Like Only a Woman Can Follow story

ayaneyanoy Ayane Yano

“She changed my life She cleaned me up She found my heart Like only a woman can She pulls me up When she knows I'm sad She knows her man Like only a woman can...”


Fanfiction All public.

#songfic #desafio #sasuke #sakura #sasusaku #naruto
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Capítulo Único

“Ela mudou minha vida
Ela me limpou
Ela encontrou meu coração
Como só uma mulher pode” 


Os portões de Konoha entraram em minha visão.


Assim que adentrei a vila pude parar e respirar — respirar o ar do meu lar. O lugar que por pouco não foi destruído por mim. O lugar que anos atrás odiava com todo meu ser, e que hoje é um dos meus pilares.


Sim, meu pilar. Ali se encontrava um dos meus bens mais preciosos: Sakura.


Já podia sentir sua presença. A essência que emanava dela era sem igual, seu chakra para mim era como um farol, uma fagulha de luz em meio à total escuridão.


Como era possível que aquela a quem eu mais desprezava havia se tornado o meu ponto central?


Eu me lembro de cada insulto, cada olhar de reprovação que lhe dava e de como vê-la se retesar sob meu olhar me machucava, dilacerava-me. Mas na época eu não podia, não queria me permitir sentir.


Não houve um dia em que eu não tenha me condenado por aquelas palavras — palavras que foram jogadas ao vento, e que por mais que eu quisesse que a afastassem de mim, por dentro eu gritava para que ela entendesse o sentido, o motivo por detrás delas.


E, às vezes, parecia mesmo que ela compreendia e não se afastava, continuando ali, sempre próxima a mim e tentando me fazer enxergar além, deixando de seguir aquele caminho sombrio. Como ela poderia amar alguém como eu? Eu não era perfeito. Após dispensar os Anbus e entregar o relatório da missão a um deles para que levasse ao Hokage, subi em um dos telhados aguardando sua chegada.


Devia estar ocupada no hospital, já que ela nunca se atrasava, embora eu, por vezes, dissesse que não era necessário que viesse me esperar na entrada da vila quando eu chegasse das missões.


“Deixa de ser chato, Sasuke-kun. Eu não me importo e, aliás, é supernormal que eu o receba assim que chega de missão.”


Sorri apenas com a lembrança dela dizendo essas palavras e fazendo biquinho. Não posso negar que amava essas atitudes de Sakura, o simples ato de me aguardar nos portões — ou de me acompanhar até lá quando eu partia —, o carinho que fazia em meus cabelos todas as manhãs... Essas pequenas coisas me faziam sentir completo.


Eu tenho um lugar para voltar e alguém que me esperava.


“Eu não era perfeito Eu fiz um monte de coisas estúpidas
Eu ainda não sou um anjo
Eu não estava procurando por perdão
Não fui embora por meu orgulho
Chocado por sua atenção
E alguém me inscreveu para o amor
Eu não queria
E agora eu não consigo viver sem”

 

Ao longe eu já podia vê-la caminhando apressada. Era engraçada a forma como vinha andando rápido, tentando arrumar os cabelos em um coque frouxo que deixava alguns fios soltos caindo por seu pescoço e face. Dobrava o jaleco em um dos braços e dava leves alisadas na roupa, para tirar um pouco do amassado e, ao mesmo tempo, dividindo a atenção com os aldeões que a cumprimentavam e até mesmo tentavam iniciar uma conversa — no fim, ela dava uma forma de se livrar deles de forma carismática e prestativa.


Não me estranhava o fato de Sakura ser parada a cada 10 passos que desse pela vila. As pessoas a amavam. O carinho que tinham por ela era enorme. Isso me enchia de orgulho e felicidade.


“Ela é do tipo perfeita
Ela é tudo que eu não sou
É, ela é um anjo”


Olhando-a caminhar agora, eu percebia o quanto Sakura estava feliz — o quanto ela me fazia feliz.


Seu sorriso era o que me motivava a estar ali, o que me fazia viver dia após dia.


Só ela conseguia me fazer sentir o que era amor.


Há tempos, havia deixado de saber o significado dessa palavra.


O único tipo de amor que me lembrava era o de minha mãe, mas então, tudo mudou.


Fui apresentado às outras faces desse sentimento tão louco e tão sem sentido.


Naruto me mostrou, de inúmeras formas, o valor da amizade, de como laços eram feitos e que família não era só de sangue.


Kakashi me permitiu lembrar de como era ter um pai.


Mas a maior demonstração desse sentimento veio de Sakura.


Só ela poderia me mostrar o que sempre esteve diante de mim.


Sakura foi paciente, esperou-me por todos esses anos, mesmo sem ter a certeza de que eu voltaria.


‘Ou teria ela essa certeza?’


Lembro-me de ter seu rosto constantemente em minha mente durante toda a viagem de redenção.


Ao sair da vila naquele dia e ver seu olhar após o “Obrigado”, foi o que bastou para decidir que voltaria para casa. Para ela. Esses sentimentos confusos... Eu queria odiá-los. Mas agora não posso viver sem.


“E é incrível como ela é paciente
Ainda mais nas vezes eu não sou
Ela é a minha consciência
E quem decidiu que eu seria dela
Eu quero odiá-los
Porque agora eu não posso viver sem ela”


Ela para e coloca o jaleco na bolsa. De longe posso vê-la corar.


‘Isso nunca teria fim?’


A visão dela corando era algo inexplicável. A forma que suas bochechas adquiriam um tom avermelhado forte de um minuto para o outro, e seus olhos que ganhavam um brilho inacreditável.


Tudo nela atraia minha atenção. Do piscar dos cílios ao sonoro ‘Sasuke-kun’ que sai de seus lábios.


Ah, ela não tinha ideia do que me causava quando sussurrava meu nome assim.


Parou próxima ao portão e então olhou para cima, franzindo o cenho por não me ver ali.


Suavemente, parei atrás dela.


“Está atrasada.” Sussurrei em seu ouvido, sentindo-a estremecer pela proximidade, para logo em seguida se virar e me encarar com seus orbes verdes.


“Ah... G-gomen, Sasuke-kun. Eu estava de plantão e só consegui...” Ela tentava dizer, enquanto eu apenas ria internamente do seu embaraço.


“Hum.” Foi o que eu disse quando a silenciei, puxando-a para um abraço.


Sua pele macia e extremamente quente de encontro a minha causava um choque — mas um tipo bom de choque.


Ela inspirou lentamente, levantando os braços e rodeando meu pescoço. Apertei-a ainda mais de encontro ao meu corpo.


Seu cheiro me anestesiava e acalmava. Fazia-me esquecer de tudo.


Ficamos minutos assim... Um sentido a presença do outro até que ela respirou fundo e afrouxou o aperto em meu pescoço, olhando-me com atenção. Desceu suas mãos por meu rosto, como se quisesse memorizar cada parte dele. Lentamente passou por meus olhos e chegou a meus lábios onde delicadamente beijei seus dedos, arrancando, enfim, um sorriso seu.


Eu estava, finalmente, em casa.


“Okaeri, Sasuke-kun.” Ela disse, com um brilho intenso no olhar, e nele eu via toda a minha vida ser refletida.


Sakura não fazia ideia de como tinha me mudado. Ela deu vida a coisas que eu sequer fazia ideia que existiam.


Ela me conhece como só uma mulher pode. Como somente ela pode. “Tadaima, Sakura.” Falei, olhando fundo em seus olhos, passando a mão por sua nuca e aproximando mais e mais nossos rostos.


Sentia sua respiração irregular acariciando minha face e o rubor em suas bochechas se intensificando.


Colei nossos lábios.


Inicialmente foi um simples roçar e, logo em seguida, pressionei seu lábio inferior pedindo passagem. Ela rapidamente cedeu. Seu aperto em minha volta se tornou mais firme e nossos lábios se moviam em perfeita sincronia.


Colocamos nesse beijo a saudade de todas as semanas em que estivemos longe um do outro.


Quando sentimos a falta de ar nos separamos o mínimo possível, nossas testas continuavam coladas uma a outra.


“Ela encontrou meu coração
Como só uma mulher pode”


A felicidade estava em minhas mãos. Eu podia tocá-la, podia senti-la. Sakura era tudo o que eu precisava, o tempo todo era ela. Sempre foi. Ela mudou minha vida.


“Oh, e ela mudou minha vida
Ela me limpou
Ela encontrou meu coração
Como só uma mulher pode
Ela me anima
Quando ela sabe que estou triste
Ela conhece seu homem
Como só uma mulher pode”


“Sakura.” Chamei-a.


“Hai, Sasuke-kun.” Olhou-me, curiosa.


“Obrigado. Obrigado por me esperar todo esse tempo. Por me amar.”


Ela ficou em silêncio, olhando fundo em meus olhos, como se esperasse por mais.


“Tsc... Koishiteru.” Falei, acabando com a distância de nossos rostos.


“Ela conhece seu homem Como só uma mulher pode”



March 28, 2018, 7:18 p.m. 0 Report Embed 0
The End

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