Minha maldição é você Follow story

lady_giovanni Lady Giovanni

Confusa sobre seus sentimentos a respeito de seu antigo sensei, Anko terá a chance de confrontá-lo para tirar suas dúvidas. Orochimaru irá lhe revelar a verdade?


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13. © Todos os direitos reservados.

#anko-orochimaru #anko #saintseiya #orochimaru #naruto #romance
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Reencontro

Após o retorno de nossa missão no país do mar, pude ter poucos dias de descanso, tendo em mente que logo seria chamada para outra. Eu precisava descansar.


Desde que algumas de minhas memórias retornaram, me sinto melhor em relação ao que eu tanto temia. Apesar de ficar feliz por ter escolhido o caminho certo, me pergunto o porquê de Orochimaru ter me poupado naquele momento.


Meu sensei, conhecido com um dos três lendários sannin e traidor da aldeia da folha, tem piorado sua reputação, conforme sua ganância por poder aumenta. Queria poder entender o que move uma pessoa tão admirável, como ele foi no passado, possa ter mudado tanto. Eu, era uma das pessoas que mais o admirava. Ele era minha inspiração. E por mais que eu sinta raiva e desprezo pelo que ele se tornou, também sinto algo que não compreendo dentro de mim. Eu queria poder vê-lo novamente e poder finalmente entender.


Após tomar um longo banho relaxante, me enrolei na toalha e parei na frente do espelho. Toquei a ponta dos dedos sobre a marca do selo em meu ombro e soltei um suspiro. Não bastava eu ter aquilo para me lembrar dele, eu ainda tinha de lidar com as dores terríveis que eventualmente ele me causava.


Orochimaru sempre pensou em tudo e por sua astúcia, creio que ele tenha tido um propósito maior ao me marcar. Ele sabia que eu havia resistido e não acredito que ele tenha sido ingênuo demais para pensar que eu morreria naquele momento onde eu estava mais forte. Não sou mais aquela menininha boba.


Voltei para meu quarto e me deitei para descansar. Estava exausta e uma boa noite de sono me traria a energia que eu precisava para uma nova missão. Algo me dizia que eu não estava errada. Fechei os olhos, tendo a imagem dele novamente em minha mente e apertei o travesseiro. Eu não queria mais pensar nisso.


A noite foi tranquila e pude descansar sem passar a noite tendo pesadelos. Não era sempre que isso acontecia, mas quando acontecia, eu passava muito mal.


Me levantei da cama, alongando o corpo e senti meu estômago roncar. Fui até o armário, vendo que não havia nada que eu tivesse interesse de comer e o fechei. Dali, resolvi ir até o vilarejo comprar alguns bolinhos e de quebra, saber como os meninos estavam após a missão. Provavelmente encontraria Naruto por lá, na banca do Ichiraku.


Enquanto caminhava pelas ruas, saboreando um dos dangos que comprei pra comer no caminho, fui abordada por um dos jonins da vila:


— Anko! Anko!

Me virei, com o espetinho na boca e olhei para ele. Parecia ansioso.


— O quinto Hokage quer vê-la.

— Mas já? — respondi com a boca cheia mesmo.


Eu sabia que seria rápido, mas não tanto assim…


Assenti, seguindo-o até o escritório dela e vi algumas pilhas sobre a mesa. Já havia percebido que as missões haviam aumentado, mas agora parecia bem mais, por causa das baixas que tivemos no vilarejo. Apesar disso, ela tem surpreendido a todos com sua dedicação para todos. Há alguns boatos sobre sua conduta antes de ter virado Hokage da aldeia, mas isso pouco importa. O que se espera é eficiência.


— Mandou me chamar?

— Que bom que chegou rápido. Eu tenho uma missão pra você, Anko. — disse, ao me encarar com o mesmo olhar decidido de sempre.

— Certo, mas antes de me falar sobre a missão, onde está minha equipe? — levantei os braços.

— Bom, um dos membros acaba de chegar. — disse e olhou para a porta. Fiz o mesmo e vi Guy levantar o polegar, dando uma de suas piscadelas. — Ótimo. — respondi desanimada — E o outro?

— Bom… — olhou para Shizune — Ele está um pouco atrasado, mas deve estar a caminho.

— Já imagino quem seja… — suspirei e logo ouvi a voz do dito cujo.

— Kakashi Hatake… — disse o quinto Hokage.

— Desculpem a demora. Eu tive um imprevisto no caminho e…

— Isso não é novidade… — disse Guy ao se aproximar de nós — O Kakashi sempre atrasa, não é como um ninja como eu que…

— Mas foi um imprevisto… eu estava vindo pra…

— Chega vocês dois!


Engoli seco ao vê-la irritada e não tiro sua razão. Esses caras são demais.


— Agora me escutem… — respirou fundo. — Preciso que investiguem um suposto rumor da presença de membros da Akatsuki num pequeno vilarejo do país do som... — suspirou — Jiraya ainda não voltou da missão e isso me preocupa.

— Akatsuki… — balbuciou Kakashi. Olhei para Guy, que tem parecia preocupado e olhei para a Hokage.

— Bom, o que estamos esperando então? — disse, chamando a atenção dos outros dois e sorri de canto para ela — Então… o que mais devemos saber antes de partimos para lá?



Depois de obter mais informações, saímos do escritório e combinamos de nos encontrar na saída da aldeia.

Reuni minhas coisas em uma mochila e participação em direção ao lugar combinado, vendo Guy alongar o corpo. Ergui uma sobrancelha e fui até ele, vendo-o soltar seu sorriso confiante de sempre. Esse cara é muito estranho.


— Que bom que chegou. Agora só falta o Kakashi para…

— Então, vamos…


Guy arregalou os olhos, apontando pra ele e o deixei para trás, seguindo o outro. Não demorou muito para ficarmos lado a lado, enquanto seguíamos pra lá. Por estranho que fosse, os achei um tanto calados no caminho. E não era pra menos, se os rumores estiverem certos, teríamos de enfrentar uma barra.


Já na metade do caminho, resolvemos parar pra descansar um pouco e aproveitamos para repor as energias. Me afastei do grupo para procurar por algum rio e não demorei muito até achar uma nascente. Assim que me aproximei, senti uma dor aguda em minha marca e levei a mão até o local, apertando os olhos.


— Droga… isso de novo… — cai de joelhos e arfei. Aquilo estava piorando e não queria que ninguém desconfiasse de nada. Não queria que me vissem daquele jeito.


Passou algum tempo, até que a dor finalmente cessou. Respirei fundo, enchendo os recipientes com água e sai dali, de volta para onde os outros estavam.


Para meu alívio, eles conversavam tranquilamente e me juntei, entregando as garrafas de cada um em mãos. Me acomodei abaixo do tronco de uma árvore e bebi a água devagar. Comecei a suspeitar daquela euforia toda e olhei discretamente ao redor, tirando duas kunai de minha mochila.


— Já chega, dessa farsa! Apareçam logo! — disse e arremessei em direção aos clones que se dissiparam.


Ambos pularam de árvores de diferentes e se aproximaram envergonhados.


— Desculpe. Ficamos preocupados com sua demora e tive a idéia de deixar dois clones, caso não fosse você…

— Ei! Não fale como se a idéia tivesse sido só sua... Colaboramos juntos nisso.

— Isso… — soltou um riso por trás da máscara — Desculpe, não foi minha intenção.

— Olha, pra mim não faz diferença. Já perdemos tempo demais aqui. Melhor irmos, antes que seja tarde.


Os vi assentir positivamente e arrumamos as coisas para seguir o caminho até a aldeia. O sol já estava baixo e precisávamos nos apressar para chegar o quanto antes.


Continuamos avançando, mas não foi o suficiente para chegarmos lá. Resolvemos parar novamente e montamos acampamento próximos de algumas árvores.


Guy retirou de sua mochila alguns bolinhos de arroz e pôs sobre a toalha estendida, junto das bebidas.


Peguei um dos bolinhos e provei, sentindo seu gosto saboroso. Não sabia que ele fosse tão habilidoso com esse tipo de coisa, mas realmente estava muito bom.


— Estão ótimos… você precisa me dar a receita depois. — disse e continuei comendo.

— Ah, que bom que gostaram… mas não fui eu que fiz… foi o Lee. — disse e sorriu sem graça, o que fez com que eu e Kakashi caíssemos para trás.


Após fazermos a refeição e guardar as coisas, entramos na barraca para descansar para o próximo dia. Peguei o lugar no fundo, pois não queria ficar no meio daqueles tagarelas e virei para o lado. Minha sorte foi o sono ter vindo logo, mas não posso dizer que isso tenha sido algo bom…


Acabei sonhando com as minhas lembranças do tempo que era aluna de Orochimaru e aquilo voltou a me causar dor, ainda que estivesse dormindo. Suas presas entraram rasgando minha pele e vê-lo me deixar depois daquilo, me causou ainda mais dor. Eu não tinha ninguém para me ajudar. Por que ele estava fazendo aquilo?


Acordei não aguentando aquela dor e notei o quanto havia transpirado enquanto eu dormia. Olhei para o lado, vendo meus companheiros dormirem e saí dali silenciosamente para que não me vissem daquela forma.


Caminhei floresta a dentro, até que não tive mais condições de prosseguir. Me ajoelhei em meio as folhas caídas e passei as mãos pelo meu rosto gelado e úmido, só então percebendo que estava sendo observada.


Levei a mão até minha coxa e acabei lembrando que havia saído sem nada de lá. Tentei concentrar meu chakra, mas aquilo parecia aumentar ainda mais minha dor. Foi então que senti um arrepio. Um arrepio similar aos que tinha, toda vez que ele se aproximava de mim. Ele estava aqui?


Olhei em volta na tentativa de achá-lo em meio a mata, mas estava tudo muito escuro e tudo que havia a fazer é ficar atenta ao som. Senti um novo arrepio e quando vi, já era tarde demais. Sua voz rouca, ao pé de meu ouvido, fez o restante de meus pêlos se arrepiarem por completo. Eu estava em suas mãos.


— Minha querida Anko… eu sabia que acharia você por aqui. — ele disse e tudo ficou escuro depois disso.



Acordei com o som de alguns pingos e apertei os olhos, sentindo uma leve pontada em minha cabeça. Olhei em volta e enxerguei uma luz fraca, vinda do alto de onde eu estava. Mal iluminava o ambiente, mas pelo menos conseguia enxergar algo.


Que ótimo. Que espécie de ninja eu sou pra ser capturada desse jeito?


Ao mexer meus pulsos, notei outra coisa importante e nada interessante: eu estava presa. E não era por cordas, ou algo do tipo, havia algum tipo de jutsu por trás daquilo e não estava nenhum um pouco confortável naquela situação. Tentei usar meu chakra pra me libertar daquilo, mas também foi inútil. O que ele pretendia agora?


Ouvi alguns risos ao meu redor e senti uma agonia terrível. Eu sei que ele estava ali, em algum lugar, só restava saber até quando continuaria com seus joguinhos.


— Por que não aparece logo e acaba com isso? — disse e senti sua respiração contra meu rosto. Ouvi novamente seu riso e sua boca chegou a encostar em minha orelha, ao sussurrar meu nome rente ao ouvido.


— Anko…

— Me… mate logo. — disse e virei o rosto para o outro lado — Acabe logo com isso! Vamos! — gritei, já com os olhos marejados. Alguns flashes de quando eu ainda era sua aluna, passaram por minha cabeça e senti as lágrimas escorrerem — Por que está fazendo isso comigo? Por quê?


Senti o peso de seu corpo contra o meu e tentei sair daquela posição, mas não sabia como. Sua língua percorreu desde meu queixo até a maçã de meu rosto. Fitei seus olhos, deixando mais lágrimas caírem e o vi se afastar de mim.


— Você tem medo do que possa lhe fazer, não é mesmo?

— Quem não teria, depois das loucuras que você já fez e ainda continua fazendo?

— Poderia fazer muito mais, se aquele velho decrépito não tivesse anulado meus braços com aquele jutsu maldito! — respondeu alterado e logo se recompôs. — Mas isso não importa agora… não estou totalmente incapacitado.


Franzi o cenho e olhei para ele seriamente. O que ele estava querendo dizer com aquilo?


— Você é louco… maldito dia em que eu tive você como sensei. — eu disse e ele soltou um de seus risos debochados.

— Você me faz rir, Anko… você era só uma garotinha tola, quando eu comecei a treiná-la. Devia ser grato por eu ter te dado a chance de estar viva ainda…

— Cala a boca! Você não me deu escolha alguma ao meter suas presas nojentas no meu corpo, quando eu ainda era uma menina! Jamais vou perdoá-lo por todo mal que me causou. Até minhas memórias você apagou! — disse em meio ao choro, mas na verdade me doía saber que eu não podia fazer nada.


Orochimaru novamente se aproximou e senti sua mão fria, deslizar por meu rosto como ele fazia. Meu peito se apertou e virei o rosto, deixando o choro sair.


— Eu não sou fraca, como acha que eu sou… eu só não entendo o porquê.

— O porquê?

— Sim. O porquê de ter me enganado ao se passar por alguém bom. Você nunca foi bom, mas eu o admirava mais do que tudo. Eu me esforçava a qualquer custo para que você reconhecesse… que você me notasse… — soltei algumas lágrimas — Eu queria saber, antes de você prosseguir com o que planeja…


Ele olhou para mim em silêncio e depois para o lado, o que achei curioso até eu notar que havia mais alguém escondido. O homem saiu de onde estava e olhou para Orochimaru, vendo-o assentir com cabeça. Fiquei sem entender, mas logo percebi, assim que desfez o jutsu e saiu pela porta, na companhia de meu antigo sensei.


— Você está livre e espero que não tente vir atrás, ou não a pouparei novamente — ele saiu, deixando a porta entreaberta e novamente o vi me deixando sem respostas. — Espera! Orochimaru!


Sensei…


Saí daquele lugar, após recuperar meu chakra e como eu esperava, não havia mais ninguém lá. Parti dali, com mais dúvidas em minha cabeça e tenho certeza que um dia ainda descobrirei o motivo por trás de seus mistérios.


Odeio você, mas ao mesmo tempo o amo. Orochimaru você é minha maldição.

March 31, 2018, 4:05 p.m. 0 Report Embed 0
The End

Meet the author

Lady Giovanni Foxy, Oscar ou Giovanni. A mesma pessoa, esperando, daqui por diante ser sincera consigo mesma, sem dever nada pra ninguém.

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