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kalinebogard Kaline Bogard

Wes decide comprar uma casa nova. E é claro que Travis vai dar os seus palpites!


Fanfiction Series/Doramas/Soap Operas Not for children under 13.

#Boys-Love #romance #fluffy #familia #Common-Law #Wes #Travis #Humor
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Capítulo 01

Travis deu um gole no café quente e colocou o copo de volta no suporte. Depois recostou-se no banco e relaxou cruzando as mãos atrás da cabeça.

Os olhos claros fixavam-se ora no parceiro, ora na rua onde aguardavam um chamado a respeito de uma investigação. Mas enquanto não tinham notícias, o moreno acabou cedendo a curiosidade.

– O que tanto você lê aí? Dever de casa?

– Não. São apenas folhetos de uma imobiliária que eu...

– Você está pensando em comprar uma casa?! – ele desencostou-se do banco e debruçou-se sobre o loiro tentando espiar os papéis que ele segurava – Cara, como não me diz uma coisa dessas? – acusou e já foi puxando as folhas da mão de Wes – Deixe-me ver o que você tem em vista...

– Travis... não pedi sua opinião.

– Eu sei. Mas vou dá-la mesmo assim. Hum... três quartos? Pra que tudo isso, cara? Desperdício de espaço. Essa outra tem piscina, parece boa...

– Não vou deixar que você me influencie com isso.

Travis fingiu indignação ao responder à acusação.

– Eu te ajudei com essa belezinha, não? – referiu-se ao carro – Você se arrepende?

O loiro hesitou por um breve segundo. Evidentemente não se arrependia de ter mudado de idéia.

– Não.

– Ótimo. Vamos ver essa daqui primeiro – mostrou um dos panfletos. Wes não teve sequer tempo de protestar. O rádio transmitiu a informação que esperavam e os dois precisaram entrar em ação.

Hora de prender um suspeito.

T&W

– Não acredito que me fez vir aqui – o loiro resmungava observando a casa, que não era nada ruim na verdade.

– Cara, olha isso que perfeito... não vai começar a inventar defeito, vai?

Wes estreitou os olhos de forma ameaçadora. De repente continuar morando no hotel não parecia uma idéia assim tão ruim.

– Aqui... você pode colocar um mini bar aqui – Travis apontou um canto da sala – Vai ficar perfeito. Olha a vista para a piscina.

– Eu ainda não entendi por que preciso da sua ajuda pra escolher a minha casa...

– A doutora Ryan...

– Ela não vai morar na minha casa! – Wes cortou irritado aproximando-se de uma das janelas – Eu posso...

Calou-se por que Travis chegou por trás e passou as mãos por sua cintura, abraçando-o. Em seguida o loiro sentia a respiração quente batendo contra seu pescoço.

– Ninguém vai morar na sua casa, Wes. Eu não deixo.

– Você não deixa? – debochou. Intimamente gostou do contato físico.

– Não. Meu apartamento foi comprado antes de “nós”. Agora que resolveu deixar o hotel e ter um lar, quero que seja “nosso”.

–...

Wes não disse nada. O moreno não precisava de muita coisa para convencê-lo e fazê-lo mudar de idéia.

– Essa casa parece boa pra mim. Não é grande demais e tem uma piscina.

– Não sei...

– Veja só aquela cozinha! Você precisa preparar um bife à parmegiana pra gente como festa de inauguração.

Apesar da indicação Travis não fez o menor movimento em sentido de liberar o loiro para que fossem ver a cozinha. Pelo contrário, fez questão de mantê-lo em seus braços, apenas sentindo aquele calor tão necessário para si.

Wes moveu as próprias mãos e as colocou sobre as do parceiro, dando um apertão carinhoso.

– Resumindo: você quer que eu me mate na cozinha para satisfazer seu apetite voraz.

– Ei, não estrague o momento mágico, cara! Eu estou tentando ser gentil – apesar do resmungo Travis não estava irritado de verdade. A prova disso foi que logo abaixou o rosto de leve e mordiscou o pescoço do loiro, sabendo que atacava um dos pontos fracos do parceiro e amante.

– Travis... ahmnnnn...

Mitchell apenas gemeu, sentindo as forças abandonarem seu corpo. Maldito Travis que o conhecia como ninguém e sabia exatamente onde tocar, onde provocar. O moreno era experiente e isso não se questionava.

Wes ficava feliz por que desde que tinham se envolvido o moreno nunca mais saíra com uma garota. Claro, ainda haviam as cantadas baratas e gracejos galanteadores, por que o lobo perde os dentes, mas não perde o costume. Enfim...

Ele gostava do pacote todo. E não fazia idéia de desde quando nutria aqueles sentimentos pelo moreno.

– Tem razão... – Wes afirmou com um suspiro – Esse parece um bom lugar...

A resposta foi o abraço de Travis, que se tornou ainda mais firme, quase possessivo.

– Menos pelos vizinhos! – Wes apontou a casa ao lado onde uma senhora de idade disfarçava tentando enxergar dentro da construção à venda, movendo-se sorrateira atrás da cerca viva.

– Ah, não! Pode desistir dessa casa, Wes – o moreno libertou o parceiro e afastou-se uns passos – Sem chance...

– Agora que eu estava gostando dela? – ironizou.

O moreno olhou agudo na direção de Mitchell e saiu rumo à porta, sabendo que seria seguido. De jeito nenhum aceitaria que o outro rapaz fosse morar ao lado de uma bisbilhoteira.

T&W

Depois da frustrada visita os detetives voltaram para a Central. Havia poucos oficiais naquele horário, a maioria saíra atrás de um caso ou estava almoçando.

– Aqui...

Wes sentou-se à mesa impecavelmente arrumada e viu os panfletos que Amy ficara de lhe arrumar.

– O quê? – Travis sentou-se também e cruzou as pernas sobre a própria mesa, colocando o sapato em cima de alguns papeis. Fez uma careta diante do olhar de advertência que recebeu do colega, mas tirou os pés e posicionou-se normalmente.

– Anúncios de um apartamento.

– Não. Fora de questão.

– Por quê?! – Wes ainda estava indignado com a facilidade que Travis tinha de se meter em assuntos que não lhe diziam respeito.

– Confie em mim. Morei com uma mãe adotiva num apartamento com essa estrutura – puxou o folder das mãos do loiro – Dá pra escutar tudo que acontece no apê ao lado. Não é como o meu.

– Não pretendo dar festas. Não vou incomodar meus vizinhos.

– Sei disso, você é o Senhor Chatice, só sabe ouvir aquele jazz de vovô.

– Ei!

– Mas corre um risco: e se algum vizinho decide dar uma festa? Hein? Você não terá paz. Desista.

–...

A esse argumento Wes não tinha como rebater. Por isso calou-se pegando o panfleto de volta e dando um último olhar antes de jogar no cesto de lixo.

– Além disso, – Travis começou como quem não quer nada – seu cachorro precisa de espaço pra correr.

O loiro virou a cadeira de modo a encarar o parceiro.

– Que cachorro? Eu não tenho cachorro.

– Ainda – Marks riu – Quero que você tenha um. Estava pensando em...

– Ficou maluco? Cães são sinônimo de responsabilidade. Não vou ter um cachorro só por que você quer que eu tenha um!!

– Isso não está em discussão.

– Claro que está!

– Wesley, cale a boca – o moreno ordenou firme e foi obedecido. Wes apenas lhe lançou um olhar surpreso ao mesmo em tempo que o queixo caia de leve – Tem que aprender a abrir mão do controle em alguns momentos. Foi a Dra Ryan quem disse.

– Mas...

Então Travis piscou cheio de segundas intenções.

– Foco no trabalho, cara. Depois voltamos nesse assunto.

O loiro emburrou e voltou-se muito sério para a papelada organizada em sua mesa. Não teria um cachorro. Jamais compraria um cão. Nem se Travis insistisse pela eternidade.

Ignorou aquela vozinha lá no fundo, bem no fundo, que lhe dizia ser incapaz de dizer não a um pedido do parceiro.

Por mais problema e dor de cabeça que aquilo lhe trouxesse.

March 28, 2018, 12:26 p.m. 0 Report Embed 0
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