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lady_giovanni Lady Giovanni

Ao ver Afrodite iludido pelo italiano, Shura está prestes a inverter o jogo e conquistar o amor daquele que tanto ama.


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Te quiero, amor mio

Após cumprir minhas obrigações como cavaleiro, voltei para minha casa para me arrumar para esta noite. Minha presença foi solicitada em touro, assim como a de alguns cavaleiros. Eu sabia que o cavaleiro pretendia algo, pois essas reuniões de última hora sempre vinham acompanhadas de alguma surpresa.


Aldebaran, como bom brasileiro, sempre tinha as melhores ideias quando se tratava de festas. Todos os anos nos reunimos para as festividades de carnaval e esse ano não foi diferente. E claro que o baile vinha de bom grado pelos outros, pois eles adoram uma boa farra. Eu observava tudo indiferente, ainda que ficasse um pouco entediado com a rotina dos treinamentos. Talvez uma festa fosse uma boa pedida. Talvez.


Olhei para o copo de cachaça em minha mão e sorvi o líquido de uma vez, sentindo-o descer ardendo minha garganta. A maioria ali já estava bêbado e quando isso acontecia, as conversas passavam a ficar picantes e constrangedoras.


Kanon e Milo não perdiam a oportunidade de provocar os demais. Eu sabia que seria apenas uma questão de tempo, até que eu me tornasse a próxima vítima e não estava errado. Já havia perdido a conta de quantas doses havia tomado e senti que estava zonzo. Ouvi as risadas dos demais e vi Mu corado. Pelos deuses, não sei como ele aguentava ficar quieto.


— O que foi, Mu? Falamos algo que não devia? — Kanon perguntou de forma maliciosa.


Áries apenas ficou em silêncio. Não contente com isso, Milo se levantou e subiu na mesa, parando em sua frente. Os cavaleiros começaram a rir quando o grego passou a imitar uma galinha e revirei os olhos, tomando outra dose. Voltei a olhar para aquilo e quando Mu levantou seu rosto para confrontá-lo, escorpião abriu os braços, imitando o cavaleiro de fênix e cruzei os braços. Ele não tinha limite mesmo.


— Aveeee fênix! — imitou com a mesma entonação de voz do cavaleiro de bronze.


Os cavaleiros continuaram rindo e Mu se levantou, deixando a casa de touro. Como todos estavam bêbados, não tiveram a consciência de que aquilo poderia magoá-lo. Suspirei e tomei a última dose, antes de me levantar pra sair.


— Buenas noches. — disse e ouvi meu nome ser chamado.


Parei e olhei por cima dos ombros.


— O que foi, espanhol? Tomou as dores pelo carneirinho? — Kanon provocou, fazendo com que eu me virasse.


Quando estava prestes a responder, Milo se aproximou e apoiou seu braço em meu ombro.


— Kanon, Kanon… Como você é ingênuo. — disse e começou uma nova provocação.


Olhei para ele de soslaio e estreitei o olhar. Sabia que escorpião já estava preparado para soltar seu veneno e olhei pra Kanon. Ele sorria debochadamente e isso me deixou um pouco irritado.


— Ingênuo? — riu. — Eu devo ser o menos ingênuo de todos, escorpião.


O escorpiano fez um muxoxo e olhou para mim.


— O que acha, Shura? Ele é mesmo ingênuo, ou cego?

— No sei. Me deixa em paz. — me afastei, então escutei algo que me fez parar.

— Shuuu!!!


Os cavaleiros começaram a rir e abaixei a cabeça. Senti as mãos de Milo deslizarem pelo meu ombro e me virei ainda mais irritado.


— Shuu… — imitou a voz de Afrodite e colocou uma rosa na boca. — Te quiero, mi amor.


Aquilo fez meu sangue subir. Detestava ser alvo de brincadeiras estúpidas e quando o segurei pela gola, vi todos se calarem. Estava embriagado, mas minha Excalibur estava afiadíssima. Aldebaran se aproximou e nos separou, mas meu foco não saía de escorpião, assim como o dele para mim.


— Calma, espanhol… Você sabe que o Milo faz isso com todos. Até eu, não escapo das gozações dele. — riu.

— Eu não levo esse tipo de coisa tão na esportiva como você, touro… — respondi seriamente.


Olhei para Milo e apontei o dedo em sua direção.

— Y no vienen cerca de mí, cabrón! — disse e saí dali, sem me importar com as risadas do grego.


Continuei meu passos descoordenados até gêmeos. Assim que tive a permissão concedida, segui para câncer. Ao chegar na entrada, parei meio zonzo. Levantei a cabeça e senti um cosmo, além do de Mask. Suspirei e me anunciei, entrando em sua casa, vendo ambos se aproximarem de mim devagar.


— Buenas noches. — disse e deixei um arroto escapar sem querer.


Afrodite ergueu a sobrancelha e se aproximou. Mask apenas observou, enquanto acendia um cigarro. O louro parou em minha frente e olhou pra mim.


— Por que você tem que se juntar à aqueles idiotas, Shu? — deslizou as mãos pelos meus ombros.

— São meus amigos… gosto de me reunir com eles, apesar de sempre acabar em briga por conta do imbecil do Milo. — disse e desviei o olhar.

— Hum. Você sabe que na verdade, gostaria mesmo é de estar comigo, por isso foge e fica com eles. — sorriu e apoiou sua cabeça no meu ombro.

— Não fique tão convencido disso… — o afastei. — Além disso, não quero ser vela de ninguém. — apontei para o italiano.


Mask olhou pra mim e riu, dando as costas e entrando em seus aposentos. Ainda pude ouvi-lo falando em voz alta:


— Leve ele, Afrodite. Buonanotte, espanhol.


Olhei pra Afrodite e dei alguns passos, deixando-o para trás.


— Ei! Você não vai me esperar? — perguntou de forma manhosa. Ele sabia que eu não resistia ao seu charme.

— No! — respondi e continuei meus passos.


Não demorou muito para ele se aproximar e senti seu braço se envolvendo no meu. Olhei de canto e coloquei a mão em sua cintura, apertando de leve.


— Você adora me provocar, né? — perguntou, quando já estávamos prestes a atravessar leão.


Parei e me virei, olhando para ele. Sorri de canto e segurei seu queixo.


— Não sou eu quem provoca aqui, mi amor… — disse e o soltei, olhando para a entrada da quinta casa. — Aiolia! — bradei. — Estoy passando! — disse e entrei.


Assim que dei o primeiro passo, escutei sua voz pelo cosmo:


— Por Atena, espanhol! Sabe que horas são para ter que invadir minha casa aos berros?


Ri daquilo e olhei para Afrodite que olhava seu reflexo no elmo de sua armadura. Respondi pelo cosmo:


— Usted respondeu muito rápido, para alguém que estaria supostamente descansando…

— Como é?? O que insinua?

— Diga ao Shaka que vou precisar da autorização dele para passar em virgem.

— O que? Mas, como?

— Concedida, capricórnio. Boa noite.

— Buenas. Desculpe interrompe-los. — disse e saí dali, puxando Afrodite pela mão.

— Hum. Não sei como Aiolia ainda consegue negar o caso dele com Shaka.

— Isso não é da minha conta.


Ficamos em silêncio e continuamos passando pelas casas, até finalmente chegar na minha. Olhei para Afrodite e beijei sua bochecha.


— Buenas noches, mi amor. — disse e dei as costas, mas fui impedido de continuar.


Olhei para ele e o vi fazendo “beicinho”. Me aproximei e envolvi sua cintura com meu braço. Suas mãos prontamente se apoiaram em meus ombros e soltou um sorriso safado. Como eu adorava seus joguinhos.


— Hum. Acho que esqueci de algo. — fingi pensar. — Un beso. — sorri.


Envolvi minha mão em sua nuca, enredando seus fios dourados entre meus dedos e os puxei de leve. Ele fechou os olhos e entreabriu os lábios, soltando um pequeno gemido. Levei minha boca em seu pescoço e o beijei, sentindo seu perfume floral. Aproveitando a aproximação, marquei aquela pele tão alva com uma pequena mordida e fui afastado, vendo aquele olhar que eu gostava tanto. Ele estava me desejando.


O puxei pela cintura e trocamos um beijo intenso, sentindo o gosto através de nossas línguas. O calor subiu pelo meu corpo e antes que o arrastasse até meu quarto, simplesmente o afastei.


Enquanto ofegava, tendo parte do rosto tomado pelo rubor, ele olhou com uma expressão confusa e sorri. Quando ele fez menção de que iria falar algo, dei as costas, acenando com a mão levantada.


— Buenas noches, mi amor. — disse e entrei no corredor que levava até meus meus aposentos.


Senti seu cosmo por uns instantes no interior de minha casa, mas o mesmo logo se afastou indo até aquário.


Entrei no quarto e fechei a porta, olhando para minha cama. Retirei minha armadura e me despi, tendo como próximo passo tomar um bom banho relaxante antes de dormir. Assim que saí, joguei a toalha sobre a cadeira e deitei em minha cama, como vim ao mundo. Cobri meu ventre com o lençol e olhei para o teto.


Pensei sobre nosso beijo e os outros que trocamos sempre que tínhamos a oportunidade de ficarmos a sós, mas não queria me apegar a ele. Sabia do seu rolo com Mask e que meu amigo italiano não desejava nada mais do que sexo. Ficava chateado, mas não gostava de me meter na vida de ninguém.


Com o tempo, Mask deixou bem claro suas pretensões e claro, Afrodite passou a ficar mais próximo de mim. Sabia que aquilo poderia ser perigoso, mas eu também me sentia atraído por ele. Não conseguia evitar.


O que eu não contava, é que esse desejo fosse se transformar em paixão. Morria de ciúmes, quando ele comentava sobre Mask ou sabia de sua própria boca sobre as noites que passavam juntos. Eu realmente conseguia me mostrar desinteressado, desejando na verdade, mostrar a ele o quanto estava errado. Ele procurava algo em uma pessoa, que se mostrava alheio aos seus sentimentos e eu disposto a dar tudo o que ele queria ali, bem à sua frente, mas quem disse que ele se importava?


Certa vez, Afrodite teve que sair em uma missão e estranhei a visita repentina de Mask em minha casa. Enquanto segurava uma garrafa de vinho, olhei para aquilo e o convidei para entrar. Sabia que sua visita inesperada se estenderia pelo longo da noite, mas não me importei. Apesar de tudo, Mask sabia ser uma companhia agradável.


Depois de uma partida de pôquer, regada de muita bebida, me dei por vencido e me sentei em meu sofá. Ele sentou ao meu lado e acendeu um charuto, pegando o cinzeiro da mesinha de centro e colocando sobre seu colo.


Fechei meus olhos e encostei a cabeça sobre o encosto do sofá, sentindo o sono me pegar aos poucos. Abri os olhos assim que ouvi sua risada e olhei para ele.


— O que foi?

— Nada… apenas me lembrando como o Afrodite faz falta numa noite dessas. — disse tragou, jogando a fumaça para cima.

— O que quer dizer? — perguntei curioso.

— Uma boa foda. — respondeu com o charuto na boca. — Era tudo que eu precisava nessa noite.


Revirei os olhos e levei as mãos sobre meu rosto, deslizando-as até meus cabelos.


— Você só pensa nisso. Tenho pena dele.


Ele olhou para mim e soltou uma risada debochada.


— Sei.

— És verdad! Você o engana, dando falsas esperanças e depois ele…

— Procura consolo em você? — completou e olhou seriamente para mim.


Me calei e desviei o olhar, tentando disfarçar meu interesse, mas Mask era esperto demais. Ele já sabia de minhas intenções há tempos.


— Olha, Shura. Pouco me importa, se ele dá pra você também…

— Que? No…

— Eu não busco nada no Afrodite que não seja o que ele tem para oferecer de melhor, que é o corpo. — tragou. — E não estou enganando ninguém. Ele sabe muito bem que não quero compromissos. O que posso fazer, se ele continua correndo atrás de mim? Você sabe, o quanto ele é irresistível. — voltou a tragar.


Senti um profundo desprezo ao ouvi-lo falar daquele jeito. Ele era meu amigo, mas dizer aquelas coisas sobre Afrodite, me deixou enojado.


— Ele faz isso, porque gosta de você. — respondi seriamente.


Ele deu de ombros e continuou fumando. Depois de soltar a fumaça, se levantou e olhou para mim.


— Está descontente? Conquiste-o para você. — sorriu e saiu da sala.


Abaixei a cabeça pensativo e ouvi sua voz do outro cômodo:


— Isso se for capaz, capisco?! — gargalhou.


Dali por diante, resolvi me afastar de Afrodite. Não queria entrar em uma briga por ninguém. Se ele quisesse algo, teria que descobrir por si só e me procurar. Ele sabia de meu sentimento, mas isso não era o suficiente. Sua persistência pelo erro me incomodava. Aquilo era burrice. Perda de tempo.


Por mais que eu quisesse me afastar, e conseguisse boa parte das vezes, cruzar com ele sempre foi um problema. Como poderia me negar e negar a ele, o que nós dois queríamos? Eu me sentia usado, mas quem se importava? Ter o deleite de provar aquela boca, não era algo que eu pudesse recusar. Mask tinha razão: Ele era irresistível.


Suspirei profundamente e fechei os olhos. Com sorte, amanhã seria um dia bem melhor do que esse.

April 11, 2018, 6:11 p.m. 2 Report Embed 3
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kamerom Versalles kamerom Versalles
Nossa, alguém acerta o Milo. Ainda arranja o Kanon para dar Ibope. Aff. Cuitado do Muso, que oeste kkkkk. Dei risada com a cena Da galinha mas, porque esse trocadilho com ave Fênix. Xiiii. É o Shu. Nossa, ele ama mesmo o Afrodite. Esse Praciano, qdo será que vai querer Sossegar com alguém que vale. Parabéns Adorei esse começo. Apesar de ser muito difícil até pra comentar. Espero pegar o jeito.
April 12, 2018, 22:00

  • Lady Giovanni Lady Giovanni
    Olá, amore! Hahaha! O Milo é mesmo um debochado né? Gente, também tive pena do Muso. Afe, e o Kanon só dando corda. Hauah o Ave fênix foi por referência ao shipp ShakaxIkki. *Cobre a boca* bafão, miga. Ain, o Shu tá de quatro pelo Dite(no bom sentido). Tadinho, isso de ter o amor não correspondido é ruim demais. Ainda mais quando o rival é seu amigo, se bem que o Mais é bem canalhinha nessa fic. Kkkk Enfim, muito obrigada por comentar e acompanhar a história. Você logo pega o jeito. É um pouco diferente no início, mas quando familiarizar, vai viciar. Aqui é MT bom. *-* Beijão pra vc amada! Te adoro! April 13, 2018, 01:29
~

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