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Camila Butarelli Carvalho


Layla, uma garota do interior com uma vida simples, mas um passado sombrio do qual não se lembra. Ela enfrentará desafios ao se inscrever para trabalhar no Castelo de Lux. Entre mistérios traições e mortes, Layla Stondey será testada e desafiada para carregar um peso muito maior do que ela imagina, um dom muito poderoso e uma missão árdua que terá que cumprir. Para isso ela vai ter que tomar decisões difíceis e perder vários amigos no processo. Será que ela está preparada? MENSAGEM AO LEITOR: Peço desde já perdão pelos erros ortográficos e coesivos, esse livro ainda é um sonho colocado no papel, mas aos poucos irei revisar cada detalhe para que sua experiencia seja tão boa quanto a minha quando imaginei e vivi essa história no meu mundo da imaginação particular chamado mente. Espero que tenha um pouco de paciência quanto ao progresso e postagem dos capítulos, eu não imaginava que ser escritora é tão difícil e quando menos espero um bloqueio de escrita me visita e não sai muita coisa, mas de moeda em moeda se faz um milhão, não é mesmo?


Fantasy Historic Fantasy All public.

#romance #fantasia #drama #poder #reviravolta #ambição #
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Prólogo

Os sons de ondas ressoam dentro da cela medonhamente escura, o cheiro pungente de sal e sangue preenche o ambiente. E no canto, encolhida e coberta até o pescoço com um manto vermelho ensanguentado, eu tremo de choque, horror e medo, mas o que mais pulsa nas minhas veia—s nesse momento é ódio.

Perdida, sozinha e presa, é como me sinto. Ainda posso ouvir os gritos e ver

a cara horrorizada de minha mãe ao ser morta. Eles chegaram sem aviso e sorrateios, os assassinos.

Minha mãe, como de costume, estava deitada ao meu lado, cantando a nossa canção favorita. Peguei no sono em poucos segundos, mas senti ela se desvencilhar de mim,ainda cantando, e ouvi seus passos no piso de madeira. Não me mexi, movida pelo efeito sonolento da canção, estava preparada para apagar de vez, quando um grito agudo partiu da direção da porta.

Levantei assustada e com os olhos arregalados, todo o sono havia desaparecido, pois na minha frente um homem de máscara e capuz segura mamãe de costas e empunhava uma faca em seu pescoço, fazendo com que nós duas ficassemos imóveis. Não tive muito tempo para observar o assassino, mas agora, nessa cela fria, as memórias voltam mais claras e mais assustadoras. O homem vestia preto dos pés a cabeça, usava um traje de couro equipado com armas pequenas e grandes, todas vermelhas e sujas de sangue fresco, provavelmente dos meus irmãos e de papai. Debaixo do capuz havia uma máscara que cobria sua boca, deixando seus olhos cor de âmbar evidentes e brilhantes, antes de soltar mamãe ele rasgou seu pescoço em um movimento rápido e brusco.

No momento fiquei paralisada, não pude fazer nada enquanto minha mãe, meu lar e meu alicerce caía de joelhos diante dos meus olhos. Com a mão já vermelha na garganta ela tentava respirar mas, aos poucos, ela começava a cuspir sangue e tossir em busca de voz para gritar e falar alguma coisa. O sujeito de preto apenas me encarava vidrado, como se eu fosse a próxima presa de uma caça muito divertida.

Enquanto mamãe tombava de vez no chão com seus olhos apáticos e engasgada em seu próprio sangue, o homem veio em minha direção e me levantou pelo braço direito.

- Calma mocinha- ele disse observando calorosamente o meu horror- hoje não é seu dia, você é um pacote muito importante, querida- ele me soltou no chão a beira da minha cama e do cadáver de mamãe, nesse momento tentei me equilibrar nas minhas pernas bambas e não chorar.

Apartir daí não me lembro de mais nada além de uma pancada na cabeça. Tudo tinha ficado escuro e pesado, até eu acordar nessa maldita cela.

Meus pensamentos são interrompidos no momento em que ouço vozes do lado de fora, falam baixo mas consigo discernir a conversa- meus irmãos sempre diziam que eu tenho um ouvido de elefante, ouço e vejo melhor do que qualquer um.

- Quantos anos ela tem?- reconheço a voz áspera do assassino ardiloso.

- Acho que uns 7 ou 8...- diz a outra pessoa, um homem com uma voz mais centrada e controlada, ele errou minha idade como a maioria das pessoas, tenho 9 anos mas aparento ser bem mais nova.

- Ok, então o valor aumenta.- diz o maldito maliciosamente.

- Você tinha concordado que 7 milhões de Logos era suficiente- disse o centrado com um pingo de impaciência.

- Não sabia a idade dela, serviços com pacotes pequenos são os mais complicados, são frágeis demais e dão mais trabalho...

- E se acrescentarmos mais 4 milhões?- escuto sons de moedas tilintando.

- Ótimo!- diz o mal-caráter em um tom feliz- Sabe mesmo como fazer negócios César! Foi um prazer trabalhar com você...

E com isso, aparentemente o mascarado sai, e o outro, César, se aproxima da porta da cela e a abre.

Ele entra e deixa a saída aberta, dou uma espiada lá fora e reconheço as palmeiras e águas cristalinas da majestosa cidade de Lux, mesmo sob o vel escuro da noite.

Desvio o olhar para a figura à minha frente, um homem adulto alto, loiro de olhos negros. Ele abre um sorriso amigável, o que me faz recuar ainda mais contra a parede. "Essa pode ser uma oportunidade única de escapar".

-Olá, Anastácia! Vejo que não te trataram bem...Desculpe, mas são negócios.- diz , me olhando com uma falsa pena que, por algum motivo, me dá ansia- Que foi? Não faça essa cara, você é muito valiosa para ficar fazendo careta. Não me apresentei, né? Que falta de respeito a minha, meu nome é...

- César- interrompo com a voz rouca, a primeira vez em horas que falo- eu sei, ouvi vocês lá fora...

- Surpreendente! É mais talentosa do eu imaginei!

Enquanto César me analisa dos pés a cabeça, igual um animal exposto à venda, olho mais uma vez para a porta aberta. Se conseguir uma distração posso correr e me esconder nos dutos naturais das cavernas subterrâneas da região, isso seria fácil, considerando que nasci e cresci correndo e explorando as praias de Lux.

- Você será uma ótima arma quando crescer, querida- ele diz um tom carinhoso e nojento e se aproxima levantando meu queixo para eu possa encara-lo.- Do que será que você é capaz além de ouvir estranhamente bem...?- pergunta curioso, mas não respondo.

Meu sangue ferve. "Arma? Como assim arma?"

Seja o que for que eles querem de mim não posso ficar aqui esperando o pior acontecer. Aproveito o queixo levantado e analiso César à minha frente em busca de alguma coisa que eu possa roubar. E ali está, no seu blase branco e engomado, um broche em formato de adaga. " Para fugir de alguém você só precisa de algo afiado e uma distração" tinha dito papai nas aulas de autodefesa na semana passada. Mas nesse caso, a distração iria ser o próprio objeto afiado...

O sujeito abria a boca para falar mais alguma coisa, mas eu não dei tempo, logo afastei sua mão com as minhas e avancei no broche, agarrando e puxando.

Assim que tomo posse do objeto avanço contra o rosto de César, que, despreparado, solta um grito de susto. Ele leva a mão ao olho esquerdo, onde uma linha vermelha se forma. Ele se ocupa em estancar o sangue, distraído e com dor

Não perco tempo corro até a porta escancarada.

A areia gelada nos meus pés e a brisa da praia me enchem, como se minha energia fosse recarregada.

Ouço gritos de soldados e sentinelas atrás de mim, mas não corro. Fico ali parada e fecho os olhos, sentindo aquela energia me invadir e se contorcer no meu sangue, pedindo para sair e ser livre de novo. Libero aquele poder latente e, ainda com os olhos cerrados, ouço gritos de homens- agora de desespero- e o som de armaduras e corpos sendo arremessados.

Quando finalmente abro os olhos, vejo corpos caídos e respostos em forma de um círculo, sendo eu o centro. Não espero para saber se estão mortos ou vivos, apenas corro em direção as palmeiras e às cavernas subterrâneas. Estou livre! Livre, sozinha e órfã. Então eu choro, finalmente choro pelos que se foram...

Feb. 9, 2024, 3:30 p.m. 0 Report Embed Follow story
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