentendido, ela sabia que Sugawara entendera.

-Não faz essa cara! – ela exclamou com raiva. – Você sabe muito bem do que eu tô falando! Desde que o ano começou, com a entrada daquele calouro, o Kageyama-kun... Quando ele tirou seu posto de levantador titular... Você começou a me evitar. E eu sei o porquê disso.

Sugawara manteve sua expressão perdida, o que acentuou ainda mais a irritação que [Nome] sentia.

-Para de se fazer de desentendido! – ela berrou ainda com mais raiva. – Eu te conheço desde pequena, Sugawara! Você fica tentando manter essa pose de veterano maduro... Mas eu sei que você não tá bem! Por que você faz isso? Por que você esconde essas coisas sendo que tem alguém aqui pra te escutar?

Dessa vez, a expressão de Sugawara vacilou e, finalmente, permitiu que a frustração aflorasse por completo. Ele mordeu o lábio inferior e desviou os olhos para o chão.

-Você começou a me evitar... Porque eu fui a única que conseguiu ver o quanto você estava triste. E como você sabia que eu ia te fazer falar, começou a se afastar. Você não quer dizer em voz alta, não é? Acha que enterrando esse sentimento bem fundo no seu peito vai fazer com que ele deixe de existir... Acha que se ele não for dito em voz alta, nunca se tornará verdade... Mas não é assim, Sugawara!

Os lábios do levantador de cabelos cinzentos estavam cada vez mais apertados, e seus punhos cerrados tremiam. Seu olhar, fixo no chão, trazia uma mistura tão intensa de emoções que fez com que [Nome] hesitasse por um instante antes de continuar.

-Você não pode fugir disso, Sugawara! – a garota continuou elevando ainda mais a voz. – Não adianta nada ficar bancando o forte, o maduro... Isso só te machuca ainda mais! Você quer manter a compostura pra não abalar o time, mas isso é injusto! Você precisa ser sincero consigo mesmo... Assim como eu estou sendo agora comigo mesma.

Os olhos de Sugawara se arregalaram e ergueram-se lentamente para fitar [Nome]. Os olhos da menina estavam brilhantes e aquosos, e ela respirava com dificuldade tentando reprimir as lágrimas. Sugando o ar com força, [Nome] fixou o olhar [cor] nos olhos castanhos do amigo de infância e disse:

-Eu não quero mais ficar afastada. Isso me machuca. Eu sempre precisei tanto de você... Você sempre me salvava nas minhas crises... Dando aquele seu sorriso gentil e afagando minha cabeça enquanto dizia que eu era incrível... Sempre, sempre me ajudando. Mas toda vez que você tinha um problema, era impossível te acessar e te fazer falar. Eu nunca consegui te ajudar como você me ajuda... E agora, com tudo o que aconteceu esse ano, parece até que não sou necessária, já que você, aparentemente, sempre lidou muito bem com seus próprios problemas.

Mesmo fazendo todo o esforço do mundo, foi inevitável que as lágrimas escorressem. Quentes e salgadas, elas marcaram as bochechas de [Nome] em segundos, deixando uma trilha aquosa que brilhava sob as luzes do ginásio. Sugawara a encarava com os olhos arregalados e trêmulos, a boca aberta num pequeno “o”.

-Mas agora eu vejo que você só se faz de forte, enterrando suas próprias dores achando que vai se livrar delas. – retomou [Nome] apertando os olhos e elevando cada vez mais a voz. – Se você não consegue lidar com elas sozinho... Por favor, me deixa te ajudar! Nós somos amigos, e amigos sempre vão estar um ao lado do outro pra qualquer coisa! Além disso, eu não aguento mais isso! Não aguento mais ficar longe de você! Não aguento mais ver seu rosto triste assim! Eu não...

[Nome] arfou e apertou os olhos com toda a força, os punhos cerrados levantados na altura da cintura. Os sentimentos borbulhavam tão furiosamente dentro de seu peito que ela não conseguia parar. A verdade simplesmente escorria para fora de sua boca como a água de uma cachoeira... E ela sabia que não se sentiria satisfeita até que tudo fosse dito, incluindo...

-Eu não quero te ver assim mais, Sugawara! Eu estou aqui, sempre vou estar, porque eu amo você!

A frase ecoou pelo ginásio se sobrepondo a todo e qualquer tipo de som. Por estar encolhida e com os olhos fechados, [Nome] não percebeu. Estava tão concentrada no eco da sua última frase que não ouviu os passos que vinham em sua direção. Quando ela ouviu a própria voz ao longe pela última vez, [Nome] finalmente arriscou abrir um pouco os olhos, mas um toque a interrompeu em meio ao gesto, pegando-a completamente desprevenida. Em questão de um segundo, a garota sentiu seus ombros sendo envolvidos por um abraço apertado e quente. Instintivamente seus olhos se arregalaram enquanto ela sentiu algo se recostando na curva esquerda de seu pescoço.

-Eu queria... Eu queria jogar... Mais. – ela ouviu a voz de Sugawara soar entrecortada e abafada contra seu casaco. – Eu quero entrar na quadra e sentir a bola tocar meus dedos por um instante antes de levantar para o Asahi ou para o Tanaka... e até para o Hinata. Eu quero jogar vôlei... Quero entrar mais vezes na quadra...

O levantador virou a cabeça, enterrando o rosto nos ombros de [Nome]. Não demorou muito para que ela sentisse algo molhado e quente escorrendo por sua pele. Ainda sem conseguir acreditar, [Nome] virou a cabeça para o lado esquerdo e viu os fios cinzentos do cabelo de Sugawara bem próximos. Ele estava mesmo abraçado com ela. Estava mesmo chorando em seu ombro.

Numa mistura estranha de alívio e dor, [Nome] puxou os braços de dentro do abraço de Sugawara e envolveu seu pescoço com carinho. O garoto imediatamente apertou ainda mais o tronco da menina, as mãos subindo na altura das omoplatas de [Nome] para agarrar o tecido acolchoado do casaco que ela usava. Assim que se sentiu acomodado, Sugawara chorou.

Chorou com vontade, colocando tudo aquilo que ele tinha enterrado em seu peito desde o começo do ano. Chorou todas as lágrimas que tinha engolido para não abalar seus colegas de time, toda a agonia que sentira quando fora tirado de quadra no jogo contra a Aoba Johsai por não ser mais necessário.

Enquanto isso, [Nome] se ocupava em afagar seu cabelo da mesma forma que ele fazia quando era ela quem estava chorando. Fechando os olhos, a garota se permitiu sentir com todos os nervos aquele momento, as emoções aflorando na forma de lágrimas silenciosas. Depois de algum tempo ouvindo apenas os soluços de Sugawara, a menina percebeu que ele murmurava alguma coisa.

-Eu quero... Jogar mais... Muito mais... Mais...

Os braços de [Nome] se estreitaram ao redor do pescoço de Sugawara. Os soluços foram aos poucos diminuindo, até que o garoto ergueu um pouco o rosto e disse:

-Me desculpe, [Nome]-chan. Você está certa. Comecei a te evitar porque sabia que você tinha percebido que eu estava mal... E eu não queria falar sobre aquilo em voz alta porque seria doloroso demais admitir. Fui egoísta... me desculpe.

[Nome] deu um passo para trás e ergueu o rosto para fitar Sugawara nos olhos. A garota ergueu as duas mãos e prendeu o rosto do amigo entre suas palmas.

-Sim, você foi egoísta. Mas eu te perdoo. E agora, escute aqui. – ela apertou as bochechas de Sugawara numa careta. – Você tem que parar de achar que não é necessário. Se você não tivesse entrado no jogo contra a Aoba Johsai, a Karasuno nunca teria durado três sets. Além disso, aposto que se fosse você naquela última jogada, eles nunca teriam lido seus movimentos e bloqueado aquela cortada tão facilmente.

[Nome] baixou as mãos, pousando-as com firmeza nos ombros de Sugawara.

-A Karasuno só foi tão longe... por sua causa. Eles não vão conseguir dar um passo adiante sequer se você não estiver lá.

Instantaneamente, as bochechas de Sugawara coraram e ele apertou os lábios. Fitando [Nome] com os olhos brilhando pelas lágrimas, o levantador da Karasuno sentiu sua insegurança se esvaindo e sendo substituída por outro sentimento.

-[Nome]-chan... – ele disse baixinho sem conseguir desviar os olhos do rosto da amiga.

A garota abriu um sorriso sentindo suas bochechas corando. Nesse instante, Sugawara ergueu as duas mãos e pousou-as sobre as de [Nome] que ainda seguravam seus ombros. A menina piscou atônita para o amigo enquanto os dedos dele se fechavam em torno dos seus. O levantador puxou as mãos dela e as trouxe para a altura do peito. Os dois ficaram alguns segundos em silêncio fitando suas mãos encaixadas umas nas outras.

-[Nome]-chan. – repetiu Sugawara depois de um tempo. – Me desculpe ter escondido tudo isso de você. Eu... Não era minha intenção te machucar.

Os dedos do garoto se fecharam um pouco mais ao redor das mãos de [Nome].

-Obrigado. Obrigado mesmo... Estou me sentindo bem melhor... Estou feliz. – ao dizer isso, Sugawara abriu o mesmo sorriso que encantara [Nome] desde o começo

-Oh! – exclamou a garota sem perceber. – É esse! Esse mesmo!

-Huh? – Sugawara piscou sem entender.

-O seu sorriso verdadeiro. – [Nome] explicou, mas assim que as palavras saltaram de seus lábios, seu rosto ferveu furiosamente de vergonha e ela desviou os olhos para o chão. – Esse é o sorriso do qual eu estava sentindo falta.

Sugawara permaneceu em silêncio fitando-a. [Nome] falara tantas coisas importantes, tantas coisas que o haviam finalmente enchido coragem para ser sincero... Incluindo até uma verdade inesperada.

Mesmo aparentando ser maduro e confiante, Sugawara sempre carregava consigo suas próprias inseguranças. E uma das que mais pesava em seu coração era o sentimento amorfo que sentia por [Nome]... Bom, pelo menos ele acreditava que era amorfo. Depois de tudo o que ela dissera, incluindo aquela última frase que ecoara até o fundo de sua alma, Sugawara finalmente havia percebido que aquele sentimento sempre havia sido algo além da amizade... Ele só nunca teve coragem de admitir para si mesmo.

Exatamente da mesma forma que acontecera com a perda de seu posto como levantador titular.

Sentindo um novo tipo de irritação aflorando, Sugawara apertou os olhos para depois voltar a fitar [Nome]. Agora que estava sendo completamente sincero com ela e consigo mesmo, não deixaria escapar nada. Não deixaria sua insegurança atrapalhá-lo em nada.

-[Nome]-chan, eu sei que escondi muita coisa de você... Por medo. Mas agora eu vou falar tudo. Eu não vou mais guardar essas coisas pra mim... porque você disse que estaria aqui comigo e me ajudaria em tudo que precisasse.

À medida que Sugawara falava, os olhos de [Nome] se arregalavam cada vez mais. Estava completamente perdida tentando adivinhar onde o amigo queria chegar. O jogador apertou ainda mais as mãos da menina, mas de forma carinhosa, e continuou:

-Eu nunca te disse isso pelo mesmo motivo que não contei da minha frustração de ter perdido o posto de titular. Mas, agora, eu quero que você saiba que eu... eu também... – as bochechas de Sugawara começaram a corar violentamente, e a frase simplesmente não saía.

Céus! Por que era tão difícil?

Desesperando-se ao perceber que sua língua não o obedecia, o garoto buscou algo que o fizesse falar ou que a fizesse entender o que ele queria dizer. Com um estalo, a ideia lhe ocorreu, e seu corpo se moveu por impulso antes que a vergonha ou o medo o congelassem no lugar. Num gesto extremamente simples, Sugawara inclinou a cabeça e pousou gentilmente os lábios sobre o de [Nome] por um instante que pareceu durar uma eternidade. Tudo deixou de existir, e a única coisa que preenchia a mente de ambos era aquele toque singelo pelo qual eles haviam ansiado por tanto tempo.

Sem dar chance de que [Nome] reagisse, Sugawara interrompeu o beijo para imediatamente envolve-la com seus braços, apertando-a contra o peito. Por um instante, a garota só conseguiu sentir o calor do corpo do menino ao redor dela, uma sensação que ela jamais imaginaria sentir. Sentindo os olhos se enchendo novamente de lágrimas, mas dessa vez, de alegria, [Nome] o chamou:

-S-Suga-kun...

O garoto sorriu e aconchegou-a ainda mais em seu abraço, soltando uma risadinha baixa. Ele nunca admitira, mas amava quando [Nome] o chamava daquela forma. Soava perfeito com a voz dela.

Ainda sorrindo, Sugawara disse:

-Sim?

[Nome] hesitou por um instante, tentando assimilar a ideia de que estava nos braços do garoto que ela amara por tantos anos em segredo. Era estranho... Era como se aquele fosse exatamente o lugar em que ela deveria estar.

-Me promete que nunca mais vai guardar seu sofrimento só pra você? Promete que vai dividir essas coisas comigo?

Sugawara tornou a rir baixinho enquanto sentia uma felicidade estranha se espalhando por seu peito. Estava se sentindo tão bem... Parecia até que nunca mais se sentiria inseguro ou acuado. Mas, afinal de contas, tudo tinha se encaixado... talvez de uma forma muito melhor do que ele poderia ter sonhado.

Com o sorriso nítido em sua voz, que soou gentil da forma que [Nome] mais gostava, Sugawara respondeu:

-Eu prometo... [Nome]-chan.

O que vcs acharam meus amores? Quem conhece Haikyuu achou que o Sugawara ficou fiel t.t??? Fiquei com muito receio dele não ter ficado tão ele UAHSUAHSAUHUHA
Espero muito que vocês tenham gostado, e com certeza trarei mais ones de Haikyuu!! Para vocês, meus leitores lindooos!
Muitos beijos da Nana-chan e até a próxima fic! 
April 15, 2018, 3:18 a.m. 0 Report Embed 2
The End

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