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kalinebogard Kaline Bogard

Travis e Wes começam a caçada a um assassino que tem driblado a policia por cinco longos anos. Será que os detetives serão capazes de prendê-lo? Essa dúvida se torna pior quando a vida de um deles passa a correr perigo!


Fanfiction Series/Doramas/Soap Operas For over 18 only.

#Spoilers #violencia #drama #policial #suspense #Humor #Wes #Travis #yaoi #Boys-Love #assassinato #crime
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Capitulo 01

Quando Travis e Wes chegaram à Central já estavam preparados para o tumulto que os esperava. Um grande número de jornalistas cercava a entrada do prédio a espera de qualquer mínima informação sobre o novo ataque de “O Dentista”.

Assim que viram os dois detetives chegando, trataram de cercar o carro e a ambos, tão logo desceram do Porsche.

– Detetives, já têm informações sobre as novas vítimas?

– O assassino manteve o padrão?

– Detetives...

– Não temos nada a declarar no momento – Travis foi falando enquanto abria passagem de forma firme, sempre se certificando que Wes estivesse por perto e não fosse cercado por aqueles abutres famintos – Faremos um pronunciamento oficial quando for apropriado.

Terminou a afirmação e conseguiu, finalmente, adentrar a Central de Polícia.

– Que gente mais chata! Não tem noção que estão atrapalhando?

Wes balançou a cabeça diante dessas palavras revoltadas do moreno. Geralmente Marks não perdia a paciência fácil. Mas quando alguma coisa punha as investigações em risco, ele não se segurava.

– Rapazes, – a voz do Capitão Sutton chamou a atenção de ambos. Ele tinha um pedaço de papel nas mãos – Aqui está o endereço onde os corpos foram achados. Já os mandamos para o IML por causa do estado avançado de decomposição, acredito que as autópsias começaram.

– O padrão...? – Wes deixou a pergunta no ar.

– Aparentemente se repetiu – o chefe respondeu – Sinais de tortura no marido. Um ferimento grave na esposa. Ambos com toda a dentição removida. Fora isso não parece haver nada em comum entre as vítimas anteriores, fisicamente falando.

– Conseguiram identificar o casal? – o loiro voltou a indagar.

– Ainda não. Deixo isso com vocês.

– Primeiro vamos ao local onde encontraram os corpos, talvez tenha algo interessante por lá – Travis colocou a mão no queixo – Depois passamos pelo IML e pegamos amostras das digitais.

– Muito bem. Quando voltarem venham a minha sala. Acenderemos um floreal para atrair boas energias pra essa investigação. Sinto que vão precisar, rapazes.

Travis e Wes se entreolharam, com o loiro dando de ombros e o moreno sorrindo torto. O capitão tinha momentos assustadores.

Mas, levando em conta a dificuldade daquela investigação, toda ajuda era bem vinda. E isso incluía os florais de Mike Sutton!

T&W

Os detetives chegaram ao local onde os corpos foram encontrados, uma espécie de galpão todo feito em madeira.

– Isso explica por demoraram tanto em achar os corpos – Travis desceu do carro e olhou ao redor – Parece que era utilizado para guardar produtos, mas de quem?

– Veremos isso nos registros da propriedade. Não há vizinhos próximos, então vamos desistir das testemunhas.

O moreno meneou a cabeça e avançou passando pela faixa de isolamento, algo que parecia desnecessário na área afastada e deserta, cumprimentando a maioria dos oficiais presentes ali. Wes foi atrás, com as mãos no bolso e muito mais discreto.

Dentro do galpão a equipe forense já estava em ação. O chefe da equipe, Will O’Haille, um homem de meia idade, cabelos ruivos curtos e bigode também avermelhado, características que vinham da descendência irlandesa.

– Chegaram na hora – ele foi logo dizendo – Já posso adiantar que aqui é o lugar da desova, provavelmente não da morte.

– Diz isso pela ausência de sangue? – Travis questionou.

– Exato. Estamos farejando cada detalhe. Foi um trabalho limpo.

– Marcas de pneus? – Wes perguntou tirando sua caneta e o caderninho de anotações do bolso.

– Algumas. Já fotografamos e mandamos para o laboratório. Me arrisco a dizer que não se trata de um carro muito grande e os pneus estão gastos. Um veículo mais pesado teria deixado sulcos mais profundos na terra da estrada.

– Os corpos...? – moreno deixou a pergunta no ar.

O’Haille fez um gesto para que os seguisse. Então parou mais ao canto esquerdo do depósito. O formato dos cadáveres estava riscado a giz branco no assoalho.

– Ele estava aqui, em decúbito dorsal. Ela foi colocada ao lado, com as mãos cruzadas sobre o tórax. O estado de decomposição era bem avançado, por isso enviamos logo para a autopsia.

– Quem encontrou o corpo? – Wes apertou o fundo da caneta retrátil algumas vezes, fazendo um barulho irritante. Parou ao ser fitado com impaciência por Willian – Desculpe.

– Alguém fez uma denúncia anônima, não tenho detalhes. Mas a temporada de caça está aberta e aqui é uma área protegida, por isso algum caçador que tenha passado por esse depósito pode ter encontrado os corpos, mas revelar sua identidade o colocaria em risco.

– Caça ilegal... – Travis falou pensativo – Isso pode explicar a origem do depósito. Não é uma estrutura muito nova... talvez guardassem pele de animais aqui...

– E madeira – Wes completou a teoria e fez um pedido ao técnico forense – Busquem por indícios que comprovem isso.

– Considere feito.

– Mais alguma informação?

Will voltou-se para Travis e passou a mão pelos cabelos.

– Não. Podem dar uma farejada aí, mas já sabem: cuidado com as evidências, não estraguem nada. Assim que eu tiver algo concreto, aviso a vocês.

Os detetives acenam em concordância. Primeiro olharam o interior do galpão. Não era nada muito elaborado, algo simples: amplo, porém sem divisórias. O teto era alto, janelas altas ajudavam duas lâmpadas potentes a iluminar tudo.

– O acesso é apenas por aquela porta – Wes falou anotando algo no caderninho de capa preta.

– Lugar isolado, distante, silencioso. Perfeito para se cometer um crime, mas parece que o assassino o escolheu para desova. Por que...?

– Talvez um ex-caçador que já conhecesse o galpão e soubesse das vantagens.

– É uma hipótese – Travis afirmou sem se comprometer – E confirma o padrão: cinco casais mortos, cinco locais de desova diferentes, aparentemente não há nada em comum entre eles. Vamos dar uma olhada lá fora.

Enquanto caminhavam lado a lado em direção à única saída do galpão, Wes guardou o caderninho e a caneta antes de fazer uma observação.

– Sempre há algo em comum, Travis. E esse detalhe é o que desvenda o caso inteiro.

– Nós vamos encontrar isso, cara. Nós vamos desvendar esses assassinatos em série. Um casal morto e torturado por ano, da mesma forma nos últimos cinco anos. Temos que acabar com isso.

Wes acenou com a cabeça. Estava mais do que na hora de desvendar os crimes macabros. O próximo passo era terminar a investigação ali e seguir para o IML.

March 28, 2018, 1:05 p.m. 0 Report Embed 0
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