kauan-silv Kauan Henrique S. S.

Em seus últimos dias Kripton se via perdida. O conselho se afogava cada hora mais em sua burocracia, o povo se perdia em sua rotina enquanto a catástrofe quase pedia licença para destruir tudo por ali. Até que inconscientemente dois irmãos mudaram o rumo deste universo. Divididos pela culpa e a esperança os cientistas por meio de seu conflito mudaram os rumos dos eventos daquela Terra. Entretanto Kripton se destruiu da mesma forma, apenas o amanhã poderia ser diferente. Mesmo assim, talvez esses dias não fossem tão menos sangrentos quanto o passado. E Kripton? Mortos pelo espaço estão os cadáveres de Kripton. Acalentados pelos destroços de seu planeta sem forma. E para este universo em específico, nada além de um suspiro teve Kal-El. Nunca houve um Clark, jamais existiu sobre essa Terra algum herói chamado Superman...  


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O fim

◇ Argo City: Meia hora antes da destruição.


Kara estava sentada em um estofado no canto da sala. Lá fora o caos se instalava, em poucos minutos o planeta seria destruido.


Zor-El:— Eu já disse que eu não quero conversar agora. Não temos tempo!


Disse o homem ao entrar na sala com pressa, Alura sua mulher o perseguia inquieta. Ele com pressa checava vários monitores na cozinha, provavelmente tinham relação com a nave atracada na varanda do edifício.


Alura:— O que você vai fazer com a nossa filha Zor-Él!? Que idéia é essa de enviar ela para essa tal Terra?


Questionava a mulher colocando as mãos nos ombros de seu marido tentando interromper seu ímpeto.


Zór-Él:— Nosso mundo está morrendo Alura! Eu preciso concertar o que eu fiz! Eu! Não Jor-Él. Eu trarei a salvação.


Disse o homem irritado, nos últimos meses Alura já nem reconhecia seu marido. Desde de que seu reator de contenção falhou acelerando o processo de destruição ele parecia obcecado em não aceitar o fim.


Alura:— O quê?


Disse a mulher. Zor-Él ficou pensativo por um instante.


Zor-Él:— Eu matei o bebê.


Disse o homem se escorando em um balcão pensativo.


Alura:— Como assim?


Disse Alura surprendida.


Zór-el:— Eu briguei com meu irmão. Não me olhe desse jeito... Eu fui o único que tentou de verdade dar esperança para o nosso povo. Tentei conversar, mas ele veio me culpar como se Kal-Él; um projeto bastardo fosse a "continuação de nosso legado"... Eu não destrui Kripton! Eu serei o responsável por ressuscita-lá! Eu não sou o culpado... Eu fiz o conselho me escultar, eu dei uma solução de verdade, por muito pouco; Ah! Eu estava quase lá! Por muito pouco eu não consigo. Mas quem sempre é levado a sério na família? Quem representa nossa casa no conselho!? Jor-El nunca mereceu o cargo que tinha! É uma pena que meu pequeno sobrinho fosse geneticamente tão frágil em seus primeiros dias de vida.


Alura se sentou incrédula, colocando as mãos em suas têmporas visivelmente irritada.


Zor-Él:— Infelizmente Kal-Él não pode fazer parte do meu plano, mais foi parte da minha vingança.


Alura:— Que monstro você se tornou?


Disse Alura ainda sentada olhando fixamente para seu marido quase em lágrimas. Lá fora se ouvia gritos e acidentes causando explosões.


Zor-Él:— Se nossa espécie tiver uma nova alvorada, eu terei feito minha parte.

Disse o homem olhando para Alura enquanto segurava levemente seu queixo, e passava suavemente a mão entre seus fios de cabelos escuros bagunçados pelo rosto.


Alura:— Do que você está falando!? Onde está Jór-Él? O que você fez?


Ele se afastou com um sorriso maligno em seu rosto.


Zor-Él:— Ele tirou tudo de mim, e eu o fiz pior.

O sorriso então se transformou-se em uma feição vazia com um olhar perdido em memórias de sangue.


Zor-Él:— Nossa filha não será uma protetora de um incapaz como queria meu irmão, será a esperança de Kripton que resplandecerá no universo.

Disse convicto. Zor-Él então partiu em direção a Kara e puxando bruscamente a garota pelo braço colocou a garota dentro da cabine que estava aberta na varanda.

Kara:— Pai, eu'u... eu tô com medo.


Disse a gorota assustada enquanto seu pai a prendia no assento.


Zor-Él:— Cumpra meus planos pequena, e nunca mais sentirá isso novamente.


Alura partiu enfurecida direção à Zor-Él para impedir seu marido.


Alura:— Solta minha filha! Seu covarde...


A cabine se fechou. Zor-Él empurrou sua mulher e a afastou de perto da cabine a força enquanta ela resistia.


Kara:—Mãe! Mãe! Solta ela! M'mãe...


De dentro da cabine Kara começava a se desesperar vendo a cena, enquanto isso nave se aquecia para descolagem.

Por fim seu pai com toda brutalidade imobilizou Alura enquanto olhava para Kara.


Zor-Él:— Adeus Kara.


A nave decolou imediatamente. Abriu-se atrás da garota um compartimento que dava acesso ao resto da nave, porém Kara se manteve ali.

Seu mundo frente aos seus olhos foi diminuindo de tamanho. Logo já não via sua casa, seu colégio, logo já não via Argo City. Suas últimas lembranças seriam de uma cidade em destruição e caos, assim como sua família, assim como até sua própria existência parecia seria dali para frente.

Logo Kripton se tornou um ponto solitário no espaço, assim como Kara começava a se sentir naquele momento. Após a distância a explosão, não há como se descrever a sensação de ver seu planeta natal se destruindo frente aos seus olhos, a garota tinha entorno de nove anos de idade do ponto de vista terrestre, era uma agonia qualquer sentimento advindo de Kara.

Entretanto Kripton era uma bela metáfora para como Kara se sentia agora. Primeiro o medo, depois o caos e por fim a destruição.

Como tudo isso se tornaria em esperança? Particularmente esse universo tinha linhas próprias fora mesmo de todas as crises. Entretanto os melhores futuros dependem dos piores passados.












July 30, 2023, 4:46 p.m. 0 Report Embed Follow story
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