Seu Coração É Meu Follow story

jupitercaine Jupiter Caine

Naruto Uzumaki, loiro, olhos azuis, pele macia e de aparência atrativa, corpo normal para uma pessoa com seus 19 anos, pelo menos era o que pensava. Não tinha nascido rico, tentava terminar a faculdade de Pedagogia, e não, não era casado com alguém de dinheiro por mais que a pessoa que lhe abrigasse fosse milionária, estava mais para um ato de piedade ou bondade. Não, bondade não, o homem que lhe dava abrigo não tinha nada de bondoso, provavelmente ele era um fardo para aquele moreno de olhos ônix, pele clara e lábios gélidos. Sim, Naruto sabia perfeitamente o gosto e a textura daqueles lábios, talvez esse fosse o principal motivo por estar naquela casa.


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#vampiro #lemon #yaoi #naruto #sasunaru
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Capítulo 1

A pequena cidade de nome Konoha, localizada no interior do Japão, possuía aproximadamente 30 mil habitantes. A cidadela mantinha a harmonia entre o velho e o novo. Em meio às construções contemporâneas encontrava-se, também, o patrimônio antigo. Antigos casarões de madeira com janelas grandes se faziam presente nas ruas pavimentadas com paralelepípedos. A cidade pacata concentrava diferentes tipos de classe, o comércio era a principal renda para os que necessitavam de emprego. Sorte daqueles que tinha oportunidade de concluir uma faculdade e ter uma renda, digamos, um pouco melhor, outra opção seria nascer rico ou casar com alguém rico, essa última a mais desejada pelas jovens da cidade, porém não era o caso do loiro que acordava em meio aos lençóis de seda da belíssima mansão Uchiha. Naruto Uzumaki, loiro, olhos azuis, pele macia e de aparência atrativa, corpo normal para uma pessoa com seus 19 anos, pelo menos era o que pensava. Não tinha nascido rico, tentava terminar a faculdade de Pedagogia, e não, não era casado com alguém de dinheiro por mais que a pessoa que lhe abrigasse fosse milionária, estava mais para um ato de piedade ou bondade. Não, bondade não, o homem que lhe dava abrigo não tinha nada de bondoso, provavelmente ele era um fardo para aquele moreno de olhos ônix, pele clara e lábios gélidos. Sim, Naruto sabia perfeitamente o gosto e a textura daqueles lábios, talvez esse fosse o principal motivo por estar naquela casa.

Alguns meses atrás encontrou Sasuke Uchiha, filho do médico Fugaku, em uma balada e a única coisa que se lembrava era de ter acordado no dia seguinte em uma enorme cama de casal e com o moreno ao seu lado, a dor no quadril e o esperma seco que havia escorrido pela perna, deixava claro o que tinha acontecido. Pior foi ter que encarar Fugaku e Mikoto, ambos amigos de seus pais, quando tentava sair de fininho da mansão, foi um dos momentos mais constrangedores que havia vivido. Ignorou aquilo por dias, mantinha a cabeça ocupada com seu trabalho, que consistia em ser vendedor em uma Boutique, o valor de uma única peça de roupa daquele lugar equivalia ao seu salário do mês. Além do trabalho tinha a faculdade que tomava o pouco tempo que desfrutava. Enquanto a Sasuke, ele parecia ter sido engolido pela terra. Conhecia o moreno superficialmente e não entendia como se deixou levar pelo momento, não podia negar que ele era lindo, mas o que tinha de beleza tinha de arrogante e rabugento, como sabia disso? Simples, ele era seu cunhado. Deidara, seu irmão, namorava Itachi o primogênito Uchiha, a mais ou menos dois anos, estranhamente, assim que assumiram o namoro Deidara se mudou para a mansão, no inicio foi difícil convencer seus pais Kushina e Minato, ambos feirantes e de cabeça dura acreditavam que morar junto só depois do casamento, no final acabaram por aceitar. Ficou sabendo por Sakura, irmã adotiva de Sasuke, que o moreno estava em um curso de aperfeiçoamento fora da cidade, ele havia concluído o curso de medicina a poucos meses, naquele tempo ele acreditou, tempos depois descobriu ser mentira. Os dias foram passando e ele tentou seguir sua vida normalmente, o que tinha demais ele ter transado com o partido mais desejado de Konoha? Meses depois ele soube que tinha muito a ver.

Voltava de mais um dia de faculdade, a instituição era próxima a sua casa fazia o caminho todo a pé, até certo ponto tinha a companhia de alguns colegas depois seguia sozinho e foi justamente nesse trajeto sozinho que percebeu ser seguido, embora não conseguisse visualizar “nenhuma alma viva”. A rua estava completamente deserta, pelo menos era o que parecia. A poucos metros de casa foi abordado por um Ser, que para si era sobrenatural, não somente pela beleza, mas pela força e aura que a garota emanava. A jovem parecia ter sua idade, a mão em seu pescoço levantava-o do chão, demonstrando o quanto ela era forte, diferente de si que sempre foi um fracote. A mulher de cabelos negros azulados e olhos perolados lhe miravam com ódio, o sorriso debochado deixava a mostra o canino longo não sabia se estava sonhando, aquilo realmente era real? Estava frente a frente a uma vampira? Não soube por quanto tempo ficou encarando-a, sentia as costas serem pressionada contra a parede de textura áspera e a garganta trancar com o aperto em seu pescoço, somente quando a outra quebrou o silêncio que soube que não estava sonhando, que tudo era real.

— Então você é o novo brinquedinho dele? – a voz era firme fazendo todo seu corpo tremer. — Não vejo nada de interessante, veremos o que ele irá fazer depois que eu quebrar o seu pescoço. – o sussurro em seu ouvido era feito de maneira fria. Não sabia quem ela era e o porquê de querer matá-lo, jamais imaginou que morreria daquela maneira e quando percebeu os olhos escurecerem não deixou de notar o pavor nos olhos daquela mulher antes de soltá-lo e tudo ficar preto. No dia seguinte descobriu que vampiros existiam e que ele havia dormido com um, Sasuke Uchiha e toda sua família eram vampiros. Naquele mesmo dia a pergunta que tanto fazia em pensamento fora respondida: Por que eles eram tão pálidos e lindos? Simples, eles eram vampiros. Foi difícil acreditar, até Deidara contar-lhe que já sabia e que fora morar com eles justamente por esse motivo, pois os que se envolviam com os Uchihas eram odiados e jurados de morte pelo clã Hyuga, esse era o clã mais antigo entre os vampiros. Há décadas atrás um acordo havia sido feito entre os Hyuga e Uchiha, acordo esse que consistia na união entre os filhos dos líderes para manter a hegemonia do poder nesses clãs. Entretanto o que os lideres atuais, tanto Fugaku como Hiashi, não esperavam era que os vampiros da linhagem Uchiha, tacassem o foda-se no acordo e escolhesse seus próprios parceiros, sendo eles imortais ou humanos, como era o caso de Itachi que dispensou Neji para ficar com Deidara. O outro clã não levou na esportiva tal atitude e acabavam por eliminar qualquer perigo para essa união, tanto que Deidara, também, havia sido atacado e por esse motivo passou a morar com os Uchihas. O pior de tudo era que o bastardo do Sasuke havia iniciado um romance com Hinata Hyuga, irmã de Neji e responsável por seu ataque, porém depois de certo tempo acabou largando-a. A garota não aceitou bem tal decisão, não somente o término como a quebra do acordo e devido a isso ele, Naruto Uzumaki, era o novo hospede da mansão Uchiha a pedido de seu irmão e por ter transado com o herdeiro mais novo, que ignorava sua presença totalmente.


Levantei-me da cama, segui até a janela e observei a garoa fina, Konoha era uma cidade perfeita para vampiros sempre nublada e com nuvens carregadas, não sabia se: o sol derretia suas peles, como no filme do Drácula, ou se eles brilhavam como na Saga Crepúsculo, torcia para que fosse a última opção. Suspirei saindo dos meus devaneios e segui para o banho, de todas as exigências de Deidara para comigo a respeito de minha proteção a única que não abri mão foi trabalhar e estudar, então naquela manhã chuvosa de sábado eu teria que ir para a Boutique.

Desci as escadas e segui para a mesa do café encontrando Deidara, Itachi e Mikoto. Fugaku havia ido até o hospital e Sasuke provavelmente no escritório. Depois que Itachi assumiu Deidara, os membros do conselho exigiram que ele deixasse de ser o próximo a suceder Fugaku por tempo indeterminado, passando a responsabilidade para Sasuke. O ocorrido entre eles não foi divulgado, Hinata, talvez, tenha ficado sabendo, pois devia ter algum espião atrás do moreno, isso segundo Deidara. De todo o caso só estava na mansão pelo irmão e nada, além, disso.

— Bom dia! – cumprimentei sentando-me ao lado de Deidara e recebendo o cumprimento dos demais.

— Só você para trabalhar em um dia de sábado, Naruto-kun? – direcionei meu olhar para Itachi, ele mantinha a expressão serena e calma, a xícara em sua frente estava intocável, a mesa repleta de comida era somente para mim e Deidara.

— Sim cunhado, não é todo mundo que tem o privilégio de ser rico... – sorri com sua expressão. Itachi, às vezes, me tirava do sério, principalmente, pelo que aconteceu entre mim e seu irmão.

— Naruto... – Deidara me olhou de canto, dei de ombros não havia dito nada demais. O café seguiu sem mais conversas, logo estava chegando à Boutique Yamanaka. Ino, a proprietária, além de ser chique e rica, era minha amiga. Conhecemo-nos na faculdade, ela fazia Administração, enquanto eu iniciava Pedagogia, porém acabei trancando quando a situação apertou só retornando tempos depois, agora no segundo ano de curso e ela já havia terminado e assumido a Boutique de seus pais.

— Bom dia, Naruto-kun! – cumprimentou entrando no estabelecimento e seguindo para sua sala.

— Bom dia, Ino-kun! Posso saber o porquê desse sorrisinho? – perguntei seguindo-a.

— Oh, Naruto, não imagina quem me ligou ontem? – perguntou-me com aquele sorrisinho bobo, sim eu sabia, devia ser Gaara, um rapaz riquinho e mimado que só iludia minha amiga.

— Não faço ideia! – menti apanhando sua bolsa e a colando sobre a prateleira atrás de sua mesa e ouvi a suspirar.

— Gaara. – revirei os olhos, claro que era o babaca. — Ele está voltando de seu intercambio hoje.

— Ótimo! – ela girou a cadeira e me encarou assustada.

— Jura que não vai brigar comigo? – perguntou-me e não deixei de perceber o sarcasmo em sua voz.

— E adianta? Que eu saiba não, você gosta daquela cabeça de tomate e nada do que eu diga lhe fará mudar de ideia. – respondi saindo de seu campo de visão. — Preciso arrumar as joias, segunda chegará às novas encomendas. – não olhei para ela, segui para o balcão começando a organizar os colares de pedras preciosas.

A Boutique era perfeitamente arrumada e aconchegante, havia poltronas confortáveis para os clientes e sobre o chão o tapete felpudo combinava, perfeitamente, com o restante da mobília.

— Preciso de uma joia! – me arrepiei com aquele timbre de voz, estava tão distraído que não o percebi entrar, mas o que ele estava fazendo ali? Era para estar trancado em seu escritório. Depois do ocorrido com a vampira não nos falamos, na verdade nunca havíamos nos falado. Encarei-o, ele usava um casaco preto por sobre um suéter da mesma cor, a calça jeans abraçava perfeitamente as pernas longas e grossas, os cabelos negros estavam úmidos, provavelmente pelos chuviscos de seu trajeto do carro até a loja. Os olhos negros pareciam querer tomar uma coloração avermelhada, ele me fitava intensamente. Senti minhas pernas bambearem e encarei seus lábios finos e uma enorme vontade de beijá-lo tomou conta de mim, percebi que ele sorriu discretamente, com certeza percebeu minha intenção pela cara de boboca que fiz. Tentei reorganizar meus pensamentos e finalmente me pronunciei.

— Que tipo de joia? – perguntei desviando o olhar.

— Algo delicado. Não quero joias exageradas ou grosseiras! – disse, e mesmo não olhando para ele eu sabia que me encarava.

— Dificilmente as joias são grosseiras Uchiha... – retruquei. — Posso saber para quem é? – não podia negar que a curiosidade estava me matando, quem seria a pessoa a ser presenteado por aquele vampiro, seria a tal Hyuga? Droga, o que isso te importa Naruto! – repreendi-me mentalmente.

— Mikoto! – respondeu analisando as gargantilhas que coloquei sobre o balcão.

— Alguma data especial? – não me lembrava, na verdade passei a conhecer a matriarca de maneira mais intima depois que passei a residir em sua casa.

— Aniversário! – curto e grosso esse Uchiha é insuportável.

— Quantos anos? – perguntei e vi ele me encarar. — O que?

— Isso é um interrogatório? – perguntou retornando o olhar para a gargantilha em sua mão.

— Não! Sei lá, quanto anos ela tem... Uns 500 anos... – não contive minha boca grande.

— Muito mais, - murmurou e não segurei a surpresa. — vou ficar com essa! – me estendeu a gargantilha em ouro e diamante.

— É linda, ela vai adorar! – falei admirando-a.

— Vocês vendem para homens também?

— O que? Gargantilha, para você? Acho que não vai combinar... – percebi que ele me olhou furioso. O que eu disse?

— Não seja idiota, digo se vendem joias masculinas?

— Temos algumas peças, por ser uma Boutique os homens não aparecem muito por aqui! – apanhei algumas pulseiras. — Somente pulseiras.

— Qual gostou? – encarei-o surpreso. Como assim do qual gostei? Será... – Você é homem pode me ajudar a escolher! – claro Naruto, o que achou que ele te presentearia com uma joia, não seja ridículo.

— Gostei dessa! – ignorei o desapontamento e mostrei-lhe uma pulseira em ouro romana, caríssima, se era para ele gastar que seja bastante.

— Vou levar! – nem mesmo perguntou o preço.

— Itachi vai gostar! – disse colocando-as em suas devidas caixas aveludadas.

— Quem disse que é para Itachi? É pra outra pessoa, alguém que é especial e que me importo muito.

— Desculpe-me eu só achei... Esquece. – entreguei a sacola e recebi os valores, que por acaso foi à vista. — Ótima hora para aumentar a chuva. – divaguei olhando para a porta e vendo a chuva aumentar, justo hoje que pretendia visitar Minato e Kushina.

— Já devia ter se acostumado Konoha é assim! – isso não é o problema.

— Pra você que tem carro não faz diferença, não vai se molhar como eu! – não é fácil andar de guarda-chuva, principalmente quando venta e aquele maldito se desmancha todo deixando-nos no relento.

— Posso te dar uma carona, até que horas trabalha?

— Até as 12h00min.

— Passo te pegar! – disse sorrindo e notei certa malicia em sua voz, saiu não me dando tempo de retrucá-lo.

Organizei as joias procurando deixar espaço para as novas que chegariam e atendi algumas clientes que procuravam vestido para o baile de final de ano. Konoha ficava dividida naquela época do ano, alguns passavam o réveillon na praça principal ouvindo música de uma banda qualquer e confraternizando com desconhecidos, enquanto outros participavam do baile beneficente, organizado por quem? Sim, pelo Doutor Fugaku em sua mansão, oportunidade para as raparigas dar em cima de Sasuke, o solteirão cobiçado. Às vezes, me perguntava se eles não tinham vontade de sugar o sangue de alguns humanos, depois que passei a noite com Sasuke procurei algum vestígio de mordida, mas não encontrei talvez meu sangue não seja apetitoso.

—Pare de pensar asneiras Naruto! – repreendi-me e segui até Ino. — Hei loira! Nosso horário já deu. – ela saltou da cadeira com o celular em mãos.

— Vou retocar a maquiagem, Gaara virá me buscar! – segui-a com os olhos até a suíte que havia em sua sala.

— Mas ele não estava sei lá aonde, e já chegou? – estranhei.

— Sim, conseguiu adiantar o voo! – gritou.

— Ok, vou recebê-lo! – entortei o nariz, não estava com a menor vontade de encarar aquele ruivo. Para minha sorte ele não veio, fechamos a loja e Ino me ofereceu carona, mas como o Uchiha tinha ficado de me buscar acabei negando. Não deixei de notar a tristeza em seus olhos, aquele maldito Gaara só a iludia.

— Ino já foi? – dei um pulo e quase fui ao chão pelo susto. Encarei a pessoa e dei de cara com aqueles olhos verdes.

— Chegou tarde! – ignorei-o.

— Hei! – senti sua mão sobre o meu braço, fazendo-me encará-lo novamente.

— Me solta, eu não lhe dei o direito de me tocar. – disse fitando sua mão, ele no mesmo momento retirou-a.

— Te tocar é tudo o que eu mais quero Naruto. – arregalei os olhos. Serio que aquele babaca disse aquilo? E minha amiga como fica?

— Escuta bem Gaara, eu só não arrebento sua cara por que não quero sujar minhas mãos com seu sangue nojento. – ele sorriu. Aquele maldito sorriu. — Do que está rindo idiota?

— Você fica mais lindo quando está bravo. – ele deu um passo e ficou a centímetro de mim. Queria correr, mas chovia e não estava com a menor vontade de me molhar, ainda mais por culpa daquele homem. Encontrávamos embaixo do toldo da Boutique.

— Algum problema, Naruto? – céus suspirei de alívio, aquela voz nunca foi tão bem vinda. — Sabaku.

— Sasuke! – o ruivo se distanciou. — Sempre aparecendo onde não deve.

— E você sempre sendo inconveniente! – aqueles dois se fuzilavam com os olhos. — Vamos Naruto. – senti-me ser arrastado pela chuva até o carro negro de Sasuke. — Droga! – ele socou o volante assim que entramos. — O que pensa que estava fazendo com aquele cara.

— Não estava fazendo nada. Se não notou, ele estava me assediando. – retruquei.

— E você estava gostando. – rosnou.

— Eu? Mas, é claro que não. Ele é o crush da Ino, eu jamais faria isso. – jamais, roubar o namorado de uma amiga estava fora da minha lista de coisas para fazer, não que eu tivesse uma, mas gostava de fantasiar.

— Então porque não saiu? – ele passava a mão pelos cabelos.

— Está chovendo imbecil! – aumentei o tom de voz. — Quer saber eu prefiro ir pela chuva mesmo. – tentei abrir a porta, mas ele acionou as travas. — Vai-me sequestrar?

— Quem sabe! – o que? Eu ouvi direito?

— O que disse? – questionei diminuindo o tom da minha voz.

— Nada, vamos embora!

— Pode me deixar na casa dos meus pais? – disse um pouco antes de pegarmos a rua principal.

— Não!

— O que?

— Vamos para a casa.

— Meu programa era outro. – estava perdendo a paciência.

— Deidara está planejando uma reunião para comemorar o aniversário de Mikoto. – o aniversário era hoje? Merda!

— Não me diga que o aniversário é hoje, - ele confirmou. — seu maldito, e porque não me disse, eu não comprei nada.

— Ela não liga pra isso.

— Me leva para a casa dos meus pais eu não irei de mãos abanando, até porque será a noite, não é mesmo?

— Sim.

— Então, se não me levar pra lá eu pulo desse carro, seu, seu... Vampiro. – escapuliu e eu me arrependi na hora, principalmente quando ele me encarou com aqueles olhos vermelhos. Definitivamente você está fodido, Naruto Uzumaki.

— O que disse? – ele freou o carro bruscamente.

— Sasuke...

— Repete? – rosnou e eu quase fiz xixi na calça.

— Sasuke me desc... – não consegui terminar. Ele arrancou o cinto rapidamente e suas mãos, frias, estavam sobre meu pescoço.

— O que disse? Do que me chamou? – seu hálito batia contra meu ouvido.

— Vam... Vampiro! – sussurrei e ele suspirou sôfrego. Senti seu nariz deslizar por meu rosto. — O que está fazendo? – senti uma leve mordida em meu pescoço, mas nada o suficiente para ele sugar meu sangue ou me transformar. Na verdade, não sabia se aquilo seria possível: A transformação. Sabia pouco sobre vampiros, somente o que era passado através dos filmes, me apaixonei por Edward, da Saga Crepúsculo, sentia-me como a Bela. Ri internamente com o quanto aquele pensamento era tosco. A sensação de ter o Uchiha lambendo a minha pele e roçando suas presas sobre ela estava me deixando excitado, e aquilo me assustava.

— Não sabe o quanto isso soou sexy para mim, Naruto... - ah! Kami, aquele voz causou um efeito instantâneo em minhas partes baixas. Apertei seus bíceps com força sentindo meu corpo ficar mole, talvez fosse algum poder vampiresco sobre mim.

— Sasuke! – gemi manhoso e ele me encarou. A intensidade de seus olhos rubros me enfeitiçava.

— É a primeira vez que um humano me desestabiliza assim, sabia? – confessou e eu me senti estranhamente bem. Estava preparado para sentir seus lábios, ele se aproximou o roçar foi de leve, mas meu corpo tremeu e somente quando ele os tomou de vez eu me permiti fechar os olhos. Os lábios frios em contraste com os meus quentes era maravilhoso, não sentia repulsa ao estar beijando um ser das trevas, pelo contrário eu o desejava mais e mais. Daria tudo para me lembrar da noite que passamos juntos, mas nada vinha. Minhas mãos subiram para seus fios negros, e céus, eles eram extremamente macios, deslizavam facilmente por entre meus dedos, arranhei de leve o couro de sua cabeça e ele soltou um gemido, o que me deixou feliz, de certa forma ele, ainda, era sensível aos toques. O beijo foi encerrado, pois meu ar faltou, observei-o e ele estava bem, não apresentava a mesma necessidade que eu, claro eu era apenas um humano. Quando ele percebeu que havia me recuperado se preparava novamente para me beijar e eu estava pronto para recebê-lo, até que o som do seu aparelho celular se fez presente trazendo-nos para a realidade, realidade essa que me fez pensar em tudo que estava acontecendo. Não prestei atenção na conversa, somente que ele ficou nervoso, nosso momento tinha acabado depois daquela ligação, eu deveria estar feliz, afinal, aquilo não devia ter acontecido. Ele não me disse nada, ligou o carro e seguiu viagem, para minha surpresa ele deixou-me na casa dos meus pais.

Naquela tarde não prestei atenção no que minha mãe dizia sobre a feira e nem mesmo o que Minato falava sobre as plantações que ficavam no fundo do quintal, em minha cabeça se repita, varias, e varias vezes aquele beijo.

Ansioso era como estava para que a noite chegasse, qual seria sua reação quando estivéssemos juntos? Será que ele iria me ignorar, provavelmente sim. Suspirei e entrei no banho, me lavei sentindo minhas forças se renovar, vesti-me de maneira casual e aguardei Deidara que viria me buscar, antes do loiro chegar meus pais me questionaram de até quando eu ficaria na mansão, inventei qualquer desculpa, pois nem mesmo eu sabia, porém só de imaginar em ficar longe daquele bastardo sentia-me triste. Por sorte Deidara não demorou, quando entrei no carro ele mirou as flores que trazia em minhas mãos.

— Sabe que não está indo em um velório, né? – disse sorrindo, ignorei seu comentário. Era impossível Mikoto-san não gostar de rosas, ainda mais brancas, foi à única coisa que consegui de última hora. No quintal da casa de meus pais, além de repolhos, cenouras e outras coisas, havia lindas roseiras. Sentia-me tolo por não comprar nada grandioso, como Sasuke, se bem que não possuía obrigação nenhuma diferente dele que era filho. Não demorou e Deidara estacionou em frente à residência Uchiha, que ficava um pouco afastada da cidade em meio às densas árvores, diferente do que poderia ser a casa da família Uchiha era iluminada e cheia de artefatos antigos, era bom estar ali.

Adentramos o local e um burburinho podia ser ouvido, estavam todos reunidos. Sakura com Sai, um vampiro medonho e magrelo, por quem a vampira de cabelos róseos e olhos verdes, era apaixonada. Mikoto estava ao centro da sala, trajando um lindo vestido negro que combinava com seus cabelos, e recebia um belíssimo relógio de Fugaku, é... Meu pequeno buquê de rosas parecia tão insignificante agora. Itachi trocava a música no aparelho de som, enquanto tomava uma taça de... Vinho ou sangue?

— Oh! Naruto achei que não viria, Sasuke disse que você ficaria na casa de seus pais. – ouvi a matriarca dizer vindo em minha direção. Em nem um momento disse que não viria, será que aquele teme estava querendo me manter longe? Recebi o abraço, que eu deveria ter dado, sendo apertado firme nos braços finos de Mikoto.

— Parabéns, Mikoto-san! Eu não sabia então não tive tempo de lhe comprar nada, apenas aceita esse humilde buquê de rosas que só não são mais lindas quanto você. – Kushina me mataria se ouvisse aquela declaração para outra mulher que não fosse ela.

— Meu querido, obrigada! São realmente lindas! – recebi um doce beijo em meu rosto. Depois que Mikoto recebeu o restante dos presentes resolvi andar pelo local e não encontrei quem gostaria, comi alguma coisa, feita especialmente para mim e Deidara, e observei, através da janela da cozinha, a mata a minha frente.

A voz alterada de Mikoto me levou de volta até a sala, e qual foi a minha surpresa ao ver Sasuke com aquela vampira que tentou me matar. Ela sorria cinicamente em minha direção. A pele de sua face já não era mais imaculada como da primeira vez que a vi, um dos lados de seu rosto possuía um pequeno trincado, como aqueles feitos em peças de porcelana. E ele... Ele parecia não notar minha presença.

— Você está louco, Sasuke? – percebi o quanto Itachi estava possesso. — Não pode se casar com ela... – então era isso. Aquele bastardo iria se casar com ela, provavelmente se arrependeu de deixá-la, ele a amava era mais do que suficiente para estarem juntos, e ao constatar aquilo eu não me senti nada bem.

March 25, 2018, 11:50 p.m. 0 Report Embed 5
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